Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2017 | 03h08

CORRUPÇÃO

Intervenção no Rio

A situação caótica do Rio de Janeiro exige intervenção federal, tal o nível de desagregação política, econômica e social do Estado. Com o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), preso na Operação Cadeia Velha e agora solto, reassumindo o cargo, há elementos suficientes para o Executivo federal tomar uma medida drástica, como preconiza o artigo 34, incisos III, IV e V, da Constituição federal, a fim de pôr termo a grave comprometimento da ordem pública e reorganizar as finanças dessa unidade da Federação.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Votação na Alerj

A prisão – decretada por unanimidade pelo Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2) – do presidente da Alerj, Jorge Picciani, e dos deputados Paulo de Melo e Edson Albertassi foi revogada por seus companheiros. Sempre ouço muita gente dizer que não sabe em quem votar. Pode ser. Mas em quem não votar nas próximas eleições para o Legislativo fluminense, estão aí de barbada 39 deputados estaduais, incluindo um que simplesmente lavou as mãos.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Verdugos eleitos

A Alerj, que protege e dá salvo-conduto a criminosos que atentam contra os interesses legítimos do povo, deixa clara a divisão que existe no Brasil: de um lado, grupos que se apossam do dinheiro público para saciar seus vícios de poder e dinheiro; de outro, os incautos e desavisados que votam e elegem, sem maiores cuidados, os seus próprios verdugos. E tudo dentro da mais estrita legalidade constitucional, ou seja, graças ao Supremo Tribunal Federal (STF), que no caso Aécio tergiversou e, graças à sua força ou à sua fraqueza, temos hoje o Legislativo fluminense que merecemos.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

Deboche

O crime de corrupção é o mais cruel, pois destrói sonhos, oportunidades e vidas. As mazelas hoje existentes no Estado do Rio de Janeiro decorrem exclusivamente desse delito. Esses criminosos, a cúpula da classe política fluminense, no mínimo deveriam ter seus bens confiscados, além de ser enviados para presídios de segurança máxima. Chego à conclusão de que prisão no Brasil, de fato, é exclusiva para os quatro pês: pobre, preto, prostituta e policial que atira e mata bandido.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

‘Excelências’ sob suspeita

Chocante e difícil de ver ou tolerar sem se indignar a imagem do presidente da Alerj e de outros parlamentares indo para a cadeia. Não menos constrangedor é saber que existe um deputado federal que só sai da prisão para comparecer às sessões, mas não tem liberdade para visitar o seu eleitorado. Também soa ruim a imagem de viaturas e agentes da Polícia Federal vasculhando gabinetes e residências de parlamentares e de outras figuras gradas da República, que deveriam ser gente acima de qualquer suspeita. Aécio Neves foi afastado e reintegrado duas vezes e o mesmo acaba de ser feito com os três deputados do Rio, porque a prisão ou afastamento do parlamentar depende da anuência da Casa Legislativa onde ele exerce o seu mandato. O País precisa de instrumentos legais que não permitam a repetição do mensalão e dos crimes apurados na Lava Jato. Não pode viver eternamente com políticos de alto escalão na marca do pênalti. Carecemos de uma nova Constituição e de instrumentos mais contemporâneos para a apuração e aplicação das penas aos faltosos. Sem isso continuaremos patinando indefinidamente...

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Em Krypton

Observando o que vem acontecendo no Estado do Rio de Janeiro, onde todos os seus governantes, sem exceção, praticaram e continuam a praticar os mais variados atos do alfabeto da corrupção, de A a Z, incriminando em maior ou menor escala um ex-governador com membros do seu staff, o atual substituto e auxiliares, o atual presidente da Assembleia Legislativa e a quase totalidade de seus deputados, a maioria dos membros do Tribunal de Contas do Estado, além de um ex-prefeito, chama a atenção o fato de todos eles ou a esmagadora maioria deles pertencer a um único partido, o PMDB. Pois bem, a ação desses governantes levou o Estado a uma situação de verdadeira calamidade pública, política, ética, moral, econômica, administrativa, etc. E o que fazem os próceres desse partido que exercem suas atividades em Brasília, como os Jucás, os Renans, os Eunícios e até mesmo o principal membro partidário, ocupante do Palácio do Planalto? Cara de paisagem! A impressão que dá a inação desses líderes do partido é que tudo está acontecendo em Krypton, o planeta de origem do Superman. Será que eles não percebem que a decência os obrigaria a, no mínimo, intervir no PMDB estadual fluminense e punir os crápulas, seus partidários locais, ao menos com a expulsão da sigla? E por que não fazem nada? Simplesmente por medo de que o tiro lhes saia pela culatra. Todos têm telhado de vidro e consciência pesada, por isso permanecem calados.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

CRIMINALIDADE

Prisão após 2ª instância

Fernando Gabeira tem razão: está nos porões e se preparando para sair a derrubada da prisão em segunda instância (17/11, A2). A ministra Cármen Lúcia, do STF, não deve nunca pautar esse assunto, sob pena de instaurar novamente a impunidade. Sugiro às pessoas de bem, maioria do nosso povo, que se manifestem nas redes sociais, nos jornais, locais de trabalho e – por que não? – nas ruas, mostrando que estamos alertas para que não se consume mais esse ato urdido por forças terríveis para solapar o pouco da justiça que tanto queremos. Os políticos e empresários bandidos devem prestar contas à Justiça, e rapidamente.

M. A. KHOURI

michelak@brturbo.com.br

Curitiba

ELEIÇÕES 2018

Razões para ter medo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse em entrevista que tem medo da direita de Bolsonaro. Eu não tenho medo de governos de esquerda nem de direita. Tenho medo de políticos corruptos, administração pública vigarista e de ladrões e Judiciário acovardado.

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

“Alguém tinha alguma dúvida de que a Alerj iria soltar os mafiosos que estão saqueando 

o Estado do Rio de Janeiro? Que vergonha!”

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS / SÃO PAULO, SOBRE OS DEPUTADOS ESTADUAIS FLUMINENSES PRESOS NA OPERAÇÃO CADEIA VELHA, DA POLÍCIA FEDERAL

rzeiglezias@gmail.com

“Intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro já, para acabar com o corporativismo político que apoia a corrupção e a bandidagem”

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), IDEM

ssoliveiramsm@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O SENADO E O FUNDÃO

Enojante, absurdo e inconveniente o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), encaminhar esta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação em defesa do fundo bilionário aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Michel Temer para custear campanhas eleitorais com dinheiro público em 2018. Enquanto isso, a saúde pública segue falida, a segurança pública, inexistente, a educação pública, à deriva, e os transportes públicos, em falta.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MURRO NA MESA

O Brasil caminha para jogar no lixo bilhões de reais com o fundo partidário. É intolerável que o governo dê dinheiro para si mesmo com a criminosa desculpa de que só assim irá parar de roubar nas eleições. O Brasil poderia fazer uso muito melhor desses bilhões, em vez de jogá-los fora em propagandas mentirosas. As eleições no Brasil não servem para nada, a democracia brasileira é uma grande fraude, o povo não escolhe nada, quem escolhe os governantes são os partidos políticos, e as eleições só servem para que os partidos roubem um pouco mais. As quadrilhas criminosas disfarçadas de partidos políticos vão colocar seus membros no governo com a única missão de dar continuidade aos esquemas criminosos de desvio de dinheiro público, única atividade que interessa ao governo. Seja lá quem for o "eleito", terá de jogar o jogo, roubar e deixar que todos roubem. Está mais do que na hora de o Brasil dar um murro na mesa e acabar com a palhaçada criminosa que são os partidos políticos. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DEPENDENTES

Na minha opinião, todo brasileiro, honesto, trabalhador e pagador de impostos  deveria inserir de igual forma, e compatível cada um com sua renda, incluir em suas declarações de renda como seus  dependentes 513 deputados, 81 senadores, 27 governadores, 1 presidente, 39 ministros e 150 mil presidiários. Essa dedução seria proporcional à porcentagem de impostos que recolhe e compatível com seus ganhos. Basta um estudo nesse sentido da Receita Federal e consequente aprovação. O povo precisa de Justiça! 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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ABRAÇO DE AFOGADOS

Tenho reparos a fazer ao artigo "Precisamos evitar o grande abraço de afogado", da economista Zeina Latif ("Estado", 16/11, B5). A maioria das medidas tributárias e fiscais relacionadas pela economista tornaria nosso sistema mais justo. Defender, contudo, aumento da arrecadação não cabe. Nossa carga tributária já é excessiva. Escorchante, mesmo! O Estado  precisa é gastar melhor o que é arrecadado.

Marcos Lefevre lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

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SOCIEDADE IMATURA

Espero que a elite brasileira tenha lido "Precisamos evitar o grande abraço de afogado" (16/11, B5). Essa elite lê este jornal e espero que siga o recado desta bela economista.

Helena Maria Bruno Pinto e Silva lelem@uol.com.br

São Paulo

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VAI FALTAR BOLSO

O presidente Michel Temer escreveu o artigo "O Brasil voltou aos trilhos" no "Estadão" de 14/11 (página A2). Senhor presidente, o senhor tem me surpreendido todos os dias, seja pelas boas notícias ou pelas notícias ruins sobre a sua pessoa. Não podemos negar que, entre todos os presidentes que passaram pela nossa República, o senhor não se acovardou na condução das necessárias reformas, de que o nosso querido trem Brasil há tanto tempo precisa para voltar ao crescimento, ou, como o senhor diz, voltar aos trilhos. Mas, como diz aquele velho ditado, a verdade tem de ser dita doa a quem doer: tenho a impressão de que as referidas reformas, principalmente a trabalhista e a da Previdência, têm sido feitas pela metade. A bitola do trem Brasil é estreita, os trilhos foram assentados usando a régua da bitola larga, isso foi feito de propósito para caberem os privilégios, a estabilidade no emprego, os altos salários e centenas de outros penduricalhos usados como recursos para engordar privilégios. Pois é, senhor presidente, tenho certeza de que é de seu conhecimento que, se juntarmos os servidores dos três níveis (federal, estaduais, municipais), mais o Executivo, Legislativo e Judiciário e as estatais, não vai existir bolso suficiente para honrar todas as despesas que o trem Brasil gera para se movimentar e para sustentar o caixa com saúde financeira evitando o aparecimento de déficits. Entendo, também, que não foi o senhor nem o seu governo quem criou este bicho louco devorador de recursos, ineficiente, inchado, mal acostumado e por aí vai. Estamos com a dívida interna batendo na casa dos R$ 4 trilhões; quem deve, é por que pediu emprestado; se pediu emprestado, é porque esteve gastando mais do tinha para gastar; quem deve precisa pagar, os credores querem receber, e com toda razão. Temos um ex-ministro da Fazenda que dizia que dívida não se paga, se rola, e foram rolando e rolando, até dar no que deu, temos um monstro sem dono, para cuidar, tratar e pagar. Quanta incompetência e mau caráter. Então, senhor presidente, o trem Brasil, projetado com rodas e eixos de bitola estreita, nunca vai conseguir rodar em trilhos projetados e montados com a régua da bitola larga. Quero dizer que, com toda a coragem que o senhor teve e está tendo, para a qual eu tiro o chapéu, infelizmente o trem manco não vai conseguir ganhar velocidade para o desenvolvimento de que necessitamos, enquanto esta outra parte de trabalhadores conseguirem manter seus privilégios e manterem o trem Brasil com os trilhos com a bitola errada. Afirmo novamente, senhor presidente, o senhor me surpreendeu com sua coragem e determinação ao enfrentar a perda da popularidade para fazer as reformas andarem, mas sei que o senhor, ao remar sozinho para a frente, não vai conseguir vencer todos os que estão remando para trás. Ao agirem dessa forma, estão condenando o nosso povo, aquela parcela da população que está trabalhando e vivendo na iniciativa privada, a pagar essa conta. Tenha certeza absoluta de que não vamos conseguir, não por falta de vontade, mas sim por falta de bolso. 

Antonio Barrionuevo abcbarrionuevo2010@hotmail.com

São Paulo

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'O BRASIL VOLTOU AOS TRILHOS'

A locomotiva foi recuperada e está com razoáveis condições de tração. Os vagões de cargas da composição até que não estão tão ruins assim, mas os vagões de passageiros, infelizmente, estão quase todos sucateados.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PRESTAÇÃO DE CONTAS 

Fez muito bem o presidente Michel Temer em enumerar, sem as pedaladas ilícitas de legado petista, ou jabuticabas desprezíveis, os inúmeros avanços de seu governo na área econômica, em seu artigo publicado no "Estadão" esta semana ("O Brasil voltou aos trilhos"). O mercado e os investidores reconhecem esse fato. São números reais o da volta do crescimento econômico em 2017, de 1%, e provável 3% em 2018; o da recuperação de parte dos empregos dizimados na triste era Dilma; o da recuperação das estatais quebradas pelo PT de Lula; o das novas concessões de estradas, aeroportos, leilões de bacias petrolíferas, cortes substanciais em fraudes contra o Tesouro e gastos improdutivos, etc.; e o das importantes reformas constitucionais, como a trabalhista, já em vigor, e novas regras para área de energia e outras. E, para fechar com chave de ouro este novo circulo de reformas, falta a reforma da Previdência. Como Temer prometeu, será feita ainda este ano. Nisso esperamos que o Congresso não falte com sua responsabilidade. Todas essas conquistas, é bom frisar, vieram em apenas um ano e meio de mandato. Ou, como escreve Michel Temer, "o mais amplo conjunto de reformas estruturantes dos últimos 30 anos, tendo como pilares o equilíbrio fiscal, a responsabilidade social e aumento da produtividade". Que assim siga.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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O BRASIL E O AUTORITARISMO

Michel Temer falou muito bem quando disse, na quarta-feira, que o "Brasil tem tendência a caminhar para o autoritarismo". Na verdade, ele fez um mea culpa. Ao tentar se segurar no poder, usou verbas públicas para corromper congressistas desclassificados que fazem tudo por dinheiro. São capazes até de prostituir suas mulheres e filhas. Isso também fez parte do show de todos os presidentes que se sucederam depois da dita "redemocratização" do País e da implantação da pior Constituição que o Brasil já teve. Isso é um autêntico autoritarismo. Então, compete a nós fazermos o expurgo destes salafrários que assolam o País por uma geração, não votando em nenhum (eu disse nenhum) dos atuais congressistas.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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QUANTO CUSTA AO PAÍS?

O arquivamento das duas denúncias contra o presidente Michel Temer e seus ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha custaram ao País alguns milhões em emendas parlamentares para poder comprar os votos dos deputados probos e éticos da nossa Câmara. A pergunta que não quer calar é: quanto vai custar ao erário a aprovação da malfadada e porca reforma da Previdência? Quantos ministérios serão dados em troca de apoios de partidos políticos enlameados até o pescoço? Até quando nossa democracia sobreviverá de favores? De troca de projetos por emendas parlamentares e ministérios?    

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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O BRASIL QUE NÃO QUEREMOS

O atual presidente da República precisa ter um limite naquilo que fala. Para evitar ilações sobre algumas afirmações, como a que fez recentemente na cidade de Itu, para onde o seu governo foi transferido nas comemorações da data da Proclamação da República. Ao alegar que os brasileiros têm tendência ao autoritarismo, ele deve estar levando em consideração as atitudes que estão sendo tomadas por sua equipe governamental, impondo leis sem a transparência necessária. É o Brasil que não queremos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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NOSSA FRAGILIDADE

A afirmação do presidente Temer de que o Brasil tem tendência a "caminhar para o autoritarismo", infelizmente, é verdadeira. Cabe-nos, entretanto, combater essa fragilidade que nos assola toda vez que enfrentamos eventuais crises na gestão pública ou na economia, para que possamos resolver nossas problemáticas com os mecanismos democráticos, única forma objetiva e duradoura de solução definitiva de tais vulnerabilidades, para que possamos nos igualar às grandes nações civilizadas do planeta. 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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IMPOPULARIDADE

O Bolsa Família, desde a sua criação, há mais de 13 anos, recebeu críticas de vários setores da sociedade, por não contemplar, ao lado do assistencialismo puro, claramente eleitoreiro, a promoção humana, por meio do estímulo ao trabalho e à educação, efeito multiplicador que desligaria lentamente os beneficiários da dependência da esmola oficial. Por outro lado, a crise que sobreveio após a administração petista, corrupta e incompetente, desaguou no enorme déficit orçamentário que atinge hoje o País, afetando os mais necessitados. Resultado: o Brasil terá, segundo o Banco Mundial, 3,6 milhões de "novos pobres" até o fim de 2017. Trata-se, portanto, de mais uma das inúmeras heranças sinistras a serem enfrentadas pelo atual governo, que arcará com o ônus da impopularidade decorrente. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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O CONFISCO DE LULA

Depois do fracasso da caravana promovida por Lula por cidades do Nordeste, quando foi filmado dentro do ônibus xingando um assessor, Lula passou a confiscar telefones celulares em sua caravana, por medida de segurança. Após o vazamento do vídeo, quase ninguém mais entra nos ônibus de viagem do petista segurando celular, recolhido logo na entrada. Essa é uma prática antiga do PT: sem provas, sem acusações, lembrando que desde 2009, quando houve uma reforma no Palácio do Planalto durante o governo Lula, as câmeras internas de segurança do prédio foram retiradas. Parodiando a letra da música "O que os olhos não veem o coração não sente", aquilo que as câmeras não filmam a lei não condena. 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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HERANÇA

"Procuradoria pede bloqueio de R$ 24 milhões de Lula e do filho" ("Estadão", 16/11). Parece que a Justiça vai bloquear toda a herança que Lula deve receber de dona Maria Letícia. Muito azar!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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R$ 24 MILHÕES

Se bloquearam R$ 24 milhões do inominável,  ainda deve ter algum trocado para ele "sobreviver". Onde anda a Receita Federal?

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo 

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A INDEPENDÊNCIA DA PF

Até que a coisa está interessante. Um dia após a posse do novo diretor da Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, cuja indicação nos deixou com um dinossauro atrás da orelha pelo currículo dos que o indicaram, a Polícia Federal colocou a República em polvorosa, prendendo políticos, levando centenas de suspeitos em condução coercitiva, raspando cofres e levando documentos, de norte a sul do País, e abrindo inúmeras outras operações com nomes para lá de significativos. Se Segóvia chegou para calar a Operação Lava Jato, prejudicar investigações em andamento e engavetar suspeitas, agora terá de dar andamento a este trabalho, senão a pressão popular será implacável. Ele não poderá, agora, colocar-se em cima do muro, pondo suspeitos em banho-maria. Cumprimento a PF pela independência. 

     

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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NOVO DIRETOR-GERAL

Se não era para mudar nada, para que trocar de diretor, de Leandro Daiello para Fernando Segóvia?

Jaime E. Sanches jaime@carboroil.com.br

São Paulo

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O TRABALHO CONTINUA

Cumprimentos e felicitações ao mais longevo diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, cujo denodo, empenho e trabalho incansável foram de fundamental importância e relevância para a realização das maiores operações de combate à corrupção e aos malfeitos e ilícitos praticados nas administrações públicas, como as Operações Lava Jato, Acrônimo, Zelotes e Calicute. Nos últimos seis anos, o Brasil mudou - e muito. Espera-se de seu substituto, Fernando Segóvia, a necessária e primordial continuidade no árduo e penoso processo de desratização do Congresso e de toda a máquina pública do País, com igual rigor, diligência e pertinácia.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ESPORTE E CORRUPÇÃO

Por que eu não deveria acreditar que a Rede Globo pagou propina para garantir direitos de transmissão de eventos esportivos como a Copa do Mundo, tendo em vista que suas novelas - carro-chefe da programação da "vênus platinada" - fazem esmerada apologia do pior que habita os seres humanos, especialmente seus comportamentos corruptos, vis e criminosos? Diga-me o que você produz e televisiona, e eu te direi quem você é. Há tempos as ruas bradam "o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo!".

  

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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A INOCÊNCIA DA REDE GLOBO

Faça quantos desmentidos quiser. Nos seus telejornais ou em qualquer outro veículo. Vai ser difícil de alguém acreditar ou aceitar que a Globo não deu propina para adquirir os direitos de transmissão das Copas de 2022 e 2026. Numa disputa em que praticamente todas as emissoras querem, é difícil você conseguir sem dar algo, ainda mais lidando com dirigentes esportivos que decidem a questão e que têm uma goela maior que a cratera de um vulcão. Pode bater bumbo, fazer o que quiser, vai ser difícil de convencer a população da sua inocência.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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DESMENTIDOS

Sempre questionei o monopólio que a Rede Globo tem sobre as transmissões esportivas. A afirmação de não praticar corrupção está parecendo político brasileiro que sempre repete que as doações foram limpas e declaradas à Justiça. Conte outra, Rede Globo, não convenceu ninguém.

José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

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A DEMOCRACIA E AS ESCOPETAS

O professor Leandro Karnal cometeu equívocos imperdoáveis na sua coluna de quarta-feira ("A República brasileira, de um Mourão a outro", 15/11, C6), quando escreveu que, em detrimento das demais profissões, só servem para ser candidatos a governantes os bons militares, advogados e professores. Também sem explicar por quê, finaliza  sua coluna afirmando que Estados soberanos não podem prescindir de suas Forças Armadas, esquecendo-se de que existem 22 Estados pequenos que não têm Forças Armadas e são felizes com esse "status" sem a ameaça de escopetas, como ele mesmo se expressou. Atualmente, faltam ao Brasil patriotismo, honradez, moral e ética. Estas seriam as nossas melhores Forças Armadas, calcadas nas milhares de profissões reconhecidas em nosso país e sem elitismos desnecessários.

José R. Custódio de Lima oslimas@terra.com.br

São Paulo

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BOM DEBATE

Irrepreensível o artigo do historiador Leandro Karnal de quarta-feira ("A República brasileira de um Mourão a outro"). Deveria ser lido nas universidades esquerdistas deste Brasil agora e entregue nas escolas fundamentais para debates em sala de aula. Parabéns ao articulista e ao jornal!

Pedro G. de Matos Neto pedrogomesdematosneto@gmail.com

Fortaleza

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PROSOPOPEIA

Na quarta-feira (15/11) me deparei no "Caderno 2" do "Estadão" (página C6) com a coluna de um historiador que não entendi bem. O colunista faz críticas exacerbadas, cáusticas mesmo a um militar que numa palestra proferida em ambiente restrito (e não como a coluna em questão que é pública) ousou fazer uma advertência à classe política desclassificada atuante no país, alertando que se não for encontrada uma forma de acabar com o descalabro político-administrativo-ético-e moral em que se encontra o Brasil, por ação ou omissão desses mesmos políticos e a situação evoluir para uma convulsão nacional e desordem generalizada, o exército vai ser obrigado a intervir para reestabelecer a ordem. A lengalenga (ou nhê-nhê-nhê como gosta o FHC) de que as Forças Armadas só podem ser convocadas pelos poderes constituídos suscita uma pergunta direta: como esperar que tais poderes constituídos, responsáveis que são pela desordem generalizada que aí está, vão convocar a única força com poderes para intervir contra eles mesmos? Fica com o colunista a resposta a essa questão. Em sua argumentação, o autor da coluna insiste que o militar não poderia se posicionar publicamente sobre política. Primeiramente, como já disse, o pronunciamento do general foi em ambiente restrito, uma Loja Maçônica não pública e só se tornou público por meio da repercussão que o evento alcançou na mídia. Aqui cabe outra pergunta: e um historiador pode se posicionar politicamente como no caso? Como historiador, não. Como cidadão sim, igual a qualquer outro, até militares. Na medida em que esse historiador recapitulou fatos históricos como a participação de outros militares de mesmo sobrenome que o criticado, tudo bem. É função do historiador. Mas quando ele se posiciona com relação ao comportamento de terceiros não está mais praticando a isenção que a narrativa histórica exige. Mas suponhamos que a possibilidade levantada pelo militar criticado não seja aceitável. Nesse caso cabe ainda uma pergunta ao colunista: como então resolver a bagunça que as instituições políticas existentes causaram e continuam a causar? Dizer que a solução terá que ser encontrada pelas instituições é bazofia. Imaginar que a solução virá democraticamente pelo voto dos cidadãos, remete a nova pergunta: que cidadãos, cara-pálida? Aqueles que constituem a imensa massa da população, ignorante, despreparada, desvalida que a mesma classe política desclassificada (espertamente) obriga a votar, e que vende seu voto por um pé de sapato para completar o par, ou meia cédula de dinheiro esperando receber a outra metade após as apurações, ou uma bolsa família qualquer? Se não houver resposta para as interrogações acima suscitadas me desculpe o autor, mas o conteúdo da coluna não passa da mais pura prosopopeia.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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DE UM MOURÃO A OUTRO

Sobre o artigo "A República brasileira de um Mourão a outro", eu vivi a época da tentativa da implantação do comunismo no mundo, pelas armas. Karnal, meu ilustre e querido historiador, é mais novo do que eu e só leu a respeito. Eu li e vivi. Acredite ele, em 1964 o povo não quis o comunismo no Brasil, eu estive nas manifestações de rua na Praça da Sé. A intervenção foi providencial. Posteriormente, o Exército voltou para a caserna, e o poder foi devolvido aos políticos. Lá se vão 30 anos, e veja o que fizeram com o povo brasileiro. É uma vergonha para o mundo. Parece-me que a grande dificuldade do brasileiro é dizer a verdade (que dói), dizer o politicamente incorreto é difícil. Parafraseando Roberto Campos, no Brasil discutimos muito as consequências e nos esquecemos das causas. Digo estas breves palavras com carinho e muito respeito. A história não está bem contada pelos historiadores, ou, melhor, falta contar a outra face.

Alpoim da Silva Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

 

 

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