Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2017 | 03h00

LULOPETISMO

Marinho, de novo

Ora, ora, ora... Quer dizer, então, que Luiz Marinho, presidente do PT-SP e pré-candidato à sucessão no Palácio dos Bandeirantes, está às voltas com nova (!) denúncia do Ministério Público Federal, desta vez acusado de desvios no Museu do Trabalhador? Será que o PT – enrolado com toda sorte de acusações no plano federal – não consegue encontrar, também no plano estadual, alguém em seus quadros sobre quem não pairem dúvidas de natureza criminal?

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

‘Coisa de Dilma’

Sobre o editorial de 18/11 (A3), gostaria de registrar que ninguém minimamente lúcido dará ouvidos à presidenta cassada Dilma Rousseff. Os fatos estão aí à vista de todos. Em poucos meses a casa está voltando ao normal. É uma questão de competência, mesmo com todos os escândalos de corrupção. Agora, de incompetente e corrupto, o tipo de gente que habita o PT, o Brasil cansou. Infelizmente, ela não tendo o que fazer, nem antes, muito menos agora, fica por aí, à custa do dinheiro do povo, falando baboseiras ridículas.

RICARDO FIORAVANTE LORENZI

ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

Promessas e mentiras

A dupla Lula-Dilma, responsáveis pela maior tragédia econômica, moral e social da História brasileira, faz périplo pelo interior do país e pela Europa destilando veneno, contando mentiras e fazendo promessas que nem ele nem ela tiveram a ousadia de cumprir, apesar de terem ficado na governança por mais de 13 anos. O todo-poderoso líder dos petistas, que esbraveja, ameaça, compara-se a Deus e a cobra peçonhenta, prometeu até isentar o assalariado do Imposto de Renda, além de desfazer as realizações do governo Temer. É ver para crer.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

CALOTE DA VENEZUELA

Larápios de sempre

Larápios são os compradores de títulos da dívida venezuelana. A Justiça seguramente pedirá uma profunda averiguação da Polícia Federal dessa ladroagem toda e seus autores, para sabermos quem mordeu e quanto morderam da própria Venezuela. Foi como passar um cheque sem fundos, coisa essa que só malandro faz conscientemente.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

ESTADO X NAÇÃO

Sangria

Nestes últimos tempos fomos engolfados por um tsunami de notícias envolvendo políticos e seus partidos em casos de corrupção. Concomitantemente, dirigentes do futebol foram flagrados em negócios espúrios e seus advogados lutam para reduzir-lhes as penas. Nem o comitê olímpico passou incólume pelo arrastão antiético. O Estado do Rio de Janeiro é a bola da vez. Lá vemos o cartel da corrupção escancarada, uma sem-vergonhice de tal monta que deputados estaduais livram seus parceiros da prisão em 24 horas, enquanto pautas corriqueiras são discutidas ad aeternum. Fato tanto mais impactante quando a população local sofre todo tipo de carências e os funcionários públicos recebem os salários atrasados e parcelados. Nesse quadro desolador, em que apurações revelam desvios de montantes estratosféricos em todos os níveis, é intrigante verificar que nem tudo é combatido com o mesmo rigor. Ex-dirigentes da Petrobrás, por exemplo, ainda continuam fora do foco. Leis ultrapassadas, sem perspectivas de alteração em curto prazo, fazem a corrupção parecer vantajosa. Desvalorizam-se valores éticos que deveriam ser enaltecidos. Em suma, no quesito sangria o povo leva larga vantagem. É dele, portanto, a primazia de dizer quando e como ela deverá ser estancada.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Fuçou, fedeu

Homens públicos eventualmente denunciados ou indiciados teriam por obrigação moral renunciar ao cargo para o qual foram eleitos, com o objetivo de atenderem à sua defesa (se houver). No entanto assistimos no nosso Brasil a parlamentares e outros políticos jurando inocência ou chorando diante de juízes. Mas o espírito de corpo e o conluio faz com que seus pares até os liberem da prisão. Pobre Brasil, principalmente porque é muito provável que os malfeitores sejam reeleitos.

JORGE SPUNBERG

jspunberg@gmail.com

São Paulo

Privatizar para quê?

Para promover uma grande mudança na composição do Congresso Nacional! Ou alguém ainda duvida de que políticos velhos e corruptos vão sobreviver sem as estatais? De que adianta a gestão brilhante dos competentes Pedro Parente e Wilson Ferreira na Petrobrás e na Eletrobrás, se elas continuarem à mercê de sindicalistas e políticos corruptos nos próximos governos? Se o PSDB quiser sair de cima do muro e ganhar o apoio da população, basta ler o excelente artigo Por que privatizar, de Adriano Pires (18/11, B2). E tomar posição.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

Pergunta para a História

O que deu errado? País rico, com povo dócil, de grande extensão territorial, bonito por natureza, livre de fenômenos naturais extremos, dono da maior floresta tropical do mundo, de temperatura amena, afeita à produção agrícola, dos grandes rios e mares, com amplas possibilidades ferroviárias, marítimas e terrestres, nascedouro de talentos individuais raros, com profusão de minerais nobres, biodiversidade invejada, campos de petróleo produtivos, amado por investidores estrangeiros, procura respostas...

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

FORÇAS ARMADAS

Brasileiros na África

Com milhares de quilômetros de fronteiras desguarnecidas, por onde trafegam drogas e armas de grosso calibre que matam brasileiros e enriquecem traficantes em assaltos a carros-fortes, caixas automáticos, etc., o governo pensa em mandar soldados brasileiros para uma região de conflitos na África? Nós, o povo, que vamos financiar isso, que benefício teremos?

ROGER CAHEN

rcahen@uol.com.br

São Paulo

GESTÃO DORIA

Tributação

Igrejas devem pagar impostos. São grandes negócios até com franquias e líderes riquíssimos.

ANTÓNIO ACORSI

acorsi.antonio@gmail.com

Jundiaí

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

CORRUPÇÃO NO RIO DE JANEIRO

 

A justiça havia determinado a prisão dos três deputados mais poderosos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), grandes responsáveis pela pilhagem ao longo de mais de 20 anos do que pertencia ao povo do Rio de Janeiro e pela multiplicação dos respectivos patrimônios por várias ordens de grandeza. Seus pares, em rara operosidade, interromperam o feriadão, reuniram-se em sessão extraordinária e lhes devolveram a liberdade, numa demonstração de completo desprezo pelo interesse público e desrespeito à população fluminense. Foi o mais triste espetáculo dos que vêm pontuando a história recente do Estado. Que não se esqueçam, porém, de que a aparente passividade acumulada do povo pode ser a porta aberta para uma reação inesperada.  

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CASA DO POVO?

 

O Tribunal Regional Federal da 2.ª Região havia decretado a prisão do presidente da Alerj, Jorge Piciani, do líder de governo, Edson Albertassi, e de Paulo Melo, todos deputados do PMDB, porém os três foram soltos ainda na sexta-feira, após passarem um dia na cadeia. A prisão foi revogada por decisão absurda, vergonhosa, ridícula e totalmente ilógica da Alerj – “Associação de Libertinagem Especial e Reduto de Jagunços”? –, por 39 votos a 19, com um detalhe de suma relevância: tal votação/decisão foi tomada a portas fechadas, não permitiram a entrada de ninguém, nem de uma oficial de Justiça munida de mandado.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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PÁGINA NEGRA

 

A Alerj, em mais uma de suas manifestações demonstrativas do caráter (?) que norteia seus membros, decide soltar Picciani e mais dois membros da quadrilha instalada neste antro em que se transformou aquela que deveria ser a casa legislativa do Estado fluminense, mas que, na verdade, não passa de uma casa de tolerância, um bordel. Nunca a palavra deputado, se analisada sílaba por sílaba, foi tão bem empregada quanto neste caso. O País todo regozija-se por essa demonstração total de desapreço às mais comezinhas regras de honradez, caráter e honestidade. Mais um tapa e uma cusparada são dados na cara do sofrido povo do Estado e em todos os outros brasileiros enojados, envergonhados e de joelhos diante de tantas barbaridades cometidas por estes crápulas travestidos de políticos. Assim se escreveu mais uma página negra na história do Brasil. Não será a última, mas quem sabe não seja a primeira de uma nova era, na qual estes bandidos sejam apeados do poder e em praça pública respondam por seus crimes.  

 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

 

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ESTADO EM CRISE

 

A quadrilha instalada na Alerj resolveu soltar todos os comprovadamente corruptos da Casa, os verdadeiros chefões dela.  A que ponto chegamos. Gatos pingados apenas foram protestar em frente à Assembleia. O Estado do Rio de Janeiro está à míngua, não paga funcionários e aposentados, mas esta corja continua operando.

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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O STF, O SENADO E A ALERJ

 

No episódio recente envolvendo o senador Aécio Neves, o Supremo Tribunal Federal (STF) abdicou de sua função de tomar decisão e assim abriu as portas para que o povo brasileiro finalmente faça prevalecer sua preferência moral tão genialmente resumida por Stanislaw Ponte Preta (“restaure-se a moralidade, ou locupletemo-nos todos”). Os representantes do povo no Senado da República e, mais recentemente, no episódio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro mostraram, com veemência, que a Justiça brasileira precisa modernizar-se e tornar legal a segunda opção de Stanislaw. Essa medida deveria, portanto, ser a pedra de toque da nova Constituição a ser promulgada uma vez que refletiria, democraticamente, a vontade do povo. Isso tornaria a nova Constituição menos constrangedora para o STF como também mais justa pois atribuiria direitos iguais à todo cidadão brasileiro.

 

Antonio C. M. Camargo antonio.camargo37@gmail.com

São Paulo

 

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A ALERJ AGRADECE

 

O voto de minerva, aparentemente conciliador, da ministra Cármen Lúcia no imbróglio envolvendo a Corte e o Senado em torno da punição de Aécio Neves (PSDB-MG) causou um retrocesso sem precedentes no combate à corrupção. A Alerj agradece, o povo chora!

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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O ESCÁRNIO E O CINISMO

 

Ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, Vossa Excelência tem toda razão, “o escárnio venceu o cinismo”.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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COM A ANUÊNCIA DO SUPREMO

 

A decisão do Parlamento fluminense em libertar deputados até então presos por suspeita de corrupção só foi possível graças à decisão proferida recentemente pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). O plenário da Corte concedeu aos deputados a prerrogativa de rever decisões emitidas pelo Poder Judiciário. Picciani é um dos políticos com maior influência no cenário político do Rio de Janeiro e, por isso, as chances de ter apoio de seus pares era algo próximo de 100%. É triste chegar a essa constatação, mas a possibilidade de libertar políticos com envolvimento em atos de corrupção só foi possível graças ao apoio da maioria dos ministros do Supremo que, ao invés de defender o princípio de que todos são iguais perante a lei, permitiu que houvesse no Brasil um sistema de castas, onde determinados indivíduos são intocáveis.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

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FORO PRIVILEGIADO

 

O voto de minerva da ministra Cármen Lúcia foi um verdadeiro desastre no que se refere ao combate à corrupção. O lado bom foi que evitou o conflito entre os poderes num momento especial da política brasileira, porém teve grande revés nas decisões das Assembleias Legislativas dos Estados e Câmaras de Vereadores dos municípios. O reparo a ser feito pode ser, com devida data vênia, pautar o fim do foro privilegiado com a urgência urgentíssima. Esperamos que a ministra compreenda a necessidade de lenir as consequências de seu voto e paute logo as matérias que possam desfazer o sinistro.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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DO STF À ALERJ

 

Obrigado, Carminha! Assinado: Picciani e mais duas centenas de canalhas.

 

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

 

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HETERODOXIA OU POSITIVISMO?

 

A decisão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) põe novamente em cheque a quem de fato servem as Constituições (incluindo aqui as estaduais) e as leis em vigor. Conforme prevê a Constituição estadual, a Alerj usufruiu de sua competência e liberou os três parlamentares que haviam sido detidos por decisão do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2) – decisão esta discutível juridicamente. De qualquer modo, valeram-se os “cândidos” novamente do Estado de Direito para se safarem dos supostos (para nós certos) malfeitos cometidos. O cerne de toda essa questão, uma repetição do caso Aécio Neves (no Brasil a história se repete ad aeternum), é se permitiremos, enquanto opinião pública, certa heterodoxia na aplicação das leis e na interpretação da Carta Magna, ou atuaremos como ativistas de um direito positivista? Afinal, se hoje escapam à lei para manterem preso Jorge Picciani, amanhã poderão fazê-lo com Zé Povinho… Questão que vale um bom debate.

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

 

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ELEIÇÃO 2018

 

Depois que os deputados da Alerj revogarem a decisão da Justiça (TRF-2), que os cariocas acordem e anotem os nomes e partidos em quem NÃO devem votar em 2018!

              

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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NAS URNAS

 

Não tem jeito, a única forma que existe para punir políticos corruptos é o voto. Portanto, cariocas, na próxima eleição limpem a Alerj, não reelejam nenhum dos políticos envolvidos em corrupção. A Justiça prende, as Assembleias soltam. Uma vergonha.

 

José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

 

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PICCIANI ‘ET CATERVA’

 

O Cristo Redentor chora! Não há como reabilitar a corja que está no poder. Sabemos que somos governados por partidos, e não por pessoas! Votemos para expurgar do poder estes velhos e corrompidos partidos. A única esperança que nos resta é o voto consciente.

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

 

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SEM SALVAÇÃO

 

Com tantos ladrões na Alerj, nem Cristo é mais o Redentor...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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ESPECIALIZAÇÃO

 

As cúpulas do cartel de Sinaloa (México), Ndrangheta e Camorra (ambos da Itália), Yakuza (Japão), Farc (Colômbia), Hezbollah (Líbano), Hamas (Gaza), Isis (Síria e Iraque), Taleban (Afeganistão) e outros querem vir ao Brasil para estudar em cursos de aperfeiçoamento em financiamento promovidos pelos poderes executivos de Brasília e Rio de Janeiro em conjunto com a Alerj e o Congresso Nacional. O corpo docente é composto apenas de PhDs com experiência comprovada, como Paulo Maluf, Fernando Collor, Lula da Silva, Sergio Cabral, Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Eike Batista, Marcelo Odebrecht, e vários outros colaboradores. Todos os participantes terão tutores do TCU, TCEs, STJ, STF e Carf para os trabalhos de casa e estudos de casos. As inscrições devem ser feitas unicamente através de operadores credenciados e pagos unicamente em espécie (incluir um adicional de 10% como contribuição social espontânea). O tema do TCC será “Como colocar em prática os ensinamentos adquiridos sem risco de problemas com a Justiça”. Serão fornecidos diplomas a todos os participantes e os mais bem classificados ganharão cidadania brasileira e poderão concorrer em 2018.

 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

 

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RÉQUIEM PARA A REPÚBLICA

 

Se, no dia 15 de novembro de 1889, o marechal Manuel Deodoro da Fonseca tivesse, na véspera, uma premonição do que iria acontecer com a débil República, que de forma bisonha se instalava, por certo nem teria montado em seu cavalo para pôr fim à monarquia. Nenhum país democrático deixa de se transformar numa Babel política quando os poderes constituídos se digladiam, um agredindo o outro, tudo com a finalidade de tornar corriqueiro o assalto aos cofres públicos. O Supremo deixou de exercer a sua supremacia, desembargadores são afrontados nas suas decisões, juízes passam a ser coadjuvantes na representação da Justiça, como o que se viu no caso do senador Aécio Neves e, recentemente, com o presidente da Alerj e mais dois personagens dos bucaneiros do PMDB, sem falar nas atitudes mercenárias do presidente Michel Temer. Marechal, pegou mal.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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‘A INEVITÁVEL POLÍTICA’

 

Como nos lembra sr. Murillo de Aragão em seu lúcido artigo “A inevitável política” (18/11, A2), Platão advertiu que “a punição que os bons sofrem quando se recusam a agir é viver sob o governo dos maus”. No Brasil, infelizmente, foi criada uma barreira contra os bons que tentam entrar no política. Eles são sempre tolhidos em suas boas intenções e, desanimados, logo voltam para suas atividades no mundo privado. Tais foram os casos recentes com srs. Antônio Ermírio de Moraes, João Mellão e outros. Quais seriam as razões disso? Pessoalmente acho uma questão da falta de justiça e fragilidade na aplicação das leis na classe política. Esse protecionismo ao grupo dominante deixa o cidadão que gostaria de se candidatar inseguro, e o eleitor suscetível a argumentos ilusórios de políticos inescrupulosos, demagogos e irresponsáveis. A seguir seguem alguns exemplos de justiça fraca ou não aplicada em nossa história recente. Após a revolução de 1964 não se julgou nem puniu os muitos políticos que provocaram a anarquia e baderna, e que põem em risco nossa República democrática. Simplesmente foi facilitado aos mesmos o asilo político. Pois, com a eleição de Lula e o governo do PT, voltaram todos como heróis inclusive com polpudos bonus para compensar o tempo no exílio. A revolução perdeu uma ótima chance de iniciar a educação do eleitor para avaliar o que é política responsável. Outra questão absurda é o total descontrole do dinheiro público. Sem que as receitas municipais, estaduais ou  federal tenham conhecimento de desvio, aparecem por “encanto” (sic) pilhas e pilhas de dinheiro vivo (em cuecas, no escritório da sra. Roseana Sarney ou em apartamento emprestado a Geddel Vieira Lima) e nada acontece: será que, contrário ao que dizia meu pai, esse dinheiro nasceu em alguma árvore milagrosa? Ao sr. Aragão pergunto: dá para entrar na política quando esta tornou uma central de atividades mafiosas com cobertura de uma justiça frouxa e complacente? Enquanto política no Brasil for uma atividade com “pê” minúsculo, um meio para enriquecer e não uma forma cívica de doar tempo e energia para o bem da sociedade (como é em muitas nações do Primeiro Mundo), sem uma justiça igual para todos, não vai atrair os cidadãos honestos, sim os interesseiros e inescrupulosos!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

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A FOME E OS CRIMES

 

Um menino de 8 anos desmaia de fome. Ele é aluno da escola Cruzeiro, em Brasília. O que chama a nossa atenção? É uma criança desmaiar de fome, e sobre elas sabemos que muitas nem sequer têm o que comer e onde dormir? E o que dizer das escolas, se nem ao menos têm merenda para as crianças, dá para imaginar como é o ensino? Mas os homens que vivem em Brasília estão mostrando como é a democracia brasileira. Os poderosos fazem lavagem de dinheiro, corrompem, roubam os cofres públicos, fazem tráfico de influência, fazem delações, contam o que sabem e saem ilesos? Que tipo de Justiça este país quer dar aos brasileiros? Os Três Poderes estão comprometidos. Ninguém sai ileso se for aplicada a lei, mas, como a lei só existe para aqueles que não podem pagar suas defesas, vamos lotar as prisões e deixar os criminosos engravatados continuarem roubando? Até quando?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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CONSCIÊNCIA NEGRA

 

Segunda-feira, 20 de novembro, comemora-se o dia nacional da Consciência Negra. A data foi escolhida por ter sido o dia da morte do líder negro Zumbi, que lutou contra a escravidão no Brasil. A celebração relembra a importância de refletir sobre a posição dos negros na sociedade. Afinal, a geração que sucedeu a época de escravidão sofreu diversos níveis de preconceito. A data foi estabelecida pelo projeto Lei n.º 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. No entanto, somente em 2011 a lei foi sancionada (Lei 12.519/2011). Os primeiros africanos trazidos para o Brasil como escravos chegaram aqui em 1532. A abolição do tráfico negreiro deu-se em 1850 pela lei da “liberdade” e da igualdade por direitos dos negros jamais cessou. Como sempre desde que a comemoração foi instituída no calendário oficial brasileiro, principalmente este ano dado o quadro político econômico que o país está passando, o governo Michel Temer, pisou no tomate ao baixar uma portaria para mexer nas regras do combate ao trabalho escravo. Mesmo nos dias de hoje, ainda existe gente trabalhando de maneira forçada ou submetida a condições degradantes. O Brasil estava avançando neste caminho com a publicação de uma lista de empresas pegas nessa prática desumana. Isso precisa ser fiscalizado e punido com rigor. Sem preconceito questionamentos em todos os sentidos como por exemplo: Porque comemorar a consciência negra e não a branca, morena, parda ou a humana? Comemora-se a consciência negra porque os negros foram os oprimidos, escravizados por mais de 300 anos no Brasil e ainda hoje apesar dos avanços a população que mais sofre em todos os sentidos é a negra. Eles são 75% dos mais pobres, ou seja, três em cada quatro pessoas que estão no grupo dos 10 % mais pobres são negras. É uma população com renda média 2,5 vezes menor que a população branca. Soma mais de 60% da população penitenciária do país. Jovens negros são 77% dos assassinados todo ano, o que significa que um jovem negro é morto a cada 23 minutos no Brasil, verdadeira carnificina. O dia 20 de novembro além de lembrar a morte de Zumbi, líder da primeira república do Brasil, que foi Palmares, a resistência de um povo que sempre lutou por sua liberdade durante os quase 350 anos de escravidão. A luta é por justiça social e igualdade em tudo. Por isso, alguns governantes foram infelizes nas declarações indo contra o feriado que não é ainda comemorado em todos os municípios brasileiros. O dia da consciência negra é, ao contrário de outros feriados nacionais ou regionais, ele tem sido construído de forma diferenciada, ou seja, de “baixo para cima”. Trata-se de uma data de extrema importância para a história do movimento negro brasileiro. Dia em que morreu Zumbi dos Palmares, herói nacional negro. Zumbi é um ícone, um herói de nossa história do Brasil.

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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DESIGUALDADE

 

É importante refletir sobre a desigualdade social do País no Dia da Consciência Negra. Divulgado pelo Ipea, o Atlas da Violência 2017 aponta que mais de 318 mil jovens foram assassinados entre 2005 e 2015, sendo que cerca de 70% eram jovens negros do sexo masculino na faixa etária de 15-29 anos de idade. A falta de oportunidade educacional e de trabalho condena a uma vida de restrição material e de anomia social, que termina por impulsionar a criminalidade violenta. A vulnerabilidade social, sem a devida supervisão e orientação da escola, incentiva a trajetória de delinquência e crime. O país convive com alta evasão escolar, pois menos de 60% dos jovens completam o Ensino Médio (com no máximo um ano de atraso escolar). A irracionalidade social não enxerga que o investimento na educação infantil, base do desenvolvimento humano, é condição necessária para o desenvolvimento do país. As políticas públicas ligadas a assistência social, cultura e saúde também são importantes, pois não se pode discutir apenas a segurança pública como solução para combater a violência urbana.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

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