Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2017 | 04h22

ELEIÇÕES 2018

Escolha impossível

Entre o ruim e o pior, como bem colocado pelo editorial do Estadão de ontem (A3), a escolha, para o verdadeiro democrata, torna-se impossível. Nem Lula da Silva nem Jair Bolsonaro podem representar os interesses da democracia que se deseja para o Brasil. Certamente vão ficar no pé da lista quando se apresentarem oficialmente, de acordo com o calendário eleitoral, os demais candidatos, tais como Geraldo Alckmin, Ronaldo Caiado e Álvaro Dias, cujas vidas e pregações estão em consonância com os ideais verdadeiramente progressistas do País. A polarização entre Lula e Bolsonaro é momentânea e certamente cederá lugar a escolhas mais interessantes e cabíveis para o Brasil. Aliás, Lula já não é ficha-suja, não?

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Nada a esperar

Excelente o editorial Entre o ruim e o pior, perfeita análise dos fatos políticos atuais com vista à eleição para a Presidência da República no próximo ano. Do “demiurgo de Garanhuns”, que deseja ser o salvador da Pátria que ele mesmo e seu poste arruinaram e continua com suas mentirosas e inviáveis promessas, e do “iracundo” Bolsonaro, que explora a apatia do eleitorado, como Lula, com “refinada boçalidade”, nada poderemos esperar mesmo de objetivo no sentido de remodelar esta nação. Nossa esperança será o surgimento de um bom candidato – e ainda temos tempo para isso – que consiga tocar a mente dos eleitores, até as mais oclusas, para que esses que ficaram à frente do poder nas duas últimas décadas sejam rejeitados de vez.

CARLOS EDUARDO B. RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Alternativas confiáveis

Se entre o ruim e o pior as consequências para o futuro da Nação serão igualmente funestas, caso Lula ou Bolsonaro vença o pleito presidencial do ano que vem, certas alternativas que se apresentam neste momento não conferem a mínima segurança. João Doria Júnior, perto de completar um ano à frente da Prefeitura da cidade de São Paulo, ainda deixa a desejar quanto à demonstração das qualidades necessárias à condução da coisa pública e Luciano Huck não apresentou publicamente, até o momento, nenhuma outra habilidade além das que já conhecemos: é um bom apresentador de TV e um bom garoto-propaganda. Mas, sim, ainda há tempo para evitar desfechos funestos, porém confiança não se conquista da noite para o dia e quanto antes surgirem alternativas confiáveis ao ruim e ao pior, melhor.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Novidade

O editorial Entre o ruim e o pior mostra que entre os candidatos na liderança para a disputa presidencial há poucas diferenças no que se refere à política econômica. Ambos defendem o mesmo modelo estatista que levou à atual recessão. É oportuno lembrar que o recém-confirmado pré-candidato à eleição presidencial de 2018 João Amoêdo, do Partido Novo, é o único postulante que defende abertamente a diminuição da máquina estatal, o equilíbrio fiscal e o fim dos privilégios, com uma economia guiada por livre-iniciativa e livre mercado. Essas políticas são a melhor forma de reduzir a corrupção e o impacto de maus gestores, além de serem comprovadamente o melhor caminho para a prosperidade. Em 2018 o eleitor não precisa decidir entre o ruim e o pior, ele pode, finalmente, escolher o melhor.

RAFAEL GIANNETTI

rafael.cgiannetti@gmail.com

São Paulo

EM SÃO PAULO

Bloco de concreto mata juíza

O concreto armado não se desprende em blocos, como aconteceu em São Paulo, sem a agravante da falta de manutenção preditiva, preventiva e corretiva. A culpa por esse acidente é de todos do poder público, Legislativo, Executivo e Judiciário. Todos os que se omitem e silenciam diante da falta de respeito e de fiscalização, cada um na sua esfera de responsabilidade. A omissão causa e causará muitos acidentes sem culpados se assim continuarmos. Para evitar que o descaso se transforme em justificativas ou acumule matéria de peritos, proponho uma reflexão sobre nossos valores. Por que não aproveitam os juízes e promotores para honrar a magistrada que perdeu a vida e montam vigília nas sedes dos Executivos e Legislativos em São Paulo (estaduais e municipais), atribuindo-lhes a responsabilidade pelo não exercício da função, que se materializa em mortes ano a ano? O caso em tela, por acaso, tirou a vida de uma juíza. Promotores e juízes, juntos, podem alterar o caminho da impunidade dos incompetentes que nos governam.

MAURICIO LINN BIANCHI

mbianchi@groupe-allard.com.br

São Paulo

Sinalizador e inspeção

A Municipalidade deveria fazer constantes inspeções em pontes, viadutos e túneis, boa parte em péssimo estado e com infiltrações. E colocar sinalizadores para que veículos acima da altura permitida sejam alertados, a fim de evitar mais acidentes fatais. Supervisão e fiscalização salvam vidas. Mas em São Paulo só o que funciona 24 horas no trânsito são os radares para multar.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Centro de acolhida

No Parque Dom Pedro existe um prédio que era o quartel da 7.ª Companhia de Guardas do Exército Brasileiro, com numerosos cômodos que serviam de alojamento dos soldados e oficiais, além de enfermaria, muitos banheiros, cozinha industrial e espaço amplo para prática de esportes. O prédio está se deteriorando a olhos vistos, enquanto em volta, especialmente na Praça da Sé e no próprio Parque Dom Pedro, imensa quantidade de cidadãos sem-teto vive debaixo de pontes e em abrigos improvisados. Por que o Estado (governos federal, estadual ou municipal) não reforma o prédio, com a ajuda de empresários e até dos próprios sem-teto, e faz desse imóvel um centro para acolhida dessas pessoas? Ali se poderia ter um centro de colocações, orientação, aconselhamento, assistência médica, etc. No mercadão, quase ao lado, todo dia são descartadas toneladas de produtos que poderiam ser aproveitadas nesse centro de acolhimento. A cidade ficaria mais bonita, mais humana e estaríamos revitalizando o centro.

CARLOS VIEIRA

vieiraevieira@coreconsp.org.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Mala não é prova

A declaração do novo diretor da Polícia Federal faz lembrar o marido que pega a mulher em flagrante com o amante dentro de casa e diz que por eles não estarem na cama não se caracteriza adultério. Verdadeira comédia.

JOSÉ SERGIO TRABBOLD

jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

“Se uma mala com R$ 500 mil não é prova, será que 11 caixas com R$ 51 milhões o são?”

HARRY RENTEL / VINHEDO, SOBRE A DECLARAÇÃO POLÊMICA DO NOVO DIRETOR DA POLÍCIA FEDERAL, FERNANDO SEGOVIA

harry@citratus.com.br

“A mala é apenas o invólucro da prova do crime”

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, IDEM

rtwiaschor@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PÉ NA JACA

O ilustríssimo diretor-geral da Polícia Federal (PF), sr. Fernando Segóvia, pisou no tomate e escorregou o pé na jaca ao afirmar que a fatídica mala de R$ 500 mil que o deputado federal Rodrigo Rocha Loures levava numa desabalada corridinha na saída de uma pizzaria em São Paulo não vale como prova. O dinheiro era proveniente da corrupção intermediada pelo empresário Joesley Batista e a cena na saída da pizzaria foi filmada pela Polícia Federal numa operação oficial. Se isso não é flagrante delito, quero ser mico de circo. O peixe morre pela boca, meu caro sr. Segóvia, e digo-lhe que a gente nunca se arrepende das palavras não proferidas. Como o nome de Segóvia foi indicado para a PF pelo notório Eliseu Padilha, braço direito do presidente Michel Temer, que por sua vez não escondeu a satisfação diante de tal escolha, eu, como cidadão, lhe tinha dado um tempo para que exercesse de maneira correta a sua delicada função, mas devo dizer que este tempo já se esgotou. Meus concidadãos, fiquemos com o olho vivo e o faro fino, porque com certeza deve vir muito mais.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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NONSENSE

Lentamente, as aparições de notícias sobre os avanços da Operação Lava Jato diminuem. O novo diretor-geral da Polícia Federal, indicado e apadrinhado por um dos envolvidos nas denúncias, o próprio presidente da República, minimiza a importância da mala dos R$ 500 mil apreendida, depois de fartamente documentado o fato criminoso que cerca essa mala da corrupção. Acostumados à convivência diária com o nonsense do noticiário político, pois jamais vivemos numa verdadeira democracia, somos tomados pela desesperança e conformismo, e sem a reação proporcional aos agravos sofridos. Quem sabe em 2018 as coisas mudem e o que sentimos se transforme em mudanças suficientes e necessárias na política, a partir destas próximas eleições? No Brasil, determinados grupos ainda teimam em não seguir a simples cartilha da meritocracia e da honestidade, e sem esta nada mudará realmente.

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro 

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QUANTAS MALAS MAIS?

Fernando Segóvia, novo diretor-geral da Polícia Federal, de quem se aguarda que leve adiante o importante e rigoroso trabalho de seu antecessor Leandro Daiello nas investigações dos inúmeros e bilionários malfeitos de corrupção no País, disse em seu discurso de posse que "uma única mala (episódio do flagrante do seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures) talvez não desse toda a materialidade criminosa contra o presidente Temer". Diante do surpreendente dito, cabe perguntar quantas malas de R$ 500 mil em dinheiro vivo seriam necessárias?! Francamente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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RESPOSTA

Quantas malas de dinheiro são suficientes para o novo diretor-geral da Polícia Federal? Acho que a resposta pode ser dada pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). Afinal, foi ela que baixou resolução liberando a cobrança pela quantidade de malas...

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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SINAL VERMELHO

Um sinal vermelho do tamanho de Brasília acendeu depois da coletiva do novo diretor da Polícia Federal, Fernando Segóvia, quando afirmou que uma mala cheia de dinheiro, com direito a filmagem e delação premiada, que seria endereçada ao presidente Michel Temer, deveria ter sido mais investigada, antes de ser divulgada. Está bem. Quando no mundo todo já se fala no fim das notinhas, sejam verde ou amarelas, trocadas pelos cartões magnéticos com custo e logística de muito mais fácil manuseio, carregar R$ 500 mil numa mala na calada da noite, com direito a filmagem e tudo, não é suspeito para o diretor recém-empossado? Depois dessa, daqui a pouco ele "descobrirá" que o dinheiro na mala era doação a alguma instituição de caridade. Parece que Fernando Segóvia já começou a pagar por sua nomeação. O Planalto devia estar de camarote, assistindo satisfeito, já que o presidente Michel Temer até já se arvora em 2018 se candidatar à continuidade. Haja paciência!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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RISCO PARA A OPERAÇÃO

O novo diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, abusa da nossa inteligência quando diz que mala não prova culpa de Temer, sem citar o contexto. É mais que evidente que a Lava Jato corre risco, principalmente quando sabemos ser o novo diretor da PF indicação de José Sarney, referendada por Temer. Além da corrupção, o deboche e o escárnio não têm limites para os nossos políticos.

Oswaldo B. Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

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NÃO É O QUE PARECE...

O novo diretor da Polícia Federal, Fernando Segóvia dia que mala talvez não seja prova. Certo! Quem sabe o ex-assessor não seja Rodrigo Rocha Loures. Talvez seja um homem qualquer saindo de uma pizzaria ou de algum outro lugar como o Congresso Nacional, o Palácio do Jaburu ou outros palácios no entorno de Brasília. 

Fausto da Silva Baptista faustosbaptista@gmail.com

São Caetano do Sul

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SOBRE MATERIALIDADE

Tudo bem! Admitamos, só por hipótese - o que já é extremamente difícil -, que o novo diretor da Polícia Federal esteja certo quando afirmou por ocasião de sua posse que "(...) uma única mala - com R$ 500 mil - talvez não desse toda a materialidade criminosa (...)" contra quem lhe estava dando posse. Apenas para fixar melhor os fatos, vejam bem, esta mala foi flagrada em posse do assessor e homem da mais absoluta confiança do presidente em exercício. Tudo bom! E o que nos diz, então, o ilustre policial sobre as outras 8 (oito) malas e 6 (seis) caixas - contendo R$ 51 milhões - encontradas em apartamento que o ex-ministro de governo do atual presidente disse ter sido alugado para "guardar coisas que pertenciam a seu falecido pai" (um espanto!)? Neste caso, como fica a questão da materialidade? Vai para o espaço sideral? Este pessoal está querendo que os brasileiros voltem a acreditar em Papai Noel e que os bebês surgem trazidos pelas cegonhas. Como sempre, estão nos fazendo de palhaços! "Quosque tandem, magistratus, abutere patientia nostra?"

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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LOQUACIDADE

No seu primeiro momento como novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia já boquejou mais do que o fez em sete anos seu antecessor, Leandro Daiello. Não se pode dizer que é um começo alvissareiro, ainda mais pelo fato de se terem percebido fumaças de bajulação em sua fala.  Na minha terra, Pirangi (SP), onde se leva muito a sério o cultivo do humor, usam a expressão "entrada de leão, saída de cão" no jogo de truco, para zoar o adversário que se mostra muito afoito nas primeiras mãos da disputa.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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ADULAÇÃO A TEMER

A explícita adulação que o novo diretor da Polícia Federal, Fernando Segóvia, fez ao presidente Michel Temer foi além da expectativa. Afirmar que uma mala de dinheiro entregue por Joesley Batista ao seu braço direito e ex-assessor, Rodrigo Rocha Loures, corroborada com a devida autorização gravada em áudio, é demais. Só falta agora falar sobre os benefícios e efeitos visuais de uma boa "peruca". Muda Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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VASSALAGEM EXPLÍCITA

Chegamos a tal ponto de cinismo e desfaçatez na vida pública que inúmeros personagens não têm a menor preocupação em manter as aparências. Ao revés da mulher de César, não são honestos nem tampouco tentam parecer que o são. O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, prestou vassalagem de corpo presente ao presidente Michel Temer afirmando que uma única mala, a de Rocha Loures, talvez seja insuficiente para comprovar se os investigados cometeram crime de corrupção. Faz sentido, pois o que se poderia esperar de uma apadrinhado do imortal Sarney?

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uo.com.br

São Paulo

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POLÍCIA PRIVILEGIADA

Parece que acaba de ser criada a figura da "Polícia Federal Privilegiada"...

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PÉ GRANDE E MALA PEQUENA

Se o codinome "Pé Grande", mencionado na delação de Edimar Moreira Dantas, não se refere ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, então a propina de R$ 4,8 milhões deve ter ido para a compra de unidades de jipe tipo Big Foot para o divertimento dos cariocas. Embora todo o episódio da entrega da mala a Rodrigo Rocha Loures tenha sido filmado, para o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, "uma mala talvez não desse toda a materialidade criminosa". Faltou o recibo de entrega com firma reconhecida, ou "a materialidade criminosa" começa com malas mais polpudas como as encontradas no bunker de Geddel Vieira Lima. Coisas do Brasil!

Omar El Seoud  elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO NO RIO DE JANEIRO

É com grande indignação que vimos os deputados do Rio de Janeiro liberarem da prisão o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, e dois deputados, Edson Albertassi e Paulo Mello, presos pelo Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2) mas soltos para continuarem a exercer, inclusive, os respectivos mandatos. Isso é uma aberração, pois, a partir disso, todos os políticos que fizerem parte de uma maioria na Câmara ou na Assembleia poderão impunemente praticar as mais odiosas atitudes de corrupção, e nada lhes acontecerá! Eu não tenho dúvida de que, quando foi feita essa lei, era para que políticos não fossem punidos por terem opiniões diferentes da maioria, para que pudessem exercer o direito de pensar diferente e exercer de maneira livre o direito democrático. Os casos criminais têm de ser punidos, como ocorre quem todo e qualquer cidadão que se desvirtue das leis. Uma vez Platão perguntou a Sócrates: "Como deveria ser ensinada a Virtude: se pelas palavras ou pela atitude". Sócrates, depois de muito pensar, respondeu: "Não sei". Algum tempo depois, Aristóteles disse: "Eu tenho a resposta: a Virtude deve ser ensinada pela atitude e na atitude devemos dar o exemplo". O exemplo dado por eles e principalmente pelo sr. Picciani é péssimo, pois os seus filhos estão seguindo o seu caminho.

Antonio Carlos Srougé acsrouge@gmail.com

São Paulo

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DELAÇÃO CARIOCA

O publicitário disse que a maioria das campanhas foi paga com caixa 2, mas tudo devidamente declarado e aprovado pelo TSE...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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'O EFEITO PICCIANI'

O artigo do jornalista Fernão Lara Mesquita (21/11, A2) descreve com muita nitidez o caos político em que estamos imersos. Inicia pelo ciclo infernal mais recente do Estado do Rio de Janeiro e prossegue no diagnóstico até desembocar na danação dos milhões de eleitores que, impotentes, pagam a conta dos "espetáculos" do circo de horrores nosso de cada dia. E, por fim, aponta uma solução para o exercício de uma verdadeira democracia: "(...) o povo manda e os políticos são obrigados a obedecer e (...) manda quem tem o poder de demitir". Como ainda estamos distantes dessa etapa, concluímos, ao fim e ao cabo do primoroso artigo, que vivemos numa democracia de fachada, na qual impera o Estado de Direito de... roubar.

Jose Antonio S. Bordeira bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

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TROPA DE ELITE

Em entrevista ao "Estadão" (18/11, A7), o cineasta José Padilha, diretor dos filmes "Tropa de Elite 1 e 2", referindo-se às similaridades do segundo filme com a política no Rio de Janeiro atual, comentou que a sua "bola de cristal" acha muito provável que parte do Supremo Tribunal Federal (STF) esteja diretamente envolvida em corrupção. Na minha opinião, não é só a "bola de cristal"  do cineasta que mostra essa claríssima visão, mas também todas as outras bolas da população brasileira, que está precisando de um capitão Nascimento em cada Estado do País. Só aguardem as eleições de 2018, ele vai surgir!

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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VIOLÊNCIA CARIOCA NO NYT

Deu no "New York Times": After lull in Rio de Janeiro, a merciless return to violence" (Depois de calmaria, o retorno implacável à violência). O tradicional "brasileiro cordial" deu lugar ao brasileiro em fúria. O que o jornal americano não disse é que estamos em guerra. Todos contra todos. Ou, como escreveu Mário de Andrade, em "Macunaíma": "Cada um por si e Deus contra todos".

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O EXÉRCITO BRASILEIRO NA ÁFRICA

Com tamanha necessidade do País de mais pessoal para fiscalizar as fronteiras brasileiras, por onde entra todo tipo de armamento, como é que o governo e as Forças Armadas já se programam para, depois da saída do Haiti, enviar uma missão brasileira para a África? Por que ir para uma região em conflito com muito mais perigo à vida dos nossos militares? Em vez dessa aventura, estes militares, que têm treinamento em conflitos urbanos, poderiam ir para o Rio de Janeiro, onde seriam muito mais úteis, numa cidade onde sua população sofre demais pela falta de segurança. 

 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça 

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A MANHA DE LULA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comparecendo em ato de pré-lançamento da candidatura à Presidência da República de Manuela D'Avila (PCdoB), realizado em Brasília e que serviu para quebrar o gelo entre o PCdoB e o PT, aliados históricos - como verdadeiramente comenta o "Estadão" (A8) -, declarou que não é difícil ganhar estas eleições (de 2018). Nem o mais ferrenho  astuto seria capaz de tanta astúcia, estando condenado a nove anos e seis meses de prisão, com recurso ainda não julgado pelo tribunal competente, de vir a público para fazer tão inoportuna declaração, porque ela não passa de uma manha para enganar o eleitor. O que Lula quer é a supremacia da força sobre o Direito "primo mihi" (primeiro para mim). E o risco da Lei da Ficha Limpa, se o seu recurso for negado, o tribunal em tela mandará aplicá-la imediatamente?

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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O PLANO DO PT

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou abertamente, em seu site, plano de dominação comunista no País. Parece um absurdo, eu mesmo achei que fosse invenção, até ver no próprio site do PT o documento em que abertamente o partido declara suas intenções de golpe comunista no País. Entre todos os absurdos deste documento, destaco: 1) estatização da Rede Globo e de todas as emissoras religiosas; 2) imunidade aos movimentos como MST e MTST, que poderão agir sem serem presos; 3) anulação das sentenças do mensalão; 4) impeachment dos ministros do Superior Tribunal de Justiça que foram a favor da condenação do  mensalão; 5) cancelamento de todas as privatizações do Brasil, assim como a Bolívia fez no passado; 6) cassação do mandato de Jair Bolsonaro; 7) fim do financiamento público a qualquer mídia que seja contrária ao partido; 8) calote das dívidas interna e externa; 9) declaração de que o Brasil é o fiador dos países comunistas da América; e muitos outros absurdos. Parece piada, parece invenção da oposição, mas  está abertamente no site do PT, para quem quiser ver: http://www.pt.org.br/wp-content/uploads/2015/04/TESES5CONGRESSOPTFINAL.pdf

Suely Racy suelyracy@gmail.com

São Paulo

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LULA E AS REFORMAS

O ex-presidente Lula afirmou em entrevista ao jornal francês "Le Monde" que, caso eleito, consultará a população sobre as reformas. Lula sabe muito bem que as reformas, tão necessárias quanto impopulares, nunca seriam aprovadas num referendo ou coisa parecida. E sabe muito bem também que sem elas o País caminhará para o inexorável abismo. Não é de estranhar este tipo de declaração: o que verdadeiramente importa para Lula é a recondução dele e do PT ao poder. O Brasil vem depois. Se é que vem...

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

É uma aberração o que li na "Coluna do Estadão" de ontem (21/11, A4): "Senado ameaça votar Previdência em março". Os argumentos do presidente do Senado, Eunício Oliveira, de que os senadores não vão votar a toque de caixa, por ter tramitado na Câmara há mais de uma ano, vai de encontro com os anseios da população consciente, visto que a reforma da Previdência é importante para o País, para garantir uma trajetória suportável para as contas públicas.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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OS SINDICATOS E A REFORMA TRABALHISTA

Um dos pontos mais mencionados por críticos do movimento sindical nas recentes imposições do governo federal em relação à legislação trabalhista tem que ver com a eliminação da contribuição sindical obrigatória. O sindicalismo responsável tem de mostrar que tem alternativas. Uma delas pode ser uma campanha nacional unificada pela sindicalização em massa. É uma forma de levar os trabalhadores a participarem e entenderem os objetivos  de sua entidade de classe e contribuírem para o seu funcionamento. Ou seja, uma iniciativa com um duplo sentido, no campo político sindical, e uma resposta aos críticos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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SUBMARINO DESAPARECIDO

O Brasil está ajudando a procurar o submarino desaparecido da Marinha argentina. Vários países estão participando da busca, pois há uma semana não foi possível fazer contato com nenhum dos 44 tripulantes. Especialistas utilizam todas as ferramentas tecnológicas de comunicação e localização disponíveis. É muito difícil de localizar um submarino se este estiver parado no fundo do mar. A situação se agrava a cada dia, pois o oxigênio já está chegando ao fim. A perseverança das equipes de busca é a única esperança da tripulação.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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FERIADO DE 20/11

O Dia da Consciência Negra parou cidades importantes do Brasil na segunda-feira. Por um dia inteiro, milhões de brasileiros cruzaram os braços. Indústria, agricultura, transportes, comércio, unidades básicas de saúde, etc. foram paralisados por 24 horas, travando a vida de milhões de brasileiros. Quanto isso não custou ao País? Nem no Dia do Índio, os legítimos donos de Pindorama, é feriado. Não se trata de ser contra a merecida e justa  homenagem, mas precisava ser feriado? Só falta, agora, inventarem os dias das consciências judaica, árabe, indígena, asiática, europeia, sul-americana, etc.

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

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FERIADOS

 

São tantos os feriados e, mesmo assim, os nossos deputados e senadores assinam ponto terça, quarta e quinta-feira, são corporativos, lerdos e poucos são favoráveis ao Brasil, mesmo em decisão relevante, mas ágeis na ampliação dos seus benefícios. Com feriado a torto e a direito, esquece-se que "só o trabalho produz riqueza", daí sugiro, indistintamente a todos, no mínimo semana com cinco dias de oito horas, férias de 30 dias e a definir, além do Natal, finados e carnaval, um único feriado anual englobando todos os demais (paz mundial, paixão, Tiradentes, trabalho, Corpus Christi, independência, Nossa Senhora Aparecida, proclamação da República, consciência negra, etc.). Temos, em prol da prosperidade, de priorizar o Brasil. O resto é o resto...

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

A cor da pele é uma das desculpas para escravizar. Se não funciona, então escravizam os que são mais pobres. Às vezes o pobre é branco! Se não funciona, escravizam o estrangeiro. Às vezes, ele é amarelo! Se der errado, escravizam, então, as mulheres. Às vezes elas são índias! Se isso não resolve, arrumam outra desculpa qualquer. Num país, numa época em que o negro está no poder, escravizam, então, os que são homossexuais. Às vezes o homossexual é negro! Ou escravizam o ateu; ou o deficiente; ou o jovem; ou o velho... A violência não se submete à lógica. Violentamos o outro, o próprio irmão, o próprio filho, pois cremos, com fé verdadeira, que sobreviver depende de matar. Enfim, não é porque o outro é amarelo! É porque nós somos racistas. 

Wellington Anselmo Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru

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DISCRIMINAÇÃO

O Dia da Consciência Negra é discriminativo na raiz de sua concepção. Por que não haver o Dia da Consciência Amarela, da Branca e de outras raças? Se o motivo é a história da escravidão na história do Brasil, dever-se-ia considerar que a raça branca já foi escrava na época do Império Romano, os indígenas também foram escravos no Brasil nos séculos 16 e 17, e a escravidão já existia desde antes de Cristo em várias partes do planeta. O racismo deve ser combatido, sim, mas em todos os sentidos. Lamento que a instigação à guerra de classes, de raças, de gênero e de demais divisões e desagregações que ocorrem na sociedade contemporânea brasileira tenha cunho político, com interesses de cidadãos pouco éticos e com desvios de conduta.

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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A MORTE DE CHARLES MANSON

Charles Manson, fundador e líder de um grupo que cometeu vários assassinatos nos Estados Unidos no fim dos anos 1960, entrou no jardim da contracultura hippie, onde vicejava o "flower power", pisou impiedosamente em todas as plantas, tingiu folhagens e pétalas de sangue, fazendo terra arrasada nos canteiros que ele e seus seguidores, na década de 1960, ajudaram a cultivar. Manson será sempre um contraponto ao comportamento libertário e uma lembrança onipresente e incômoda de que rótulos alternativos não são capazes de esconder os aterradores demônios que o ser humano carrega dentro de si.

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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A VITÓRIA DE MEFISTO

Desconcertante, rigorosamente incompreensível. Não existem palavras para qualificar a repercussão da morte de Charles Manson, cuja herança resume-se à criação de seita feita à sua imagem e aos homicídios bárbaros de própria autoria ou por ele inspirados - o mais célebre deles o da atriz Sharon Tate. As edições matutinas de todos os mais importantes órgãos da imprensa mundial estamparam em generosas manchetes de primeira página o passamento do líder satânico, incluindo sua distinta biografia. Não há nada que classifique a existência abjeta deste indivíduo, a não ser uma só: o mal. Que, a julgar pelo êxito de seu marketing pessoal, mais uma vez venceu.

 

Luiz Ernesto R. Gozzoli gozzolil@bellsouth.net

Santos

 

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