Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

25 Novembro 2017 | 03h18

FORO PRIVILEGIADO

Pura farofa

Mais uma vez o ministro Dias Toffoli mostrou (claramente e sem nenhuma preocupação com a reação da opinião pública) que está no Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer o jogo dos poderosos e da classe política, com a qual tem inúmeras ligações. Principalmente com o PT, que tem vários de seus membros usufruindo o foro privilegiado para fugirem de julgamentos mais rápidos, aproveitando-se do fato de poderem ser julgados futuramente pelo STF, que anda a passo de lesma nessa matéria. Pedir vista do processo depois que sete ministros já haviam votado, fica claro, é pura farofa de Toffoli só para ganhar tempo. Alegar que é para aguardar que o Congresso Nacional vote matéria sobre o mesmo assunto... Ora, é evidente que não será votada, pois contraria os interesses dos próprios congressistas. O brasileiro precisa ser dotado de paciência de Jó para ver tanta iniquidade e não reagir.

HENRIQUE SCHNAIDER

hschnaider4@gmail.com

São Paulo

O fator Toffoli

É evidente que os parlamentares desengavetaram sua versão sobre o foro privilegiado, espertamente bem mais severa, só para confrontar a decisão do STF de retomar a votação. Mas nunca vão concluir o processo, que não interessa à maioria dos congressistas, e já deviam contar com alguma ajuda de fora negociada. Ao pedir vista, o ministro validou a manobra.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Defensor dos deuses

Estamos condenados como Sísifo: qualquer julgamento que nos interessa não chega ao fim. Alguém pede vista do processo!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Fora de hora

Depois de 7 x 1, o ministro Dias Toffoli pedir vista é o mesmo que, perdendo de ensacada da Alemanha, Felipão tivesse pedido para interromper a partida a fim de examinar o regulamento da Copa! O STF precisa acabar com isso: atingida a maioria, não se pode mais pedir vista.

PAULO TARSO J. SANTOS

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

A perder de vista...

Solicitar vista de um processo, como fez o ministro Dias Toffoli no julgamento do STF sobre restrição ao foro privilegiado, em tese significa não se considerar habilitado a votar imediatamente, conforme prevê o artigo 940 do Código de Processo Civil. Mas, considerando que o STF há tempos retirou a venda da deusa Têmis, que simboliza a justiça, forçando-a a ter um olhar parcial e condescendente com a excrescência política, tal pedido, hoje, equivale a “solicitar vista para perder de vista”.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

Dever de casa

De fato, ao pedir vista do processo sobre o foro privilegiado, o ministro Dias Toffoli demonstrou claramente que não fez o dever de casa. Isso porque a ação fica disponível digitalmente para todos os ministros, portanto, permanentemente à disposição para análise. E mais: suspender o julgamento de matéria já decidida por maioria, usando o recurso do pedido de vista, presta-se tão somente a desmoralizar a Suprema Corte perante a opinião pública, porque representa desrespeito aos que já haviam votado e, principalmente, ao povo brasileiro, até o presente tratado como desigual perante 55 mil privilegiados. Nos próximos julgamentos, o ministro Toffoli que faça previamente o seu dever de casa.

HONYLDO ROBERTO P. PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Rolando Lero

Com uma performance de causar inveja a Rolando Lero, célebre personagem do saudoso comediante Rogério Cardoso, o ministro Dias Toffoli deixou evidente sua intenção de embolar o meio de campo com o pedido de vista do processo em julgamento no STF. Nunca é demais lembrar que Sua Excelência foi reprovado por duas vezes em concurso para juiz estadual e tem profunda ligação com o PT.

ROBERTO BRUZADIN

bobbruza@terra.com.br

São Paulo

Já ao recusar, há dias, ação penal contra um deputado acusado de desvio de dinheiro público, alegando ser a causa de baixo valor – R$ 37 mil –, o ministro Dias Toffoli escancarou aos olhos da Nação o motivo por que foi reprovado nos dois concursos que prestou (em 1994 e 1995) para juiz de primeira instância: a falta de saber jurídico.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Resumindo

Fora o foro privilegiado! “Ou locupletemo-nos todos ou restaure-se a moralidade”, como defendia Sérgio Porto, o nosso saudoso Stanislaw Ponte Preta.

PAULO SÉRGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

EVIDÊNCIAS X FÉ

Olhos de ver

Achei muito interessante a crônica intitulada Epiphanius, do sr. L. F. Verissimo (23/11, C10), que, revelando muita erudição, vai aos primórdios do cristianismo para nos mostrar que no Brasil de hoje, tal qual naqueles tempos remotos, evidências valem menos do que a fé. À evidência apresentada por ele acrescento algumas mais, que talvez possam enriquecer os debates sobre economia: os índices de inflação, que estavam subindo assustadoramente, estão caindo; o produto interno bruto (PIB), depois de cair 3%, será ligeiramente positivo este ano; a Petrobrás, que estava quase falida, está se reerguendo; a atividade econômica já está mostrando sinais de recuperação e o nível de desemprego começa a cair; a imposição de teto para as despesas tem por objetivo evitar que a dívida pública dispare e o País vá à falência (algo parecido com o que está acontecendo na vizinha Venezuela). Nessa hipótese a limitação de gastos, não só na área social, mas em todas, se daria pela simples falta de dinheiro. Será que é preciso ter fé no Meirelles, ou em quem quer que seja, ou basta abrir os olhos?

VITO LABATE NETO

vitolabate@terra.com.br

Mairiporã

LULOPETISMO

Chega!

Lula no Brasil e Dilma Rousseff no exterior estão difamando o país que eles quebraram. Por que todos continuam aceitando isso passivamente?

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

“E o ministro (Toffoli) pediu vista. Grossa, ao que tudo indica”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE O JULGAMENTO DO FORO PRIVILEGIADO NO STF

standyball@hotmail.com

“Quando um ministro do Supremo Tribunal precisa vir a público explicar seu voto, fica uma triste impressão de lesa-pátria. Cada vez pior!”

CÉLIA HENRIQUES GUERCIO RODRIGUES / AVARÉ, IDEM

celitar@icloud.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NA GAVETA DO STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) quase provou que não é conivente com a impunidade gerada pelo foro privilegiado. O ministro Dias Toffoli pediu vistas do processo, engavetando a decisão. Simultaneamente, a sociedade também engavetou para vistas as suas expectativas quanto à não conivência de juízes do Supremo com a corrupção generalizada que assola o País.  

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

*

MARGEM À DÚVIDA

Ministro Dias Toffoli, pedido de vistas, sendo voto vencido por unanimidade, dá margem a que cheguemos à conclusão de que o senhor está a serviço de benefícios próprios.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

*

O FUTURO DA NAÇÃO

O Brasil é um país surreal. Novamente a decisão sobre o foro privilegiado é adiada por pedido de vistas de um ministro togado. E 207 milhões de brasileiros continuam sem saber o que é certo e errado. A Constituição se aproxima da 100.ª emenda, ou seja, não é mais Constituição, é confusão. Já estamos em período eleitoral, e as atenções voltam-se aos candidatos a presidente. Mas, se o modelo do Estado brasileiro e a Constituição não forem radicalmente modificados, de nada adiantará mudar o presidente, até porque não sabemos o que ele irá presidir. Como escolher o mais apto? Falta a noção de nação. O que somos, o que sabemos, o que queremos? Existe uma nação brasileira? Difícil dizer. As escolhas estão se conduzindo entre um ex-presidente condenado à prisão, um ex-capitão do Exército contrário ao aborto e, agora, a um animador de auditório que já é um milionário. Qual deles pode-se considerar um estadista? O mundo está mudando e os desafios, aumentando. Grandes conflitos estão se aproximando no horizonte. Ou rediscutimos imediatamente o nosso futuro ou outros o discutirão por nós... Simples assim!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

*

PEDIDO DE VISTA 'GROSSA'

Farão tremenda justiça ao Brasil se os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) eliminassem esta brecha jurídica esdrúxula de pedido de vista do processo sem prazo para devolvê-lo. Para uma ação em julgamento, cada juiz tem o direito de pedir vista somente uma vez, e deve pronunciar seu voto dentro de 30 dias. Assim, a "bancada política" do STF não poderia segurar a votação por mais que 90 dias. É a sua responsabilidade, ministra Cármen Lúcia!

Omar El Seoud  elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

*

OS AUSENTES

No dia 11 de agosto, a TV Justiça completou 15 anos de transmissão, na íntegra, das sessões plenárias do STF. Eu sou assíduo telespectador da TV Justiça, tendo assistido, inclusive, durante 138 dias, às 53 sessões plenárias do processo do mensalão e, na quinta-feira, à sessão do julgamento da ação que pode levar à restrição das regras do foro privilegiado para congressistas. Pois bem, afirmo que tem me causado profunda incompreensão e inconformismo constatar que as cadeiras ocupadas pelos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes permanecem vazias a maior parte do tempo das sessões plenárias. Raramente esses ministros se dignam a ouvir os votos dos outros nove ministros. Eles têm por hábito votar e se retirar do plenário. O ministro Dias Toffoli, na sessão desta semana, ao proferir seu voto, pediu vistas e se retirou do plenário; e o ministro Gilmar Mendes, após externar opinião durante o voto do ministro Celso de Mello, também se afastou. Entendendo que as atitudes desses ministros incorrem, principalmente, em profundo desrespeito aos demais ministros do STF, seria de bom alvitre que a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, coibisse as exageradas ausências dos dois ministros ou se manifestasse a respeito.

 

Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos

*

MUDANÇAS NO SUPREMO

Creio que uma das melhores propostas de mudança no País deveria ser realizada no pior grupo de ministros do Supremo Tribunal Federal de nossa história. Não existe uma semana em que um ou dois ministros não estejam viajando ao exterior. Tem ministros que devem ter mais tempo de voo que alguns pilotos internacionais. Para reduzir custos, a proposta seria que se mudassem definitivamente para a Europa e realizassem os julgamentos de lá. Seria mais barato. E as sessões seriam transmitidas pela TV, para que a turma do holofote ficasse satisfeita plenamente. E, para reduzir custos, os ministros só leriam o resumo de seus votos no limite de 5 minutos cada um. Teríamos economia de custos e de paciência, além de agilidade! O País agradece! 

Jose R. de Macedo Soares  joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

*

O FIM DOS FOROS

Em represália ao provável bem-vindo fim do foro privilegiado para deputados federais e senadores, em discussão no STF, a Câmara dos Deputados pretende acelerar a tramitação - igualmente bem-vinda - da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que restringe o foro para membros do Judiciário e do Ministério Público. Picuinhas à parte, quem ganha são a moral, a ética e a República. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

RIO, TERRA SEM LEI

A derrocada ética e moral do Estado do Rio de Janeiro vem em razão de sucessivos governadores que foram eleitos e, infelizmente, não priorizaram o bem-estar social e econômico de seus habitantes. Preferiram se corromper, transformando as instituições desse Estado, que por décadas inclusive sediou a capital do País, nas mais corruptas, mal administradas e violentas entre os Estados da Federação. E não surpreende que na quarta-feira a Polícia Federal tenha prendido, por supostamente terem recebidos da JBS R$ 3 milhões, os ex-governadores (1999/2002) Anthony Garotinho (PR), pela terceira vez, e sua mulher Rosinha Garotinho (PR), que governou o Rio entre 2003 e 2006. Eles fazem companhia na cadeia do bairro de Benfica (RJ) a outro governador com pinta de mafioso, Sergio Cabral. Se isso não bastasse, há outros dois sendo investigados na Operação Lava Jato, o ex-governador (1987/1991) Moreira Franco (PMDB), hoje ministro de Temer, e o atual, Luiz Fernando Pezão. É desolador ver como funcionam as instituições neste Rio de Janeiro! A Polícia Federal prendeu, também, por corrupção o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), Jorge Picciani, assim como foram presos recentemente vários conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), etc., etc. Sobre isso tudo, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que o Rio é "terra sem lei"...  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

RECORDE MUNDIAL

Com a prisão de mais um ex-governador do Rio de Janeiro, desta vez Anthony Garotinho, o Brasil bate um recorde mundial: estão na cadeia todos os governadores do Rio eleitos desde 1998 e todos os presidentes da Assembleia escolhidos desde 1995. O eleitorado fluminense tem o dever de redimir-se em 2018.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

*

O RIO É O BRASIL

Nos anos dourados diziam que o Brasil iria se transformar num grande Rio de Janeiro. Infelizmente, o Rio acabou se transformando no Brasil. Com os três últimos governadores do Estado presos, o Rio mostra o caminho para o País sair da crise: Lula, Dilma e Temer na cadeia, na mesma cela que Sarney e Collor. Quem sabe prendendo os seis ex-presidentes da República o País cria vergonha na cara e entra nos trilhos. FHC pode cumprir prisão domiciliar, pela idade avançada. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

TODOS PRESOS

Quem quiser saber os reais motivos pelos quais o Rio de Janeiro atravessa a maior crise econômica e moral de todos os tempos, poderá encontrar as respostas nos presídios da cidade, onde estão hospedados, no mesmo tempo, os políticos que detiveram o poder no Estado nas duas últimas décadas.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

*

PUNIÇÃO

Finalmente, os políticos corruptos estão sendo colocados onde sempre deveriam estar: nas prisões.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

*

OUTROS ESTADOS

Por que o Brasil precisa de uma intervenção? Não me surpreenderia se os outros Estados da Federação, submetidos a uma varredura semelhante à do Rio de Janeiro, apresentassem resultados idênticos em termos de corrupção. Agora, imaginem os senhores, o que diria o general Charles De Gaulle de um país obrigado a prender todos os seus comandantes?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

MUDANÇAS NECESSÁRIAS

O Rio de Janeiro é o exemplo mais transparente do que acontece quando a população elege políticos corruptos que acabam quebrando o Estado. Não gostar de política só vai perpetuar este quadro. É necessário interesse e cuidado ao votar; só depende de nós.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

O DNA DA BANDIDAGEM

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro herdou o título de "Gaiola de Ouro", da antiga Câmara de      Vereadores do Rio e fica no lugar da antiga "Cadeia Velha", de onde seus titulares herdaram o DNA da bandidagem. Como declarou Raquel Dodge: o Rio vive "clima de cidade sem lei".

          

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

LAMENTÁVEL

A atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, foi sucinta e objetiva ao classificar o Rio de Janeiro como terra sem lei. É uma afirmação que, por, certo leva em consideração os recentes acontecimentos envolvendo a Assembleia Legislativa, com as tramas para a liberação dos parlamentares que estavam presos. Mas também as recentes batalhas entre quadrilhas criminosas e o sistema policial, o que se leva a temer quanto tempo levará para que a antiga capital da República volte a ser uma "cidade maravilhosa". Isso é profundamente lamentável, e não apenas para um Estado tão importante, mas para a nação brasileira como um todo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

PRIMAVERA TUPINIQUIM

Falta ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pouco de "autoritarismo". Não seria o caso de mandar para a cadeia todos os deputados da Alerj que votaram pela absolvição dos seus amigos? Um político eleito pelo voto do povo rouba o próprio cidadão falindo um Estado como o Rio de Janeiro, que está sem alicerce, balançando como um bêbado na ladeira. E são tratados como autoridades, com todo o respeito, enquanto o cidadão continua sem saúde, educação, segurança, apesar de o governo tomar quase 40% da sua renda em forma de impostos. Este cidadão bate palmas? Acha bonitos os discursos dos senhores juízes, que, graças a uma Constituição fabricada por políticos, solta os sabidamente ladrões do orçamento? Estão testando os limites do povo? Inspirada na Primavera Árabe, pode ser deflagrada aqui a Primavera Tupiniquim.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

*

A RESPOSTA DO JUDICIÁRIO

Quando é que teremos um Judiciário à altura dos salários que recebem, se a cada descoberta dos crimes de corrupção de políticos fica-se sabendo que há casos com mais de 20 anos sem resposta? É esta lentidão que faz com que os cidadãos percam a confiança na Justiça. Não é possível que fechem os olhos para tantas bandalheiras dos nossos políticos. Basta ver o caso de Anthony Garotinho e sua esposa, Rosinha, presos esta semana e talvez soltos amanhã. Desde 2000 a sujeira nas campanhas vem tomando corpo, as eleições passam e, até aqui, nada se apurou. O Rio de Janeiro é o Estado onde a corrupção ganhou adeptos e a história vem se repetindo, como é o caso de Jorge Picciani, que há 20 anos conduz a Assembleia Legislativa do Rio com mãos de ferro. Das doações ilícitas feitas por meio do caixa 2 todos sabiam, mas nada acontece. Pois é, onde todos têm o rabo preso não há o menor interesse em punir companheiros, pois cada qual tenta se salvar. Só nos restam as urnas, se é que podemos confiar nestas urnas eletrônicas. 

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

TRISTE REALIDADE

A triste realidade do Brasil: uma terra abençoada e rica em recursos, mas desde sempre legislada e governada por incompetentes de mau caráter. Quando isso vai mudar, se continuarmos a votar nos mesmos que destroem e roubam o País cada vez mais?

 

Antônio Dias Neme antonio.neme@terra.com.br

São Paulo

*

ELEIÇÕES 2018

Para quem não conhece o significado da expressão "meus sais", esclareço que é equivalente a "meu Deus!" ou, mais enfaticamente, "socorro!". Foi o que pensei ao me deparar com a primeira página do "Estadão" de quinta-feira, que tinha por manchete "Aprovação a Huck dispara e atinge 60%, mostra pesquisa", sobre levantamento feito pelo Barômetro Político Estadão-Ipsos. E mais, a mesma pesquisa informa, ainda, que 42% do universo pesquisado aprova o nome de um personagem condenado a nove anos e seis meses de prisão, que se considera o "mais honesto do País" ou dono da honestidade "nunca dantes vista neste país", como se queira entender. Isso dá uma ideia da razão pela qual estamos e continuaremos atolados num pântano de incompetência, ineficiência, desonestidade (corrupção), falta de ética, falta de moral, etc. etc. etc. O pior é que os defensores da democracia continuam exaltando a maneira como ela funciona no Brasil, ou seja, um modo que beneficia a concentração de poder nas mãos de uma classe política irresponsável, responsável pela formação do pântano acima referido. Com todo respeito ao simpático apresentador de TV Luciano Huck - que, se fosse Hulk, aquele homenzarrão verde super-herói de revistas em quadrinhos, daria no mesmo - e sem ter nenhum respeito ao salafrário que já foi presidente da República por duas vezes e nos levou à situação de descalabro em que nos encontramos, a tendência pesquisada mostra o que esperar do futuro. Se, como já se disse, até para exercer a profissão de gari são exigidas capacitação e qualificação mínimas; se, para dirigir qualquer coisa, veículo, empresa, escola e outros dirigíveis, se exige qualificação; como é possível defender que para dirigir um país nenhuma capacitação ou experiência anterior em função similar são necessárias? Desculpem-me os que defendem a manutenção do modelo democrático brasileiro vigente, mas defender essa tese é a maior demonstração de estupidez mental e intelectual que a humanidade já viu.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

*

CELEBRIDADES

Palavras são rótulos que damos às coisas. A propósito do texto de Eugênio Bucci ("Todo o poder às celebridades?"), assim também à pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos, que indica Luciano Huck liderando o ranking de aprovação para o pleito de 2018 ao cargo de presidente da República. "Celebridade", no sentido lexicográfico, quer dizer "coisa extraordinária" ou "fama, renome". Tem toda razão Eugênio Bucci, com a frase de profunda reflexão com que abre seu artigo, de Guy Debord. O que é ordinário, comum, não tem valor intrínseco. Simples e estúpido assim. Não que os demais candidatos sejam o "sonho de consumo" aos eleitores, mas a mídia, os holofotes e, mais que tudo, a quantidade de destinatários das mensagens é o que traz a fama, a notoriedade. A mensagem em si (conteúdo) não importa muito, o que importa, repito, é o número de destinatários que ouvem o emissor. Quantos eleitores o "Caldeirão do Huck" tem? Quem, entre os demais candidatos, fez tanto em prol do outro quanto o apresentador e sua linda família? E mais, Huck, como antes João Doria, realizam ou pretendem que os eleitores os aceitem como promotores do terceiro setor, que, maneira geral, pode ser conceituado como "um conjunto de organizações e iniciativas privadas que visam à produção de bens e serviços públicos, em prol do atendimento dos direitos básicos da cidadania". Será essa a tendência, ante a descrença na classe política? Os programas eleitorais, em geral, são mal recebidos, diversamente do programa do apresentador, que tem patrocinadores oficiais, nada "oficioso". Quero dizer, sua exposição não depende de fundos partidários ou financiamento público. Ele já é, já tem, já se apresentou, e continua "apresentando". Pena. Espero que a autocrítica de Luciano Huck não permita que ele aceite a candidatura.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

*

PARA LEMBRAR

Um aviso aos eleitores brasileiros: há pouco tempo nós, eleitores brasileiros, elegemos em voto de protesto o ex-presidente Fernando Collor de Melo, que ficou conhecido pela alcunha de "caçador de marajás". Atualmente, temos dois aventureiros pleiteando o mais alto cargo da política nacional. Um deles, que se diz "gestor", elegeu-se prefeito da capital paulista e já abandonou a prefeitura pensando na eleição presidencial de 2018; o outro, um animador de programa de TV, que não entende absolutamente nada de política, vai usar de sua audiência televisiva e da insatisfação política dos eleitores brasileiros, objetivando também o Planalto em 2018. Por isso, prezados eleitores, fiquem espertos e não cometam o mesmo erro. Ou será que já se esqueceram do fracasso que foi o governo Collor? Errar é humano, mas persistir no erro, todos sabemos, é burrice.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

CANDIDATURA HUCK

Pelo andar da carruagem, os atuais paridos políticos tendem em desaparecer. Em seu lugar vão surgir as siglas Globo, SBT, Record, Gazeta, Bandeirante. A esperança é de que o horário eleitoral acabe.

 

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

*

RESPEITEM O BRASIL

Brasileiros, o presente momento é muito sério, respeitem o País e deixem de brincadeiras. Como considerar um jovem animador de TV (bom rapaz, honesto, trabalhador, etc.) candidato à Presidência do País e, ainda, dar a Lula expressiva manifestação de apoio, apesar de tudo o que aconteceu? Sim, estamos fartos de políticos profissionais e corruptos, mas no meio do joio sempre se salva alguém. Não podemos brincar com uma eleição presidencial.

Godofredo Soares godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo

*

DESESPERO

O esperto senador do PT Lindbergh Farias, que está envolvido na Lava Jato, diz que Luciano Huck como candidato à Presidência é desespero para ter alguém que possa competir com o "honesto" e "ético" Lula. Lembro ao nobre senador que quem deve estar desesperado são o PT e Lula, afinal, se Lula for preso - algo que pode acontecer, e eu sinceramente espero que aconteça - e ficar inelegível, quem vai ficar desesperada é toda a "cumpanheirada" do PT e dos parasitas que o apoiam. Afinal, já estão de olho nas eventuais boquinhas que nos últimos anos em Brasília superaram os 100 mil indicados petistas. Isso é cuidar do País? Senador, acho melhor o sr. cuidar da sua casa, porque o sr. também está enrolado na Lava Jato e terá muito que explicar.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

*

LOGOTIPOS

Lula disse que vai gostar de disputar a eleição com alguém com o logotipo da TV Globo na testa. Espero que Lula dispute a Presidência com o logotipo da Papuda. 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas 

*

REQUISITOS

Os eleitores, atônitos e ansiosos, dividem-se entre: 1) os preconceituosos, que acham que o extremista de esquerda ou de direita é a resposta. Polarizados, odeiam o lado oposto! 2) Os que têm dificuldade de aprendizagem, acham que escolhendo mais do mesmo terão um resultado diferente. Gostam de mágica! 3) Os que não pensam com cabeça própria, apegando-se a celebridades. Acreditam em bola de cristal. E 4) os idealistas, que, desanimados, dizem que não há estadistas no País. São sonhadores bem intencionados. Eu me classifico como uma eleitora pé-no-chão. Penso que o que precisamos neste momento específico no Brasil é de: 1) alguém novo na política, para estar imune a conchavos; 2) alguém com currículo de vida honesta, o que é fácil de pesquisar; 3) com visão ampla da problemática brasileira; 4) com boa capacidade de gestão; 5) com propostas que arregimentem pessoas de bem e que pensem com independência; e 6) alguém disposto a sacrificar alguns anos de sua vida em prol de um futuro melhor para todos. 

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

*

INSPEÇÃO VEICULAR

O Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa-SP) cumprimenta o jornal "O Estado de S. Paulo" pela publicação do editorial do dia 13 de novembro de 2017, que trata do novo projeto de lei para a inspeção ambiental veicular na cidade São Paulo. O texto, muito bem elaborado e elucidativo, explica em detalhes a proposta do governo municipal e também os motivos que levaram o ex-prefeito Fernando Haddad a interromper a inspeção ambiental na cidade, e que seus argumentos caíram por terra. Desde que a inspeção foi suspensa passamos a acompanhar e somar esforços para que a medida voltasse a vigorar pela simples questão que foi comprovada, a sua eficácia na redução de emissão de poluentes em São Paulo e porque faz parte do Código Brasileiro de Trânsito. O programa na capital paulista ajudou a reduzir significativamente 50% da poluição, com a correção de apenas 20% da frota circulante. Também concordamos com a opinião de Celso Ming, em artigo publicado no dia 16 de novembro, que fala dos problemas de veículos em más condições e irregulares nas ruas de São Paulo. A melhor solução seria a implantação da inspeção técnica veicular em todo o território nacional, reunindo itens de segurança e emissões, assim como já existe há décadas em outros países e como se garante melhoria da qualidade do ar e permite que os componentes de segurança sejam fiscalizados, medida que ajuda a evitar acidentes. Esse seria o modelo ideal. Mas a inspeção em São Paulo já pode ser um novo recomeço. 

  

Antonio Fiola, presidente fiola@sindirepa-sp.org.br

São Paulo 

*

PRAÇA JÚLIO PRESTES

Cumprimento Leandro Karnal pelo excelente artigo em defesa da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), no "Estadão" de quarta-feira (22/11). Como ele, somos admiradores e assinantes das temporadas na Sala São Paulo. Esperamos que o governador Geraldo Alckmin seja sensível a esse apelo tão forte para valorizar a nossa orquestra, mantendo o seu orçamento e comparecendo aos concertos. Apelamos também para que o governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo, por intermédio do prefeito João Doria, possam executar projeto de revitalização da Praça Júlio Prestes, melhorando a iluminação, a limpeza e a segurança, para que seja um polo cultural digno de receber maestros e músicos do mundo inteiro. Precisamos valorizar a cultura e incentivar as novas gerações a frequentarem a Sala São Paulo, legado do nosso saudoso governador Mário Covas e do então secretário da Cultura Marcos Mendonça.

Idérito Miguel Caldeira e Mercedes Tiberio Caldeira iderito@gmail.com

São Paulo

 

*

NOVO TÉCNICO DO PALMEIRAS

O Palmeiras, no início de 2017, contratou Eduardo Batista, sem experiência nenhuma... deu no que deu. Agora, está contratando Roger Machado, novamente sem nenhuma experiência... vamos ver no que vai dar. Deveria ser dada a oportunidade a Alberto Valentim, que tem muito mais experiência.

Geraldo Macias Martins maciasfilho@hotmail.com

Catanduva

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.