Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2017 | 03h00

Estado x Nação

Eles e o resto

Vereadores da cidade de São Paulo vão passar a receber R$ 18.900 de salário. Cada um tem verba mensal de R$ 164.400 para gastar com o salário de até 18 assessores de gabinete. Além disso, todos eles têm mais uma verba mensal de R$ 23.500 para custear despesas de gabinete, como materiais de escritório. Foi o que lemos no Estadão de 24/11. Enquanto isso, vemos na mesma edição do jornal que o Hospital Universitário da USP já fechou o pronto-socorro pediátrico e vai encerrar suas atividades por falta de dinheiro. Sem contar as notícias diárias nos jornais e na TV de hospitais passando por dificuldades financeiras, deixando de atender principalmente a população mais necessitada, com pacientes nos corredores, em macas e até no chão, sofrendo com o descaso dos nossos governantes. É justo isso? É justo gastar tanto com vereadores, deputados, senadores, enquanto o povo sofre com a falta de saúde, educação e segurança?

MARINA R. BLANCO MALUFI

mmalufi@terra.com.br

Olímpia

Valem tudo isso?

Os vereadores da capital paulista parecem alheios às necessidades da população. A cidade cheia de ruas esburacadas, CEUs sem verba para término, etc., etc., e eles aumentam seus “pequenos” salários para R$ 18.991,68! E ainda o presidente deles tem o descaramento de dizer que sempre cumpre decisões da Justiça... (o aumento estava pendente do aval do Tribunal de Justiça). É um absurdo, deveriam ter vergonha! Afinal, o que eles nos dão em contrapartida desse salário?

NELSON N. CEPEDA

fazoka@me.com

São Paulo

Abaixo as mordomias

Os vereadores deveriam ser voluntários da causa pública. E receber apenas um pró-labore, alimentação e transporte para cuidar da cidade.

DEVANIR AMANCIO

devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

De olho em 2018

Cacareco

Neste país paquidérmico, mudanças são sempre para amanhã. Poucas vencem o sistema. E quando isso acontece, são sempre seguidas de uma conta cara cobrada pelo Legislativo. Afinal, é dando que se recebe. sobre a próxima eleição presidencial refletem bem a falta que faz uma real alteração do modelo político-partidário brasileiro. Diante da falta de credibilidade dos políticos, especulam-se nomes de candidatos de fora da classe. Mas como pessoa de fora poderá coabitar com esse sistema, que não mudou? Ao perpetuarmos uma conduta míope de fazer crer no impossível, ou seja, que se pode governar sem a política partidária vigente, grandes são as chances de mais frustrações dos eleitores, principalmente dos mais jovens. Por isso a reforma política é tão imperativa. Sem ela o eleitorado pode ressuscitar um Cacareco como candidato...

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Contra o mal maior

O mal maior para 2018 todos nós já sabemos quem é. Os demais deveriam sentar-se, conversar e se unir, apresentando um só candidato. Caso contrário, será o caos!

AGAMEDES PADUAN

agamedespaduan@gmail.com

São Paulo

Renovar o Renova

A coluna Direto da Fonte detalhou o audacioso plano do Renova Brasil, “fundo cívico” que pretende selecionar, entre 4 mil candidatos de todo o Brasil, 150 nomes para disputarem as eleições legislativas em 2018 e investir R$ 200 mil em cada um, fora custos operacionais. O grupo promete avaliar e divulgar quem receberá o dinheiro, mas não avalia nem divulga os doadores. “Assim como qualquer outra iniciativa que é baseada em doações, nós não temos controle da posição dos doadores”, justificou nas redes sociais. Isto é, demonstra não saber onde está pisando. No Brasil pós-Lava Jato, para renovar o processo político é imperioso que haja, de propósito, transparência total sobre doações eleitorais. Aliás, é o que a lei obriga que se faça, publicamente e online, durante a campanha. Se quiser mesmo renovar alguma coisa, ou ao menos para afastar o risco de macular já na largada a biografia de gente interessada em participar da vida pública, o Renova deveria renovar as próprias práticas.

LÉO COUTINHO

leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

Volúvel e instável

Impressionante a insatisfação do prefeito João Doria com o cargo que ocupa e para o qual foi eleito em primeiro turno. Queimou a largada tentando se impor como candidato à Presidência da República – assim que percebi que ele queria voar mais alto, escrevi-lhe uma carta dizendo que se votei nele para “prefeitar”, não se justificaria votar para ele sair de São Paulo, e um assessor me ligou dizendo que não me preocupasse porque o sr. Doria “prefeitaria”. Agora vemos de novo nossa cidade relegada a alavanca para que esse cidadão se lance candidato a governador. Vemos também um ser prepotente com seus auxiliares. Será que tem agulhas, ou pimenta, a cadeira do prefeito?

CECILIA CENTURION

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

No  reino da Corrupção

Patéticos

Garotinho agredido no presídio? Socorrido pelo ex-secretário Sérgio Côrtes? Façam o seguinte: transfiram o preso para um complexo de segurança máxima, em cela individual, mas não estranhem se ele disser que apanhou do colchão... Fala sério, tremendo canastrão!

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Que sorte ser preso junto com seu secretário de Saúde, hein!

SILVIO LEIS

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

Fobias

O camarada é posto numa cela de 16 m2 só para ele (luxo até em muitos países desenvolvidos), num corredor vazio, supervisionado por câmeras. Aí declara temer por sua segurança. De que o cara tem medo? Do escuro?

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Antônio Carlos Rodrigues

O presidente do PR, foragido, “não vai se submeter às humilhações do cárcere”, disse seu advogado. E eu achava que humilhação era roubar, locupletar-se e fugir da Justiça. Preciso urgentemente rever meus valores.

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

SUPREMA TRAGICOMÉDIA FEDERAL

A sessão de quinta-feira (23/11) do Supremo Tribunal Federal (STF) nos fez matar as saudades que tínhamos das comédias teatrais, tipo pantomimas, em que os atores mímicos desempenhavam papéis ridículos, cômicos e que às vezes chegavam a ser trágicos. O resultado após um dia (ou uma tarde) de debates e votação parcial foi surpreendentemente ridículo. A votação que ocorreu, pelo placar alcançado, indicou que a tese do relator a respeito do foro privilegiado para deputados e senadores (extensivo a políticos em geral) seria vencedora, pela maioria alcançada. Nesse ponto aconteceu uma situação no mínimo bizarra, quando um dos ministros juízes (reprovado duas vezes que foi em concursos para juiz, segundo a Wikipédia), useiro e vezeiro em decisões e votos polêmicos nas várias questões julgadas pela Suprema Corte das quais participou, resolveu pedir vistas ao processo. E o que aconteceu? Pasmem, senhores: o resultado da votação foi suspenso e, como se não bastasse, por prazo indeterminado. É ou não é próprio dos teatros de comédia? A falta de bom-senso geral é tamanha que ninguém percebeu (ou, se percebeu, calou) que o pedido de vistas é absolutamente inócuo no que diz respeito ao resultado da votação. Sem pedido de vistas ou após as vistas do ministro que as solicitou, ainda que este vote contrário à tese do relator, esta sairá vencedora. Por alguma razão suspeita suspeitíssima, todos aceitaram a suspensão e a indeterminação de seu prazo de duração com a maior tranquilidade. Nenhum dos ministros presentes questionou essa situação. Agora, o que se espera é que o bom-senso volte à Corte, pelo menos do que diz respeito à ministra presidente, para tomar uma das duas posições possíveis: ou desconsidera o pedido de vistas (por inócuo) para efeito do resultado da votação e a conclui, ou obriga o ministro com problemas de visão (já que foi o único a pedir vistas) a liberar a votação após o prazo regimental que existe para esses pedidos, que por não ser obedecido (outro espanto) causa a indeterminação do prazo decisório. Por favor, senhores, parem de “abutere patientia nostra”.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA BRASILEIRA

Tendo a maioria dos ministros do STF decidido sobre restrições à atual aplicação do foro privilegiado, um pedido de vistas apresentado pelo ministro Dias Toffoli impediu a conclusão do julgamento. Há mais de um ano tramita este processo, e, embora a quase totalidade dos cidadãos queira o término dessa excrescência que discrimina brasileiros, o digníssimo senhor ministro parece ainda desconhecer qualquer coisa sobre ele. Problemas da democracia brasileira, esta que com uma mão acena a todos e com a outra só a alguns.

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

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CELERIDADE

O ministro Gilmar Mendes disse que os tribunais “não são fábricas de linguiça” que têm de operar com base em critérios de produtividade. Como explicar processos parados há tantos anos esperando a prescrição? Os ministros deveriam parar de encher linguiça e dar celeridade aos processos. Com o pedido de vista no processo que pode restringir o foro privilegiado, vamos deixar para 2018 a decisão, pois uma questão tão complexa como é o foro não deve ser analisada rapidamente. É preciso garantir o foro àqueles que praticaram crimes, mas o colarinho é branco. Bom mesmo seria se os tribunais julgassem os processos nos quais passam a vida toda  sentados em cima.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PEDIDO DE VISTA

O País, surdo. A Nação, muda. Pelo jeito, somos todos cegos.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PLACAR

Está praticamente decidida a restrição ao chamado foro privilegiado de deputados e senadores. De 8 votos proferidos, apenas 1 foi contra, o do ministro Alexandre de Morais, que reteve os autos para vista por um longo tempo. Agora, como esperado, Dias Toffoli pediu vista, e ainda faltam os votos de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Será que o resultado final será proferido antes de 2020?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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ESTRANHO

O pedido de vista do ministro Tofolli, à espera de medida em andamento no Congresso, é estranho pelo placar. Agora só falta os congressistas, na calada da noite, aprovarem que o foro privilegiado se aplica a ex-presidentes também.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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REUNIÃO RESERVADA

Coincidência ou não, não podemos nos esquecer de que no meio da semana que antecedeu o julgamento no STF sobre imunidade parlamentar, o presidente Michel Temer convocou o ministro Dias Toffoli para uma reunião reservada.

Fernando A. B. da Silva forever.annie@terra.com.br

São Paulo

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ARMAÇÃO

Não pode dar boa coisa quando dois ministros do STF, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, mais um senador investigado, Aécio Neves, e o presidente da República do Brasil se encontram fora da agenda às vésperas da discussão da restrição do foro privilegiado. No dia da discussão propriamente dita, vem Toffoli e nos oferece um pedido de vista obstrutivo, sabe-se lá por quanto tempo, já com maioria formada pela restrição. Isso, somado ao zum zum zum de que parlamentares discutem a extensão do foro privilegiado a ex-presidentes, sério, dá-nos toda a convicção de que tramam para, mais uma vez, deixarem nosso país entregue à corrupção eterna. E eles nadando de braçada.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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BASTA DE CASTAS PRIVILEGIADAS

A propósito do oportuno, tardio e benfazejo anúncio do Supremo Tribunal Federal (STF) do fim do foro privilegiado para deputados e senadores em caso de crimes comuns e anteriores ao mandato, cabe citar o que bem disse Rafael Mafei Rabelo Queiroz, professor da Faculdade de Direito da USP – Largo de São Francisco: “O STF caminha para restringir a interpretação das regras constitucionais de prerrogativa de foro. Um juiz não escolhe seus réus, e réus não escolhem seus juízes”. Com efeito, a prevalência da isonomia em qualquer instância é o verdadeiro e basilar princípio de uma República com R maiúsculo e do Estado Democrático de Direito. Basta de castas privilegiadas! Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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INCONSTITUCIONAL

O foro privilegiado, ou seja, o foro por prerrogativa de função, do jeito que está, é inconstitucional, à vista do art. 5.º da Constituição federal, que, “ipsis litteris”, determina que “todos são iguais perante a lei”. Já que o STF, em relação a tão importante tema, quem sabe em respeito ao símbolo da Justiça, continua com os olhos vendados, cabe ao  Congresso Nacional fazer valer a Constituição, aprovando a PEC ora em tramitação que extingue privilégios inadmissíveis.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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FORO DA IMPUNIDADE

Todos querem acabar com o foro privilegiado... não querendo. Dá um desânimo!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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SINAL DE ALERTA

Ao se opor à abertura de uma ação penal para apurar indícios de desvios de recursos públicos no valor de R$ 37,8 mil, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffolli criticou a Procuradoria-Geral da República (PGR) por acionar o Supremo apresentando ação penal pelo que chamou de “um peculato, de desvio de locação de carro” num valor, segundo ele, irrisório. “Se tiver desvio, reembolsa, mas uma ação penal (...)”, comentou o ministro. O melindre de Toffolli, entretanto, é por inteiro descabido. A PGR obedeceu à disposição legal quando submeteu a denúncia ao STF, porque um dos acusados é o deputado federal Francisco Ariosto Holanda (PDT-CE), detentor de foro privilegiado. O valor subtraído, por sua vez, é para lá de expressivo para a imensa maioria da população, a quem, em última análise, pertencia. E, finalmente, o aventado reembolso do dinheiro desviado não é causa excludente de culpabilidade. Equívocos dessa natureza não são próprios de um juiz da mais alta instância do Judiciário e acendem o sinal de alerta para o que poderá vir por aí, a partir de setembro de 2018, quando Toffolli assumirá a presidência da Corte.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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DESVIO É DESVIO

Quer dizer que o ministro Dias Toffoli ficou injuriado com a procuradora-geral da República por ela ter encaminhado ao STF a suspeita de um deputado ter desviado R$ 37,8 mil? Pelo que sei, todo caso envolvendo um deputado, por causa do foro privilegiado, que o STF insiste em manter, tem de ser encaminhado e discutido pela Corte Superior. Sr. ministro, não importa o valor, desvio é desvio e, se comprovado, tem de ser punido de acordo com as leis vigentes. Sr. ministro, não seria melhor que os membros do STF saíssem da zona de conforto e resolvessem acabar com todos os privilégios que beneficiam os políticos brasileiros?

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO NO RIO DE JANEIRO

Estão todos assustados com as prisões de três ex-governadores de Estado, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e presidente e deputados da Assembleia Legislativa no Rio de Janeiro. Fico me perguntando o que vamos descobrir quando as investigações avançarem em todos os Estados brasileiros. Será um buraco negro assustador, do qual nos custará muito para recuperar.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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BANHO DE SOL

Após nova leva de presos para o Presídio de Benfica, no Rio, gostaria de tentar imaginar o que eles conversam nas celas e/ou no banho de sol.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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CROSTA INDELÉVEL

Políticos e empresários pegos na Operação Lava Jato, via de regra beneficiados por habeas corpus, saem da prisão convencidos de que um bom banho, uma borrifada de perfume francês e uma taça de vinho Egon Müller têm o poder de purificá-los. Mal sabem eles que o caráter em contato com a sujeira produz, instantaneamente, uma crosta indelével.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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RESGATE DE UMA INJUSTIÇA

O argumento do Ministério Público Federal (MPF) que sustentou o pedido de cassação da prisão domiciliar de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral (“representa enorme quebra de isonomia, num universo de milhares de mães presas no sistema penitenciário sem igual benefício”), já havia repercutido fortemente e à boca pequena entre os brasileiros em geral, quando tomaram conhecimento de que ela iria ficar “presa” no seu luxuoso apartamento no Leblon, para cuidar de filho menor de 12  anos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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RESULTADO DO POPULISMO

Os acontecimentos que levaram um dos mais belos cartões postais do Brasil, o Rio de Janeiro, a entrar em colapso após ser capturado por uma quadrilha de políticos cujo objetivo foi enriquecer à custa do Estado, hoje com os cofres no vermelho, soa como um alerta sobre os males que o populismo velhaco utilizado à exaustão por Lula em seus dois mandatos pode causar quando usa a justiça social e o desenvolvimento para enganar os eleitores e enriquecer a casta no poder de um Estado que já foi um dos mais ricos da Nação. Não por acaso, o ex-governador Sérgio Cabral, amigão de Lula e condenado a mais de 70 anos de prisão por desvios bilionários, usou o mesmo tipo de governança usado pelo lulopetismo, que culminou com o mensalão e o petrolão e a ruína das finanças do País. A concentração do que há de pior na política no Estado fluminense coincide e é diretamente proporcional à quantidade de “petralhas” que apoiaram o governo Cabral. Não por acaso, onde o discurso populista mais “colou” ocorreu o desastre maior. Que nossa pré-Venezuela sirva de aviso para os eleitores em 2018.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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NÃO VOTAR NELES!

O território outrora inexpugnável dos gabinetes e das residências dos figurões investigados agora é frequentemente tomado pelos policiais que, além de prender ou conduzir coercitivamente o titular, vasculham as dependências e apreendem documentos, computadores e outros objetos. Essa forma de trabalhar já mereceu contestações, mas continua e faz a transparência do procedimento. Concluídas as investigações, foram poucos os envolvidos que conseguiram se safar. A maioria está presa, em prisão domiciliar ou obrigada a usar tornozeleira eletrônica. Presidentes, governadores, senadores, deputados, executivos e atravessadores que um dia participaram dos esquemas de fraude são chamados a responder pelo que fizeram. A Operação Lava Jato e suas paralelas nos sugerem um Brasil novo. Espera-se que todos os devedores sejam chamados a pagar suas dívidas e que a execução da pena de cada um seja a mais justa possível e também contemple Estados e municípios. Também é de desejar que o eleitor não ponha tudo a perder votando nos contumazes desordeiros políticos. Para político corrupto, maior do que a condenação emitida pelo Judiciário é a ausência de votos nas urnas. Muitos ainda poderão se apresentar como candidatos em 2018, pois ainda não estarão condenados. Essa será a hora de o eleitor agir patrioticamente, não votando neles...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

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ELEIÇÕES 2018

A pesquisa do Barômetro Estadão-Ipsos apontando o apresentador Luciano Huck com elevado porcentual de aprovação como candidato ao cargo de presidente da República mostra o reflexo do desgaste da classe política, e o poder dos meios de comunicação. Por certo, é um desabafo do eleitorado, que, por sua vez, está ainda sem nível político que seria necessário para eleger efetivamente políticos sérios, competentes e que preencham os requisitos mínimos para governar um país com as dimensões e os problemas do Brasil. Mais alguns meses e novas pesquisas vão mostrar a realidade.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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O POVO ESTÁ CANSADO

A 11 meses do pleito de 2018 para o Planalto, o eleitor brasileiro, indignado com partidos e políticos corruptos, se cansou e, pelo jeito, procura um novo nome para dirigir este país. João Doria, prefeito de São Paulo, parecia ser o novo e candidato dos sonhos do eleitor, mas escorregou e naufragou como político que dizia não ser... A bola da vez, agora, parece ser o apresentador, empresário de sucesso e cidadão de boa formação Luciano Huck, que na pesquisa Estadão-Ipsos alcançou 60% da preferência do eleitorado. Os entrevistados, ao responderem se aprovam ou reprovam como os possíveis candidatos atuam no País, avaliaram Huck com 60% de aprovação e apenas 32% de reprovação. Lula vem em segundo, com 43% de aprovação e 56% de reprovação, porém, como um potencial “ficha suja”, dificilmente poderá concorrer. E o governador Geraldo Alckmin, apesar de estar em 5.º lugar, com 24% de aprovação e 67% de reprovação, pode crescer positivamente na avaliação do eleitor, porque faz um bom governo em São Paulo, como também deve entregar até meados de 2018 obras de grande importância para o Estado paulista. Ora, por que não Luciano Huck como candidato em 2018? Se confirmada essa candidatura, tem tudo para ajudar a melhorar a qualidade do debate eleitoral.  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BIRUTA

Eu vim para confundir, e não para explicar, já dizia o Velho Guerreiro, Chacrinha. Parece ser este o objetivo desta nova parceria entre o “Estadão” e o Ipsos. Se o povão não faz restrições às pesquisas de opinião, até porque sempre parecem utilizar-se de parâmetros não muito claros, imaginem se vão acreditar em “aprovação ou desaprovação da maneira como figuras públicas vêm atuando no País”! Mal comparando, um jogador de futebol pode ser aclamado pela torcida do seu time, mas detestado pelos demais torcedores. E assim por diante. Acho que foi um tiro no pé. Ou, ao invés de inflarem o barômetro, criaram foi uma biruta.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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MIGRAMOS

Levantamento Estadão-Ipsos revela: migramos do lunático Lula para o midiático Huck. Estadista que é bom, nada!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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BOM SENSO

Se Luciano Huck tiver um mínimo de bom senso (o elemento mais democraticamente distribuído pela humanidade, pois todos acreditam que o têm!), não será candidato. Ele sabe que não tem condição alguma de governar o País e que, tão logo se torne formalmente pré-candidato, seu perfil para administrar e liderar os congressistas será exposto. A imagem de “animador de auditório”, que o tornou popular, não o credencia em momento algum para a política, principalmente dentro da atual conjuntura e de um sistema político-partidário como o que temos. Mas existem muitos interessados em ter um “testa de ferro” para suas pautas e, afinal, Tiririca está aí para demonstrar que a “massa” é... a “massa”. E a popularidade elege! Elege, mas não permite que o eleito faça o que acha que pode ou vai fazer.

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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POLÍTICA PASTELÃO

O que mais se vê nos noticiários, seja nos jornais ou em qualquer rede de televisão, são crimes e atrocidades que extrapolam a crença de que todo indivíduo tem uma alma. Os crimes cometidos diariamente contra o semelhante humano, principalmente as mulheres, colocam essa classe (des)humana no mesmo patamar do “homus erectus”. Apolítica brasileira transformou-se num autêntico pastelão. Lula, autor direto da situação em que se encontra o Brasil, tem a sua volta ao Palácio do Planalto como favas contadas. Saindo do “caldeirão”, surge um candidato apresentador, Luciano Huck, com aprovação de 60% nas pesquisas de intenção de votos para presidente da República. Creio que, como o Brasil se transformou num circo mambembe, Huck quer se juntar ao palhaço Lula – e, quem sabe, aparecerá ainda a candidatura de Faustão.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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O VELHO E O NOVO

Novamente, o velho Lula tem problemas com os mais novos. No início da Operação Lava Jato, o ex-presidente reclamou, dizendo que não iria se sujeitar aos “garotos” da força-tarefa que ainda cheiravam à “fralda”, e deu no que deu: nove anos e meio de condenação. Agora, não aceita a vertiginosa ascensão nas pesquisas para colocar Luciano Huck no Planalto. Ora, Lula, já está na hora de pendurar as chuteiras da política, pois sua trajetória agoniza em franco declínio. Muda, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TUDO MUDA, NADA SE TRANSFORMA

O eleitor brasileiro, na sua generalidade, está confuso, pois, além de ser obrigatório votar por identificação biométrica em 2018, terá de levar uma listinha dos candidatos não corruptos, pois votará para presidente, governador, deputado federal, deputado estadual e senador. Nestes 11 meses que antecedem o pleito, há nove candidatos ao cargo mais alto do País e uma grande parte não convence, então, novamente, estaremos nas mãos dos “bons e hábeis marqueteiros”, que sabem manipular o eleitor com propostas enganosas. E as inovações prometidas, como voto distrital, fundo partidário, parlamentarismo, etc., ficarão para a próxima década. Assim caminha o Brasil.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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O ENIGMA DE 2018

O que esperar de 110 milhões de eleitores obrigados

a votar, num país continental de 207 milhões de habitantes, onde prevalece uma brutal desigualdade social e econômica, dominada por uma elite rica, alienada e indiferente aos anseios da maioria do povo, conformado e resignado em sua posição de classe subalterna? O mundo político da Nação está dominado por partidos que se transformaram em organizações criminosas cujo maior objetivo é se perpetuar no poder, enriquecendo seus dirigentes por todos os meios de corrupção imagináveis. Do outro lado, a população sem instrução, sem educação, sem consciência de direitos e deveres, perplexa diante do descalabro administrativo e da brutal roubalheira, não consegue reagir. Uma nação na encruzilhada de sua história. 2018 é o enigma. Ou o deciframos ou seremos devorados. A história deverá ser escrita por nós!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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MATURIDADE BRASILEIRA

Quem nasceu no início da década de 90 pode não se lembrar em detalhes das diversas crises que assombraram o Brasil naquele período. Para aquelas ingênuas crianças, a dificuldade de assimilar um contexto político-econômico as poupou dos estigmas que afligiram toda a sociedade. Desta forma, aqueles que se recordam com agonia das corridas aos mercados, fugindo das garras da inflação pronta para devorá-los, logo nos revelam que tinham mais idade. Estes neófitos do século 20 cresceram junto com o Brasil. Enquanto aprendiam as quatro operações básicas de Matemática, nosso país estava nos primeiros passos do Plano Real. E quando, em sua adolescência, adquiriam êxito nos testes de trigonometria, o Brasil recebia das agências internacionais os honrados títulos de grau de investimento. Se continuarmos com essas analogias, como o cenário atual é representado por esta geração? Seria no mínimo injustiça atribui-lo à corrupção, um defeito de caráter que não é exclusividade de nenhuma época. Por outro lado, seria redundância destacarmos a crise econômica, afinal as dificuldades financeiras são bem conhecidas no início da fase adulta. Então quero destacar a maturidade, ou, melhor, a falta dela. Tornou-se comum criticar as novas gerações sobre a adolescência tardia. Em suma, os jovens ficam cada vez mais tempo sob a redoma dos pais, que em oportunas ocasiões recordam que “casamos quando tínhamos a tua idade”. E, assim como estes jovens, ouso dizer que o Brasil tem adiado a fase adulta. Valendo-se desta analogia, é comum ouvirmos no atual cenário nacional discursos inflados, fundamentados em superficiais justificativas altruístas, buscarem apenas vantagens a seu grupo. De outro modo, observamos discursos com maior parcimônia, aparentemente maduros, mas ao mesmo tempo vagos e sem comprometimento. Independentemente das diversas posturas, não tenho dúvidas de que queremos um Brasil melhor. Um país mais justo, com melhores oportunidades, de elevada qualidade dos serviços públicos, num ambiente sem corrupção e sem violência. Entretanto, poucos estão realmente dispostos. As nobres convicções são apenas sonhos, e as reais atitudes, centradas em si. Comportamento típico de adolescente. Tenho esperança de que o Brasil se torne adulto. Para isso, precisamos desenvolver a maturidade que proporcione um diálogo pautado no respeito, na integridade e na honestidade – esta, que só é conquistada quando se coloca o ser humano em evidência, ao invés de escravizá-lo sob condutas ideológicas fanáticas.

Francisco Loenert loenert.francisco@gmail.com

São Paulo

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FLAGRANDO OS MENTIROSOS

A ferramenta criada pelo jornal “The Washington Post” e que tem a finalidade de analisar, categorizar e acompanhar cada uma das afirmações falsas ou enganosas feitas por Donald Trump já detectou 1.628 afirmações desse tipo desde a posse do presidente americano, em 20 de janeiro. Com a média é de 5,5 mentiras ou meias-verdades por dia, a cifra deve alcançar 1.999 falsas declarações até o fim do ano. Uma iniciativa similar poderia ser importada e introduzida a alguns dos nossos políticos, notoriamente ao falastrão ex-presidente Lula da Silva, candidato em antecipada campanha para o Planalto em 2018, sob a escancarada omissão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para ele, o programa criado pelo diário americano deveria vir, sem dúvida alguma, incrementado para poderem caber as suas notórias e compulsivas lorotas. 

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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ACIDENTES NA MG-129

Três pessoas morreram e 11 ficaram feridas num grave acidente no dia 20 de novembro na MG-129, próximo a Itabira (MG), por causa de animais na pista. Apenas três dias depois do acidente, passei no mesmo trecho e contei 9 cavalos na mesma pista, principalmente no desvio da cidade de Itabira. Ressalto que no km 10 da mesma rodovia existe uma grande depressão na pista que inevitavelmente causará acidentes. Há alguns anos havia um caminhão que recolhia os animais na pista, não me recordo se era propriedade da prefeitura de Itabira ou do Deer-MG, mas era praticamente impossível encontrar animais soltos. Ressalto que as prefeituras ou o Deer-MG poderiam recolher tais animais, venderem-nos aos abatedouros e utilizarem os lucros para o pagamento dos funcionários e da manutenção dos veículos de recolhimento. Inadmissível observarmos vidas inocentes perdidas e nossos governantes e legisladores preocupados apenas em arrecadar ou aumentar seus subsídios.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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