Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2017 | 03h11

ELES E O RESTO

País das maravilhas

Senadores ampliam em 40% gastos com jatinhos. Fiquei com náuseas ao ler essa triste notícia no Estadão de ontem. Enquanto o povo sofre com a falta de educação, moradia, emprego, segurança, saúde, etc., senadores viajam à nossa custa em jatinhos particulares, totalmente fora da realidade, num típico “país das maravilhas”. Até quando teremos de suportar esse absurdo?

ADRIANA AULISIO

aulisiodri@gmail.com

São Paulo

Claro que os políticos aumentaram o uso de jatinhos. Assim como o Lula, eles não querem ser “aplaudidos” por eleitores em voos comerciais.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

A fome mora ao lado

Na mesma edição em que lemos que os senadores ampliaram em 40% os gastos com jatinhos – sendo recordista Ciro Nogueira (PP-PI), que usou nossos recursos até para passar o réveillon em Trancoso –, poucas páginas à frente somos informados da história de Gabriel, de 8 anos, que desmaiou de fome a caminho da escola na mesma cidade em que “trabalham” Suas Excelências. Como e quando o Brasil deixará de ter políticos que vivem na Idade Média para se transformar num país moderno e equânime?

LÚCIA WILLIAMS

luciacawilliams@gmail.com

São Carlos

LULOPETISMO

Desvendado o mistério

Finalmente os brasileiros tomaram conhecimento do motivo que inspirou Lula a escolher Dilma Rousseff como sua sucessora. Ao ser entrevistada em Portugal, a sábia e ilustrada ex-presidenta afirmou categoricamente que é “work alcoolic”...

ULISSES NUTTI MOREIRA

ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

‘O show de Dilma’

Confesso que nunca gargalhei tanto no café da manhã como ao ler o editorial com o título acima (27/11, A3), sobre a fala de Dilma na Europa. Mas, pensando bem, logo depois fiquei bem triste, ao constatar que passamos por isso...

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Durante todo o tempo que ocupou o posto mais elevado da Nação, Dilma Rousseff só nos prejudicou e envergonhou com atitudes errôneas e seu discurso caótico. Ela nos empobreceu econômica e linguisticamente e isso nos diminuiu lá fora, diante de povos mais evoluídos culturalmente, pois se Dilma é o retrato do povo que a elegeu, ficamos mal na fita. Não bastou, porém, a petista ter sido afastada por um processo legítimo de impeachment, embora muito suavizado pela atitude nefasta de Ricardo Lewandowski e Renan Calheiros, para que ela voltasse a soltar a língua, com o entusiasmo que caracteriza sua verborragia ininteligível, nas entrevistas a repórteres estrangeiros. Leve e solta em Portugal, viajando à nossa custa e buscando exaltar suas qualidades políticas, afirmou ser uma “work alcoolic”. O que é isso, dona Dilma? Seria alguém que trabalha alcoolizado e por isso não consegue conectar lé com cré...? Faz sentido.

NEIVA PITTA KADOTA

npkadota@terra.com.br

São Paulo

Mordomias

Há um seriado dinamarquês, chamado O Governo, que retrata a vida de uma ex-primeira-ministra, e nele vemos inúmeras vezes a protagonista andando de bicicleta sozinha pelas ruas de Copenhague a caminho do trabalho. Já o Brasil, um país imensamente rico, pode proporcionar à ex-presidenta voos internacionais com entourage. E lá fora ela tem a audácia de denegrir a nossa pátria! Até quando vamos patrocinar tanta mordomia? Nossos representantes no Congresso não ficam atrás: é jatinho para todo lado e quem paga é o povo, esse que evitam por medo de hostilidades.

DIVA AZEVEDO A. MAZBOUH

diva.am@uol.com.br

São Paulo

Esticando a corda

Lula está forçando a barra, achando que basta sair no grito para conseguir vantagens eleitorais. Puro engano, vai se dar mal. Aliás, seus cumpanheiros também vão pagar por seus pecados, é só esperar pelas próximas eleições.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

POLITICAMENTE CORRETO

Direitos humanos

Parabéns ao professor Denis Lerrer Rosenfield pelo artigo Onda retrógrada (27/11, A2). É mais do que claro que os ditos “politicamente corretos” estão metendo os pés pelas mãos quando criticam as ações da polícia. Bandidos usam armamento exclusivo das Forças Armadas para lutar entre si e assaltar pessoas de bem, que não se podem defender porque estão impedidas por lei de ter suas próprias armas. Nas disputas internas pelo domínio do comércio de drogas, contrabando de armas e coisas do tipo, eles matam inocentes, turistas desavisados, crianças em escolas e o que mais estiver pela frente. E como acham os “politicamente corretos” que a polícia deveria intervir, para conter todos esses crimes? Com uma conversinha do tipo “por gentileza, senhor, não faça isso” ou “seja bonzinho e me entregue sua arma”? Ora, façam-me o favor de parar com esse papo demagógico e caiam na realidade nua e crua. Estamos vivendo uma guerra e a polícia está aí para defender os que vivem dentro da lei, não a bandidagem.

LUCIA MENDONÇA

luciamendonca@terra.com.br

São Paulo

Retrógrados

Brilhante, como sempre, o professor Denis Lerrer Rosenfield. Já estamos saturados do “politicamente correto”! Não ao assassinato de policiais, não ao endeusamento de bandidos, não ao “nós contra eles”, não à criação de um exacerbado racialismo, não à doutrinação de crianças pela escola! Juntos temos de lutar por justiça, derrubar a corrupção que assola o Brasil e defender os nossos valores.

EDMEA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

OLIVEIROS S. FERREIRA

O futuro da Federação

Meus agradecimentos a Ruy Altenfelder por nos lembrar a lucidez do pensamento de Oliveiros Ferreira (27/11, A2). Somos uma Federação e como tal devemos permanecer, pois a diversidade nos fortalece. Entretanto, para termos êxito a maior autonomia dos Estados é uma das reformas mais urgentes que o próximo governo deverá empreender.

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

“Estaríamos nós, os brasileiros, sofrendo de sebastianismo, à espera da volta de dom Sebastião travestido de apresentador de TV, juiz, ex-ministro do Supremo, etc.?”

HENRIQUE BONETI / SÃO PAULO, SOBRE A ÂNSIA POR NOVOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA

hboneti@uol.com.br

“Visão dos nossos ‘estadistas’: não pergunte o que você pode fazer por seu país, mas o que seu país deve fazer por você”

ELIE BARRAK / SAO PAULO, SOBRE O AUMENTO DE 40% NOS GASTOS COM JATINHOS PARA COMODIDADE DOS SENADORES

egbarrak@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

2018

Luciano Huck desistiu de candidatar-se à Presidência da República em 2018. Será que em mais de 200 milhões de brasileiros não existe um candidato com reais tendências presidenciais? Nesse ritmo, corremos o risco de eleger um Donald Trump tupiniquim. "God help us!"

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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CADA UM NA SUA

O brilhante apresentador Luciano Huck, ao desistir da candidatura à Presidência da República, sabiamente observou o ditado: cada macaco no seu galho.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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ALIVIADO

Lula está aliviado com a desistência de Luciano Huck de se candidatar ao Planalto em 2018, portanto, "elle" não precisará mais colocar a bandana com o escrito "corrupto" na testa.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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LULA X HUCK

Seria preferível ver um "logotipo da Globo na testa" do que ver um carimbo de condenado perante a 13.ª Vara de Curitiba.

Sebastião Vanderlei Pinheiro vanderlei106@terra.com.br

São Paulo

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FÓRUM SOBRE CORRUPÇÃO

Ontem ocorreu um fórum sobre corrupção em São Paulo com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e presença de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a presidente da Corte Cármen Lúcia, o juiz Sérgio Moro e vários promotores da Operação Lava Jato. Acho que a iniciativa é válida e muito oportuna, só não concordo com o não convite ao ex-presidente Lula. Isso caracteriza parcialidade e perseguição, visto ser ele reconhecido como autoridade máxima no assunto.  Talvez não tenham tidos os R$ 200 mil necessários para pagar pela sua participação/palestra.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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A FRANQUEZA DE CÁRMEN LÚCIA 

Excelente a entrevista da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, publicada no "Estadão" de 26/11 ("Processos da Lava Jato precisam ser julgados", página A6). E, como afirmava na manchete do jornal ("revisar o foro agilizará a Lava Jato"), certamente Cármen Lúcia deve estar decepcionada com o ministro Dias Toffoli, que, mesmo com o placar no plenário do STF indicando 7 votos a 1 favoráveis à limitação do foro privilegiado, num puro espetáculo dantesco e envolto de imparcialidade, pediu vista do processo. A presidente do Supremo foi enfática ao dizer que "processos da Lava Jato precisam ser julgados". E o STF não tem condições de pôr em pauta todos os processos da operação em que os denunciados tenham foro privilegiado. Porém, sincera e franca, a ministra reconheceu que a redação do caso envolvendo a decisão final de medidas cautelares não ficou clara, criando grande celeuma. Isso porque, na esteira dessa decisão da Corte Suprema a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, malandramente, revogou há alguns dias a prisão de três de seus deputados. Cumprimento o "Estadão", pela entrevista, principalmente num momento em que até a nossa Corte está sendo questionada pela sociedade. Pelo excesso de inconveniente protagonismo de alguns de seus membros, a fala da presidente do Supremo tranquiliza: "A corrupção precisa ser combatida e a lei, cumprida. Em nome do combate à corrupção não se pode atropelar a Constituição nem a lei".  

Paulo Panossian paulopanossian@hotamil.com

São Carlos 

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CRIMES DE CORRUPÇÃO

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, declarou que é preciso que se julguem os processos por crimes de corrupção. Sabemos que estão paralisados há muito tempo, realmente. Há políticos, por exemplo, que estão indiciados em muitos, como Renan Calheiros. Cara ministra, não entendemos ainda os motivos de não terem sido colocados em pauta até agora. Dá para nos explicar o porquê de tanta lentidão?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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SEGURANÇA JURÍDICA

Infelizmente, o Brasil não pode demonstrar aos investidores nacionais e alienígenas que aqui existem segurança jurídica e respeito às estipulações contratuais celebradas. A entrevista da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, no "Estadão" (26/11, A6) demonstra a incerteza e as dissidências que animam a nossa Corte Suprema. Essa situação é grave e serve de desestímulo a todos os que desejam alavancar a economia nacional. É pena!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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FORO PRIVILEGIADO

A votação do foro privilegiado no STF já está decidida, embora o ministro Dias Toffoli tenha pedido vistas do processo, o que atrasa a divulgação do resultado. A Câmara dos Deputados vai aproveitar a paralisação da decisão no STF para fazer sua própria votação. Foro privilegiado não deveria existir. Isso é entulho da época do Brasil monárquico e os seus argumentos para mantê-lo são ultrapassados. Os que têm direito a foro privilegiado são cidadãos temporários em suas funções, embora alguns deles não sejam tão temporários assim. Nem funcionários públicos podem ser considerados, apenas o presidente da República e, mesmo assim, provisoriamente. Deveria responder a processo como todo cidadão responde: na primeira instância. E, se for parlamentar, presidente da República, ministro ou estiver em exercício de cargo de chefia nos órgãos do governo, afastados do cargo.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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CINISMO 

Já era de esperar o pedido de vista de Dias Toffoli. Foi um ato tomado com cinismo ultrajante e deboche para com os brasileiros. Não precisava - a maioria do plenário do STF já havia votado a favor. Pergunto-me: será que este ato foi tomado por incompetência, conveniência ou conivência? Se ele se julga à altura de sua responsabilidade, seria digno, no mínimo, que ele devolvesse o processo dentro dos prazos regulamentados para devolução de pedidos de vista (10 dias ou 2 sessões ordinárias do STF). É impressionante, há a possibilidade de este pedido de vista voltar à baila só quando ele quiser, sem nenhuma punição pelo não cumprimento das regras do STF. Se assim for, ficará, "por assim dizer", acima da lei. Ministra Cármen Lúcia, como presidente do STF, a sra. não tem como fazer com que os ministros honrem as regras do STF, deixando o tribunal com uma aparência mais rígida e respeitável, para que as decisões e processos andem, e sejam mais eficientes? 

Helio Wellichen wellichen@icloud.com

Campinas

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VISTAS DO PROCESSO

Cármen Lúcia, na sua condição de presidente do STF, deveria contestar veementemente a posição do ministro Dias Toffoli. Além de desrespeito aos seus colegas, atrasa sistematicamente os processos, para adiar assuntos sérios indeterminadamente. Este ministro (lulista) não pode estar no STF. Com essa atitude, o STF perde toda a credibilidade que tem com a sociedade.

Arnaldo Leonardi neusarnaldo@icloud.com

São Paulo

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CADERNINHO DE ANOTAÇÕES

Depois da decisão de Dias Toffoli de engavetar a discussão sobre o foro privilegiado, para que seus amigos políticos pudessem fazer uma lei a seu gosto, ficou claro que os juízes do STF se julgam acima de tudo e de todos. A nossa Constituição é um mero caderninho de anotações. 

Jair Nisio jair@smartwood.com.nr

Curitiba

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MINISTRO INEXPRESSIVO

Data vênia, expresso minha indignação: o ministro mais inexpressivo do STF pede vistas sobre o foro privilegiado, matéria esta votada e concluída pela maioria dos ministros. Qual o objetivo desse pedido de vistas? Atrasar a vigência, naturalmente. Este ministro, reprovado em dois concursos para juiz de primeira instância - portanto, evidenciando sua ignorância -, mostra que no Brasil as coisas não estão tão ruins que não possam ficar piores.

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santos André

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MAU SINAL

Uma nação refém de Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, componentes de um Estado falido, certamente está apodrecendo.

Osvaldo Carneiro Filho osvaldo.carneiro@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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GOVERNO DE ÉBRIOS

O editorial "O show de Dilma" (27/11, A3) ilustra com perfeição a desastrosa passagem de Dilma Rousseff  pelo poder e os efeitos nefastos que seu desgoverno causou aos brasileiros e ao País, trazendo inflação, desemprego e muita vergonha quando resolve usar seu dialeto incompreensível, além de lançar propaganda caluniosa sobre o Brasil no exterior, à custa do nosso bolso. Em sua última fala para lá de exótica, a criatura de Lula revelou um pouco de si e do seu pensamento tortuoso ao usar a expressão "work alcoolic", que, traduzida, significa "trabalho alcoolizado". Com essa autoconfissão involuntária, a ex-presidente revela um pouco de seu estilo ébrio, fazendo jus ao padrinho que a indicou para o cargo.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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13 ANOS

Muito oportuno o texto "O show de Dilma" ("Estadão", 27/11, A3). Podemos resumir os 13 anos do lulopetismo em duas fases: a primeira "not work alcoolic" e a segunda, conforme ato falho confesso, "work alcoolic".

 

Francisco Paulo Uras francisco.uras@uras.com.br

São Paulo

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'O SHOW DE DILMA'

Até quando os brasileiros terão de aturar a gastança desenfreada desta incompetente ex-presidente pelo exterior enxovalhando o nome do País? Esta mulher que desgovernou o Brasil por cerca de seis anos, ao sofrer o impeachment, deveria ter tido os direitos políticos cassados e sido condenada pelos danos causados. Está na hora de as autoridades decentes darem um paradeiro neste absurdo. Se a passividade de nossas autoridades é por falta de conhecimento do que está acontecendo, é melhor começarem pelo menos a lerem o "Estadão" para saberem o que se passa neste Brasil tão sofrido.

Edson Baptista baptistaedson384@gmail.com

São Paulo

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ANTIDIPLOMACIA

Nossa antidiplomacia está alcançando novos níveis. A "ex-presidenta" Dilma Rousseff,  gastando o dinheiro suado do trabalhador em périplo internacional, entre muitas críticas à democracia no Brasil, falou a jornalista português sobre ter recebido flores de fãs e sua obsessão por trabalho. Neste quesito, só não entendi ela se dizer uma "work alcoolic". Será que quis revelar que "governou alcoolizada"? Pelas muitas besteiras que fez, que falou e ainda está falando, é bem possível. Será que adianta pedir minha parte destes gastos absurdos de volta?

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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O QUE VEM PELA FRENTE

Fiquei pasmo com a notícia estampada no "Estadão" (26/11). O povo já não aceita mais os políticos que ai estão! É preciso mudar radicalmente as coisas neste país, colocar no poder pessoas sem vícios, honestas nas suas atitudes, com passado limpo, sem falcatruas, representando verdadeiramente o povo brasileiro. Precisamos colocar na Presidência da República, por exemplo, alguém que represente o caráter do povo brasileiro. Não estou falando de alguém que venha a ser o salvador da Pátria, mas alguém experiente, que tenha vivido todo o tempo honestamente, que tenha passado por todas as intempéries deste país por décadas, mas que continua com toda a simplicidade e que venha a reconhecer as necessidades deste povo. Enfim, uma pessoa que saiba o quanto a educação vai ajudar o País. Não temos mais ninguém confiável neste momento, e os partidos políticos trabalham em prol de si mesmos. Até quando teremos de esperar para que este país saia da lama em que se encontra? Não temos mais ninguém confiável, nem políticos, nem artistas, nem no Poder Judiciário. O que fazer, então? Esperar que o País se enterre cada vez mais? A preocupação dos políticos, no entanto, é quanto de dinheiro terão para a próxima eleição! Um exemplo é o Rio de janeiro, cidade maravilhosa e Estado deixado numa situação de necessidade tão grande pelos políticos, com seus servidores públicos numa situação deplorável, sem poder pagar por suas mínimas necessidades. É o limite a que chegamos para dar um basta! Brasileiros de todo o País, acordem, temos de lutar para que possamos mudar este país, e para tanto devemos contar com todos. Unidos, venceremos. Nada de políticos profissionais, nada de pessoas que queiram comprar votos, nada de pessoas que se dizem salvadores da Pátria. Precisamos de um brasileiro do povo. Vamos buscá-los onde estiverem. Temos a maior força deste país, que é a internet. Vamos fazer uma revolução pela mudança. As pessoas têm razão ao desaprovarem todos os políticos que temos - entre eles um ex-presidente que praticamente acabou com o Brasil, somente dando peixes e não ensinando a pescar -, ou julgadores que não conseguem enxergar os anseios do povo brasileiro, ou, ainda, artistas que querem fazer do País um palco de atrações onde provavelmente o povo será o palhaço. Não dá para continuar assim, por isso faço um apelo ao nosso povo: que saiba lidar com o que vem pela frente.

Elisiario dos Santos Filho elisantosfilho@uol.com.br

Praia Grande

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FARRA NAS ALTURAS

Este jornal publicou em sua primeira página da edição de domingo (26/11): "Senadores ampliam em 40% gastos com jatinhos". A propósito, grande parte dos políticos perdeu totalmente a vergonha, e isso está acontecendo no Brasil, no Estado de São Paulo e em muitos municípios. Os gastos desenfreados e sem critério ético do dinheiro público, diante do momento por que passam as finanças públicas, são estarrecedores! Um dos exemplos mais gritantes, realmente, é o uso de jatinhos, "jatões" e quetais por ministros, deputados e prefeitos se espalhando por toda a administração pública. Os pretextos são os mais variados: viagens dissimuladas para fazerem palestras, irem visitar suas bases eleitorais ou conhecerem algo, até no exterior, que nunca colocarão em prática no País, e outros que vivem fazendo política visando à conquista da Presidência da República, ao invés de se dedicarem aos seus respectivos mandatos. Pobre Brasil! Mas as eleições estão aí. Cabe a nós escolhermos os que têm vergonha. 

Ruyrillo Pedro de Magalhães ruyrillopedro@gmail.com

Campinas

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BRASIL

Fortunas gastas com viagens de jatinho, almoços e jantares dispendiosos e frequentes apenas para discutir "assuntos de trabalho", enquanto uma criança desmaia de fome na escola, por falta de merenda - e sabemos que não é a única. Medidas assistencialistas têm sido oferecidas, mas soluções concretas ainda continuam sendo invisíveis. Vivemos num Estado laico, onde as campanhas pró-aborto acontecem quase todos os dias, mas campanhas que visem a esclarecer mulheres e homens sobre a importância do planejamento familiar e fornecer, quando necessário, de forma gratuita, os meios para evitar que crianças nasçam "por acidente" ou descuido, juntamente com a conscientização sobre a importância dessa medida, nem pensar.

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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TURISMO PÚBLICO 

Depois do período em que pagamos o Lula Tour e o Dilma Tour, quando políticos e apadrinhados viajavam pelo mundo afora e participavam de diversos cursos, palestras e encontros, sempre pagos com o dinheiro dos contribuintes, estamos diante do STF Tour e do Legislativo Tour. Não passa uma só semana sem que um de nossos ministros do Supremo e nossos políticos estejam viajando para conferências, palestras, encontros e cursos. Eu e minha família votaremos no primeiro parlamentar que prometer fazer o possível para que nenhum membro, de qualquer poder, e qualquer apadrinhado possa realizar uma viagem para conferências, palestras e cursos com dinheiro público. Se querem viajar e passear, que  o façam, mas o façam com seus já altos salários. E que seja em suas férias ou feriados. Basta de turismo público pago com o suor dos contribuintes nos dias de trabalho.

Jose R. de M. Soares Joserubens@jrmacedoadv.combr

São Paulo

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AUMENTO PARA OS VEREADORES

A Câmara de Vereadores de São Paulo é outra casa que, se não existisse, não faria a menor falta. Há duas semanas não se vota nada lá. O cidadão paulistano pagador do salário destas excelências sabe e acompanha o fraco desempenho dos seus vereadores? Ao que se sabe, eles lutam pelo aumento de salário, mas não votam nada do interesse da cidade. A Câmara Municipal tem 161 projetos para serem votados. Não há a menor pressa em trabalhar, mas, quando se fala em dinheiro, comportam-se como mendigos. Além do "miserável" salário de pouco mais de R$ 15 mil, eles ainda contam com R$ 188 mil mensais para bancar até 18 assessores e despesas de gabinete - fora carro, gasolina e telefone pagos pelos contribuintes. É inaceitável e não faz sentido elevar os gastos públicos para manter um mandato que sem fiscalização acaba virando um excelente negócio. Uma vergonha esta ganância. Bem se vê que o eleitor só é importante no dia da eleição. Vamos virar este jogo começando pela faxina em outubro de 2018. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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REVOLTANTE

Se o reajuste dos vereadores de São Paulo é constitucional, ele continua imoral e afrontoso aos paulistanos e aos 12 milhões de desempregados, a maioria em São Paulo. Se os vereadores não estão satisfeitos com R$ 15.031,76 de salário mais verbas, renunciem a seu mandato$! Será que os desembargadores do Tribunal de Justiça paulista e os vereadores de São Paulo sabem que a maioria dos funcionários públicos que não têm cargos públicos de elite não tem aumentos há alguns anos? Informem-se! E, por fim, vereador Adilson Amadeu (PTB), vá comparar seu salário e verbas acessórias com o dos funcionários públicos que recebem um salário mínimo, e não com o de procuradores, desembargadores e secretários! 

        

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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ENQUANTO ISSO...

Inadmissível, vergonhoso e absurdo como caminha a saúde pública no Brasil: um pronto-socorro pediátrico simplesmente parou seu atendimento para urgência e emergência de adultos. Cogita-se, também, de que poderá ser fechado o Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), referência mundial na formação de médicos, de que tanto necessitamos. A alegação é de que a unidade vive grande e delicada situação financeira. Não é à toa que pelo terceiro ano seguido a USP caiu na classificação de universidades mundiais e aparece em 13.º lugar na avaliação realizada pela Consultoria Britânica Quacquarelli Symonds, que avalia a qualidade do ensino superior dos países emergentes, os chamados Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Vale lembrar que em 2014 a instituição estava em 7.º lugar neste mesmo ranking. Enquanto isso, nossos políticos corruptos, ladrões e sujos se autodeterminam aumentos, vantagens, benefícios e mordomias, além de o Senado aprovar a criação de fundo de R$ 1,8 bilhão, ante os R$ 3,6 bilhões solicitados pelos partidos, para financiar campanhas com dinheiro público (entenda-se, com o nosso dinheiro).

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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QUEM APROVARÁ REFORMAS?

Estados e municípios "gastam mais com a Previdência, superando dívida pública", diz estudo. Enquanto a Previdência pública não seguir as mesmas regras da Previdência privada, o Brasil continuará derrapando. Governos tratam o servidor público como seres ungidos de poderes muito acima do brasileiro comum, aposentando-se mais cedo, recebendo salário integral, quando o resto do País segue regras rígidas. Na iniciativa privada, o  contribuinte paga de 1 a 10 salários mínimos "reais", e, quando se aposenta, recebe 50% pelo "salário referência". Isto é, ele paga o dobro do que vai receber quando aposentado, fora a contribuição empresarial. É muito dinheiro para que a conta não feche. Isso mostra má administração e privilégios. Mesmo assim, deputados e senadores, de olho nas eleições a cada dois anos, quando retornam aos seus redutos eleitorais, precisam se pavonear de "defensores dos pobres e oprimidos eleitores". Jamais aprovarão reforma nenhuma. Em 2018, os brasileiros precisam rever sua preferência. Um país desenvolvido e igualitário ou um país que paga com suor por privilegiados? 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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'FERIDA ABERTA'

Sobre o artigo "Ferida aberta", de Adriana Fernandes (25/11, B6), relatório recente do Banco Mundial mostra que o Estado brasileiro gasta mal, deixando a entender que está semifalido e marchando alegremente para a insolvência. Alguns veem o fenômeno como consequência da Constituição cidadã 30 anos depois, que criou muitos direitos, poucos deveres e - o mais importante - não previu a origem dos recursos para tantos direitos. Em parte, é consequência do pensamento tipo socialista de que o Estado resolve todos os problemas, tendo recursos ilimitados, além de poder gastar à vontade. A crise fabricada por Dilma Rousseff andou neste vácuo, bem como o atual demagógico discurso do PT também vai nesta mentirosa premissa.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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$INDICATO$

Com o fim do criminoso e absurdo imposto sindical obrigatório, eliminado pela bem-vinda, oportuna e tardia reforma trabalhista, cerca de 100 mil (!) funcionários diretos (1/3 do total) dessas organizações serão demitidos de pronto. Diante do fato, cabe perguntar a qual sindicato deverá recorrer esta grande massa de pessoas colocadas no olho da rua pelos próprios sindicatos?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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INQUÉRITO PENAL CONTRA ALCKMIN

 

Se, de um lado, o presidente Michel Temer já começa a articular a frente dos partidos aliados para a escolha de um candidato para a disputa presidencial de outubro de 2018, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acaba de pedir a abertura de um inquérito penal no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo os delatores, o governador Alckmin recebeu R$ 10,7 milhões da Odebrecht em "caixa 2" para as suas campanhas ao governo do Estado de 2010 e 2014. Conforme o relato, parte dos repasses era feita diretamente ao cunhado de Alckmin, o empresário Adhemar Cesar Ribeiro, que na época apresentou um comprovante assinado pelo governador. Para variar, o governador Alckmin negou as acusações com a afirmação-padrão de políticos envolvidos em corrupção: "Jamais pedi recursos irregulares em minha vida política", e por aí vai. Portanto, mesmo que não queira, Alckmin não teve outra alternativa a não ser tornar-se presidente da legenda, o que já é um avanço e tanto.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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VALA COMUM

Na ânsia de escapar da prisão, delatores da Odebrecht jogaram na vala comum de políticos corruptos, como os do PT, o nome do governador Geraldo Alckmin. Confio quando o governador diz que o dinheiro arrecadado para suas campanhas foi declarado e suas prestações de contas foram aprovadas. Não se deixe abater, governador.

Rodolfo Gonçalves V. Pereira rodolfovassalo@gmail.com

Santa Bárbara d'Oeste

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POR UM PUNHADO DE QUEIJO

A notícia de 24/11 que se destacou na mídia foi a decisão da terceira turma do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) que revogou, por unanimidade, a autorização para o deputado federal Celso Jacob (PMDB-RJ), preso no regime semiaberto por falsificação de documento público e dispensa de licitação, trabalhar durante o dia na Câmara dos Deputados. De imediato, procurei saber por qual motivo um preso poderia continuar exercendo as funções de deputado federal, legislando, exatamente por burlar uma licitação pública, e voltar à noite para a cadeia. Não encontrei nenhuma explicação aceitável. E a notícia publicada no site da Globo completou que a assessoria do TJ informou que os desembargadores entenderam que o deputado do PMDB "não possui os requisitos que autorizam a concessão do benefício". Ora, se o deputado não tem os requisitos, por que o benefício lhe foi concedido por juiz substituto da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal? E o absurdo da notícia não parou por aí. Há alguns dias, Celso Jacob foi flagrado com dois pacotes de biscoito e um de queijo provolone escondidos dentro da cueca ao retornar para o Centro de Detenção Provisória da Papuda, no Distrito Federal, após saída de fim de semana autorizada pela Justiça. Em decorrência deste flagrante ridículo, o prisioneiro está cumprindo uma semana de isolamento. E, embora tenha sido esclarecido de que o incidente não tenha nada que ver com reforma de sua sentença, o deputado perdeu o benefício e permanecerá preso. Nem o melhor dos nossos humoristas teria criado situação semelhante.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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PADRÃO CARIOCA

Em Brasília, deputado em regime semiaberto é pego tentando entrar no presídio com um punhado de biscoitos na cueca e é mandado para um mínimo de uma semana na solitária. No Rio de Janeiro, o ex-governador do Estado Sérgio Cabral é surpreendido com um banquete estocado já dentro da cadeia e nada acontece. Depois estranhamos por que bandidos não se intimidam no Rio de Janeiro. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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GAROTINHO AGREDIDO?

Anthony Garotinho é tão safado que ele não está nem aí se sua declaração em relação aos agentes penitenciários pode ou não levar ao afastamento deles, ou até à expulsão. Ele, para atender às suas vontades de menino mimado, inventou uma mentira tão escrota - de que teria sido agredido por um agente na cadeia -, como é escrota a sua própria história, para gratuitamente prejudicar um trabalhador honesto, que é o caso do agente em questão. Ocorre, porém - o que grande parte das pessoas desconhece - que esta premeditada intenção e o pretenso prejuízo que teria como alvo o agente iriam se espalhar por um plantão inteiro. Fato que não foi levado adiante, graças à tecnologia, uma vez que, no Brasil, onde quem parece ter a fé pública em suas declarações é sempre o bandido, o agente é que tem de se virar para mostrar que é inocente. Isso é fato recorrente nas cadeias. O agente, em princípio, é o culpado. Salve a tecnologia, que possibilitou evitar enormes problemas para este grupo de trabalhadores.

Antônio Dias Neme antonio.neme@terra.com.br

São Paulo

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PATOLÓGICO

O comportamento do ex-governador Anthony Garotinho deve ser visto sob um ângulo patológico. Ele não é ladrão. É cleptomaníaco. Agora, se autoimola na cadeia. Então, não precisa de um presídio se segurança máxima. Precisa é de um hospital penitenciário. Uns choques elétricos com certeza não o tornarão pior do que já é. Minha preocupação é com os outros pacientes. Num passado não muito distante, quando juntaram políticos com detentos comuns, estes últimos tornaram-se piores.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SERÁ SUFICIENTE?

Isto ficará marcado na história do Brasil: Sérgio Cabral, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, três ex-governadores do Estado do Rio, presos no Rio de Janeiro. Seu grande amigo na política, o ex-presidente Lula da Silva, também condenado a 9,5 anos por corrupção. E, juntos na prisão, também estão o presidente da Assembleia Legislativa do Rio e dois deputados estaduais seus principais auxiliares na corrupção. Eles festejam, à espera do outro grande amigo Luiz Fernando Pezão, que ainda está em liberdade até que sejam apuradas todas as suas corrupções e seu envolvimento com as quadrilhas de bandidos do Rio de Janeiro. Povo carioca, todos eles vão lhe falar que são inocentes, mesmo estando falido o Rio de Janeiro e nem pagando corretamente os seus funcionários públicos. Isso tudo será suficiente para os cidadãos cariocas nunca mais votarem neles?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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CASA DE MÃE JOANA

Além de "terra sem lei" (como afirmou a procuradora Raquel Dodge), o Rio de Janeiro de há muito é uma Casa de Maria Joana, ou da Mãe Joana, se preferirem.

Eduardo Augusto D. Filho eadelgadofilho@gmail.com

Campinas

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