Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2017 | 03h00

DE OLHO EM 2018

Ninho tucano

Finalmente os tucanos chegaram a um consenso para se fortalecerem: o governador Geraldo Alckmin será o presidente do partido e se torna um forte candidato à Presidência da República em 2018. Enfim a ficha caiu e as dissidências internas do partido deverão, se não terminar, ficar bastante amenizadas.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Convicções liberais

Diante do quadro que se apresenta até agora para as eleições de 2018, Geraldo Alckmin parece ser o candidato mais equilibrado e com maior possibilidade de chegar ao segundo turno da eleição presidencial. O novo arranjo da sua máquina partidária poderá fazer a diferença e mostrar suas qualidades à população mais desinformada. Sua experiência e sua habilidade para lidar com as peças deste complicado jogo de xadrez o diferenciam dos demais candidatos e o colocam em posição de enfrentar Lula com sucesso – não se deve subestimar a capacidade de crescimento da candidatura do governador paulista até o dia da eleição. Ele já disputou um segundo turno com Lula e parece que o duelo se repetirá em 2018, mas desta vez sem medo de assumir suas convicções liberais e dizer claramente da necessidade de privatizar as quase 200 estatais que sugam a energia do País, produzindo muito pouco.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Hamlet

O PSDB está me fazendo lembrar Hamlet. “Ser ou não ser, eis a questão. Qual é mais digna ação da alma: sofrer os dardos penetrantes da sorte injusta (do eleitorado), ou opor-se a esta corrente de calamidades (PMDB) e dar-lhes fim com atrevida resistência?”. Será que Shakespeare não foi ungido de intuição, prevendo que no Brasil do século 21 haveria um partido que ficaria eternamente em cima do muro, procurando sua identidade? O PSDB agora flerta com a esquerda decadente e como na peça Hamlet praticamente todos se matam, a briga para 2018 será feia. Porque se depender do eleitorado poucos serão reeleitos... Com prós e contras, hoje eu fico só com Shakespeare. PSDB nunca mais.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

‘Preparado para o Brasil’

Pelo que se noticia, há uma possibilidade única de os tucanos se livrarem da pecha de aliados coniventes de uma facção do PMDB. Ao que tudo indica, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ocupará o cargo de presidente do PSDB e poderá enfiar de volta na cartola política aventureiros que mais parecem viver em Sucupira ou Saramandaia. Quem governa São Paulo como Alckmin está, de fato, “preparado para o Brasil”.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Alguns sinais no nevoeiro

João Doria Júnior, oportunista, pretensioso e apressado, desgastou-se. Luciano Huck poupou-nos de um fenômeno do tipo Tiririca. Geraldo Alckmin como presidente do PSDB poderá vir a configurar o “menor dos males”. Teria uma estrutura competente. Porém acena com demagogia do tipo águas do Tocantins para o Nordeste, como se não houvesse outras metas mais importantes. Anuncia-se um plano logístico para o agronegócio e os números sobre a reforma da Previdência enfim vêm à tona. Mas os deputados contrários a ela passarão a recear ser rejeitados nas eleições de 2018 pelos que temem perder as aposentadorias.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Gastos em Atibaia

Um dos delatores da Odebrecht entregou à Justiça Federal do Paraná planilha que demonstra gastos de R$ 700 mil num famoso sítio em Atibaia. E agora a defesa do ex-presidente Lula tenta convencer a Justiça de que a empreiteira tinha no Setor de Operações Estruturadas – leia-se departamento de propinas – uma verdadeira fortuna, oriunda de propina arrecadada de empresas públicas, notadamente da Petrobrás, para ser distribuída aleatoriamente. E escolheu um sítio em Atibaia frequentado assiduamente por Lula e família, pertencente a Fernando Bittar e Jonas Leite Suassuna Filho, amigos íntimos dos Silvas. Tudo por obra do destino...

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Ô, coitado!

O “cara” já afirmou, uma centena de vezes: “O sítio não é meu!”? Parem com isso, por que essa perseguição...?

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

Julgamento da História

O prepotente candidato a prestidigitador Lula, em quem parte da população ainda acredita (inacreditável!) e cujo nariz não cresce, na verdade quase afundou o País, com a ajuda de sua preposta. Gastou e corrompeu onde podia (vide Petrobrás), com sua súcia de gafanhotos. Agiu como a cigarra irresponsável. A meu ver, entrará para a História como uma desgraça.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

CHINA

‘A nova superpotência’

Egressos do Itamaraty normalmente apresentam textos apreciáveis, tanto no conteúdo quanto no uso da norma culta da língua portuguesa. O embaixador Rubens Barbosa porém, superou as expectativas: seu poder de síntese ofereceu uma análise clara, objetiva e refinada sobre a recente “autoapresentação” da China como superpotência (28/11, A2). E, de fato, aparentemente surge “um novo G-2”, que impactará enormemente a economia mundial, a verificarmos breve e talvez subitamente, conforme o planejamento de seu evidente líder, Xi Jinping. Ainda utilizando a acurada terminologia de Barbosa, esperemos que a China não enrijeça numa teimosa glasnost, concomitante com enorme superávit, que essa perestroika levará à nova superpotência, latente por tantas décadas…

ANTONIO CARLOS CARDOSO FILHO

acardoso@acardoso.com

São Paulo

Sobre o artigo A nova superpotência, de Rubens Barbosa, eu gostaria de ver a China manter-se como superpotência econômica se as empresas lá estabelecidas tivessem de obedecer às mesmas condições de trabalho (carga horária, benefícios e salários) das potências desenvolvidas. É fácil vencer quando os obstáculos só existem para os adversários.

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

ACORDO COM POUPADORES

 

Bancos e poupadores chegam a acordo de R$ 10 bilhões sobre planos econômicos. Os únicos beneficiados, como sempre, aliás, foram os bancos. Vamos lá: quem ficou com os valores não depositados nas poupanças nos planos ora citados? Os bancos. Quem vai ficar com descontos de até 40% no valor que foi negociado abaixo do valor devido? Os bancos. Quem é que vai ficar com o dinheiro de quem não entrou em ação coletiva ou individual? Os bancos... Mas os maiores culpados por tudo isto: desgovernos no controle da inflação e, principalmente, o Supremo Tribunal Federal (STF), que não julga nada que não seja do próprio interesse ou do interesse de políticos corruptos. Além disso, a indenização por perdas na poupança pode ser parcelada em até três anos. Será que os bancos vão remunerar essas parcelas com os mesmos porcentuais de juros que cobram no cheque especial ou no cartão de crédito, algo em torno de 390% a 460% ao ano? Se assim não for, que acordo é este? Para os bancos ainda embolsarem algum bilhões que já estavam provisionados para pagar este furto qualificado?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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MARMELADA

 

Os poupadores que perderam com os planos econômicos de quase 30 anos atrás ganharam na Justiça. Só que não vão levar praticamente nada. Os bancos conseguiram adiar os pagamentos alegando que haveria quebradeira geral em virtude dos valores estratosféricos (que chegariam a R$ 200 bilhões ou R$ 300 bilhões). Agora se sabe que os valores não chegam perto dessas cifras. Tudo ficou parado no Supremo Tribunal Federal até que os bancos conseguissem fazer prevalecer sua vontade acima da lei e dos julgados de vários tribunais. Isso não é justiça.

 

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

 

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ESPERANÇAS ROUBADAS

 

Um presidente por oportunidade (José Sarney) e outro que se dizia “caçador de marajás”, com comportamento autoritário, arrogante e prepotente (Fernando Collor), avançaram sobre nossas poupanças, roubando nossas esperanças de futuro seguro. É certo que os amigos foram previamente avisados e poupados. Agora, enquanto o primeiro pousa de majestade e o segundo continua impávido, sem jamais ser colosso, nós amargamos nossas perdas. No Brasil, até o passado é incerto. Triste país, dominado por esta cambada amoral.

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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AÇÕES COLETIVAS E INDIVIDUAIS

 

Na ocasião das perdas, em 1980-1990 (“Estado”, 28/11, B1 e B4), éramos todos poupadores, independentemente de valores aplicados. Sofremos, portanto, as mesmas perdas sobre os nossos recursos depositados nos bancos. Hoje, sobre a discussão de um acordo para a reposição de valores perdidos, está sendo aplicada uma diferenciação entre ações coletivas e ações individuais, o que impõe mais dificuldades às pessoas, se tiverem de integrar as ações coletivas e retirar as ações individuais. Afinal, não somos todos iguais perante a lei? Será que o STF vai endossar esse procedimento que estabelece distinção entre pessoas para o mesmo caso? Naquela época o dinheiro de todos, não importava quanto, era bom para os bancos, e dele eles sempre se beneficiaram. Esperamos que o STF seja justo com todos os brasileiros.

 

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

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24 ANOS PARA JULGAR

 

Este acordo que levou 24 anos para ser sacramentado entre bancos e poupadores é a cara do Brasil retrógrado. Destes pouco mais de 1 milhão de clientes que tinham aplicações na poupança e que foram lesados pelos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990, por que não foi aplicada a correção monetária da época devidamente? Muitos, como a minha própria mãe, já morreram e não tiveram o direito de usufruir desta indenização que finalmente será paga. A falta da tal produtividade que especialistas reclamam não existir no País passa, também, por esta anacrônica lerdeza do nosso Judiciário. Os lobbies da minoria dominante prevalecem, mais do que os interesses justos da maioria do povo brasileiro. Já que no Brasil, infelizmente, parece prevalecer a farsa de que todos são iguais perante a lei, como consta na nossa Constituição, não conforta pensar que depois longos 24 anos eu e os meus irmãos, com este acordo, vamos receber essa indenização. Feliz teria ficado se tivesse visto o sorriso da minha mãe usufruindo desses recursos... Falta muito para afirmar que este país é sério e justo.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS

 

É com imenso pesar que demonstro minha total indignação contra o desserviço dos funcionários do setor de política de preços para seus derivados da Petrobrás, que parecem querer repor os prejuízos vultosos que a empresa teve com as propinas e as roubalheiras efetuando altos aumentos nos preços do gás de cozinha, do álcool e da gasolina, muito acima da inflação anual, em apenas alguns dias. E o governo e seus pares ministeriais, acham isso normal? Sim, pois os seus afilhados políticos estão lá na empresa, “mamando nas tetas do governo e burro do povo brasileiro”. Argumentam que os preços estão dentro do parâmetro do mercado internacional? Sim, os derivativos mais altos do mundo, afinal Petrobrás é Brasil e Brasil tem de estar no topo dos aumentos de preços e da corrupção.

 

Ricardo Cardoso rfcrepres@bol.com.br

Bauru

 

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RECUPERAÇÃO DA PETROBRÁS

 

Na reportagem em que se procurou mostrar a importância do leilão para a recuperação da Petrobrás (“MP do petróleo põe investimentos de leilão em risco”, “Estadão”, 25/11, B3), não se falou que ela foi destruída por 13 anos de governos do PT. Os desmandos em obras desnecessárias, a corrupção generalizada, bem como a falta de reajustes dos preços de derivados de petróleo deixaram uma dívida em dólares que levará décadas para ser paga. Os reajustes a preços internacionais em moeda estrangeira são necessários para a estatal não falir e sobreviver. É um peso que todos nós temos de pagar, pela incompetência da arrogante Dilma Rousseff, criatura de Lula, a pretensa “expert” em energia.

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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‘O SHOW DE DILMA’

 

Cumprimento a redação do “Estadão” pela publicação, na página A3 da edição de segunda-feira (27/11), do editorial “O show de Dilma”. Baseando-se em recente pronunciamento da ex-presidente a um jornalista português. O texto é um perfeito relato do que foi, é e sempre será esta ignominiosa figura escolhida para dirigir o nosso maltratado Brasil. Por essa verborragia, podemos, agora, sem dúvida, aquilatar o que é esta “work alcoolic” figura, que destruiu as nossas finanças e só nos fez, como brasileiros, passar vergonha. O que ela disse ao jornalista me fez lembrar o velho e excelente humorista português Raul Solnado, que o teria, se vivo fosse, adaptado para um de seus hilários números.    

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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TERAPIA DO SUCESSO

 

Adorei o editorial sobre as entrevistas de Dilma pelo mundo, nas quais tenta explicar o “golpe”. Os jornalistas do mundo estão sendo convencidos pela própria ex-presidente de que se tratou realmente de um golpe. É que historicamente, quando os povos tinham uma rainha louca ou amalucada, os governados davam um golpe e a afastavam do poder. Antigamente, matavam-na ou a colocavam numa fortaleza fechada ou sanatório. No mundo moderno, permitimos que a maluca seja sustentada pelo povo e possa viajar comprovando o acertado “golpe”. É a terapia do sucesso. Será que o próximo maluco virá de São Bernardo do Campo? E terá tratamento em alguma fortaleza papuda?

  

Jose R. de M. Soares Joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

 

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PERDENDO O BONDE DO PROGRESSO

 

O “Estadão” nos brindou este ano com péssimas notícias sobre o nosso futuro quanto à implantação de técnicas mais avançadas em busca de um futuro melhor para a população e para o crescimento sustentável da nossa economia. Há anos o Brasil vem priorizando a exportação de insumos e relegando para um futuro incerto as verbas destinadas à pesquisa e ao ensino, bem como a implantação de técnicas já conhecidas para a melhoria e a racionalidade da nossa infraestrutura. Reportagens como a implantação da primeira usina solar no Nordeste (10/9), construída pela italiana Enel, que até o fim deste ano produzirá 807 MW, sem alagar nenhuma área, sem nenhum desmatamento e sem desapropriar nenhuma terra; e que o potencial do País é de 28.500 GW, muito maior que o eólico de 440 GW e o hídrico de 172 GW; mostram casos que evitariam o desmatamento da Amazônia para a construção de hidrelétricas. Aparentemente, essa destruição não é levada em conta no custo da construção de usinas naquela floresta. Em outra reportagem, o jornal nos revelou a severa redução da verba destinada ao programa Ciência sem Fronteiras, o que acarretará a diminuição da formação de novos cientistas brasileiros. E, no domingo, 26/11, mais a péssima notícia de que a verba destinada ao Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) encolheu quase 70% em sete anos. Como consequência, o satélite sino-brasileiro CBERS 4A, com lançamento previsto para dezembro de 2018, deve ocorrer somente em 2019. Continua a reportagem: “Previsto para ser lançado em dezembro de 2018, mas já adiado para meados de 2019, o CBERS 4A é uma das vítimas mais ilustres da crise de recursos humanos e financeiros do Inpe, assim como o Amazônia 1, primeiro satélite de observação da Terra 100% brasileiro, que está em construção no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Inpe. Serão eles os responsáveis pelo monitoramento da Amazônia e pelas previsões numéricas do tempo, que são a base de toda a meteorologia nacional”. O satélite atual em serviço, o CBERS 4, tem o fim da sua vida útil previsto para o próximo mês. De janeiro de 2018 em diante, ele poderá cessar de transmitir seus dados a qualquer momento, conduzindo-nos a uma cegueira espacial. Ao mesmo tempo, o governo Temer vai atendendo aos pedidos de parlamentares com verbas generosas destinadas a eles e a seus partidos, praticando um tipo de política que nos enoja. 

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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A SERVIÇO DA CORRUPÇÃO

 

Privatizar a Eletrobrás e criar uma empresa para administrar o restante do sistema elétrico é um bode que não sairá da sala. Isso porque vai ficar, estou certo, um “restinho” da empresa para administrar esta transição, e só Deus sabe quando a desmobilização findará. Cabide de emprego certo. Lembram-se da Valec? Não põe um metro de trilho faz anos, mas está aí dando emprego e servindo à corrupção. Tecnicamente, pode ser necessário, mas no Brasil atual cheira mal.

 

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

 

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SEM VERGONHA

 

“Senadores ampliam em 40% gastos com jatinhos” (“Estado”, 27/11). Que festa! Que alegria! Milhares de reais gastos em viagens a perder de vista. Não existe mais vergonha, só a desfaçatez, a cara de pau! Onde está a controladoria, onde está o Ministério Público para pôr um fim a esta farra com o dinheiro público? Tem de haver um basta! Crianças caindo de fome nas escolas depauperadas, bandidos à solta por falta de tornozeleiras eletrônicas no País e estes senadores mandando ver com o nosso dinheiro?

 

Julio Artur Gomes enfkeilamota@ig.com.br

São Paulo

 

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MARAJÁS DO DISTRITO FEDERAL

 

Os deputados estaduais do Distrito Federal recebem salários, gratificações, auxílio-moradia, verbas indenizatórias, verbas de gabinete, entre outros benefícios. O custo anual de cada deputado é superior a R$ 2,7 milhões. Os 24 deputados do Distrito Federal custam 18% mais do que os 41 deputados de Goiás. O DF está localizado no Estado de Goiás. Cada deputado de São Paulo gasta 20% a menos que seu colega do DF. Os marajás de Brasília estão sangrando os cofres públicos sem dó.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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DUAS CLASSES DE PARLAMENTARES

 

Ante a possibilidade de aprovação do projeto de lei que institui o voto distrital misto – e não puro com recall, como vem incansável e sabiamente pregando o jornalista Fernão Lara Mesquita nas páginas do “Estadão” –, surgiu-me a seguinte dúvida: o parlamentar eleito por voto distrital poderá ser cobrado por seus representados, mas e os que forem escolhidos por meio de voto proporcional partidário? Estarão eles livres de dar satisfação a quem quer que seja? Teremos, no Congresso, dois pesos e duas medidas, duas classes distintas de parlamentares? 

 

Luiz Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo

 

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‘A HORA DA CORAGEM’

 

Velho admirador do “Estadão”, venho aplaudir o jornal por sua página A3 da edição de 28/11/2017. “A hora da coragem”, “Sindicalismo como profissão” e “Custo da persistente omissão” são três editoriais que honram as mais caras tradições do grande jornal. Só lamento que o número de brasileiros que lerão essas três magníficas peças seja tão reduzido como costumam ser os textos exemplares aos quais a massas ignaras ou não têm acesso ou não lhes desperta qualquer interesse. Parabéns pela excelência da página.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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AS DEMISSÕES NOS SINDICATOS

 

Os sindicatos, cujo trabalho é lutar pelo emprego, estarão demitindo 100 mil funcionários. Sem o imposto sindical obrigatório, além de reduzir seus quadros, eles vão deixar as gigantescas sedes e buscar novas alternativas de renda. Sindicatos que eram aparelhos ideológicos ou comitês eleitorais tendem a desaparecer. Restarão aqueles que efetivamente prestam serviços à classe e, com isso, também poderão cobrar anuidade. Nada obsta que o sindicalista se torne político. Mas tem de fazer cada coisa em seu lugar. Do sindicato pode levar para a política apenas a imagem positiva de quem trabalha pela classe. Mesmo tendo um político em sua direção ou quadro associativo, o sindicato tem de ser protegido, como órgão de representação da classe, e não de partido ou de lutas políticas. Assim como os sindicatos, os partidos políticos também carecem de meios próprios de subsistência. É preciso encontrar meios sustentáveis para evitar que funcionem como meio de vida. O partido não pode servir a alguns; ele tem de representar a todos.

              

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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PRATO CHEIO

 

A imprensa publicou recentemente que o complexo do Sauípe, que pertencia à Previ, a caixa de Previdência dos funcionários do Banco do Brasil, foi vendido a um grupo experiente em hotelaria por R$ 148 milhões. A reportagem diz que este empreendimento sempre foi deficitário, obviamente porque gestores de fundo de pensão não têm expertise para gerir tal negócio. O mais grave, porém, é que isso custou à Previ a bagatela de R$ 1 bilhão. Acrescentar a isso os déficits anuais nos leva a valores inimagináveis. Agora, adivinhem quem era parceiro da Previ neste empreendimento. Ninguém menos que a Odebrecht, que construiu o complexo. Prato cheio para uma Operação Lava Jato. E os empregados do Banco do Brasil que paguem o prejuízo.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O TORNIQUETE ESTÁ APERTANDO

 

Frequentado por figuras ilustres da sociedade do Rio de Janeiro, o presídio em Benfica anda em festa. O restaurante gourmet serve cardápio variado, para requinte dos hóspedes. Alguns pratos fazem parte da dieta dos importantes cidadãos lá hospedados: camarão, lasanha à bolonhesa, frango grelhado, estrogonofe de filé, filé à parmegiana, etc. As especialidades são embaladas e acondicionadas em caixas de isopor, com o nome do respectivo “hospede” em destaque. Os apartamentos – digo, celas – estão aparelhados com TV a cabo. Lençóis são trocados com frequência e os apartamentos – digo, celas – recebem faxina diária. Essa é a turma de Sérgio Cabral, que assaltou o Estado do Rio de Janeiro. Anthony Garotinho, também ex-governador do Estado, era outro presidiário conhecido. Arrumou uma singela “agressão” de um agente penitenciário para se escafeder de lá. O torniquete está apertando a garganta dos larápios.

 

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

 

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PROGRESSO

 

Finalmente um motivo para elogiar o sistema penitenciário do Rio de Janeiro: comida de excelente qualidade, camas limpas, etc. Só falta o frigobar. Até isso devemos à Operação Lava Jato!

 

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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NUMA BOA

 

Queijo, iogurte e até bacalhau. O tempo passa, o tempo voa e Sérgio Cabral continua numa boa!

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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REIS DOS PRESÍDIOS

 

Os poderosos presos da Lava Jato intimidam juízes, ganham quitutes na cadeia, têm ficha criminal sem foto, recebem informações privilegiadas, visitas fora do horário e preservam suas madeixas, num claro enfrentamento e desprezo à Justiça. Ostentam estarem acima da lei sem nenhum pudor porque não lhes consta que algo possa mudar. O alcance da corrupção é tamanho que eles mandam e desmandam no sistema com a maior desfaçatez. Meu Deus!

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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PRIVILEGIADOS

 

O Conselho Nacional de Justiça atualizou seus dados, constatando que 251 mil pessoas estão presas no Brasil, provisoriamente. Elas lotam os presídios, provocando rebeliões constantes, e isso se dá pelo excesso de lotação, pelas más condições das celas e pela alimentação inadequada – o que não estava acontecendo com os presos privilegiados no Rio de Janeiro: ex-governadores e parlamentares que desfrutavam de alimentos e locais de reclusão com certa qualidade. Quando no poder, será que eles se preocuparam com as más condições dos presídios do seu Estado?

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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DESIGUAIS

 

Advogados criticam um alegado excessivo rigor nas revistas das celas dos presos da cúpula dos ex-administradores do Rio de Janeiro, onde se verificou um verdadeiro festival de “delicatesse”. Talvez devêssemos contra-argumentar com o informal “restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos”, de Stanislaw Ponte Preta, ou mesmo com toda a formalidade do rigor filosófico e moral de Kant, porém uma coisa é certa: no Brasil, não somos iguais perante as leis, e os advogados sabem bem disso.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

 

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ADVOGADOS MILIONÁRIOS

 

Prestigiosa revista semanal traz, como matéria de capa, reportagem sobre as incríveis fortunas que estão amealhando vários advogados, inexpressivos até recentemente, e logrando esse sucesso mercê do expediente de defender bandidos e ladrões. Já emiti opinião sobre este tema, pelo meu respeito à ciência do Direito, até por pertencer a uma família que se orgulha de ter membros como o inesquecível José Cretella Junior, seu filho e sucessor José Cretella Neto, além de filhos e netos meus, advogados também. O foco de minha crítica: o Brasil possui a maior Carta Magna do mundo, que, além de ser a maior, ainda se permite ter mais de 90 emendas! E para que tantas leis e complementos? Para proteger ladrões, desde um “batedor de carteiras” até o topo do Supremo Tribunal Federal (STF)! Essa é a triste constatação. Estes bandidos acumularam fortunas com o “nosso” dinheiro e hoje podem “torrar” parte delas com a contratação de advogados “padrão Marcio Thomaz Bastos”, que, quando perguntado se não se sentia constrangido em defender o bandido José Dirceu – sobre quem FHC disse “possa ter cometido algum erro, mas não é desonesto” (?) –, aquele advogado respondeu: “A função do advogado é defender seu cliente; Justiça é problema para Deus!” É verdade! Só Deus poderá salvar esta Republiqueta...

 

Celso Colonna Cretella cpropano@gmail.com

São Paulo      

 

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CRIME OU MÉRITO

 

Sobre a reportagem da revista “Veja” desta semana que faz apologia a advogados, defensores de políticos bandidos, considerando-os “novos milionários”, não vejo nenhum mérito em enaltecer esta atividade e a forma como estes advogados enriqueceram. Não passam de receptadores de dinheiro roubado, e sabem muito bem disso. Tornam-se, portanto, tão ladrões ou salafrários quanto seus clientes. Sabemos que os valores que lhes são pagos correspondem a 20% ou mais do que foi assaltado deste país, governado por pilantras, parte deles na cadeia, outros livres por habeas corpus, outros livres por conivência dos ministros do STF que não dão andamento a processos. O mais incrível é que qualquer moleque que rouba um celular e o vende, tanto o moleque quanto o comprador-receptador, são partes de um crime. No caso de o advogado receber parte do valor que foi roubado, é mérito, enaltecido por uma revista semanal. Pode?

 

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

 

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UM POUCO DE VERGONHA?

 

Fica ao critério de cada leitor ter gostado ou não da matéria de capa de “Veja” da semana, que revela alguns advogados que cobram até milhões de reais de políticos e empresários processados pela Operação Lava Jato e similares. Se alguns gostam de exibir sua situação financeira, isso é problema deles. Quanto a nós, pagadores de impostos, incomoda mesmo é que alguns dos réus tornaram-se milionários com dinheiro roubado de um governo que conseguiu a proeza de implantar o maior sistema de corrupção que propiciou bilhões de reais desviados de obras. Não sabemos quais advogados são pagos com verbas de propinas, mas aquele que recebe e sabe a origem da grana recebida não sente um prurido de vergonha?

 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

 

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SOMOS TODOS IGUAIS

 

Em entrevista ao “Estado”, a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ver como essencial a restrição do foro privilegiado de deputados e senadores para que haja celeridade no julgamento de crimes de corrupção, e pontifica: “Você não pode, já no artigo primeiro da Constituição, ter estabelecido a República, que tem na igualdade o seu fundamento, e depois desigualar”. A declaração de Cármen Lúcia soa incoerente, porque restringir prerrogativa de foro de parlamentares, mantendo o privilégio para outros milhares de cargos do Ministério Público, Executivo e Judiciário, não atende ao mandamento constitucional de que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, incluindo aí, até mesmo, a presidente da Suprema Corte.

 

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

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AINDA O FORO PRIVILEGIADO

 

Alguns deputados e senadores trabalham para manter o foro privilegiado como está. O relator Efraim Filho diz que restringir o foro é fazer com que a lei seja igual para todos. E o que dizer de alguns picaretas que estão tentando dar foro privilegiado a ex-presidentes? Toda essa canalhice para livrar Lula e outros das mãos de Sérgio Moro? A clara preferência daqueles que praticaram crimes pelo STF, por si só, já mostra que naquela Casa o perdão é garantido. Foi-se o tempo em que a Suprema Corte gozava de prestígio. Por tudo o que se vê, ela não passa de uma casa corporativa disposta a salvar bandidos. O simples e calculado pedido de vista pelo ministro Dias Toffoli sobre a questão do foro por prerrogativa de função já dá a dimensão do quanto o assunto tem importância. Em 2017 nada mais se vota, 2018 tem eleição e, assim, vamos vendo o Brasil se afundar na lama da corrupção, com as bênçãos de quem deveria livrá-lo dela.

 

Izabel Avallone  Izabel izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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DESANIMADOR

 

O próximo presidente do STF será nada menos do que o petista Dias Toffoli, aquele que é “craque” em pedir vista de processos sem condições de alterar o resultado final e que foi reprovado por duas vezes em concursos para a carreira de juiz estadual, mas, mesmo assim, foi levado por Lula para dar expediente no Supremo. Com esse currículo e sem saída, o País certamente ficará desanimado, justamente no momento em que aguardava uma reviravolta contra a corrupção instalada por aqui. Será que Deus é mesmo brasileiro?

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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O NOVO

 

Nós, cidadãos brasileiros eleitores, precisamos meditar profundamente a respeito do que o editorial do “Estadão” de domingo dizia (“O que é o ‘novo’”, 26/11, A3). Precisamos renovar a política, precisamos de políticos novos (não necessariamente jovens), honestos, prontos a combater “o que há de podre no Reino da Dinamarca”. Entre os que aí estão, há grandes nomes, assim como há jovens talentos políticos iniciando-se na vida pública, mas é preciso pesquisar, estudar cada um para saber quem trabalhou seriamente pelo bem da Nação. Quem é bom sempre trará ideias novas. Quem é ruim precisa ser alijado da vida pública, e essa responsabilidade é de cada brasileiro eleitor. O outsider pode representar uma perigosa aventura para o País, principalmente se pretende o posto mais alto – a Presidência –, sem jamais ter atuado nos vários degraus da verdadeira política. Qual deles está à altura do necessário diálogo com as autoridades dos poderes instituídos, com os membros da Câmara e do Senado, para enfrentar os graves problemas que afligem o povo brasileiro? Nossa tarefa de escolha é árdua, e desta vez não podemos errar.

 

Edmea Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

 

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REJEIÇÃO AO SISTEMA

 

Em evento recente, o provável candidato a presidente e atual governador de São Paulo admitiu o desgaste dos partidos políticos perante a população. Não foi necessário precisar os motivos. Todos sabem o porquê. Sob sua ótica, os eleitores focarão seus votos em pessoas, em nomes. Nas eleições passadas, Dilma Rousseff foi eleita com aproximadamente 30% dos votos válidos, e quase o mesmo porcentual foi atingido pelos votos brancos e nulos. A desesperança, o desencanto com políticos só fez aumentar após sua eleição. Neste momento, não existem nomes capazes de entusiasmar eleitores. O governador mesmo tem hoje apenas 9% de apoio popular, o que é muito pouco. Assim, a continuar o andar desta carruagem, é de esperar que o próximo presidente seja eleito com menor porcentual que a eleição passada, algo da ordem de 20%, com chances de votos brancos e nulos superarem os do eleito. Rejeição clara ao sistema. Será este cenário, será este nível de apoio popular do governo seguinte suficiente para fazer o País finalmente deslanchar?

 

Sergio Holl Lara  jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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AS REFLEXÕES DE MARINA SILVA

 

Marina Silva (Rede), a indecisa, a apática, sempre desaparece por três anos e reaparece a um ano da eleição como a única cereja do bolo e solta uma pérola maravilhosa justificando seu desaparecimento: “Estava fechando o meu círculo de reflexões (...)”. Sabem o que isso significa? Férias, tempo livre, fazer absolutamente nada. Mas o vazio da frase enche os ouvidos da esquerda como se fosse um cântico divino. Marina seria uma boa candidata a vereadora, um passo maior é tropeço e queda.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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TRAPALHADAS TUCANAS

 

As trapalhadas do PSDB dão razão ao ex-presidente Lula quando disse considerar que não é difícil para ele vencer as eleições em 2018. Geraldo Alckmin, ao descartar a senadora Ana Amélia como possível candidata a vice por não ser do Nordeste e em seguida cortejar a viúva de Eduardo Campos somente por ser viúva dele e ser do Nordeste, tem atitude de arrepiar. É sandice do mesmo nível de quando resolveu vestir um colete cheio de logotipos de estatais para provar que não iria privatizar algumas delas. É assim que ele acha que vai conquistar os eleitores nordestinos? Dá para imaginar a viúva ou mesmo o prolixo Aldo Rebelo assumindo a Presidência da República na eventualidade de impedimento de Geraldinho?

 

Sergio Araki Yassuda sergio-araki@uol.com.br

São Paulo

 

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GERALDO ALCKMIN POR W.O.

 

Eliane Cantanhêde tem razão, o PSDB impõe, por W.O., o governador Geraldo Alckmin. Falta combinar com os eleitores – inclusive os de São Paulo – que rejeitam os novos reformistas de fachada, os que, diante da corrupção institucionalizada no País, decorrente de um anacrônico modelo patrimonialista explorado à exaustão pelo PT e aliados, permaneceu morno, candidamente sobre o muro, praticando a sua máxima administrativa, a “crença no congelamento de salários”. Vale lembrar agora a bíblica Carta de Laodiceia: “Seja quente ou seja frio. Não seja morno, senão te vomito”.

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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E O GOVERNO DE SP?

 

Márcio França, do PSB, vice-governador de São Paulo, não esconde a gula de sentar-se na cadeira de Alckmin e assumir o comando do Palácio dos Bandeirantes a partir de abril, quando este se afastar para disputar a Presidência. Nem disfarça que pretende também se lançar na campanha ao governo do Estado, sonho antigo! Eu, como eleitora, não pretendo, com meu voto, entregar o governo do meu Estado ao PSB, ainda que este tenha sido útil na coligação com o PSDB de Alckmin. Acordos políticos têm prazo de validade! Nesse bonde eu não embarco, mesmo! Alckmin que trate de decidir por apoiar um candidato mais palatável para governar São Paulo.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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