Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2017 | 03h05

PERDAS DA POUPANÇA

Iguais perante a lei?

Pelo acordo realizado entre a Advocacia-Geral da União e entidades de poupadores que entraram com ações coletivas contra as perdas causadas pelos planos econômicos das eras Sarney e Collor, os poupadores que entraram com ações individualmente acabaram por ficar de fora, criando uma desigualdade enorme no tratamento de uma mesma situação. Isso foi imposto pelos bancos, os principais interessados no não pagamento da totalidade dos montantes devidos. E como ficamos nós, os que entramos com ações individuais? Ficaremos alijados desse processo e/ou acordo? Abriu-se um precedente que pode ser transformado em jurisprudência? Bem, tomando por base a nossa Constituição, que consagra o princípio de que todos são iguais perante a lei, estes outros poupadores devem ter os mesmíssimos direitos dos que fecharam o acordo esta semana. Ou não é assim que deve ser? Com a palavra a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, que deve manifestar-se pela legalidade e ser imparcial.

BORIS BECKER

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

Injustiça

Também se contemplar somente quem entrou com processo para as devidas reivindicações da poupança, a Justiça brasileira estará cometendo a maior injustiça contra os demais poupadores. Afinal, a Justiça é ou não é igual para todos?

WALTER MENEZES

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

Simples de resolver

A questão das cadernetas de poupança não é complexa. Basta que os bancos paguem a diferença de correção monetária do período em questão, além dos juros contratuais de 0,5% ao mês e dos juros moratórios de 1%, estes de maneira simples e desde a citação do banco para o processo de devolução. Com isso os bancos não terão prejuízo, pois emprestaram os valores recebidos dos poupadores a taxas muitíssimo mais elevadas do que as que terão de pagar, já tendo provisionado tais valores, o que também lhes traz benefício. Dito isso, é importante lembrar que certamente serão criadas dificuldades pelos bancos para o fornecimento dos extratos das cadernetas, imprescindíveis para os acordos que venham a ser celebrados. Todos esses são aspectos importantes a serem considerados, lembrando que os bancos brasileiros são muito organizados, mas não são santos.

SEBASTIÃO FERNANDO RANGEL

sfrangel@uol.com.br

São Bernardo do Campo

PLANOS DE SAÚDE

Contratos mais baratos

Considerando as informações do artigo Por que os planos de saúde são caros? (28/11, A2), do diretor executivo da FenaSaúde, a pergunta sobre “entre quem seria repartida a diferença” pela redução nas mensalidades das faixas de idosos está respondida na regra existente há 15 anos e não observada: pelos beneficiários das faixas etárias menores. A alegação de que isso causaria o abandono dos associados mais jovens aparentemente não se sustenta. Se a ANS se desse ao trabalho de analisar os dados de que com certeza dispõe, concluiria que um aumento de 10% em média nas mensalidades das faixas até 60 anos permitiria uma redução de aproximadamente 40% em média nas faixas acima dessa idade. Não me parece, portanto, que um aumento de 10% assustasse ninguém, pois é bem menor do que os aumentos anuais cobrados pelos planos de saúde, sem que haja abandono.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

NINHO TUCANO

Aliança com o PMDB

O governador Geraldo Alckmin sabe muito bem que é um candidato forte às eleições presidenciais de 2018. E também sabe muito bem que, neste momento político, a aliança com o PMDB é fundamental tanto para uma eventual aliança de centro-direita visando à disputa do pleito como, caso ele vença as eleições, para governar com o Congresso Nacional, já que dificilmente haverá um Parlamento em 2019 que não contenha contingente significativo de peemedebistas. Portanto, é de fundamental importância o cuidado do governador com as atitudes e palavras. Afirmar que o PSDB não deveria nem ter-se aliado a Temer seguramente não foi de bom-tom.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Prudência

Se os partidos de oposição ao espectro lulopetista, que ainda representa uma ameaça ao País, não se unirem, formando uma coalizão forte para enfrentá-la, perderão força no embate eleitoral, pondo novamente o Brasil na corda bamba, com o risco de mergulharmos de novo no buraco sem fundo de governos totalitários de esquerda, a exemplo da Venezuela. Nesse contexto, considero prudente que o PSDB mantenha seu apoio às reformas necessárias e urgentes para a recuperação nacional, fazendo frente a essa ameaça de retrocesso. Os tucanos que deixem para pensar no futuro do partido depois que o futuro do País estiver garantido. Por favor!

SILVIA REBOUÇAS P. DE ALMEIDA

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

Choque de gestão

Se o PSDB quiser mesmo se sintonizar com a vontade do povo, terá de explicitar nos seus programas – sem margem para dúvidas – como fará para estancar estruturalmente a roubalheira institucionalizada pelo PT e seus aliados. Para começar, bastaria comprometer-se a fazer o que todo país decente faz: dar independência técnica e financeira às instituições (tribunais e agências reguladoras), profissionalizar, por lei, o serviço público (sem aparelhamentos) e fixar em, no máximo, 49% a quantidade de ações ordinárias (com direito a voto) do governo nas estatais. Agradecerão os funcionários de carreira, os acionistas minoritários, os contribuintes e as finanças do País.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

E aí, gestor?

Agora que seu nome não emplacou para presidente, João Doria vai sossegar o “facho político” e começar a administrar a cidade?

PAULO BOIN

boinpaulo@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Dessemelhanças

O ministro Edson Fachin, do STF, negou pedido de liberdade feito pelo ex-deputado Eduardo Cunha, por considerar que ainda existe risco de ele voltar a cometer crimes caso seja solto. Gostaria de saber o que Cunha fez de pior que Lula e Dilma. Contrariou interesses do PT?

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

“Não nos deixe, sr. Geraldo Alckmin! Como faremos com os metrôs virtuais mais longos do mundo e nunca terminados?”

JONAS DE MATOS / SÃO PAULO, SOBRE A CANDIDATURA A PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO GOVERNADOR PAULISTA

jonas@jonasdematos.com.br

“Desbloquear é fácil. Difícil vai ser justificar a origem”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE OS R$ 16 MILHÕES DE LULA DA SILVA BLOQUEADOS PELA JUSTIÇA FEDERAL

standyball@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

REVOLTA NA SAÚDE PÚBLICA

Quando esperamos que a saúde pública salve as pessoas, ela as está matando. O caso de destaque mais recente é o dos pais de um menino de 5 anos que, atendido durante 15 dias por pessoas incompetentes em três diferentes hospitais no Rio de Janeiro, precisando apenas de um raio-x para examinar os pulmões dele, veio a falecer de pneumonia. Revoltante. Mas não devemos nos preocupar: 2018 está chegando e vamos ouvir dos candidatos que eles vão tratar da saúde pública, da segurança e da educação públicas. Sempre a mesma ladainha. Punição rigorosa para os atendentes do garoto. 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo 

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PERDOE-NOS, JORDENIS!

É difícil ser brasileiro, quando um carioca chamado Jordenis Benicio de Sousa, de 63 anos, morre após percorrer cinco hospitais sem ser adequadamente atendido. Numa dessas visitas ao hospital, ele concede entrevista a uma rede de TV com o rosto contorcido e fica de cócoras diante das câmeras, tamanha era a sua dor. Na outra ponta, o paulista Michel Miguel Elias Temer Lulia, de 77 anos, entrava numa UTI cinco estrelas para ser operado, não dá entrevistas, mas, por sua importância, merece destaque nas principais emissoras de TV do País, que capricham na simulação do ponto exato onde ele foi tocado na cirurgia. É ultrajante ver que um ser humano de colarinho branco vale mais do que outro que usa as vestes possíveis. Jordenis está morto e Michel Temer passa bem, obrigado.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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COISA SÉRIA

A pergunta é: os brasileiros querem trocar educação, saúde e segurança públicas por salários de servidores e aposentadorias? Com a palavra, seus representantes políticos no Congresso Nacional, que vão resolver a reforma da Previdência... 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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REFORMAS & DESPERDÍCIOS

Belíssima publicidade tem feito o governo na TV apregoando as vantagens da reforma da Previdência. Mas e a irresponsabilidade no uso dos recursos do Tesouro Nacional? Os salários astronômicos que nossos ditos representantes deferem a si mesmos e, ainda não satisfeitos, projetam obras faraônicas para desviar dos cofres da Nação vultosas quantias que vão multiplicar seu patrimônio? E as viagens aéreas, turísticas, que são registradas como de interesse público? Será que tudo isso vai acabar? Conversa para boi dormir... E o pior ainda está por vir: o dr. Lula ("honoris causa"), com o alto prestígio angariado entre o empresariado e o operariado (adivinhem por quê), será nosso novo presidente em 2018, se o Supremo Tribunal Federal (STF) não interferir.

Carlos A. Silveira silvercharles@uol.com.br

Boa Esperança (MG)

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'BRUTAL DESIGUALDADE'

O editorial publicado no dia 22/11/2017 chamava a atenção para uma outra razão, grave e urgente, para a reforma da Previdência: a desigualdade existente entre o regime previdenciário geral e a previdência dos servidores públicos, cuja brutal disparidade José Márcio Camargo, professor de Economia da PUC-Rio, evidencia com números. Tal brutalidade eu classifico como "brutalidade da injustiça", pois, entre 2001 e 2016, o rombo do sistema previdenciário do funcionalismo federal, que atende menos de 1 milhão de privilegiados, foi de R$ 1,39 trilhão, enquanto no mesmo período o déficit do INSS, que oferece cobertura a 30 milhões de segurados, foi de R$ 1,08 trilhão. Lembro que, no início do governo, Temer incluiu no seu plano de governo o Regime Único da Previdência, fato que foi comemorado por aqueles que esperavam e ainda esperam o fim de uma das maiores injustiças cometidas contra os trabalhadores da iniciativa privada. Acrescento que no governo FHC foi enviada uma proposta do mesmo teor ao Congresso Nacional. Tal proposta foi detonada pelo "Partido dos Trambiqueiros", liderado então pelo ilustríssimo deputado federal José Genoino, que comemorou a não aprovação da proposta com confetes e serpentinas - isso pode ser comprovado nas fotos estampadas nas primeiras páginas dos jornais do dia seguinte (é só pesquisar os arquivos do "Estadão" e do "Jornal da Tarde"). 

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga 

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REFORMA ENGATILHADA

Finalmente parece imperar o bom senso entre os parlamentares da base aliada, para que uma reforma da Previdência, mais enxuta, seja votada e aprovada na Câmara ainda no mês de dezembro. Se não é a reforma dos sonhos da competente equipe econômica de Temer, pode significar um alívio para derrubar, num futuro próximo, o hoje explosivo déficit previdenciário e o fiscal. Como efeito desta factível aprovação, poderemos ter um ano de 2018 com a criação de empregos crescendo de forma mais acelerada do que vem, felizmente, ocorrendo em 2017. Mérito do intenso diálogo que o presidente Temer e o ministro Henrique Meirelles vêm mantendo com os membros do Parlamento - empenho reconhecido por um dos maiores especialistas em contas públicas do País, Raul Velloso, que em artigo recente no "Estadão" afirmou, sobre esta reforma mais enxuta: "O que importa, agora, é aprovar o que ainda for viável nas próximas semanas". E concluiu que "será um prêmio à dedicação de Temer, em meio a tantas adversidades que enfrentou", já que "há poucos líderes políticos com a dedicação e capacidade de articulação do trio Temer/Eunício/Rodrigo Maia". Portanto, saber separar o joio do trigo é uma virtude. E poucos, infelizmente, reconhecem publicamente os avanços que estamos colhendo na área econômica.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PREVIDÊNCIA

Um dos caminhos para colocar as contas públicas no patamar aceitável é modificar as regras previdenciárias. Se o Papai Noel, que, ano após ano, está cada vez mais velho, mas continua trabalhando, por que o Congresso Nacional está tão relutante em modificar a Previdência?

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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NO NEVOEIRO

Duas procrastinações nefastas: 1) a prisão de Lula; e 2) a aprovação da reforma da Previdência (o receio dos eleitores é desculpa esfarrapada). No entanto, os deputados correm para encaixar mais um Refis e a bancada ruralista anda atrás de mais vantagens. Os eleitores que se lembrem disso em 2018.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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O MILIONÁRIO 'LULLA'

"Lulla" teve R$ 16 milhões bloqueados pela Justiça. Ele só trabalhou uma vez na vida (ou propinou?), quando foi presidente da República. O salário de presidente no Brasil é de R$ 30.934,70. Multiplicando este valor por 96 meses, daria a quantia de R$ 2.970.019,70 . Então, como é que ele tem R$ 16 milhões? Isto é, ele não poderia ter gastado um centavo nem em Atibaia nem no Guarujá. Ele poderia contar ou mostrar a mágica para nós, pobres brasileiros, ou para o ministro da Fazenda.

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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A ORIGEM PATRIMONIAL

Se o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região conseguiu bloquear R$ 16 milhões das contas do ex-presidente Lula, qual será o saldo real dessas contas? Contrariando o que o ex-presidente vive dizendo - que nada possui -, lembrei-me de um velho ditado português que cansei de ouvir de meu saudoso avô Serafim: "Quem cabritos vende e cabra não tem, de algum lugar vem". No caso da fortuna de Lula e de seus filhos, somente a maioria dos congressistas e uma grande parcela dos ministros da Suprema Corte ignoram a procedência deste enorme patrimônio, ao passo que nós, os mais de 200 milhões de brasileiros, estamos carecas de saber que ele foi amealhado por meio do ilícito, do desvio do erário, da corrupção e da propina. Ou será que não, que o ex-presidente recebeu o espírito de Mandrake, que fez de um simples operário metalúrgico um dos homens mais ricos do Brasil?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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COMO?

A Justiça manteve o bloqueio de bens do ex-presidente Lula no valor de R$ 16 milhões. Espera aí, como conseguiu esse patrimônio o homem mais honesto do mundo com salário de presidente?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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CURIOSIDADE

Sem liquidez, por ter seus bens imóveis, contas bancárias e de previdência bloqueados pela Justiça, de onde a "alma mais honesta deste país" está tirando tanto dinheiro para custear sua caríssima banca de 25 advogados?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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BLOQUEIO NAS CONTAS DE LULA

"Só não quero que me falte a danada da cachaça."

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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SINDICATOS DEMITINDO 100 MIL?

Baseados no ex-presidente "Lulla", um dos pais do sindicalismo brasileiro, o maior inflador de números para convencer os incautos, duvido que os sindicatos demitirão 100 mil funcionários. Isso é papo para dar respaldo à medida provisória da reforma trabalhista, que tramita no Senado, para a volta do Imposto Sindical obrigatório. Muito difícil de levantar estes números em mais de 17 mil sindicatos, espalhados até na Floresta Amazônica, protegendo ararinhas azuis, papagaios e árvores. Até o recesso parlamentar, nós, brasileiros, sentiremos a volta da facada em nossos bolsos. Querem apostar?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SINDICALISMO DETURPADO

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima em 100 mil o número de trabalhadores que deverão ser afetados direta e indiretamente com o fim da contribuição sindical obrigatória. Consequência triste, impactante e cruel de um sindicalismo selvagem e interesseiro, criado com a não menos selvagem CLT e que deturpou por décadas a fio a relação entre empregados e empregadores. Enquanto alguns sindicalistas chegaram à conclusão óbvia e salutar de que será preciso, a partir de agora, ir às ruas para conquistar e convencer o trabalhador a que contribua espontaneamente, outros - leia-se Central Única dos Trabalhadores (CUT) - recorrem ao obsoleto e inútil expediente da greve em protesto contra o fim da contribuição. Ocaso de um sindicalismo que nada mais tem a oferecer. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A CUT E A GREVE

 

A pena ou Lei de Talião assevera que "quem com ferro fere com ferro será ferido". De tanto incentivar e fomentar greves e de balançar bandeiras vermelhas, chegou a sua vez: enfrentar uma greve de seus 180 funcionários. O Programa de Demissão Incentivada (PDI) apresentado pode não ser aceito, e certamente vão querer mais, seguindo o exemplo da chefia. Assim, a reforma trabalhista está servindo também para tocar o coração e os bolsos do sindicalismo voraz e agressivo. Ou não?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CPI DA JBS

Joesley Batista se calou na CPI da JBS esta semana - e com razão. Ele tem de dar satisfação à Justiça e ao povo brasileiro. Falar com deputados para que e para quem? Quem do Congresso Nacional tem moral, idoneidade e honestidade comprovadas para inquirir e ouvir um empresário que está preso, foi um aproveitador desonesto de recursos públicos e viveu das mazelas políticas? O que ele teria a dizer na comissão parlamentar que fosse útil ao País e a si próprio?

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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COVARDIA E PREPOTÊNCIA

Assistindo aos depoimentos na CPI da JBS, tivemos uma demonstração do cinismo, da prepotência e da covardia do deputado Carlos Marun (PMDB-MS). Dirigindo-se ao depoente Joesley Batista, declarou que o mesmo "se imaginava um gângster, quando não passava de um bandido comum". O depoente calou-se, no exercício do seu direito. Com certeza, se dissesse ao insignificante deputado o que a sociedade pensa a seu respeito, receberia deste voz de prisão por desacato. Como se cogita levar para a interlocução do governo uma pessoa covarde e lambe-botas como Carlos Marun? Isso prova que sempre é possível piorar.

Cláudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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NO PRESÍDIO DE BENFICA

É simplesmente estarrecedora e inaceitável a influência que têm para obter vantagens e benefícios os políticos brasileiros presos por praticarem corrupção e bandidagens em geral, sempre que precisam utilizar tal artifício sujo. Basta ver que até roupas de cama e toalhas de alta qualidade faziam parte do "enxoval" do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, totalmente fora dos padrões utilizados pelos presidiários comuns no Presídio de Benfica. Também sua alimentação era ali diferenciada: pão italiano, palmito, azeitonas, azeite, presunto, queijos, etc. E em igual patamar, com o mesmo atendimento vip, estava na cadeia o ex-governador Anthony Garotinho. E ambos conseguiram estender tais vantagens e benefícios a suas esposas, Adriana Ancelmo e a ex-governadora Rosinha Garotinho, inclusive conseguindo excluí-las da escala das presas para fazer a faxina na ala feminina da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ENCONTRO DE CASAIS

Adriana Ancelmo foi se encontrar com Sérgio Cabral; Rosinha Mateus com Garotinho. Quando será que Lula irá se encontrar com Marisa?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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OS CRIMES QUE CASTIGAM O RIO

Que destino, hein, Rio de Janeiro? De um lado, os bandidos perigosos que vêm ocupando os teus morros. De outro, os de colarinho branco que pusestes no governo e no Parlamento! Lamentável.

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

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BENEFICIÁRIAS

Se Adriana Ancelmo voltou a ser presa, por que Claudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha, está solta?

Afinal, as duas se beneficiaram de dinheiro de corrupção obtido por seus maridos. Alguém acredita que ela não sabia a origem desse dinheiro? Se alguém acredita, me avise, que posso lhe vender a Estação Espacial Internacional. 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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NO REGIME SEMIABERTO

Deputado flagrado com queijo na cueca permanece no mandato. Poderiam cercar o Congresso e colocar o nome de Nova Papuda, o retorno.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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O PODER QUE LHE CABE

A nossa República, com mais de 120 anos de existência, apresenta um currículo que a recomenda, no máximo, como contraexemplo para outros modelos que tentam o aperfeiçoamento. Implantada e imaginada de costas para o povo, mantido propositalmente alienado e deseducado, sempre instrumentalizado para atender a projetos de poucos oportunistas, não poderia exibir uma história diferente da que vem desembocar neste triste panorama atual, marcado por corrupção, privilégios revoltantes e impunidade de poderosos. Preparamo-nos para mais um capítulo desta melancólica saga, quando, de novo, iremos às urnas para dar prosseguimento a esse arremedo de democracia, em que o cidadão finge que escolhe soberanamente os candidatos que, por sua vez, quando eleitos, verão que é impossível governar e resolver os terríveis impasses que, como a reforma da Previdência, se não encarados de maneira "republicana", levarão o País a reeditar uma Grécia dos trópicos e eliminar a esperança nas expectativas das novas gerações. Não estará na hora de o povo assumir a parte do poder que lhe cabe?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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NÃO SEI ONDE ESTÁ BOM

 

A propaganda partidária do PMDB veiculada na noite de terça-feira (28/11) na TV e na rádio foi uma mistura de utopia a absurdos. O partido, primeiro, omitiu sua participação no desastre promovido pelo governo petista e, depois, criou um cenário otimista que mais parece utopia. Evidentemente que algumas coisas melhoraram, mas nada se compara ao que foi divulgado pelo partido governista. O Brasil sofre com a violência, e o desemprego ainda afeta mais de 12 milhões de cidadãos. A saúde pública está na UTI e o Estado brasileiro continua sendo um fardo. Portanto, sugiro aos marqueteiros que sejam mais realistas e menos lunáticos.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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O DESEMBARQUE DO PSDB

As divergências entre alguns integrantes do PSDB já estão repercutindo nas relações desse partido com o governo Temer. E, no caso, vão trazer complicações inicialmente quanto à permanência nos cargos ocupados atualmente, depois em relação à votação da reforma da Previdência. E, por fim, em relação às alianças nas próximas eleições. Como se pode concluir, o clima político cada vez vai ficar pior. E quem sente os reflexos disso, consequentemente, é o eleitorado, que precisa aprender a escolher os candidatos e os partidos aos quais são filiados.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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'INIMIGOS DA DEMOCRACIA'

Eliane Cantanhêde ("Inimigos da democracia", "Estadão", 26/11) citou como ameaça à eleição de 2018 o crime organizado, criptomoedas e "fake News". Eu acrescento a ignorância política do povo brasileiro e o seu gostinho por levar vantagens, cometendo pequenos delitos. Com certeza, os eleitos em 2018 para preencher os cargos de presidente da República, senadores, deputados federais, governadores e deputados estaduais serão a cara dos eleitores brasileiros. Afinal de contas, o Brasil é uma democracia e seus representantes são eleitos pelo voto popular. E hoje sabemos que Tiririca mentiu ou se equivocou, pois dá, sim, para ficar pior do que está. Só depende dos eleitores brasileiros. Sinceramente, não sei o que é mais mortal: um ataque terrorista ou o título de eleitor nas mãos dos brasileiros. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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ENTULHO DA DEMOCRACIA

Duas ótimas colunas publicadas no "Estadão" de 26/11, "Inimigos da democracia" (A8), de Eliane Cantanhêde, e "Cabra-cega" (A10), de Vera Magalhães, mostram toda a agitação, efervescência, quase convulsão que atualmente acomete a "desclassificada" classe política nacional com a perspectiva das próximas eleições presidenciais. São candidatos e partidos se acotovelando e empurrando em direção ao seu "sonho de consumo": um "lugar ao sol" no proscênio da política brasileira. Essa atmosfera faz lembrar anos atrás, quando ainda não se fazia reserva de assentos nos voos, aquela balbúrdia que se verificava próxima aos portões de embarque. Só que neste caso o açodamento e a lufa-lufa parecem dar-se antes do embarque, num "avião" que acabou de pousar após 12 horas de um voo intercontinental, com os "passageiros" querendo entrar na cabine de qualquer forma antes mesmo de o pessoal de limpeza remover toda a sujeira, os detritos e o lixo tanto na cabine quanto nos toaletes, onde o fedor de urina e fezes quase sufoca quem deles se aproxima. É isso! Antes de se preocupar com quem vai ou não conseguir embarcar na "aeronave", teria de ser providenciada a remoção de todo o entulho existente a bordo. Sem entrar no mérito, foi consagrada a expressão "entulho da ditadura", referindo-se ao período de governos militares passados. E, já entrando no mérito, seria recomendável a criação da expressão "entulho da democracia" para cunhar esta corja que só pensa no poder para atender a seus interesses pessoais, relegando os do País ao último plano. E olhem que para remover todo o "entulho" aqui referido, provavelmente, nem todas as empresas que fornecem caçambas seriam suficientes.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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REVISÃO DOS PLANOS DE SAÚDE

Se eu acreditasse em Papai Noel, acharia que os sr. José Cechin ("Por que os planos de saúde são caros?", "Estadão", 28/11, A2), diretor da Federação Nacional de Saúde Suplementar, e o deputado Rogério Marinho estariam empenhados em amenizar o reajuste dos planos de saúde aos 59 anos de idade, dividindo-o em cinco parcelas a serem aplicadas nos quinquênios seguintes. Mas desconfio de que: podendo até haver uma pequena redução na passagem dos 59 anos, ocorrerá uma elevação proporcionalmente muito maior nos quinquênios seguintes. Em resumo: mais dinheiro para a saúde suplementar e maiores pagamentos para os velhos. Isso excluirá muitos (talvez a maior parte) dos idosos com mais de 75 anos das coberturas. E não aliviará a situação para os mais jovens, pois estes terão de providenciar assistência para os pais e avôs que tiveram de interromper seus pagamentos. E, decorridos mais alguns anos, atingirão a idade em que serão, por sua vez, excluídos. Dá para entender ou é preciso que eu desenhe?

Joel Massari Rezende joelrezende07@gmail.com

São Paulo

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PELA HORA DA MORTE

Dizem que estamos ou vamos viver mais tempo, mas, no que depender do aumento do valor dos planos de saúde após os 60 anos, isso não vai vingar, afinal não sei quem é o autor de leis tão estúpidas que permitem que os planos de saúde para quem tem mais de 60 anos, a cada ano, no aniversário do infeliz idoso, possam aumentar mais de 20%, enquanto a sua aposentadoria em geral aumenta 5%. Ou seja, como manter ou ter um plano de saúde para quem vive de aposentadoria? Só rezando muito todos os dias para não ter nenhum problema sério de saúde, porque com esse procedimento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e das nossas autoridades, a vida no Brasil após os 60 anos está, sim, pela hora da morte. E não vejo ninguém, sem exceção - incluindo os ditos partidos de esquerda como PSOL, nem CUT, MTST e o rico Guilherme Boulos ou atores globais que precisem usar o Sistema Único de Saúde (SUS) -, fazer algo a favor da mudança dessas leis, falarem ou fazerem algo para isso mudar. Por isso, no Brasil, infelizmente, é um salve-se quem puder.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo 

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PREFEITURA DE SP E A BUROCRACIA

Em 2010 meu marido, atualmente com 86 anos, teve um AVC e ficou com sequelas que limitam seus movimentos. Por isso, acessamos um programa da Prefeitura de São Paulo que o dispensava do rodízio de carros - isenção do rodízio municipal para portador de deficiências - para facilitar seu acesso às consultas e às sessões de fisioterapia. A renovação foi sempre simples e imediata. Porém, desde que começou a gestão desta nova prefeitura, o processo tornou-se complicado. Após a entrega dos documentos solicitados, entre os quais o laudo médico confirmando a necessidade do paciente, há que esperar 40 dias para obter uma resposta sobre a manutenção da dispensa. Passados esses dias, a instrução é ligar para um telefone - um único número para a cidade inteira - para saber o resultado da solicitação. A questão é que este telefone só dá o tom de ocupado, independentemente da hora em que se liga (isto é, dentro do horário comercial). Por essa razão, dirigi-me à Rua do Sumidouro, onde fica o setor de Autorizações Especiais do DSV, para saber do andamento da solicitação. Chegando lá, havia uma fila enorme; muitas pessoas insatisfeitas e reclamando, pois, apesar de provarem a necessidade do rodízio, não tinham nenhuma notícia a respeito da renovação nem a previsão de um parecer definitivo. Isso é um descaso e um desrespeito para com cidadãs e cidadãos desta cidade que pagam seus impostos e merecem um serviço adequado. De uma prefeitura que se elegeu dizendo-se a "grande gestora" e de um candidato que se apresentou como "trabalhador", seria de esperar eficiência e maior atenção às necessidades do trabalhador, o que definitivamente está longe de acontecer.

Maria José F. Rosado Nunes at.eliane@uol.com.br

São Paulo

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JUVENTUDE CONTAMINADA

É alarmante a informação de que metade dos jovens de 16 a 25 anos está contaminada pelo vírus HPV - e estarrecedora é a informação tardia pelo Ministério da Saúde. O lógico seria disparar o alarme antes de a contaminação chegar a 10%, quando já deveria ser considerada uma epidemia que se propaga com uma velocidade cada vez maior - em progressão aritmética. Mais uma vez, a incompetência dos políticos nomeados para cargos no Ministério da Saúde mostra os resultados: uma "pequena epidemia" de HPV que na atual escala chega a 90% rapidamente. Está provado, os ministérios são cabides de emprego, uma âncora gigante que a iniciativa privada arrasta a duras penas e que só produzem más notícias por serem incapazes de fazer um planejamento mínimo, estudos primários e projeções a curto e longo prazos em sua áreas. As universidades federais poderiam fazer com competência este trabalho em todas as áreas, mas isso tiraria o provolone da boca dos políticos. Este país não tem mais jeito, a classe política tirou da sociedade a capacidade de reação, de se indignar, de tentar mudar tudo isto por meio do voto, porque os candidatos que se apresentam são o fruto da árvore doente que não produz com qualidade.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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UNIVERSIDADES DE CLASSE MUNDIAL

Excelente o artigo recentemente publicado em que o professor Elcio Abdalla nos confirma o que já sabemos ("Por que não atingimos a 'classe mundial'?", 22/11, A2). Nas universidades públicas, o mérito está cada vez mais em segundo plano. Há um viés sindicalista clamando pelo voto popular na maioria das decisões importantes, o que acaba solapando a universidade brasileira. A Universidade de São Paulo (USP) praticamente faliu por causa da satisfação de demandas populistas nas gestões anteriores. Apesar da crise há pressão para mais verbas! Segundo o professor, a igualdade de salários e de direitos faz inveja a qualquer país escandinavo. Uma secretária (não bilíngue), por exemplo, tem salário de fazer inveja a professores titulares. O sindicato dentro da USP está acabando com a meritocracia.

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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A PREVI E A COSTA DO SAUÍPE

Em resposta à carta do leitor sr. Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ("Fórum dos Leitores", 29/11), esclareço que a venda da Sauípe S.A. está alinhada com o planejamento estratégico e as políticas de investimentos da Previ, que já vem fazendo um movimento para garantir a liquidez dos ativos do plano 1, conforme um dos nossos objetivos estratégicos. Como o processo recente do novo acordo de acionistas da Vale comprova e já foi divulgado na imprensa recentemente, a Previ não tem interesse em estar em bloco de controle, muito menos em ser a única dona de um ativo de um setor que não é o adequado para os investimentos da entidade, como é o caso do empreendimento hoteleiro na Costa do Sauípe. A operação de venda só foi concluída após a análise de fatores como o histórico de aportes que já foram realizados nos últimos anos, sem obtenção de retorno, e a necessidade de aportes adicionais de recursos para os próximos anos para a manutenção mínima da operação, com elevada incerteza de retorno. Um amplo universo de interessados também foi examinado durante o processo de venda, e a oferta do Grupo Rio Quente foi a única a ser considerada. A Previ também realizou diversos estudos técnicos em que verificou riscos, atratividade setorial e gestão do passivo, e todas as análises foram favoráveis à venda da companhia. A Previ entende que o valor da aquisição, de R$ 140,5 milhões, é o valor justo do mercado para o contexto atual do ativo, e que a operação de venda foi a alternativa de maior diligência na defesa dos interesses dos participantes. O retorno da venda da Sauípe S.A. será investido pela Previ já de acordo com a nova estratégia de investimentos, que está em fase de aprovação, sempre com foco na nossa missão, de garantir para mais de 200 mil associados o pagamento de benefícios de forma eficiente, segura e sustentável.

Simone Monteiro, gerente executiva de Comunicação e Marketing da Previ paula.sarapu@fsb.com.br

Rio de Janeiro

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QUASE TUDO

Mísseis capazes de atingir qualquer local do planeta: a Coreia do Norte tem. Dezenas de bombas atômicas e, eventualmente, também de hidrogênio: a Coreia do Norte tem. Capacidade técnica para miniaturizar suas ogivas e adaptá-las aos seus mísseis: a Coreia do Norte tem. Vínculos com o Irã e o mercado negro de armas: a Coreia do Norte tem. Um ditador maluco e sanguinário no poder: a Coreia do Norte tem. Uma população totalmente dominada: a Coreia do Norte tem. Relatos chocantes de opressão aos seus cidadãos: a Coreia do Norte tem. Fronteiras com grandes potências militares e econômicas (China, Rússia e a Coreia do Sul, além de proximidade com o Japão): a Coreia do Norte tem. Capacidade de matar dezenas de milhões de pessoas numa guerra: a Coreia do Norte tem. Armas apontadas para seu país com potencial de destruí-lo: a Coreia do Norte tem. Um presidente dos EUA comprometido com a eliminação de seu arsenal de destruição em massa antes que o mesmo seja usado contra os EUA e seus aliados: a Coreia do Norte tem. Mais tempo para continuar desenvolvendo sua capacidade balística e nuclear: a Coreia do Norte não tem. Juízo para voltar atrás: a Coreia do Norte não tem. Kim irá aprender por duras vias que ter quase tudo não adianta nada. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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