Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2017 | 03h04

REFORMAS

Prevaricação

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz ser “muito difícil” votar a reforma da Previdência antes do recesso parlamentar. Sinônimo de recesso neste caso: prevaricação!

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Psicologia política

Nossa classe política conhece a fundo o eleitorado brasileiro, talvez mais que os próprios eleitores. Com o Congresso registrando índices de rejeição acima de 60%, os parlamentares estão preocupadíssimos com a repercussão da reforma Previdenciária, como se, rejeitada, pudesse aliviá-los dos malfeitos cometidos. Por aí se vê quanto ainda temos de evoluir para deixarmos de ser massa de manobra.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

Melhor prevenir...

Já pensava no assunto: como votarei? Pois escolherei entre os que, independentemente de partidos, votarem a favor do Brasil. Este é um momento em que nossos representantes precisam ter coragem e capacidade de mostrar o motivo de votar conscientemente a favor da reforma da Previdência, pensando no futuro da Nação. Caso a reforma não seja aprovada, ou seja adiada, o que nos espera é o caminho da Grécia: um corte geral das despesas fixas do governo da União, que incluirá as aposentadorias. Ou seja, melhor um acerto agora, de forma coordenada, do que um “freio de arrumação” compulsório no futuro.

NELSON MATTIOLI LEITE

nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

Deixar como está

O editorial A responsabilidade é de todos (10/12, A3) dá ênfase à importância da reforma da Previdência para o futuro do País, apesar da desinformação difundida por grupos opositores e da inabilidade de comunicação de forma clara do governo federal. Parte dos parlamentares, equivocadamente, acha tratar-se de medida contrária ao interesse da população, com perda de votos nas eleições de 2018 para quem a apoiar. Em outras palavras, para esses parlamentares bom é deixar tudo como está. Infelizmente.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Irresponsabilidade

É uma irresponsabilidade, e uma vergonha, gente como o vice-presidente do PSDB, Marconi Perillo, dizer que o presidente Michel Temer terá de liberar mais emendas para os deputados se quiser aprovar a reforma da Previdência. A desfaçatez e a “candura” do sr. Perillo são chocantemente vergonhosas. Torpes os despudorados deputados a que ele se refere, que pouco se importam com os destinos da Nação.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

A hora e a vez do PSDB

A necessidade da reforma da Previdência só pode ser negada por quem não saiba fazer contas ou esteja mal-intencionado. Sempre vi o PSDB como o partido da ética e da racionalidade Chegou a hora de um gesto de grandeza: apoiar com decisão a reforma. Demonstrar que tem valor e coragem para presidir o Brasil! Do seu (até agora) eleitor,

JOEL MASSARI REZENDE

joelrezende07@gmail.com

São Paulo

Chantagistas

É inacreditável que um problema de contas públicas e de segurança das aposentadorias seja alvo de chantagem – venda de votos. Os eleitores que se lembrem na hora do pleito de 2018, equiparando esses tratantes a corruptos e fichas-sujas.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Como será na hora H?

Enfim, no que se baseará a decisão de cada congressista ao votar contra ou a favor da reforma previdenciária proposta pelo governo federal? Será tomada com fundamento em dados objetivos e comprovados, tanto atuais como projetados para os próximos 30 anos com base em cálculos atuariais elaborados com o propósito específico de fazer tais projeções? Ou as decisões serão tomadas, conforme o noticiário nos leva a crer, unicamente em troca das liberações de verbas para os redutos eleitorais, ou em troca de cargos públicos para membros partidários? Se assim for, pergunto: qual a diferença entre essa conduta e o mensalão? Cabe, porém, perguntar ainda: onde estão esses dados, que, mesmo de forma sintética, deveriam estar constantemente informados e analisados por especialistas para toda a população?

LUIZ AUGUSTO CASSEB NAHUZ

luiz.nahuz@icloud.com

São Paulo

Privilégios

A única razão para os deputados votarem contra a reforma da Previdência é que eles têm parentes no serviço público que querem se aposentar com todos os privilégios atuais. Que se dane o déficit das contas do governo. O Estadão deve publicar diariamente o nome desses deputados para o eleitor se lembrar de não votar nesses traidores.

MARIO ITO

marionoboru@yahoo.com.br

Rio Claro

Parlamentarismo?

O parlamentarismo que ora se articula no Congresso vai em sentido contrário do que o nosso Brasil necessita. E o exemplo está aí, escancarado. Se para aprovar uma reforma previdenciária, matematicamente necessária, é preciso liberar mais recursos (e otras cositas más) para os srs. parlamentares, imaginem como seria um governo cuja sobrevivência estivesse diariamente dependente da vontade da maioria congressual! A única reforma realmente necessária é incluir na nossa Constituição todo um capítulo dedicado a medidas eficazes de combate ao uso da coisa pública em benefício próprio. Isso aplicado, muita coisa iria melhorar. E aí poderíamos pensar em outros sistemas.

LUIZ ANTONIO RIBEIRO PINTO

larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

BOLIVARIANISMO

Revolução famélica

Cartaz do ex-presidente Hugo Chávez com a bandeira da Venezuela (11/12, A12) abarcando uma América do Sul vermelha, usado no processo eleitoral desse país, é um fato grave, que simboliza a pretensão hegemônica bolivariana de expandir a sua revolução famélica a todo o continente – só falta informar o tipo de guerra a ser declarada. Tal cartaz governamental, agressivo a todos os países da região, representa plena justificativa para propor a expulsão da Venezuela do Mercosul – e demais medidas adequadas. O que fará o Itamaraty, pelo lado do Brasil?

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

“A situação dos aposentados do Rio de Janeiro, hoje, poderá vir a ser a dos beneficiários do INSS amanhã”

J. A. MULLER / AVARÉ, SOBRE

A NECESSIDADE DE APROVAR A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

josealcidesmuller@hotmail.com

“Inacreditável que todos os deputados que se declaram contra a reforma têm motivos pessoais: ou vai fortalecer adversário, ou vai impedir sua reeleição, etc. O País e seus eleitores, que deveriam representar, nunca são citados”

JOAQUIM SILVEIRA / SÃO PAULO, IDEM

joaquimsilveira@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ESTADO CLEPTOCRÁTICO

Na edição de sábado (9/12) do jornal "O Estado de S. Paulo", fomos brindados com dois magníficos artigos: "Dia Internacional contra a corrupção", do advogado Modesto Carvalhosa, e "A política tem jeito?", de Dom Odilo P. Scherer (página A2). Os artigos se complementam: o do dr. Carvalhosa dá ênfase aos governos cleptocráticos instaurados na gestão do PT a partir de 2003, com a corrupção dominando o Estado e o esforço da classe política empenhada em legalizar e perpetuar suas práticas lesivas em benefício próprio e dos respectivos partidos. Dom Odilo também cita a corrupção, a má política reinante e as desigualdades acentuadas por esta. Embora ambos se encerrem com mensagem de alento de que é possível mudar este quadro já em 2018, por meio da ação da sociedade brasileira - uma das quais o voto -, não deixa de ser um objetivo distante de ser alcançado aqui, no Brasil, por causa da qualidade e da desfaçatez dos nossos políticos. Não acredito que um dia possamos ser uma Cingapura, uma Coreia do Sul ou uma Geórgia, que reverteram a prática disseminada de corrupção, como dito pelo dr. Carvalhosa, ou imaginar que no Brasil teremos políticos que pratiquem "a boa política com gestão séria dos recursos públicos" ou "que não pratique a ostentação e a defesa corporativista de interesse da própria classe política, em desprezo pelas carências de larga parte da população", como mencionado por Dom Odilo. Em corroboração ao meu descrédito, basta ler a matéria na página A8 da mesma edição do jornal, relatando as críticas de Lula feitas no Rio de Janeiro, quando questiona as investigações da Operação Lava Jato no caso dos ex-governadores Sérgio Cabral, Anthony Garotinho e Rosinha Matheus, chegando ao cúmulo de afirmar, com a maior leviandade, que "o Rio de Janeiro não merece ter governadores presos porque roubaram". Lula representa a essência da má índole dos políticos brasileiros. Pobre Brasil, pobres de nós!

Silvestre Levi Sampaio silvestrelevi@ymail.com

São Paulo

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AGUARDAMOS

"A corrupção é um crime contra a humanidade", diz Modesto Carvalhosa num trecho de seu brilhante artigo "Dia Internacional contra a Corrupção" (9/12, A2). E nós, sociedade civil, endossamos tudo o que nele está escrito: queremos que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheça candidaturas fora desses partidos apodrecidos pelo vício das barganhas e da corrupção, aprovando o Agravo em Recurso Especial (ARE) 1.054.490, bem como a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.795 para extinguir o fundão dos R$ 2 bilhões para financiar campanhas desses partidos e, finalmente, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que se cumpra a Lei n.º 13.165, que determina a impressão do voto, que funcionará como lisura na prática política, da qual tanto carecemos. E, para a desculpa mentirosa de que tal prática custaria R$ 2 bilhões, propomos que os mesmos sejam remanejados do tal Fundo Partidário, que não autorizamos, de mesmo valor! Este sugestivo dia só não será mais celebrado - ainda - no Brasil, porque o corrupto-mor continua livre e solto fazendo campanha pelo Brasil, com o seu exército de "BrancaLULAone". E tem quem acredita...

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

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COMEMORAÇÃO

Brilhante o artigo escrito pelo dr. Carvalhosa na página A2 de 9/12, em que escreve que todo dia 9/12 se comemora o Dia Internacional contra a Corrupção, data aprovada pela ONU e assinada em 2003 por 101 países, inclusive o Brasil. Aproveito a oportunidade para convidar a todos os eleitores brasileiros a antecipar esta data, em 2018, para 7/10, quando iremos sufragar nosso voto contra esta corja de políticos corruptos de nosso querido Brasil.

Edson Kenan Garcia edkgarcia@gmail.com

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Na ocasião em que este prestigioso jornal dedica recursos e esforços para realizar um fórum sobre a reforma da Previdência, vale ressaltar que não importam as mudanças meramente formais que afetam uma maioria indefesa num sistema jurídico caótico, se os mesmos privilegiados continuarem a usar a Justiça para fazer prevalecer privilégios que são moralmente e legalmente insustentáveis. Aí está o exemplo do teto salarial definido pela Constituição e burlado pela criatividade das corporações, e que só parece chocante quando autoridades clamam pela prevalência do que é ilegal e imoral, como ocorreu recentemente com a ministra dos Direitos Humanos. No entanto, no silêncio dos gabinetes e valendo-se da conivência dos que aplicam a lei estão milhares de parlamentares e outros servidores que ganham acima do teto constitucional. Nada impede, na atual conformidade de funcionamento das instituições, que ocorra o mesmo com a reforma da Previdência, penalizando milhões de brasileiros com novas condições mais rigorosas para a aposentadoria, enquanto poucas dezenas de litigantes continuarão a usufruir de privilégios insustentáveis.

Airton Reis Junior areisjr@uol.com.br

São Paulo

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VOTAÇÃO NO CONGRESSO

Quem vota contra a reforma da Previdência vota contra o Brasil. Não se iludam, nobres deputados. Em 2013 estouraram as primeiras manifestações por R$ 0,20. Não pensem que estamos dormindo. Se vossas senhorias pensam que as ruas perderam o gás, preparem suas máscaras. Em 2013 havia apenas um desconforto. Agora, há uma revolta que está se organizando em centenas, talvez milhares, de grupos informais, por todo o País. Em 2013 quem falasse em intervenção era bombardeado pelos falsos gurus da política. Agora, até generais estão se manifestando. Votem pelo Brasil e não se arrependerão. Votem no previsível, a mudança do Brasil para melhor. Cuidado com o imprevisível, o caos... Votem pela extinção dos privilégios. Votem pela ordem. Votem pela democracia! Caso contrário, "tchau, queridos!".

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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REDUÇÃO IMEDIATA

 

Caso não seja votada e aprovada a reforma da Previdência agora, o povo deveria exigir a inclusão, em seu projeto, da imediata redução das aposentadorias da classe política.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

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O BALDE TRANSBORDANDO

Na opinião do ministro da Fazenda, o déficit da Previdência é inquestionável. Para os cidadãos brasileiros, também. Sentimos no próprio bolso. Só têm vantagens os servidores públicos e políticos, muitos com seus supersalários. A Previdência é comparável a uma goteira que foi aumentando, e foram aumentando o balde. Deu no que deu. A Previdência paga aposentadoria a quem nunca ou jamais contribuiu, além de diminuir a aposentadoria daqueles que foram aposentados de acordo com a legislação vigente, que contribuíram no limite de 10 salários mínimos e, na atualidade, mal recebem 5 salários (R$ 5.531,31). Assim não há aposentado que aguente! O atual Congre$$o não tem condições morais, com raras exceções, de aprovar uma reforma da Previdência que reduza os seus próprios privilégios, mas com certeza são os parlamentares capazes de piorar para aqueles que só são aposentados pelo que contribuíram para o INSS em até 35 anos ou mais. Qualquer mudança ou reforma da Previdência tem de ter o "referendo popular", caso contrário, de nada vai adiantar reformar... Continuará transbordando o balde.

Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

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A REFORMA E A RECEITA

A Receita Federal, como órgão arrecadador, poderia prestar enorme serviço ao País revelando os reais déficits nas contas da Previdência em cada classe de contribuintes: trabalhadores, trabalhadores rurais e servidores públicos. Lembrando que em todas as classes há que levar em conta a contribuição do empregador. Feito isso, acabariam as dúvidas. 

Jair Nisio jair@artwood.com.br

Curitiba

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O VOTO 'NÃO'

"Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, digam ao povo que voto NÃO." Esse é o voto de grande parte dos 513 deputados federais, que, ao invés de serem proativos, são pronegativos para o desenvolvimento do País. 

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque 

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LENDA

Votar a favor da reforma da Previdência é tão lenda para não se reeleger quanto aquela dita que, se o Brasil não ganhasse a Copa em 2014, a "presidenta" não o seria também. Foi só 7 a 1...

Eduardo Yamaya eduardoyamaya@gmail.com

Itapeva

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O MURO DO PSDB

Geraldo Alckmin declarou-se publicamente a favor da reforma da Previdência. Esse fato significou a virada de página do PSDB e definiu a nova direção do partido: descer do muro em que estava há muito tempo, com uma característica mineira imposta pelo ex-presidente Aécio Neves. Alckmin fez bem em posicionar-se a favor de uma reforma imperiosa para confirmar a saída do buraco econômico em que se encontra o País neste momento. A firmeza e a coragem do governador paulista neste período pré-eleitoral mostram seu poder e segurança para enfrentar as urnas em 2018 contra quem quer que seja. Sua experiência e firmeza, sustentada pelas forças que o apoiam, permitiram que ele se posicionasse sem medo, mesmo arriscando-se a ficar ao lado da falta de popularidade do presidente Michel Temer. 

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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O PSDB E A PREVIDÊNCIA

Com ou sem fechamento de questão, se pelo menos 90% dos deputados do PSDB não votarem pela reforma da Previdência, não vejo como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso poderá continuar sendo presidente de honra do partido. E tem mais: não vejo também para que servirá a candidatura do governador Geraldo Alckmin a presidente da República.

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Ourinhos

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'MORAL E POLÍTICA'

  

É urgente que os tucanos leiam o artigo "Moral e política" (11/12, A2), do professor Denis Lerrer Rosenfield, para, quem sabe, salvarmos pelo menos a votação da reforma previdenciária.

Victor Hugo Raposo victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

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RADICAL É RAIZ

A força e a fraqueza do PSDB vêm do termo "radical". Radical não é palavrão, a despeito de seu uso vulgar. Dizer que algo é radical é falar que esse algo está conectado à sua origem, às suas raízes. A força: o partido é radical em não assumir posições políticas extremadas. A fraqueza: o partido é não radical ao não exigir fidelidade dos seus parlamentares na aprovação das reformas urgentes e necessárias para que não existam "brasileiros de duas classes", como o partido apregoa.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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TROCA DE ROUPA

Alckmin, enfim eleito presidente do PSDB, deixou de ter "complexo de vice". Passou por São Paulo (Estado) algumas vezes tão "invisível" que ganhou fama de "picolé de chuchu". É compreensível. Foi vice de um dos governadores mais singulares, de que São Paulo jamais se esqueceu, o sanguíneo e saudoso Mário Covas. Alckmin, como vice, era o gelo a temperar o fogo do titular. Mas então o titular se foi. E o vice não perdeu a mão de tornar-se invisível. Por isso já foi mal nas urnas, porque o discurso inflamado, gritado a plenos pulmões, feito pelo dono de uma voz que desafina até sem canção, é muito mais retórico e sedutor (falo, claro, do discurso de Lula). Agora, na qualidade de presidente de um dos grandes partidos fragmentados deste país, o picolé de gelo finalmente se acalorou e desafiou Lula a enfrentá-lo nas urnas. Acho que já era tempo de o PSDB unir-se (ainda que pró-forma) em torno de um nome. E também de Alckmin tirar a velha roupa de vice.

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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UNIDOS?

O atual governador paulista, eleito presidente do PSDB, começa a reversão da tragicomédia em que o partido se envolveu durante o governo de Michel Temer. Tudo culpa do FHC, compadre do Lula.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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SALVO PELA VAIA

Aécio Neves, que já chegou a propor a fusão do PT com o PSDB, que pode até não ser culpado, mas definitivamente não é inocente de acusações de corrupção, e que atualmente costura uma aliança para reconduzir ao cargo o petista (e também mais do que suspeito de corrupção) Fernando Pimentel, avaliou até o último segundo se disputaria uma posição de destaque na convenção do PSDB, o que, sem dúvida, atrapalharia não só Alckmin, mas o próprio partido. Aécio, que deveria considerar sua filiação ao PT, onde certamente se sentiria mais à vontade com aquela "cultura partidária", só se retirou à francesa da convenção porque foi recebido com hostilidade pelos presentes. Alckmin foi, literalmente, salvo por vaias.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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A CONVENÇÃO NACIONAL DO PSDB

Está uma oitava acima o tom de Eliane Cantanhêde sobre a posição tucana ("Semana de horrores", 10/12, A6). Ao contrapor o alegado envelhecimento do PSDB aos encantos do "novo", em clara alusão à agremiação "fashion" do momento, esquece a jornalista que a responsabilidade sobre população governada não o autoriza a agir com o desassombro de partidos privados ou laboratoriais. Ademais, a fala de FHC foi incisiva ao diagnosticar os problemas da sigla. E o discurso de Alckmin tem todas as credenciais de um radical de centro. O fetiche da novidade não pode obliterar o pluralismo nem forçar uma pregação de palanque para agradar todo mundo.

Fernando Dourado Filho douradofernando372@gmail.com

São Paulo

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A ESCOLHA DE FHC

Fernando Henrique Cardoso afirmou que pretende enfrentar Lula nas urnas do que vê-lo na cadeia. Desculpe, ainda bem que vossa excelência não tem o poder de escolha. Lugar de criminoso é na cadeia!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A VAIDADE

Sobre a citação de Fernando Henrique Cardoso de que "prefere combater Lula na urna do que vê-lo na cadeia", conclui-se que a arrogância do PSDB não se supera. A vaidade é tamanha que prefere o PSDB entregar o Brasil à sorte das eleições ao ter o maior bandido da história nacional condenado, preso e inelegível. Esquece-se o ex-presidente de que, apesar das vitórias de 1994 e 1998, o PT venceu o PSDB nas quatro eleições presidenciais seguintes. Segundo o "Estadão", afirmou ainda FHC que o PSDB precisa de "humildade" para se reconstruir. Com caciques tucanos de tamanho penacho, tarefa difícil...

Rodrigo Junqueira Castejón, ex-presidente da juventude do PSDB do Estado de São Paulo rjcastejon@hotmail.com

São Paulo

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O BONDE DA HISTÓRIA

O ex-presidente FHC disse preferir vencer o ex-presidente Lula nas urnas a vê-lo na cadeia. Acho que não vence, não. Aliás, acho que nenhum candidato do PSDB a presidente vence o ex-presidente Lula ou se elege presidente. O PSDB, para mim, já era. Perdeu o bonde da história. Chafurdou na mesma lama que os outros. Disse FHC estar enojado com a situação do País. Enojado de uma situação pela qual ele e seu partido também têm culpa? 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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O BOM MOÇO E O CAFAJESTE

FHC diz que prefere derrotar Lula nas eleições do que vê-lo na cadeia. Isso ou é bom-mocismo ou hipocrisia. O sentimento da parte sadia da Nação é: Lula na cadeia. Até Lula concorda com a prisão de ladrões, por demagogia ou por hipocrisia. Conclusão: ambos são hipócritas e mentirosos. A única diferença entre FHC e Lula é o nível cultural, o que não é pouco.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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JUSTIÇA

 

Lula será condenado, e não candidato!

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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O POVO ENOJADO

O senhor FHC disse, durante a convenção do seu partido: "O povo está enojado, irritado com todos nós. O povo sente como se fosse uma grande traição nacional". Peço sua autorização para complementar sua fala: o povo não aguenta mais mentiras, promessas falsas, como seu candidato tem feito em São Paulo há 23 anos, um Estado que não tem segurança, educação de qualidade e saúde ao alcance de todos. O povo não aguenta mais ver um candidato preocupado com marketing ao invés de estar antenado com o sofrimento do povo. É preciso dar uma basta em candidatos que se preocupam com Lula, e não com habitação popular, segurança, saúde, educação e saneamento básico. O resto é discurso nojento e inconsequente de quem quer o poder pelo poder. 

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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'LULA CAÇOA DO PAÍS'

Sou assíduo leitor do "Estadão", mas quando me deparo com editoriais como o "Lula caçoa do País" (11/12, A3), é revoltante. Faz-me sentir vergonha de ser brasileiro. Será que vivemos num país sem lei, sem autoridade? Um país de acovardados? Quando será dado um basta às patranhas palanqueiras do sr. Lula e de seu poste Dilma Rousseff, que, além de levarem o País ao fundo do poço, continuam com suas bravatas, como se fossem vítimas de perseguição injusta. Até quando vamos ter de andar de cabeça baixa diante das ameaças destes meliantes, que já deveriam estar na cadeia e com seus direitos políticos cassados? Mas, para consolo do brasileiro, todas as gerações cresceram ouvindo a seguinte frase: O Brasil é o país do futuro.

Edson Baptista de Souza baptistaedson384@gmail.com

São Paulo

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O ESCÁRNIO NO COMPERJ

Perfeito o editorial de ontem ("Lula caçoa do País", 11/12, A3). Mostra-nos quem é e sempre foi esta grotesca e etílica figura nacional, este chefão mentiroso, enganador, incoerente e safado. O exemplo citado, a obra do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), é o testemunho da estarrecedora, incompetente e corrupta administração pública desta escrachada e terrífica figura. Dizer que é um absurdo estar a obra paralisada, pondo culpa na moralizadora Operação Lava Jato, é realmente um escárnio, uma grotesca ofensa à inteligência dos brasileiros. No entanto, os pobres analfabetos e menos dotados eleitores deste Al Capone dos trópicos pode até acreditar em suas estúpidas falácias. Essa figura, que escapou do mensalão por motivos sabidos por todos, já deveria estar cumprindo pena há muito tempo, mas, com as benesses de muitos, viaja pelos quatro cantos do País esparramando suas inverdades num besteirol característico. Até quando?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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LEMA DE CAMPANHA

Em passagem pelo Rio de Janeiro, o ex-presidente "Lulla" voltou a fazer críticas à Operação Lava Jato e ao juiz Sérgio Moro, chegando, inclusive, a colocar em xeque as acusações contra os ex-governadores Anthony Garotinho e Sérgio Cabral, este já condenado a 72 anos de prisão. Pelo que se vê, a impunidade deverá ser o lema da campanha presidencial de "Lulla" em 2018. Se eleito, poderá convidar o juiz Gilmar Mendes, do STF, para o Ministério da Justiça.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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PERDA DE ESPAÇO

O editorial "Lula caçoa do País" é uma perda de espaço jornalístico precioso. Quem lê jornal - lê e entende - já não vota em Lula. A imprensa deveria esquecê-lo, em vez de estar lembrando a população todos os dias de que ele ainda existe. Melhor será cobrar celeridade do Judiciário para formalizar o que há muito tempo ele já é, um ficha-suja.

Wagner de Góes wag2@terra.com.br

São Paulo

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ASNEIRAS E MENTIRAS

Considerando que, pela legislação vigente, campanha eleitoral antecipada é proibida, por que será que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se finge de morto quando o envolvido é "Lulla"? Sem considerarmos as muitas asneiras e mentiras ditas por este indivíduo, vou destacar apenas duas, pois, se fôssemos nos ater a várias, certamente faltaria espaço para tal: "Lulla" disse que lugar de ladrão é na cadeia, donde depreendi que ele ia entregar-se diretamente em Curitiba, mas então me lembrei de que, como ele nunca sabe de nada, certamente não conseguiria chegar lá; outra pérola: disse que a falência do Rio de Janeiro deve-se à Lava Jato, e não aos políticos corruptos, tais como Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Picciani, Barata, Garotinho e tantos outros...

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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INSANIDADE

Muitos americanos já estão indagando se Donald Trump sofre das faculdades mentais. Já houve recomendação no sentido de consultar-se com um psiquiatra. Se acaso for recomendada uma internação em hospício, bom seria se fossem envidados esforços para que também seja internada, junto com o americano, uma jararaca em estado de demência irreversível.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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DOPING ELEITORAL

Será que estes "candidatos" não estariam fazendo campanha eleitoral sob efeitos etílicos?

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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SEM LIMITES

Até quando o sr. Lula da Silva, do alto do palanque eleitoral onde se instalou ilegalmente há muito tempo, abusará de nossa paciência? Até quando despejará sobre nós a visão canhestra que tem da realidade, sem que nada lhe aconteça e que nenhuma autoridade responsável dê um basta? No meu entendimento, já passou da hora, e há muito tempo. Chega!

Eduardo Augusto D. Filho eadelgadofilho@gmail.com

São Paulo

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ENGAVETANDO EM CAUSA PRÓPRIA

Li no "Estadão" que o ministro do Supremo Luiz Fux engavetou o pedido de suspensão do auxílio-moradia a magistrados e a outras categorias do serviço público, causando ao erário um prejuízo até agora estimado em R$ 1,6 bilhão! Em vez de bancar privilégios abomináveis, esse dinheiro poderia muito bem ser utilizado, por exemplo, para resolver o problema das Santas Casas e do SUS, ainda que parcialmente. Até quando seremos obrigados a engolir tais abusos orwellianos?

Luiz Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo

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SECRETARIA DE GOVERNO

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) foi nomeado para a Secretaria de Governo de Michel Temer. Este senhor é o que podemos qualificar como o que existe de pior e mais execrável na política do nosso país. Marun foi e é extremamente ligado ao seu chefe, Eduardo Cunha, um dos "capos" das quadrilhas que atuam no Congresso Nacional e a quem Marun continua visitando. E agora, como o chefe está preso, recorre ao presidente Michel Temer, a quem jura lealdade canina. O que mais nós, brasileiros, temos de tolerar sem fazer absolutamente nada?

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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CARLOS MARUN

Michel Temer e sua corte: para o Grande Circo, nomeou agora o seu bobo! 

Paulo Celso Biasioli pcbiasioli@yahoo.com.br

Limeira

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EXONERAÇÃO ACERTADA

Já não era sem tempo a anunciada exoneração do general Antonio Mourão do cargo de secretário de Finanças e Economia do Comando do Exército, em Brasília. Era intolerável sua permanência à frente de sua função após sucessivas declarações de desapreço pelos ideais democráticos e pela Constituição. É absolutamente equivocada e ilógica a noção, defendida pelo general e apoiada por segmentos ultraconservadores da sociedade, de que eventual intervenção militar no País seria solução certeira para erradicar a corrupção. Tal colocação, não bastasse sua imoralidade em si mesma, não encontra respaldo histórico algum nem por aqui nem em qualquer outro lugar do mundo. O combate à corrupção é trabalho complexo, árduo, lento, difícil e, sobretudo, contínuo. Não há solução mágica e qualquer proposta imediatista, como o uso da força militar, é estreita e ilusória. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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GENERAL MOURÃO

Demitir um general por dizer com razão que o governo é mero balcão de negócios é fácil, quero ver demitir o povo brasileiro, que tem a mesma opinião.

Peter Pondorf pspondorf@gmail.com

São Paulo

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SHOW PARA O MTST

Show de Caetano Veloso para o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) em Pinheiros, no fim de semana, teve tom político. O que ninguém, artistas, intelectuais e outros, questiona é por que, nos quase 14 anos de desgovernos do PT (8 de "Lulla" e quase 6 de Dilma, que bajulavam e foram apoiados pelo MTST e outros movimentos), NÃO foi resolvido o problema dos sem-teto e dos sem-terra. Tiveram 14 anos, e não fizeram absolutamente nada. Então, os integrantes desses movimentos deveriam cobrar "Lulla", Dilma, estes e artistas e intelectuais, e não ficarem atentando contra a propriedade alheia.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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HOSPEDAGEM

Queria saber onde o cantor Caetano Veloso ficou hospedado em São Paulo, por ocasião de seu showzinho no Largo da Batata. Será que ficou acampado na Avenida Paulista? Na casa de Guilherme Boulos? O que não fazem para sobreviver estes petistas...

Antônio Sérgio Isnidarsi Isnidarsi@Icloud.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

Em novembro de 2016, durante uma palestra do sr. ministro da Educação, Mendonça Filho, para os conselheiros na sede da Associação Comercial de São Paulo, entreguei pessoalmente ao sr. ministro um esboço para um projeto de Estado, não apenas de um governo, para nossa educação, para um período mínimo de 50 anos - claro, com as devidas atualizações tecnológicas, costumes e de interesses dos alunos, principalmente. Considero que o atual modelo, com tantos remendos, está totalmente falido. Como falido, dizia eu, o modelo político brasileiro. Nesse projeto, formado exclusivamente por grupos de trabalho ligados à educação: personalidades de notável saber, especialistas em Educação nacional e internacional, formadores de opinião, professores, especialmente nas áreas de Letras, Filosofia, Matemática, Sociologia, Ciências e alunos interessados, etc. E, muito importante, nenhuma participação ou influência da atual classe política. A não ser para encaminhar o projeto de lei como emenda constitucional. E, se possível, como cláusula pétrea. Agora, com enorme satisfação, vi extensa matéria no "Estadão" de sexta-feira (8/12, A9): "Escola Concept", com ideias inovadoras para educação. E, em destaque, o perfil de Priscila Torres, especialista na matéria. Vale a pena ler. 

Dorival Menezes Leal dorileal@uol.com.br

São Paulo

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ENGENHEIROS E ARQUITETOS

Aos meus caros colegas engenheiros, arquitetos e tecnólogos: dia 11/12 foi Dia do Engenheiro e dia 15/12 será o Dia do Arquiteto. Parabéns pelo nosso dia, com votos de democracia na participação em cargos eletivos para que possamos ter representantes que não almejem só ter uma ascendência social e econômica, mas o bem da categoria e da sociedade, que sejam nossos representantes legítimos e foco na sociedade. Atualmente, temos cargos de nossa especialidade ocupados por leigos, muitas vezes em "compensação" por acobertamento a atos ilegais e antiéticos. Acredito que legítimos idealistas não têm fortunas ou patrocínio milionário para disputar qualquer cargo representativo na sociedade, e assim também se no cargo dificultar ou impedirá a participação e divulgação de objetivos de outros candidatos, ou, ainda, se, em perdendo, apela para as falhas da Justiça para depor o vencedor. O nosso status tem diminuído desde os anos 1960, piorando a partir dos anos 1980. Paralelamente, a cultura, a educação e a qualidade ou ausência dos serviços públicos também foram relegadas, as omissões e o desprezo das administrações públicas pelos nossos valores profissionais têm transparecido em inundações, falta de água potável e na falta de tratamento de esgoto. Assim é que qualquer chuva torrencial é considerada erroneamente como tempestade, por não serem drenadas ou absorvidas pelo solo; árvores plantadas superficialmente ou não tratadas tombam e "levam a culpa", enquanto nas florestas onde nascem naturalmente sobrevivem até que uma motosserra não fiscalizada a derrube. Não se veem mais atualização de galerias para águas pluviais, drenagens e redes e estações de tratamento de esgotos, proteção dos leitos e desassoreamento de rios e canais, enquanto incoerentemente edifícios sem limites de altura aparecem e crescem como pipoca, sem nenhuma preocupação com suas consequências ao clima, aos limitados equipamentos públicos e nem mesmo em como seria combatido um eventual incêndio nos andares superiores e as vítimas socorridas. Grande abraço a todos, com votos de saúde e paz profunda.

Luiz Fernando.Pegorer eng.pegorer@gmail.com

Santos

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ABORTO NA COLÔMBIA

Li no "Estadão" que a estudante brasileira fez aborto na Colômbia após ter tido seu pedido para abortar negado pela Justiça no Brasil. A questão do aborto no Brasil é muito séria e deve ser tratada por especialistas muito preparados e competentes. Esta questão deveria ser tratada exclusivamente por mulheres, que são as que sofrem as consequências de uma gravidez indesejada. A estudante que realizou aborto na Colômbia acaba de provar às nossas autoridades que a gravidez indesejada só será suportada por mulheres pobres e humildes, o que não deixa de ser uma grande injustiça.

Edson B. de Souza baptistaedson384@gmail.com

São Paulo

 

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