Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2017 | 03h08

REFORMAS

Cegueira política

Estamos recebendo enxurradas de mensagens pelo WhatsApp dizendo que a reforma da Previdência é contrária aos interesses dos trabalhadores. Não duvidamos dos interesses escusos por trás disso, é só lembrar os dossiês falsos criados quando interesses suspeitos foram contrariados. Qualquer ser pensante sabe que a aprovação da PEC 287/2016 é fundamental para se vislumbrar uma recuperação do desastre econômico que foram os governos do PT. Qualquer um de nós também sabe que, graças à dinâmica populacional, às conquistas tecnológicas que propiciam maior longevidade e a índices de natalidade menores, não se pode continuar com um processo previdenciário estático. Todos sabem, menos os deputados, que parecem sofrer de alguma lesão cerebral que os impede de ver claramente os anseios de quem lhes paga os polpudos salários, via escorchante tributação. A preocupação única deles é a reeleição. E é justamente o que não terão se continuarem nessa cegueira política de olhar somente para o dedão do próprio pé. É possível que nem o esforço dos empresários consiga dissuadi-los, eis que eles parecem ter estacionado na revolução industrial do século 18. Por nós, no próximo feliz novo ano serão todos demitidos!

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Império da burrice

Como cidadão, devo conclamar os brasileiros a não deixarem de votar em 2018, porém uma análise criteriosa deve ser feita na escolha dos candidatos. Salta aos olhos que é imprescindível não eleger ninguém dessa corja que hoje tem assento no Congresso Nacional. Uns, por sua ideologia retrógrada, querem um Brasil no caminho de Cuba, da Venezuela e assemelhados; outros, covardes, sabem da necessidade das reformas, mas por interesses pessoais desejam mesmo a continuidade do que está aí. A burrice impera, pois estarão beneficiando de 1 milhão a 3 milhões de apaniguados, em detrimento de número dezenas de vezes maior de eleitores “desiguais”. Deveriam todos os brasileiros se aposentar de acordo com o tempo e o valor de contribuição, respeitando a idade mínima.

ITAMAR CARLOS TREVISANI

itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal

Desnorteados

E o PSDB, hein? Está sem rumo e, pior, sem vergonha na cara! Não dá para acreditar que por questões políticas e brigas pessoais deputados tucanos (sr. Tripoli e sua turma) não votem a desidratada reforma da Previdência. Desde quando esses deputados precisam do voto dos juízes, do Ministério Público e afins, que seriam os afetados pelo corte de privilégios? Hipócritas! Hoje tenho vergonha do PSDB. Uma história de luta jogada no lixo. Beneficiado, o PT aplaude!

SARAH COELHO

sh.coelho@terra.com.br

São Paulo

Hesitação incompreensível

Eleitor (ainda) do PSDB, acho incompreensível a atual hesitação de vários de seus parlamentares em relação às reformas tão necessárias ao País. Afinal, se pretendem ganhar a eleição presidencial, não é razoável desejar que seu candidato, uma vez eleito, encontre o País em melhores condições e na rota do crescimento? Vamos lá, seus vacilões, um pouquinho de coragem.

CÉSAR GARCIA

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

Frase feliz

Duvido que ache frase mais perfeita que a do editorial Os desafios de Alckmin (12/12, A3): “Mas o PT se desmoralizou no poder. Já os tucanos conseguiram a proeza de se desmoralizar na oposição a um governo incompetente e, mais recentemente, na ambiguidade de sua oposição em relação ao governo Temer, da qual a incapacidade de se unir para aprovar a reforma da Previdência é o melhor exemplo”.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

GERALDO ALCKMIN

Chuchu com pimenta

O balanço político de 2017 termina no azul e a boa-nova é a transformação do picolé de chuchu em chuchu com pimenta, que vai dar novo sabor à corrida eleitoral e às perspectivas de um Brasil melhor pós-2018. A virtude está no meio. A convenção do PSDB mostrou que nem tudo está perdido, apesar da teimosia de FHC em preferir “derrotar o Lula nas urnas do que vê-lo na prisão” (sic). Tem gente que não aprende... Ao menos Alckmin parece que aprendeu. Mas o caminho é longo, difícil, e a jararaca vai atacar. Oxalá não seja fogo de palha e que a pimenta dure!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

CESARE BATTISTI

Costas quentes

Com tantos casos importantes pendentes, nossa Justiça continua perdendo tempo com esse italiano assassino. Agora vira réu por evasão de divisas. Pergunto: por que estão engavetando o processo de deportação desse indivíduo? Quem é o costas quentes que continua a protegê-lo?

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

TRÂNSITO

CNH para automáticos

Nosso Congresso surpreende a cada dia. E, o que é pior, com afrontas que nos fazem desanimar e arrepender de ter votado em certos parlamentares. É o caso do deputado Hugo Leal (PSB-RJ), que certamente não tinha o que fazer nem nada melhor em que pensar e teve a brilhante ideia de entrar com projeto de lei que obriga motoristas de carros automáticos a tirarem carteira de habilitação específica para dirigi-los. Basta o cidadão optar por dirigir ou comprar um carro com câmbio diferente e lá vem um parlamentar para azucrinar a sua vida. Idosos e pessoas com deficiência, que normalmente utilizam esses veículos, terão sua vida incomodada por um cidadão que não tinha mais o que fazer. Espero que o Congresso ignore tal aberração e obrigue esse parlamentar a trabalhar em ações mais úteis para a Nação.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

OS DESIGUAIS

Que Brasil é esse?

Li no Estadão que após 21 meses de inadimplência o Corinthians volta a pagar um valor mensal à Caixa Econômica Federal pelo estádio. Enquanto isso, os brasileiros comuns que sonharam com a casa própria e conseguiram financiamento na Caixa, agora, por conta da instabilidade do País e em especial do desemprego, se atrasam três parcelas veem seu imóvel ser levado a leilão. Que Brasil é esse, que trata seus iguais de forma diferente e protege os poderosos, por mais inadimplentes que sejam?

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

“Alguém na Câmara Municipal pode explicar o que fez por São Paulo ou pelo Brasil a sra. Marisa Letícia, para merecer a honra de dar nome a um viaduto? Será aquela história das panelas?”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE A HOMENAGEM À MULHER DE LULA

luiz.frid@globomail.com

“Se a antropóloga Ruth Cardoso, precursora do Bolsa Família, nunca foi homenageada com nome de rua, por que Marisa Letícia, que nada fez, deve ter nome em viaduto? É uma afronta!”

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, IDEM

taniatma@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NOMEAÇÃO EM ITAIPU

O presidente Michel Temer nomeou a ex-mulher do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como conselheira de Itaipu. Não importam as eventuais virtudes e capacitações desta ilustre senhora - no Brasil deve haver mais de uma dezena, ou mesmo uma centena, de profissionais tão ou mais habilitados do que a ex-esposa do ministro. Mas estamos numa República bananeira, não podemos nos esquecer dessa triste realidade.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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NA MEMÓRIA

Michel Temer nomeia ex-mulher de Gilmar Mendes para conselho de Itaipu. Isso lembra o caso de uma filha que um senador famoso da República teve fora do casamento. Alguém pagava ou ainda paga a pensão da rebenta, e este mesmo alguém, todos nós, povo brasileiro assaltado diariamente por uma elite corrompida, também vai pagar esta "pensão". O laxante verborrágico não é fraco, não!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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MARUN NO MINISTÉRIO

De tempo em tempo, o Brasil produz figuras grotescas. Vejam esta: componente da tropa de choque do prisioneiro ex-deputado Eduardo Cunha, o nobre deputado Carlos Marun (PMDB-MS), o dançarino, tornou-se pupilo de Michel Temer. Vai assumir a Secretária de Governo. Pergunto a mim mesmo: o que esta criatura tem a oferecer? Nada, além de agitar, polemizar e se "acertar".

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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CATEGORIA

Com todo respeito, se o governo precisa de Carlos Marun para convencer parlamentares a votarem pela reforma da Previdência, já dá para imaginar com quem estamos lidando...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MOTIVOS DISTINTOS 

Os deputados do PT votarão contra a modesta reforma da Previdência, porque estão mais interessados em fazer oposição do que em salvar o sistema. Afinal, votaram também contra o Plano Real. Qual é o motivo de os deputados da chamada "base aliada" não quererem votar logo esta matéria? Os muitos "benefícios" oferecidos pelo governo precisam ser ainda melhorados?

Omar El Seoud  elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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DO CONTRA

 

O eleitor tem memória curta. Vamos relembrar três medidas essenciais para o Brasil. Lula, dono do PT, foi contra o Plano Real (que domou a até então indomável inflação), não aceitou o Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e Auxílio Gás por considera-los eleitoreiros (políticas que foram unificadas por Lula sob o nome de Bolsa Família e tiveram sua paternidade alardeada como se fosse de Lula). Lula execrou a Lei de Responsabilidade Fiscal (que limita a despesa do Poder Executivo à sua receita) para disciplinar os desenfreados gastos. Agora, foi contra a reforma trabalhista mirando a empregabilidade e literalmente contra a imprescindível reforma da Previdência, que objetiva conter o déficit orçamentário e garantir futuras aposentadorias - ambas de suma importância.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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DO RIO PARA O BRASIL

Diante do monumental e crescente déficit existente, se a reforma previdenciária não for aprovada e implantada de pronto, o Brasil corre o iminente risco de virar um Rio de Janeiro em poucos anos. Para qualquer ser pensante, com pelo menos dois neurônios em funcionamento, é elementar e óbvio entender que, em vez de ameaçar as aposentadorias, a reforma vai garantir o seu pagamento no futuro. Reforma, já!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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NA HORA DO VOTO

Os motivos por que a maioria dos nossos políticos votará contra a reforma da Previdência são porque eles não se interessam pelo País: eles trabalham para eles mesmos e suas "famílias", compostas de mãe, filhos, parentes de todos os graus, amigos e amantes. Amantes que curiosamente, muitas vezes, são mães de filhos bastardos, que no futuro serão políticos como seus pais, absolutamente desonestos. Os que não votarem a favor da reforma e em favor do Brasil é porque se enquadram no que eu disse acima. Portando, nunca mais deveriam receber o voto de gente honesta, nem mesmo para gari. Antes de votar em 2018, vejam em quem eles votaram na reforma da Previdência, se foi no Brasil ou neles mesmos.  

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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NO MELHOR DOS MUNDOS

Há uma luta cega e feroz contra a atualização da legislação previdenciária. Lula afirma que, se for eleito, fará reverter essa reforma. Os que se opõem à reforma, como Lula, parece que estão no melhor dos mundos. Os custos da Previdência não param de crescer, enquanto a receita da Nação cresce menos. O que é feito para enfrentar essa situação? Do lado da receita, recorre-se a outras verbas, por exemplo, às da saúde, que acusa insuficiência em vários locais do País. Embora de menor vulto, tem se socorrido de "garfadas" nos proventos de aposentadorias superiores a um salário mínimo, ao contrário do que tem sido proclamado, de que seriam corrigidas pela inflação mais o índice de crescimento do PIB nacional. Puro embuste! No meu caso, que, por certo, não é pessoal, ao longo do tempo venho sendo "garfado", isto é, recebo menos que a correção monetária. Assim, atualmente, perco 43% do que me é devido, a cada mês. Isso mesmo, recebo a cada mês pouco mais da metade do que é devido. Vamos à frente com a reforma da Previdência.

Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

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IDADE MÍNIMA

Ninguém deve ter dúvidas a respeito da urgente necessidade da reforma da Previdência. Entretanto, confesso que não entendo a insistência dos legisladores com referência a uma idade mínima, pois, segundo entendo, o mais importante seria o tempo que cada segurado contribuiu para sua aposentadoria. Por exemplo, um cidadão que começasse a contribuir aos 14 anos, após 40 anos de contribuição, se aposentaria aos 54 anos. Pelo mesmo princípio, quem começasse a contribuir mais tarde (após completar uma faculdade), se aposentaria somente após completar 40 anos de contribuição. Além disso, numa regra geral, os contribuintes que começam a trabalhar mais cedo trabalham em serviços pesados, executados em condições mais adversas, exigindo maior esforço físico; entretanto, um cidadão que cursou uma faculdade, demorando mais para entrar no mercado de trabalho, normalmente, trabalhará em ambiente mais saudável e protegido, tendo condições de ter uma vida útil acima dos 65 anos.

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

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'UMA CAMPANHA DE FALSIDADES'

Realmente, há muitas falácias sobre o tema da Previdência, mas nossos representantes (deputados e senadores) deveriam conhecer a verdade, e, assim, votar de forma consciente uma reforma justa para todos os cidadãos. E, por falar em falsidades, será que a culpa da falência do sistema previdenciário realmente é dos funcionários públicos? De acordo com o editorial "Uma campanha de falsidades" ("Estadão", 8/12, A3), as trabalhadoras da iniciativa privada podem requerer a aposentadoria hoje com 53 anos, e em 2020 a idade mínima para a aposentadoria será de 54 anos. Por que será que a matéria não falou nada sobre a idade mínima para as funcionárias públicas requerem sua aposentadoria hoje? Sou funcionária pública federal, tenho 53 anos e faz 32 anos que contribuo para a previdência, e ainda não posso requerer a minha aposentadoria. Por que a mídia não fala nada sobre a Emenda Constitucional (EC) 41/2003 e as alterações que já ocorreram e modificaram as regras para a aposentadoria dos servidores públicos federais? Essa EC já prevê uma idade mínima para os servidores públicos federais requerem suas aposentadorias: 55 anos para as mulheres e 60 anos para os homens. Concordo com que as regras precisam ser claras, muito bem informadas e passar a valer após a sua entrada em vigor, para que cada cidadão escolha a partir daí a carreira que quer seguir: na iniciativa pública ou privada. O que não pode é puxar o tapete de alguém no meio do caminho. E muito menos ficar bombardeado alguém com críticas apenas porque essa pessoa passou num concurso público e segue a legislação vigente. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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NEGOCIAÇÃO

"Por Previdência, empresários vão até a casa de deputados" ("Estadão", 12/12). Acho que o motivo da visita dos empresários deve ser outro, pois, quanto à Previdência, até o povão já sabe que os deputados estão preocupados, mesmo, com a oportunidade de ganhar uns bilhões a mais e com a massa de privilegiados na aposentadoria, começando por eles próprios (Legislativo), passando pelos do Judiciário, que lhes garantem impunidade, até militares que ameaçam com golpe e Jair Bolsonaro, etc. Não nos enganamos. Nas próximas eleições, vamos à forra.

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

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DEVEDORES

Melhor faria o "Estadão" se estimulasse os empresários para que pagassem os bilhões que devem à Previdência, em vez de noticiar que velhacos "vão até a casa de deputados" pedir a reforma.

Benedito A. Dias da Silva beneadvdiasdasilva@terra.com.br

Tatuí

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COBRANÇA

Segundo análise feita pelo "Estadão", 500 empresas devem R$ 427,73 bilhões ao INSS. Muitos deputados, reticentes em aprovar a reforma da Previdência, se perguntam por que o governo não insiste na cobrança destes inadimplentes, que não repassam para a Previdência os valores recolhidos? Algumas são companhias como Varig e Vasp. Mas  Bradesco, Vale, Caixa Econômica Federal, Mafrig, JBS e outras grandes empresas são devedoras. Só a JBS deve R$ 1,840 bilhão. Com a palavra, o governo Temer.

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

    

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SAUDOSISTAS

Perseverantes críticos do governo Temer estão a reclamar do fato de que, atendendo ao chamamento do presidente, representantes das indústrias de construção, química, máquinas e equipamentos  estão chegando a Brasília para fazer campanha de convencimento junto a deputados para que entendam a necessidade de aprovação da reforma da Previdência. Será que estes opositores estão saudosos dos métodos do mensalão? 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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CORTE DE BENEFÍCIOS

Segundo conceituada rádio na manhã de ontem, governo acena com corte de benefícios caso a reforma da Previdência não seja aprovada. Ora, novamente recai sobre o povo? Isso é um escândalo!

Virginia A. Bock Sion vickybock@hotmail.com

São Paulo

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BARGANHANDO COM O FUNDO ELEITORAL

É lamentável, mas vivemos uma triste e indiscutível realidade, quando entram em questão os políticos brasileiros, corruptos, ladrões e sujos que sempre colocaram à frente seus próprios interesses, vantagens, benefícios e mordomias, acima de qualquer possibilidade de ajudar a massacrada população que neles votou e os paga muito bem acreditando sempre em todas as falsas e ilusórias promessas feita às vésperas das eleições com um único intuito de angariar votos. E a atitude desta corja se repetirá em 2018, ano de novas eleições. Tanto isso é verdade que, por faltarem 56 votos para aprovar a reforma da Previdência ainda este ano, indispensável e absolutamente necessária para sua sobrevivência, dos 308 necessários, o Planalto teve de dar aval para a Câmara e o Senado votarem nesta quarta-feira à noite projetos que terão impacto de R$ 30,2 bilhões nas contas públicas ao longo de 15 anos. Nossos parlamentares, aproveitadores e responsáveis por tal feito, condicionaram em troca o governo abrir novamente seus cofres e engordar o orçamento do Fundo Eleitoral com dinheiro público, para bancar as campanhas no ano que vem em mais R$ 3 bilhões, independentemente do R$ 1,75 bilhão já garantido. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

É lamentável ver um presidente da República refém dos congressistas.

Fausto James Vidotto faustovidotto@yahoo.com.br

São Carlos

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GOVERNABILIDADE CRIMINOSA

É inacreditável a desfaçatez dos ilustres deputados e senadores, bem de como presidentes de partidos, minoritários ou não, barganhando descaradamente a aprovação de medidas mais do que necessárias, em troca de cargos, verbas, influência e toda sorte de falcatruas em nome de uma governabilidade que beira a criminalidade oficial. Governos fracos e medíocres, sejam do PT, principalmente, ou do PMDB e seus iguais, fazem de tudo contra a Nação e os cidadãos para manterem os mesmos canalhas inconsequentes em seus majestosos cargos, pagos a peso de ouro num país arruinado ética e moralmente, além de economicamente destruído. Numa atividade privada de qualquer sociedade civil, por menor que seja sua estrutura, quando um funcionário ou dirigente busca trocar facilidades ou vantagens indevidas, estes são incriminados, perdem seu emprego ou negócios merecidamente. No Brasil, cada vez mais, o crime vale a pena àqueles que sem moral se deliciam. Pobre país o nosso (ou deles)?

João Batista P. Neto Pazinato51@hotmail.com

Barueri

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NINHO DE ABUTRES

Brasília há muito foi tomada por um bando de abutres que, infelizmente, receberam votos de milhões de brasileiros para assaltarem de forma legal os cofres da União. No último episódio os senhores parlamentares exigem R$ 3 bilhões para aprovar a reforma da Previdência, tudo para mais uma vez gastarem à vontade, à custa de nós, contribuintes. Isso é uma vergonha que só será ceifada quando o povo for às ruas pedir com urgência o fechamento do Congresso ou tomar ciência de que, ao votar, está se passando por otário.

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

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UMA FARRA

Mais do que reformas da Previdência e trabalhista, precisamos de uma reforma moral neste país, que acabe com privilégios e altos salários. Não se fala mais em limitar os salários nos Três Poderes e nas estatais ao teto constitucional! Enquanto pagamos a maior carga de impostos do mundo, que nos faz trabalhar seis meses por ano para sustentar esta "corte", o Congresso Nacional custa R$ 10 bilhões por ano! O Tribunal de Contas da União (TCU), que nada mais é do que uma auditoria auxiliar do Poder Legislativo (serviço que poderia ser feito pela própria assessoria do Congresso), custa outros R$ 3 bilhões! E o que falar do auxílio-moradia para juízes que já ganham mais de R$ 30 mil por mês? Em alguns Estados há, ainda, auxílio-creche, auxílio-livros, auxílio-gasolina... Não me espantaria se surgir também o auxílio-motel! Talvez não pela idade avançada desses pavões da mordomia e acinte ao povo. O que falar de um Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que custa R$ 2 bilhões e só julga os processos quando acaba o mandato dos políticos? Para que temos em cada Estado um Tribunal de Contas que custa bilhões e não tem nenhuma serventia? Isso sem falar que os municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo têm tribunais de contas, quando suas contas poderiam ser analisadas pelo estadual, ou, melhor, pelo Legislativo local. Nada vai mudar se o povo não for para as ruas. Foi por causa de R$ 0,20... Enquanto isso, esta casta de "senhores de engenho" nos tunga mais de R$ 50 bilhões ao ano de impostos para sustentar mordomias injustificáveis e insustentáveis. No Rio de Janeiro, funcionários públicos estão mendigando cestas básicas. Enquanto isso, o Judiciário confisca as minguadas contas do Estado para garantir seus altos salários. Sem falar no pessoal do Tribunal de Contas preso por corrupção. Auxílio-moradia até policias militares do Distrito Federal e todo o Judiciário e o Ministério Público recebem. Uma farra! Bacanal com nossos pesados impostos. Ninguém aguenta mais isso! É por isso que temos de lutar, encher as ruas e exigir moralidade pública!

Elisio Santos Souza ele56@bol.com.br

Brasília

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'MORAL E POLÍTICA'

No excelente artigo "Moral e política" (11/12, A2), do professor Denis Lerrer Rosenfield, vimos como a política, que está no terreno do "ser", para alcançar a meta do bem público, precisa às vezes afastar-se dos critérios da moral, que habita na esfera do "dever ser" e não pode ser imposta à força. O texto cita o exemplo do governo Temer, que, no esforço para conseguir reformas urgentes e indispensáveis ao bem do País, tem esbarrado frequentemente no fisiologismo de membros do Congresso, necessitando recorrer a acordos que amiúde têm sido considerados imorais. A realidade do bem coletivo justificaria, então, a tolerância com o "esquecimento" transitório da regra moral. Que seja. Coisas da política! O Brasil do desemprego, da insegurança, da educação falha, da saúde depauperada clama pelas reformas! Apenas quero lembrar que no terreno do "dever ser" está também o Direito, o "dever ser" que se concretiza no corpo de regras consolidadas numa civilização que não pode ser desobedecido, sob pena de sucumbirmos no caos social. Se o Direito, a lei, que se impõe coercitivamente, não atingir os políticos que não estão à altura de seu dever no exercício da verdadeira Política, apropriando-se indevida e descaradamente do dinheiro público, recebendo propinas e esquecendo-se do bem comum, então o Brasil está fadado a ser o eterno refúgio dos desonestos. 

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

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TEMER, O PRÍNCIPE?

Não sou filósofa, mas depreendo do texto de Denis Lerrer Rosenfield (11/12, A2) as ideias de Maquiavel. Estaria Rosenfield apontando para a possibilidade de o presidente Temer ser o Príncipe, o governante ideal que o filósofo preconiza? Aquele que busca conservar o poder a qualquer preço? Que é insensível para que seus inimigos não atrapalhem a vida do Estado? Que convive bem com a mentira e a corrupção, desde que consiga manter as coisas funcionando normalmente? Que não regula sua prática no governo da mesma forma que norteia sua vida privada? Citando Maquiavel: "Na verdade, quem num mundo cheio de perversos pretende seguir em todos os ditames da bondade caminha inevitavelmente para a própria perdição".

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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ESTADO DE DIREITO

Sobre o artigo "Moral e política", de Denis Lerrer Rosenfield, só tenho a contra-argumentar que não apenas a moral está no mundo do "dever ser", mas ainda com mais intensidade o Direito. Miguel Reale foi quem melhor explicou "fato-valor-norma". O Direito, assim como a moral, objetivam estabelecer condutas ao homem em sociedade, apenas é o próprio ser social que, por meio de seus mandatários, escolhe os fatos que entende ser relevantes e os descreve em normas jurídicas, que têm um antecedente: descrição de um fato ou ato jurídico, estabelecendo um consequente, caso o "dever-ser" descrito no antecedente for desrespeitado. Levando às últimas consequências o que pregava o nazismo, por exemplo, era o apego do jurista à letra da lei, a fim de impedir qualquer questionamento acerca da sua justiça ou legitimidade. Porém, ao mesmo tempo, defendia a interpretação da lei de forma situacional, sem apego a formalismo, na medida em que o Führer era o autêntico intérprete da vontade do povo e o direito deveria se curvar à sua vontade. Não é isso o que ocorre aqui. Impossível enxergar a interpretação do Führer nos acórdãos do STF ou na atitude dos fiscais da lei. Isso porque o sistema jurídico estabelece valores específicos também para interpretar e integrar o Direito, quero dizer, não importa o quanto se suponha que alguém cometeu um roubo, por exemplo. Sem provas determinantes, não é o que "acha" o juiz sobre a autoria do réu, há um princípio específico a orientar a aplicação legal: "in dubio pro reo". Em suma, o dever ser do Direito não é "um mundo inexistente, um mundo de ideias que só encontram sustentação em si mesmo", como diz Rosenfield, porque suas normas são dotadas de um consequente pré-estabelecido em lei (princípio normativo da não surpresa, outro valor que orienta a hermenêutica, e não a conduta humana, expressamente). Há exageros e estrelismos tanto no meio político como, sobretudo e perigosamente, no meio Judiciário e dos "custos legais", mas sempre teremos a quem recorrer (mesmo extramuros, considerando que o Brasil é signatário de convenções de direitos humanos e também sociais - OIT). Lutamos muito pelo Estado de Direito para agora termos esta leitura, de que vivemos um "messianismo político".

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo 

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DISCURSO REVELADOR

"O Rio de Janeiro não merece que governadores eleitos democraticamente estejam presos porque roubaram dinheiro público." Discurso sintomático, proferido por Lula durante comício diante do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), revelando que a "alma mais honesta deste país" é também uma fervorosa defensora de assaltantes travestidos de políticos, numa clara alusão ao também honestíssimo aliado e ex-governador Sérgio Cabral, que, após ter assaltado os cofres do Rio de Janeiro e arruinado as finanças do Estado, foi condenado a mais de 70 anos de prisão.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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SEM CARÁTER

Como é possível aceitar que um cidadão como Lula da Silva, que governou este país por oito anos, possa afirmar, como fez em praça pública ao povo carioca, que "o Rio de Janeiro não merece que governadores que administraram este Estado, que foram eleitos democraticamente, estejam presos porque roubaram o povo brasileiro e dinheiro público"? Com essa frase, que é uma verdadeira afronta também às nossas instituições, o ex-presidente, já condenado e réu por mais seis vezes, pela sua total indiferença com a ética e defendendo aliados corruptos, se posta como real chefe da quadrilha que assaltou a Nação, como consta na Operação Lava Jato. Lula não está fora de suas faculdades mentais, o seu problema é de falta de caráter! E precisa urgentemente ser banido da vida pública brasileira.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FALANDO AOS DERSAVISADOS

Em franca campanha eleitoral antecipada, Lula falou aos cariocas mais desavisados que a Lava Jato deveria prender as pessoas corruptas e não quebrar as empresas, referindo-se à Petrobrás e ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Ora, "elle" não percebeu que é isso que está acontecendo. A Justiça já condenou o hexarréu Lula em mais de nove anos, faltando somente decretar a sua prisão. Já quanto às empresas atingidas, elas já apresentam balanços no azul, por causa do trabalho honesto e livre dos corruptos, tais como a "tigrada" petista. Muda, Brasil! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A CAÇOADA SE PROPAGA

Sim, "Lula caçoa do País" ("Estadão", 11/12, A3). E a imprensa, no intuito de negar o que ele diz, repete a caçoada, em editorial, com todas as letras, ajudando a divulgar seus impropérios... Por que ocorre isso? Por que um dito instituto de pesquisa, ligado também a um importante órgão de imprensa, insiste em impingir uma mentira inconteste como se fosse verdade. "Se a eleição fosse hoje, Lula venceria com 34% e Bolsonaro teria 17% (...)". Então Lula se torna o centro de todas as atenções e continua a pautar a mídia, como se fosse o senhor dos destinos do País. E mais: ele ajuda Bolsonaro, que considera frágil para o segundo turno, desqualificando João Dória. Uma pesquisa com apenas 2.765 entrevistados, entre 140 milhões de eleitores, em 192 cidades, entre 5.565 (será que incluiu São Paulo?), não pode ser considerada adequada em face da influência que tem. Se é para valer, é necessário desqualificar essas pesquisas, juntando contribuições para pagar uma pesquisa séria, que construa uma amostra realmente representativa da cabeça do eleitor brasileiro.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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APELIDO

Depois das últimas mentiras ditas pelo ex-presidente Lula da Silva nas caravanas pelo Espírito Santo e Rio de Janeiro, quando aos perdigotos alegou que a corrupção desenfreada e o enorme nível de desemprego são de responsabilidade do atual presidente Michel Temer, somos obrigados a acreditar que o apelido do ex-presidente deva ser, mesmo, "o encantador de asnos", pois com essas mentiras escabrosas "elle" não engana mais ninguém.

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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EM MINAS

Em Itajubá (MG), Lula é apelidado de torneira de barril.

Ronald M. da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de  Minas (MG)

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O JULGAMENTO SE APROXIMA

O melhor presente de Natal que o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região poderia nos dar seria a condenação de Lula!

  

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

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PRISÃO

Rogério 157 foi preso. Falta, agora, o Lula 171.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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É PELO VOTO

Acerta em cheio o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao afirmar que prefere derrotar Lula nas urnas a vê-lo na cadeia. Se Lula for considerado inelegível ou até mesmo preso - o que, segundo a ladainha petista e dilmista, confirmaria a tese da "segunda parte do golpe" -, é condição que não deve ser necessariamente aguardada pelos que, com razão, temem o retorno do famigerado lulopetismo, que tanto mal fez ao País, ao poder. Qualquer candidato às eleições presidenciais de 2018 tem a obrigação de preparar-se para enfrentar o ex-presidente Lula pela via republicana, na campanha e no voto, denunciando e desconstruindo o engodo lulopetista. O real medo de Lula e do PT é a derrota nas urnas. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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URNA OU CADEIA

Senhores, a afirmação do ex-presidente FHC de que prefere enfrentar Lula nas urnas a vê-lo na cadeia ou trata-se de uma simples tropeçada do tipo "esqueçam o que escrevi" ou passa a impressão de ele não ver no oponente nenhuma conduta dita criminal a fim de que os demais ex-presidentes não corram também igual "risco".

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

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VIADUTO REBATIZADO

Os vereadores paulistanos demonstram que não têm nada a fazer pelos munícipes. Colocar o nome de dona Marisa Letícia, falecida mulher de Lula, num viaduto, por quê? O que essa senhora, enquanto viva, fez ao povo brasileiro? Ao que se sabe, vendia Avon, como tantas brasileiras vendem. E a primeira vez que se ouviu sua voz foi num áudio em que mandou as pessoas enfiarem as panelas no c... Pobre Brasil, feito de cabeças igualmente pobres e populistas. Espera-se que o prefeito João Dória vete essa excrescência, assim como a mudança do nome da Praça da Sé para Evaristo Arns. Pela sua trajetória, dom Evaristo ficaria feliz em ver seu nome na periferia, uma vez que sempre lutou em prol dos mais necessitados. Nunca é demais lembrar, senhores vereadores, que vocês foram eleitos para melhorar o município, e não é dando nomes a ruas, praças ou viadutos que farão isso. Que falta de criatividade. Isso cheira a puxa-saquismo. Poupem-nos de mais essa decepção. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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HOMENAGEM

No mesmo dia em que um patriota que dedicou a vida ao Exército e à Nação é exonerado esculhambado em público, a Câmara de São Paulo decide homenagear a esposa e cúmplice do maior assaltante do Brasil. Viva!

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo 

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CONFLITO ISRAEL-PALESTINA

Quando a autoridade palestina passou a recorrer à ONU para resolver o conflito com Israel, o presidente Donald Trump condenou o uso de medidas unilaterais e clamou pela negociação direta entre as partes beligerantes. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também advertiu que não aceitaria pré-condições dos palestinos para negociar um acordo de paz. Agora, o sr. Trump unilateralmente declara Jerusalém capital de Israel, criando pré-condição para um futuro acordo de paz, que Netanyahu criticava. 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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TRUMPALHÃO

Ninguém, em sã consciência, se envolve em tamanha confusão em tão curto espaço de tempo. Ao reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, Trump, numa provocação sem precedentes ao mundo islâmico, deve ter um objetivo estratégico secreto muito especial. 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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