Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2017 | 03h10

CORRUPÇÃO

Presidenciável condenado

Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a nove anos e seis meses pela Justiça em primeira instância, percorre o Brasil em flagrante antecipação de campanha eleitoral, lançando infundados ataques ao Ministério Público, à Polícia Federal e ao Poder Judiciário. E nesses gestos de desespero vai construindo sua absurda narrativa de perseguição, de golpe e de vitimismo. Nada, porém, que me espante. Ou alguém esperaria ouvir de Lula um discurso em defesa das instituições, do Estado de Direito, quando ele próprio e sua turma respondem por terem cometido graves ilícitos? O que, de fato, me espanta nessa história toda é o amparo que Lula e o PT ainda encontram em parcela da sociedade: como podem 30% dos eleitores brasileiros optar por um réu condenado, em vez de confiarem nas instituições do Brasil?

ELIAS MENEZES

elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

Feliz banho de sol

Ninguém em sã consciência acredita que Lula da Silva lidere as pesquisas eleitorais para presidente em 2018. Lula é passado. É história. E história triste, diante do que ele e seu partido aprontaram com o nosso país. Há notícias de que o já sentenciado ficou acabrunhado depois que foi estabelecida a data para o julgamento em segunda instância da pena que lhe foi dada pelo juiz Sergio Moro e que o partido já pensa num plano B. Faz-me rir... Conforta-me, e creio que também a milhões de brasileiros que desejam um Brasil livre da corrupção, saber que essa turma já era. E não adianta espernear. Feliz banho de sol.

JEOVAH FERREIRA

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

Hecatombe

O PT quer porque quer achar alguma forma de Lula voltar ao poder. Insiste em destruir totalmente o Brasil. Até mesmo os nazistas perceberam ter perdido a guerra. Os petistas, nem isso. Que horror!

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Vira-lata

Um eventual ficha-suja participando da eleição presidencial representaria o ápice do nosso “complexo de vira-lata”, expressão do genial escritor Nelson Rodrigues, que definia o brasileiro como um “narciso às avessas, que cospe na própria imagem”. Tal casuísmo eleitoral seria a derrota vexatória da autoestima nacional e chancelaria a nossa sina, desde a colonização, de terra sem lei, onde imperam os criminosos. Lula, o condenado, não é mais o caminho. Lula, hoje, é a pedra no meio do caminho.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

Surrealismo

Lula afirmou que, sendo ou não candidato, vai virar o País de cabeça para baixo. Bem, isso ele e o PT já fizeram: quebraram o Brasil, trouxeram a inflação de volta, produziram milhões de trabalhadores desempregados com uma gestão catastrófica da economia, alinharam-se a ditadores comunistas e montaram uma rede de corrupção como nunca antes se vira na História deste país. Vivemos uma realidade surrealista, em que um político condenado sai pelo País em campanha, deturpando os fatos e enganando novamente boa parte da população mal informada. Vaidade extremada e saudade do poder, sim; amor pelo Brasil, definitivamente, não.

ARI GIORGI

arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

De roubos

Estranho Lula ter dito há dias que a Operação Lava Jato recuperou pouco do que foi roubado. Porque somente o verdadeiro ladrão pode saber o quanto foi roubado...

CELSO ÁLVARES LEITE

celso@celsoleite.com.br

Limeira

A preço módico

Estão todos convidados para o “dia da revolta”, em 24 de janeiro vindouro, em Porto Alegre (RS). Sob o comando de José Dirceu, guerreiro do povo brasileiro, armado até os dentes com notas de R$ 50, sanduíches de mortadela e tubaína. Ao final, grande sorteio de brindes entre todos os participantes.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Pedra no sapato

Será que o PT está mesmo tão empenhado em manter o Lula candidato? Será que toda a gritaria e conclamação à revolta não é só para jogar poeira nos olhos dos apoiadores, ainda crentes em razão de sua pobreza, e não do seu raciocínio? Há muito ele deixou de ser “o cara”, pode ter-se tornado uma pedra no sapato e ninguém no partido tem coragem de dizer que o rei está nu. Talvez as cabeças pensantes mais independentes do PT estejam ansiosas para Lula sair do jogo (já puseram Dilma de escanteio), a fim de se livrarem da lama da bandalheira. Afinal, quem não gosta de um bom banho?

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

Pena maior

Por que o rebuliço pela marcação do julgamento de Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4)? É para ser julgado, ou não? Todos os outros brasileiros podem ser julgados, mas o “deus” Lula, não? Outra coisa: foi o próprio acusado que recorreu. Recorreu para quê? Aliás, não devemos esquecer que o Ministério Público pediu o agravamento da pena dele, o que, se acatado, será muito pior para o “cara”. O que precisam, isso sim, ele e sua turma é parar de afrontar a Justiça Eleitoral com sua campanha antecipada, enganando os brasileiros incautos.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Plano de fuga?

Parece que o chefão está agendando uma viagem à África para janeiro, talvez para pedir asilo político a algum dos tiranetes que “ajudou” com nosso dinheiro. Das duas, uma: ou não o deixem viajar e o prendam logo, ou não lhe permitam que regresse.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem (Ateal), Claudia Castro Cortinas, Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (Ceciex), cônsul-geral da República Federal da Alemanha em São Paulo e seu time de funcionários, Adalto Advogados, Equipe da Escola LF, ExpressPacK, Francisco Paes de Barros, Gilberto Natalini, Humberto Schuwartz Soares, Instituto Millenium e José Alcides Muller.

“O Pinóquio de Caetés vai continuar mentindo e enganando o povo, mas só até 24 de janeiro 

de 2018, o dia da verdade. Chega de papo-furado!”

ROBERTO HUNGRIA / ITAPETININGA, SOBRE O JULGAMENTO EM SEGUNDA INSTÂNCIA DO MAIS HONESTO

cardosohungria@gmail.com

“Apenas queria lembrar ao STF que amanhã, 16 de dezembro de 2017, a censura ao ‘Estado’ completará 3 mil dias”

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE A, DIGAMOS, DISCUTÍVEL LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL

rtwiaschor@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OS PARTIDOS E A REFORMA

O debate sobre a aprovação da reforma da Previdência está tendo uma serventia: demonstrar a inutilidade dos partidos políticos. É revoltante pagarmos bilhões para manter essas organizações e ainda sermos obrigados a assistir a este espetáculo grotesco de nossos inúteis representantes, que, ignorando decisões partidárias, buscam exclusivamente salvar a própria pele. O Congresso Nacional hoje é uma casa mal assombrada, frequentada por figuras dantescas e repugnantes, que humilham nossa cidadania. 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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A PROSPERIDADE NA ESCASSEZ

Podem esperar que, se a reforma da Previdência não vingar, o PT voltará com força ao poder, porque a economia não terá como prosperar. Isso é tudo o que o PT de Lula quer, bem como todos os partidos de esquerda, pois são partidos que só prosperam quando a escassez toma lugar. Sem reforma, o Brasil deixará de ser um país confiável para investimentos tanto nacionais como internacionais. Quem não acredita não queira esperar para ver. Quem acredita, reze para que seja eleito em 2018 alguém com ideologia liberal, que ponha a reforma da Previdência na agenda e que tenha amplas condições intelectuais, habilidade política, capacidade de liderança e muito preparo para continuar com a agenda reformista, e que tenha uma visão moderna para acompanhar o mundo desenvolvido. Se não for assim, a saída, para quem puder, são os aeroportos internacionais. Para quem não puder ou não quiser, dê adeus às ilusões. Toda esta maldição de país atrasado e subdesenvolvido vai continuar até o dia em que todos acordarem, mas daí já será tarde demais. A hora é agora! 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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QUE JOGO É ESTE?

A declaração do líder do PMDB no Senado, Romero Jucá, de que o projeto de reforma da Previdência somente seria votado em fevereiro de 2018 - negada pelos líderes do governo após o mercado fechar em baixa e o dólar subir -, deve ter produzido lucros altíssimos para quem "adivinhou" o que ocorreria. Quem ganhou com, vamos dizer, esses "desencontros de opinião"? Faltou orquestração ou o objetivo era esse? Essa é a pergunta.

Luiz Medeiros medeiros0208@gmail.com

São Paulo

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REFORMA TOTAL E IRRESTRITA

Pode o governo querer. Pode a imprensa apoiar. Pode o mercado apostar. Mas nenhum brasileiro em sã consciência aprovará uma reforma da Previdência em que alguns brasileiros têm mais privilégios do que outros, porque a velhice, como todos nós sabemos, chega cheia de experiências, mas de doenças também, e com um país cujos impostos em remédios passam de 50%, fazendo com que a maioria dos aposentados deixe de se alimentar para se medicar, sabendo que essa dificuldade jamais chegará à vida de determinados "privilegiados do funcionalismo público", não dá. Os impostos pagos a duras penas ajudam a pagar pelo privilégio de uma minoria, mas que está deixando o Estado falido e engessado. Se a reforma da Previdência não for total e irrestrita, jamais terá o apoio da população brasileira, porque "todos somos iguais perante a lei". Ou não?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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COMUNICAÇÃO

Os brasileiros sabem de fato como funciona a lei para a aposentadoria de um suplente de senador, por exemplo? Em primeiro lugar, esse cargo de suplente deveria ser extinto, assim como o foro privilegiado. Mas nossos parlamentares fazem cena quando fingem que, votando contra a reforma da Previdência, estão votando a favor do povo - mentira. Basta um suplente exercer o cargo por seis meses e ele terá direito a regalias vitalícias: atendimento médico e odontológico para seu cônjuge e seus dependentes, no valor de R$ 33 mil, além da aposentadoria e pensão civil para a família. O governo comunica-se muito mal com a população. Enquanto isso, Lula ganha as ruas pregando o terror na mesma população sobre a reforma da Previdência, mas não diz a eles que recebe pensão como anistiado, além de sua aposentadoria de presidente, de cidadão sem dedo, etc. Lula, que se diz defensor dos pobres, não gostaria de doar sua aposentadoria de anistiado aos mais pobres? Dessa forma, poderia fazer seu discurso virar prática. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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INGENUIDADE

É equivocada a ideia divulgada por setores da mídia e pelas redes sociais de que o sistema previdenciário seria superavitário se o governo cobrasse, de fato, as grandes empresas devedoras da Previdência. É preciso ficar claro, para quem ainda não sabe, que entre os maiores devedores - apenas para mencionar alguns exemplos - encontram-se as aéreas Varig, Vasp e Transbrasil, empresas inativas há muito tempo e que, portanto, não pagarão seus vultuosos saldos devedores. Somam-se a isso os fatos de que, não só não existem bens pessoais de donos ou herdeiros suficientes para quitar essas dívidas, como, no Brasil, ninguém vai preso por faltar com o INSS. A reforma da Previdência é questão estrutural urgente, com efeitos no curto, médio e longo prazos. Cobrar os maus pagadores - ação necessária sob os aspectos moral e legal - é outra história. Evocar esse argumento como justificativa para não apoiar a reforma é, no mínimo, ingenuidade. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CARGOS POR VOTOS

São tantas as distribuições de cargos que Michel Temer faz pela aprovação da reforma da Previdência (o que, todos sabemos, custa caro para os cofres públicos) que de vez em quando fico perguntando se ela é, realmente, tão deficitária quanto apregoam.

Maria do Carmo Z. Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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ALVO ERRADO

Que a reforma da Previdência precisa acontecer, e rápido, só um perfeito idiota é contra, além daqueles que querem que o Brasil se lasque. O interessante é ver as pessoas se posicionando contra o presidente que é obrigado a comprar apoio para atender a uma necessidade para a Nação e nenhuma bronca contra os congressistas que só votam para melhorar o País caso sejam bem remunerados. Que inversão de valores. Isso só acontece graças ao nosso regime político. A maneira de resolver isso é votar, depois de muito estudo, para os cargos do Executivo e anular o voto para o Legislativo, que é a base dos partidos.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais 

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DE URETRAS E REFORMAS

Por causa de nova obstrução na uretra, Michel Temer foi levado a uma nova cirurgia. Igualmente, no Congresso Nacional, a provável rejeição da reforma previdenciária tem levado o presidente a uma nova cirurgia nos cofres públicos, com mais e mais emendas parlamentares. O governo está mais atordoado com esta reforma do que barata tonta. O senador Romero Jucá (PMDB), da base do governo, havia adiantado que a votação da reforma ficaria mesmo para fevereiro de 2018, e foi desautorizado pelo presidente Temer. 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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NO HOS(PT)AL

Temer que se cuide, isso é macumba! Contra "o golpe", é claro.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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O PSDB E A PREVIDÊNCIA

É curioso observar como o PSDB não tem visão de quem são seus eleitores e faz o possível para perdê-los. É evidente que é a classe média que vota no partido, excluindo-se o funcionalismo público, que vota pela continuidade do aparelhamento realizado pelo PT. Os eleitores do PSDB estão cada vez mais conscientes de que o desequilíbrio atual entre as aposentadorias públicas e as privadas levará inevitavelmente à bancarrota de todo o sistema e que este início de reforma é indispensável. Sabotar Temer votando contra o projeto irá afastar a grande maioria dos eleitores do partido e decretar o seu fim. Além disso, já que Geraldo Alckmin fez uma declaração pública de que apoia a reforma da Previdência, se o seu próprio partido votar contra, ficará provado que quem não tem liderança dentro de seu próprio partido - do qual é presidente -, como poderia liderar o Brasil, se for eleito? Realmente, estratégia não é o forte dessas pessoas e cada passo que dão mostra essa falta de visão. Temos de encontrar outra solução para 2018, vamos torcer para isso.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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CAMPANHA PROBATÓRIA

Alckmin precisa entender que, para boa parte do eleitor de centro, que ele precisa conquistar em 2018, o posicionamento do PSDB na votação da reforma da Previdência é muito mais do que o voto em questões fundamentais para a correção de rumo da economia brasileira. Estará em jogo a capacidade de liderança de Alckmin em nível federal e, portanto, sua capacidade de exercer com efetividade a Presidência da República num ciclo em que o Executivo federal não terá como fugir de uma série de duras reformas, inclusive um aprofundamento da reforma na Previdência.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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PAPO NO CAFEZINHO EM BRASÍLIA

Geraldo Alckmin precisou passar a noite no Distrito Federal, na semana passada, e foi hóspede de um deputado que informou à sua secretária que o dr. Geraldo iria dormir e sair cedo. No dia seguinte, a secretária avisa o deputado: "Ninguém dormiu aqui, a cama está arrumada". "Este é Geraldo", afirmou o deputado; "arrumou a cama e saiu cedo". Sempre digo aos amigos que, se quiserem mudar o mundo, comecem arrumando a própria cama. Reflexão para pôr a casa em ordem.

 

Paulo Cerciari paulocerciari@superig.com.br

São Paulo

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DIACHO DE DEMOCRACIA

O questionamento do jornalista José Nêumanne ("Mas que diacho de democracia é esta?", 13/12, A2), sobre a autoridade do PSDB para atropelar uma lei popular, é bem oportuno. Parabéns! Bem, quanto a FHC, já deveria ter sido interditado após o seu primeiro mandato. Mas o PSDB deve estar se sentindo o máximo por ter seu fora-da-lei preferido perdoado pelo Senado, com o beneplácito do Supremo Tribunal Federal (STF). Restou autorizada a falta de decoro, e outras coisas mais. Infelizmente, temos poucos comentando e divulgando estas grandes besteiras feitas por nossos "nobres" políticos, sustentados a peso de ouro. Mais Nêumannes, por favor!

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

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O JULGAMENTO DE LULA

Conforme noticiado, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) marcou o julgamento do ex- presidente Lula para 24 de janeiro de 2018. Por outro lado, a defesa de Lula tem reclamado muito do ritmo acelerado da Justiça na ação contra o ex-presidente e dito que tudo se trata de uma perseguição política. Esse julgamento, na verdade, será uma oportunidade única para o ex-presidente Lula provar que ele é a pessoa "mais honesta" deste país, pois quem não deve não teme.   

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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'O CARA' DE SORTE

 

Lula, como disse Obama, é "o cara". E eu acrescento: "de sorte". Num Brasil onde a Justiça é lerda, o julgamento do seu processo em Porto Alegre foi ligeiro, será em 24 de janeiro de 2018. É "de sorte" porque, longe da perseguição de Sérgio Moro, terá a oportunidade de, como o homem "mais honesto" do Brasil e com excelentes advogados, provar a sua inocência para, sem restrição do Tribunal Superior Eleitoral, se candidatar e ser eleito presidente pela terceira vez.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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NÃO FALHA

De acordo com os petistas e aliados, o processo contra Lula tramitou mais rápido do que os demais processos da Operação Lava Jato, e estão criticando o trabalho dos nobres magistrados, pessoas dignas e competentes. Mas eu ainda acho que os três habeas corpus concedidos pelo ministro do STF Gilmar Mendes a seu compadre Jacob Barata Filho tramitaram muito mais rápido e venceram essa parada. Enfim, quem pagou os "pixulecos" (Marcelo Odebrecht) foi condenado e já cumpriu a pena, e em breve sairá da cadeia, enquanto quem recebeu os "pixulecos" continua livre, leve e solto, zombando da nossa cara. Mas, como diz o ditado, a Justiça tarda, mas não falha. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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QUESTÃO DE LÓGICA

Se o seu cliente é inocente, você acredita piamente nisso, mas ele foi julgado culpado em primeira instância, não seria lógico querer que o processo fosse julgado celeremente pela segunda instância? Pela chiadeira da banca jurídica e dos apoiadores de Lula, ninguém está acreditando patavinas na inocência do mais inocente dos brasileiros. Óbvio  uLULAnte! 

Claudio Juchem csjeduca@gmail.com

São Paulo

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INOCENTE

Um velho ditado popular: "Quem não deve não teme". O julgamento do ex-presidente Lula, marcado para 24 de janeiro - o que é motivo de esperneio petista -, é a solução mais rápida para o homem mais honesto do Brasil provar sua inocência.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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A INTENÇÃO DA JUSTIÇA

Os políticos em geral, críticos e agregados ao PT, alegam nas suas afirmações que o fato de terem marcado antecipadamente a data de julgamento de Lula, "o cara", como é mais conhecido, foi com a intenção de considerá-lo culpado dos supostos crimes por ele cometidos, e desta forma proibi-lo de se candidatar a presidente em 2018, em face da Lei da Ficha Limpa. Isso, aliás, foi muito dito e divulgado por ele durante sua peregrinação pelo País, já em campanha política - o que é sabido não ser permitido, mas vivemos no Brasil, onde pode tudo e quem deveria fiscalizar finge não ver, muito menos saber, por interesses escusos e por apoio. Sem dúvidas, deve haver muitas pessoas no nosso meio que podem estar pensando como eu, que não poderia ser uma intenção inversa a esta, já que vivemos no País em que sempre se dá um jeitinho para tudo.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PESADELO EM 2018

A chance de Lula ser absolvido em janeiro é mínima, são quase certeza a condenação e o aumento da pena. O que seria exemplo para toda a sociedade e para a classe política vai se transformar num pesadelo nas eleições, pois o TSE pode permitir a candidatura de Lula mesmo condenado em segunda instância. Temos leis neste país, mas temos sempre lacunas, atalhos que são usados por advogados para neutralizar as punições, e não existe o mesmo recurso para quem julga, pois se utilizam apenas da lei, do artigo. As armadilhas da defesa para livrar o acusado que pode pagar muito caro foram criadas pelos próprios políticos e a Constituição é uma obra inacabada que sempre deixa o porém, a maldita conjunção dar a palavra final. Se Lula for candidato, deve vencer as eleições - o povo humilde teima em não acreditar nas provas e evidências de um governo corrupto que tomou conta do País por 13 anos -, mas como vai governar sem o apoio dos partidos de oposição e sem a "grana" das empreiteiras, da Petrobrás, da Eletrobrás e do BNDES para comprar apoio político?

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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PRECISAMOS QUE SEJA RÁPIDO

Sobre o texto "Discurso pronto", de Vera Magalhães ("Estadão", 13/12, A6), a quem interessa a incerteza com relação ao papel que Lula desempenhará nas próximas eleições? Com certeza a ninguém, senão a ele mesmo, que se comporta como candidato, assume o papel de perseguido injustamente e, de forma inconsequente, mente e distorce tanto seus feitos como as ações do atual governo, prometendo ainda o que ninguém - muito menos ele - tem condições de cumprir, criando cizânia e vendendo-se como salvador perante a população! Justo ele, que é o maior responsável pela situação que atravessamos tanto pelas alianças que construiu para colocar e manter o lulopetismo no poder como pela destruição de nossa economia provocada pela "nomeação" de seu "poste" como presidente! E nem o estou considerando culpado por crimes que eventualmente ele tenha cometido ou deixado de cometer em seu favor e que ainda não têm decisão definitiva do Judiciário a respeito. E, com a falta de definição sobre sua culpa/pena, ele vai vendendo a imagem que lhe convém e impedindo que as "forças políticas" tracem suas estratégias para as próximas eleições, gerando insegurança no País... Precisamos de uma decisão do Judiciário - que o favoreça ou não! - o mais rápido possível, e a aceleração das ações em que está indiciado ou condenado é plenamente justificada, não só em termos políticos como em termos legais, uma vez que, dada sua condição de idoso, deve ter tratamento preferencial quando processado judicialmente.

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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ATENDIMENTO PRIORITÁRIO

Em 2003, no Dia Internacional do Idoso (1/10), o presidente Lula sancionou o Estatuto do Idoso. Seus 119 artigos formam um guarda-chuva de garantias legais que a sociedade devia aos idosos. Protege e garante direitos como, por exemplo, a prioridade de tramitação de processos na Justiça. Ao não prevalecer a ordem cronológica dos processos em andamento, permite celeridade para garantir que os processos dos idosos sejam julgados com mais rapidez. Essa regra geral é aplicada pela Justiça, constando uma tarja de identificação em processos para pessoas com mais de 60 anos. Isso posto, aguardemos o julgamento do processo de Lula, em segunda instância, no próximo dia 24 de janeiro.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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PERDIDO NO PALANQUE

Considerando as últimas falas de Lula nos seus discursos, já é possível entender, no caso de ele não ser preso, que uma junta médica pode considerá-lo inimputável. Perdeu o juízo!

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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LULA EM 2018

O Brasil é um país surreal (que pertence ao domínio do sonho, da imaginação, do absurdo). Um país onde alguém que deveria estar na prisão pode não só concorrer, como ser eleito presidente...

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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30 ANOS DEPOIS

Depois de 30 anos, marca de um Brasil, retrógrada, entre 2 milhões a 2,5 milhões de pessoas que tinham recursos aplicados na poupança e que foram lesadas com menor correção monetária com relação à inflação apurada nos Planos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor1 (1991), finalmente, selaram um acordo. E serão ressarcidas, ou indenizadas, com valores devidamente corrigidos, somente aquelas que entraram com ação na Justiça. Os poupadores com valor até R$ 5 mil vão receber à vista. Os demais, com valores acima de R$ 5 mil, vão precisar de mais paciência, já que a devolução será em parcelas, no máximo seis semestrais. Mas triste é constatar que 20% destes poupadores já faleceram, apesar de os direitos serem repassados aos seus herdeiros. Porém fica a questão: quando teremos o nosso Judiciário julgando as ações de interesse público com mais celeridade?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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A MONTANHA PARIU UM RATO

Gostaria de saber como se sentem os "sábios" que apregoavam o risco sistêmico ou mesmo a quebradeira de bancos com o pagamento das famigeradas diferenças dos planos econômicos, inclusive o ex-ministro José Serra, que defendeu a posição dos bancos. Falavam em R$ 150 bilhões de desembolso, e agora, na hora da verdade, esse total monta em apenas R$ 12 bilhões, parcelados em até 36 meses! É de registrar que os cinco maiores bancos envolvidos nessas diferenças lucram por ano cerca de R$ 60 bilhões e que R$ 12 bilhões são tão somente 20% desse valor. Por outro lado, apenas um desses bancos estava negociando no mercado, conforme publicou o "Estadão" nesta semana, R$ 2 bilhões em créditos podres, muito provavelmente decorrentes da avalanche de crédito que enfiou goela abaixo, a juros altíssimos, a pessoas sem condições de pagar. Vai negociar a valores pífios. Bem feito.

Eduardo Domingues domingueseduardo@uol.com.br

São Paulo

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O ACORDO DAS QUIRELAS

Sou um dos poupadores que teve planos e sonhos aviltados pelos governos daquela época em que o governo Collor promoveu o maior sequestro financeiro jamais visto ou divulgado. As perversidades financeiras praticadas contra a sociedade brasileira foram gigantescas; a perplexidade tomou conta do País e o povo não pôde contar com as necessárias ações da Justiça a fim de ter preservados e garantidos seus direitos relativos às suas finanças. Até mesmo o Supremo Tribunal Federal se curvou ao sistema cominado pelo inescrupuloso Poder Executivo daquela época; não teve o alento necessário para julgar as ações judiciais, que até o dia de hoje se encontram arquivadas ou engavetadas. Agora, segundo os termos do acordo realizado sobre a correção das poupanças, só nos resta receber as quirelas do nosso "rico dinheirinho", porquanto a parte absoluta ficou nos cofres dos bancos. Esse acordo significa apenas uma escapatória indecente e serve para "limpar a barra" do STF, que, dessa forma, se exime de fazer com que direitos sejam preservados. Finalizando, fico a imaginar como pode um sujeito que causou tanta tristeza ao povo brasileiro ser eleito senador da República do Brasil!

Waldir Pereira walper.indaia@gmail.com

Vinhedo 

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AINDA ESPOLIADOS

Os poupadores dos planos econômicos tiveram uma vitória e uma derrota neste acordo firmado após décadas de protelações.  A vitória foi a efetivação do acordo após um longo enfrentamento com o poder econômico e o lobby dos bancos que insistiam no calote aos correntistas. A derrota, entretanto, está sendo no valor que os bancos querem pagar a seus poupadores, que, na maioria dos casos, é 20% do montante a que temos direito. Imaginem se fosse ao contrário, ou seja, se o pobre correntista devesse ao banco. De quanto seria esse ressarcimento? Sem dúvida, uma fortuna incalculável. São dois pesos e duas medidas. O STF e a Advocacia-Geral da União (AGU) precisam entrar nesta questão e tornar este acordo mais justo e exequível. Não é possível que após tanto tempo de espera ainda sejamos espoliados nos nossos direitos.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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E A 'IMPROCEDÊNCIA'?

Li a matéria do sr. Fabrício de Castro ("Acordo liberará até R$ 8 bilhões em 2018", "Estado", 13/12, B7) e restou-me uma pergunta relativa ao acordo firmado quanto aos expurgos inflacionários da caderneta de poupança. Oras, como ficam as pessoas que no tempo oportuno entraram com a ação e obtiveram como resultado a improcedência? Que recorreram e ao recurso foi dado improvimento? Muitas ações não chegaram ao STF, morreram logo no Tribunal de Justiça, quiçá no Superior Tribunal de Justiça. Qual a sensação de justiça terão essas pessoas, vez que a pretensão está envolvida pela coisa julgada?

Maria de Lourdes Ribeiro mlourdes531900@gmail.com

Osasco

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VIADUTO MARISA LULA

Escárnio total: nomearam um viaduto em São Paulo com o nome de Marisa Letícia, falecida mulher de Lula. Qual a justificativa para tal ato? O que fez ela para merecer tal homenagem? Não me lembro dela, quando primeira-dama, exercendo uma atividade sequer semelhante às que as primeiras-damas que a antecederam fizeram. O que sei dela, além das palavras de baixo calão que usava a todo momento, é que conseguiu amealhar uma fortuna incompatível com suas "atividades", além de, como disse seu marido, controlar toda a atividade escusa da família. Isso é o motivo para nomear o pobre do viaduto, que não pode se defender de tal impropério?

Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

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CHICO E A VOZ DO POVO

É uma pena que gente inteligente como o cantor Chico Buarque, que diz que "nos bairros chiques por onde caminho, no Rio, as pessoas me xingam e me mandam pra Cuba", aprove os números econômicos de Dilma Rousseff e Nicolás Maduro. E, caro Chico, por que não atende aos apelos do povo?

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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MUNDIAL DE FUTEBOL

Ficou provado esta semana no jogo Real Madrid x Al Jazira que árbitro de vídeo só serve para árbitros cometerem erros grosseiros com a ajuda da mais avançada tecnologia.

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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COPA SUL-AMERICANA

O cenário de guerra entre torcedores do Flamengo e do Independiente, na quarta-feira no Rio de Janeiro, lembra mais os tempos da pedra lascada do que o século que estamos vivendo. Brasil e Argentina precisam urgentemente se atualizar.

 

Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

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O POVO BRASILEIRO

É difícil de imaginar o que leva grupos de brasileiros a chorar copiosamente pela derrota do time de futebol da sua paixão e, por outro lado, se manterem impassíveis diante dos vultosos recursos desviados por políticos e empresários corruptos que impedem que grande parte daquela mesma população de fanáticos não disponha de saneamento básico, de um nível de educação melhor em termos internacionais, não consiga ser atendida em emergências hospitalares por falta de médicos, ter insumos mínimos e remédios e esteja gradativamente perdendo o direito de ir e vir. Estará a explicação histórica na extensa obra de João Ubaldo Ribeiro "Viva o Povo Brasileiro"? 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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