Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2018 | 03h02

CRIME E VIOLÊNCIA

No Rio de Janeiro

Na Cidade Maravilhosa, tiroteios diários, policiais mortos, balas perdidas atingindo inocentes, corrupção endêmica, ex-governadores e outros políticos presos, hospitais sem condição de atendimento, legados da Copa do Mundo de Futebol de 2014 e da Olimpíada de 2016 em deterioração, economia pré-falimentar, favelas – perdão, “comunidades” – dominadas pelo tráfico de armas e drogas... Mas o carnaval vem aí e todos pularão de felicidade! Hipocrisia e alienação. Oremos.

SERGIO CORTEZ

cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

Mas é carnaval...

Em janeiro, a cidade do Rio de Janeiro, que será palco do maior espetáculo da Terra, registrou mais de 600 tiroteios, muitos mortos e desespero de gente que só quer trabalhar e ser feliz. Qual será o fim disso? Mas, claro, tendo carnaval, como diz a música, a gente vai levando...

ZUREIA BARUCH JR.

zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

Populismo e corrupção

Credito a violência exacerbada no Rio de Janeiro a diversos fatores, sendo os principais o populismo dos ex-governadores Leonel Brizola e Sérgio Cabral e a corrupção desenfreada deste. Brizola impediu que as polícias fizessem incursões nas comunidades durante os seus dois mandatos, nas décadas de 1980 e 1990, e Cabral dilapidou os recursos públicos indispensáveis para a eficácia da segurança pública. É bom lembrar que a corrupção desencadeia a miséria e a violência. O Brasil convive diariamente com 165 assassinatos e 130 estupros, sendo considerado como um dos países mais violentos do mundo.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

Guerreiros abatidos

Diariamente deparamos com algo que se vem tornando comum no Estado do Rio de Janeiro, o assassinato brutal de agentes de segurança, especialmente policiais militares. Somente no mês de janeiro de 2018 foram contabilizados 14 PMs mortos. Simples estatística? Não, triste realidade. De fato, o já apelidado de “PMcídio” não se caracteriza como uma nova tipificação penal, mas, sim, como um qualificador do crime de homicídio simples, previsto no artigo 121 do Código Penal Brasileiro. O “PMcídio” está listado no parágrafo 2.º, VII, desse mesmo artigo, editado pela Lei 13.142/15, que o tornou crime hediondo. A triste realidade de hoje é que está aberta, por tempo indeterminado, a temporada de caça aos agentes públicos, estes reféns da criminalidade e literalmente sobrevivendo dia após dia nas ruas da cidade. Assim, diante da atual crise que nos vem assolando, não há como deixar de mencionar que esses homens e mulheres são verdadeiros guerreiros, pois mesmo sem recursos doam a vida deles para preservar a nossa. Assim, o “PMcídio” tornou-se insustentável em nossa sociedade. Devemos agir já para rechaçar o poderio crescente da criminalidade, pois, do contrário, estamos fadados ao caos.

WILLYAN SYLVIO SANTOS DIAS

willdias96@gmail.com

Rio de Janeiro

Como galinhas

O governador do Rio de Janeiro afirmou recentemente que no Estado se matam policiais militares como se mata galinha. Só este ano já são 14 policiais assassinados pela bandidagem. Sabe-se que o epicentro da violência está no tráfico de drogas e que a polícia faz trabalho de enxugar gelo, ou seja, prende e a Justiça solta. A política atual é a de inibir cada vez mais o trabalho da polícia. A ordem do dia são os direitos humanos do bandido. A morte de policiais, algo gravíssimo, de tanto se repetir, não causa mais clamor público.

MARCELO DE LIMA ARAÚJO

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

CORRUPÇÃO

A régua de Berzoini

Em mais uma demonstração de que está absolutamente desnorteado, o PT publicou em seu site um texto do ex-ministro petista Ricardo Berzoini, com o título Prendam-no, é o que restou fazer. O escrito refere-se ao ex-presidente Lula da Silva, condenado a 12 anos e 1 mês de reclusão pelo Tribunal Federal da 4.ª Região (TRF-4). Delirante, e em meio a ataques à “burguesia”, Berzoini adverte que a prisão daquele que se compara a Abraham Lincoln e a Jesus Cristo, além de se dizer o “mais honesto” dos brasileiros, vai “agitar os pobres, os operários, as mulheres, os negros, os índios, os gays e as lésbicas”. Não entendi a lógica do petista: mais de 50% da população brasileira é constituída por mulheres e cerca de 53% dos brasileiros se dizem negros ou pardos. Será que todas as mulheres e todas as pessoas negras estão de acordo com as falcatruas de Lula? Na minha família, pelo menos, não. Nem no meu condomínio, tampouco no meu bairro. E o que dizer dos demais por ele nomeados? Desde quando ser pobre, operário, índio, gay ou lésbica implica estar automaticamente alinhado com as malfeitorias de quem passou mais de uma década em almoços e jantares regados a vinho do bom com a fina-flor da “buguesia” endinheirada, havendo dela recebido presentes caríssimos e toda sorte de mimos, em troca de favores espúrios? Berzoini, pelo visto, está mais perdido que cupim em metalúrgica, assim como boa parte dos “cumpanheiros”, que confundem essas pessoas referidas no texto com gente safada, sem-vergonha e cara de pau. Não deveria medir os cidadãos brasileiros por sua própria régua (i)moral!

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Novo cenário

Ainda neste ano, espero que em breve, o filme ora em cartaz será reprisado em outro cenário, Atibaia. O advogado de defesa de Lula apresentará os mesmos argumentos vazios? Qual será a pena? Apostas em aberto.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Pequeno detalhe

Conforme publicado, há um temor do comando do Congresso de que a volta do recesso seja marcada por atitude (mais) agressiva dos representantes do PT, motivada pela condenação de Lula, seu ídolo de pés de barro, que insiste, agora inutilmente, em vender uma imagem de honestidade postiça. Não se entende o motivo da preocupação, pois tal atitude de enfrentamento irracional é característica do partido, sempre que seus objetivos são confrontados. Seus fanáticos apóstolos não costumam praticar a saudável argumentação e o debate com o objetivo de resolver os problemas nacionais. Na verdade, eles são diplomados em dar sempre prioridade a questões partidárias e considerar o Brasil nada mais que um pequeno detalhe.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

“Crime organizado ou terrorismo? Os tiroteios na Linha Amarela são a clara demonstração de 

que não existe mais respeito pelo Estado legalmente constituído”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE CRIME E VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO

fransidoti@gmail.com

“Na minha opinião, o que as autoridades policiais reconhecem, mas não divulgam, é que nas 

atuais circunstâncias os territórios ocupados por favelas são absolutamente inexpugnáveis”

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), IDEM

ssoliveiramsm@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DESPERDÍCIO DE DINHEIRO PÚBLICO

Gostaria de sugerir uma "fórmula mágica" ao presidente Michel Temer para resolver de vez o desarranjo das contas do País e colocar a economia nos trilhos. Que tal, sr. presidente, o sr. pedir a todos os seus ministros que façam um corte real de 20% nas despesas de seus ministérios, incluindo cartões corporativos, despesas com viagens desnecessárias, funcionários fantasmas e mais uma série de gastos, como se fossem suas próprias casas? Isso poderia ser estendido também ao Congresso e ao Judiciário. Estas casas acumulam uma série de distorções que poderiam ser corrigidas e enxugadas, como, por exemplo, salários estratosféricos, auxílio-paletó, auxílio-moradia e mais uma gama enorme de auxílios imorais que revoltam qualquer cidadão deste país. Mas a falta de transparência não para aí, sr. presidente. Crie uma secretaria especializada em cortes desnecessários e o sr. irá se surpreender tanto que os gastos da Previdência serão "fichinha" perto do desperdício de dinheiro público que ocorre hoje em seu governo. Como diria o ex-presidente Collor, para fazer isso teria de ter "aquilo roxo". Faça isso e o sr. será o melhor presidente que este país já viu.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com 

São Paulo

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PREVIDÊNCIA

Por que não se comentam as condições de aposentadoria dos deputados, que são o que compromete a Previdência?

Gil de Carvalho gilde.iprj@gmail.com 

São Paulo

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"A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E A DIGNIDADE"

Nosso País, que nunca primou pela seriedade de seus governantes, atualmente se encontra em situação assemelhada àquela protagonizada pelo governo Dilma Rousseff. Em nome da reforma da Previdência, o presidente vem fazendo concessões, que já extrapolaram, de há muito, o limite da razoabilidade. A cada dia somos atacados por notícias provenientes do governo federal, que ofendem a nossa inteligência e tudo o que entendemos como minimamente razoável. Em defesa da aprovação da citada reforma, o presidente vem protagonizando um papel que não se coaduna com o cargo que ocupa. O episódio da posse da sua indicada para o cargo de ministra do Trabalho, já extrapolou todas as aberrações imagináveis. Enquanto a interessada postou nas redes sociais vídeo onde aparece em pleno passeio marítimo, jurando que não sabia que tinha que registrar um funcionário que lhe prestava serviços a mais de 12 horas diárias, o ministro secretário de Governo, defendeu a deputada atacando os que a criticaram, perguntando se queriam que ela usasse uma burca no passeio. A deputada federal na verdade jurou ignorar completamente a CLT, pilar do ministério para o qual foi indicada, enquanto que o ministro tentou um usar um argumento falacioso, que o colocou em pé de igualdade com a deputada. Não me lembro de ter visto um governo com um ministério de tão baixo nível, como esse escolhido pelo presidente Temer, o qual, por sua vez, em busca de aprovar a reforma da Previdência, vem engolindo cobras e lagartos. E o agravante dessa situação é que a indigestão, quem sofre somos todos nós. Também cumpre ressaltar que a referida reforma se faz necessária, pelo aumento da expectativa de vida do brasileiro, porém, até agora, o governo não conseguiu explicar para a população, claramente, a importância e a necessidade de cada um dos os fatores adotados no projeto de lei. Ontem, o "Estadão" (1/2, B1) publicou reportagem sobre os empréstimos irregulares, proibidos por lei, que a Caixa Econômica Federal (CEF), concedeu a Estados e municípios. Como agora a Caixa está tomando providências para suspender tais empréstimos, a área política já ameaça boicotar a aprovação da reforma da Previdência. Chega a ser surreal.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

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MAIS DINHEIRO PARA OS PEQUENOS

Não bastasse a criação de um fundo público eleitoral já determinado de R$ 1,7 bilhão, este vai aumentar vergonhosamente e indecentemente as verbas disponíveis, evidentemente sempre com o nosso dinheiro, em nada menos que R$ 888 milhões para 21 inúteis e paraquedistas partidos pequenos e médios, em comparação com os recursos obtidos nas eleições de 2014. Tudo isso sem considerar as contribuições recebidas diretamente pelos candidatos, em troca de gentilezas e favores a serem pagos futuramente após eleitos, embora tal procedimento esteja proibido. E, logicamente, por vivermos num país politicamente correto e idôneo, tenham a certeza de que tal determinação será totalmente acatada à risca, por serem políticos honestos. Né, não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

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POLÍTICA E DINHEIRO

Vamos combinar, desde a adoção do axioma "política se faz com dinheiro, dinheiro se faz com política", o enorme barulho feito pela oposição jamais rompeu o campo das reprimendas, o propósito sempre foi a pura e simples substituição de um grupo por outro com iguais intenções.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)

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HOJE O POVO QUER CORRUPTO?

Esta nova pesquisa eleitoral divulgada pelo "Datafolha" é de arrepiar e indignar aqueles brasileiros que primam e clamam pela ética nas nossas instituições.  Ora, como é possível que um corrupto já condenado em segunda instância e próximo de ser preso como é Lula, ter quase 40% da preferencia do eleitorado?!  Ou seja, o povo, se a eleição fosse hoje, conforme a pesquisa, com os 37% que o ex-presidente teria nas urnas, estaria elegendo um corrupto e formador de quadrilha para presidir o País! O mesmo que ajudou a quebrar o Brasil e promover 14,2 milhões de desempregados!  Ou seja, todo esforço do nosso Judiciário, do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) com a Lava Jato, prendendo centenas de corruptos, incluindo políticos, não significa nada para esses eleitores?!  É desolador! Lógico que até o pleito de outubro muita coisa vai mudar e bons candidatos vão se apresentar! Porém, é preocupante também ver em segundo lugar, com 18%, nesta pesquisa Datafolha, o radical e explosivo deputado Jair Bolsonaro, que inclusive é a favor da tortura, etc. Ou seja, com os 37% de Lula e mais os 18% de Bolsonaro, significa que a maioria dos eleitores brasileiros é a favor da anarquia, dos corruptos, se lixam para democracia, para o desenvolvimento econômico e bem estar social!  Que Brasil é este?!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos

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O VELHO DATAFOLHA

 

O jornalista J.R.Guzzo, nas páginas da "VEJA" desta semana (edição 2.567, de 31.1.18, pág. 58), sintetiza o que as pessoas com Quociente de inteligência (QI) normal pensam sobre o "Datafolha", diz ele que Lula, por ocasião das manifestações populares de março/2015, "acreditou no "Datafolha", cujas pesquisas diziam que não havia quase ninguém na Paulista". É isso aí! Todos sabem a quem o citado pseudo-instituto de pesquisas serve. E todos sabem o quanto ele tem errado ao longo dos últimos anos. Só não entendo por que muitos, inclusive da grande e séria imprensa, perdem tempo lendo essas bobagens que não valem para absolutamente nada, dada a sua notória parcialidade, sem contar os constantes equívocos que materializa. Jânio Quadros já dizia: "A pesquisa que vale é a das urnas!".

 

José Antonio Braz Sola jose.sola@globomail.com 

São Paulo

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ELEIÇÕES E PESQUISA ELEITORAL

As pesquisas eleitorais são interessantes, mas é muito cedo para levar a sério e acreditar nelas. Na verdade, tudo começa com a propaganda eleitoral e os debates públicos dos candidatos. Só sabemos os eventuais candidatos, em destaque Lula e Bolsonaro. Até lá, o "Datafolha" está promovendo Lula, Bolsonaro e o PT, como de praxe, se aproveitando da situação.

Jaime Eufrasio Sanches jaime@carboroil.com.br 

São Paulo 

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PÚBLICO, PRIVADO, DIVINO E ELEIÇÃO

Várias razões levam um indivíduo, uma família, uma cidade, enfim, pessoas de todo canto a formarem sua ideologia. É uma destas razões, num montante imensurável, a fé religiosa. Não há provas, por mais que se diga, na verdade o credo no divino é um dogma, a partir do qual decorrem várias normas. São normas religiosas, assim como existem normas deontológicas, normas de convivência, e por fim, normas legais e constitucionais, que criaram, estas últimas, o Estado de Direito. Entretanto, quando o gerenciamento da máquina estatal começa a incinerar valores da importância da moralidade e da probidade administrativas, as outras normas, que não possuem sanção jurídica, mas desordens diversas, começam a sobressair. É o que noticia a "Coluna do Estadão" (31/1, A4) ao anunciar que "Evangélicos e católicos se unem para eleição". Regras em comum são aquelas que vedam casamento entre pessoas do mesmo sexo, jogos de azar, e eutanásia, e ideologia de gênero. As regras religiosas têm um forte poder de persuasão. Talvez maior do que todas as outras normas, como se viu com o episódio das torres gêmeas sendo cortadas por aviões em chamas, naquele fatídico dia 11 de setembro. Claro, nossa maioria é católica e evangélica. Não lutam pelo reconhecimento de seu país, pela sobrevivência da nacionalidade. Mas não é descabida a preocupação com nossa Nação - laica pela Constituição - que defende mais os dogmas religiosos que as normas legais. Pouco importa se o candidato evangélico seja um grande empresário, como o dono da Riachuelo. João Doria tem demonstrado, à frente da cidade de São Paulo, que bem administrar o que é privado, não implica qualificação para cuidar do que é público.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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A VERDADE SOBRE LULA

Em resposta à notificação recebida da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre denúncias feitas pela defesa de Lula que apontavam uma suposta "perseguição" da Justiça brasileira contra o ex-presidente, o governo brasileiro deveria lembrar o organismo internacional de que o réu, além de ter todas as garantias fundamentais respeitadas, foi o principal responsável pela ascensão do chavismo na Venezuela, regime autoritário que vem desgraçando o país nas últimas décadas, submetendo o povo à miséria, à fome e a uma brutalidade sem precedentes, com apoio incondicional aos camaradas Chávez e Maduro, que tiveram suas campanhas eleitorais apoiadas e financiadas durante a duas gestões petistas com dinheiro do BNDES, via caixa 2 da Odebrecht, ajudando, assim, a solidificar a ditadura no país vizinho. É importante informar o alto comissariado da ONU para os Direitos Humanos de que o apoio de Lula não se restringiu apenas ao regime tirano da Venezuela, mas também quando se ajoelhou diante da ditadura dos irmãos Castro, que em 50 anos levou milhares de cubanos ao "paredón". É importante que a ONU conheça a verdade sobre Lula, para não se desmoralizar diante de tantos países que representa.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br 

São Paulo

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'JUSTIÇA VELOZ'

O colunista Eugenio Bucci discorre em seu artigo "Efeitos colaterais da Justiça veloz" (1/2, A2) sobre a desconfiança de setores da comunidade quanto a independência do Judiciário causada pelos julgamentos do impeachment da presidente Dilma e da condenação do ex-presidente Lula e aproveita para colocar suspeita numa eleição eventualmente sem o candidato Lula. Faz isso "na condição de pesquisador da comunicação social, particularmente interessado na qualidade dos debates próprios da esfera pública". Temo que escondido atrás do pesquisador ele tenha, na verdade expressado sua opinião pessoal sobre os temas. Deixando de lado o caso da ex-presidente por decurso de prazo, quero focar a condenação do ex-presidente. Diz ele que as pessoas não conseguirão entender uma condenação pela promessa de uma vantagem indevida já que "Lula não é dono do apartamento. Ninguém de sua família é. Nenhum deles usou o imóvel, nunca. Neste contexto o senso comum não consegue compreender porque uma pena tão pesada para um crime que jamais se consumou no plano dos fatos". Ora aqui cabe esclarecer ao articulista e às pessoas de senso comum que a condenação não ocorreu pelo fato de o ex-presidente ter a posse de um triplex. Este não é o crime e sim a prova dele. O crime foi a concessão de vantagens à empreiteira OAS em troca de favores pessoais. Este favor era o triplex. A materialização desta entrega está consumada sim, no comportamento de dono assumido pela família, que só mudou após, e em razão da divulgação do fato. Quanto ao fato de Michel Temer ter sobre si suspeitas concretas devo dizer que o que impede o presidente atual de ser processado é a lei e não a Justiça. Acho ainda que a ideia de a Justiça estar usando dois pesos e duas medidas se dá porque a atitude proativa dela é nova e começou por um lado. Este é só o começo e não a tendência, como o articulista insinua. Esta só poderá ser analisada no decurso da história. Ademais, para os filósofos e historiadores interessados, fica a lembrança de que Temer, Lula e Dilma estavam do mesmo lado.

Raul F. Pacheco de Toledo Barros raulbarros1946@hotmail.com 

Barueri

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E AS INSTITUIÇÕES?!

Com o devido respeito e admiração, peço licença ao professor e jornalista Eugênio Bucci para tecer alguns comentários acerca de seu artigo "Efeitos Colaterais da Justiça Veloz", publicado na edição de quinta-feira última (01/02) d'O Estado de S. Paulo (Espaço Aberto, página A2). "Quem tem compromisso com a democracia e com a ética, mesmo que considere justa ou legalmente sustentada a pena imposta ao ex-presidente (Lula), não deixa de levar em conta a vulnerabilidade da situação (das eleições deste ano)", afirmou o professor em sua coluna. Fiquei alguns minutos a refletir qual seria a base de sustentação para tal assertiva, afinal, parece-me que tal vulnerabilidade se consolidaria de fato no caso de um condenado em primeira instância disputar a Presidência da República com chances reais de assumir a chefia do Poder Executivo federal. No entanto, esta minha consideração, que creio ser compartilhada por grande parte dos leitores deste jornal, pouco importa aos olhos da lei, tal qual a opinião de Bucci acima reproduzida. Cabe à Justiça, na figura dos magistrados, absolver ou condenar Luiz Inácio da Silva somente com base nos autos, como haveria de ser com qualquer outro brasileiro na condição de réu. Assim o foi no caso do triplex e assim se espera que seja nos demais processos que o ex-presidente responde. Lula ainda recorrerá ao TRF-4, ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), ao STF, e até à ONU (!), deste modo, em caso de procedência de vício alegado pela defesa do petista, as devidas providências serão tomadas em âmbito jurídico. É isto que importa de fato, o fortalecimento das instituições segundo as atribuições que lhes são conferidas pela Carta Magna. Há que se destacar que este caso só tomou tamanha repercussão, evidentemente, por se tratar de Lula. As instituições que julgam Lula - as mesmas que colocaram Eduardo Cunha na cadeia - valem mais do que flutuações das intenções de voto medidas por um instituto. Estado de Direito, legitimidade, credibilidade e segurança jurídica são construídos com a observância da Constituição e das leis, bem como com o devido funcionamento das instituições. Muito me frustra que personalizem a interpretação deste momento histórico na figura de um ex-presidente. 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com 

Belo Horizonte 

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MALDITA GANÂNCIA

O artigo do professor e jornalista Eugenio Bucci, me desapontou.  Defende Lula no processo do triplex do Guarujá em que o ex-presidente foi condenado a nove anos e meio de prisão, pelo juiz Sérgio Moro e ratificado pelo TRF-4 em 24/1/18, com aumento da dosimetria da pena, em quase três anos de cadeia, em julgamento irrepreensível e de uma lisura sem precedentes. Complô entre os magistrados, como afirma o réu? Não, pena justa e merecida, pois as provas testemunhais e documentais, constantes nas 218 páginas do veredicto de Moro, não deixam dúvidas dos ilícitos praticados.  Portanto, se a mentira, a ganância e a sede de se perpetuar no poder não tivessem tomado conta de sua mente, hoje, o demiurgo de Garanhuns (PE), estaria disfrutando sossegadamente da "dacha" tropical de Atibaia e vislumbrando do alto do edifício solares a estupenda paisagem do Guarujá e o ir e vir das mansas "marolinhas".

Sérgio Dafré sergio_dafre@homail.com 

Jundiaí 

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JUS SPERNEANDI

Vejo como um autêntico "jus sperneandi" o artigo "Efeitos colaterais da Justiça veloz", de Eugênio Bucci, publicado no dia primeiro deste mês, no "Estadão". Entendo que pouco importa para os julgadores se o réu é candidato ou não. O que tem de prevalecer é o cumprimento da lei.

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br 

São Paulo

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FOI AZAR DO LULA?

O sr. Eugênio Bucci, ao fazer a defesa um pouco envergonhada do ex-presidente Lula no caso do triplex do Guarujá lança mão de um argumento no mínimo extravagante. Diz que "outros ex-presidentes ganharam favores iguais ou maiores do que Lula (quase) ganhou...". E que, por isso, "o povo se pergunta: algum desses ex-presidentes foi parar na cadeia?". E eu pergunto: Lula deu azar? Foi só isso? Ou o povo estará perguntando: puxa vida, o Lula não dizia que ele e seu PT iriam consertar o Brasil e acabar com todas as falcatruas? Como pode? 

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Ourinhos

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'BLABLALULLA'

Como dublê de Cristiano Zanin, o cronista deveria mostrar também um banner da banca de defesa...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CONTROVÉRSIAS

Com toda vênia, dr. Eugênio Bucci, um homem letrado, jornalista e professor tentar defender Lula, porque Temer também cometeu crimes ou porque outros presidentes não foram presos chega a ser uma posição ridícula de quem não acompanha o que aconteceu nos 13 anos do petismo.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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EFEITOS COLATERAIS DA JUSTIÇA VELOZ

Antes de escrever o artigo "Efeitos colaterais da Justiça veloz" (01/2, A2), teria sido muito bom se Eugênio Bucci tivesse lido a excelente opinião "Lula e o triplex que diz não ser seu", de Roberto Macedo, publicada na mesma data. Pergunto ao professor Bucci sobre algumas de suas afirmações (quem dera ele fosse responder…). 1) "Lula não é dono do apartamento": tirando Orestes Quércia, qual é o político que colocou seu nome nas propriedades que recebeu indevidamente? 2) "Nenhum deles (Lula e família) usou o imóvel, nunca": como poderia, uma vez que o apartamento estava em construção e, depois da entrega, as acusações já eram públicas? 3) "Outros ex-presidentes ganharam favores iguais ou maiores do que Lula": até concordo, mas, então, Lula deveria ficar impune? Perguntando diferente: um ladrão de bicicletas preso poderia alegar que deveria ser solto porque um ladrão de carros está livre?

 

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com 

Pouso Alegre (MG)

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JUSTIÇA VELOZ X TRIPLEX QUE NÃO É DE LULA

 

O artigo do sr. Roberto Macedo (1/2, A2) realmente não deturpa fatos como o do sr. Eugênio Bucci. Este sr. continua tendo lado e o pior lado. 

Paulo Ribeiro pauloribeiro634@gmail.com 

Cotia

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AFRONTA AO JUDICIÁRIO

A "tigrada" petista, de tanto afrontar o Judiciário brasileiro, recebeu um "recado" para que "baixe o tom". Ora, o dirigente do Movimento dos Sem Terra (MST), João Pedro Stédile - que já chamou o juiz Sérgio Moro de "merdinha" e "bundão" -, apoiado por "Narizinho", Gleisi Hoffmann, e o "arrogante lindinho", Lindbergh Farias, afirmou em alto e bom som que "aqui vai o recado para a dona PF e para a Justiça: não pensem que vocês mandam no País. Nós, dos movimentos populares, não aceitaremos de forma nenhuma que o nosso companheiro Lula seja preso". Afinal, são Stédile, Gleisi e Lindbergh que mandam no Brasil ou é o Poder Judiciário, apesar de se "curvar", algumas vezes, aos corruptos de plantão? Alguma coisa está errada! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

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OCULTA

Salvo engano, não vislumbrei, nestes últimos dias, "notícias" sobre a presidente do PT. Estaria a nobre senadora preparando alguma lambança? Ou escondeu-se? Seria vergonha?

José Perin Garcia jperin@uol.com.br 

Santo André 

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CASUÍSMO NÃO

Aleluia! Para ira dos petistas, oportuna foi a declaração da presidente do STF, Cármen Lúcia, quando diz que usar o caso Lula para revisar prisão em segunda instância seria "apequenar" o STF. E acrescenta: não será pautada em fevereiro e tampouco no mês de março. Perfeito! Chega de casuísmo nesta terra tupiniquim...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos 

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CONFIANÇA NO SUPREMO

Presidente do PT diz que País vive ruptura e que o STF "recolocará as coisas nos eixos" protegendo Lula. Seria tão bom se o cidadão comum tivesse no Supremo a mesma confiança que Gleisi tem. Dormiríamos tranquilos de que a Corte zelaria pelo cumprimento da lei, pelo combate à corrupção, incluindo a devida punição aos que a praticam. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo

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STF

A patética figura do ministro Gilmar Mendes, diante dos cidadãos que pagam seus soberbos salários e benefícios, é a real imagem do STF aos olhos do povo brasileiro.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 

São Paulo

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ACUSAÇÕES INFUNDADAS

Precisamos esclarecer: no debate de segunda-feira (29/1) no programa "Roda Viva", da TV Cultura, grandes nomes da ciência política atual discutiram a condenação do sr. Luiz Inácio. Um desgaste midiático que, a meu ver, não esclarece a população fanática e aculturada que compõe os eleitores do ex-mandatário. Afirmo isso, pois, indignado, ouvi atentamente as acusações contra o juiz Sérgio Moro feitas por um cidadão que se intitula professor de uma universidade, tentando provocar o magistrado, sabendo que não existe um tribunal de honra para o jornalismo (como as autarquias públicas federais, a OAB, o CRM, etc.). Moro teria de processar o cidadão judicialmente, como fizeram os juízes contra os incautos jornalistas que foram fazer denúncias sem provas documentais. Deu uma confusão que tiveram de abafar, pois os juízes estavam certos. O fato claro é que os juízes, desembargadores, professores titulares que são enquadrados no limite do teto salarial o são por interpretação errônea dos socialistas caçadores de marajás da época do ex-presidente da República de passado "zeliano". Ora, os professores da USP são injustamente descontados em subsídios conquistados por evolução na carreira docente, enquanto o governador não o é nem pode juridicamente. A confusão jurídica se estabelece por causa da acepção de palavras mal interpretadas, como salários e vencimentos ou subsídios, representações e honorários. Aqui, em São Paulo, um governador recebe R$ 26 mil de salário/vencimento e um professor titular, R$ 14 mil. Os subsídios, representações, sexta parte, quinquênios, etc. são computados como vencimentos, e o professor titular (que já colabora com 27,5% para o Imposto de Renda e 11% para a Previdência Social, embora aposentado) é descontado em seu salário como estando acima do teto. Por favor, sra. Cármen Lúcia, explique a estes apedeutas e fanáticos a situação dos desembargadores, juízes e professores, que está perfeitamente dentro dos artigos 37, inciso X do parágrafo 4 e do artigo 39 da Constituição federal, para que continuemos a acreditar na Justiça do Brasil.

Flávio Prada flavioprada39@gmail.com 

São Paulo

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ATUAÇÃO PARLAMENTAR

Pelo menos 313 deputados federais, ou 61% da Câmara, têm atuação parlamentar - em votações ou na elaboração de projetos de lei - desfavorável à agenda socioambiental, que envolve a preservação do meio ambiente, os direitos dos trabalhadores rurais e a defesa de comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas. http://ruralometro.reporterbrasil.org.br 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br 

São Paulo

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O SOFRIMENTO DO BRASIL

Para aprovar sua modesta reforma Previdenciária, o presidente da República faz de tudo: trava uma "batalha" verbal, amortecida pela liberação de polpudos recursos para convencer os "nobres" picaretas do Congresso Nacional a votar pela aprovação; continua apoiando a deputada Cristiane Brasil para o Mistério do Trabalho, mesmo após aquele vídeo "marítimo". Enquanto isto, o confronto com o crime organizado no Rio de Janeiro está matando civis e policiais a todo dia; os frequentes tiroteios fecham vias principais de acesso (linha amarela); o desemprego volta a aumentar, e o censo do Ministério de Educação (MEC) aponta que muitas escolas estão sem água, acesso à rede de esgoto e internet. Acorda Brasil.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com 

São Paulo

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'ÊNFASE NA EDUCAÇÃO'

Nós, os mais de 200 milhões de brasileiros, estamos carecas de saber que a educação é, foi e será sempre, a base de qualquer país desenvolvido, mas no Brasil, berço de politiqueiros, falastrões e amantes de poder, só se dá ênfase a educação em ano eleitoral, mais precisamente nos meses que antecipam as eleições, mas  na  prática, como agora, que o governo terá que cortar gastos, coisa de R$ 8 bilhões, a educação será uma das primeiras a ser descapitalizada, ou  será  que  não, que desta  vez, farão cortes significativos nas verbas de gabinetes da cambada de  vagabundos  que compõem o Congresso Nacional, que nada faz além de reivindicar verbas e mais verbas para vossas reeleições?

Arnaldo De Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br 

São Paulo 

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COTAS NO ENSINO SUPERIOR

O sistema de cotas raciais deveria ser extinto, aumentando-se para 50% a reserva de vagas para alunos provenientes de escolas públicas.

Maria Lucia R. Jorge mlucia.rjorge@gmail.com 

Piracicaba

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MANCHETES MINISTERIAIS:

Ministra do Trabalho não remunerado. Defenestrada antes mesmo de empossada! Ex-ministro da Indústria e Comércio punido por ser mais vigário que bispo ministro!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com 

Porto Alegre

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VERÍSSIMO E O SILOGISMO

Veríssimo hoje investe contra as Forças Armadas brasileiras. O filho do grande Érico, que ama os Estados Unidos e lá viveu um bom tempo à custa do pai, posa de comunista, mas gosta mesmo é da Disney. O silogismo com que inicia a sua crônica de quinta-feira, 1º de fevereiro, ele o aplica na crítica às Forças Armadas, particularmente ao Exército. Diz ele que os quarteis se puseram nas cidades, desprezando a campanha, os lugares ermos deste Brasil gigante. Se conhecesse a História do Brasil a partir da fronteiriça Cruz Alta, terra do pai, este citadino saberia que primeiro os militares ocuparam os vazios para defender a Pátria e em torno dos quarteis se fixaram pessoas em busca de serviço e proteção, dando origem a pequenas vilas. Falando sobre o que desconhece e sempre falando contra, não quer saber que metade da tropa que havia no Rio foi deslocada para a fronteira remota, parte de Brasília se dispersou, e até do seu Rio Grande mudou-se a Brigada das Missões para a Cabeça do Cachorro, no alto rio Negro. Ele finge que não é assim, mas sente-se mais seguro no Brasil que na Cuba dos seus amores longínquos, porque aqui o aparato de segurança tem no seu topo as Forças Armadas, que com equilíbrio forma o soldado-cidadão e defende a Pátria. Certamente Veríssimo fugiu ao serviço militar e por isto os seus valores internacionalistas e individuais estão desconectados do povo brasileiro. 

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br 

Niterói (RJ)

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SOBRE O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Veríssimo se saiu ontem (1/2, C8) com a definição de falso silogismo, uma premissa aparentemente verdadeira, mas falsa na sua essência. Aplicado à política de preços praticada pela Petrobrás, a coisa deveria assim funcionar para preservar a lucratividade da empresa: a cotação do petróleo oscila segundo as leis do mercado (premissa maior), a Petrobrás como empresa privada deve remunerar os seus acionistas, portanto, deve acompanhar este movimento (premissa menor); os revendedores alteram os preços para manter os lucros (conclusão). Estranhamente isto não ocorre. Estranhamente, nada! Em um Brasil que ainda não esqueceu a inflação assustadora do passado, quem pode emprega todos os meios para dela se defender, principalmente repassando aumentos de custos e embutindo a incerteza que os mini aumentos trazem para o futuro. Como adora o mercado, tudo está precificado. A meu ver, deve ser dado ao mercado uma sinalização mensal como nas ações do Banco Central: estima-se a variação no período de um mês ao fim do qual far-se-á um reajuste balanceado e projeta-se o que vai acontecer no mês seguinte. Revendedores e consumidores assim poderiam se programar, os primeiros para estabelecerem um preço justo e os segundos para evitar o susto. Olhem o que aconteceu com o gás.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com 

Salvador 

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A edição de ontem do "Estadão" publica entrevista no Caderno 2 com a filósofa e escritora Marcia Tiburi (1/2, C6), sobre seu novo livro a ser publicado esta semana. Porém, esquece ou omite a reportagem que a referida filósofa é defensora pública do crime organizado. Em entrevista que circula fortemente nas redes sociais, ela diz para uma bancada de apresentadores de TV que o bandido tem suas razões para cometer crimes, pois é vítima do capitalismo (?!?). Uma pessoa que tem esse posicionamento irresponsável não deveria estar nas páginas de um jornal conceituado como o "Estadão", ou, ao menos, deveria ter sido questionada pela reportagem sobre sua posição polêmica em relação ao crime e à violência.

Cyro Queiroz Fiuza cyrofiuza@uol.com.br 

São Paulo

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ELEIÇÕES NO CORINTHIANS

O favorito para ganhar a presidência do Sport Club Corinthians Paulista é o deputado federal do PT, Andrés Sanchez, suspeito de envolvimento na Lava Jato, parceiro de Lula e da Odebrecht, motivos suficientes para descredencia-lo. O Corinthians precisa de um presidente empreendedor, responsável e vitorioso como é o caso do Paulo Garcia. Vai Corinthians!

Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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