Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2018 | 03h08

GOVERNO TEMER

Já não é o bastante?

É um absurdo a forma como o governo insiste em dar posse à deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) no cargo de ministra do Trabalho, mesmo diante de numerosos escândalos – o último, em que gravações de 2014 recentemente publicadas claramente demonstram que Cristiane Brasil incita o conhecido e histórico voto de cabresto, coagindo servidores públicos e prestadores de serviço a captar votos para ela, quando diz: “Se cada um no âmbito familiar me trouxer 30 fidelizados... ‘Pô, tu é minha mãe. Se tu não votar nela, eu perco o emprego’. Olha que poder de convencimento essa frase tem! Pro marido: ‘Meu querido, vai querer pagar minhas calcinhas? Então me ajude!’. Se amanhã vocês ficarem desempregados, como é que vai ser a vida de vocês? Vai ficar um pouquinho mais complicado, não é?”. Até quando o governo vai tentar legitimar a posse dessa senhora?

WILLYAN SYLVIO DIAS

willdias96@gmail.com

Rio de Janeiro

No limite

Um jurista que foi professor de Direito, secretário de Segurança Pública e parlamentar insiste em apoiar a nomeação de uma deputada federal com problemas na Justiça, comportamento peculiar e que tentou, sob ameaça de demissão, alistar funcionários públicos para trabalharem como seus cabos eleitorais. Que presidente é esse?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Muita desfaçatez

É inacreditável essa história da ministra nomeada Cristiane Brasil. A cada dia surgem novas acusações que apontam desvios éticos de extrema gravidade, como a “compra” de locais exclusivos para fazer campanha (denúncia do Estadão) e as ameaças como estratégia para angariar votos. O presidente Michel Temer insiste na nomeação e sua base ainda tem a desfaçatez de dizer que vai à luta para que seja efetivada. Pobre Brasil!

MARCELO RUFINO BONDER

marcelobonder@hotmail.com

Paraguaçu Paulista

Pesadelo

Se a bancada do PTB fincar os pés, insistindo em apoiar o papai da candidata ao Ministério do Trabalho, o partido não elegerá ninguém, para cargo nenhum, nas eleições deste ano.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Chega de manha! Como bom pai, Roberto Jefferson deveria mandar um “sai daí, Zé!” para a filha teimosa.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

GASTOS PÚBLICOS

‘Acima do bem e do mal’

Editorial do Estadão com o título acima (4/2, A3) abordou a descabida manifestação dos juízes e integrantes do Ministério Público, por intermédio das respectivas associações, que ali mais aparentavam sindicatos, de fato, reivindicando aumentos, manutenção de privilégios e absurdos penduricalhos que superam o teto legal. Penso que tais categorias merecem ganhar muito bem. Mas como aferir o “ganhar muito bem”? Imaginei estabelecer padrão de comparação partindo de um trabalhador que ganha salário mínimo. Considerando o teto, este teria de trabalhar, em cálculo aproximado, três anos e meio para auferir o ganho de um mês daqueles que reclamam aumento. Será que o trabalho de um mês de um juiz ou promotor vale três anos e meio de um trabalhador comum? É justo? Acrescente-se que aqueles têm 60 dias de férias e seus feriados prolongados, não trabalham aos sábados, não batem ponto e usufruem uma série de outras vantagens que o trabalhador comum não tem, o que, no cálculo, faria aumentar ainda mais o tempo comparado. Efetivamente, os operadores do Direito, que transpuseram as barreiras dos concursos, são altamente qualificados e, se entendem que o que o poder público lhes retribui não compensa, podem optar pela exoneração e alcançar muito sucesso seja como advogados, consultores empresariais ou outras atividades mais rentáveis. O raciocínio vale para todo o setor público.

JOSÉ ROBERTO CICOLIM

jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

Cursinho

Aos juízes e promotores deveria ser oferecido um cursinho de finanças pessoais sobre como sobreviver com miseráveis R$ 33.763,00 mensais.

WALTER TRANCHESI RORIZ

wtroriz@hotmail.com

São Paulo

Teto constitucional

Os penduricalhos colados nos vencimentos das autoridades dos três Poderes devem ser extirpados com a mesma urgência da reforma da Previdência. Essas excrescências devem ser combatidas pelo povo da mesma forma que se aprovou a Lei da Ficha Limpa. O problema é que a aprovação de tal medida precisa da aceitação daqueles que usufruem esses privilégios. É um círculo vicioso, uma sinuca de bico, uma luta inglória contra o cinismo das autoridades que não se importam com o teto constitucional.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Auxílio-moradia

A farra do Judiciário brasileiro com seus inúmeros auxílios inexplicáveis exemplifica o quanto nosso país se encontra atrasado diante das maiores democracias mundiais. Um Poder que deveria ser o primeiro a dar exemplo nos mostra que no Brasil o poço nunca tem fundo.

JUDSON CLAYTON MACIEL

judson@judsonline.com

Rio de Janeiro

Enquanto isso...

Gastos do governo federal com saúde e educação caem 3% em 2017 (6/2, B1). Não há motivo para gastar com saúde e educação, pois o povo brasileiro é plenamente saudável e educado. Como se vê, como se nota.

FAUSTO FERRAZ FILHO

faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

GESTÃO DORIA

Aumento do IPTU

A Secretaria da Fazenda esclarece ao leitor sr. Leão Machado Neto que a atual gestão promoveu apenas a recomposição da inflação, de 3%, na base de cálculo do IPTU, chamada de Planta Genérica de Valores (PGV). Mas parte dos imóveis teve reajuste maior por causa do aumento da PGV feito na gestão passada. A lei aprovada em 2013 gerou aumentos de IPTU acima da inflação e estabeleceu o parcelamento do porcentual em limites de 10% ao ano para imóveis residenciais e 15% para os demais.

ALEXANDRE COSTA, Assessoria de Comunicação

alexandrecosta@prefeitura.sp.gov.br

São Paulo

“A foto da primeira página do Estadão de ontem reflete muito bem o caos a que chegou nossa representatividade política no Congresso Nacional”

EDSON K. GARCIA / SÃO PAULO, SOBRE A SESSÃO SOLENE DE ABERTURA DOS TRABALHOS DO PODER LEGISLATIVO

edkgarcia@gmail.com

“Brasília está, literalmente, caindo aos pedaços”

MARIA DO CARMO ZAFFALON LEME CARDOSO / BAURU, SOBRE A QUEDA DE PARTE DA ESTRUTURA DE UM VIADUTO NA CIDADE

zaffalon@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AUXÍLIOS QUE NÃO PARAM

Como pode um país que precisa recuperar sua economia ser levado a sério, se as mordomias nos 3 Poderes continuam imexíveis? As denúncias de auxílios de toda ordem não param de surgir todo dia, a toda hora nos meios de comunicação, indignando a população séria e ordeira deste país, alvo da pretensa reforma apregoada pelo governo. As instituições não colaboram, não fazem a sua parte e as esdrúxulas leis que só aumentam os gastos públicos, continuam livres, leves e soltas, engordando as contas bancárias de privilegiados funcionários públicos, que recebem verdadeiras fortunas em seus contracheques, disfarçadas de "auxílios".  Ricos, proprietários de vários imóveis, eles estão aí, calados e recebendo auxílio-moradia. São verdadeiros "caras de pau", que se prevalecem de leis criadas por eles, no apagar das luzes, com o objetivo claro de se servirem do País e não de servi-lo. Está mais do que na hora de dar um basta em tudo isso e parar de culpar o aposentado pelo rombo das contas públicas. O Brasil está nesta situação não por culpa do pobre aposentado, mas dos mercenários da Nação infiltrados nos 3 Poderes.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo 

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INSACIÁVEIS

Não bastasse a manutenção do auxílio-moradia, surge, como verdadeiro escárnio, uma proposta de PEC apresentada por associações classe de agentes da lei, pleito ao qual, certamente haverão de aderir outras associações de classe de servidores públicos. Aos já generosos subsídios de R$ 35 mil, fora o auxílio-moradia e outros, querem um biênio que lhes permitirá elevar os ganhos em até 35%! Não seria o caso de a sociedade em peso dizer aos membros dessa insaciável "privilegiatura" que, se não estão contentes com a remuneração que têm, o mercado de trabalho está aí, para que a ele se atirem em busca de maiores ganhos?

Luiz Leitão luizmleitao@gmail.com

São Paulo 

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PRA QUE DINHEIRO?

Tantos penduricalhos para furar o teto, no Legislativo desmoralizado, mas também no Judiciário em vias de desmoralização, que eu me pergunto para que serve o salário destes senhores? Não é para aluguel nem carro (que já vem com gasolina e motorista); não é para escola dos filhos, menos ainda para passagens aéreas; não é para alimentação de tão boa qualidade nas magnas Casas; não é para campanhas eleitorais, no caso dos congressistas. Não é sequer para sustentar a "outra", Renan que o diga! Economizar para a velhice é justificativa safada, a maioria é velhusca e a quase totalidade é alimentada por empresas camaradas. É somente usura, nadar no rico dinheirinho de todos nós brasileiros, tal qual o velho Tio Patinhas.

Roberto Maciel rovisa681@gmail.com 

Salvador 

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EXTINÇÃO DOS PENDURICALHOS

Necessário é que os magistrados e membros do Ministério Público sejam bem remunerados e à altura de suas responsabilidades. Os penduricalhos constituem uma fórmula de compatibilizar as remunerações das carreiras referidas, da mesma forma que outras verbas, benesses que agem contra os beneficiados, que, embora percebam as vantagens nos limites e termos de leis, ficam sujeitos a críticas e imprecações dos brasileiros. Como consequência, devem as classes se reunir com o Poder Executivo e Legislativo e pleitear uma remuneração viável, mas que possa eliminar, de vez, os indigitados penduricalhos. Recursos há? Possui o País 147 estatais no âmbito da União, quase a totalidade é deficitária. A privatização de dezenas delas não proporcionaria recursos para tais aumentos, mesmo que também para os outros Poderes da República? Certamente que sim, porque a esses recursos poderiam ser somados os resultantes das dispensas de servidores públicos aboletados na coisa pública por indicação política, de compadrio e de pura conveniência política. Mas o Brasil precisa de gente com coragem para assim atuar e para muitas coisas mais. Das eleições deste ano brotarão essas figuras necessárias ao Brasil?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 

Rio Claro

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CORPORAÇÕES

As corporações formadas pela elite dos membros do Judiciário vêm exigindo aumentos salariais num momento especialmente grave para o País. Pleitear tais reajustes, agora, é absurdamente injusto e imoral, principalmente considerando-se o "resto dos cidadãos", nas palavras do professor Denis Lerrer Rosenfield no artigo "O teatro da imoralidade" (5/2, A2). Todavia é fundamental, por uma questão de Justiça, que o povo em geral tenha em mente, de forma clara, que o "resto dos cidadãos" engloba também os funcionários do Judiciário cujos salários nem de longe se podem comparar aos da elite chiadeira. Parente meu, muito próximo, aposentado em 2003 aos 25 anos de serviço, por motivo de saúde, no nível médio do Judiciário, recebe atualmente a "imensa fortuna mensal" líquida de R$2.600,00. Assim como outros milhares de funcionários concursados, que permanecem em silêncio realizando seu trabalho. Em nome da maioria silenciosa, que mereceria ser contemplada com reajustes, mas não se queixa porque sente a gravidade da situação econômica, o Estado deve permanecer firme, não se curvando àqueles que, usufruindo já de privilégios, não têm sensibilidade para pensar no Bem Comum.

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br 

Santos  

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PRIVILÉGIOS DO JUDICIÁRIO

Irônica ou propositalmente, o uso e defesa de privilégios pelos integrantes do Poder Judiciário está minando a própria Lava Jato. O desgaste é evidente e esses privilegiados só não percebem por conveniência. A continuar tal situação, o último Poder ainda com alguma credibilidade vai ser empurrado com jatos de água para os já enormes entulhos institucionais do futuro da Nação. Será que essa elite funcional esqueceu-se do ordenamento constitucional básico determinando que, na aplicação da Justiça, os interesses público e difusos prevalecem sobre o coletivo?

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com 

Ribeirão Preto

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DOIS PESOS?

Assim como o recém-empossado presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Manoel Calças, outros juízes, ao serem indagados sobre a procedência moral do auxílio-moradia, também responderam simplesmente que estavam amparados pela lei. Sim, é verdade. Enquanto isso, de outra parte, magistrados impedem a posse da deputada Cristiane Brasil, no Ministério do Trabalho, embasados em divagações de ordem moral e pondo a lei de lado. Se o Judiciário também faz uso do conhecido expediente dos "dois pesos, duas medidas", isto sim é inquestionavelmente imoral. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo 

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UMA ÉTICA ESTRANHAMENTE SELETIVA

O País vem atravessando um processo de reavaliação de seu conjunto de valores éticos no que diz respeito à correção no uso dos recursos públicos pelo Estado e, por conseguinte, pelos Poderes da República. É inegável que esse exercício de reflexão crítica da sociedade é saudável e extremamente útil para melhor fiscalizar o funcionamento do aparato estatal, seguindo preceitos morais desejados por todo cidadão. Todavia sempre houve uma visível discrepância na avaliação dos desvios cotidianamente realizados pelos 3 Poderes, estando sempre em maior evidência as transgressões dos Poderes Executivo e Legislativo, não sendo dispensado ao Judiciário a mesma atenção. Entretanto, essa questão vem ultimamente se modificando consideravelmente, seja pelo olhar atento do cidadão aos desvios cometidos pelo Poder Judiciário, seja pela maior atenção dispensada pela mídia ao comportamento, muita das vezes nada republicano, deste mesmo Poder. O assombro da vez foi a descoberta das lamentáveis manobras de alguns magistrados que ganham auxílio-moradia mesmo tendo imóvel próprio na cidade onde trabalham, como é o caso do juiz Sérgio Moro, ou o acúmulo desse privilégio quando o magistrado é casado com uma juíza, morando no mesmo imóvel, e ambos recebem o auxílio, como é a situação, injustificável, do juiz Marcelo Bretas. Trata-se de uma lógica absolutamente sórdida, pois alguns membros da Justiça não se julgam na obrigação de cumprir os mesmos parâmetros éticos que cobram em suas sentenças dos outros Poderes. E as excentricidades, para dizer o mínimo, do Judiciário não se limitam a essa questão: o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por exemplo, recebe anualmente denúncias contra juízes, desembargadores e membros do Ministério Público em todo país sobre desvio de conduta moral, que vai de venda de sentença a relações de proximidade e favorecimento a traficantes, entretanto por conta do escandaloso princípio corporativista da Loman - Lei Orgânica da Magistratura Nacional - a "punição" máxima a que se pode chegar é a aposentadoria compulsória, com vencimentos integrais. O texto atual da Loman nada mais é que a coroação da impunidade e a garantia jurídica de concessão de premiação aos agentes corruptos do Poder Judiciário. Na busca de se pôr fim a esse escárnio, há no Congresso uma proposta de emenda constitucional, a PEC 53/11, que trata da cassação dos vencimentos de magistrados condenados pelo CNJ, criando finalmente a possibilidade de demissão na magistratura brasileira. Todavia, esta mesma proposta ao chegar a Câmara dos Deputados, vinda do Senado, foi estranhamente ignorada e esquecida numa das gavetas da Mesa Diretora da casa. Aliás, o próprio STF tem prerrogativa para modificar as normas constantes na Loman, porém, a despeito de toda sua relevância para a moralização da Justiça do País, há quinze anos ocorre na Suprema Corte uma discussão infecunda, e nitidamente desinteressada em resultados, sobre este assunto, deixando claro a indisposição de seus membros em fortalecer o trabalho do CNJ e de acabar com a cumplicidade com os desvios éticos no Judiciário. Diante do anseio popular por um país mais digno, transparente e justo não é compreensível e nem aceitável que o presidente da Câmara sente-se sobre essa proposta moralizadora e nem que o STF continue com esse ridículo jogo de cena por mais quinze anos para tornar real a punição aos bandidos de toga, retomando uma expressão usada pela ex-corregedora do CNJ, Eliana Calmon, até mesmo para distinguir e dignificar os que fazem uso da toga com a devida hombridade.

 

Hugo Heringer h.heringer@hotmail.com

São Gonçalo (RJ)

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SEM JULGAMENTO 

Em 29/11/2017, o pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou pelo placar de 10 a 1, a convocação de juízes para reforçar os gabinetes dos ministros e acelerar o andamento de investigações contra autoridades com foro privilegiado. O ministro Marco Aurélio Mello foi o único voto contrário. Segundo declarou na ocasião, considera "indelegável" o ofício de julgar. A bravata do ministro seria somente uma declaração inconsequente, não esbarrasse na realidade que é a de que, na data de 5/2/2018, um acervo de 7.578 processos aguardava por decisão em seu gabinete, informa o site do STF. Essa anomalia pode ser exemplificada pelo inquérito sobre o envolvimento do senador Romero Jucá (PMDB-RR) em suposta prática de crime de desvio de verba federal que teria ocorrido em 2001, no município de Cantá, em Roraima. O processo chegou às mãos do ministro em abril de 2004 e nessa segunda-feira, decorridos 13 anos e nove meses, foi concluído. Sem julgamento. O decreto de sua excelência determinou o arquivamento dos autos pela ocorrência de prescrição. O crime de peculato tem pena máxima de 12 anos e a prescrição ocorre 16 anos após o fato suspeito. Donde, é importante que o ministro aprenda que juízes auxiliares não julgam processos, apenas os subsidiam tecnicamente para os julgadores. E que a realidade supera o ideal. Muito pior que delegar a outro magistrado o ofício de julgar, é o não julgar. 

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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RAQUEL DODGE E O VOTO IMPRESSO

É impressionante. Depois de tantas mulheres da vida pública terem nos decepcionado, apostamos em Raquel Dodge que desde sua nomeação à Procuradoria Geral da República (PGR) vinha tomando atitudes coerentes, independentes e de forma juridicamente técnica. Mas bastou nossa admiração, para vermos Raquel Dodge fazendo pedido ao STF "para derrubar a exigência do voto impresso", justamente o que a população pediu por ação popular, por causa da vulnerabilidade nas urnas eletrônicas. Ingenuidade de Dodge achar que o eleitor sairia da sala eleitoral carregando seu votinho, sendo que nossas exigências foram para que o voto impresso fosse depositado numa urna (como antigamente) que seria lacrada, guardada pelas autoridades para provável recontagem, caso houvesse suspeita de fraude. O pedido da PRG vai até contra testes recentes feitos por especialistas, que comprovaram a vulnerabilidade das urnas eletrônicas. E principalmente quando em 2018 a população está tão dividida, o que poderia levar a inúmeras fraudes. Será que nós brasileiras estaremos sempre à mercê de mulheres fracas e despreparadas?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo 

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UM ANO QUE AINDA NÃO COMEÇOU 

  

Apesar de já termos assistido a instalação do Ano Judiciário e do Ano Legislativo, ainda não dá para dizer que 2018 começou de fato. Até porque se tornou voz corrente que o ano só começa, no Brasil, depois do Carnaval e, mesmo assim, só na segunda-feira depois da quarta-feira de Cinzas. Por ser um ano eleitoral, a presença de parlamentares em suas casas legislativas deverá ser fato raro por todo o período. Em vez de lá ficar entre terça e quinta-feira, como de hábito, só comparecerão para sessões deliberativas, que serão poucas. Isso equivale que o governo também chegou a fim e só terá de administrar o dia a dia até 31 de dezembro, sem grandes pretensões ou inovações. O eleitor será insistentemente procurado por aqueles que querem o seu voto. Único momento em que o cidadão comum pode interferir nos destinos do País e do seu Estado. Por isso, não deve perder essa oportunidade. Tem de conhecer os candidatos, o que fizeram (de bom e de ruim) para, com isso, votar naquele que melhor atenda aos interesses gerais. É a chance de prestigiar os bons e varrer do meio político os maus. Perder essa oportunidade é abandonar o País e permitir que os velhos esquemas continuem praticando a corrupção e potencializando o sofrimento do povo. Só o voto consciente pode mudar esse país...

 

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo        

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VELÓRIO

Ridícula a grande festa da abertura dos trabalhos do Congresso Nacional. Deveria ser um grande velório...

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br                                

Ribeirão Preto    

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ACORDA JUSTIÇA BRASILEIRA!

O povo pergunta: "por que a Justiça brasileira está sendo tão tolerante com as provocações e ameaças que aparecem todos os dias nos jornais e nos demais meios de comunicações, dadas pelos senadores da República Gleisi Hoffmann PT/PR, Lindberg Farias PT/RJ, Roberto Requião PMDB/PR, Vanessa Grazziotin PCdoB/AM; pelos lideres do Movimento dos Sem Terra (MST), João Pedro Stédile e José Rainha; pelos líderes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas e Luiz Marinho e pelo líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos?". No momento em que vi o STF, órgão maior da Justiça brasileira, voltar do recesso dia 1/2 preocupado demais com a fabricação dos cigarros com diversos sabores do que com a desobediência civil dos supracitados. Provavelmente a preocupação do STF daqui pra frente vai ser a mudança de sexo, com a liberação das drogas e a liberdade para políticos já condenados e aqueles com processos em andamento. 

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com 

Volta Redonda (RJ)     

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CORTE APEQUENADA?

Sonhando em ter seu pedido de habeas corpus julgado pela 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal em que poderia contar com os inestimáveis préstimos de Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, Lula recorreu ao STF para evitar sua prisão. Agora cabe ao relator da Lava Jato o ministro Edson Fachin tomar duas decisões: rejeitar o pedido do advogado de Lula na concessão do beneficio, uma vez que já há entendimento firmado pela Corte quanto à prisão de réus após condenação em segunda instância, ou acolher o pedido da defesa submetendo-se obedientemente ao desejo do condenado, naquilo que foi previsto pela ministra Cármen Lúcia como um "apequenamento" da Corte, caso o processo seja encaminhando para análise na 2.ª Turma do STF, da qual se pode esperar tudo, até o desvirtuamento da Constituição para favorecer companheiros, a exemplo que do ocorreu quando Dilma Rousseff teve seu mandato cassado, mas não seus direitos políticos, numa clara afronta inconstitucional que pode ter dado inicio a uma transformação da mais alta Corte constitucional em um portal para a impunidade. A conferir.

Paulo R Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br 

São Paulo   

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INELEGIBILIDADE DE LULA

Pela recente declaração do ministro Gilmar Mendes é de se supor que Lula ficará mesmo fora da disputa eleitoral deste ano. Mas o citado ministro deverá atuar para que o ex-metalúrgico só vá para a cadeia após o trânsito em julgado do processo em que foi condenado. É tudo o que Lula queria: não ter que passar por exaustiva campanha eleitoral e, dada a morosidade da Justiça brasileira, ganhar mais uma dezena de anos livre, leve e solto para, se Deus quiser, gastar parte da fortuna que amealhou. Ficará provado que para ele o crime compensou. 

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo 

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A ILUSÃO E AS FANTASIAS (A ILUSÃO PETISTA)

Sim, o PT sempre foi um grande e maldoso engano, e diametralmente oposto à inocência da ilusão. O "Barba" como informante do DOPS durante o regime militar é a maior evidência disso, não há sequer necessidade de examinar o resultado, a catástrofe que foram os 14 anos da "ditadura administrativa" petista. Deu no que deu: após quase falir um país, sobrou um fracassado líder de meia dúzia de deslocados politicamente, já beirando um fanatismo doentio! Esse partido-seita cresceu em conhecidos pés de barro: a falsidade ideológica interna (pois realmente nunca almejaram aquilo que pregavam), e a corrupção imposta como modus operandi no seu vasto, mas descarado e frágil aparelhamento. Doravante, novos tempos, novos rumos, e, com a graça de Deus, ilusão e fantasia só na literatura!

Antonio C. S. Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

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TEM CEGO PARA TUDO NESTE PAÍS

O ex-presidente Lula se emocionou e chorou na missa de um ano de falecimento da ex-primeira dama Marisa Letícia. Lágrimas de crocodilo. Acredite quem quiser. Sobrevive porque ainda tem muito cego neste país. Fez da cerimônia um ato político e disse, entre outras coisas, em voltar para restabelecer o direito dos pobres. É, até parece que fez isso no governo dele e do PT. Hipócrita. Joga migalhas para o povo, vive na opulência e fala em direitos dos pobres. Tem cego para tudo neste país.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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FORO PRIVILEGIADO

Na celebração da missa de um ano da morte da ex-primeira dama Maria Letícia, o ex-presidente Lula afirmou que "tem gente que age mais como dirigente partidário do que como representante do Judiciário". Será que Lula quis se referir ao ministro Dias Toffoli do STF como sendo um  "politico togado", quando  Toffoli  pediu  vista pela restrição das regras do foro privilegiado,  e o placar em plenário já era de oito votos favoráveis a zero?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

São Paulo 

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PT É IGUAL AO BITCOIN

O PT e o investimento virtual Bitcoin tem muitas coisas em comum. Ambos num futuro breve não valerão nada.  Chegaram ao estrelato, mas enganando os investidores e eleitores. Agora iludidos perceberam que não têm futuro e iniciaram o efeito manada. Todo mundo querendo abandonar o barco. De um lado um investimento totalmente desprovido de fundamentos. E, no caso do PT, gente desprovida de um mínimo de inteligência.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro 

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TRIPLEX DO POVO

Manifestantes contrários a condenação do ex-presidente Lula realizaram churrasco em frente ao edifício Solaris, no Guarujá, entoando a frase: "Se o triplex é do Lula, o triplex é do povo". Sendo do povo, como dizem os manifestantes, o famoso triplex deveria ser invadido e ocupado pelos seguidores de Guilherme Boulos, líder do MTST. Aí, o Lula estaria, de fato, auxiliando os mais pobres e não enganando como faz costumeiramente.

Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré 

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SURREALISMO

O sr. Lula, e sua apaniguada dão um forte viés surrealista aos acontecimentos passados e presentes. Não assumem (i) responsabilidades, delitos, mentiras, etc., e, com fantasias e galhofas procuram mantar os ignaros em duvida, seus últimos recursos de apoio. A cereja do ex-presidente foi declarar que pretende voltar à Presidência para salvar (assaltar?) o País. Rir, chorar? 

André Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo 

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SÓ QUE NÃO

É brincadeira. Vamos imaginar que todos os artigos de nossa Constituição tivessem um último parágrafo dizendo "Só que não". Seria o caos jurídico completo. O STF não sairia do lugar. E que o mesmo acontecesse com toda nossa Legislação. Pois bem, um ex-ministro da Justiça, ex-advogado geral da União, defensor fracassado da "ex-presidentA" no processo que a afastou do cargo, concedeu entrevista ao "Estadão" (4/2, A7) na qual se vangloria de, em conluio com um então deputado "comunista", hoje governador de um Estado dominado por um clã de personagens todos enroscados com a Justiça, ter elaborado "(...) uma ideia que foi incorporada à Lei da Ficha Limpa, segundo a qual, havendo plausibilidade do recurso impetrado, pode haver efeito suspensivo para que a pessoa (inelegível) possa disputar a eleição". Ou seja, a lei que impede que condenados em decisões colegiadas de segunda instância possam se candidatar a cargos públicos, mormente o de presidente da República, tem um "só que não" no seu texto. Só pode ser brincadeira! Mas não é. É sem-vergonhice mesmo!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br 

São Paulo 

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PRINCÍPIO PETISTA

Desde que se mantenha o poder, o petista poderá ser corrupto!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com 

Campinas 

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AGULHA NO PALHEIRO

Nas eleições que irão ocorrer em outubro, mesmo pertencendo à terceira idade, não terei dificuldade para chegar até as urnas. Minha dificuldade será descobrir candidatos com a Ficha Limpa.

Virgilio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CAI VIADUTO EM BRASÍLIA

Poderia ter sido o teto da Câmara, do Senado ou de ambos, com as casas cheias. Seria de uma serventia inigualável...

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br 

São Caetano do Sul

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CRISTIANE BRASIL & ROBERTO JEFFERSON

O sr. Michel Temer quer, de toda maneira, manter a nomeação da filha de Roberto Jefferson para o Ministério do Trabalho.                                                   É de se indagar: Roberto Jefferson teria cartas na manga a respeito do bojo do Palácio do Planalto, como fizera com o mensalão? Quem souber favor informar. 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto 

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MINISTRA FICHA LIMPA

Cristiane Brasil diz que tem a ficha limpa. Esqueceu-se de mencionar que suas mãos e consciência estão sujas.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br  

São Paulo

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SUSPENSA NOMEAÇÃO NA PF DO RIO 

O governo nomeia um delegado superintendente para a Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro e, de repente, é obrigado a recuar, porque a mídia descobre que o referido tem problemas com a Justiça! Depois de idas e vindas a nomeação é suspensa com alegação que a PF, Justiça e governo desconheciam que ele responde a inquérito! Me engana que eu gosto! Se não sabem quem está sendo nomeado para superintendente no Rio, tamanha incapacidade explica a impunidade que campeia folgadamente no País. 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br 

Garça

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CATEGORIAS DE DAR DÓ

Tenho dó de algumas categorias no nosso glorioso Brasil varonil. A primeira é dos banqueiros. Itaú lucra "só" R$ 24 bilhões em 2017, sendo que havia obtido R$ 22 bilhões no ano anterior. Bradesco lucra "só" R$ 19 bilhões contra R$ 15 bilhões em 2016. Santander lucra R$ 10 bilhões, enquanto no ano anterior, tinha lucrado R$ 7 bilhões. Todos, sem exceção, dirão que estes resultados foram afetados por provisões para perdas... Imaginem se não houvesse tal providência. Aliás, palmas para o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, que resolveu mexer no vespeiro e está querendo regular esses lucros pornográficos. Não é possível pagar menos de 1% na captação e emprestar a "módicos" 12%, 13%, 14% ao mês na outra ponta. Tenho dúvidas se os controladores desses bancos conseguiram trocar de Mercedes e continuar comprando caviar... A outra categoria que merece minha comiseração é a do glorioso Judiciário. Fiquei com pena dos nobres procuradores e procuradoras, todos muito bem vestidos, elas muito bem maquiadas, usando suas bolsas de grife, provavelmente compradas em Miami ou Orlando, de salto alto, literalmente falando, protestando contra a PEC da previdência, que propõe a "audácia" de ajustar o valor futuro da aposentadoria dessa turma. Convido os "nobres" protestantes a tomarem um ônibus ou metrô em horário de pico aqui em Sampa a fim de tomarem contato com a realidade do País. Circular em carros com vidros escurecidos e ar condicionado é fácil. Topam?

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br  

São Paulo 

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ATÉ QUANDO?

Servidores públicos concursados ou não, políticos e seus indicados ("cupinchas"), já têm todo tipo de "vantagen$" aprovadas e querem "mai$"? Os valores provocam enormes "rombos", de toda espécie... Daí a "nece$$idade" das "reformas", como exemplo a da Previdência. Causada única e exclusivamente pelos "super-salários" dos três Poderes, os quais recebem "polpudas aposentadorias", "$em" qualquer limite. Contribuem com muito pouco e muitos não contribuem com nada! Prejudicando as aposentadorias e a vida dos brasileiros do setor privado, que só fazem jus se contribuíram para o INSS, conforme limites previamente estabelecidos. Os cargos públicos são inúmeros, um exagero e trabalham pouco para o País, mas reivindicam tudo e de tudo. Pra que servem os órgãos de governo do setor público, se não controlam as suas próprias despesas? Está em moda o "auxílio-moradia" para todas as autoridades dos três Poderes, além de outras tantas "vantagen$". Os militares também reivindicam "e$$a" mordomia", até o atual presidente considera justa! Claro, sai do bolso dos contribuintes, o povo que se lixe... O correto é abolir as infindáveis vantagens já provadas, limitar o teto para toda e qualquer aposentadoria do setor público, semelhante ao teto do setor privado que sustenta a Previdência: R$5.531,31. Acabar com o voto obrigatório a "Ju$tiça" dos privilegiados, aplicando as leis e não julgando de acordo com os "intere$$e$" do autor ou réu... Os maus exemplos temos conhecimento pela mídia. Vamos continuar aprovando "vantagen$" e criando "rombo$", até quando? 

Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com 

São Paulo

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IMPOSTOS

Se a economia ainda está patinando, o aumento da arrecadação de impostos significa apenas maior sacrifício dos que produzem riqueza no País. Reformas trabalhista e previdenciária não vão resolver o problema secular das diferenças econômicas na sociedade e do peso dos impostos sobre os trabalhadores.

 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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SELIC

A Selic abaixa 0,25% e os juros bancários sobem. Despedida honrosa de Trabuco!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com  

São Paulo 

 

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AUMENTO DA APOSENTADORIA 

Recebi a minha aposentadoria com aumento de R$ 77,00, ou 2,07% sobre o valor anterior. Estou fazendo os cálculos do que poderei comprar. É no mínimo afrontoso, vergonhoso e humilhante.

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br 

São Paulo

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UM NOVO BRASIL

A nove meses das eleições de outubro, seguramente as mais importantes das últimas décadas para o País, cabe destacar trecho do artigo "2013 ainda não acabou", do economista e articulista do "Estadão", Roberto Giannetti da Fonseca (28/1, A2), a seguir reproduzido: "O repúdio aos velhos partidos e aos seus caciques parece ser unanimidade, deseja-se uma mudança radical na forma de fazer política no Brasil. Não chega a ser uma questão de idade, mas sim de atitude daqueles que agora serão candidatos aos cargos nos Poderes Executivo e Legislativo. Trata-se de ser novo não apenas no discurso, mas, principalmente, nas atitudes. Ser novo é falar a verdade. Ser novo é zelar pelo dinheiro público com absoluta responsabilidade, é ser intolerante com a corrupção. Ser novo é ser transparente e honesto, seja nas campanhas eleitorais ou no exercício do mandato. Ser novo é ser contra o foro privilegiado para políticos e autoridades. É ser contra a reeleição para cargos no Poder Executivo. É cumprir o mandato para o qual foi eleito até o seu fim. Enfim, ser novo é isso tudo e muito mais. O que sabemos é que o velho sistema político brasileiro está moribundo e o novo ainda não nasceu, mas as dores do parto - ainda que talvez prematuro - já se estão fazendo sentir. E logo um grito de dor lancinante ecoará pelas cidades brasileiras". Com efeito, não poderia soar mais oportuno, contundente e motivador. Muda, Brasil!

JS DECOL decoljs@gmail.com

São Paulo

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AUTOCRÍTICA

O texto "STF de jatinho" de Eliane Cantanhêde ("Estadão", 4/2, A6") analisa as espinhosas questões às quais os nobres togados da Corte terão que dedicar tempo e energia para debater e decidir durante o ano que mal se inicia. A jornalista abre o texto fazendo referência aos recentes pedidos de habeas corpus interpostos por Lula e Sérgio Cabral, o primeiro para não ser preso e o segundo, réu pela 21.ª vez, solicitando retorno a uma aprazível cadeia carioca. Em seguida, banaliza o conceito de escândalo, definindo-o como evento comum no cenário brasileiro atual e lista os embates que vêm pela frente,  como o relativo ao foro privilegiado cujo desfecho é aguardado com ansiedade pela sociedade  e a outro, adormecido nas gavetas do STF desde 2014 e que volta a ganhar destaque, o auxílio-moradia para juízes e magistrados, forma legal , embora imoral, de reajustar salários e catapultá-los a níveis acima do teto permitido. O mais constrangedor, porém é o fato enfatizado pela ilustre analista no fecho do artigo, dando conta de que alguns dos ministros do STF, em face da pauta pesada, reivindicam que os necessários deslocamentos sejam realizados em jatinhos oficiais para evitar os contatos diretos, às vezes despropositais e fora dos limites de educação, com o público, nos aviões de carreira. Diante de tais reações hostis aos representantes máximos da Justiça, situação pouco presenciada em Estados Democráticos de Direito mundo afora, cabe a sugestão que eles incluam na pauta uma discussão sobre a razão de elas ocorrerem com tanta frequência por aqui. Pode ser que se chegue à conclusão que um dos motivos, entre outros importantes, esteja relacionado a algumas decisões esdrúxulas e favorecedoras a pessoas ou instituições, adotadas pelo colegiado ou unilateralmente. Talvez tenha passado a hora dos togados realizarem uma contrita autocrítica.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com 

Rio de Janeiro 

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'OUTSIZERS SE' CRUZAM NO XADEZ ELEITORAL' 

A política é muito mais assemelhada ao jogo de pôquer do que ao xadrez. O último é muito bem comportado, havendo regras bem definidas como transparência e alguma ética, não sendo à toa que era chamado o "Jogo dos Reis". Já no primeiro, vale blefar, mentir, enganar os outros, pois sempre há uma parte oculta, o que facilita ao potencial mais escuro da natureza humana. Como tanto, Huck, como Barroso não conhecem o jogo da política por falta de prática, caso chegassem ao poder os políticos tradicionais fariam logo picadinho de ambos, a não ser que se revelasse neles algum talento inesperado para tal jogo, hipótese menos provável. Imagino que foram propostos, mais para ajudar a "deseleger" Bolsonaro, do que para serem realmente vitoriosos, além de úteis na eleição de maiores bancadas de deputados. Talvez se aposte também na vaidade pessoal dos candidatos "outsiders".

Ulf Hermann Mondl

São José (SC) 

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OUTSIDERS

Um dos sintomas mais claros do atraso no desenvolvimento humano e político do Brasil, é o foco que, na avaliação das situações nacionais, se põe nos políticos e outros atores pessoais, e não nos problemas do País. Isso fica claro quando observamos as eleições: não entendendo de política, gestão ou economia, o brasileiro vota exclusivamente na impressão pessoal que os candidatos causam. Os debates ficam ao nível das personalidades, não das competências. Nestas eleições parece que estamos indo no mesmo caminho. De onde surgem candidatos considerados "outsiders"? Que preparo eles têm para isso? Foi dessa forma personalista que o brasileiro colocou na Presidência da República, sem pensar um pouco no que ele saberia fazer com o País, como de fato fez, um Lula, um ignorante, raivoso, e mal-educado indivíduo. Qual o problema brasileiro que ele resolveu? Se não há um mínimo de consenso sobre os problemas que temos de resolver, como selecionar um presidente com competência para resolvê-los? A Educação? Como um Lula, que nunca leu um livro, poderia resolver? Ainda está em tempo. Os maiores problemas brasileiros podem ser identificados. Que falem os candidatos!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br 

São Paulo

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FLAGRA EMBLEMÁTICO 

Emblemáticos a fotografia e o texto publicado na edição de ontem (6/2, A4) na "Coluna do Estadão". Essa foto e o texto representam literalmente, no fundo dos seus sentimentos, o que os políticos pensam do povo, seus eleitores, e do País. O senador José Serra (PSDB), "distraidamente" pisou no abaixo assinado dos seus eleitores - certo ou errado, é a expressão da sociedade - fez dele um simples capacho. E é assim que os políticos e os detentores do poder agem em relação ao povo brasileiro. O tratam como se fosse a "Geni", de Chico Buarque: "Joga pedra na Geni; Ela foi feita pra apanhar; Ela é boa de cuspir", mas tem sido boa para votar. Acorda, Brasil!

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro 

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PRISÃO DE MENTIRINHA

A prisão domiciliar de políticos corruptos e seus familiares é de mentira. Vejam as notícias de hoje: "Marcelo pediu para receber executivos da Odebrecht".  Se não foi autorizada hoje, será amanhã. Como se ele não tivesse realmente contato com sua empresa. 

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com 

São Paulo 

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O USO DO VÍDEO NO FUTEBOL

Será que as cabeças pensantes do nosso futebol não se deram conta de que o vídeo é bem mais barato do que o quarto e o quinto árbitro, que por sinal não têm os mesmos recursos do que a tv?  E o pior é que chamam isso de futebol profissional.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br 

São Paulo 

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CARNAVAL

Se isso podemos chamar de espirito carnavalesco, só temos a lamentar, pois no primeiro fim de semana da folia, só em São Paulo, tivemos três foliões mortos e dois feridos. O que nos espera em pleno carnaval?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo 

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PACIENTE MORTO EM AMBULANCIA

No Rio de Janeiro mata-se como nunca, morre-se como sempre. É lamentável o que está ocorrendo no quesito violência sem controle algum, e mais lamentável ainda é ver o esperto governador Luiz Fernando Pezão e o ministro do Exercito execrarem a imprensa como grande culpada do genocídio indiscriminado que está ocorrendo na antiga cidade maravilhosa, que está um verdadeiro circo dos horrores. Nem Hollywood conseguiria fazer melhor? No Rio é um salve-se quem puder ou quem puder se salve, preferencialmente, fugindo da cidade, não tem mais nenhuma opção, sem falar na invasão da febre amarela.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br 

Rio de Janeiro

 

 

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