Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO E JUSTIÇA

Habeas corpus no plenário

Chegou a hora de a onça beber água. Veremos se o Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do habeas corpus do “cara”, será apequenado ou não. Torço para que não. Mas com algumas decisões tomadas ultimamente, tais como pedido de vista com processo praticamente aprovado, liberação de bandido confesso de crime de colarinho branco, etc., mais o desejo de aparecer e o novo advogado do “cara” que se acha o “patrão” do STF, fico bastante preocupado.

M. MENDES DE BRITO

mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

Supremo casuísmo 

É inaceitável o que está sendo armado para salvar um condenado a 12 anos e um mês de cadeia. O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, brande o preceito constitucional da presunção de inocência, mas em nenhum momento cita o artigo da Lei Maior que consagra a igualdade de todos perante a lei. Não bastasse, parte do STF quer pôr em votação, de novo, a questão, já decidida pelo próprio Supremo, da prisão em segunda instância, porque da forma que está hoje Lula será preso. E daí?, perguntamos todos nós. A lei é ou não é igual para todos? Lula acha que constrangendo os ministros será salvo da prisão? Mudar a lei para privilegiar um condenado é uma excrescência! Como ficam os responsáveis pela aplicação das leis mudando a regra dependendo do condenado? “O cidadão brasileiro está cansado da ineficiência de todos nós, e cansado inclusive de nós do sistema Judiciário”, reconheceu a presidente do STF, Cármen Lúcia. Não só cansado, ministra, o cidadão está indignado e envergonhado com as falcatruas que vêm sendo arquitetadas para favorecer um condenado à prisão em segunda instância. No impeachment de Dilma Rousseff o Judiciário se ajoelhou, agora, se mudar a lei, será a capitulação.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Quem é quem

Com a decisão de Fachin de submeter a decisão do habeas corpus ao plenário, vamos saber quais ministros são contra ou coniventes com a corrupção.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

Chave de ouro

O Brasil precisa se reconciliar com a moralidade, urgentemente. Esse auspicioso momento já deu sinal de vida com a condenação e prisão de vários corruptos, que ousaram afrontar as leis, as nossas instituições e o País. Mas o momento crucial será a prisão do malfeitor de São Bernardo, o biltre que é o mentor intelectual do esquema que desviou cifras bilionárias da Petrobrás, fechando com chave de ouro a emblemática Operação Lava Jato e o brilhante trabalho realizado pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e por todos os juízes nela envolvidos, com destaque para Sergio Moro e os guardiões de Porto Alegre. Que assim seja. E assim será!

MOACYR RODRIGUES NOGUEIRA

moaca14@hotmail.com

Salvador

Fux e a Ficha Limpa

Com um discurso de Conselheiro Acácio, a nova gestão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma e reafirma que a Corte vai cumprir a Lei da Ficha Limpa e quem estiver fora da lei não terá chances. Então um ministro-presidente precisa dizer uma trivialidade dessas para acreditarmos que a lei será cumprida? Só mesmo nesta periferia de mundo, onde a desigualdade prevalece, é necessário um juiz anunciar que cumprirá a lei, que a lei não será usada apenas para os inimigos. Ótimo discurso lançado nos anais do TSE. 

ARNALDO C. MONTENEGRO

ac.montenegro@uol.com.br

São Paulo

PRIVILÉGIOS

Auxílio-moradia

Simplesmente deplorável a afirmação do novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Manoel de Queiroz Pereira Calças, de que o auxílio-moradia dos juízes é salário indireto e que ele não abre mão do benefício, mesmo sendo proprietário de diversos imóveis. Como interpretar tal atitude? 

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Teto constitucional

Sendo salário indireto, como diz o presidente do TJSP, o auxílio-moradia tem de ser considerado no teto constitucional. Caso contrário, o próprio Judiciário descumpre a Carta Magna. E assim, a quem vamos recorrer?

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

Verdades incontestáveis

Ao proferir sentenças contra crimes de corrupção, muitas vezes os juízes dizem que aquele dinheiro desviado poderia salvar milhares de vidas. Absolutamente verdadeiro. Se somássemos todo o dinheiro pago a juízes que, mesmo tendo onde morar, recebem mais de R$ 4 mil por mês de auxílio-moradia, poderíamos investir, por exemplo, em saneamento básico e igualmente salvar milhares da morte. 

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Custo x benefício

Quando o Judiciário gasta 1,3% do produto interno bruto, enquanto outros países não chegam a 0,5%, vemos que há muita coisa errada neste país. E nem por isso a Justiça é célere.

CARLOS ROBERTO G. FERNANDES

crgfernandes@uol.com.br 

Ourinhos

PREVIDÊNCIA

Reforma?

O Palácio do Planalto já cedeu tanto na reforma da Previdência para agradar a parlamentares e aprovar as minúsculas mudanças na aposentadoria que já pode ceder também no uso do termo “reforma”. Bom, ao menos não abriu mão da idade mínima, o único ponto a se vangloriar na atual proposta. A massa não aprova as mudanças porque desconhece o descalabro das contas públicas herdado da degenerada gestão lulopetista. O mesmo não se pode dizer do Congresso, que sabe e, mesmo ante as gritantes necessidades da população, só pensa em manter seus “negócios” e privilégios.

JORGE NETO

netojorginho1@gmail.com

Areia (PB)

Sabotagem

Em breve, lá pelo dia 20, saberemos quais são os deputados sabotadores do Brasil. Os que votarem contra a reforma da Previdência, que está levando o País à quebra financeira, deixarão claro que preferem quebrar o Brasil e manter a Previdência com as injustiças que todo mundo - até “elles” - está vendo.

WILSON SCARPELLI 

wiscar@terra.com.br

Cotia 

DECEPÇÃO

Um acinte à opinião pública e um afronto à Justiça, a atitude do ministro Gilmar Mendes, do STF, ao conceder habeas corpus, mesmo que provisório, ao réu confesso, Sérgio Côrtes, ex-secretário de Sérgio Cabral, envolvido na operação “fratura exposta”, braço da Lava jato.  Admitiu ter fraudado licitações na Saúde do Rio de Janeiro da ordem de R$ 16 milhões. Em conversa via e-mail, segundo o Ministério Público Federal (MPF), com um diretor da empresa Oscar Iskin, tinham a certeza de que a cadeia seria “curta”: “podemos passar pouco tempo na cadeia”... Mas nossas p. (impublicável) têm que continuar, afirmou o referido empresário.  Que barbaridade senhor ministro! Se isso não for motivo para mantê-lo trancafiado, não sei mais o que é justiça neste país. Seriam por revanchismo aos apupos que tem recebido nas ruas, auditórios e em viagens de avião, essas decisões intempestivas? “Quem faz o que quer, ouve o que não quer”!  O senhor ministro tem sido useiro e vezeiro em soltar presos abominados pela população, e isso, tem realmente, “apequenado” a Suprema Corte, que, tenho dúvidas, até quando será a guardiã de nossa Constituição.

Sérgio Dafré sergio_dafre@homail.com

Jundiaí

 

SÉRGIO CORTÊS LIVRE

Perdoe-me Sérgio Cortês. Eu soltei fogos no dia de sua prisão.  Eu acreditei na operação Fatura Exposta, que descobriu um desvio de muito dinheiro e afirmava que tinha a sua participação. Esse dinheiro é da saúde, dizia eu indignado.  Quanta gente morrendo nos hospitais e um montante desse sendo desviado.   Perdoe-me, Sérgio Cortês. Eu não acreditava na sua inocência. Eu pequei, reconheço e estou com peso na consciência.  Ainda bem que agora você está livre, pode ver de perto o carnaval, e do jeito que a coisa está caminhando, amanhã libertam o Sérgio Cabral.   Olha Sérgio Cortês, eu estou fingindo de idiota, a sua libertação me causou perplexidade e acredito que também aos meus compatriotas.

Jeovah Batista jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

 

‘O FADA MADRINHA’ DE CORTÊS

Se você roubar 300 milhões da saúde do Estado do Rio de Janeiro, em sociedade com o Governador Sérgio Cabral, saiba que ficará preso por dez meses, numa boa, em Bangu, cercado de regalias especiais. Então surgirá do nada uma fada madrinha, na verdade um fado, em forma de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e você será solto e poderá voltar para seu luxuoso apartamento, comprado com o dinheiro roubado da saúde do Rio de Janeiro. Com Gilmar Mendes no Supremo, corrupto nenhum precisa de advogado de defesa!

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

AUXÍLIO MORADIA X REMUNERAÇÃO

A discussão sobre o auxílio-moradia aos magistrados brasileiros está desfocada da verdade real. Essa verba, ao que parece, não se destina para a finalidade que o seu apelido faz indicar, mas, essencialmente para “engrossar” a remuneração dos juízes do Brasil. Portanto, o equívoco está na nominação que lhe é atribuída e não em sua existência. Se essa verba remuneratória tivesse qualquer outra identificação, a alegada distorção não estaria presente, e a discussão muito menos. O “fato concreto” é que há teto salarial para o funcionalismo e bem por isto, os salários desses funcionários públicos, por serem aquém daqueles que deveriam ser, passaram a ter de conviver com essa alegada “deformidade”, surgida certamente para permitir melhorar a remuneração dos juízes. Não se faz razoável permitir a vulnerabilidade do juiz de Direito em decorrência do baixo salário; torna-se evidente que a democracia precisa de juízes íntegros e sérios, e isto passa obrigatoriamente pela condição do Estado oferecer dignidade para o exercício da toga. Enfim, verifica-se ser uma hipocrisia tal discussão. A sociedade brasileira precisa amadurecer e exigir respeito aos seus anseios, os quais não se vinculam a pífia discussão sobre o montante da remuneração da magistratura, fator de irrelevância. A função do magistrado se distingue da função de um político atuante nas hostes dos poderes legislativo e executivo, seja da esfera federal, estadual ou municipal. Não que um poder seja mais importante que o outro - ao contrário, todos igualitários como assegurou Montesquieu e restou garantido em nossa Constituição Federal. No entanto, vivenciamos neste Estado pseudo-republicano, a anomalia da afronta ao princípio da igualdade dos Poderes, e é isto que está por detrás das nossas aflições. Obviamente que não deveria ser desta forma, todavia, é isto que vem acontecendo, uma “República” acéfala diante da pobreza dos Poderes Executivo e Legislativo e que atualmente se “segura” tão somente no Poder Judiciário, que bem por isso, talvez, esteja agora na berlinda, considerando que os outros dois já se foram.  É relevante atentarmos ao alto índice de corrupção entre os políticos brasileiros, os quais possuem elevadíssima remuneração de seus membros e ainda assim nada agregam — ou agregaram — para a Nação, ao menos nos últimos quinhentos anos. A sociedade precisa pensar de forma a alcançar aquilo que realmente lhe é importante: ter nos Poderes da República gente séria e vocacionada a servir ao País, ter uma imprensa verdadeiramente livre e responsável, ter uma estrutura de educação nacional que leve a formação de cidadãos pensantes e de opinião, ter um sistema financeiro nacional que se destine a fomentar o desenvolvimento da indústria e de seus respectivos setores, que pense na agricultura, desde o pequeno produtor até as grandes corporações, que estimule o crédito ao cidadão com honestidade e visão de futuro. Precisamos construir a Nação que até aqui não se mostrou edificada e certamente não se fará essa construção sem uma verdadeira democracia, basta ver o grau de barbarie a que ficou submetida a sociedade em seu dia a dia desde os grandes centros até mesmo nas pacatas cidades interioranas. Perdeu-se até mesmo a condição de se indignar. Possuir o direito ao voto não basta, o brasileiro precisa ter a liberdade de pensar por si mesmo e de se sentir solto das amarras levianas dos interesses escusos desta falsa república que parte da sociedade vem sustentando se realmente quiser viver em uma Nação.

Claudio Antelo claudioantelo@icloud.com

São Paulo

 

PROBLEMAS DE VISÃO

Em 23 de novembro de 2017, o ministro do STF Dias Tóffoli pediu vistas e emperrou o processo sobre o foro privilegiado. Não seria o caso da presidente do STF, ministra Carmem Lucia, trocar o oftalmologista da entidade? O Brasil tem pressa!

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

SUPREMO

Que Deus nos proteja. "Cumpadre" de lula. Discípulo de Gilmar e Lewandowski, vem aí na Presidência: Dias Tóffoli. O que será do Supremo?

Laerte de Paiva Filho laertepaivaf@gmail.com

São Paulo

FANTASMAS NA RUA

Ao examinar o equilíbrio comportamental dos ministros do STF, especialmente no que concerne ao início do cumprimento de pena de condenados em 2.ª instância, concluí: assustam a Nação, Gilmar Mendes, Rosa Weber e o ilustre decano Celso de Mello; os demais, não. Sugestão necessária para entender decisões jurídicas: alterar o início do Art. 5º, da Carta Magna para: alguns são iguais perante a lei.

Ligia Maria Venturelli Fioravante lmfiora@uol.com.br

São Paulo

TOPETUDO

O ministro que ostenta um portentoso topete Luiz Fux, assumiu a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto, afirmando a ilegibilidade de condenados em 2.ª instância, um recado direto ao ex-metalúrgico Lula da Silva. Findo seu mandato será substituído pela ministra Rosa Weber que, além de não ser topetuda, é muito suscetível a influências externas. Aí é que mora o perigo!

Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

DECISÃO DO STF NÃO É DIFÍCIL

Nenhum juiz do STF tem bola de cristal para saber se é melhor para o Brasil fazer um acordo com Sepúlveda — Lula não seria preso, nem se candadataria — ou prendê-lo e enfrentar a comoção social anunciada pelo PT. A única certeza que têm é o artigo 5º da Constituição assegura que a lei é igual para todos. Melhor um pássaro na mão do que dois voando!

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

 

A MULHER DE CÉSAR

O corporativismo, ou espírito de corpo ou de grupo é um vírus que se instala no organismo do ser humano sempre que ele passa a fazer parte de alguma sociedade fechada, normalmente de difícil acesso aos demais mortais. Assim, quando você é admitido num concurso para funcionário público, para a polícia, para professor da USP, é eleito deputado, é convidado para uma seita secreta, sei lá, você começa a defender seus pares e aquela congregação com unhas e dentes. Afinal, logo agora que você chegou lá é que não vai querer perder os direitos e benefícios desfrutados pela categoria, não é? Na maioria das vezes essa postura até se justifica. Afinal, não é nada bonito você voltar às costas a seus parceiros e lutar contra a sociedade da qual é membro. Há um caso em especial, porém, que salta à vista pela sua imoralidade. Falo dos penduricalhos que enfeitam o holerite dos funcionários do Judiciário, dos magistrados inclusive. Minha mãe foi funcionária do Tribunal de Justiça, aprovada em concurso após ficar viúva. Chegou a chefe de cartório no Palácio da Justiça, na Praça Clóvis. A vida toda foi assediada por advogados especializados, que faziam os funcionários assinarem procurações e viviam entrando na Justiça para ”ganhar” novos benefícios, concedidos automaticamente e incorporados aos salários. Ela realmente não entendia direito o que acontecia, mas ficava contente com os “aumentos” no salário, de tempos em tempos. Afinal, ganhava pouco, tinha quatro filhos pra cuidar e a vida era difícil. Acho até compreensível. Os tempos eram outros. Os aumentos diziam respeito a equiparação salarial por atuar em cargos mais elevados ou exercer funções de chefia sem a respectiva compensação. Mas jamais recebeu auxílios tipo paletó, auxílio moradia e quejandos. E esse é o problema. Tenho visto juízes probos, com um currículo impecável e uma atuação de fazer inveja, deixarem-se contaminar por esse “espírito de corpo”, na tentativa de preservarem benefícios que engordem seus salários. Os casos mais relevantes são os de Luiz Fux, rigoroso no trato com a corrupção, tendo dado mostras disso ao assumir ontem a presidência do TSE e dizer que ficha suja não terá vez nas eleições, mas leniente ao acatar liminar para auxílio moradia para todos os Juízes e de Marcelo Bretas, o impecável Juiz do Rio de Janeiro que conduz a Lava Jato com mão de ferro, mas entrou na Justiça para receber dois auxílios moradias para uma mesma casa, de propriedade dele e da mulher, que também é Juíza, no Rio. Como se sabe tais Juízes não fazem nada de ilegal, pois o auxílio está na Lei. O problema é como foram aprovadas e confirmadas essas Leis: afinal, quem dá a última palavra sobre a legalidade de uma norma são os próprios interessados. Isso é atuar em causa própria e aqui é que reside a imoralidade. Como pode um cozinheiro julgar a própria comida? Ou um jogador o próprio desempenho em campo? Tenho para mim que em casos como esses um terceiro elemento neutro deveria julgar os casos em que o Judiciário é parte. Não estou aqui a crucificar esses que estão trabalhando – e muito – para sanar a corrupção. Mas acho que seria o caso de, para o bem de seus currículos e para a história, fazer como a mulher de César, a quem não basta ser honesta, tem também que parecer honesta.

Percy de M. Castanho Jr. percy@replicante.com.br

Santos

 

PENDURICALHO A JUIZ

Primeira bola fora de Sérgio Moro. Surpreendeu-me a notícia publicada, a qual informa a fala do Juiz Sergio Moro: “Auxílio à moradia é para compensar falta de reajuste”. Traduzindo: Penduricalho! Não tem outra definição! Decepcionante!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

PREÇO DO COMBUSTÍVEL

Parece que os governantes não sabem que o combustível é a mola principal para controlar a inflação, essencialmente o diesel, usado no agronegócio e no transporte de tudo. Para plantar, preparar a terra e adquirir insumos de outros Estados, os defensivos e até sementes, tudo encima de caminhões. Também na colheita (máquinas) e no transporte dos grãos para depósitos e portos.  É muita coisa mesmo. Quando o barril estava a 150 dólares, nossos preços estavam acompanhando pari passo.  Isto quer dizer que estava acompanhando a alta de preço do dia. Como sempre, pra subir é no dia e pra baixar é nunca. Ao cair o preço no mercado internacional, nós não baixamos nada... Manteve-se o preço. Diziam que tinha que manter para compensar perdas anteriores.  Ora, Pedro Parente ao assumir a Presidência da Petrobrás avisou que doravante os preços seriam alterados conforme o comportamento do mercado. Não deu outra. Pegou-nos com o preço lá encima e aí começou a subir e, como nós já estávamos lá encima, subiu mais ainda e olhe que estamos ainda a menos de 100 dólares o barril.  Eu tenho curiosidade de saber os números da Petrobrás.  Quanto será o custo real e total para extrair um barril do pré-sal ou do nível natural (anterior ao pré).  Eu imagino que o custo seja assombroso, pois tradicionalmente a quantia de empregados diretos e/ou indiretos e manutenção de prédios aluguéis, mordomias, horas extras, planos de saúde, e direitos adquiridos via sindicatos e salários acima de mercado devem inflacionar os custos por demais. Porque não copiamos os árabes da OPEP?  Lá diz que o custo final é 25 dólares o barril.  Como isso é possível? A Petrobrás para não ser privatizada tem que mostrar que é rentável (dá lucro) sem subterfúgios e manter o preço dos combustíveis e derivados oferecidos aos brasileiros num preço justo e compatível com a nossa renda. Alguns "técnicos" chegaram dizer que aqui a gasolina era mais barata que nos Estados Unidos, mas não temos a mesma renda per capita dos americanos. Quanto é o salário mínimo lá?

Telmo Silva telmocsilva@ig.com.br 

Presidente Prudente SP

 

A PREVIDÊNCIA NOVAMENTE

Muito debate em torno do assunto. As opiniões, porém, variam de acordo com os interesses e do bolso de cada um. Opinar sobre um tema tão técnico é realmente difícil sem dados concretos. Que a sociedade está envelhecendo e as contribuições não estão aumentando na mesma proporção, todos sabemos. Que a aposentadoria aos cinquenta e poucos anos, em plena capacidade de trabalho produtivo, é um desperdício, e pode ser fatal às contas da Previdência, também parece claro. Mas como podemos ter certeza de como deve ser uma reforma previdenciária sem conhecer os grandes números, e com os auditores-fiscais da RFB divulgando que a arrecadação do PIS, Cofins e CSSLL não está sendo destinada à Previdência, como manda a Constituição? Bastaria Michel Temer divulgar o valor da receita nos últimos três anos, ano a ano, segregada por tipo de contribuição, o valor pago aos aposentados e pensionistas, o valor da parcela da receita gasta com a saúde pública, financiado pela Previdência e o valor da folha de salários. Tudo ano a ano, nos três últimos anos. Ficaria muito mais fácil para cada um de nós apoiar ou não a proposta do presidente.

Luiz Augusto Casseb Nahuz luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

PEDIDO

Presidente Temer, defenda seu povo até o fim! O senhor sabe fazer contas, grande parte da população, por falhas antológicas na Educação, não sabe! Cabe a quem sabe defendê-la das nefastas consequências da não aprovação da Reforma da Previdência.

Sandra Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

 

INACREDITÁVEL

Michel Temer, de pires na mão, pedindo de joelhos para que a reforma da Previdência seja aprovada, especialmente, por falta de recursos públicos, assinou neste mês a Medida Provisória n.º 819/2018, que autoriza transferir recursos na ordem de R$ 800 mil para o Estado da Palestina, visando a restauração da Basílica da Natividade. Dar bom-dia com o chapéu do povo é fácil, né Temer. Inacreditável!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

PREVIDÊNCIA E NORDESTE

Na sua paranoia de aprovar a reforma Previdenciária, que pelas evidências políticas, está com a vela acesa nas mãos. O presidente vai ao Nordeste tentar amealhar mais votos dos deputados nordestinos, principalmente aqueles que padecem, há séculos pela falta do precioso líquido. Vai dar andamento a um projeto envolvendo o Rio São Francisco, favorecendo, perto de 10 mil pessoas. Pelo seu objetivo precisa ter os poderes de Moisés, o líder do povo hebreu, quando com seu cajado tirou água da pedra. Para Temer está mais fácil imitar Moisés do que aprovar a reforma tão desejada.

Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

VISÃO DE GOVERNANTE

Com as realizações do governo Michel Temer, nestes quase dois anos, que superou a crise econômica deixada pelos desgovernos petistas, definiu um teto para os gostos públicos, estimulou a economia com o saque dos valores das contas inativas do FGTS, a reforma trabalhista, do ensino  médio, queda da inflação, redução dos juros, recuperação do empregos entre outras, podemos considerar Temer como um governante que tem uma visão das necessidades futuras do País, trabalhando com sabedoria para a condição de um  Brasil moderno  e  se preocupando com a próxima geração. Ainda, exerce uma liderança política, sem limitações partidárias, que, com seu empenho, como um estadista, tem tudo para conseguir a reforma da Previdência, que beneficiará a grande maioria dos brasileiros.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

NOVAS REGRAS

Em razão do número de políticos (com “p” minúsculo...) já presos e dos que aguardam sua vez, brevemente o tratamento na carceragem passará obrigatoriamente a ser Vossa Excelência.

 Eduardo Menezes Serra Netto decimoserranetto@uol.com.br

São Paulo

AFRONTOSO

É inconcebível e afrontoso à Nação brasileira, o fato de se esbanjar os minguados recursos públicos para sustentar os coronéis dos partidos políticos, conferindo-lhes mais poder e permitindo-lhes fartarem-se, juntamente com os amigos, na grande farra das campanhas eleitorais.   R$ 1,71 bilhão do Fundo Eleitoral, além dos R$ 888 milhões do Fundo Partidário, que deixam de ser empregados em saúde, educação e segurança, para minorar as grandes mazelas da população brasileira, em especial das classes menos favorecidas.  Tudo isso em benefício de uma pequena população "especial" de 81 senadores, 513 deputados federais e mais as estruturas em seu entorno.  É escandalosa e criminosa essa situação, quando milhares de brasileiros morrem por falta de atendimento médico e, por isso, o caso deveria ser tratado como crime contra a humanidade.   Esse pessoal, que foi escolhido pelo voto do povo, nada tem a ver com esse povo, pois em nenhum momento é capaz de dispensar-lhe o devido respeito e atenção, roubando-lhe a dignidade e sempre beneficiando-se exclusiva e exageradamente do poder.   Essa sangria toda tem que ser estancada.  O povo brasileiro já não suporta mais tamanha desfaçatez.

Orlando Rodrigues Maia ormaia@uol.com.br

Avaré

 

FHC E LUCIANO HUCK

Não sei o que se passa na cabeça de FHC, mas ao defender tão enfaticamente a candidatura de Luciano Huck ele desprestigia o candidato Geraldo Alckmin do PSDB. Alckmin pode ganhar ou não, mas foi vereador e prefeito de Pindamonhangaba, foi deputado federal, secretário do Desenvolvimento, vice-govenador e governador de São Paulo por mais de 10 anos. O candidato do partido de FHC tem experiência política, administrativa e não é um franco atirador. E quem é Luciano Huck? Até pouco tempo comandava um programa de TV erótico brega estrelado por Tiazinha e Feiticeira. Sugiro ao ex-presidente que, caso não tenha sucesso com Huck, nas próximas eleições apoie Galvão Bueno, Faustão, Raul Gil ou Amaury Jr., porque são todos exatamente a mesma coisa.

Leão Machado Neto lneto@uol.com.br

São Paulo

 

HAMSTER NA CARTOLA

O lançamento da candidatura à Presidência de Luciano Huck surpreendentemente embandeirada por FHC lembra a atuação de um mágico munido de cartola cujo número, no seu auge, consiste em tirar de dentro dela um coelho, como esperado. A perplexidade da plateia, no entanto, eclode com estridência, ao constatar que, em vez do ágil láparo, de lá, sai um hamster. O público presente no auditório aguarda até hoje as necessárias explicações.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

ALCKMIN

Alckmin? A esperança é de que, deixando de ser governador, ele assuma ser candidato...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

BOLA FORA

Parabéns ao "Estado" por sempre nos refrescar a memória quando o assunto é eleições. Para chamar a atenção, o governador Alckmin não poupou nem mesmo a Petrobrás, tendo defendido recentemente a sua privatização, ao contrário de 2006 quando também candidato ao Planalto, em que afirmou que não venderia nenhuma estatal. Pedro Parente não gostou. Nem nós, governador.

Maria Lúcia R. Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

São Paulo

 

NINGUÉM MERECE

É muita cara de pau e de um cinismo incomum, a população brasileira não merece ser escorchada e debochada por um elemento como o senador Fernando Collor (PTC-AL). Ao se colocar como candidato de “centro” à Presidência do Brasil, no seu pronunciamento no Senado, e para piorar, tivemos que ouvir seu lamento por não ter concluído o mandato por causa do impeachment. Mal sabe ele o quanto agradecemos a Deus por isso ter ocorrido, pois pelo tempo que ficou, conseguiu destruir o País e sua população imaginem o desastre caso viesse completar seu mandato ele simplesmente nos aniquilaria. Né, não?

Angelo Tonelli Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

  

Alckmin, governador de São Paulo eleito e reeleito, a mim me parece ser um bom governante, apesar de que nem tudo brilha em nosso Estado. As finanças estaduais parecem-me que estão em ordem; a respeito do governador, parece que não pesa nenhuma acusação de malversação do erário a seu favor e/ou de seus familiares e apaniguados; durante suas gestões, várias obras de mobilidade na cidade de São Paulo tiveram início e, se algumas estão paralisadas, talvez seja porque a responsabilidade do governador em manter as contas públicas sob controle ante a queda da arrecadação nos últimos anos devido aos devaneios ilusionistas dos governos “dilmolulopetistas” tenha sido a tônica deste veterano político do PSDB. Entretanto, seu legítimo desejo de vir a ser o próximo presidente da República parece não sensibilizar seus correligionários. Tal qual ocorreu em 2006, quando disputou o segundo turno com Lula, e não se viu vencedor, sendo considerado chuchu sem sabor, insosso e inodoro também por membros de seu partido, ora parece-me que estes o veem (ainda?) como fruto não maduro, tal qual chuchu que nunca amadurece, porque sempre “verde”. Mas chuchu nunca amarela, nem avermelha. Chuchu simplesmente brota! Buscamos novas lideranças, entes e agentes da sociedade que tenham espírito público e desprendimento para gerir o Estado; mas estes não surgem, como se do nada pudessem surgir. João Doria surgiu, como broto de um chuchu verde. E não surgiu do nada: surgiu do esforço político de Alckmin. Se vai vingar e ganhar alturas no caramanchão é ter paciência e fé na fertilidade do solo em que foi plantado, para criar raízes. Almejar uns palmos a mais acima do solo parecendo um viço noviço movido pelas águas do verão e da insolação, que não se sustenta quando a aridez retorna, em fins de outono para começo de inverno, e não floresce na primavera, cairá no chão, com podridão, por excesso de água (afogadilhos) e carência do tempo necessário para assimilar os nutrientes que se dissolvem paulatinamente no modus operandi do húmus, que pode vicejá-los e frutificá-los. Novas lideranças também não são como flores que surgem num jardim, plantadas em canteiro improvisado, com pouca fertilidade, em terreno pleno de ervas daninhas. As lideranças brotam com o exemplo, com a simplicidade, com a humildade que líderes autênticos transmitem. Assim como Temer, nosso governador não tem lá aquela popularidade que lhe coloque no patamar das intenções de voto para ser o preterido pelo voto popular. Diferentemente de Temer, parece-me que em seu governo não há nos escalões inferiores implicados na Lava Jato ou em inquéritos semelhantes e repugnantes e, se houver, parece-me que não na quantidade e qualidade daquele. Mas Temer vem fazendo bom governo, coisa que Alckmin vem fazendo já faz um tempinho. Que fale a respeito disso FHC, que não criou lideranças.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

 

RESPEITO AO ELEITOR

O advogado Ruy Martins Altenfelder Silva, em seu esclarecedor artigo “Respeito ao eleitor, o Brasil do século 21”, publicado no “Estadão” (30/1, A2), chama a atenção de que está vencendo o prazo para que a mal avaliada classe politica brasileira, faça uma reforma política que contemple uma postura mais republicana.  Só que Altenfelder, talvez, até por não estar tão confiante de que a tão necessária reforma política se materialize, diz “há sim bons políticos, e não são poucos, embora tenham visibilidade muito menor do que os maus”.  Na realidade, os bons políticos não tem força para viabilizar grandes reformas no Congresso!  Infelizmente, estão lá para dizer “amem aos maus”, que controlam as nossas estatais, a distribuição das facilidades do poder, até propina, etc... Como maus políticos, agem diuturnamente para dificultar o controle de gastos de uma eficiente equipe econômica com da atual, já que, são especialistas em chantagear o Planalto! Assim, como dificultam a aprovação da reforma da Previdência, e, em causa própria aprovam inúmeros e excrescentes refis anulando juros e multas.  Infelizmente, a ação dos maus, ou dos nada republicanos políticos é que prevalece no Brasil. E uma forma de o eleitor exigir respeito, é não votar nos maus políticos, no pleito deste ano...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

SEPÚLVEDA PERTENCE E MINISTRO FACHIN

É lícito este novo advogado do “hexaarréu”, que já foi presidente do STF, reunir-se com o ministro Edson Fachin para discutir o caso? No mínimo não é ético, aliás, ultimamente tudo que o PT e sua bancada promovem, não tem nada de ético. Aproveitando, quanto está custando e quem está pagando está banca de advogados?

Luiz Robert Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

MARCA REGISTRADA

Pelo andar da carruagem, logo saberemos a quem o Sepúlveda pertence.

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

COMITIVAS PRESIDENCIAIS IMENSAS

Estas comitivas imensas que viajam com nossas autoridades são maus costumes terceiro-mundistas. Se hospedados em área militar, podem reduzir-se a quase zero. É necessário dar um fim a este preciosismo do GSI. Em áreas militares, o presidente — é dele que falamos — normalmente ocupa casa utilizada pelo oficial-general comandante da área, dotada, por isto mesmo, de boa segurança permanente. A alimentação pode ser providenciada junto ao comandante da Força Armada local, com serviço de taifa do mesmo nível da residência presidencial. Para a segurança pessoal em deslocamentos por terra fora da área militar e para comunicações institucionais admite-se um pequeno aparato de reforço. Penso que dez pessoas, entre homens e mulheres, é o suficiente. Mais que suficiente, aliás.

Roberto Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

 

SOBRE AS COREIAS

As duas "inimicíssimas" Coreias conjuntamente em festa. Enquanto no Brasil, alguns torcendo por uma e alguns torcendo por outra, na disputa ideológica. Muita festa nas Coreias e brasileiros preocupados com as... Coreias. Submissão cultural asiática!

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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