Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

03 Março 2018 | 03h00

LULODILMISMO

Curso completo

Então, universidades querem pôr em seus currículos a discussão sobre o impeachment? Não se pode ser contra. Trata-se de liberdade de cátedra - não confundir com proselitismo político-partidário. Todavia devem elas ser honestas o bastante para analisar e explicar, também, o porquê e as razões de algumas medidas - comprovadas no Legislativo e com acompanhamento do Supremo Tribunal Federal (STF) - tomadas pela autora da ode à mandioca e outras preciosidades literárias: desrespeito às normas constitucionais e legais que regem a economia (máxime a Lei de Responsabilidade Fiscal), decretos lastreados em metas (?!) a serem fixadas ao final do exercício para “legalizarem” os parâmetros neles utilizados, a passividade em face dos “malfeitos” cometidos na Petrobrás (a compra da refinaria de Pasadena, por exemplo), na Eletrobrás e em outras empresas e órgãos federais. E, ainda, as populistas “medidas econômicas” que estavam sendo tomadas para salvar (?!) o desastre que já estava anunciado: energia elétrica e combustíveis com preços administrados irreais, taxa Selic e juros fixados abaixo do que apontava o mercado, etc. E, por fim, a maior crise econômica do País, com forte recessão, que, agora, enfim, está sendo corrigida pela equipe econômica do atual governo. E, se for possível, incluir o absurdo de todos esses fatos serem “desconhecidos” e desprezados por parte de nossa intelectualidade acadêmica.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Aula magna

Os cursos em universidades públicas sobre o “golpe de 2016”, que abordam a defenestração de Dilma Rousseff por motivos vários, desde a vingança de Eduardo Cunha até erros imperdoáveis em sua política econômica, que conduziram o País à estagnação, deveriam abranger outras questões. O que necessariamente deveria ser ministrado nessas universidades é como um país pode ser dilapidado por suas elites políticas e empresariais. Começando pela rapinagem na Petrobrás, pelo conluio dos três partidos - PT, PP e PMDB - que, unidos, destroçaram a nossa empresa-símbolo. E a aula magna deveria versar sobre a Lava Jato e a corrupção, que pode destruir uma nação, sob o silêncio característico da ação dos cupins da República.

PAULO SÉRGIO ARISI 

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

O verdadeiro golpe

Fiquei pasma ao ler que há professores universitários gastando dinheiro dos nossos impostos, na maior parte das federais, criando cursos para combater o “golpe”! No descalabro em que estão nossas instituições, com desvios de recursos de todos os lugares, que deveriam ir para o povo, esses professores deviam criar cursos sobre como combater a corrupção, que foi - essa, sim - o maior golpe, pois tirou dinheiro da educação, saúde e segurança do povo brasileiro. Poupem a minha inteligência!

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

BOLIVARIANISMO

Ajuda humanitária

Cerca de 40 mil venezuelanos entraram no Brasil por Roraima nos últimos 12 meses e nunca vi ninguém dos direitos humanos, do PT ou da Igreja Católica prestando qualquer tipo de ajuda humanitária a esses refugiados. Aliás, como já foi feito em situações semelhantes, os artistas simpatizantes do bolivarianismo deviam ir lá fazer um show e tentar convencer os refugiados venezuelanos a voltarem para seu país, pois, segundo a esquerda brasileira, a Venezuela tem excesso de democracia (apud Lula) e muita liberdade.

ANTONIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Irreversibilidade

Perturbadora a timidez das reações da comunidade internacional e de entidades supostamente comprometidas com as questões humanitárias do planeta - como a ONU, a Igreja Católica e setores que se autoproclamam guardiães dos direitos humanos mundo afora - ao que está acontecendo na Venezuela. Aqui, em Pindorama, grupos de ativismo político e social, como o MST, e alguns partidos orientados por uma esquerda hipócrita até exibem demonstrações de apoio ao regime autocrático lá instalado, de inspiração comunista, iniciado por Hugo Chávez e conduzido atualmente por um presidente histriônico cujo governo se sustenta na ação de milicianos cooptados e está levando seu povo a um grave estado de subnutrição explícita, forçando milhares a se refugiarem em países vizinhos, já em dificuldades para enfrentarem suas próprias mazelas. Será que o mundo vai permitir o agravamento da situação até ser atingido um perigoso estado de irreversibilidade?

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Ufa! Foi por pouco...

E era isso que o PT planejava para nós? Ainda bem que seus governos sucumbiram antes.

ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI

adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

Troca de figurinhas

Sobre os desvios de milhões de dólares da PDVSA pela cúpula da petroleira venezuelana, vem-me uma dúvida: não sei se os bolivarianos imitaram os petistas ou se os lulopetistas emularam os venezuelanos. O fato é que ambos assaltaram suas estatais do petróleo - aqui, a Petrobrás.

FERNANDO SOBRAL DA CRUZ

sobralfernando.cruz@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Intestável ao contrário

Na época do Império Romano, depois da pena de morte, a pior punição para um cidadão era tornar-se intestável, condição que na prática o bania da cidade, pois ninguém poderia servir-lhe de testemunha em juízo, ou seja, perderia todas as causas que movesse ou em que fosse processado, pois não poderia contar com testemunhas, peças fundamentais no Direito Romano. Hoje parece que os advogados do riquíssimo pai dos pobres o tornaram intestável, pois ninguém que testemunha contra Lula serve, são todos mentirosos e nada acrescentam. Que o diga Marcelo Odebrecht.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo 

Santo do pau oco

Uma igreja era devotada a um santo até a descoberta de que era um santo do pau oco, mancomunado com empreiteiros do mal. O santo que não era santo, desacreditado e com a igreja cada vez mais vazia, passou a acender velas em sua própria homenagem. O delirante e vexatório Lula hoje se dedica a repetir monótonas ladainhas a si mesmo.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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JUSTIÇA A PASSOS DE LESMA

Recentemente tivemos inúmeros exemplos gritantes da lerdeza da nossa Justiça, como importante fator de segurança neste País. Além de o sistema Judiciário permitir uma grande quantidade de recursos, a demora da Justiça julgar os réus acusados por cometerem crimes contra a vida de seus semelhantes e contra os cofres públicos, permite que um réu, apesar de culpado por força de provas irrefutáveis, acabe se safando, inclusive por decurso de prazo. Em 2009, o ex-deputado Carli Filho causou um grave acidente, quando dirigia o seu veículo acima de 160km/h e embriagado, provocando a morte instantânea de dois jovens. Somente agora, depois de impetrar 32 recursos, o réu foi condenado a nove anos e quatro meses, por um júri popular. Porém ainda não irá para a cadeia, pois a decisão do júri foi confirmada por um juiz e não por um conjunto de magistrados. Poderá ainda recorrer a instâncias superiores, quanto à dosimetria da pena, imagino quantas vezes os seus advogados conseguirão se aproveitar do estratagema da chicana. No Supremo Tribunal Federal (STF), a situação não é muito diversa, motivo pelo qual os políticos fazem de tudo para obter o foro privilegiado. Dois exemplos recentes, além do acumulo de processos que chegam, demonstram os absurdos, que podem privilegiar os réus. O ministro Gilmar Mendes segurou por cinco anos um pedido de vista do processo em que o senador Romero Jucá era réu. O senador acabou absolvido por decurso de prazo. No processo sobre o foro privilegiado, em novembro de 2017, sete dos onze ministros do STF já haviam decidido pelo limite do foro, garantindo assim a maioria dos votos. Mesmo assim o ministro Dias Toffoli pediu vistas do processo, motivo pelo qual até hoje não se tem a decisão do STF, em um tema de suma importância. Ao redigir este e-mail, lembrei- do samba do crioulo doido, do saudoso jornalista Sérgio Porto.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 

São Paulo 

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EU TE ACUSO, Ó JUSTIÇA!

Dois notórios exemplos abrem-se às escâncaras por todos os meios de comunicação do País, desnudando o descalabro preocupante dos caminhos ou descaminhos, por onde envereda a Justiça. Nove anos demora o julgamento do ex-deputado que, em alta velocidade (173 km/h), embriagado, tirou a vida de dois inocentes, em Curitiba, Paraná. Nove anos, só no primeiro grau. Quantos mais não demorarão até a subida para o Supremo Tribunal Federal (STF)? Repete-se em perfeita analogia: o crime de Thor Batista, também em alta velocidade, na sua Mercedes-MacLaren, e, decepa a vida de transeunte, e, até agora? O nobre versus o pobre. Um caso aponta para o outro. No primeiro arruma-se a "justiça" pela antessala e conclave, por onde se tecem os argumentos de defesa, buscando-se o aval dos recursos infindáveis, aqui, também se arruma a justiça, aparelhando-se argumentos, diríamos, jurídicos e não jurídicos. A mala do ex-assessor do presidente passou agora a ser "malinha". Fossem só jurídicos, como no caso de criminosos pobres, a coisa andaria rapidinho! Não é crível que a Justiça seja tamanhamente daltônica e insensível de não ver malfeitos em ambos os casos. Crimes praticados a céu aberto. Émile Zola, sensibilizado com a grave injustiça da condenação de desterro do capitão Alfred Dreyfus, escreveu o livro no qual reverbera a justiça francesa, lançando ao mundo o famoso grito: "J'accuse!" - Eu te acuso. Ó Justiça, teu manto protetor, tão mãe gentil dos criminosos (desde que ricos e famosos); e tão madrasta insensível para nós os sem nome. J'accuse!

Antônio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br 

São Paulo

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A FOME NO MUNDO OU NO STF?

Felicidade! O STF decidiu pela constitucionalidade dos textos aprovados no legislativo federal, sobre as alterações no Código Florestal. Que Deus abençoe seus integrantes, que não morrerão de fome inanimada.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo 

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RECEITA DO CRIME ORGANIZADO

A principal receita do crime organizado é o tráfico de drogas e a omissão (ou conivência) do poder público, que fez com que se criasse um poder paralelo no Brasil. Atualmente, a droga está ao alcance de qualquer pessoa que queira comprar. Homens e mulheres premidos pela miséria são seus varejistas e, quando aprisionados pela polícia, se tornam súditos do crime organizado. Se recorrermos à história, os anos 1920 nos Estados Unidos viviam um ambiente parecido com o atual do nosso País: a proibição das bebidas alcoólicas desenvolveu a máfia e os problemas de segurança eram muitos. Quando se liberou o uso do álcool, surgiram grandes empresas que criaram empregos, passaram a pagar impostos e esse ramo de criminalidade desapareceu. O tabaco está liberado desde sempre, gera muitos impostos e sabe-se que vicia e faz mal à saúde, mas se verificou que a conscientização dos usuários fez com que houvesse uma redução acentuada de fumantes. Além disso, começa a haver no mundo países que estão liberando a maconha com cautela e até outras drogas mais pesadas. Com isso, a qualidade da droga oferecida no mercado melhora, as prisões são esvaziadas desses pobres diabos, são gerados empregos e a arrecadação de impostos aumenta consideravelmente. Tudo isto equivalerá a pôr um pé no tubo de oxigênio do crime organizado fazendo com que perca sua principal receita. Sabemos que há políticos e policiais que vivem na folha de pagamento da droga, mas há que ter coragem para tomar essa decisão que vai revoltar parte da população e seguir esse caminho para nos livrarmos dessa chaga que tende a nos escravizar.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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'MANU MILITARI (...)'

Em seu artigo "Manu militari" (1/2, A2), Eugênio Bucci lança um rosário de criticas contra o governo de Michel Temer sem se dar conta de que, diante do fracasso dos últimos governadores fluminenses em lidarem com a criminalidade, o presidente se viu obrigado a tomar uma atitude mais radical para impedir que o crime organizado tomasse de vez o Rio de Janeiro e diga-se: a intervenção federal foi um pedido de socorro feito pelo próprio governador do Estado Luiz Fernando Pezão. Tratou-se menos de uma peça publicitária como alardeia Bucci, do que a necessidade imperiosa de tirar o estado impotente e falido de mãos criminosas. É curioso notar que o articulista manteve silêncio obsequioso diante dos gastos estratosféricos do governo Dilma, que torrou em quatro anos R$ 9 bilhões em publicidade. Bucci pode ter alguma razão quando afirma que, em consequência do fracasso da reforma da Previdência o presidente optou por atacar o problema da segurança que transformou o Rio numa terra de ninguém com boa parte do território (sob a jurisdição do crime), mas erra ao criticar que a intervenção aceita pela totalidade dos cariocas - de bem - como uma manobra de marqueteiros palacianos para melhorar a imagem do chefe. E mesmo que estivesse certo, seria ainda ponto para Temer demonstrar disposição em solucionar problemas de difícil solução, herdados das duas gestões petistas após resistir a várias tentativas de golpe para apeá-lo do poder. Tratar a intervenção no Rio de Janeiro como um capricho pessoal do presidente para tirar uma "casquinha da situação" é ignorar que a cidade maravilhosa vive uma guerra civil em que só soldados bem armados têm condições de retomarem do crime organizado alguns territórios ocupados. A pergunta que fica: como professor da ECA e contrário ao atual governo, Eugênio Bucci também concorda com a criação da nova disciplina intitulada "curso contra golpe"?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br 

São Paulo

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TIRO PELA CULATRA

Excelente, brilhante, revelador, esclarecedor, um verdadeiro manual de instruções sobre o pensamento e as ações do "lulopetismo" o artigo do insuspeitíssimo professor Eugênio Bucci, intitulado "Manu militari ou o trio elétrico macabro".  Confesso que nunca li artigo tão minucioso, tão isento de paixões e tão fértil sobre o modo de ser do homem mais honesto que existe e de seus ainda fiéis seguidores!  O articulista ao escrever certamente estava movido por santo patriotismo! Parabéns, professor, o senhor nos deixou seguros e reforçou nossa convicção de que, realmente, o "lulopetismo" não merece mais que o lixo da História, pois ao tentar desqualificar a ação do governo atual o senhor se esqueceu de um velho e bom dito popular: "Quem usa, cuida", prerrogativa de quem pauta o comportamento pelo próprio...   

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém 

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COM OS OLHOS NO PASSADO

O jornalista, Fernando Gabeira, tem razão quando diz que não devemos encarar o Exército com olhos do passado. O que é lamentável. Se referindo às criticas com relação a intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro a pedido do Planalto. Posso estar engado, mas, lendo o artigo do jornalista e professor da USP, Eugênio Bucci, publicado no Estadão, a impressão que fica é que existe um intenso ódio contra Temer e medo injustificável de que o Exército volte aos tempos de 1964.  Ou seja, Bucci está encarando o Exército, com os olhos no passado... E vai além, dizendo que "a tragédia carioca é um pretexto oportunista do governo". Que está em curso "uma escalada de militarização política no Brasil". Que Michel Temer "promove a ideia de que armas pode substituir a política". Que bobagem...  E descobriu também, que, o combate à criminalidade jamais será bem-sucedido se estiver assentado na violação da lei... E para encerrar, comove também, quando diz que, o governo vende uma solução brucutu na crença que a força bruta resolve as mazelas da democracia!  Ora, respeitável jornalista, quem sabe o senhor  oferecendo flores aos membros das diversas organizações criminosas, infelizmente, existentes no País, consiga resolver o grave, e de difícil solução, problema da criminalidade...  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com   

São Carlos

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QUAL A SOLUÇÃO?

Todos os dias vemos na mídia assassinatos de policiais, explosões de caixas eletrônicos e mortes por balas perdidas. O assunto é grave, preocupante e às vezes parece fora de controle.  Para ocasiões extremas temos que adotar atitudes impactantes e drásticas. Será que não poderia ser criada uma lei especifica pelo Congresso com penas fortíssimas para quem fosse pego com fuzil, dinamite ou assassinasse um policial? Pena tipo 35 anos de cadeia em regime fechado sem possibilidade de recurso para cumprir pena fora da prisão.  Hoje vemos criminosos reincidentes cometendo duas ou três vezes o mesmo crime.  O Estado tem que punir com rigor determinados crimes de forma que os bandidos sintam que caso os cometam, ficar um longo tempo na cadeia. Acho que para esses crimes nem os eternos defensores dos direitos humanos para bandidos teriam o que argumentar. Há de se convir que pessoas que portam dinamite andem armadas com um fuzil ou atirem e matem policiais. Devem ser segregadas do convívio em sociedade o mais rápido possível. Soluções existem, o que falta é coragem e atitude para adotá-las. Os políticos na grande maioria das vezes esquecem que são eleitos para tomar medidas para melhorar a sociedade em que vivem ao invés de ficar preocupados apenas com o seu próprio futuro. Isso depende de nós eleitores cobrarmos de nossos representantes. Caso não nos ouçam, as eleições estão aí - vamos trocá-los.

Olavo Bruschini o.bruschini@terra.com.br

Monte Azul Paulista 

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A FRASE DA CRISE NO RIO

O ministro Raul Jungmann colocou o dedo na ferida social da atualidade brasileira, ao afirmar: "Me impressiona o exemplo do Rio. Durante o dia pessoas clamarem contra a violência, contra o

crime, e à noite financiarem este mesmo crime através do consumo de drogas". Só é acusado o traficante, um criminoso  marginal, que ficou rico e violento, graças ao vício maldito de uma parte importante de uma sociedade gravemente doente, vazia, consumista e sem ideais. Parabéns ao ministro que mostrou o outro lado do paraíso da sociedade do consumo e da hipocrisia institucionalizada.

  

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre 

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AUTORITARISMO

A fala do interventor se segurança do Rio de Janeiro a meu ver não tem nada de autoritária. Acredito que deve ter toda a liberdade para agir com a máxima autoridade, se não for assim vai ser mais um bola murcha dando palpite no País.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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ROTINAS

Em artigo em (1/3, C10), o sr. Veríssimo, seguindo sua rotina, tenta denegrir os militares. A bem da verdade, sobretudo para aqueles que não viveram aquela quadra (anos 60) mencionada pelo articulista, vale lembrar: que o "rastro de arbítrio e sangue" tinha duas vertentes - uma foi deliberadamente "esquecida"; e que o reconhecimento "de um passável sistema nacional de comunicação" constitui-se um absoluto desrespeito pelo monumental trabalho de criação, desenvolvimento e implantação da Embratel. Foi naquela empresa que se iniciaram as bases para o estabelecimento do formidável sistema de telecomunicações da atualidade. Seguindo a rotina, lembraria que o final do artigo aborda um dos pontos centrais da tragédia cotidiana da insegurança promovida pelo narcotráfico: o mercado consumidor de drogas, esquecido sempre na abordagem dos temas ligados à segurança pública. Essa é a cereja do bolo do artigo, sr. Veríssimo! Com todo o respeito: não deveria estar nas duas últimas linhas. Deveria estar nas duas primeiras.

Jose Antonio Simões Bordeira bordeira@compuland.com.br  Petrópolis (RJ)

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ROTINEIRAMENTE

Fica difícil para o leitor definir o que o irrita mais: se constatar que o sr. Veríssimo continua a ocupar as páginas do jornal para destilar todo o seu ranço ideológico de esquerda ou os editores ainda o manterem na equipe de colunistas. A coluna desta semana é uma daquelas que deveria entrar para a História: como revisar, a la Gramsci, a história recente do Brasil. A reação democrática de 1964 foi protagonizada por toda a sociedade brasileira, mídia e "Organizações Globo" incluídas, para depor o governo comunista e corrupto de Jango! O regime de exceção que se seguiu prolongou-se além do que era previsto graças à luta armada desencadeada pelas esquerdas contra o Estado brasileiro para implantar, pela força, a Cuba da América do Sul. Agora o governo federal utiliza-se de preceito constitucional, aprovado pelo Congresso Nacional para decretar a intervenção e nomear um interventor para a área de segurança pública. Um oficial general! Ou Veríssimo gostaria que fosse um pacifista para convencer a bandidagem a liberar as áreas e as populações sequestradas de mais de 800 comunidades do Rio de Janeiro?

Marco Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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ROTINAS DE VERÍSSIMO

Comparar as rotinas das favelas do Rio com as rotinas da cidade de Berlim no avanço das tropas soviéticas pela cidade é muita estupidez. Mistura alhos com bugalhos. O sr. Veríssimo vive 

em que mundo? O do ano de 1945?

Paulo Ribeiro pauloribeiro634@gmail.com   

Cotia

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A CARA DO ESTADO BRASILEIRO

O Brasil, institucional é improdutivo, inchado de dirigentes incompetentes, e sem compromisso com a Nação!  E o custo para União manter esta máquina que não funciona, é gigantesco! E mesmo assim, como se fizessem parte de uma ilha especial dentro do País, esses ditos donos do poder, abusam com seus penduricalhos, como auxílio-moradia de R$ 4,3 mil, etc., e ainda um auxílio-alimentação como dos juízes do Tribunal de Justiça, do Rio, de R$ 1.825,00, por mês, ou, equivalente a dois salários mínimos... E, um exemplo deste desastre dos altos custos e péssimos serviços prestados aos contribuintes, vem do falido Estado, do Rio de Janeiro! Que, em brilhante artigo do jornalista Fernão Lara Mesquita, publicado no "Estadão", com título "A cidade murada e a cidade-selva" (27/2, A2), entre outras observações realistas, revela que a Polícia Militar do Rio é composta de 43.538 homens. Porém, 15 mil são sargentos, 14 mil soldados, e o restante de coronéis, em que a maioria já aposentada antes ou pouco depois do 50 anos. Ou seja, dos 43.538 que compõe a PM, na realidade sobram 26.247 policiais, que divididos em turnos, apenas 6.560 membros desta corporação ficam a disposição por dia, para prestar serviços e garantir a segurança pública, para 16,7 milhões de habitantes deste Estado, um dos mais violentos do mundo.  E, que, em boa hora, sofre intervenção federal na área da segurança pública.  Se vai dar certo, só Deus, sabe!  Mas, algo teria de ser feito... E como bem escreve Fernão Lara Mesquita: "Nossa doença é política, e só poderá ser curada com os remédios da politica".  Ou seja, o povo brasileiro, sem radicalismo, precisa ser protagonista, e não um simples e passivo coadjuvante em defesa deste país! Acorda, Brasil!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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GOVERNO FEDERAL CASTIGA PREMIANDO?

Nosso País é "sui generis" e isso ninguém em sã consciência dúvida, principalmente ao tomar conhecimento da solução criada com a indicação para diretor-geral da Polícia Federal, o delegado Fernando Segovia, oriundo do Maranhão via Sarney, o coronel político que manda e não pede na região norte. Bem, em poucos dias desconfiaram que ele não seria engolido pelos membros da PF por falar demais quanto ao problema de Michel Temer e seu envolvimento na Operação Santos, ou sei lá qual seu apelido. Nem esquentou a poltrona do cargo e foi demitido e sei não, mas desconfiamos (não sou apenas eu a pensar assim) que na verdade foram os militares que pediram sua cabeça. Ótimo, feita a demissão e já indicado novo nome, o que a mídia a(de)núncia? Que o demitido Segovia será deslocado para a Embaixada do Brasil em Roma! Severo castigo, né não? Bem, não ficou nisso, porque dois delegados da equipe que ele montara e também caíram, um será despachado para os EUA e outro para Londres! Decididamente nosso País não tem conserto mesmo ! 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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ANISTIA PARA OS DESMATADORES

Parte da imprensa, de maneira equivocada, está criticando a decisão do STF que anistiou pequenos proprietários rurais, produtores de alimentos de primeira necessidade, envolvidos em desmatamentos. O Brasil utiliza pouco mais de 32% de seu território para a agropecuária e, é o 3º maior produtor mundial nesse segmento. Em contrapartida, os países europeus e os EUA, ocupam e devastaram muito mais 50% para dar lugar às práticas agrícolas e nós somos os alvos das críticas, como ocorreu recentemente na Noruega, momento em que o presidente Temer foi admoestado pessoalmente. Faça o que eu mando, mas não faça o que nós já fizemos.

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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MEIO AMBIENTE

Passivo ambiental no Brasil é tratado como carga fiscal. Quem paga a conta é sempre o lado mais fraco; o contribuinte e o meio ambiente!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo 

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'IRRESPONSABILIDADE COM O CAMPO'

Saúdo o "Jornal O Estado de S.Paulo" pela lucidez ao publicar o editorial da última segunda-feira (26/2, A3) com o título "Irresponsabilidade com o campo", que aclara o papel do jornalismo e a real função de informar, principalmente sobre a temática do Código Florestal, que vem sendo alvo de diversas notícias equivocadas ou tendenciosas ideologicamente. Cumprimentamos pelos esclarecimentos prestados, referentes ao processo de julgamento do Código Florestal de 2012. Apresentar fatos e proferir o que é fundamental é um ato valoroso e de utilidade pública. 

Luiz Carlos Corrêa Carvalho abag@abag.com.br

São Paulo 

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SOBRE RODAS

Um país que anda sobre rodas! A imagem de capa do "Estadão" (1/3) diz tudo. Que vergonha! E quanta incompetência meu Deus!

Odilon Stefani dilostefani@hotmail.com

São Paulo 

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ENTREVISTA DE LULA

A entrevista de Lula à jornalista Mônica Bergamo é a mais triste contestação de um homem que perdeu a credibilidade por suas mentiras contadas ao longo dos anos. Em dado momento, diz que quem deveria ser punido é o juiz Moro, MPF, PF e os três juízes do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região. A esperança de Lula está no STF, que é quem, segundo ele, tomará a decisão final e o absolverá. Culpou o ex-procurador Janot, Joesley e a "Rede Globo" que tentaram tirar Michel Temer. Não disse em nenhum momento que Janot o blindou e a Dilma também, e nem que o PT se cansou de gritar "Fora Temer" e que vota contra tudo o que é proposto na Câmara, para o bem do País. Disse que sempre tratou bem a imprensa, mas vive dizendo que se for presidente vai calar a imprensa pelos meios que todos conhecem. Disse que os empresários ganharam muito dinheiro em seu governo, mas não disse que usou os pobres como massa de manobra instituindo o "bolsa voto". Queixou que seus três filhos estão desempregados. Dentre todas as barbaridades a maior foi culpar os americanos por estar por trás de tudo que está acontecendo com a Petrobrás. Foi culpando os americanos que Chávez e Maduro levaram a Venezuela ao estado em que se encontra. Enfim, uma entrevista que serve para mostrar o que poderá acontecer ao Brasil, caso esse sujeito volte a governar o País. Diante desse descalabro e desrespeito aos que trabalham pela Justiça, vamos aguardar como ela procederá.      

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo 

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OS PERSEGUIDOS

Coitado de José Dirceu, ele só tem imóveis no valor de R$ 11 milhões. Ao lado de Lula virou outro "sem nada" do PT. Os perseguidos!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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CURSO DE GRADUAÇÃO PETISTA

Após a desastrosa (indi)gestão "cleptolulopetistas" de Dilma Rousseff, constitucionalmente "impeachada" da Presidência, causa espanto e incredulidade a notícia de que nove (!) universidades públicas brasileiras, entre as quais a prestigiada e respeitada USP, ofereçam como curso de graduação em Ciências Políticas a disciplina "O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil". Trata-se evidente e claramente de proselitismo político e ideológico do PT, partido em estado terminal, de prática de doutrinação, por meio do uso incorreto e ilegal da estrutura acadêmica custeada pela população para determinado segmento partidário em pleno ano eleitoral. A que ponto chegamos!

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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FILME DE LULA

Os novos e-mails divulgados por Marcelo Odebrecht com relação ao filme de Lula não surpreende ninguém. Qualquer coisa relacionada a ele vem com a tinta da corrupção e do desvio.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo 

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ENCALACRADO 

Para a sorte dos baianos, o relógio de São Pedro não cabe no pulso do ex-governador Jaques Wagner.

Moacyr Rodrigues Nogueira moaca14@hotmail.com

Salvador

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DANÇA DOS PONTEIROS

Até mesmo para um colecionador de relógios é chegada a hora. O tempo é o pai da verdade...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO NA POLÍCIA

Exterminar a corrupção na polícia é mais difícil que vencer a guerra contra o câncer e a Aids. Ela passou de endêmica para epidêmica, graças ao crime organizado.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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MÍSSEIS 

Ao que tudo indica os mísseis de cruzeiro movidos à energia nuclear que Putin anunciou não são um blefe. Eles constituem uma imensa vantagem estratégica russa que demorará algum tempo para ser superada pelos EUA e seus aliados. Assim como defesas de mísseis balísticos que os EUA estão construindo na Europa, no mar e em casa o eram até agora para o Ocidente. Pontos de lançamento cada vez mais móveis e menos identificáveis ameaçam reduzir os tempos de trânsito e as chances de deter uma ameaça como esta. Uma corrida armamentista acaba de ser lançada na velocidade de um meteoro. A mesma tanto pode se tornar uma reedição da época em que Reagan quebrou a URSS como pode ser a oportunidade de revanche russa. Putin irá aproveitar cada momento desta sua vantagem para impor seus interesses. No final, este jogo novamente irá virar. Mas só quem viver verá.   

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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KIM DIRIA...

Era só o que nos faltava: o ditador da Coreia do Norte Kim Jong-un tem passaporte brasileiro (legitimamente expedido pela Embaixada Brasileira em Praga). Pior, teria nascido em São Paulo, o que lhe daria direitos de votar e ser votado para prefeito, governador ou até mesmo presidente do Brasil. Só espero que, caso a intervenção federal no Rio de Janeiro não dê certo, seu nome não seja lembrado como mais uma esdruxula opção à Presidência da República. Bolsonaro que se cuide!

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br 

São José dos Campos 

 

 

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