Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

11 Abril 2018 | 03h00

JUSTIÇA X IMPUNIDADE

Quarta-feira perigosa

Hoje está em jogo a credibilidade da Justiça brasileira. A prisão de políticos e empresários, os famosos criminosos de colarinho branco, até há bem pouco tempo quase impossível, foi viabilizada em 2016 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu o início do cumprimento da pena logo após a condenação do réu em segunda instância. Com isso a Operação Lava Jato e muitas outras investigações e processos em curso ganharam novo ânimo e visibilidade, sob os aplausos da grande maioria (70% a 80%) da população. Mas eis que, sob intensa pressão das esquerdas (com seus principais líderes presos ou ameaçados de prisão), o ministro Marco Aurélio Mello pretende – com o apoio discreto de alguns de seus pares – levantar novamente a discussão sobre a constitucionalidade da prisão após segunda instância. Uma volta ao regime anterior, que praticamente garantia a ricos e poderosos a impunidade, sustentada por infindáveis e dispendiosos recursos, teria agora seriíssimas consequências. Começando pelo desfile de incontáveis criminosos de todo tipo deixando a prisão, trazendo revolta, desilusão e, sobretudo, descrença na Justiça do País. Resta-nos o bom senso da maioria dos ministros do STF, que têm, além de tudo o que já foi dito e discutido, duas fortes razões para manter a atual decisão: 1) Repetidas alterações no entendimento de disposições constitucionais prejudicam seriamente a confiabilidade e a segurança jurídica; 2) na interpretação de disposições constitucionais procura-se sempre obedecer ao que se julga a [ITALIC]intenção[/ITALIC] do constituinte. Ora, a longa impunidade facultada a seletos membros da sociedade certamente não era o que os nossos dignos constituintes tinham em mente. Mantemos, assim, nossa confiança na decisão final e definitiva dessa importante questão.

LUIZ ANTONIO RIBEIRO PINTO

larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

Insegurança jurídica

Em nome da estabilidade constitucional, a mera alteração de composição do STF ou de opinião de algum ministro não é motivo suficiente para rediscutir a jurisprudência de algum tema relevante. Se, por um lado, a reanálise dessa única questão seria casuísmo, por outro, obrigaria o Supremo a rever toda a jurisprudência do País em absolutamente tudo, o que provocaria enorme insegurança jurídica. A análise do recurso especial, com efeito suspensivo, e a do habeas corpus são garantias legais após a prisão em segunda instância, assim como o recurso extraordinário ao STF. A Justiça deve procurar manter o equilíbrio da balança, que é seu símbolo. Fechar as portas à impunidade é impedir a injustiça.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Biruta

“O STF não é, não pode ser uma biruta jurídica, sem rumo certo, refém dos gritos de cada momento.” Perfeita a metáfora da biruta, usada em editorial de ontem do Estadão. O cidadão brasileiro espera que sua Suprema Corte aja de maneira a manter a estabilidade jurídica do País, e não a promover sua desestabilização, mudando de rumo a cada dois anos.

ROSSANA BAHARLIA

rbah44@yahoo.com.br

São Paulo

Café requentado

Parece que o Judiciário gostou dos holofotes da mídia. Mal saímos de um julgamento rumoroso, que envolveu a Nação, já voltam com novidades. O novo, na realidade, é velho: trata-se do mesmo assunto julgado na semana passada. Um presente velho. Maus perdedores. Trocam a embalagem para fazer parecer diferente. Será que nossos juízes máximos gostam de tomar café requentado? Porque é exatamente isso que nos estão oferecendo. Data venia, mudem esse disco, por favor. Ninguém mais aguenta discutir o resolvido. O País precisa pensar no seu futuro. O passado a Deus pertence.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Trânsito em julgado

 

Para os membros do STF fica muito fácil gastar tempo para discutir a validade de prisão de condenados em segunda instância, com jurisprudência já assentada. Além de receberem os mais altos salários da categoria dos funcionários públicos dos três Poderes, pagos com o suado dinheiro dos contribuintes, e serem ressarcidos de despesas relativas a custosas e frequentes viagens internacionais para singelas compras em momentos críticos da crise criada por quem se julga acima da lei, seria oportuno verificar o que pensam de tudo isso os 14 milhões de desempregados.

PAULO EDUARDO GRIMALDI

pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

ATAQUES A JORNALISTAS

Traição do sindicato

A declaração do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo de que a culpa pelas agressões sofridas pelos repórteres (na cobertura da prisão de Lula) é, em última análise, deles mesmos – por trabalharem em empresas cujas linhas editoriais apoiam o “golpe” – é totalmente surreal. Por associação sindical não pode ser obrigatório. É justo sermos forçados a sustentar uma entidade que nos trai nas raras ocasiões em que realmente precisamos dela? Jogar a culpa pela violência na vítima é a coisa mais covarde que um truculento pode fazer. Vergonha.

MARIA JULIA PACHECO DE CASTRO

juliapcastro@gmail.com

São Paulo

ELETROBRÁS

Privatização

De há muito a Eletrobrás está em crise, não por culpa de seus quadros técnicos, compostos por profissionais altamente qualificados e sérios, com raras exceções. Os verdadeiros responsáveis são políticos corruptos que, desde o governo Sarney, usam a empresa para empregar parentes e protegidos incompetentes – e para ganhar dinheiro desonestamente, assaltando os cofres públicos. Ninguém esquece a imagem de um ex-presidente da empresa, protegido do sr. José Sarney, surpreendido por um fotógrafo ao receber um pacote com R$ 100 mil à entrada do seu gabinete. E é bem presente a triste figura do senador e ex-ministro Edison Lobão, pendurado em seu foro especial. É muito estranho que a Eletrobrás seja privatizada às pressas, sob o comando dos srs. Moreira Franco e Michel Temer, ambos “pendurados” em foro privilegiado. Mais inteligente e honesto do que privatizar a Eletrobrás seria isolá-la de políticos corruptos e submetê-la a administradores profissionais, supervisionados por um conselho de controle integrado por representantes eleitos por confederações da indústria e do comércio, que são as maiores interessadas na qualidade dos serviços de eletricidade e na modicidade tarifária.

JOAQUIM DE CARVALHO

jfdc35@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

REVISÃO DE JURISPRUDÊNCIA

Do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pode-se afirmar sem medo de errar: sua excelência é volúvel em suas convicções, mas não se acanha nem um pouco por isso. Em 2009, votou contra a prisão após a decisão em segunda instância. Em 2016, mudou de ideia e votou a favor. Em 2017, declarou aos quatro ventos que era novamente contrário. Em função disso, aliou-se a dois de seus desafetos na Corte, os ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski, para pressionar a presidente Cármen Lúcia a pautar ações que discutam o tema. Com a prisão do ex-presidente Lula da Silva, as tentativas de constranger a ministra elevaram o tom e Marco Aurélio anunciou pela imprensa que levará à sessão do dia 11 de abril, pedido de liminar em ação que busca a revisão do entendimento. Mais uma vez, o fiel da balança será a ministra Rosa Weber que esclareceu, no voto em que recusou o habeas corpus de Lula, julgar fator de insegurança jurídica a alteração prematura de jurisprudência e que as condições para que tal aconteça vão muito além da simples mudança de composição da Corte. Nesse caso específico, se vier a acontecer, será por ainda menos: será motivada pela inconstância na convicção de Gilmar Mendes que, como já se viu, pode ser diametralmente oposta um pouco mais adiante.

 

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

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VOTAÇÃO NO STF

 

Esta quarta-feira será de Aleluia ou de Cinzas? O País vai seguir adiante ou engatar marcha à ré? STF ou stf? A conferir nas próximas horas...

 

J.S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo 

 

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SEGUNDA INSTÂNCIA OU IMPUNIDADE

 

São contra a prisão, já em segunda instância, unicamente os acusados de colarinho branco do sistema de corrupção político-empresarial, em operações como a Lava Jato e seus caríssimos, em todos os sentidos, advogados, apadrinhados por cinco manjados ministros do Supremo. São a favor da prisão após condenação em segunda instância, cinco ministros do Supremo, 140 milhões de eleitores e seus 66 milhões de familiares. Todos os que desejam que haja Justiça no Brasil. Simples assim!

 

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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A ÚLTIMA ESPERANÇA DO BRASIL

 

No embate entre os ministros do STF que defendem a prisão após condenação em segunda instância e os que a atacam, a ministra Rosa Weber se constitui no fiel dessa balança. Da sua fala no memorável julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula destaca-se o expressivo trecho: “A decisão judicial deve se apoiar não nas preferências pessoais do magistrado, mas na melhor interpretação possível do direito objetivo”. Portanto, é chegada a hora de sua definitiva decisão: ou ela está com os lúcidos, fundamentais e constitucionais argumentos dos cinco ilustres ministros que defendem a prisão em segunda instância, ou ela está com aqueles outros que a combatem, mas, acima da argumentação jurídica sobrelevam, claramente, sua ideologia e servilismo que tanto contribuem para o desprestígio da Justiça em nosso país. Assim sendo, no próximo julgamento do STF, em que esse tema será posto em pauta e, debatido e julgado com caráter de repercussão geral, as pessoas de bem do Brasil esperam e torcem, fervorosamente, para que os céus iluminem a ministra Rosa Weber, de tal sorte que, abraçando em definitivo o princípio da colegialidade, se alinhe à jurisprudência majoritária que possibilita a prisão após condenação em segundo grau dos bandidos e corruptos que infestam a Nação.

 

Aurélio Quaranta relyo.quar@gmail.com

São Paulo

 

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ROSA WEBER

 

Espero que a ministra Rosa Weber mantenha seu importante voto para que Lula, o mais ético e honesto ser deste país, continue firme e forte na prisão que é o seu lugar, pelo que fez nos últimos anos e pelo arrombamento dos cofres da Petrobrás pela sua quadrilha. Que a ministra não seja influenciada pelos petistas Dias Toffoli, Lewandowski e Celso de Mello.

 

Zureia Baruch Jr. zureiabaruchjr@bol.com.br  

São Paulo

 

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PIOR A EMENDA...

 

Cuidado, STF... A soltura de Lula é perigo maior para o País do que se ele nunca tivesse sido preso. Não trate isso com irresponsabilidade afetando a vida de 200 milhões de pessoas. Ponha a mão na consciência e não insista na falácia da presunção de inocência após a segunda instância, que não resiste à mínima análise lógica. Cuide também do seu próprio futuro.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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RESPEITO AO SUPREMO

 

É inconcebível que o ministro Marco Aurélio, pelo cargo que ocupa, possa servir de instrumento para defender interesse particular, confrontando a autoridade da presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia e do próprio colegiado, levando já na semana seguinte ao julgamento do habeas corpus que autorizou a prisão de Lula, o requerimento realizado pelo partido nanico PEN, que, apesar das desculpas de seu presidente, nitidamente buscou beneficiar o ex-presidente, já que o requerimento foi feito logo no dia seguinte ao julgamento do habeas corpus pelo plenário do STF.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br  

São Paulo

 

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ENTENDIDOS?

 

Prezado ministro Marco Aurélio Mello, membro da Suprema Corte que o senhor tem uma dívida altíssima com o ex-presidente Lula nós já sabemos. Agora, quem tem que pagar é vossa senhoria e não nós, os mais de 200 milhões de brasileiros... Estamos entendidos?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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‘AQUI SE FAZ...’       

 

Não pensem os petistas que o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, quer o fim da prisão em segunda instância, pelos belos olhos do ex-presidente “Lulla”. Ele está pensando lá na frente, quando o senador Fernando Collor, seu primo, deverá dar contas à Justiça, e se preso não poderá aproveitar suas Lamborghines, Ferraris, etc., tudo comprado com dinheiro de corrupção, conforme delatado por empreiteiros. Afinal o ministro, que foi nomeado por Collor, nem teve tempo de “agradecê-lo” por sua nomeação de ministro da mais alta Corte, porque o impeachment rapidinho retirou Collor da Presidência. Aqui se faz aqui se pagam as dividas!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

 

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EXCELÊNCIA, EXPLIQUE-SE

 

É importante que vossa excelência venha a público e explique o motivo de sua radical mudança de entendimento quanto ao “trânsito em julgado”. Seja verdadeiro: o contribuinte que paga o seu salário gostaria de entender e talvez até venha a lhe perdoar. Afinal, todos nós, humanos, temos lá as nossas fraquezas.

 

Luiz Carlos Cunha cunha.teg@gmail.com

São Paulo                   

 

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FLORES

 

Será que Marco Aurélio Mello espera que o MST lhe coloque flores na porta de sua residência? E os demais ministros?

 

Antônio Jácomo Felipucci annafelipucci@hotmail.com  

Batatais

 

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BIRUTA JURÍDICA

 

Como diz o editorial do “Estadão” (10/4, A3), ministros do STF tentam, mais uma vez, manobrar aquela Casa para derrubar a prisão após a condenação em segunda instância. Julgamento esse que nem mesmo fez uma semana. Na verdade, o ministro Marco Aurélio Mello, apoiado subliminarmente por Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, evidencia o seu total desvario. Conforme acorda, resolve fazer algo contra o País, colocando o Supremo Tribunal Federal numa “biruta jurídica”. Ora, se quer aparecer, mais que o colega Gilmar Mendes, basta colocar uma melancia no pescoço, não é mesmo ministro? Aliás, diz ele que não dará mais entrevista. Lembrou que em “boca fechada não entra mosquito”!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo                

 

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PEN

 

Com certeza P, E e N não são as primeiras letras de “pense bem antes de cometer uma besteira”.

 

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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20 ANOS PARA ENCARCERAR

 

Será que o STF vai “mallufar” as prisões de endinheirados, políticos, poderosos e de Lula?

 

Valdemar W. Setzer http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/  

São Paulo

 

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UM STF SEM PEDIGREE?

 

O ministro do STF Gilmar Mendes, entrevistado em Portugal disse faltar “pedigree” aos colegas nomeados durante o período petista. E daí, ministros, vocês têm pedigree ou estirpe?

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br  

São Paulo

 

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CACHORRADA

Ao afirmar que colegas do STF não têm pedigree, Gilmar Mendes age como ministro vira-lata.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 

São Paulo

 

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GILMAR MENDES AO ‘EXPRESSO’

 

Essa semana o jornal português “Expresso” publicou que o ministro Gilmar Mendes, do STF, teria reprovado as críticas que generais da reserva fizeram, recentemente, à classe política. Desejo esclarecer ao ministro que esses generais se manifestaram de acordo com a legislação que regula essa matéria. O artigo 5.º da Constituição Federal estabelece que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...”, enquanto que o artigo 1.º do Decreto no 92.092, de 9 de dezembro de 1985, permite que eles opinem “sobre quaisquer assuntos, inclusive sob a forma de crítica, excetuados os de natureza militar de caráter sigiloso”. Portanto, o simples fato de, durante as suas carreiras, terem usado farda, não é motivo para lhes cassar o direito de livre manifestação de pensamento, previsto no inciso IV, do artigo 5.º da Carta Magna. Qualquer cidadão brasileiro tem o direito de se indignar e de se revoltar quando verifica que políticos que exerceram cargos nos altos escalões do atual e de governos anteriores, incluindo um ex-presidente da República, estão cumprindo penas decorrentes da prática de corrupção e/ou lavagem de dinheiro, ao mesmo tempo em que mais de uma centena de outros políticos estão sendo investigados por suspeita da prática desses e de outros delitos, na Operação Lava Jato. Ser detentor de saber jurídico não significa, necessariamente, ser dono da verdade.

 

Wauterlô Teixeira Pontes wauterlo.pontes@infolink.com.br

Rio de Janeiro

 

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ENTENDIMENTO

O Supremo Tribunal me remete à infância. Ao futebol de rua que eu e meus coleguinhas jogávamos. Quando o time do dono da bola estava prestes a irremediavelmente perder o jogo as regras do jogo eram mudadas e a vitória ia para o seu time e o próximo jogo tinha a bola garantida.

 

Jesus Antonio Ribeiro jesus-ribeiro2005@ig.com.br 

São Paulo

 

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CONTENDAS ENTRE OS BRASILEIROS

 

Vivemos tempos de sérias contendas entre os brasileiros, que se julgam separados entre dois grupos: um de malfeitores ou que faz vista grossa para os malfeitos e outro a favor e praticante da correção. Pura bobagem. Eu tenho um amigo dono de uma das melhores choperias de Goiânia. Estive lá há duas semanas e pedi o meu chope favorito na caneca. O garçom disse que não trabalhavam mais com canecas. O meu amigo, depois, me explicou o motivo: os clientes roubaram, ao longo dos meses, mais de 150 canecas (cada uma custa R$ 40)! Seriam todos representantes de apenas um dos grupos supracitados? Óbvio que não. Daí eu pergunto: como esperar correção e integridade dos representantes de um povo que se comporta desta maneira?

 

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

 

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DAS LITURGIAS

 

Que país é esse, onde ex-presidentes, um com impeachment e outro preso, continuam com todas as mordomias pagas pelo povo!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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STF HESITANTE

 

Para o professor Carlos Alberto Di Franco, em artigo publicado no “Estadão” (9/4, A2) “o STF fez o que se esperava: confirmou que ninguém está acima da lei e que o combate à corrupção não admite acordões”. Nós esperávamos, mas, certamente, muita gente esperava exatamente o contrário, já que para a esquerda a lei está muito abaixo de Lula. Que segurança jurídica podemos esperar de um Supremo (?) Tribunal Federal em que as decisões ultimamente dependem do desempate pela presidente Cármen Lúcia? Ficamos sempre com 6x5! Se a ministra Rosa Weber, seguindo Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Lewandowski, votasse pela concessão do habeas corpus, Lula estaria livre, leve e solto! Que podemos esperar do absurdo novo debate sobre a prisão após condenação em segunda instância? E a partir de setembro, a presidência passa a Toffoli, claramente favorável ao PT. Um tribunal Supremo precisa, no mínimo, de firmeza e unidade entre seus membros. Caso contrário não haverá esperança na luta contra a corrupção. Pobre Brasil!

 

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

São Paulo

 

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MAIS UMA TENTATIVA

 

A grande maioria ou mesmo a totalidade de seus leitores deve ter concordado com o excelente editorial “Mais uma tentativa de manobra”, aqui publicado (10/4, A3). Apenas um reparo e um adendo há de ser feito ao editorial. Caso viesse a ocorrer tão vergonhosa e torpe manobra aí anunciada, não seria apenas um casuísmo a “apequenar” o STF, seria a definitiva e cabal desmoralização da Corte. Caso a legislação em vigor permitisse tão espúria manobra, levar-nos ia a concluir que tal legislação foi fruto da votação de um Legislativo majoritariamente composto de patifes da mais reles espécie e, no caso, legislando em causa própria. O Brasil não merece tamanha degradação e tanta turpitude.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br  

Campinas

 

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ATO ECUMÊNICO?

 

O arcebispo de São Paulo criticou o uso político do ato religioso realizado no sábado no berço do PT. Nas redes sociais a assessoria de imprensa da arquidiocese afirmou que nem a instituição, cuja jurisdição não abrange o local da “missa” – Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo – e nem a CNBB tiveram participação no ato. Como assim? No dia anterior foi anunciada como “missa” para comemorar o que seria aniversário da esposa do condenado. Por sinal, o viúvo citou o nome da falecida, uma única vez, tão somente para vociferar contra a imprensa “golpista”, o juiz e procuradores da Lava Jato, por perseguirem esse esposo amoroso, fiel, digno, honesto. Não é à toa que os ainda católicos fervorosos e também outros se revoltaram! Será que essa “justificativa” vai convencer?

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com  

São Caetano do Sul

 

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SHOW

 

“Faz parte do meu show” é o título de uma bela música de Cazuza que se aplica bem aos momentos que antecederam a prisão de Lula. O ex-presidente deu o seu show: desafiou a Justiça e só se entregou como e quando quis, inventou um culto ecumênico para fazer proselitismo eleitoreiro, provocador e ideológico perante sua horda fiel de militantes obedientes e para a elite de esquerda que ignora os fatos e ainda acredita em teorias conspiratórias absurdas e mirabolantes e, para arrematar, ainda fez filosofia ao ousar intitular-se uma ideia. Preso ou não, Lula continuará dando seus shows para sua plateia sempre fiel, mas isto pouco importa. O petismo e a esquerda em geral, do jeito que estão não seduzem mais ninguém com seus discursos velhos, demagógicos, sectaristas e divisionistas. Se não quiserem desaparecer de vez, precisam ter coragem de abandonar o passado e oferecer para a sociedade valores, ideias concretas e modernas, e abandonar de vez o populismo focado no intragável e absurdo culto à personalidade.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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MINISTROS DO STF

 

Segundo o que se entende dos processos judiciais, o caso do apartamento triplex não tem como ser revisto quanto a culpa do sr. Lula, ele está definitivamente declarado como culpado e somente se um vício jurídico comprometeu o processo poderia haver anulação do mesmo. Difícil que se entenda a existência de tal possibilidade visto que nada menos que quatro juízes, por unanimidade, assim entenderam. Então o propalado, e famigerado “trânsito em julgado” já se concretizou. Desafortunadamente nosso STF se envolve numa discussão sem cabimento, e pior, pois na composição do STF temos quatro juízes que representam São Paulo, Estado que se caracterizou pela defesa eterna da Constituição. Dos quatro elementos do STF que representam São Paulo, somente um deles tem se definido com a única interpretação possível em relação à culpabilidade do réu declarado culpado. Pior. No grupo dos quatro juízes temos um que mais de uma vez declarou que erros de juízo na primeira instância são muito frequentes. Que seria então de tal etapa de nossa Justiça se nela alguém tivesse mantido os direitos políticos de Dilma Rousseff por ocasião do impedimento a que ela foi submetida. Em verdade, o que quem atribui erros a primeira instância só nos estimula a desacreditar de nosso Judiciário. Eu prefiro continuar a acreditar nele, mas cada vez mais me envergonho do que nossos três representantes têm defendido. Estes juízes denigrem e desonram a tradição de São Paulo. Sem levar em conta que pelo menos um dos mesmos deveria de pronto se declarar impedido de qualquer julgamento que envolvesse pessoas pertencentes ao PT. Muito lamentável.

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br 

Campinas

 

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PROCESSO POLÍTICO

 

Não houve imparcialidade no julgamento de Lula. Foi um processo político, decisão política e não decisão jurídica.

 

João Baptista Herkenhoff jbpherkenhoff@gmail.com 

Vitória

 

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NA PROCURA DE UM CANDIDATO

 

Já que Lula está atrás das grades, surge o dilema de quem será o candidato do PT nas eleições de outubro próximo. Não me surpreenderia que o senador Renan Calheiros, ardiloso como ele é, com amplo trânsito nas esquerdas, bom relacionamento político e com proverbial sutileza em metamorfosear princípios ideológicos, ofereça-se para representar o partido.

 

Jorge Spunberg jspunberg@gmail.com

São Paulo

 

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COM LULA PRESO NADA MUDA

 

Com Lula preso reforça-se a tese de que, no Brasil, o crime organizado segue comandado de dentro dos presídios.

 

Cláudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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LULA NA PRISÃO

 

Lula esteve preso tanto no regime militar quanto na democracia. Portanto, não é o sistema político, mas sim o caráter do Lula que o conduziu à prisão. Fato.

 

Eugenio de Araújo Silva eugenio-araujo@uol.com.br

Canela (RS)

 

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O PT ACABOU!

 

Finalmente, agora, podemos dizer alto e bom som que o PT acabou. Foi tarde e não fará a menor falta para ninguém...

 

Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

 

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O QUE PENSAR?

 

Se seu homem “mais honesto” está na cadeia, o que pensar dos “menos honestos”?

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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CAMINHO LONGO

 

Na guerra, a primeira que morre é a verdade. Reconheça-se a fragilidade dessa contenda superficial, em que Lula é peça central. A grande guerra nos porões da Ilha da Fantasia é o que nos interessa. Corre-se o risco de que as forças mafiosas da impunidade garantam, com seus milhões, o trânsito em julgado associado à prescrição de crimes de colarinho branco e o foro privilegiado. É esta a grande luta de fundo que tem que ganhar as ruas para salvar a esperança de todos os brasileiros num recomeço com alguma chance de virtuose. Conflito esquerda-direita é ilusão e pura perda de carga. A educação básica de qualidade para todos e os incentivos democráticos ao empreendimento nos levarão a ser um país bem melhor. Mas o caminho é longo e tortuoso.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br 

São Paulo

 

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INDIGNADO

 

O advogado de Lula, Cristiano Zanin disse que seu cliente está indignado com a situação. Interessante observar que em nenhum momento Lula se indignou quando nomeou pessoas de sua estrita confiança para golpear as estatais, fundos de pensão além da proximidade com empreiteiras que como se viu acabou em prisão de vários empreiteiros, até chegar ao chefe do esquema. Indignados estão os brasileiros de bem que pagam a conta dessa quadrilha que tomou de assalto o Brasil. Espera-se que a Justiça seja célere no STF, não dá mais para assistir tantos recursos que há décadas vêm beneficiando assaltantes do dinheiro público. Os brasileiros não aguentam mais tanto faz de conta, quando se trata de punir poderosos. Alô, STF respeite a lei maior. Seus julgamentos não podem ter cores, têm de ter embasamento legal.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

 

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ATIVO DE LULA

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, sem indicar um herdeiro no PT para substituí-lo, deixou em aberto a disputa pelos pré-candidatos pelo ativo valioso que o petista tem enquanto líder nas pesquisas. Preso, está politicamente morto, eis que se tornou inelegível, com sua candidatura que será vetada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como abrangido pela Lei da Ficha Limpa. Assim, seu espólio político será fortemente cobiçado por todos os pré-candidatos, principalmente pela busca do espólio do ex-presidente no nordeste, como afirma o “Estadão” (9/4, A8).

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br 

Assis

 

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UMA IDEIA DESPERDIÇADA

 

Em um inflamado discurso, em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o ex-presidente Lula atacou a imprensa, culpando-a por influenciar a população contra ele. E também aos juízes e ministros dos tribunais superiores para a sua condenação. E em um assombroso ataque aos magistrados, acusou-os de votarem nos processos, para atender os clamores da sociedade, em lugar de se guiarem apenas pelos autos do processo. Disse textualmente como raciocina um juiz “eu não posso ir contra a opinião pública porque a opinião pública tá pedindo pra cassar”. E continuou: “Quem quiser votar com base na opinião pública, largue a toga e escolha um partido político e vá ser candidato”. E para finalizar acusações de tal quilate, arrematou seu discurso afirmando que Lula já não é mais uma pessoa. É uma ideia. O ex-presidente é realmente um líder excepcional. Acompanhei desde cedo a sua carreira, ainda durante a ditadura militar, pois eu estudava em São Bernardo do Campo quando ele era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e sabíamos na faculdade o que acontecia naquela cidade e nos movimentos liderados por ele. Mais tarde, quando ele fundou o Partido dos Trabalhadores, Lula realmente representava uma ideia, tanto que recebeu apoio de diversos setores da nossa sociedade, como professores e cientistas da USP. Depois, se elegeu presidente da República e seu primeiro mandato foi muito bom, mas depois se perdeu na vontade de ver o seu partido permanecer no poder por muito tempo. Aí a ideia que ele representava perdeu-se para sempre. Ao se aliar ao PMDB para eleger Dilma Rousseff como sua sucessora, foi destruindo tudo de bom que ele representava e acabou na Operação Lava Jato, que o condenaria à prisão que hoje cumpre. Tornou-se, a partir de agora, a meu ver, uma pessoa perigosa para a sociedade. A prova é que depois de seu discurso, os que o seguem cegamente, atacaram e picharam o edifício da residência da ministra Cármen Lúcia em Belo Horizonte e agrediram repórteres das emissoras de televisão. Em ano de eleições poderia causar o caos.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

 

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TRISTE DESPEDIDA

 

Em seu discurso no Sindicato dos Metalúrgicos no ABC Paulista, antes de se entregar à Justiça, o ex-presidente Lula, deu o que falar, por falar demais. Entre outras coisas até plagio rolou. Várias vezes ele usou a frase: “Eu sonhei... Blá, blá, blá...”. Ficou claro o plágio com o discurso do ativista norte-americano, Martin Luther King, com sua famosa frase: “Eu tenho um sonho... O sonho de ver meus filhos julgados pelo seu caráter, e não pela cor da pele” esse é um trecho do discurso em Washington, capital dos Estados Unidos, em 28/8/1963, que eternizou um jovem homem, religioso, honesto e de caráter inegável, e que pregava a paz e o amor entre as raças. O bondoso Lula usou a finalidade de assistir à missa em homenagem a dona Marisa Letícia, para ao final fugir totalmente do mérito, e tornar um ato de humanidade, em um discurso político e raivoso, atiçando seus apoiadores contra a Justiça e a imprensa. Ainda fez seu joguinho político nas apresentações dos seus candidatos à nova eleição.

 

Marcia Callado marciacallado@bol.com.br 

São Paulo

 

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PENSAMENTO DE LULA

 

 

Lula disse bem claramente que deixou de ser humano e virou uma ideia. Na verdade, para quem conhece um pouco sua história, virou sim uma boa ideia... Para bom bebedor, meia dose basta.

 

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br 

Rio de Janeiro

 

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PRIVILÉGIOS

 

Evidentemente, jamais fomos iguais perante a lei, mas a prisão do ex-presidente Lula pelo menos está corrigindo, em parte, uma muito antiga distorção do sistema penal brasileiro, pois quem não tem diploma de curso superior deveria mesmo ficar preso em celas muito mais especiais que as destinadas a quem possui qualquer certificado de conclusão de curso superior. Pois quem teve mais chances de estudar também teria mais chances para não delinquir e, assim, menos regalias deveriam ser dadas ao ser preso pelo cometimento de crimes, principalmente os de corrupção. E assim dispõe determinado princípio: “a quem muito é dado, muito será pedido”. Mas ainda assim restaria a dúvida se o privilégio dado aos desafortunados da vida poderia ser concedido também a ex-presidentes da República.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com 

Rio de Janeiro

 

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PD

 

Os fanáticos seguidores do ex-presidente decidiram ficar acampados próximo à Superintendência da Polícia Federal. São do Partido dos Trabalhadores e não trabalham? Seria melhor então mudar o nome do partido. Ao invés de PT, mudar para PD Partido dos Desocupados.

 

Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br 

São Paulo

 

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PRIVILÉGIOS: PARTE 1

 

 

No dia 7/4 deste ano, foi publicado no Fórum dos Leitores uma nota minha falando sobre o tema acima citado. Lá falei que o demiurgo esta sendo tratado como um prisioneiro de primeira classe. Para meu espanto agora, tomo conhecimento pela imprensa de que foi instalado um aparelho de TV na cela, ops, no quarto de hóspede do citado marginal. Como não houve maiores detalhes se essa regalia também se aplica aos demais prisioneiros lá vivendo, Palocci, por exemplo, deduzo que este afago se restringe ao Lula somente o que é mais um tapa na cara de nós, brasileiros honestos. Qual será o próximo agrado? Uma jacuzzi, a instalação de um bar e a visita íntima de certa assessora? Vamos aguardar os próximos capítulos dessa vergonha nacional.

 

Ademir Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

 

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CAMPANHA POLÍTICA COM DINHEIRO PÚBLICO

 

Como parece que só o Ministério Público ainda não reparou nas repetidas, caras e ufanistas peças publicitárias que há tempo vêm sendo veiculadas pelos governos do Estado e da cidade de São Paulo, não por acaso, quando se avizinham as eleições em que o governador e o prefeito eleitos concorrerão, cumpre ao “Estadão”, prestar mais esse serviço público e cobrar a atuação daquela instituição, a fim de que os recursos públicos, que são escassos, sejam empregados em favor da população e não para patrocinar projetos políticos pessoais.

 

Caio Ventosa Chaves chaves-4@uol.com.br 

Campinas

 

 

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ARMAS QUÍMICAS

 

 

Em setembro de 2013, a Síria acolheu a proposta norte-americana intermediada pelos russos de eliminar totalmente suas armas químicas num prazo de até junho de 2014. Seu arsenal químico na época, segundo os serviços de inteligência ocidentais, dispunha de um dos maiores estoques do mundo. Em agosto de 2017, um relatório da “Reuters” levantou suspeitas de que, pelo menos, 2000 bombas químicas não haviam sido destruídas. O horror que estamos testemunhando na Síria pode ser apenas a ponta de um iceberg preservado por Assad sob a condescendência de Moscou.

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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