Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

15 Abril 2018 | 05h00

ENCRUZILHADA

O Brasil no divã

O País está na fase aguda de uma doença grave. Mas vemos com muita esperança o combate eficaz a esta fase, com a prisão de políticos e grandes empresários corruptos, algo impensável há pouco tempo. Todavia será curta a nossa alegria se não atacarmos com coragem e espírito cívico o aspecto crônico dessa enfermidade. Não é só prendendo Lulas que nossos problemas serão resolvidos. Não é a eleição de líderes populistas e truculentos nem a intervenção militar que curarão o Brasil. Isso é subterfúgio, comodismo cívico, terceirização da consciência e da cidadania. O Brasil precisa fitar-se no espelho e reconhecer que a tragédia de hoje é fruto de vícios atávicos da nossa cultura, que precisam ser tratados, mesmo que isso leve mais tempo que o desejável, se quiser se curar. Precisamos conscientizar-nos de que a coisa pública é de todos nós e precisa ser cuidada; de que não basta, na roda de cerveja das sextas-feiras, propor soluções para todos os problemas do País, se na segunda-feira nada fazemos, quando podemos de fato fazer. Todos queremos um País mais justo e concordamos com a necessidade de profundas reformas estruturais, para esta e as futuras gerações – mas desde que não mexam nos “meus direitos adquiridos”; é a síndrome do qualquer um de nós, menos eu. Está na hora de escolhermos o futuro que queremos para o Brasil. Não podemos deixar que seja o hoje apontado por nosso macunaimismo.

RUY SALGADO RIBEIRO

ruysalgado@uol.com.br

Ribeirão Preto

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Como mudar?

A estrutura sociopolítico-cultural e a Constituição brasileira favorecem os bandidos, corruptos, ladrões, os criminosos infiltrados no Estado brasileiro.

PEDRO ANTONIO ARMELLINI

paarmellini08@gmail.com

Amparo

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Está difícil

O Supremo Tribunal Federal (STF) hoje é um preocupante fator de desestabilização nacional. É a preocupação desmedida com o tal “garantismo”, a troca de jurisprudência conforme o “pedigree” do freguês. São ministros sem a menor compostura, decano que segura ações por mais de dez anos, até quase a prescrição. Aonde chegaremos? A quem poderemos recorrer?

J. S. MOREL FILHO

zzmorel@icloud.com

Santos

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Credibilidade do Judiciário

Os acontecimentos dos últimos tempos estão a demonstrar que, assim como o Executivo e o Legislativo, o Poder Judiciário precisa de profunda reforma. A formação atual dos tribunais estaduais, restritos aos desembargadores ativos, do STJ e do STF, ambos por indicação do presidente da República, representa um modelo que está claramente comprometendo e solapando o Estado Democrático de Direito. Imperioso, portanto, que a escolha democrática chegue aos corredores do Judiciário, abrindo-se a todos os seus integrantes a formação das respectivas Cortes, a única forma de neutralizar os egos hoje predominantes, que tanto mal fazem à segurança jurídica do Brasil, além de instalarem uma verdadeira anomia normativa. Atualmente, veem-se suas excelências exercendo o individualismo, denegando o princípio do colegiado, afastando-se, assim, do esperado caráter universal da justiça igual para todos, função precípua do Judiciário. Não havendo essa reforma, observa-se a cada dia o desmoronamento da credibilidade desse Poder perante a Nação.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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Pelas reformas

Considerando que a prioridade do próximo governo será a aprovação das reformas, sugiro que algum partido mude o nome para Partido Reformista e assuma o compromisso de apoiar e defender esse anseio da população no futuro Congresso Nacional.

SEGIO A. MONTEIRO

samvilar@uol.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Caça às bruxas

O PT e as esquerdas exigem a cabeça de um bom nome do PSDB como compensação pela prisão de Lula e o alvo parece ser Geraldo Alckmin – Aécio Neves é peixe pequeno, não representa risco nas eleições de outubro. É o medo das esquerdas de que o novo presidente seja de centro; para elas, o ideal seria de extrema esquerda, o “nós”, ou de extrema direita, para poderem bater o tempo todo. É o desespero de quem precisa de um bom adversário para mostrar que existe.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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É só o começo

Não se pode esquecer que Lula da Silva ainda tem pela frente mais seis processos criminais. Um é sobre o terreno onde seria construído o Instituto Lula e, junto, a compra do apartamento de cobertura ao lado do dele em São Bernardo, outro é o do sítio em Atibaia, esses perante o juiz Sergio Moro, em Curitiba. Com o juiz Vallisney de Souza Oliveira, de Brasília, correm quatro ações, referentes às Operações Zelotes e Janus. Haja paciência para lidar com tanto crime!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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Inspeção geral

Sobre a fiscalização que a Comissão de Direitos Humanos do Senado vai fazer na terça-feira ao “apartcela” de Lula, sugiro: uma vez que os senadores estarão no presídio, que tal visitar as celas dos outros presos? E que tal fazer o mesmo nas cadeias de seus respectivos Estados?

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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Interesses escusos

De toda essa movimentação por Lula, ou PT e afins, não vi nenhuma mensagem de apoio a quem trabalha, ou aos desempregados, ou qualquer discussão sobre os destinos e necessidades do País. De nenhum lado. Nem de magistrados, jornalistas, políticos, artistas, etc. Para mim, está claro que os apoiadores do ex-presidente condenado só têm um interesse: tomar algum dinheiro que ainda reste e tentar se safar de eventual delação que Lula, Palocci, Cabral e outros criminosos possam fazer.

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

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Cigarras e formigas

Enquanto milhões de brasileiros estão na labuta ou buscando emprego, militantes petistas – desocupados, diga-se – passam os dias acampados nas proximidades do prédio da Polícia Federal em Curitiba, aguardando a libertação do chefão deles. A formiga trabalha e a cigarra canta!

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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“Embargos dos embargos?! É deprimente que a isso se prestem homens estudados e esclarecidos. Submetem-se ao surreal. Como o Brasil chegou a isso?”

OTTFRIED KELBERT / CAPÃO BONITO, SOBRE AS INFINDÁVEIS CHICANAS PARA TENTAR LIVRAR CORRUPTOS DA CADEIA

okelbert@outlook.com

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“Ao rediscutirem habeas corpus, os ministros do STF insistem na ‘discussão acadêmica de sarau’”

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), IDEM

ssoliveiramsm@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

BARBARIDADES DA SEMANA

 

As barbaridades da semana, “soltadas” pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) da ala do “quanto pior melhor”, foram insólitas. Marco Aurélio Mello se referiu ao ministro Edson Fachin como o “reizinho do Supremo”. Já, Gilmar Mendes disse que “este sujeito fala com Deus” lá da “República de Curitiba,” referindo-se ao juiz Sérgio Moro. Quase teve uma síncope ao se referir a Sérgio Cabral algemado há meses. O povo de bem acha que Gilmar, apesar de sua bipolaridade, está falando mesmo, só com o “diabo”. Fora Gilmar!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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GILMAR MENDES E MARCO AURÉLIO MELLO

 

Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, a lei é para todos. Algum desavisado que tenha visto os ministros Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes na sessão do Supremo que decidiu por 7 votos a 4 manter o ex-ministro Antonio Palocci em prisão preventiva pode tê-los confundido com advogados de defesa. Marco Aurélio, entre elogios a trajetória de Palocci a quem chamou “um médico que foi tido como ás da economia”, criticou severamente as delações feitas por presos, o que para ele: “é inquisição em pleno século 21”. Gilmar Mendes, por sua vez, entre vitupérios a procuradores e magistrados atuantes nos processos da Lava Jato, não pouparam sequer seus pares, a quem acusou: “Estão navegando contra a cultura do constitucionalismo e estão obviamente fazendo rima com o AI-5”. No dia 6 de abril, em entrevista em Lisboa, Gilmar já afirmara que Lula fizera “péssimas indicações para o Supremo. Pessoas que não eram conhecidas foram indicadas, não tinham formação, não tinham pedigree”. Os dois ministros estão unidos hoje na luta pela proibição da prisão em segunda instância – o que no Brasil significa a impunidade para quem pode pagar celebradas bancas advocatícias. Como é próprio da democracia há que se respeitar as convicções de suas excelências, mas nesse caso nunca a forma como as defendem. A legislação que rege a magistratura impõe a todos os magistrados que se guiem pelos princípios, entre outros “da cortesia, da integridade profissional e pessoal, da dignidade, da honra e do decoro”. É imperativo que Marco Aurélio e Gilmar Mendes cumpram a lei.

 

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

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FALE, PALOCCI!

 

O País aguarda com incontestada ansiedade que o ex-todo-poderoso ministro Antônio Palocci decida, de vez, abrir o bico em uma delação premiada e revelar os podres bastidores do “cleptolulopetismo”. Fale, Palocci, o Brasil te ouve!

 

J.S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo

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CORRENTES

 

Fazendo um momento de reflexão sobre tempos tumultuados e propondo uma simples avaliação sensata e objetiva sobre o embate julgamento em trânsito e prisão após segunda instância: há duas correntes opostas no STF: a dos juízes que se prendem à letra da Constituição de 88, segundo a qual o paciente só será condenado após o trânsito em julgado. E ponto final. São os chamados “legalistas”. No entanto, e os fatos já provaram, após dezenas de recursos e mais recursos impetrados por advogados gabaritados, que, ou o tempo prescreveu para que o paciente em liberdade fosse julgado em terceira ou quarta instância ou o resultado demorou anos para ser conhecido. E não se fala aqui de um ou dois anos, mas de dez anos ou muito mais. A essa corrente agarram-se naturalmente aqueles que têm o maior interesse em que seus embustes sejam acobertados para um futuro de bênçãos para seus crimes. A Constituição assegura-lhes a garantia segura e firme de suas posições. Não há, portanto, motivo para matar essa galinha dos ovos de ouro, daí a necessidade de mantê-la confortável e quieta no seu ninho. Por outro lado, há a corrente dos juízes que entendem que as provas apresentadas em primeira e segunda instância são mais do que suficientes para que a prisão seja executada, não descartando, entretanto, a continuidade do processo. Essa corrente, evidentemente, é repelida e rejeitada pela anterior, porque a prisão brecaria todos seus esquemas de invasão aos cofres públicos. A decisão de prisão em segunda instância já fora decidida pelo STF em 2016 não obstante, atualmente, pretender-se retomar a discussão sobre o mesmo tema. No momento em que o Brasil atravessa uma espessa lama de corrupção nunca vista na nossa História, poderíamos nos colocar da seguinte forma: o que queremos nós, brasileiros de alma limpa? Que cooptemos com os corruptos para que estes possam prosseguir em suas atividades criminosas livremente enquanto esperamos sentados na estação o trem do trânsito em julgado? Ou que possamos interromper essa onda de criminalidade obscena pensando em um país mais evoluído e moderno, posicionando-nos com orgulho ao lado dos países de Primeiro Mundo?

 

Regina Ulhôa Cintra reginaulhoa13@outlook.com 

São Paulo

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IMPEACHMENT

 

O jurista Modesto Carvalhosa, juntamente com mais dois advogados, protocolou o pedido de impeachment do ministro do STF Gilmar Mendes e afirmou que o “STF não pode ser lugar para habeas corpus de bandidos e corruptos”, e ainda que quatro ministros – Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli – são “verdadeiros homologadores de crimes”. Comungo desses mesmos sentimentos, pois é muito duro assistir benesses sendo concedidas, em nome de princípios constitucionais, aos criminosos que destroem esses mesmos princípios garantidores da paz social e da vida digna dos cidadãos. Com tamanhas benemerências aos criminosos de colarinho branco e de contas bancárias polpudas, quando não do compadrio salvador, esqueceram-se da proteção devida à sociedade dos espoliados, furtados e abandonados, pois onde não se sente haver a verdadeira e devida justiça, impera o incentivo aos corruptos e criminosos.

 

Marcelo Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com 

Rio de Janeiro

 

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NA PRÁTICA...

 

Comentários/desabafos que me ocorrem ao passar horas diante da TV ouvindo os longos debates de nossos ministros no STF: gastam longas horas defendendo os direitos fundamentais de indivíduos condenados por crimes hediondos entre os quais corrupção e lavagem de dinheiro (público), mas não se ouve uma única palavra sobre os direitos dos milhões de brasileiros honestos de sentirem-se seguros nas ruas ou em suas casas. Falam, em teoria, sobre os direitos sagrados dos humildes cidadãos em procurar proteção contra o arbítrio de autoridades (habeas corpus), mas, na prática, só se dedicam a julgar HC’s de grandes figuras da República representados por bancas de advogados caríssimas. Como dizia o saudoso Joelmir Beting: na prática a teoria é outra…

 

Ricardo Sansone Noda ricardo.noda@serena-lab.com 

São Paulo

 

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HC DE PALOCCI

 

Assistindo ao julgamento do HC de Antônio Palocci, o ministro Gilmar Mendes fez referência expressa a um advogado de nome Castor, pessoa esta que é escolhida pelo Ministério Público (MP) para servir como patrono dos que desejam fazer deleção premiada. Disse mais, que este causídico trata-se de um parente de um membro do MP de Curitiba, e soube disso em uma conversa que manteve com o causídico José Roberto Batochio, o qual lhe confidenciou que queria permanecer defendendo Palocci, mas foi dispensado da sua defesa, inclusive da pretensa delação, pelo motivo de que o MP só aceita o dito advogado Castor para este fim. Foi requerido a procuradora-geral da República, dra. Raquel Dodge, para que proceda a devida apuração deste fato. Até onde isso é verdade?

 

José Eduardo Savoia jesavoia@gmail.com

São Paulo

 

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CONSTITUIÇÃO DE CURITIBA’

 

Houvesse uma “Constituição de Curitiba”, muitos já estariam ou continuariam “em cana”. E alguns dos juízes não ficariam “advogando” para a bandidagem...

 

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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O ESPÍRITO DA LEI E AS DUAS TORCIDAS

 

A polêmica suscitada pela jurisprudência da prisão após segunda instância deixa claro quais são os dois lados de cada torcida. De um lado, estão aqueles que entendem que não se pode levar ao pé da letra um artigo da Constituição se a sua aplicabilidade fere os seus próprios preceitos de igualdade e Justiça, definidos em seu preâmbulo. São aqueles que entendem o espírito da lei, segundo os legisladores constituintes, os quais pretendiam apenas evitar abusos de primeira instância, em que o julgamento por colegiado até a segunda instância, onde se julgam os fatos, bastariam. Com certeza não pretendiam os constituintes ao redigir este artigo, criar para uma casta abastada de réus, possibilidade quase infinita de recursos, inacessíveis para a maioria da população de réus, menos favorecidos, numa condição desigual; nem pretendiam os constituintes ferir a aplicabilidade do senso de Justiça, pois Justiça que tarda, e a nossa tarda muito, não é Justiça. Deste lado estão aqueles que querem o fim da impunidade, de uma Justiça célere, de um processo alinhado com a esmagadora maioria dos países democráticos; e que o espírito da Constituição prevaleça; são estes os procuradores, os juízes de primeira e segunda instância, e a população em geral farta de tanta impunidade e falta de Justiça. Do outro lado, estão os pseudo legalistas, ou seja, aqueles que se apegam ao pé da letra do que está escrito na Constituição, mas que não a analisam no seu contexto geral; são aqueles cujos interesses, desconfiam-se, não sejam assim tão republicanos. Pois bem, a quem interessa a manutenção do antigo status quo? Aos atuais e/ou potenciais réus abastados que podem pagar milhões de honorários; interessam toda uma gama de advogados, OAB inclusa, que teriam uma reserva de mercado quase vitalícia, a julgar pela demora dos processos, e aqueles que interessam sim a impunidade, pelo menos por uns bons anos ou décadas. O rigor e ênfase até exagerados no texto da Constituição aos direitos individuais se justificam pelas cicatrizes do vasto período de exceção. Tem-se que se ater ao contexto em que a nossa Constituição foi promulgada, “tirar os nove fora”... E ir ao âmago de seu espírito, ou seja, o que de fato os constituintes pretendiam ao escrevê-la. Com certeza não é esse mar de impunidade, protelação, desigualdade e falta de Justiça que vimos nos últimos anos, antes do Supremo, em 2016, decidir pela prisão após segunda instância. Torçamos para que isto seja mantido, pois o Brasil é outro após este 2016.

 

Mauro Pedrozo Filho mpedrozofilho@gmail.com

São Paulo

 

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DESAFIO AO CONGRESSO

 

Gostaria de lançar um desafio ao Congresso deste país, para que criem leis que justifiquem a presença de todos aí em Brasília e que beneficiem o Brasil e os brasileiros. Que tal, senhores deputados e senadores, vocês tirarem o traseiro destas poltronas de legítimo couro importado e colocarem a mão na massa, viabilizando leis que enxuguem os gastos da Câmara, Senado, Judiciário. O País inteiro sabe que o que não falta na capital da República, é gente ociosa que tem um único objetivo: mamar nas tetas do governo. Será que os senhores ainda não perceberam que o excesso de gastos e mordomias de toda a sorte como a farra das passagens, auxílios, os mais variados, cartões corporativos, benesses a ex-presidentes, seguro saúde e previdenciário extensivo a familiares de parlamentares e outras aberrações que revoltam e deixam indignada uma população ordeira que assiste, com sangue nos olhos, a esta farra com o dinheiro de seus impostos? Será que não tem um parlamentar decente e patriota neste país que levante a bandeira da moralidade e diga um basta a tudo isso?

 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com 

São Paulo

 

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LULA E A PETROBRÁS

 

A Petrobrás, devido à corrupção detectada na Lava Jato durante o governo Lula, além dos milionários achaques sofridos, indenizará os acionistas norte-americanos em US$ 2,95 bilhões (cerca de R$ 9,853 bilhões), mas Lula se diz o homem mais honesto do Brasil, mesmo condenado em duas instâncias. Detalhe: toda a diretoria da petrolífera envolvida foi nomeada durante o governo “lulopetista” e a Petrobrás quase quebrou.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br  

Vila Velha (ES)

 

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FETICHE

 

Chegaram a dizer que a prisão de Lula era apenas a realização de um fetiche da direita e dos coxinhas, como se nossa luta contra a corrupção começasse e terminasse em Lula. Mas não se pode negar que a prisão do chefe do esquema criminoso de poder foi uma retumbante vitória. Neste momento os petistas e políticos que se sentem ameaçados pela prisão após segunda instância estão a correr por todos os lados para mudar a regra, como se nossa Justiça fosse folha morta ao sabor do vento. Neste momento, tanto o Planalto como o PT estão a lutar pelas mesmas metas, que se alcançadas, de pronto tirará Lula da cadeia a que foi condenado, e o efeito a seguir será um desafogo geral para muitos condenados que já estão presos e serão soltos, e para todos aqueles que devem à Justiça, mas que fogem da prisão como o diabo da cruz. O STF está sob pressão de todos os lados, o juiz Alexandre de Moraes é a bola da vez a ser intimidada, constrangido até por quem o indicou ao Supremo Tribunal Federal, para que mude seu voto. Os petistas admitem que vão falar com todos que estiverem ao seu alcance, Luiz Marinho candidamente pede aos ministros “para olharem a Constituição como ela foi feita em 88. Isso não é só em relação a Lula, mas ao Brasil”. Pois sim. Acontece que a Constituição de 88 segue o estabelecido pelo Código de Processo Penal de 1941, e que se manteve por muitas décadas até 2009, quando foi mudado muito convenientemente no momento em que réus do mensalão iriam ser julgados. Nós, a população, não podemos viver a insegurança de que nossas leis mudem ao sabor da vontade dos políticos e também do substrato ideológico de ministros do STF, que deveriam embasar suas decisões na mais estrita isenção.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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LOBBY NO STF CONTRA PRISÃO EM SEGUNDO GRAU

A ação procurando beneficiar bandidos condenados pela Justiça, não pode ser considerada lobby, uma vez que prejudica toda a população e o aperfeiçoamento da Justiça. Lobby é aplicável na defesa de interesses que podem beneficiar um grupo, mas que não sejam prejudiciais à população.

 

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

 

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PT E PLANALTO FAZEM LOBBY

 

Os membros do poder público advêm do povo, portanto, estas situações vergonhosas e recorrentes só cessarão com a paulatina mudança da mentalidade popular.

 

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

 

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OS DEFENSORES DE LULA

 

Até hoje não entendi por que Luiz Inácio contrata os mais caros e renomados causídicos do País, certamente por valores expressivos, quando todos, e ele próprio, sabemos onde estão os seus verdadeiros defensores, que atuam de graça – assim se espera – com poderes ilimitados e que são regiamente pagos com recursos advindos do dinheiro público.

 

Rubens Guiguet Leal rubensgleal@uol.com.br 

Americana

 

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CHEGA DE FARSA PT

 

Não é possível tanta palhaçada como a que produz um partido como o PT, de Lula, que esteve no poder desta República, por quase 14 anos. E o mais recente absurdo das farsas petistas, é que agora, depois que foi bloqueada contas pela Justiça R$ 30 milhões, de Lula, a presidente da sigla, a senadora também investigada na Lava Jato, Gleisi Hoffmann, convoca a tigrada petista para fazer uma vaquinha a fim de pagar as contas de água, luz, etc., do petista que está preso, com alimentação grátis em Curitiba. E Paulo Okamoto, do Instituto Lula, também na mira da Polícia Federal, disse que, essa tal vaquinha, é para o ex-presidente “não morrer de fome, de sede, de frio”. É bom informar que Lula tem duas aposentadores! Uma porque perdeu o dedo como metalúrgico, e recebe o valor máximo do INSS, de R$ 5.645,80, e outra de vitalícia como ex-presidente de R$ 11,4 mil por mês. Ou seja, Lula, recebe por mês, no mínimo 16 salários mínimos... E os 10,35 milhões de pobres que ele prometeu elevar para classe média vivem hoje com R$ 40,00 por mês... É mole?!

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com  

São Carlos

 

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DAVI CONTRA GOLIAS

 

Moro, a encarnação de Davi lutando contra Golias, da inteligência e integridade contra truculência. Lula terá de enfrentá-lo ainda por várias vezes e cheio de medo. Já perdeu! Isso porque a força vem de dentro e não dos “exércitos do Stédile”, prova cabal da covardia do elemento que se nos escuda outros não importando as vítimas que faça. E só tem força quem tem certeza da causa pela qual está lutando. Lula sabe-se culpado. Então só lhe resta seduzir, vitimar-se e manipular e agora cada vez menos até que nada disso funcione mais mesmo que o STF lhe conceda um habeas corpus sob encomenda, o que não acredito. Mas mesmo que dê, Lula vai ter de se defender pelo resto de seus dias das pedradas de Davi atiradas com estratégia, sabedoria e a consciência da grandeza do dever a cumprir: o resgate de uma Nação e o reencontro de seu povo consigo mesmo. Daí por diante, o que faremos do nosso Brasil, é tarefa e responsabilidade nossa!

 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

 

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RECURSOS

 

O demiurgo de Garanhuns não fez nenhum curso escolar, mas fez e vai continuar fazendo muitos recursos judiciais. É um fazendeiro.

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com 

São Paulo

 

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GLEISI HOFFMANN

 

A senadora Gleisi Hoffmann decidiu não participar do grupo de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Gleisi é advogada, mas prefere não abrir mão do foro privilegiado, que é uma super blindagem. Gleisi foi eleita para trabalhar no Congresso Nacional, defendendo os interesses do povo brasileiro. Os parlamentares petistas não aceitam de forma alguma a prisão de Lula e se esquecem de realizar as suas atividades nas duas casas parlamentares. Quem perde mais uma vez é o contribuinte, que paga os salários de toda essa turma e não recebe bons serviços prestados em Brasília.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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CORRUPÇÃO

 

Em outubro deste ano teremos eleições para presidente, governadores e deputados. Infelizmente, já vemos desvios de dinheiro público para gastar na compra de votos e em outras irregularidades nas eleições. É um hábito dos políticos tentar garantir a reeleição ou a eleição de um sucessor com o dinheiro do povo. É dever de cada brasileiro fiscalizar e denunciar a corrupção. Existem ouvidorias e telefones para denúncia em que a identidade do denunciante pode ser preservada. Saúde, educação, garantia de trabalho e de segurança dependem de nossa ação conjunta.

 

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

 

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PRÉ-DERROTADOS

 

Em 2018, Ibope e Datafolha deverão reduzir bastante sua lista de pré-candidatos com chances reais de vitória nas eleições presidenciais. Sem Lula (PT), preso; com Alckmin (PSDB) e Temer (MDB), abatidos por suspeição; Collor (PTC), rejeitado pelo conjunto da obra; Henrique Meirelles (PSD), no limite do oportunismo; Ciro, perdido na divisão PDT/PT; Cristóvão Buarque (PPS) idem; Boulos (PSOL) e Manuela (PCdoB) idem; Maia (DEM), citado na Lava Jato; e Marina (Rede), longe das grandes questões, os principais candidatos no primeiro turno serão três ou quatro, no máximo.

 

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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A INSTABILIDADE GERADA PELOS CANDIDATOS

 

Já temos por volta de 14 candidatos à Presidência da República. Alguns com sonhos irrealizáveis, outros com promessas não factíveis e outros ainda com afirmação de tudo acertar e consertar. Assim, temos plena confusão e instabilidade instaladas no País, gerando desconfianças e reduzindo a credibilidade. Não se pode ver, então, mais luzes ao fim do túnel e nem um PIB por volta de 3%. Os investidores esperarão o andar da carruagem e o seu condutor, porque, como diz o povo, cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém.

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 

Rio Claro

 

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ATENÇÃO

 

Atenção brasileiros! Nessas eleições fujam de candidatos que trocaram ou acrescentaram nomes, que seja “Lulla”, Lava Jato, Moro, etc. Com certeza esse candidato não tem cacife. Não fez nada durante quatro anos na Câmara. Só ficou surfando de um lado para outro enchendo linguiça e agora quer segurar seu mandato em nomes cuja população admira. Esse indivíduo se eleito, voltará a não fazer nada nos próximos quatro anos, somente receberá um polpudo salário e mordomias que você jamais terá.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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ABAIXO DO FUNDO DO POÇO!

 

Para quem acha que já viu tudo de absurdo e ruim da política neste país é só aguardar o que nos espera para setembro próximo. Temer deverá viajar para a Assembleia Geral da ONU. Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira, que querem manter o foro privilegiado, vão inventar alguma viagem para estar fora do País também e não perderem o direito de se candidatarem à reeleição. A Presidência da República passará então ao Presidente do STF, que em setembro será o Dias Toffoli.

 

Francisco Uras francisco.uras@uras.com.br

São Paulo

 

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O ERRO DE SENTAR-SE COM OS ‘JOESLEY’S’

 

Defendo a permanência do presidente Michael Temer até o final de seu mandato, pela continuidade da recuperação do País, reconhecendo a competência de sua equipe econômica. Mas alerto para o risco das “parcerias não gratas”, reuniões informais na calada da noite e almoços duvidosos, com conversas inapropriadas, conforme relatou na o “Estadão”, em que o Gilmar Mendes sussurra perversamente nos ouvidos de Temer, que retire Alexandre de Moraes do “meio de campo”, no STF, atribuindo-lhe a posição de Ministro da Defesa; a sabedoria diz que devemos “fugir da aparência do mal, e não somente do mal”. Ora, vejo Gilmar Mendes como outro Joesley e não sei como ele pode continuar na Suprema Corte, em que seus membros deveriam ser o exemplo de ética e espírito público.

 

Silvia Pereira de Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

 

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AUTODEFESA

 

Cabeças de uma mesma cobra peçonhenta, PT e MDB só podem ser contra a prisão após condenação em segunda instância – quem usa, cuida.

 

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

 

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FUTURO INCERTO

 

Se a turma de Temer fosse presa não duraria 24 horas para uma delação premiada. A tropa de choque do presidente é boa, mas não insuperável. Já vi este filme...

 

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

 

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VERÍSSIMO E ‘SENTENÇAS’

 

O artigo do Sr. Veríssimo “Sentenças” (12/4, C10) beira o patético. Fico imaginando como Érico Veríssimo, um dos maiores escritores que o Brasil já conheceu e seu pai, de saudosa memória, esteja constrangido.

 

Jose Antonio Simões Bordeira bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

 

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AINDA BEM QUE HOUVE INTERFERÊNCIA!

 

Porque se não houvesse o pênalti, como não foi, seria confirmado? Fazendo todos os torcedores e principalmente os telespectadores de “trouxas”, como ocorreu no primeiro jogo da final, que o zagueiro Antonio Carlos jogou vôlei com a bola do jogo dentro da área e não foi marcado pênalti algum... Por que não houve interferência? O que estava combinado? O Verdão que devia ser o campeão? Pegou muito mal a incitação do presidente do clube aos seus torcedores, que vandalizaram o metrô e a sede da Federação Paulista de Futebol. O pênalti, que realmente aconteceu não foi confirmado e o que inexistiu tinha que ser validado? Ainda bem que houve interferência! Para o bem do futebol é preciso dar início a utilização do árbitro de vídeo com regras seguras, o mais breve possível! Parabéns Timão pelo bicampeonato, dos 29 conquistados... Paulistão, não confundir com Paulistinha!

 

Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com  

São Paulo

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