Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

05 Março 2013 | 02h06

GOVERNO DILMA

'Mercadores do pessimismo'

A presidente Dilma Rousseff chamou os adversários de "mercadores do pessimismo". Ora, só pode ter-se referido ao ministro Guido Mantega, da Fazenda, quando anunciou o Pibão de 0,9%, referente ao crescimento do País no ano passado... Que nas Américas só ganhou do Paraguai!

LUIZ CÉSAR PANNAIN
l.pannain@globo.com
São Paulo

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Naufrágio

Embalada na reeleição, Dilma Rousseff chama de "mercadores do pessimismo" os que veem o País se avizinhando perigosamente da estagnação, enquanto mantém o ilusionismo demagógico que seu mestre lhe ensinou. E já promete melhoras em curto prazo. Faz lembrar o capitão do Titanic, que, embalado na impossibilidade de o navio afundar, acelerou e rumou para a catástrofe.

GILBERTO DIB
gilberto@dib.com.br
São Paulo

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Titanic

A única diferença entre o (des)governo do PT e o Titanic é que este tinha uma banda.

CLAUDIO SPILLA
Claudio.Spilla@CSpilla.org
São Caetano do Sul

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Vendedora de ilusões

Ao chamar os seus adversários - ah, essa dócil e dormida oposição... - de "mercadores do pessimismo", Dilma Rousseff se esquece de que ela própria é uma contumaz vendedora de promessas não cumpridas e realidades impossíveis!

PAULO BOCCATO
pofboccato@yahoo.com.br
São Carlos

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As causas

A reação oficial ao pibinho ilustrou uma prática pouco produtiva do governo: em vez de combater a própria ineficiência, foi bem mais cômodo culpar a crise externa, que aparentemente, entre todos os emergentes, escolheu o Brasil como vítima preferencial.

ALEXANDRU SOLOMON
alex101243@gmail.com
São Paulo

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Ah, marolinha...

Na crise mundial de 2008, o então caixeiro-viajante arrotou que o País seria atingido por apenas uma marolinha. Pois bem, se o ridículo pibinho de 0,9% é apenas uma marolinha, imaginem quando chegar o tsunami. Na verdade, como ele não lê jornais, não viu e continua não sabendo de nada.

ANTONIO BOER
toboer@uol.com.br
Americana

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Estadistas e políticos

Com esta presidente e seu tutor, vem à mente o dito: "O estadista pensa na próxima geração e o político, na próxima eleição". Será que veremos um estadista algum dia governando o Brasil?

CESAR ARAUJO
cra01290@gmail.com
São Paulo

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Vitrine

É impressionante como a mídia paulista (desconheço a de outros Estados) dá espaço ao Lula. Sem dúvida, é o personagem que mais aparece, uma verdadeira celebridade. Será que não se dão conta de que estar sempre na vitrine é o que ele mais deseja? Que não suportaria ser esquecido, que quanto mais aparecer, mais aumenta sua força de influência? Ele faz de tudo para aparecer e a imprensa não deixa de publicar nenhum vento que ele possa emitir. Trata-se de um contrato não explicitado e de muito sucesso entre uma e outro: a mídia publica, garante a fúria de seus leitores contra o Lula e ele está nos holofotes dizendo, como sempre, todos os desaforos a que estamos habituados.

SYLVIA LOEB
sylvia.loeb@gmail.com
São Paulo

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ROYALTIES

O STF e o veto

Ainda bem que a maioria dos membros do STF teve o bom senso de derrubar a irracional liminar do ministro Fux que mandou o Congresso apreciar na ordem cronológica os mais de 3.200 vetos presidenciais acumulados há mais de um decênio sem apreciação, antes do veto da lei dos royalties, de dezembro de 2012. Se os tais milhares de vetos fossem assim tão importantes para o País, como ora é considerado o dos royalties, que afeta diretamente o bolso dos Estados, certamente nossos honrosos congressistas não teriam deixado que se acumulassem, como vergonhosamente fizeram. E mais, não é possível que a maioria desses 3 mil e tantos jurássicos vetos não trate de matérias já há muito caducadas. Enfim, se o STF tivesse mantido a liminar, nosso já tão "produtivo" Congresso estaria fadado a paralisar de vez, deixando de legislar sobre o que realmente interessa ao País, fechando indefinidamente para um balanço morto.

LUIZ F. GUIMARÃES FERREIRA
luizfgf.adv@gmail.com
São Paulo

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TIT

Menção indevida 

A menção indevida ao nome de Fábio Henrique Galinari Bertolucci, Luciana Rocha da Silva e Souza e de Hélio Hilário da Silva Júnior, feita por Cleiresmar Machado, ré confessa do crime impetrado contra a Fazenda Pública, em seu depoimento à Polícia Federal e publicada no Estado (Quadrilha que atuou em Fisco paulista diz à PF ter recebido 'agrados' de juízes, 15/2, que trata da Operação Lava Rápido, desencadeada pela PF em 2012), ocasionou graves transtornos aos três diretores citados, conforme cartas enviadas por eles ao jornal. Fábio Bertolucci afirma jamais ter dito a servidor ou prestador de serviço da Secretaria da Fazenda "pra deixar pra lá", ao ser avisado da necessidade de fazer um boletim de ocorrência policial em razão de um suposto extravio de processo. A ré disse ter ouvido a informação de Luciana Souza, que rejeita peremptoriamente a afirmativa. Luciana ressalta ainda que a distribuição de processos para julgamento no TIT (Tribunal de Impostos e Taxas) é aleatória e realizada por sistema eletrônico, sendo impossível o direcionamento de um processo a determinado juiz, como também declarou ter ouvido Cleiresmar. Hélio Júnior afirma que, também diferentemente do que declarou a ré, nunca fez nenhum comentário sobre suposta existência "de um esquema de distribuição direcionada de processos". E confirma que a distribuição de processos é randômica e efetuada por sistema eletrônico, desmentindo o que declarou Cleiresmar. Os três informam que estão adotando medidas judiciais contra os responsáveis pelos prejuízos causados.

FÁBIO HENRIQUE GALINARI BERTOLUCCI, diretor adjunto do TIT, LUCIANA ROCHA DA SILVA E SOUZA e HÉLIO HILÁRIO DA SILVA JÚNIOR, diretores de serviços do TIT
São Paulo
N. da R. - O depoimento de Cleiresmar Machado faz parte do relatório final (páginas 95 a 97) da Polícia Federal na Operação Lava Rápido. O Estado limitou-se a transcrever trechos do relato, sem emissão de juízo de valor, e solicitou, por e-mail, à Secretaria da Fazenda, dia 8/2, às 11h35, que consultasse os nomes citados por Cleiresmar sobre eventual interesse em se manifestar à reportagem.

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PIBINHO BRASILEIRO

Quando, em junho de 2012, o Banco Credit Suisse projetou o crescimento do nosso produto interno bruto (PIB) de 2012 na faixa de 1,5%, o ministro Guido Mantega, enfurecido, bradou ser uma “piada” e disse que daria muito mais, na sua estimativa: na faixa dos 4,5%. Conforme anúncio oficial, porém, ficamos mesmo no pífio 0,9%. É muito complicado entender como uma instituição financeira lá na Suíça, com todas as limitações de informações imagináveis, consegue prever o índice com erro de apenas 0,6 ponto, enquanto o nosso ministro da Fazenda, com toda a estrutura e riqueza de informações à sua disposição, comete um erro de avaliação na estratosférica faixa de 4 pontos.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                                   
Rio de Janeiro

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PIADA

Em meados de 2012, um banco estrangeiro fez uma previsão para o Brasil dizendo que o País cresceria 1,50%, o ministro Mantega disso que a previsão era uma piada. Agora ele anunciou, não sei com que cara, que o País só cresceu 0,9%. Algum jornalista presente a este anúncio perguntou-lhe sobre a declaração que ele dera no ano passado? Se não perguntaram, deveriam. Piada, ministro, são o Sr. e sua política econômica baseada num crescimento fictício e no consumo subsidiado. De quebra, o governo do qual o ministro participa é a piada-mor.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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O PIB DOS EMERGENTES

Brasil, 0,9%; Rússia, 3,4%; Índia, 5,3%; China, 7,8%; África do Sul, 2,8%. É muita incompetência! Aonde chegaremos?
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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SÃO OS NÚMEROS, SENHORA

Dilma chamou os críticos da sua política econômica de “mercadores do pessimismo”. Eles provavelmente responderiam: São os números, senhora. O discurso petista sempre busca algum responsável por algo que não vai bem. O mensalão foi julgamento político, por exemplo. Agora, o próprio governo divulga que o Brasil cresceu só 0,9% em 2012, que a inflação chegou aos elevados 6% e que a produção industrial foi a pior desde 2009,  numa clara demonstração de má gestão da economia. Segundo o ministro da Fazenda, foi a “crise externa” que causou o ano desastrado. Estranho, pois nosso país é muito pouco inserido na economia mundial (só 1,5%) e outros países em condições semelhantes às nossas cresceram, como os Brics (conjunto Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), cujo pior cresceu 2,8% e o melhor, 7,8%. Os EUA, em plena crise, cresceram 2,2% e Alemanha, 0,9%. Japão, considerada economia estagnada, cresceu 1,9% e México, que disputa posição com o Brasil na economia regional, cresceu 3,9%. Portanto, Sr. Mantega, desculpe, foi uma grande incompetência de nosso país. Nosso PIB teve o pior desempenho desde o governo Collor! 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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AS DESCULPAS ECONÔMICAS 

A queda de nosso PIB e da nossa posição na economia mundial é mais uma, senão a mais importante, prova da incompetência de nosso governo dito democrático, em realidade, eivado de corrupção e, o pior, com os corruptos impunes. E já não estão adiantando mais as desculpas das autoridades, pois economia é uma coisa muito simples: só podemos gastar o que podemos ganhar ou temos de ganhar o que precisamos gastar. O que nunca podemos é desviar, e muito menos roubar. 

Nilton de Freitas Guimarães nfguimaraeseo@gmail.com 
Rio de Janeiro

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O PIB E O POSTE

“É pena que um debate de horizontes tão promissores esteja condenado a fenecer diante da Torre de Babel que já se ergue na arena de 2014.” Palavras do jornalista, professor titular da USP, consultor político e de comunicação Gaudêncio Torquato, na página A2 do “Estadão” de domingo (4/3/2013). Referindo-se à antecipação da corrida política para 2014, disparada pelo ex-presidente Lula, claro nos fica que a jogada é apenas desviar as atenções do “pibinho”, da falta de perspectivas do ministro da economia e da revelação de tantos gastos do governo em áreas que nada contemplam o tão propalado fim da miséria – lindíssimo na mídia televisiva em horário dito nobre. Criar Babel é especialidade do “cara” Lula. A presidente Dilma Rousseff chamou seus adversários de “mercadores do pessimismo” e fez duras críticas à oposição ao falar sobre economia nacional, na convenção do PMDB no fim de semana. O evento ocorreu um dia após ser divulgado o avanço do PIB em 2012, de apenas 0,9%. É o que nos informa o mesmo jornal. Assim, com a Babel criada e a cegueira que a atual presidente quer impor a nós, cidadãos, ficamos no aguardo de melhores dias com a ajuda do Supremo Tribunal Federal (STF), instituição que sinaliza olhos abertos e garantias da real democracia, que com “babéis” e “miopia” apenas se busca ofuscar a visão e o sentimento que ainda reside nos brasileiros que pagam seus impostos – nada compatíveis com o que se tem em troca. E, por falar em troca, seria bom pensar em troca de “poste” ou da lâmpada que nele está. Se ainda houver energia para tanto!

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br
Campinas

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DÚVIDAS

Que o País está à beira de uma crise econômica, não há dúvida. Que o ministro da Fazenda precisa ser substituído para que o governo não perca credibilidade, não há dúvida. Presidente Dilma, qual é sua dúvida?
 
Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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INSUPORTÁVEL

O PIB de 0,9% para um país com as dimensões e condições do Brasil é, no mínimo, atestado de incompetência passado para as autoridades responsáveis por nossa economia. Precisamos de gente competente nos postos de comando desta nação, pois os brasileiros (pelo menos a parcela mais esclarecida deles) não aguentam mais tanta propaganda enganosa por parte deste desgoverno, nem tanto discurso/comício por parte da “presidenta” em exercício e de seu “presidente-adjunto”.

Ariovaldo Marques arimarques.sp@gmail.com
São Paulo

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POPULISMO POBRE

O ministro Mantega vem e anuncia um verdadeirinho pibinho e diz que, em 2013, devemos crescer de 3% a 4%. De 3% a 4% são 33% a mais, e de 3% a 4% há uma diferença de 1%, coisa que não crescemos em 2012 (0,9%). Isso é chute, caro ministro. Bom mesmo seria gastar o dinheiro que entra nas burras do governo em investimentos e educação, e não tirar dinheiro de quem trabalha para distribuir a quem nada faz – e acabar com este paupérrimo populismo. O governo só pensa em ganhar as eleições, e o resto que se dane.
 
José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br 
Avanhandava

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DISSIMULAÇÃO DA VERDADE

Será que alguém sentiu firmeza nas palavras do ministro da Fazenda em seu pronunciamento? Acho que não! A mim pareceu que nem ele acreditava nas próprias palavras, pois, com o resultado do pibinho de 2012, de +0,9%, qualquer afirmação otimista não passa de sofisma, dissimulação da verdade. Mas, como todo brasileiro é um pouco economista, é difícil se deixar levar pelas artimanhas do ministro, que só permanece no cargo pela teimosia de uma presidente que não tem humildade para reconhecer seus erros. Todos sofrerão as consequências pela incompetência do governo e seus ministros da área econômica.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br 
Votorantim

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MR. M

Vocês viram o pibinho que o Mr. Mantega apresentou? Mesmo assim, não foi fácil, pois usou a técnica do ilusionismo na contabilidade criativa, concedeu subsídios, crédito fácil e, para reforçar, muita reza brava e até despachos.

Alberto Bastos C. de Carvalho albcc@ig.com.br 
São Paulo

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MAQUIADOR

A inflação de 2012, extraoficialmente, foi de 11,2%. Mantega fez uma maquiagem e ela caiu para 5,8%. O pibico foi de +0,9%. Sem maquiagem, deve cair bastante. Mantega está com o futuro garantido. Se não for candidato a governador de São Paulo pelo PT, a Rede Globo deverá contratá-lo.

Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite.com.br
Monte Santo de Minas (MG)

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MISSÃO CUMPRIDA

Talvez não se possa atribuir ao ministro Mantega toda a responsabilidade pelo mau desempenho de nossa economia, cuja variação do PIB em 2012 foi menor até que a de países que passam por crises sérias, instabilidades ou conflitos, como Argentina, Egito, Venezuela e Paquistão. Afinal, as decisões econômicas têm sempre a palavra final do presidente, seja ele Dilma, o de direito, ou Lula, o de fato. Mas obviamente é dele, ministro, a responsabilidade de apontar ao presidente os caminhos para a melhora. Parte importante desta tarefa é, alem de apontar, também convencer o presidente do que é melhor. Os resultados têm mostrado, entretanto, que nosso ministro não tem sido lá muito bem-sucedido seja na elaboração de seus planos ou na arte de convencimento do seu “chefe”. Até o prestigioso “Financial Times” tem comentado os insucessos de forma até enfática, quando não zombeteira. E novamente me vem à lembrança a iniciativa privada, onde é frequente a nomeação de executivos para levar adiante determinada missão adequada ao seu perfil e à sua formação. Completada a missão, o executivo sai de cena e é substituído por outro com perfil e formação mais adequados às novas missões. Podem, entretanto, ocorrer erros de avaliação na adequabilidade do executivo à missão a ser executada. Também neste caso ele sai de cena e é substituído, e bem rapidamente. Na empresa Brasil, da qual somos todos acionistas, digamos que o ministro Mantega “completou” sua missão, portanto...

Lazar Krym lkrym@terra.com.br 
São Paulo

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JOGO DO CONTENTE

A situação da economia brasileira não está nada boa. O País teve o maior déficit comercial desde os anos 1990, o menor crescimento entre os emergentes; a dívida pública está nas alturas; as exportações, em baixa, recuando 8,9% apenas em fevereiro; o agronegócio encolheu 2,3% em 2012 e amarga recessão; a indústria recuou 0,88% e também vive recessão; o consumo das famílias está contraído; a Petrobrás, a “joia da Coroa”, perdeu nos poucos meses de  2013 mais valor do que em todo o ano de 2012. Não há o que comemorar e há muito com o que se preocupar. Evidentemente, isso não interessa ao PT e ao governo, que sempre tentarão convencer a população de que estamos no melhor dos mundos. Mas, para sairmos do buraco, é necessário que reconheçamos que estamos nele. Já perdemos tempo demais brincando de “jogo do contente”. Maturidade e responsabilidade já!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com
Florianópolis

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PIBINHO E MAROLINHA

Assim é este governo: quando dá para vencer, a crise é PIBão e marolinha. Quando não dá, passa a crise a ser tsunami e o PIBinho passa a ser inevitável. Quer dizer que nunca há incompetência do governo, só há, na verdade, atos de acertos e de adequado manejo de nossa economia. Depois de um pibinho de 0,9% em 2012, o nosso ministro da Fazenda e Dona Dilma precisam exercitar a mágica do crescimento, tirando coelhos das cartolas. Aliás, não se pode falar em extinguir a miséria sem que ocorra o desenvolvimento, e este, felizmente, é dado sempre pela iniciativa privada, com medidas que um governo competente possa efetivar. Na verdade, o mal de um governo eminentemente político é que assumem posições de destaque sempre aqueles que são “companheiros”, enquanto os técnicos ficam na escuridão e no ostracismo. O exercício do politiquismo faz com que o politiqueiro se torne competente e eficiente, infelizmente para o País.

José Carlos de C. Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 
Rio Claro

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PERDIDA NO ESPAÇO

A presidente Dilma, sem coragem ou argumentos para explicar ao País o fracasso até aqui de seu governo, bem comprovado no PIB de 0,9% em 2012, recorre a frases de efeito sem nexo algum!  Disse a chefe do Planalto que “o Brasil não pega pneumonia” e “não é afetado por espirros de economias estrangeiras”. De memória totalmente curta a própria presidente, que ficava arrotando por aí que o tsunami de dólares do Fed é que estava prejudicando a nossa economia (no que ninguém acreditava...). E do alto da sua soberba ainda dava conselhos aos países desenvolvidos sobre como administrar um país. Aliás, os nossos analistas em macroeconomia jamais argumentaram que a crise externa seria o calcanhar de Aquiles, para um PIB brasileiro tão medíocre como o do ano passado. Utilizando as expressões da Dilma, “espirros” e “pneumonia”, esse vírus na realidade se autoproduz dentro do próprio Palácio do Planalto, fruto das ações retrógradas com que o petismo cuida da nossa economia de mercado. Como o desmonte da Petrobrás, a redução autoritária do preço da energia elétrica, as obras em infraestrutura prometidas, mas que não deslancham, o desprezo à produção do etanol, etc. Além de terem desmoralizado de vez a tal da autonomia do Banco Central. Isso posto, os investidores em debandada se retiraram. Esses tais “espirros” e “pneumonia” tupiniquim também estão ligados umbilicalmente à queda de credibilidade do atual governo. E, parafraseando o simpático Tite, a Dilma “fala muito”, e sem produtividade, aliás, como ocorre com toda economia brasileira nesta sua gestão. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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FAÇANHAS

As façanhas de Dona Dilma Rousseff: pibinho mirradinho, lanterninha dos emergentes, pipocar de apagões. “E la nave va”...

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br 
São Caetano do Sul

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UM PIB IMORAL

O IBGE anunciou o resultado do nosso PIB. Perdemos até para a Venezuela, país que há muito é governado por um morto. O Brasil cresceu mísero 0,9%, índice cinco vezes menor do que o propalado por um incompetente que há sete anos ocupa o Ministério da Fazenda, nomeado pelo “Lincoln tupiniquim”, em substituição a um ladrão que, por descuido ou excesso de confiança, caiu nas malhas da imprensa livre e está temporariamente fora de cena. O Ministério da Fazenda é hoje o órgão oficial responsável pela destruição da nossa economia e pela falência da Petrobrás, que perdeu nos últimos três anos R$ 180 bilhões do seu valor de mercado após ser usada, por muito tempo, como instrumento regulador do índice inflacionário. A opinião de todos os experts entrevistados após a divulgação do PIB é unânime quanto à necessidade de investimentos públicos, para que se obtenha no médio prazo um melhor desempenho econômico. Todos os brasileiros entenderam o recado. Porém é necessário, por precaução, avisar a dona Dilma e o seu Mantega de que os impostos recolhidos sobre um PIB de R$ 4,4 trilhões não devem ser roubados pelos integrantes do governo. Esse dinheiro é público, não pertence aos bandidos que há muito infestam os porões do Executivo e do Legislativo. Que usem o recurso em benefício da sociedade.
 
Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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DESASTRADA INCOMPETÊNCIA

Na página B2 do “Estadão” de 4/3, os artigos dos colunistas Claudio Adilson Gonçalez, Everardo Maciel e Marcelo de Paiva Abreu são um atestado da incompetência da gestão econômica do País. As afirmações dos articulistas, todos competentes, respeitáveis, intelectualmente honestos, são estarrecedoras para nosso presente e futuro econômico-social. Um fala em “equívocos”, erros crassos, “truculência”, “tibieza”. Outro cita “insensatez”, “falta de razoabilidade”, “baixíssima qualidade técnica”, “incúria”. E, finalmente, o terceiro menciona “incompetência de parte da oposição”, referindo-se, especialmente, à ala de José Serra e defensores do protecionismo comercial e de interesses setoriais com total desprezo pelo interesse coletivo. Todos são muito elegantes e moderados, mas mostram um quadro desanimador de nossa realidade política e econômica, presente e futura. Pobre Brasil.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas

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DISCURSO DE OPOSIÇÃO

O artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicado domingo no “Estadão” (“Sem disfarce nem miopia”, página A2) merece aplausos àquele que mantém a compostura e a elegância, dignas de um culto ex-mandatário. Nada de novo sob o sol: infantilidade, truques, história reescrita, maquiagens e miopia estratégica resumem um preciso, inteligente e precioso diagnóstico de atuação das forças governistas atuais. Afinal, fiascos precisam de disfarces e de discursos veementes. As críticas e as reações esperadas à manifestação virão em outros tons e níveis menores, mas é bom lembrar que não se alterem as vozes, e sim que se melhorem os argumentos e a conduta.

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br 
São Paulo

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COMPARAÇÃO

O ex-presidente FHC tem razão, o que se deveria fazer é comparar o que o País mudou nos 24 anos de ditadura militar com os 25 anos de ditadura socialista coronelista, sem contar que o mundo sofreu uma reviravolta com o fim da guerra fria, também na mesma época de nossa “república socialista das bananas”.
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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PICUINHAS E BICO FECHADO

Pronto, lá vem o FHC com aquela conversa de deixar o PT na dele (“Sem disfarce nem miopia”). “O PSDB não deve entrar nessa armadilha. É melhor olhar pra frente e deixar as picuinhas para quem gosta delas.” Armadilha? E nós, contribuintes indignados que já estamos dentro dela desde que ele aconselhou o PSDB a não mexer com o Lula no episódio do mensalão? Picuinhas? Nós gostamos de picuinhas? Então quer dizer que estamos nos divertindo quando manifestamos nossa indignação com a destruição do nosso país? “Não há que exagerar na crítica: por hora o trem não descarrilou.” Que trem? Que trilho? Será que ele está na Suíça e pensa que está aqui? Ei, FHC, de que lado você está? “A resposta cabe ao governo. Ao PSDB cumpre oferecer a sua visão alternativa e um programa contemporâneo.” Então tá! Vai explicar  isso em “sociologuês” bem rebuscado para a grande massa de semianalfabetos que vende seu voto para eleger Lula e seus petralhas. Pelo que estou entendendo, a nós, cidadãos “comuns”, cabe ficar de bico fechado e pagar a conta. 

Carlos Eduardo Stamato dadostamato@hotmail.com 
Bebedouro

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CADASTRO SOCIAL, OS FATOS

Além de dirimir qualquer dúvida que ainda pudesse haver a respeito do cadastro para pagamento dos programas sociais de transferência de renda que, de fato, iniciaram-se no governo FHC – e não com a redescoberta do Brasil por Lula em 2002 –, a carta  do senhor Emílio Garazzai (“Fórum dos Leitores”, 4/3), além de acabar, vez por todas, com as inverdades semeadas aos quatro ventos por apropriação indébita do ex-presidente e, agora, pela palradora senhora Dilma Rousseff (“¿Por qué no te callas?”) traz consigo o eco longínquo da razão e da verdade: tudo se iniciou com a equipe FHC, mesmo! Mas o melhor de tudo é que o ex-presidente da Caixa legou-nos um senhor epíteto para Dilma: histriônica. Que tal, então, Dilma, a histriônica? E percebam que os histriônicos eram os jograis que representavam as farsas da época, no antigo teatro romano. “Pega na mentira, corta o rabo dela! Bate nela!” (Erasmo Carlos).
 
João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com 
Bauru

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MÃO ÚNICA BNDES PARA EBX

A notícia “EBX se apoia no BNDES para ‘tocar’ projetos”, no jornal “Valor” de 1/3/2013, revela que “O BNDES tem sido fonte permanente de dinheiro para sustentar os projetos da EBX, em especial após a crise financeira de 2008”. Mais adiante, revela o montante dos aportes de dinheiro para Eike Batista (a sua holding), desde então: mais de R$ 10 bilhões. Uau! Do que o Eike pode se queixar? De nada, é claro. Se dinheiro lhe faltar, o BNDES cobre: “O BNDES tem sido fonte permanente de dinheiro para sustentar os projetos da EBX, em especial a partir da crise financeira de 2008”. Infere-se, pois, do teor da notícia, que há uma canalização de mão única do dinheiro do BNDES para o tesouro particular EBX. Queixa Eike tem quando o filho impulsivo destrói um carro de algumas dezenas de milhões...

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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BNDEX

Com o escancaramento dessa parceria entre o BNDES e as empresas X de Eike Batista, com o banco colocando dinheiro público em projetos de alto risco de retorno, não seria o caso de o banco mudar o seu nome para BNDEX? 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro   

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BNDE$

BNDESperdício de dinheiro público. Até quando?!
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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MARCO REGULATÓRIO DA MÍDIA

O marco regulatório da mídia é uma pedra no sapato do PT, que vê este projeto parado na pasta das Comunicações devido à promessa de Dilma de que prefere “o ruído da imprensa livre do que o silêncio da ditadura”. Será que ela vai conseguir segurar essa turma que preconiza a mordaça através de um projeto de lei “de iniciativa popular”? Essa mesma turma que tentou calar Yoani Sánchez com “atos de repúdio”? Quando se diz projeto de iniciativa popular, leia-se de militantes de movimentos ditos sociais e pelegos sindicalistas, que não representam  o todo da sociedade brasileira, mas apenas o segmento que usa dos instrumentos democráticos para dar fim à própria democracia. E eles não admitem chegar ao término deste mandato de Dilma vendo a vontade da presidente prevalecer sobre a do Partido dos Trabalhadores. Portanto, será um verdadeiro jogo de queda de braço, que espero que Dilma vença! 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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VONTADE POPULAR

Se existe uma coisa que o PT é, é unido. No passado, petistas contrários à opinião dos líderes partidários foram sumariamente expulsos do partido. Agora o PT quer fazer um levante social para a “regulação da mídia” e uma nova “Constituinte”! Quando perguntaram ao governo qual a opinião sobre este assunto, não se manifestaram. O governo petralha é assim, colocam na linha de frente quem possa fazer o trabalho sujo e impopular por eles. Eles continuam insistindo em regular a mídia, a única que descobre para onde escoa o dinheiro do povo. Pesquisas mostram que mais de 80% da população acha que a mídia é a única a denunciar corrupção no País e dão a ela a importância devida. Neste embate gostaríamos que, em vez de ouvirem alguns gatos pingados que se tornarão “vontade popular”, fizessem um “referendo sobre a regulação da mídia e nova Constituinte”! Aí, sim, poderão dizer ser a vontade popular. Eles não desistem. Faz dez anos que vira e mexe precisamos lutar contra essa minoria que quer por toda lei calar a imprensa, a única aliada do povo.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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QUEM NÃO DEVE NÃO TEME

Se o PT não tem nada a esconder, por que esporadicamente lemos sobre uma tentativa para colocar em prática, novamente, o controle da mídia? Não há nada mais sábio do que um ditado antiquíssimo que diz “quem não deve não teme”.
 
Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com 
Bauru

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ELES NÃO BRINCAM EM SERVIÇO

PT defende em resolução marco regulatório das comunicações através de proposta de emenda à Constituição de iniciativa popular. Depois das condenações dos mensaleiros pelo STF, parece que eles têm pressa em não mais permitir a divulgação da verdade apurada, pois a realidade dos fatos lhes é rotineiramente desfavorável. Essa notícia veio junto com outra de igual quilate: André Guimarães, funcionário do vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas, é pago com “dinheiro público” para desqualificar oponentes e divulgar mentiras através de blogs a serviço do projeto de poder petista. Duas perguntas cabem aqui: alguém acredita que este marco regulatório não signifique  controle da mídia, como querem nos fazer crer, até chamando os jornalistas (?) para apoiar esta ideia? É legal o uso de dinheiro público para servir aos ideais de um partido, no caso, o da situação? A descortês e violenta recepção a Yoani Sánchez mostra o quanto a turma do PT aprova a liberdade de expressão. Neste particular, junto a André Guimarães foi um homem de Gilberto Carvalho, de dentro do Palácio do Planalto, igualmente escolhido na ação para humilhar a cubana e lhe dar um “cala boca” – coisa de democratas –, tendo em seu currículo um curso sobre ciberguerrilha realizado em Cuba. Eles não estão de brincadeira. De modo  irregular, truculento e desonesto, de pouquinho em pouquinho, o Partido dos Trabalhadores vai tentando se apoderar do nosso Legislativo e nosso Judiciário, da mídia e de nossas mentes. Por enquanto, não estão pegando em armas.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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DITADURA

O PT está louquinho para “regular” a imprensa. Por que não manda logo colocar censores em cada redação, como no tempo da ditadura?

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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NEM SE CONSTRANGEM

Em meio a mais uma tentativa de calar a imprensa livre, os fascistas do PT propagam, ao contrário, que o partido “continuará lutando pelo alargamento da liberdade de expressão no País”. Os crápulas falam isso sem o menor constrangimento, e logo após o espetáculo deprimente que promoveram ao impedir a blogueira cubana de falar em eventos na Bahia e em São Paulo. A desfaçatez não tem limites.
 
José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com 
Campinas

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ESCLARECIDO

Êta domingo esclarecedor! “Sem disfarce nem miopia”, “Um fiasco em números”, “Riscos de uma guerra antecipada”, “O custo dos estádios da Copa”, “Dinheiro público estimula criação de novas legendas” e “Em uma década, País pagou R$ 6,8 bi para fundo e propaganda de partidos” são títulos de matérias do “Estadão” deste domingo, recheadas de informações tais como: cada assento do Itaquerão custará R$ 17,1 mil, enquanto o de Munique custou R$ 13,9; os 43 segundos gastos por Renan Calheiros para destacar “sua vontade de acertar” custaram R$ 152 mil; e por aí vai. Sabem quem financia? Nós, os pagadores de impostos, razão direta dos recordes de arrecadação tributária. Daí eu entender por que o PT quer aprovar a mordaça na imprensa. E de quebra ainda querem o financiamento público das campanhas eleitorais!
 
Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br 
São Paulo

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É PRECISO ESTAR ATENTO

A matéria publicada na página A10 do “Estadão” de 2/3 é muito preocupante. O PT não desiste do propalado “controle social da mídia” e um dia vai consegui-lo, pois “a nossa pátria mãe dorme tão distraída sem perceber que é subtraída das suas gloriosas tradições” (desculpe-me o Chico). O Brasil ainda é o único país entre seus irmãos bolivarianos onde ainda se pode confiar na sua imprensa, através da qual podemos saber dos “malfeitos” do lulopetismo e de seus “cumpanheiros” da base aliada. Mesmo assim, estamos há 1.312 dias esperando para ler sobre os cambalachos da família Sarney. Os lulopetistas usarão de todos os meios para amordaçar a imprensa, inclusive a truculência, como bem ilustram os recentes episódios da visita de Yoani Sánchez e da agressão do indecoroso deputado petista ao seu colega Onix Lorenzzoni. A imprensa livre é a nossa única esperança, pois há 
fundadas dúvidas sobre se o governo petista, ao nomear os novos ministros do STF, usará somente os critérios de sólido saber jurídico, conduta ilibada, projeção e respeitabilidade no meio jurídico, entre outros. Se isso não acontecer, pobres de nós. É preciso estar muito atento.

Affonso Maria Lima affonso.m.morel@hotmail.com 
São Paulo 

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CENSURA À VISTA

Qualquer proposta feita pelos petistas tem de ter o aval de Lula. Quando o assunto não interessa ao governo, a presidente Dilma, a mando de Lula, chama os baderneiros às falas e o silêncio se faz presente. No caso do controle da mídia, esse é um assunto que interessa ao Lula sobremaneira. Por se tratar de tema polêmico, o ex-presidente não está encabeçando a ideia, mas nos bastidores instiga senadores, deputados, vereadores, sindicatos e a militância a abraçar a causa. Dona Dilma, por sua vez, fica calada. Todos esperam uma reação da sociedade. Quem não se lembra do levante contra o STF porque condenou os mensaleiros? Lula tratou de amenizar os ânimos e a turma deixou para lá. E o vexame que alguns petistas fizeram quando da  passagem de Yoani Sánchez pelo Brasil? Lula e Dilma se calaram. Impor a censura, tirar a liberdade de expressão e controlar a mídia são sonhos desse partido, que quer poder absoluto. Isso está caminhando para uma vala perigosa. Atenção, OAB, Ministério Público, STF e demais poderes constituídos, cortem as asas dessa gentinha, antes que ela alce voos sem volta. A América Latina está cheia desses péssimos exemplos.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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DILMA SE APROXIMA DOS SINDICATOS

Não há governo que possa desprezar a interlocução com os sindicatos, que não são apenas de representação dos empregados, mas também de empregadores e de profissionais liberais. As primeiras instituições consultadas por Barack Obama na crise de 2008 foram os sindicatos. O importante é que não se tenha um governismo sindicalista, populista, peronista ou getuliano. Nossas centrais sindicais devem demonstrar maturidade, sentido de colaboração democrática e renunciar a projetos de poder. O episódio só merece destaque negativo ao dar a perceber quem efetivamente comanda o governo.
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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O MESTRE MANDA

Esta é a Dona Dilma, nossa presidenta, como sempre fazendo a lição de casa direitinho: tudo o que seu mestre mandar. Buscar apoio nos sindicatos é aliar-se aos melhores negociadores do Brasil.  se você tem dúvidas é porque não sabe onde tudo começou, não é mesmo, Sr. Lula? 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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IMPOSTO SINDICAL

Concordo plenamente com tudo o que a jornalista Suely Caldas escreveu no domingo em sua coluna no “Estadão” (“Um imposto obsoleto”), sobre o imposto sindical, e apoio integramente a CUT, pois acho que todos os sindicatos deveria andar com suas próprias pernas. A nossa associação é a única do País que não aceita doação ou subversão do governo, e prestamos mais serviços que todas as associações comerciais e CDLs e Sebrae juntas. Sou contra o Sistema S, pois eles fugiram de suas finalidades.

Odomires Mendes de Paula, presidente da Associação Brasileira das Micro e Pequenas Empresas odomires@abrampe.com.br 
Uberlândia (MG)

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CASO CHALITA

Está perigando o muy digno e probo ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo Gabriel Chalita (2002 a 2006), na ânsia de justificar o injustificável – o recebimento de propinas que atingiram R$ 50 milhões, devidamente comprovado pelo seu acusador, Roberto Grobman – abrir e mostrar o seu “sigilo”. Quem quer ver? A obrigação é do Ministério Público do Estado examinar os sigilos telefônicos, bancários, fiscais, etc. do envolvido. Pode demorar alguns anos, terá de conviver com esta “encrenca” por bom tempo. Então fale o mínimo a respeito, quanto mais falar, mais complica. Aberto o sigilo, certamente tudo será esclarecido. Que vergonha!
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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O ROTEIRO

Qual é a novidade no caso Chalita: a denúncia de um ex-parceiro, o enriquecimento galopante, a questão das palestras bem pagas, a quantidade de livros publicados com sucesso retumbante? Nada disso. Nem a cara de pau deixa de ser costumeira. Trata-se apenas de mais um político envolvido em escândalos de corrupção, aproveitando-se do emergir dos fatos para fazer crer que tem cacife para muito mais do que na verdade poderia alcançar e que, por isso, estaria atraindo a atenção de detratores. Nós, o povo, já vimos esse filme. Tantas vezes e de tantas formas, que estamos enojados. “Vou ser candidato”, assevera o moço. Sem dúvida, esse é o roteiro...
 
Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br
São Sebastião

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IPHAN

As reportagens do caderno de Economia (3/3/2013, página B6) e Vida (página A19) mencionam o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e suas limitações para acompanhar a demanda de obras em curso no País. Isso se deve a dois fatores: falta de investimento na contratação de mão de obra especializada no Iphan e continuidade de domínio dos órfãos da ditadura no governo. Sem a contratação de arqueólogos, o Iphan não conseguirá dar conta da imensa demanda econômica. Por outro lado, Lobão, como seu mentor Sarney, foi arenista convicto e copromotor do aprofundamento das desigualdades e atraso do Maranhão. Com quadros como Sarney e Lobão e com a falta de contrações de técnicos capacitados, só se pode tocar obras como se fazia à época da ditadura: com o menoscabo do bem público.
 
Pedro Paulo A. Funari, professor titular e coordenador do Centro de Estudos Avançados Unicamp www.gr.unicamp.br/ceav
Campinas

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PORTOS BRASILEIROS

Reporto-me à publicação sobre o crescimento dos portos (“Movimento dos portos cresceu só 2% em 2012”, 1/3/2013, B1). O movimento físico, em toneladas, cresceu. Mas tão importante quanto o ranking dessa referência é o movimento em valor cambial, em US$ FOB, que agrega valor, especialmente para o manufaturado, que, ao invés de minério, exporta o automóvel que gera mais empregos, mais tributos e mais riqueza para o Brasil. E é por causa desse quesito que o Porto de Santos, entre as mais de 34 instalações de médio e grande portes nacionais, se destaca no Hemisfério Sul. De acordo com o portal do Ministério do Desenvolvimento, aliceweb, Santos cresceu, na participação do sistema portuário nacional, de 30,5%, em 2011, para 32,5%, em 2012, portanto, mantendo e detendo o mais representativo comércio internacional brasileiro, superior a US$ 120 bilhões FOB, Santos é o 1.º e o mais importante do sistema nacional.

Aluisio de Souza Moreira aluisiosmoreira@hotmail.com 
Santos

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O JULGAMENTO DO GOLEIRO BRUNO

Mais uma vez a mídia sensacionalista irá fazer o seu circo, agora no julgamento do goleiro Bruno, em Contagem (MG). É inaceitável que um julgamento demore tanto tempo para ocorrer, num bom exemplo de como a Justiça brasileira é lenta, ineficiente e não funciona. Mais: ao invés do Tribunal do Júri, que não passa de uma comédia teatral desempenhada por atores canastrões e julgado por sete leigos sem o menor conhecimento jurídico, os crimes dolosos contra a vida deveriam ser julgados por um juiz singular, como são os crimes comuns. Se um adolescente acusado da prática de ato infracional de homicídio é julgado por um juiz singular e a decisão não demora mais de 45 dias, o mesmo deveria valer para os adultos. Está na cara que Bruno é culpado e não passa de um psicopata, provavelmente será condenado pelos jurados, mas deveria ter sido julgado rapidamente, e nunca após mais de dois anos depois dos fatos.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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