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O Estado de S.Paulo

08 Março 2013 | 02h12

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Desaforo

Não querem deixar o deputado Marcos Feliciano (PSC-SP) tomar posse na Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara, acusado de homofóbico e racista, e dão posse na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a quem? A João Paulo Cunha e José Genoino (ambos do PT-SP), condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, etc...!

RUY COLAMARINO
1945.ruy@gmail.com
São Paulo

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Comissões permanentes

De fato, enquanto deputados e grupos radicais brigam de forma antidemocrática pela escolha do presidente da Comissão de Direitos Humanos, com destaque na mídia, o absurdo maior ocorre na surdina, com a participação de José Genoino e João Paulo Cunha na CCJ. Esse, sim, deveria ser objeto maior de repúdio da população, pois tal indicação é mais uma demonstração do Congresso do total desrespeito à Constituição da República e, portanto, às leis e ao Poder Judiciário, que os condenaram com fartas provas por corrupção. Essa aberração é que deveria ser rechaçada pelos deputados ditos honestos e idôneos, perfis muito difíceis de acreditar que existam nesse meio.

MARCO AURÉLIO REHDER
marcoarehder@yahoo.com.br
São Paulo

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PODER JUDICIÁRIO

Sistema penal frouxo

As frases do competente e honesto presidente do STF, Joaquim Barbosa, precisam ser difundidas com destaque e diariamente por todo o País. Finalmente alguém com a maior autoridade no assunto se manifesta mostrando as causas da crescente e constante criminalidade no Brasil, que desafiam qualquer governo, qualquer medida que se tome: "Nosso sistema penal é muito frouxo. É um sistema totalmente pró-réu, pró-criminalidade. (...) Essas sentenças que o Supremo proferiu aí, de 10 anos, 12 anos, no final se converterão em 2 anos, 2 anos e pouco de prisão, porque há vários mecanismos para ir reduzindo a pena". Agora dá para entender bem a força dos criminosos e a nossa impotente Justiça.

PLÍNIO ZABEU 
pzabeu@uol.com.br
Americana

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Pró-impunidade

Creio que o ministro Joaquim Barbosa apenas mencionou o que se diz normalmente no País. Por outro lado, não se trata somente das entidades de classe dos juízes. Nós, da sociedade civil (associações de profissionais e empresariais, sindicatos, organizações religiosas, etc.), conhecemos o custo colossal que o aparelhamento dos órgãos estatais (federais, estaduais e municipais), possibilitado pelo loteamento político, causa à Nação sem que nos manifestemos: assistimos a incompetentes e salafrários assumirem cargos de confiança e em comissão (permitidos pela Constituição) nas organizações do Estado e queremos que a polícia e a Justiça combatam a corrupção!

DARCY ANDRADE DE ALMEIDA
dalmeida1@uol.com.br
São Paulo

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POLÍTICA ECONÔMICA

Dilma x Mantega

Disse a "presidenta": "Quando há um espirro no exterior, o Brasil não pega pneumonia". Disse o ministro da Fazenda: "Tivemos um pibinho por causa da crise no exterior". Quem disse a verdade?

MILTON BULACH
mbulach@gmail.com
Campinas

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Andando para trás

Chova ou faça sol na economia global, o fato é que o PIB de 0,9% em 2012 é menos do que precisaríamos para o crescimento vegetativo, portanto, estamos andando para trás com Dilma Rousseff. Com uma agravante: com esse PIB, daquilo que se adquiria no dia a dia com R$ 100 em março de 2012, hoje só se levam para casa 84,47%, ou seja, uma perda de 22,53% no poder aquisitivo.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI
fransidoti@gmail.com
São Paulo

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PIB

O Brasil é como um carro de Fórmula 1: tem um excelente carro, motor possante, enfim, tem todos os requisitos para um bom desempenho, mas a piloto (presidente Dilma) é teimosa, incapaz, inexperiente, não sabe dirigir um fusca. O chefe da equipe (ministro Mantega) é cínico, presunçoso, incapaz, não tem projeto e está mais perdido que cachorro que cai de caminhão de mudança em cidade estranha.

ARY MARINO FILHO
arymarino@gmail.com
Garça

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Pibinho ou trenzinho?

Lula pegou a locomotiva nos trilhos, no embalo fez o que fez e a entregou à presidenta sem freios, na descida e com uma forte curva à frente. Só não parou ainda porque não acabou de descarrilar. Segura, povão!

ANGELO ANTONIO MAGLIO 

angelo@rancholarimoveis.com.br 
Cotia
Falta de investimentos

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Imagino o Brasil como um prédio todo esburacado, do alicerce ao telhado. Quando cair, cairá de vez. Que tristeza! O que será de nossos filhos e netos?

ANITA M. S. DRIEMEIER
lindyta9@gmail.com
Campo Grande

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Cubanização

Estamos em processo de cubanização do País pelo PT. Quem conhece Cuba já deve ter visto isso. Continua-se com a distribuição de renda, o que é correto, mas incorretamente se combate o lucro que motivaria a indústria à ampliação da produção e se penaliza a comercialização de insumos básicos, como os energéticos, o que vai gerar pibinhos cada vez menores. Para gerar caixa se estimula a exportação de bens primários crus, deixando de estimular sua prévia industrialização e agregação de valor. Os impostos aumentam incessantemente, mas o aumento desmesurado da corrupção e de gastos inúteis do governo, com 38 ministérios, suga os recursos do País, que passa a contar com serviços públicos de qualidade visivelmente decrescente em saúde, educação e segurança. Enquanto o governo investe maciçamente em propaganda, procurando criar imagem ufanista, a ética pública escoa pelo dreno. Como já é baixa a geração de capital no Brasil, para investir em infraestrutura o governo recorre a capitais do exterior, que já estavam deixando o País. Por favor, digam-me onde está a oposição. Não me digam que ela concorda com isso.

WILSON SCARPELLI
wiscar@estadao.com.br
Cotia

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Peronismo caboclo

Alerta aos brasileiros: o peronismo caboclo que o PT (partido dos trambiqueiros) vem implantando neste país desde 2003 vai transformar o Brasil numa Argentina piorada. Vamos nesciamente permitir? Acorda, Brasil.

RENATO PIRES
repires@terra.com.br
Ribeirão Preto

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DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Hoje o mundo comemora o Dia Internacional da Mulher. No entanto, esta pequenina parte do universo não tem muita razão para fazê-lo. Basta abrir o noticiário de qualquer nacionalidade (a internet permite isso) para constatar que milhares de mulheres continuam sendo humilhadas, estigmatizadas e discriminadas, todos os dias, isso quando conseguem sobreviver após a ira incontrolável masculina. A covardia contra Elisa Samudio, praticada pelo ex-goleiro Bruno e seu “time”, é prova inconteste da fragilidade da maioria das mulheres. O dia 8 de março não deixa de ser representativo, só que elas precisam de muito mais que bonitos e importantes eventos para marcar a data para continuarem com a incomparável vocação de amar, compreender e, sobretudo, cuidar de todos nós desde o nascimento. 
 
Márcia Direnna joao_direnna@hotmail.com 
Niterói (RJ)

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QUEM SABE UM DIA

Hoje me recuso a comemorar este dia. Estou de luto em nome de todas as mulheres que vêm sendo assediadas, espancadas e mortas em nome do amor. Mas todas essas agressões estão muito longe de ser por amor. São provocadas pelas conquistas que as mulheres estão conseguindo ao longo de décadas de esforço e persuasão, sem que os homens estivessem preparados para tal convivência. Muitos estão como feras feridas. Não foram preparados para conviver com o ir e vir com autonomia de suas companheiras. O fato de elas se garantirem com ou sem companheiros os ameaça muito. Como mulheres e mães, o que podemos fazer para comemorar este dia é educar nossos filhos homens sem ranço de machismo e mostrar-lhes a igualdade de compartilhamento de responsabilidades com sua companheira. Então, quem sabe, o dia da mulher poderá ser comemorado sem dores em tantos lares desfeitos.     

Maria Luiza Caurim Zanele marialuizazanele@yahoo.com.br 
Fernandópolis

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AVANÇAR NA CONQUISTA DOS DIREITOS
 
O Dia Internacional da Mulher faz alusão a uma tragédia ocorrida no dia 8 de março de 1857 na cidade de Nova York, quando as operárias de uma fábrica de tecidos, em greve por redução da jornada de trabalho e pela equiparação salarial com os homens, foram brutalmente reprimidas pela polícia, ação que resultou na morte de 130 delas. 14 anos antes, em 1843, era fundada na mesma cidade a B’nai Brith (“Filhos da Aliança”, em hebraico), organização humanitária judaica comprometida com a luta contra a discriminação e pelos direitos humanos. Desde então, avançamos muito no reconhecimento dos direitos humanos, principalmente da mulher. Mas essa jornada ainda não chegou ao fim. A data foi proclamada na Dinamarca em 1910, mas só foi oficializada pela ONU em 1975. No Brasil, há, sim, o que comemorar. As mulheres vêm conquistando seus direitos paulatinamente. O voto feminino foi instituído em 1932, à frente de muitos países, como Argentina (1946); Canadá (1940); China (1949) e Índia (1950). A Constituição Cidadã de 1988 constituiu um marco contra a discriminação de gênero, consagrando o princípio de igualdade entre os sexos e garantindo amplos direitos à mulher, como planejamento familiar e proteção à maternidade. À promulgação da Carta se seguiram as revisões dos Códigos Civil e Penal, que foram adaptados à nova era de direitos. Cabe ressaltar também a aprovação da Lei Maria da Penha, um grande avanço para se coibir a agressão à mulher. Mas ainda é necessário avançar mais. Há injustiças que persistem, como o fato de a mulher continuar recebendo salários inferiores aos do homem, mesmo desempenhando trabalho similar a ele. Embora esse direito seja garantido por lei, séculos de prática machista às vezes o transformam em letra morta. É preciso um grande esforço de todos os setores comprometidos com a defesa dos direitos humanos para que a igualdade sexual, assim como racial e religiosa, se torne uma realidade plena em nosso país.
 
Abraham Goldstein, presidente da B’nai B’rith no Brasil denis@libris.com.br 
São Paulo

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ÀS ROSAS DA NOSSA VIDA

Neste dia Internacional da Mulher, nada melhor que a letra de uma bela canção interpretada por Silvio Caldas e escrita em 1940, por Custódio Mesquita e Sady Cabral, para ilustrar a nossa singela e merecida homenagem a essas amigas, filhas, namoradas, esposas, mães, e avós do nosso convívio!
“Mulher”
“Não sei que intensa magia, teu corpo irradia
Que me deixa louco, assim mulher
Não sei, teus olhos castanhos, profundos estranhos
Que mistério ocultarão mulher
Mulher, só sei que sem alma, roubaste-me a calma
E aos teus pés eu fico a implorar
O teu amor tem um gosto amargo, 
E eu fico sempre a chorar nesta dor
Por teu amor, 
Por teu amor, mulher...”
Sorte do homem que é bobo por uma mulher...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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O FUNERAL DE HUGO CHÁVEZ

Em petição entregue na quarta-feira, 7/3, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, José Dirceu pediu, “em caráter de urgência”, autorização para viajar a Caracas “no intuito de acompanhar o enterro do presidente da Venezuela”. Esta era a chance que o mensaleiro tinha para escapar do cárcere que se aproxima. Se essa “fuga” tivesse sido permitida, Dirceu teria alcançado seu objetivo: desmoralizar o STF e a Justiça brasileira.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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PEDIDO NEGADO

O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, negou o pedido do ex-ministro José Dirceu para ir ao funeral do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Será que, se José Dirceu fosse para Venezuela, ele voltaria?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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O ‘NÃO’ DO STF

Parabéns ao STF e ao ministro Joaquim Barbosa por dizer não ao pedido de José Dirceu. Afinal, ele é um condenado pela Justiça e está prestes a ir para a cadeia, embora suas atitudes pelo Brasil afora não mostrem isso. Ainda se houvesse um vínculo familiar com o morto, mas alegar que era um grande amigo chega à beira do escárnio, e é óbvio que, estando no exterior, ele não deixaria de aproveitar a oportunidade de se dizer perseguido pela “elite e as oligarquias” e de se fazer de vítima aos olhos dos bolivarianos sul-americanos. Como faz por aqui. Se a moda pega, apareceriam logo muitos destes condenados com pedidos para irem ao enterro de seu amigo tirano e de outros que porventura morressem. Chega de impunidade.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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ESCOLADO

José Dirceu quis aproveitar a morte de Hugo Chávez para criar uma situação de constrangimento para o Supremo Tribunal Federal, com esse pedido de licença para viajar para a Venezuela e comparecer ao enterro. Se Dirceu quiser manifestar-se, que o faça daqui. Condenados não podem sair do País, porque existe sempre o risco de nunca mais voltarem para cumprir as suas penas. Especialmente ele, que já sabe como viver clandestinamente, escondido da Justiça, com novo nome, nova plástica e nova família.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro   

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INDEFERIDO

Sugestão ao presidente Joaquim Barbosa ao despachar o pedido de autorização de Zé Dirceu ao enterro de Chávez: Caríssimo peticionário, ao indeferir vosso pedido, aproveito para mandar-lhe “chafurdar” no inferno, aproveitando que vossa companheira anda evocando o diabo por aí. 
 
Luiz Felipe Dias Farah felipefarah@gmail.com
São Paulo

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PIRULITO NO CASTIGO

Na primeira página do “Estadão” de ontem, dia 7 de março: Dilma e Lula viajam ao enterro de Hugo Chávez; Dirceu pede permissão ao STF para ir à Venezuela. Autorizar a saída do País ao Sr. Dirceu não seria o mesmo que dar pirulito a uma criança no castigo? Tenha paciência, esses políticos pensam que somos mesmo uns palhaços!
  
Marie Telles tellesskipper@hotmail.com 
São Paulo

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VOAR, VOAR!
 
Dilma e vários ministros foram ao funeral de Chávez. É claro que o “presidente adjunto” faz parte da comitiva presidencial, e assim terá mais uma oportunidade de fazer o que gosta: viajar... e de graça! E nós, como sempre, participando como os eternos provedores.
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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PRESIDENTES NO ADEUS A CHÁVEZ

O Brasil tem dois presidentes, um de fato e outro de direito. O casal em questão viaja para a Venezuela para despedir-se do autoritário Hugo Chávez, que morreu no dia 5 de março. A comoção é geral naquele país, que foi destruído pelo ditador que se dizia democrático, porém calou a voz da imprensa. Nesse ponto Lula está em acordo com Chávez, já que seu partido almeja calar a imprensa no Brasil. Dilma disse que Chávez era amigo dos brasileiros. Ela deve ter feito referência ao seu governo e seu partido, pois os brasileiros trabalhadores sabem que a estatal venezuelana vem adiando seguidamente a apresentação das garantias reais exigidas pelo BNDES para a concessão de um financiamento de US$ 4 bilhões que lhe permitiria cumprir parcialmente seus compromissos na sociedade. O novo prazo termina em novembro, mas, mais uma vez, a PDVSA poderá se valer da notória dependência da Refinaria Abreu e Lima do seu petróleo para continuar ganhando tempo. Agora a pergunta que fica no ar, com a morte de Chávez, é: o BNDES, ou seja, os brasileiros, vão ficar vendo navios? Quem garantirá que a Venezuela honrará seu compromisso com o Brasil? A depender do casal presidente, a coisa vai cair no esquecimento. Pobre Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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IDENTIDADE

A presidente Dilma Rousseff foi eleita pela maioria do povo brasileiro para governá-lo, mas isso não lhe dá o direito de fazer, em nome da população, declarações que absolutamente não deveriam ser feitas: se a presidente tivesse algum interesse em ouvir a população, saberia que, ao contrário do que declarou, o povo do Brasil não lamenta, não está triste nem se identifica com o falecimento do tirano Hugo Chávez. Aliás, é lamentável a presença da chefe do Estado brasileiro nos funerais de um déspota que tanto prejudicou seu próprio país – claro que pode-se extrair uma boa lição disso e constatar o quanto Rousseff se identifica com a arrogância ditatorial de Chávez.

Carlos da Silva carlos_dunham@yahoo.com.br 
São Paulo

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BRASIL EM LUTO OFICIAL

Não observei ter sido decretado luto pela morte de Kevin Beltrán Espada. As vidas têm valores diferentes para a presidente?

Sergio Bertolini bertolinisergio@hotmail.com 
São Bernardo do Campo

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CAMPO FÉRTIL

Ao ver as enormes manchetes nos jornais brasileiros e escutar comentários de alguns jornalistas no rádio sobre a morte de Chávez, senti calafrios. Ficou evidente que muita gente “formadora de opinião” quer mesmo é que o Brasil tenha o seu próprio caudilho. Sem ler a Constituição da Venezuela, houve até quem defendesse que Nicolás Maduro sucedesse Chávez sem novas eleições, afirmando que tudo o que não seja isso seria “golpe”, o que é obviamente uma tolice, fruto da ignorância, do fanatismo ou da má-fé. Fato é que o chavismo, ou “socialismo do século 21”, encontrou campo fértil no jornalismo brasileiro. Faltou a estes jornalistas ouvirem o “outro lado”, o dos venezuelanos perseguidos pelo governo, empobrecidos, atolados num índice de criminalidade espantoso, de 100 assassinatos por 100 mil habitantes (em Caracas), ameaçados pelas milícias chavistas, mergulhados em apagões diários, brigando por um simples frango no supermercado. Chávez destruiu o setor produtivo do país, que hoje depende totalmente do petróleo. O chavismo tirou da pobreza – e como! – muitos dos seus seguidores, mas colocou grande parte da população refém do assistencialismo do governo, por falta de outras opções de sobrevivência. Os jornais são severamente vigiados e as rádios e televisões estão nas mãos do governo. É isso o que alguns jornalistas almejam para o Brasil. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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OS ROYALTIES DO PETRÓLEO

Na sessão do Congresso Nacional em que foi discutido o veto da presidente Dilma sobre os royalties do petróleo, vencido pelos que defendiam a distribuição para Estados e municípios não produtores, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), estava se sentindo tal qual um cego em tiroteio. A falta de decoro parlamentar era evidente, a indisciplina campeava. A transmissão pela TV incitava todos a usarem da palavra, enquanto o presidente via sua autoridade ser usurpada. Nessa “mãe de todas as batalhas” faltou o “Zé Navalha” para aplicar uns golpes de capoeira. Já dizia um adágio popular: “Não há amigo nem irmão, não havendo dinheiro na mão”. Uma disputa fratricida em que a unidade federativa fica abalada pelo vil metal. Uns poucos lamentando-se dos bilhões que deixariam de ganhar, enquanto outros, em número muito superior, defendiam a tese de que, pertencendo à União, essa riqueza pertence ao Brasil, e não somente aos Estados produtores. Uma noite para o Congresso esquecer e um dia seguinte para meditarmos sobre como a maioria dos nossos políticos está no lugar errado. Os Estados produtores Rio de Janeiro e Espírito Santo, apoiados por São Paulo, deverão ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação de inconstitucionalidade para tentar derrubar as mudanças. Disso tudo, cabe uma pergunta que não cala: se o Legislativo, no conjunto das duas Casas delibera pela maioria de seus pares e essa decisão pode ser pesada e medida pelo Judiciário, onde está o tão decantado equilíbrio dos Poderes da República? Todo Estado ou município que recebesse royalties do petróleo deveria dar prioridade, principalmente, às áreas da saúde e da educação.
 
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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GOVERNADOR SEM RUMO

Acho que o governador do Rio, Sergio Cabral, perdeu seu norte. Em nota oficial o governo estadual divulgou que só os pagamentos dos servidores estão garantidos, até o STF decidir sobre os royalties. Está certo isso? E os que prestaram serviços ou venderam produtos que estão com o empenho e contam com o dinheiro para fazerem frente a seus compromissos? As empresas podem entrar com ações na Justiça contra o Estado. Está querendo pressionar e encostar o STF na parede para uma decisão rápida? Isto é coisa de quem já está perdendo o juízo. Bem que o STF poderia, em represália, dizer que só vai apreciar o recurso impetrado pelo Estado do Rio quando os pagamentos forem regularizados. O governador está completamente sem rumo. O carioca reelegeu um irresponsável.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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SEMPRE AO STF?

Quem jurou defender a Constituição? Quem governa? Quem vetou a lei dos royalties? Se o Congresso agiu inconstitucionalmente, a presidente Dilma tem de, com coerência ao veto dado, assinar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin)! Ou nós vamos depender sempre do STF?!
                                                                                                           Luiz Fernando D’Ávila lfd_avila@hotmail.com
Rio de Janeiro

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OURO NEGRO, OURO DE TOLO

Nada mais deprimente do que observar nossos dignos representantes no Congresso digladiando-se em torno de uma decantada renda do petróleo, renda esta que, acredita-se, existirá num futuro muito, muito distante. Esse espetáculo de nonsense começou por mobilizar as principais instituições da República em torno da esdrúxula questão do veto antes dos 3 mil vetos, praticamente parando o País. O picadeiro foi armado no Congresso, e, certamente, no intervalo, o Judiciário entrará novamente em cena. Temo, no entanto, que no grand finale, a produção propriamente dita, naquele cenário lúgubre do fundo do mar, muitos de nós não estaremos vivos para assistir. Assim, não seria mais lógico, mais oportuno e mais à altura do País que nossos ilustres parlamentares estivessem, antes, empenhados em discutir a precária situação da Petrobrás, se possível investigando as causas que a levaram a este estado de terra arrasada nas mãos dos companheiros sindicalistas e seus sequazes? Pois se esta outrora distinta empresa não recuperar a competência perdida e a saúde financeira, esse enredo barato do pré-sal poderá demorar décadas para sair do plano da ficção em que está.

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com 
Campinas

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ROYALTIES DO PRÉ-SAL

Nada além de uma ilusão.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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ENFIM, A CONTA CHEGOU

China superou os EUA em importação de petróleo. EUA chegou ao nível de fevereiro de 1992 em trajetória de redução de importações, diante de seu caminho rumo à autossuficiência que deve ser atingida em 2020. O xisto e novas fontes levarão a América do Norte a produzir mais petróleo do que a Arábia Saudita e mais gás do que a Rússia. Petroleiros vindos do Oriente Médio já começaram a navegar em maior número para a Ásia e, em pouco tempo, cessarão suas viagens rumo aos EUA. Além de alterar o aspecto geopolítico do mundo, a autossuficiência dos EUA e do Canadá trará uma significativa mudança no campo da energia, com esperada queda do preço do petróleo, o que atingirá negativamente a produção do pré-sal brasileiro e de outros países. O pré-sal só é viável com petróleo acima de US$ 80,00 o barril. Com a Petrobrás incapacitada de investir e o atraso de cinco anos nas concessões do governo brasileiro às empresas privadas, haverá uma provável e enorme perda para o País, que não estará extraindo óleo em quantidades razoáveis antes da queda de preço do barril. Assim, a conta chegou, o uso político da Petrobrás fará do País novamente uma grande vítima do governo petista.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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A PETROBRÁS E SEUS PREJUÍZOS

Há mais de um século o magnata do petróleo John Davison Rockefeller disse que o melhor negócio do mundo era uma empresa de petróleo bem administrada e o segundo melhor uma empresa de petróleo mal administrada. A nossa Petrobrás há muito engatou marcha-ré, há mais de 30 anos não constrói uma refinaria. De suas últimas presidentas uma tem passado de guerrilheira a outra de burocrata de carreira, nenhuma com perfil para comandar a maior empresa da América Latina. Assim está dando a lógica, pois não conseguiram realizar uma administração condizente com o tamanho da empresa. Volta e meia Graça Foster tenta explicar as inúmeras dificuldades que encontra, mas que é incapaz de resolver. Houve época em que o País era autossuficiente em petróleo, hoje importa a metade de suas necessidades de gasolina. A única coisa que ela sabe fazer é reajustar os preços de combustíveis bem acima da inflação, e mandar a fatura para nós, quando vamos abastecer nossos carros. Se fosse uma empresa particular, há muito já teria dispensado um montão de funcionários, substituído a presidência, isso se ainda não tivesse falido. A continuar nessa pegada, seria preferível que a Petrobrás fosse privatizada. Nossa presidente não usa tubinhos, só entra em pibinhos e nós, pelos caninhos.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br 
São Paulo

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ABREU E LIMA

A Venezuela não colocou dinheiro algum na refinaria da Petrobrás em Pernambuco, porque viu que tudo o que a empresa adquiria, serviços ou bens, sempre superava em muito os preços de mercado. E, como produtores tradicionais em seu país, conhecem bem custos. Onde há interferência do poder público, as piranhas infestam e, não demora muito, restam os esqueletos. Precisamos, com urgência, do socorro dos tribunais de contas e do Ministério Público. Acredito que uma devassa nas estatais (auditorias independentes) seria um bom início.

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com 
São Paulo

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O PAÍS DAS MONTADORAS

O ministro do Comércio Exterior, Fernando Pimentel, acaba de anunciar que, em mais três anos, o Brasil terá mais cinco montadoras de veículos. Pelo andar da carruagem, em pouco tempo até as reservas indígenas terão suas montadoras. Lá pelo ano de 2025, nós, brasileiros, estaremos andando nos carros do ano e da moda, comprados por preços estratosféricos e comendo risoto de arruelas, chapas de aço à milanesa e feijoada feita de sucatas de carros abandonados por falta de pagamento. Quem viver verá! 

Roberto Stavale  bobstal@dglnet.com.br
São Paulo

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MARACANÃ INUNDADO

Vendo fotos do Estádio do Maracanã inundado, tive uma grande ideia. Após a Copa, os estádios do Norte e Nordeste, elefantes brancos, poderão ser adaptados para grandes reservatórios de água, tal qual verdadeiros açudes.

Victor Hugo
São Paulo

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IMAGEM PATÉTICA

Nada mais emblemático de nossa certa incompetência para obras de magnitude do que a atual reforma do Maracanã, aqui, no Rio. Bastou uma previsível forte chuva sazonal ocorrer para essa atávica vulnerabilidade aparecer de forma melancólica. A imagem de operários sem nenhuma segurança, retirando com baldes uma poça d’água acumulada na lona que cobrirá o estádio, diz tudo. 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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‘O CUSTO DOS ESTÁDIOS DA COPA’

Quero apenas emitir minha opinião a respeito do editorial do “Estadão de 3/3/2013 (página A3). Em primeiro lugar, o nome do local é “Arena Corinthians”, e não o que foi colocado. Em segundo lugar, qualquer financiamento BNDES, quem tem de pagar é o tomador, e não o Estado. Em terceiro, quanto aos CIDs, todo mundo já sabe que é normal o procedimento visando ao desenvolvimento de regiões “mais pobres”, ou seja, tem de plantar para colher lá adiante com benefícios à cidade e ao povo. Ou seja, qualquer um já está cansado de saber a respeito e também da necessidade em vista da Copa do Mundo. Enfim, as garantias são reais e confirmadas pelos órgãos competentes e pela perfeita harmonia e sucesso do empreendimento, em especial quanto ao custo/benefício.

Reinor Caetano Perez reinorcaetano@uol.com.br 
Lins

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COPA DE OURO

Depois de ler sobre o custo final nas arenas de futebol que deverão sediar a Copa 2014, pergunto: as arquibancadas são revestidas de ouro? Só isso para explicar tamanha diferença entre estádios construídos em outros países que sediaram a Copa e os nossos! A presidente Dilma disse que teremos uma “Copa nunca vista em lugar nenhum”! Agora está explicado. Na abertura dos jogos iremos brilhar ao sol com tanto ouro! Realmente, nunca antes no mundo uma Copa saiu tão cara aos cofres do país sede.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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SEGURANÇA NOS ESTÁDIOS

Em 1985 escrevi o meu primeiro artigo sobre a segurança nos estádios de futebol. Tratava-se de uma preocupação com a manutenção dos estádios e com a segurança dos seus usuários devido a massacres entre torcidas internacionais e incêndios em arquibancadas de madeira. Recordo-me que efetuei dois trabalhos para disputar um prêmio da Fundação Volkswagen, sendo um sobre a Segurança nos Estádios, inclusive. Um artigo de minha autoria, publicado em um dos jornais de São Paulo repercutiu enormemente, incluindo matéria divulgada em nível nacional em jornal televisivo na Band. Anos se passaram e tudo continua como dantes, no quartel de Abrantes. Estádios são construídos ainda com falhas inaceitáveis. Há lugares no estádio Independência em que não dá para se ver a partida adequadamente. Talvez até por que ela assim se chame e, seja impossível aos olhos de um projetista uma visão completa do espetáculo, para a pobreza que ali se concentra no intuito de tentar ver um pouco da paixão brasileira, motivada pela vitoriosa seleção de 58. Estádios, como o da Fonte Nova, tiveram problemas estruturais, como tremores e queda de arquibancada e morte provocada por acidente. Maracanã e São Cristóvão foram palcos de tragédias, mostrando o despreparo à época para planos de ação emergencial e contingencial. Este primeiro ainda passa por alagamento recente no gramado, dando mostras de que a drenagem do gramado e da região da Tijuca necessita ser revista com urgência. No Pacaembu, liberou-se um estádio em reforma, com munição de guerra para um embate digno de gladiadores, todos jovens, que assistiam à partida final de um campeonato juvenil. Muitos estádios tiveram que implantar amortecedores, pois o comportamento tornou-se diferenciado, com um pula-pula nas arquibancadas que faziam balançar as lajes, dando até uns dois palmos de diferença entre a que subia e outra que descia, como no Mineirão. Recentemente, dois acidentes nos chamaram à atenção. Avalanche em Porto Alegre e sinalizador na Bolívia. Reprise do que ocorreu em maior intensidade tanto no Maracanã, quanto em São Cristóvão, provavelmente pelas variáveis envolvidas. Recordo que houve outro caso de sinalizador envolvendo um goleiro do São Paulo, Rojas, e a “fogueteira” Rosemary. Quanto ao sinalizador, meus artigos e cartas publicados de 1985 para cá, já sugeriam que fossem proibidos o uso de artefatos pelos usuários e que fossem apenas manuseados por especialistas em áreas delimitadas nos estádios, pelos órgãos competentes. Sugeri à época a inovação de se colocar um profissional da Engenharia de Segurança, dado que os eventos temporários reuniam até 200 mil pessoas, tanto motivados pelo futebol, quanto por eventos outros diversos, shows, orações, vestibulares, sendo trabalhadores, potenciais latentes e até mesmo aposentados que ali frequentam. Os acidentes teimaram em continuar existindo. Já não se constroem lajes em balanço com o devido cuidado para o combate aos efeitos de torção e cisalhamento. Caiu uma em Belo Horizonte recentemente. Modernizaram-se agora os estádios, e em sua inauguração diversos problemas afloraram. Pra tudo se dá jeito! Falta, porém, trabalhar e muito o comportamento humano. Recentemente diversas pessoas foram julgadas culpadas na agressão a um torcedor de um time rival, levando-o a óbito. Um ato estapafúrdio. Inexistissem times rivais e inexistiriam campeonatos. Violência gera violência! Quem semeia vento, colhe tempestade! Velhas frases, mas ainda muito importantes no “statu quo”. Estamos praticamente às vésperas de uma Copa do Mundo. Teremos muito trabalho para evitar além dos nossos problemas, os que aqui serão trazidos por hooligans, por ativistas, por grevistas, trânsito, precipitações pluviométricas, deslizamentos de encostas e, principalmente pelos torcedores mal educados. Em segurança, dizemos que não existe fatalidade. Existe sim, a “otimização” das variáveis não controladas. Segurança, ou é bem feita, ou simplesmente não existe!

Santelmo Xavier Filho santelmoxf@yahoo.com.br
São Paulo

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VIOLÊNCIA EM CAMPO

Domingo, 3/3, o “Estadão” publicou duas matérias sobre a agressividade das torcidas dos clubes de futebol, dentro e fora do estádio. Apesar de muito apropriadas, não citaram a leniência com que a justiça desportiva trata os casos de agressão dentro do campo. Os jogadores cospem na cara do adversário, se esmurram traiçoeiramente, chutam covardemente, quebram a perna do adversário, agridem o juiz e, a título de punição, são afastados por um jogo, quando muito! Com esses exemplos de “justiça”, o jovem acredita piamente, e com toda razão, que pode barbarizar impunemente.

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com 
São Paulo

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SEMÁFOROS DE SÃO PAULO

O prefeito Fernando Haddad (PT-SP) disse que vai investir R$ 100 milhões em faróis que não apagam. Quero sugerir-lhe que São Paulo mereceria faróis inteligentes nas principais vias de comunicação (os que medem a quantidade de veículos nos dois sentidos) e faróis que somente piscam nas horas noturnas nas vias secundárias.
 
Dario Ceragioli dario@greenwood.ind.br 
São Paulo

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CAOS

Precisam avisar ao prefeito Haddad de que agora ele é prefeito. Ele não pode dizer que os semáforos estão sucateados. Não devia ter se candidatado. Na verdade, ele não pode mais reclamar de nada, tem só de trabalhar para melhorar a vida das pessoas que moram nesta cidade.
 
Gaspar Gasparian Filho gaspar.gasparian@uol.com.br
São Paulo

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ROMARIA

Sugiro que o prefeito Haddad, na sua romaria pelas subprefeituras, percorra a cidade de São Paulo de carro, sem batedores, como nós, contribuintes, que sofremos todos os dias para ir de um lugar a outro.
 
Solange Farhat Borges solborges@uol.com.br 
São Paulo

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PROMESSAS DE HADDAD
 
Haddad não precisa ficar criticando a gestão Kassab a todo momento, pois, se ele acompanhava os comentários publicados no “Fórum dos Leitores” do “Estadão”, já deveria saber que os paulistanos estavam descontentes com o (des)governo do Kassab há muito tempo e que seu segundo mandato serviu apenas para que ele criasse seu novo partido, que com certeza, em breve, vai falir, pois ele é mesmo muito incompetente. Sugestão ao Haddad: pare de criticar e ficar prometendo fazer melhor, pois de promessas os paulistanos estão cansados. Comece a executar e mostrar resultados. Chega de blá, blá, blá. 
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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SANTOS-GUARUJÁ

A construção do túnel Santos-Guarujá vai abrir novos horizontes para a engenharia construtiva brasileira e representa a solução mais eficaz para integrar as duas principais cidades litorâneas do Estado de São Paulo, ao contrário do que defendeu Catão F. Ribeiro, na carta “Um disparate” (2/2). As alegações interpostas na Justiça por este engenheiro foram rechaçadas pelo juiz da 13ª Vara de Fazenda Pública em sentença publicada em 30/1. O túnel imerso terá espaço para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), galeria isolada para pedestres e ciclistas, além de faixas para veículos. Pesquisas de entidades idôneas mostram que estruturas elevadas demandam 70% mais manutenção do que as subterrâneas, especialmente em regiões próximas ao mar. O túnel evita a construção de dois ‘minhocões’, em Santos e em Vicente de Carvalho, que degradariam a paisagem urbana. E não interfere sobre a navegação de navios de grande altura no principal porto do país. Outro ponto essencial do projeto é a transferência de tecnologia. A comunidade técnica brasileira saberá lançar mão desse aprendizado em novos projetos no futuro. Por tudo isso, o projeto deverá ser um símbolo de inovação e um exemplo positivo da predominância dos melhores critérios técnicos nas decisões dos gestores públicos.

Hugo Cássio Rocha, presidente do Comitê Brasileiro de Túneis da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica alline@emtermos.com.br 
São Paulo

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‘AGROTÓXICOS SEM VENENO’

Lúcido e conciso o artigo “Agrotóxicos sem veneno” (“O Estado de S. Paulo”, 5/3/2013, A2), de Xico Graziano. Se podemos acrescentar algo, é o fato de a indústria de defensivos biológicos (à base de organismos naturais) crescer a taxas maiores do que a de convencionais (agroquímicos), mundialmente. Não obstante, a exigência mercadológica por menores resíduos em alimentos faz com que os produtos biológicos coexistam com químicos de baixa toxicidade e alta especificidade. É praticamente uma revolução no campo, onde biólogos e agrônomos passam a jogar do mesmo lado, o da produção agrícola sustentável. 

Gustavo Ranzani Herrmann, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico gherrmann@koppert.com.br
Piracicaba

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AGROQUÍMICOS

A revolução agrícola foi um marco para o estabelecimento de nossa civilização tal qual é hoje. Xico Graziano nos dá uma aula de agronomia histórica para mostrar a importância do uso de defensivos agrícolas para manter a alta produção e produtividade de alimentos e matérias-primas para alimentar o consumo de uma sociedade cada vez mais exigente (“Agrotóxicos sem veneno”, 5/3, A2). Além das boas práticas mostradas no texto, há que se defender a liberação controlada de herbicidas, tecnologia já de domínio de pesquisadores brasileiros, mas que ainda encontra obstáculos de implementação na lavoura.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 
Lorena

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DROGAS SINTÉTICAS

O artigo do Sr. Carlos Alberto Di Franco sobre as drogas sintéticas só pode servir para aparentar preocupação com “os jovens” (“A devastação das drogas sintéticas, 4/3, A2). Como apresentar como notícia nova a “cápsula do vento”, se as primeiras notícias dela no Brasil são de 2004? Para o perigo tão grande e iminente, quantas pessoas casos fatais foram associados ao DOB (a substância da tal cápsula) no Brasil ao longo dos últimos anos? Não consigo entender que contribuição pode vir de um artigo que suscita o medo e usa informações de tão baixa qualidade. Numa questão que exige racionalidade e clareza, sem mistificação de nenhuma espécie, de que serve este tom paternal e paranoico? Vamos instaurar o medo ou o debate?
 
Carlos Serafim Martinez, médico gymno@uol.com.br 
São Paulo

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‘A DEVASTAÇÃO DAS DROGAS SINTÉTICAS’

O artigo de 4/3/2013 do Sr. Carlos Alberto Di Franco proporcionou-me o mais proveitoso e esclarecedor comentário sobre o tema dos que já tomei conhecimento. A idade e a carência de tempo empanaram a minha lucidez, procuro compensar decompondo a dialética em equação matemática, cujo resultado torna-se irrefutável. Recentemente li artigo em outro jornal, “A utopia de um mundo sem drogas”, cujo título dispensa comentários e, equacionando, conclui que o maior problema não está nos alucinógenos, mas na ganância criminosa de seu uso. Raciocínio abstrato matemático não costuma se encaixar em temas humanos, mas havia chegado à conclusão simplória de que o domínio econômico é indestrutível, argumentando em artigo rejeitado pelos jornais, que a solução seria a humanidade investir em antídotos para combater a dependência. Cheguei a me envergonhar pela conclusão inocente, porem mais adiante li em outro jornal “Europa libera remédio que combate álcool”. Talvez o termo “antídoto” não tenha sido apropriado, matemática não usa literatura, só números. Imbecilidade ou não, voltei a curtir a teoria do físico matemático “Einstein” agora aplicado à fisiologia humana. Repetindo, fiquei impressionado com a coerência do Sr. Di Franco e mais ainda pelo mérito do seu trabalho e pelo reconhecimento do “Estadão” no destaque, desejando sucesso nas dificuldades que encontrarão no combate à corporação do narcotráfico.

José Domingos Batista jbd.13@hotmail.com 
São Paulo

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