Fórum dos Leitores

QUASE MORATÓRIA

O Estado de S.Paulo

09 Março 2013 | 02h05

Ao declarar repentinamente que interrompeu os pagamentos de serviços e equipamentos, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, perdeu uma ótima oportunidade de apresentar, via meios de comunicação, aos quais tem acesso, uma exposição objetiva, quantitativa e técnica, com participação dos assessores envolvidos, dos verdadeiros efeitos para as finanças do Estado que poderão resultar da derrubada do veto dos royalties do petróleo. Paralelamente, o caso deverá, é óbvio, ser encaminhado à Justiça. O que não é aceitável é uma atitude unilateral, genérica e inquietadora, que perturba a classe empresarial que atua no Rio. Afinal, as finanças são públicas e deve ser aproveitada a ocasião para mostrar à sociedade como estão sendo conduzidas. A partir da maneira como foi exposta essa quase moratória embandeirada pelo governador, não há como evitar a desconfiança de que ela, na realidade, configure uma espécie de chantagem chapa branca.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CHANTAGEM

Essa atitude do governador do Estado do Rio de Janeiro é mais uma maneira de o PMDB governar, chantageando ora o governo federal, ora o empresariado, ora o Supremo Tribunal Federal (STF), pois quando foi montado o orçamento do Estado ele já sabia que a chance de os royalties não permanecerem era alta, portanto, não devia empenhar a possível perda de verba. Será que a empreiteira Delta não receberá nada?

 

Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br  

Campinas

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ELE VOLTOU

Caramba, o governador Cabral apareceu! E eu que imaginava que ele ainda estivesse em Paris.

 

Vanderlei Zanetti vanzanetti@uol.com.br

São Paulo

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CALOTE FLUMINENSE

O mundo está abalado! Socorro! O governador Sergio Cabral vai dar o calote geral nos credores do Estado do Rio de Janeiro. Será que os financiadores da campanha política dele também vão sofrer as consequências? É preciso que se faça alguma coisa urgentemente, pois o Cabral está muito irado. Só rindo mesmo...

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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DOIS BRASIS

Os petroleiros do Estado do Rio, mais precisamente os das cidades de Campos e Macaé, fizeram paralisações, obstruíram a estrada, fecharam o aeroporto de Cabo Frio na Região dos Lagos, em protesto contra a derrubada do veto sobre a nova distribuição dos royalties. Uma das faixas do protesto dizia que os royalties são dos produtores. Ótimo. Então são da Petrobrás. Quem explora e produz o petróleo? É o Estado do Rio? Quantas plataformas o governo do Estado do Rio tem na região? Aos que citam a Constituição para justificar e defender um direito, gostaria de perguntar por que não citam o artigo, por exemplo, que diz que o salário mínimo tem que ser capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e as de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. Como ninguém protesta, presumo que o atual salário mínimo atende tudo isso, não? Perfeito. A realidade é que a atual distribuição dos royalties cria dois Brasis. Os ricos e os pobres. E pensando melhor. Os ricos estão satisfeitos com o retorno que os prefeitos e governadores proporcionam atualmente com os royalties? Deixemos hipocrisia de lado. Vão ver o que é feito com os royalties em Macaé, Rio das Ostras, etc. Só maquiagem, perfumaria. Você se afasta 100 metros da rodovia principal e vê ruas em terra, que quando chove é aquela festa, pessoas vivendo em péssimas condições, sem esgoto, etc. Antes dos royalties, como viviam estas cidades? Presumo que pela grita vegetavam, não?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ROYALTIES - FALTA BOM SENSO

Suponhamos que seja procedente ter havido fraude na votação que derrubou o veto da presidente Dilma Rousseff sobre a distribuição dos royalties do petróleo, como afirma o deputado Garotinho (PR-RJ). E que o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), cometeu excessos, reduzindo tempo dos oradores e não acatando requerimentos, naquela fatídica noite para fluminenses, paulistas e capixabas, como dizem colegas seus de bancada. Nada disso parece adiantar muito, agora, e não será a interrupção de pagamentos de fornecedores, paralisação de obras, aeroportos e estradas, além de cenas de puro histrionismo "em defesa da lei (Constituição) e da honra", que vão fazer revogar o resultado ou impedir que a presidente sancione a nova Lei dos Royalties, com as mudanças promovidas, no prazo de 48 horas. A coisa é muito mais séria e todos sabemos. Que tinha muito caroço na angu, também, pois foi discreta - até demais - a participação de alguns parlamentares interessados em defender seus estados. Mas isto já era conhecido há tempos, desde que o petista Aloizio Mercadante, a época senador, criticava, duramente, a distribuição dos royalties baseado na má utilização dos recursos e que algo precisava ser feito no sentido de coibir excessos. Seu grito fez reforçar a Emenda Ibsen e a pulverização por todos os estados e municípios tornou-se realidade com o voto de 54 senadores e 354 deputados. Só resta a apreciação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o bom senso dos administradores públicos para utilizar as verbas com rigor e olhos voltados para a possibilidade de orçamentos menores. Pelo menos, até a última gota de suor - e de petróleo - das ações de produtores, prejudicados, exatamente, pela falta de bom senso de todos.

 

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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BRINCADEIRA

A derrubada dos vetos dos royalties do petróleo pelos congressistas é a confirmação do principal slogan dos petistas: "o voto que intere$$a o resto não tem pre$$a"! Pelo visto, estão brincando de governar e legislar. Pode?

 

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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SECESSÃO

O congresso votou a lei dos royalties rasgando a Constituição. Os outros dois poderes se omitiram. Então está na hora de fazermos valer a vontade do povo. Em primeiro lugar vamos dissolver o Congresso e acabar com o Senado. Para que serve o Senado? Apenas para produzir Renans e Sarneys? Ao dissolver o Congresso, vamos julgar todos esses congressistas por crime de desrespeito à Constituição. Aproveitar para que a Polícia Federal investigue o patrimônio de cada um dos deputados e senadores interessados em usurpar o patrimônio dos Estados produtores de petróleo. Os que tiverem patrimônio incompatível com seus rendimentos, agraciá-los com uma temporada de férias na mesma suíte do Bruno. Considerar todos esses políticos aproveitadores como "persona non grata" no Estado do Rio e no Espírito Santo. Avisar a todas as companhias aéreas que não embarque esses políticos em voos com destino ao Rio. Se por ventura vierem ao Rio que não seja permitido o desembarque dos mesmos, e se desembarcarem que sejam presos. A Constituição tem de ser a mesma da votação dos royalties. Aproveitar e cobrar ICMS em toda a extração de petróleo em águas à frente do Estado do Rio. Isso baseado na mesma Constituição dos royalties. Se isso tudo não funcionar e, baseado na situação do Estado do Rio, que não depende do restante do País para nada, já que é independente em petróleo e energia elétrica, só restará uma secessão. Com a secessão, o Rio passaria a ser considerada uma grande potência econômica. Além do petróleo e da energia elétrica teria um potencial turístico grandioso. Se houver a secessão esses políticos não teriam vistos em seus passaportes para visitar o Rio. É hora de nossa Suprema Corte mostrar que é Suprema e é respeitável para fazer valer nossa Constituição sem a necessidade de ser provocada.

Antonio Antunes antonioantunes@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PIOR SEM ELE

A instituição Congresso brasileiro tem demonstrado nas suas últimas intervenções que é uma safra de políticos que não tem culpa do que vem fazendo porque na verdade estão lá por força de um eleitorado sem condições de usar o direito democrático do voto. Políticos que conduziram o deputado Henrique Alves e Renan Calheiros, para a presidência da Câmara e do Senado, sem embargo das denúncias do Ministério Público contra ambos.Na seção do Congresso que discutiu a distribuição dos royalties do petróleo, a indisciplina campeou durante os trabalhos onde o presidente foi várias vezes desconsiderado. O deputado evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) pelas declarações homofóbicas e racistas e ainda por pedir senha de cartão a fiéis, não reunia condições nem para servir cafezinho e água no plenário, no entanto, foi escolhido para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. O pastor deputado é presidente da Igreja Templo de Avivamento. Nos últimos dias, tomaram posse na Comissão de Constituição e Justiça os condenados por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro, João Paulo Cunha e José Genoíno, ambos (PT-SP) Tudo isso em nome de alianças para sustentação do governo no seu projeto "ad aeternum" de poder.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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BANDEIRAS DO PT

Depois de já ter rasgado duas de suas principais bandeiras dos velhos tempos em que o partido era oposição, que eram as bandeiras da ética e da honestidade, envolvido em casos sinistros como o do mensalão, o PT acabou de rasgar a sua terceira importante bandeira que era a da defesa dos direitos humanos, ao entregar ao PSC o comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, na figura de um deputado considerado racista e homofóbico.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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CONTROVÉRSIA

No Brasil inventado pelo PT e criador do mensalão, o assassino contumaz de galinhas leva o cargo de presidente da comissão de proteção de suas vítimas. E o galinheiro todo que se lasque!

 

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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TRANSNORDESTINA

Mais um grande projeto petista com prazo prorrogado e custo aumentado. A Transnordestina, ferrovia com 1728 km de extensão, prevista para ser entregue em 2010 ainda no governo do "painho", só chegará ao porto de Suape em Pernambuco em 2015 e ao porto de Pecém, no Ceará, em 2016. Também erraram no custo, que ficará quase 50% mais caro do que o inicialmente previsto. Será que nesse caso, os terminais portuários estarão prontos nessas datas, ou os trens ficarão aguardando com suas cargas o término dos galpões de armazenamento da mesma forma como aconteceu com os parques eólicos do Rio Grande do Norte, outra grande obra do governo petista, que foram concluídos desde meados do ano passado e permanecem imóveis aguardando a execução das linhas de transmissão de energia para os centros consumidores?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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INEFICIÊNCIA

Tudo o que a presidente alardeia de positivo na economia (nível de emprego, reservas cambiais, produção agrícola) não tem dedo do PT, mas sim, das atividades privadas. Onde a "gerentona" e o "paquiderme" atuam, a ineficiência é óbvia. Se não tirarem os três macaquinhos (não ver, não ouvir, não falar) do Palácio, ninguém tirará a vaca do brejo, no curto prazo.

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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CUSTO BRASIL

Estamos todos preocupados com o custo Brasil. Alguém consegue calcular as perdas Brasil, que deve estar aproximadamente 25% do custo total? Falta-nos tudo: estradas mal conservadas, indústrias sucateadas, impostos abusivos... enfim, fica cada vez mais difícil termos o Brasil adequado a conjuntura atual.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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CHÁVEZ TAL COMO LENIN

Ao ler a notícia de que o corpo do presidente da Venezuela Hugo Chávez, tal como Lenin, será embalsamado e colocado em uma urna de cristal, e de que o velório durará uma semana, e que não bastando isso, seu corpo ficará em exposição "eternamente" no museu da revolução para que o povo possa reverenciá-lo sempre que queira, me passou pela cabeça que políticos ególatras e autocentrados deste país possam ficar morrendo de inveja e resolvam repetir a dose aqui, no Brasil. Ainda bem que aqui quase todos os políticos estão razoavelmente sãos, e que haverá tempo para que os processos judiciais já em andamento consigam desconstruir muitas "biografias" montadas em cima de mitos e inverdades. Eu acredito na Justiça deste país!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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MÚMIAS

Será que a próxima múmia vai ser o Fidel?

 

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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COISA MAIS TÉTRICA!

Não duvido que o embalsamamento de Hugo Chávez seja a concretização de um pedido seu antes de sua morte. Deixar para trás o poder extremo é difícil e inadmissível para quem se sente o próprio Deus. Junta-se a este pavor de ser esquecido a obsessão ou o amor pela causa que também não pretendem esquecida. Exposto em museu, será sempre idolatrado, aquele que morreu de câncer enviado pelos algozes Estados Unidos, dando eternidade à causa. Por muitos, quando visto de uma urna de cristal, será lembrado como aquele que diminuiu a desigualdade na Venezuela e elevou seu IDH, o que é fato. Por outros será lembrado como ditador e que, sob seu poder, a liberdade foi espezinhada e a economia estraçalhada, condenando um país inteiro ao atraso, o que é fato também. Outros se perguntarão se precisava ser deste jeito, dando de um lado, tirando de outro, tornando questionável o conjunto de sua obra. Sem falar que esta exposição ainda virará ponto turístico. Coisa mais medonha! Nunca descansará em paz.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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A MORTE DE HUGO CHÁVEZ

Lamentar a morte do ser humano, sim, mas, além disso, dizer que ele prestou relevantes serviços para o Brasil e para a América Latina está longe de ser verdade. A presidente Dilma deveria expressar a sua dor em seu nome e em nome do companheiro Lula e de outros esquerdistas que se identificavam com Hugo Chávez, e não em nome de todos os brasileiros, pois, para a maioria do nosso povo, ele nunca fez nada e exibia a imagem de um verdadeiro ditador.

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

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BRASIL E VENEZUELA, CAMINHOS OPOSTOS

Dois caminhos opostos! Uma das únicas manifestações que presenciei na vida, cuja comoção popular levou todos ao choro compulsivo como o que ocorre hoje na Venezuela, foi pela morte de Tancredo Neves que marcava o fim da ditadura militar e iniciava um processo democrático. Já na Venezuela a morte de Chávez, um verdadeiro déspota, que levou aquele país à bancarrota, onde faltam alimentos, a bandidagem impera e que sonhava implantar uma revolução que apenas beneficiava seus comparsas "bolivarianos", a população foi levada ao desespero por sua morte. Nós chorávamos com medo do processo democrático não ir adiante, eles choram pela perda de quem os aprisionava. Apesar de o petismo ter tentado nos colocar a mesma mordaça, somos vitoriosos em termos de direito democrático. Meus pêsames ao povo venezuelano. Não pela morte de Chávez e sim pela permanência no caudilho! Mesmo sem ele continuam acorrentados à ignorância cívica!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MENOS, DONA DILMA

Lamentar a morte de um ser humano todos nas lamentamos, mas dizer que a morte do "Sr. Chávez" seja uma perda irreparável não aceito, pois ela só irreparável para a Petrobrás e para nós, brasileiros, que pagamos impostos e altos impostos. Gostaria de saber se o Sr. Maduro irá "madurar" e pagar o compromisso do "falastrão Chávez" de alguns bilhões de dólares da refinaria em Pernambuco. Aguardar para ver.

L. A. B. Moraes labmoraes@uol.com.br

São Paulo

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LUTO OFICIAL

Por que três dias de luto oficial no Brasil? Lá, sim. Tanta figura importante morre em nosso país e não se fala em decretação de luto. Cada nação vive seus momentos de dor. Vamos pensar um pouco mais no nosso país, dando melhores condições de vida a seu povo, abrindo frente de trabalho, com geração de emprego em todas as direções, cortando gradativamente as esmolas aos menos favorecidos para que assim possa diminuir a vagabundagem reinante com aumento da prole nas famílias que vivem à custa do Estado.

Joao Rochael jrochael@ibest.com.br

São Paulo

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'SE MANCA, ZÉ!'

O caradurismo de certas pessoas é um insulto e chega a envergonhar a nação perante a si e aos demais países democráticos. O desprezo às leis, o deboche às instituições é a única explicação para o pedido tresloucado do condenado a dez anos e dez meses, Zé Dirceu, para sair do país para o funeral de um amigo. Parafraseando o grande Raul: "Ei Zé, vê se te orienta ...".

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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AINDA BEM

Parabéns ao nosso ministro Joaquim Barbosa em ter negado ao nefasto lulopetista condenado a mais de dez anos de prisão, José Dirceu, sua ida aos funerais de Hugo Chávez pois este se lá fosse jamais iria voltar ao Brasil e também se tornaria mais um Paulo Maluf fichado na Interpol. Nas mãos de Joaquim Barbosa podemos depositar nossas esperanças em que se faça justiça no país de tantos desmandos cometidos por outras instâncias do judiciário e dos outros dois poderes tão corruptos e fisiologistas. Temos que nos curvar a toda sabedoria e aplicação das leis por parte do ministro Joaquim Barbosa que agora poderia ajudar aos poupadores que foram roubados por Sarney e Collor e têm ações a serem julgadas pelo STF e foram colocadas à margem em prol de outros processos como o Mensalão de Lulla e seus "cumpadres" petistas, fazendo com que o STF agilize este julgamento em favor de tantos poupadores lesados por planos econômicos escabrosos destes "senadores" de araque.

 

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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O CÂNCER DE CHÁVEZ

Soou ridícula a acusação do governo (governo?) venezuelano sobre a neoplasia que vitimou o caudilho Chávez. Afirmar que os EUA, por alguma situação ou modo possível, foram responsáveis pela doença no presidente Hugo Chávez eleva os norte-americanos a uma situação de extremo progresso na ciência da dissimulação corpórea e da invisibilidade da matéria. O falecido optou pelo tratamento no berço da sua cultura ideológica, confiou na propagada eficiência da medicina cubana e dançou. Se tivesse deixado de lado seu viés socialista autoritário e optado pela excelência dos Einsteins brasileiros, com certeza teria ainda muitos anos de vida. 

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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A MEDICINA CUBANA

Morreu o caudilho Hugo Chávez e morreu também o mito da eficiente medicina comunista cubana. Não foram os Estados Unidos que mataram Chávez, conforme afirmou casuisticamente o vice-presidente venezuelano Nicolás Maduro. Foi Cuba.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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LEGADO CHAVISTA

A declaração infeliz do ministro da Defesa venezuelano, de apoiar Nicolás Maduro para as próximas eleições, mostra bem o legado de Chávez para seu povo: autoritarismo mal disfarçado de democracia. Todos sabem que o papel fundamental das forças armadas em um país democrático é segurança nacional, e não apoiar candidatos. Será que eles sabem? Ou, pior, fazem de conta que não?

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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REGISTRO

Não vi nenhuma foto de Chávez morto. Estranho! Por que isso?

Juvency Castroo juvcas6@hotmail.com

São Paulo

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SENTIMENTOS

Meus sentimentos aos simpatizantes de Hugo Chávez. Ele, que num dia de delírio sonhou ser um arremedo de Simon Bolivar, viveu dando pitacos indevidos em assuntos internos de países dentro e fora da América Latina. Enfim, Deus convidou seu espírito irrequieto para o descanso eterno. O Criador, em sua sabedoria infinita, bem que poderia voltar os olhos para o Brasil, estendendo o gentil convite também para o Napoleão brasileiro.

Leon Diniz leondinizdiniz@gmail.com

São Paulo

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'LEI SECA OU EMBRIAGADA?'

Acabo de ler o artigo do Sr. Fabio Tofic Simantob, sob o título supra, e é com tristeza que vejo não só o jurista in casu, como vários de seus pares, insurgindo-se contra uma lei que deveria ser comemorada por toda a nação em coro, como um instrumento eficaz de combate à irresponsabilidade no trânsito. Chego à conclusão de que isso só pode se dever ao fato de esses senhores terem vários clientes implicados com crimes de embriaguez ao volante, e que a vigência da nova lei seca dificultará bastante seus trabalhos. O argumento é quase sempre o mesmo: As novas provas admitidas com o advento da lei são bastantes questionáveis sob o ponto de vista jurídico, por não terem a peremptoriedade de outras provas mais contundentes como o exame clínico. Ora, males difíceis se combatem com remédios amargos. Fotos e vídeos de uma pessoa supostamente embriagada são provas amadoras? A falência da prova testemunhal "vem sendo discutida há décadas nos meios acadêmicos", dada a sua fragilidade? Se o cidadão suspeito de conduzir veículo sob embriaguez não quiser ficar à mercê de tais provas "questionáveis", que apresente prova juridicamente inconteste: o exame clínico e/ou laudo médico comprovando que ele não tinha nenhum decigrama de álcool no sangue. Assim, além de comprovar sua inocência, ainda poderá processar a polícia e/ou outra testemunha que eventualmente lhe imputou a embriaguez. Agora, se você, criminosamente, bebe e depois sai por aí arriscando sua vida e principalmente a dos outros, e depois quando causa uma tragédia, ainda quer fazer uso de seu direito constitucional de não produzir provas contra si mesmo? Pois tem mais é que se submeter sim a provas "questionáveis" como vídeos e testemunhos. Não sou formado em direito, mas acho que nem preciso ser pra afirmar que o direito à presunção de inocência de uma pessoa que desce cambaleando de um carro durante uma blitz policial não pode ser maior que o direito à vida das pessoas a sua volta. Por fim, além da já citada tristeza, causa-me também indignação vê-lo afirmar que "o legislador se deixou embriagar pela comoção causada por alguns casos pontuais, atuando a reboque dos acontecimentos...". Gostaria de saber qual seria a reação desse senhor se ele ou alguém de sua família fosse vítima de algum desses "casos pontuais". Como ele reagiria se seu filho saísse pra balada e voltasse pra sua mãe decapitado por um assassino a 170 km/h, como aquele pobre rapaz vítima de um ex-deputado paranaense?

 

Alan Rodrigo alan.oliveira4032@creasp.org.br

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA NA SEGURANÇA

Parabéns pelo artigo "Lei seca ou embriagada?". Há muito venho postando no Facebook a minha indignação por mais essa aberração de lei editada pelo governo a fim de dissimular sua incompetência em combater a insegurança e a criminalidade. Estava abismado de não ver nenhuma manifestação na imprensa nem mesmo da OAB, contra esse abuso de autoridade.

Nelson Gasparini Junior ngj47@yahoo.com.br

Tietê

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'LEI BOI DE PIRANHA'

Excelente o artigo do advogado criminalista Fábio Tofic Simantob, que, ao contrário dos nossos legisladores (deputados e senadores) que só elaboram as leis pensando nos votos que estas podem auferir, analisa o problema com profundidade, competência e imparcialidade. Resume bem o assunto quando diz "o legislador se deixou embriagar pela comoção provocada por alguns casos pontuais, atuando a reboque dos acontecimentos, aprovando do dia para a noite um texto legal que, sob o pretexto de resolver um relevante drama social, faz reviver velhos anacronismos, resquícios ainda de um Estado com forte viés autoritário". Ou seja é mais uma daquelas "leis boi de piranha" que, aproveitando a comoção nacional e no intuito de auferir dividendos eleitoreiros, desviam a atenção do povo e da mídia para que estes não exijam as necessárias reformas que melhorem e fortaleçam os sistemas de saúde, segurança, previdência social, educação, saneamento básico (após dez anos de governo do PT a dengue continua fazendo vítimas pelo Brasil afora), infraestrutura e tantas outras de relevância que não interessam aos "políticos" verem aprovadas.

 

José Gilberto Silvestrini jsilvestrini@hotmail.com

Pirassununga

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A TORCIDA (REALMENTE) ORGANIZADA

 

Episódios como o ataque de torcedores aos jogadores palmeirenses, no aeroporto de Buenos Aires; pichações à sede do clube no seu rebaixamento; o sinalizador que matou o menor e provoca a prisão de corintianos na Bolívia; a prisão de "torcedores" que se dirigem aos estádios portando verdadeiros arsenais, deslustram o futebol brasileiro. Devem incomodar muito ao "rei" Pelé e certamente seriam incompreensíveis a Leônidas da Silva, Domingos da Guia e a outros craques que fizeram a alegria de nossos avós torcedores. Há mais de uma década, os clube brasileiros padecem com suas torcidas, cada dia mais violentas, destrutivas e criminosas. As autoridades tentam medidas para coibir os excessos, mas tudo, ao que parece, tem sido em vão. A sociedade nacional vive dias caóticos. As chacinas, execuções sumária, assaltos diários e outros distúrbios vão se tornando acontecimentos banais. O numero de menores infratores a serviço do crime organizado é crescente. E, nessa esteira, as torcidas acabam também se transformando em barris de pólvora sem nenhum controle. O futebol, na sua essência, é esporte e promove a alegria do povo. As autoridades, clubes, estudiosos e quem puder ajudar, precisam encontrar uma ou mais fórmulas de manter as torcidas de forma civilizada e ética. Seria um desperdício acabar com as torcidas, que podem fazer a alegria de um clube ou time. O importante é encontrar o meio de torná-las efetivamente organizadas. Chega de torcida desorganizada e... criminosa!

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CUMPLICIDADE

Esta agressão dos torcedores da Mancha Verde, contra jogadores do Palmeiras, no aeroporto de Buenos Aires, não só é lamentável, como também fica provada a inconveniente relação entre torcidas organizadas e dirigentes dos clubes de futebol no Brasil. O presidente do Verdão, Paulo Nobre, disse que a partir de agora serão cortadas todas as regalias, como cota de ingressos negociados em jogos em casa, e dos ingressos graciosamente cedidos também para as partidas que o Palmeiras não é o mandante. Ou seja, essas torcidas organizadas se colocam dentro dos clubes (todos) como perfeitos sindicatos como o dos trabalhadores, que infelizmente recebem do governo federal, (como forma de cooptar apoios) milionários recursos a fundo perdido.  Para quê?! Para promover badernas, mortes, e outras violências que afugenta o verdadeiro, e ordeiro torcedor?! Os dirigentes dos clubes de futebol precisam urgentemente acabar de incentivar essa bandidagem que ronda o interior dessas ditas torcidas organizadas. E a CBF e as federações estaduais devem penalizar os clubes que não cortem umbilicalmente essas relações promiscuas vigentes entre diretores e líderes dessas gangues chamadas organizadas... talvez somente para promover a violência! 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TORCEDORES NÃO, MARGINAIS

Nem nos recuperamos do absurdo que foi a morte do jovem boliviano em Oruro, vitimado por sinalizador disparado por um individuo que se diz torcedor do Corinthians e já temos a lamentar o episódio de ontem, quando "torcedores" do Palmeiras cometeram o crime de agressão contra os próprios jogadores do time alviverde chegando a ferir o goleiro e obrigando o jogador Valdivia se refugiar para não ser agredido também. O corintiano, pretenso autor do crime escafedeu-se para o Brasil e se apresentou às nossas autoridades e por ser "de menor" responderá livre. Tivesse sido preso na Bolívia provavelmente poderia ser condenado à prisão por muito, muito tempo. Ora, essas pessoas, que não se entende como dispõem de numerário e tempo suficientes para acompanhar determinados times de futebol, estão conspurcando o nome do nosso país e nos envergonhando com seus atos de marginais. O governo federal e os governos estaduais devem por um basta a esses vândalos e desocupados, aplicando-lhes o competente corretivo, não com o Código do Torcedor, mas com o Código Penal, e suas devidas consequências. Se não existir legislação competente para tanto, e não parece ser o caso, que tratem de exigir de seus congressistas a aprovação imediata da mesma. Obviamente todos nós devemos tomar nossas providências acionando nossos parlamentares para que se mexam a respeito. Afinal de contas, quantos ainda precisam morrer e serem agredidos seriamente até que nossos bem remunerados governantes e representantes façam o que deve ser feito?

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo                                                        

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GOL CONTRA

 

Cartão vermelho e expulsão de campo às torcidas (des)organizadas de futebol que distorcem o que delas se espera:vibração espontânea,comemoração das vitórias,choro nas derrotas,gritos de incentivo, manifestação coletiva de entusiasmo e amor pelas cores de seus times. Os atos de violência gratuita, a perturbação da paz dentro e fora dos estádios, a vitimização de inocentes e a bandalheira geral nada tem a ver com o jogo que tantas glórias deu ao Brasil. A "valentia" (?) organizada, escondida no coletivo mascarado, vai perder de goleada dentro e fora das 4 linhas. Basta!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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LIBERADOS

Lamentável a decisão da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) de liberar o Pacaembu para a torcida do Corinthians nos jogos da Libertadores, depois de tudo o que houve em Oruro, na Bolívia. Mostra que não existe a menor seriedade e que tudo é uma questão de grana e interesses escusos. Foi uma decisão típica de uma América latina subdesenvolvida, atrasada e marcada pela falta de respeito á dignidade humana. Ao invés de punir o clube, combater a violência nos estádios e dar o bom exemplo, a Conmebol fez exatamente o contrário e mostrou que por aqui dominam a impunidade, o desrespeito pela vida humana e que o crime compensa. Foi uma derrota para o futebol e para os seus amantes. Onde iremos parar?

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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'AGROTÓXICOS SEM VENENO'

Excelente o artigo "Agrotóxicos sem veneno", de Xico Graziano (5/3, A2). Com profundo conhecimento agronômico, o autor resgata brevemente a trajetória da agricultura e da origem dos defensivos agrícolas; analisa sua transição moderna e seu papel para alimentar o mundo. Ou seja, um esclarecimento notável sobre a importância desta tecnologia para a produção agrícola sustentável, para o País e para o mundo.

Eduardo Daher, diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal moreira@andef.com.br

São Paulo

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CARÊNCIA DE MÉDICOS

Abordo o assunto instalação de faculdades de medicina no País, para fazer algumas considerações. O ministro de Educação, talvez por não consultar a classe médica universitária profissional, acha que descobriu a solução para a carência de médicos em muitas regiões brasileiras, com a equivocada ideia de condicionar a instalação de novas faculdades de medicina à "demanda social" por médicos na região. Registro aqui, para reflexão, parte do artigo "Ideias não geniais", do economista Maílson da Nóbrega: O ministro da Educação adotou uma ideia não genial para enfrentar a carência de médicos nas áreas menos desenvolvidas. Agora a instalação de novas faculdades de medicina dependerá da "demanda social" por médicos na região. A localidade geográfica será o principal critério a considerar. O ministro diz querer formar bons profissionais, em cursos dotados de residência médica, desde que eles estudem onde o governo determinar. Acontece que o local do curso não é determinante na fixação dos médicos. A maioria migra em busca de melhores oportunidades de emprego, formação profissional e qualidade de vida. Pesquisa recente, conduzida por Mário Scheffer, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, constatou que apenas 25% dos médicos que saíram para estudar fora permaneceram na cidade onde se graduaram. Cerca de 60% dos que ficaram na localidade onde se formaram estão nas sete maiores capitais. O dr. Scheffer diz que a medida é cosmética, pois "a desigualdade na distribuição dos profissionais somente será resolvida com um conjunto de medidas", entre as quais o combate à precarização do trabalho e a oferta de estrutura adequada. A meu ver, a ação intervencionista pode produzir profissionais de baixa qualidade e não resolverá o déficit deles em certas áreas, disse Maílson. Como se observa, é preciso que as regiões brasileiras, para fixar médicos, estejam munidas de infraestrutura material capaz de proporcionar as condições para o exercício da profissão. Por outro lado, entendo que todo o médico recém-formado em universidade federal, oriundo de outras regiões, deveria voltar às suas cidades para prestar atendimento médico-hospitalar, durante certo período, como parte de sua formação médica e ressarcimento ao erário das despesas que o Estado gastou com o seu curso. Da mesma forma, o médico recém-formado em universidade federal de sua própria cidade deveria também prestar atendimento médico-hospitalar local, durante certo período, como parte de sua formação médica e ressarcimento ao erário das despesas que o Estado gastou com o seu curso. Acredito que isso iria ajudar muito na prestação de serviços médicos do Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, deveria ser obrigado, por lei, o recém-formado em medicina por estabelecimento federal prestar temporariamente serviço na rede do SUS. Minha proposição tem efeito social e não fere o direito constitucional de ninguém porque não estou sugerindo que o médico recém-formado volte definitivamente às suas cidades para trabalhar, mas que ele possa aprimorar os seus conhecimentos prestando serviço temporário em áreas do SUS tão necessitadas de médicos. Ademais, temos que ser receptíveis às dores de nossos semelhantes que não dispõem de recursos para contratar planos privados de assistência médica.

Júlio César Cardoso juliocmcardoso@hotmail.com

Balneário Camboriú (SC)

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CONCURSO PÚBLICO

Sobre o editorial "Aperfeiçoar o concurso público" (4/3, A3), até entendo que a FGV e UFF gastaram um enorme tempo para fazer a pesquisa que resultou em que as pessoas que estudam para as provas de concursos não estariam bem preparadas para o trabalho de fato. Perderam de vista que isto acontece também com pessoas que se formaram até em pós-doutorado e que na hora do trabalho é um péssimo trabalhador. Na minha humilde leitura, concordo com alguns aspectos mencionados pelo estudo ou pela opinião do escritor, como o exagero da estabilidade e que o concurso público evita o nepotismo (contratar ou favorecer parentes). Foi mencionado que seria importante valorizar as exigências curriculares dos candidatos e atrair profissionais experientes do mercado. O que mostra uma percepção totalmente alheia ao processo citado e alienada no que se refere à justiça social. Em primeiro lugar, os concursos mais concorridos têm, sim, avaliação de títulos e muitos outros por menores, como experiência profissional na área a ser trabalhada, resultando, assim, em critérios para pontuação e desempate. Em segundo lugar, não devemos nos esquecer de que a administração pública deve incluir e não excluir pessoas por não terem um título acadêmico, que ela não consegue dar condições, através de uma educação de qualidade, ao individuo de obter um determinado titulo. E mais grave, porém não menos importante, é a questão de excluir pessoas autodidatas, batalhadores e disciplinados que muito podem contribuir, mesmo sem um título ou experiência, no trabalho a ser realizado. Seria mais coerente, no meu ponto de vista, expor num editorial sobre a administração pública, que deve oferecer treinamentos e metas para a melhoria do trabalho e até mesmo diminuir a tão falada estabilidade, o que provocaria uma ideia de trabalho e não de um emprego (isto é, um fim).

 

Erica Frutuoso ericafrutuoso@yahoo.com.br

São Paulo

 

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