Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

11 Março 2013 | 02h06

GOVERNO DILMA

Propaganda antecipada

Usando a televisão como palanque eleitoral, a presidenta Dilma Rousseff veio a público para anunciar o corte de impostos federais da cesta básica. Como ela é boazinha! Está querendo enganar a quem? Por onde anda o Tribunal Superior Eleitoral?

JOSÉ MARQUES
seuqram.esoj@bol.com.br
São Paulo

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Tempo de milagres

O ano que antecede as eleições presidenciais realmente é de muitos milagres. Dona Dilma, aproveitou o Dia Internacional da Mulher para anunciar que vai zerar impostos de vários produtos que compõem a cesta básica. Presumo que até novembro de 2014 muitos outros milagres ainda vão ocorrer. Quanto ao PIB pequeno, aí já é outra história...

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI
mmpassoni@gmail.com
Jandaia do Sul (PR)

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Bondades esquecidas

Dona Dilma está indo com muita sede ao pote. Faltam 18 meses para as eleições de 2014, até lá seus eleitores vão se esquecer dos pacotes de bondades de agora.

VICTOR GERMANO PEREIRA
victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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Demagogia não resolve

Mais uma tentativa demagógica, a redução de impostos localizada na cesta básica não vai baixar os preços na capilaridade do comércio. Só uma redução linear em todos os impostos pode levar a ganhos reais na cadeia produtiva. O resto é conversa.

GILBERTO DIB
gilberto@dib.com.br
São Paulo

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Brasil bolivariano

A nossa presidenta, provavelmente impressionada com a decantada popularidade do ex-presidente Hugo Chávez, pretende seguir os seus passos. Assim começou a fazer benesses para alguns, esquecendo o global da população, que vê a nossa economia afundando a passos largos. Esquece ela que a Venezuela tem muito petróleo, o que aguentou até agora, de certa forma, essa política insana.

ANTONIO A. M. RUDGE
aamrudge@gmail.com
São Paulo

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A benemérita

Dona Dilma, com a maior cara de pau (ou melhor, de botox), vai à televisão e, como sempre, e mais ainda daqui para a frente, mente. 1) Melhorar a vida das pessoas não é favor, como ela dá a entender, mas obrigação dos governantes. 2) Os "benefícios" anunciados não visam o povo, mas a campanha à reeleição. 3) A desoneração da cesta básica é medida paliativa para baixar a inflação (não vai surtir efeito) e enganar os humildes. Esse é o PT, o governo da propaganda enganosa. E maciça! 

CARLOS ALBERTO ROXO
roxo_7@terra.com.br
São Paulo

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Estelionato eleitoral

Mais uma vez esse governo petista, sem ética, faz propaganda política, em rede nacional de rádio e TV, visando à reeleição de Dilma Rousseff em 2014, antecipando a isenção de impostos dos produtos da cesta básica. Só que, atrevidamente, deixou de dizer que essa medida de desoneração da cesta básica é de iniciativa do PSDB, vetada por ela seis meses atrás. E agora, sem nenhum escrúpulo, ela se apropria de ideia alheia! Esse pronunciamento foi mais um estelionato eleitoral.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA
jwlcosta@bol.com.br
São Paulo

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Já está 'fazendo o diabo'!

Dilma antecipa isenção de impostos da cesta básica, criação da oposição recentemente vetada por ela. Coisas do "cramunhão"... Como sempre, e usando de sofismas, pensando na reeleição e posando de heroína, exige e cobra empresários pela baixa dos preços. Sra. presidente, pare com isso, é feio fazer reverências com o chapéu alheio! Aliás, já que seu governo não cria absolutamente nada, só plagia o que dá votos, uma dica: que tal copiar a presidente da Argentina e congelar os preços por seis meses? Isso baixaria a inflação em, no mínimo, 50%. Quanto às consequências... esse será um problema para o futuro, lá pelos vindos de 2015, bem depois da sua reeleição.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI
arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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De remendo em remendo...

O intervencionismo pontual da dona Dilma et caterva na economia brasileira, desrespeitando as condições efetivas do mercado, não vai levar a nada. Mais dia, menos dia, nem os lírios do campo serão visíveis. Tratores dos vândalos do MST se encarregarão de erradicá-los.

SERGIO S. DE OLIVEIRA
ssoliveira@netsite.com.br
Monte Santo de Minas (MG)

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MST

Nem reforma nem trabalho

Mais uma invasão destrutiva, desta vez na fazenda da família da senadora Kátia Abreu. Esses bárbaros, que nada fazem além de roubos e anarquias, apoiados por petralhas, que exploram para fins políticos a estupidez coletiva desses invasores e seguidores, não querem reforma alguma nem trabalho. Querem é rupturas. Com a conivência de cubanófilos do Executivo federal, admitem que a função social do Estado Democrático possa ser exercida atropelando os fundamentos que a sustentam.

MARIO COBUCCI JUNIOR
maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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Violência como método

É lamentável que, depois de mais de uma década, o MST continue a usar a violência em suas manifestações. Seus líderes ainda não entenderam que a opinião pública prefere o trabalho e o progresso ao atraso e à destruição?

CRISTINA RAPPA
cristina@crivel.net
São Paulo

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RECEITA FEDERAL

Só funciona para cobrar

Deficiente físico, comprei há uns quatro anos um automóvel com isenção de IPI e ICMS, conforme estabelece a lei. Decorridos três anos de uso, é facultado ao proprietário vender o automóvel e adquirir um novo, com as mesmas isenções de impostos. Nesse sentido, em início de julho de 2012 entrei com todos os papéis exigidos para compra do novo automóvel, por meio do serviço especializado da concessionária Honda da Avenida Sumaré. Passados mais de sete meses, o meu e os demais processos semelhantes estão parados na Receita Federal. O motivo ninguém sabe. Mas a explicação é simples: como não se trata de cobrar, mas de perder a receita do IPI, a Receita faz todo o possível para atrasar o processo. Quem sabe alguém perde a paciência e desiste do que é um direito seu...? Como sempre, o contribuinte é ignorado pela Receita nos seus direitos, o que se espera dele é: "pague e não bufe", e estamos conversados. Quem sabe um dia isso vai mudar?

ROBERTO CATALDI
ro.cataldi@hotmail.com
São Paulo

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ALFINETADA OPORTUNISTA

Oportunista, como sempre, a tirada presidencial – daquelas com “endereço certo” – de que hoje o Brasil não pega mais “pneumonia” quando dão um  “espirro” no exterior. A alfinetada traz embutida um sentimento de júbilo pelo fato de o Brasil estar menos vulnerável às crises “importadas” e que isso deveu-se ao PT. Será mesmo? Se assim é, como explicar o crescimento do PIB negativo de 2009 e os pibinhos de 2011 e 2012, este último da ordem de 0,9%?  Afinal, se estamos assim tão imunes aos vírus das crises, o que explicaria esse desempenho pífio até mesmo para os padrões da América Latina? O que Dilma não dirá nem sob tortura é que a irrupção da China e demais tigres emergentes alterou a geografia econômica global, e foi esse o verdadeiro motivo de nossa “imunidade” no setor cambial, eterno calcanhar de Aquiles da economia brasileira. Se, hoje, o Brasil está bem menos vulnerável aos “espirros” dados no exterior, deva-se não a “Lula” ou ao “PT” (quanta pretensão!), mas às profundas mudanças havidas na economia global que impactaram todos os continentes e valorizaram nossas commodities, fazendo os dólares entrarem “como nunca antes” nas burras do Banco Central.  Lamento, sra. presidenta, mas, como economista, a sra. sabe muito bem que Lula ou o seu partido  nada têm que ver com isso. O País melhorou apesar do PT e não por causa dele.
 
Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br 
São Paulo 

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INFLAÇÃO

Será que o governo abandonou o famoso tripé: câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário?  A Geometria ensina que três pontos – as pontas do tripé – definem um plano, no caso (com ou sem trocadilho) o Plano Real. Mesmo modificando as dimensões das pernas, ainda se terá um plano – mais ou menos inclinado. O problema complica-se caso se queira incluir uma quarta perna – o crescimento econômico. Basta ver uma mesa manca num restaurante, para perceber que uma das pernas não fica no mesmo plano das outras. Seria demais lembrar esse detalhe?

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com
São Paulo

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SOBRE ESPIRRO E PNEUMONIA

PIB sofrendo de raquitismo; inflação ameaçando, com temperatura que periga sair do controle e, pior, tratada com antitérmicos vencidos; equipe econômica desorientada, sem a mínima ideia do diagnóstico; infraestrutura entupida, impedindo o fluxo de nutrientes; investidores desconfiados com otimismos delirantes provocados por alucinógenos de qualidade duvidosa; Petrobrás, outrora motivo de orgulho, na UTI, resultado de administração de doses cavalares de antibióticos eleitoreiros; saúde pública doente, quase moribunda; educação pessimamente classificada, comprometendo a higidez intelectual de crianças e adolescentes; segurança pública psicologicamente arrasada, insegura e mal remunerada; corrupção endêmica, aparentemente sem cura; justiça obesa e  lenta; e, por último, mas mais importante, classe política alucinada, precisando de uma urgente análise,  desvinculada das angústias de seus representados, atualmente dedicada, com dois anos de antecedência, a uma campanha eleitoral para presidente, deixando de lado todos os sintomas de doenças importantes que afligem a sociedade. Lembrando do discurso de campanha  da Presidente, pergunta-se: Onde está a pneumonia e o respectivo espirro, aqui ou lá fora?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
São Paulo

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FALSO BRILHANTE

Não é necessário ser formado em economia para saber que o destino do Brasil está selado pelo inanismo para os próximos 5 anos, pelo fato de não se ter feito absolutamente nada de substancioso nos últimos 5.  O tripé banco – governo – inflação está há muito deteriorando o minguado salário do trabalhador, os bancos explorando os consumidores com facilidades de financiamento, empréstimos pessoais, cheque especial, cartão de crédito, tudo em nome do consumo, como manda a presidenta, um explora no juro o outro no imposto, um com taxas médias anuais acima de 35%, para sermos conservadores,  o outro com seus tributos comendo 35% de tudo que o cidadão consome, some-se a isso a inflação 6,5%, de mentirinha, com o golpe de misericórdia. No ano passado o ministro da Fazenda anunciou PIB de 4,5% e ficou exatamente 400% abaixo do previsto. O que mudou efetivamente no País de ontem para hoje para ter uma visão de crescimento de 300%, trocou a bola de cristal? Poderia ser mais modesto, talvez 100%, assim, caso acontecesse, ficaria bem mais à vontade para dar a próxima entrevista em 2014 e não ficaria engasgando e trocando marcha nas justificativas que nem ele mesmo há de acreditar, ou, se acreditar, tem que rasgar o diploma.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com 
São Paulo

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39.º MINISTÉRIO

Em meio ao marasmo geral da economia, com inflação crescente e PIB decrescente, o governo federal, perdido na tormenta da crise e à deriva no mar bravio, anuncia a criação do 39º (!) ministério: Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Em vez de reduzir a quantidade absurda de 38 (!) pastas, engorda mais e mais sua ineficiente máquina administrativa, aumentando a hemorragia do gasto público com mais um cabide de empregos para satisfazer espúrias alianças políticas. De olho na reeleição, em 2014, o governo Dilma pensa pequeno e rema contra a maré. Vai acabar encalhado num banco de areia (movediça). 
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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MAIS UM

Senado aprova criação de um novo ministério, para micro e pequena empresa. No Brasil a impressão que se tem é de que a política se sobrepõe à governabilidade. Já havia 38 ministérios, então por que  a  criação de mais um? 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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LENTIDÃO NO MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES

Surpreende a lentidão do Ministério das Comunicações para a adoção de medidas para a universalização e menor custo da internet, pois os moradores das áreas rurais nunca foram beneficiados com medidas que os permitam participar desse fundamental meio de comunicação. Recordo que uma empresa com ótima reputação do setor de TV via satélite propôs uma parceria com o governo para abranger todo o território nacional com sinal de internet a um custo razoável, porém preferiram manter a mesma arcaica e dispendiosa estrutura. Caso, não houvesse existido o saudoso ministro Sérgio Motta do governo de FHC, certamente não teríamos sequer sinal de celular e ainda estaríamos trocando um carro por uma linha telefônica.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com 
Virginópolis (MG)

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PRODUTO INTERNO BRUTO

Uma frágil criança foi, sorrateiramente, abandonada pelos seus pais nas imediações do orfanato Brasil que, calados, se negam a assumir a paternidade. Pelas feições, tem a cara do pai e da mãe, confirmada pelo DNA, mas o “Filho do Brasil e a “Mãe do PAC” se recusam a admitir que sejam seus legítimos pais. Pois é. PIB feio não tem pai, nem mãe...

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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+0,9% EM 2012

E ainda dizem que os japoneses é que têm pibinho.
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net 
São Paulo

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NAUFRÁGIO À VISTA

A tabela publicada pelo “Estadão” (“Confira”, página B2 de 2/3) mostrou a calamidade em que se encontra nossa economia. Entre 20 países emergentes, conseguimos ficar na rabeira, com 0,9% de variação do PIB. E a desculpa que ninguém aguenta mais, é a crise internacional. Será que os demais países analisados não pertencem a este plano terrestre? Todos estão no mesmo barco, navegando em águas turbulentas e mesmo assim, todos conseguiram crescimentos acima 1%, com certeza pela capacidade de seus dirigentes. E o barco Brasil, comandado pela capitã-de-mar-e-guerrilhas, ups guerra, Dilma Rousseff e por seus imediatos subordinados, Guido Mantega e Alexandre Tombini, se quer, consegue zarpar e com sérios riscos de naufrágio, pois, os “rombos” já são visíveis em todos os cantos.  

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com
Jundiaí
   
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UTI

Pronunciamento de Dilma: “Espirro no exterior não provoca mais pneumonia”. Da maneira que a equipe econômica está administrando a economia é UTI na certa com perigo de não sair mais com vida.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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INHOS E ÃOS

Depois da previsão da marolinha e do pibão, fico imaginando se não houve erro de tradução.
 
Vanderley Jordão vanjord@gmail.com 
São João da Boa Vista

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EQUAÇÃO

Pibinho = marolinha + incompetência.

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br 
São Caetano do Sul

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O PÃO AMANHECIDO

A quase que unanimidade dos economistas independentes sabe que nosso pífio PIB não se deve à marolinha, mas a omissões, contradições e inépcias da área econômica do governo. Está na hora de levar a sério a advertência da revista “The Economist”, mas a impressão é de que a chefe do governo pretende amanteigar, diariamente, seu pão amanhecido, passá-lo na chapa e torná-lo mais suportável pelo povo. 
  
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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ADAPTAÇÃO

Adaptando uma velha piada soviética para o Brasil de hoje, ficamos assim: FHC chama a todos para um passeio pela nova ferrovia que ele começou a construir e que integrará o Brasil. Durante o turno do Lula a ferrovia acaba, então ele manda que se tirem os trilhos de trás e os coloquem na frente para continuarmos o passeio. No turno da Dilma, ela manda que Mantega feche as cortinas do trem e que todos comecem a se chacoalhar para fazer de conta que o trem está andando.

Lucília Simões lulu.simoes@hotmail.com 
São Paulo

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‘É A CRISE EXTERNA’
  
Cada pronunciamento de nosso ministro Guido Mantega me faz lembrar do saudoso Stanislaw Ponte Preta e o seu famoso Febeapá, Festival de Besteiras que Assolam o País.
 
Luiz Fernando Kastrup duasancoras@uol.com.br
São Paulo

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EM BUSCA DA VERDADE

Na semana retrasada quase que diariamente os principais jornais e telejornais veicularam em doses alarmante a notícia de que o Brasil está registrando o menor índice de desemprego das últimas décadas. Uma semana após, os mesmos jornais divulgam os dados do IBGE que registra o PIB  brasileiro, índice que mede o crescimento da economia, indicando que a nossa economia teve o menor índice de crescimento deste 2009, e que em 2012 perdemos até para os países do Bric e do México. Pessoas de pouco discernimento, como eu, são obrigadas a concluir que os índices de desemprego divulgados pelo governo consideram os quase 60 milhões de brasileiros (12milhoes de famílias) que recebem o tal bolsa família, como sendo empregados; se não, cadê a lógica? Para quem que contingente de pessoas estão trabalhando, será para a legião do PT, para alguma facção terrorista, ou será para o narcotráfico? Pela lógica que sempre aprendemos na escola, é que o trabalho gera desenvolvimento. Por falar em escola, eu também sei que quem estuda aprende ser honesto e não bravateiro! Cadê a força do jornalismo, que ainda não esteja pactuado co o poder sujo da corrupção, para esclarecer a população acerca das verdades e das inverdades? Cadê os debates e embates das forças políticas e dos homens compromissados com a moral e o bem-estar do Brasil de agora e do futuro? Será que a televisão não poderia abrir mão de alguns de seus programas de falso entretenimento, e provocar os famosos debates sem ser em épocas eleitorais?

José Carlos Camargo Ribas jcrautomotive@yahoo.com.br
São Paulo

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ILÓGICO

Perguntar não ofende: se o desemprego no Brasil é de 5%, por que tanta gente ainda precisa de bolsa-família?

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br 
Osasco

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DESOCUPADOS

A  presidente Dilma comemora o baixo índice de desemprego, não devia, pois qualquer um sabe que em 2014 quando não existir obras de construção de estádios de futebol toda aquela massa de trabalhadores estarão automaticamente desempregada, aumentando o número de desocupados no Brasil, atualmente entre todos os municípios do País, Brasília é o que detém o maior numero de “desocupados”.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br   
Votorantim  

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ERRO DE FONÉTICA

Estranhei quando a  Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) divulgou o estudo que estabelecia novos critérios para a identificação da classe média brasileira e a define como o grupo composto por famílias com renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019. Atualmente, esse universo representa 54% da população do País. A nova classe média foi dividida entre a baixa classe média, com renda per capita entre R$ 291 a R$ 441; classe média, com ganho entre R$ 441 a R$ 641; e classe média alta, com rendimento entre R$ R$ 641 a R$ 1.019. Analisando os números constatei que uma família de 5 pessoas (pai, mãe e 3 filhos) recebe uma bolsa família no valor de  R$ 350 (5 x R$ 70), e  acrescido do salário do pai R$ 620, totaliza R$ 970, passa sérias dificuldades, uma vez que levantamentos feitos por órgãos competentes revelam que a cesta básica composta de 32 itens de alimentação, 5 de higiene pessoal e 7 de limpeza doméstica para a sobrevivência de uma família de 5 pessoas, custa R$ 1.175 (set/2012). Acrescente-se que a composição desta cesta básica não contêm carnes, remédios, peças de vestuário e consumo de energia elétrica. Daí conclui que quiseram dizer classe “mérdia”, foi um mero problema fonético.  
 
Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br 
Belo Horizonte

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O MÉRITO DA POUPANÇA

Estou cansado de cobrar, a idade avança, e muitos do Zé povinho esta ansioso para poder receber e  gastar as suas economias justas,  mas até hoje não temos o mérito da ação que está Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a liberação de milhares de ações da poupança, visto que as entidades financeiras já desistiram de recorrer? Será que esse tipo de gesto do STF não é importante para muitos poupadores. Passo a bola ao STF e estou na cara do gol aguardando até quando Deus quiser...

José Carlos Gonçalves da Cunha cunhag@uol.com.br 
São Paulo

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STÉPHANE HESSEL

A indignação contra as coisas erradas foi base da luta que Stéphane Hessel, sobrevivente do holocausto, desenvolveu durante toda a vida – 95 anos. O livro “Indignai-vos” foi a inspiração do movimento “Ocupe Wall Street”, que agora dorme no berço do esquecimento. Bom seria que o povo brasileiro, seguindo os conselhos de Hessel, se indignasse e se insurgisse contra os desvios, incompetências e corrupção vigentes no seio de nosso governo. O nome “Indignai-vos” seria ótimo lema para a batalha na qual o povo deveria participar ardorosa e maciçamente, visando a implantação da moralidade no governo brasileiro. Abaixo a corrupção e a incompetência.

Roberto Twiaschor  rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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CAMPANHA PRECOCE

Essa vergonhosa campanha eleitoral precoce que está acontecendo em todo o País, ocupando em horário quase integral os nossos representantes, foi detonada pela própria presidente da República que colocou nas ruas a sua reeleição. Isso só acontece porque os políticos se preocupam primeiramente com a sua manutenção no poder e com as grandes vantagens advindas disso. O povo que se dane, o Brasil que trumbique! Qual a importância dos graves problemas que o País enfrenta se comparada com a importância dessa próxima eleição para eles?

Ronaldo Gomes Ferraz  ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro   

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NOS PALANQUES

Sou democrata, defensor incondicional dos princípios constitucionais. Mas em meu país onde atualmente a oposição não existe, simplesmente vendeu-se, onde grande parte da imprensa foi comprada, e diante de tanta bandalheira, de tanta falta de ética e moral, de tanta roubalheira sem punição, de tanto ver as normas e princípios legais serem desrespeitados por essa corja que tomou conta do poder, começo a ter dúvidas se essa minha arraigada convicção atualmente continua válida, ou se, na melhor das hipóteses, precisa ser relativizada. A dona Dilma mal começou seu terceiro ano de mandato e esqueceu a sua verdadeira função, a de governar. Virou palanqueira e partiu para uma descarada campanha pela sua reeleição, usando as facilidades do cargo e principalmente o dinheiro público, além do mau-caratismo herdado do seu criador, aliás, uma marca registrada válida para toda essa megaquadrilha que há dez anos impunemente destrói o País. A sede do governo será fechada para que a candidata percorra o país, comprando com sorrisos e beijos corações e mentes de eleitores analfabetos. Os politiqueiros da base alugada já enviaram com antecedência o número da conta corrente para o Palácio do Planalto ou nomearam os respectivos laranjas. Como cidadão brasileiro cansado de ver tanta patifaria no meu país, faço um apelo à juíza Cármen Lúcia Antunes Rocha, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (STE), para que, no uso de suas atribuições legais, cumpra com independência a regulamentação que está determinada nos artigos 118 e121 da Constituição federal de 1988. Regulamentação essa que torna o STE um órgão administrador eleitoral independente, capaz de dar uma basta a essa pouca vergonha que, se não for interrompida a tempo, o Brasil, até as eleições de 2014, não terá mais 26 Estados e um Distrito Federal, terá 26 capitanias hereditárias subordinadas a um poder central. Já chega a capitania do Maranhão.
 
Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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QUANTO CUSTAM OS PARTIDOS

O Brasil torrou R$ 6,8 bilhões com fundos de propaganda de partidos políticos na última década, de 2003 a 2012. A tendência é o aumento das despesas públicas com partidos, que subiu 210% de 2002 a 2010. Imagino quantas escolas, hospitais, reformas de estradas, investimento na cultura e no lazer do povo e tantas outras melhorias não teriam sido feitas com esses quase R$ 7 bilhões que foram desperdiçados com propagandas e fundos de partidos. É a sociedade brasileira financiando os políticos e a propaganda de seus partidos fisiológicos, que prestam um serviço da pior qualidade. É para isso que pagamos impostos escorchantes?

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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BRASIL DA PROMISCUIDADE

Quer dizer que os partidos, com suas enganações via propaganda, levaram, em 10 anos, R$ 6,8 bilhões do dinheiro gerado com o suor do trabalhador geral – de verdade, brasileiro? Este Brasil da promiscuidade não tem jeito mesmo!

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@hotmail.com
São Paulo

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IMPOSTO SINDICAL  EM MARÇO

Agora em março, 42 milhões de trabalhadores brasileiros formais, que levantam cedo para ir a pé ao trabalho, ou usando  metrô, ônibus, trem, bicicleta, terão seus salários reduzidos, para abastecer os cofres das entidades sindicais com mais de R$ 2 bilhões, através do imposto sindical compulsório, que é o desconto de um dia de trabalho uma vez por ano do trabalhador com carteira assinada, com o agravante de que não existe fiscalização alguma sobre o que é feito com esse dinheiro (Suely Caldas, 3/3, B2). De que adianta o ministro do Trabalho, Brizola Neto, anunciar medidas administrativas, para acabar com os sindicatos fantasmas – uma média de 4 novos sindicatos por semana –, se o imposto sindical criado em 1940, na ditadura Vargas  não for eliminado, e tornado não obrigatório e voluntário, como em muitos países da Europa e Estados Unidos? 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com
Campinas

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O BRASIL É ‘NOSSO’, MAS A INFRAESTRUTURA...

Em 2006, quando o ex-presidente Lula, em campanha a reeleição, usou a bandeira contra as privatizações feitas durante o governo FHC, sabíamos que pagaríamos caro por isso. Trocou o ótimo, que seria livrar dos velhos gargalos da infraestrutura. Um governo mais ágil e eficiente podendo se debruçar em cima de problemas endêmicos como saúde e educação, dois itens básicos para o desenvolvimento do país, por uma política nacionalista ultrapassada do “tudo é nosso”. Infelizmente seis anos se passaram e os problemas não só estão aí como se avolumaram. A maravilhosa safra anunciada pela presidente Dilma não tem como ser transportada e as estradas que foram construídas ou recapeadas como obra pública, na primeira chuva já estão intransitáveis, além de estarem todas elas sob suspeita de superfaturamento. Infelizmente, pela campanha eleitoral antecipada da presidente Dilma nas últimas semanas, em que pinta um Brasil maravilhoso e próspero, mergulharemos ainda mais nesses problemas endêmicos. Este é o resultado de um “governo forte” como sempre pregou a presidente, mas quando incompetente o País inteiro sofre as consequências.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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ESTATAIS QUEBRADAS

Agora é a Eletrobrás que anuncia a venda de ativos para equilibrar as finanças depauperadas. Depois que a Petrobrás anunciou a intenção de vender US$ 15 bilhões para compensar prejuízos e perdas financeiras, o governo chegou a conclusão que o BNDES também precisa R$ 8 bilhões para recapitalizar. Ou seja, o governo usou politicamente as estatais para obtenção de recursos e marketing político e as arruinou. Precisa agora recuperá-las, em atitude de desespero. Uma pedra no caminho será a investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a perda de US$ 1 bilhão na compra de refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, cujos recursos, supõe-se, seriam utilizados na campanha que elegeu Dilma. Assim caminham os negócios do País com a principal meta fixada pelo governo, eleições.
 
Fabio Figueiredo rsfig@dialdata.com.br 
São Paulo

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ENXUGAMENTO

Este país só conseguirá sair da mediocridade e ineficiência administrativa em que se encontra com um radical saneamento político-gerencial. Para tal há de se promover corajosa e saneadora redução do Estado, bem como reforma radical no sistema eleitoral. Seria de todo conveniente que se discutisse: 1) Redução do número de senadores (de 3 para 2 por unidade da Federação); 2) Corte de 2/3 do número de vereadores municipais, idem de deputados estaduais, e o mesmo de deputados federais; 3) Redução do número de ministérios para 12 ou 13 o que é mais do que suficiente para administrar (bem) o país; 4) Instituir a cláusula de limitação de partidos políticos de modo a que não mais do que 4 ou 5 agremiações tenham existência regular e representação do eleitorado. Pode ser que a implementação dessas medidas não melhore a eficiência administrativa dos diferentes níveis de governo, mas, certamente reduzirá sensivelmente o custo da ineficiência gerencial e o nível de corrupção. Haverá bem menor número de parasitas sugando a seiva da Nação e menos marginais a se locupletarem com os desvios éticos e morais que essa grei pratica. Tais mudanças dificilmente serão discutidas pelos políticos de quinta categoria que atuam neste país, mas não custa sonhar com o impossível. Se, ao menos nos executivos houvesse pessoas de bem e capazes, não teríamos um quadro tão medíocre. Infelizmente, nos Executivos o quadro é tão ou mais desalentador do que no resto da administração. Note-se que o conceito de redução do Estado é no sentido de tirar-lhe o inchaço, e não as funções. É de erradicar os parasitas e melhorar o nível funcional, moral e ético. Pode parecer muito, mas é pedir muito pouco.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas

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A BATALHA DA EDUCAÇÃO

Como no filme “A Lista de Schindler”, cujo personagem da história lutou para salvar o máximo possível de judeus do extermínio pelos nazistas, as professoras do nível fundamental lutam para salvar o máximo de crianças do baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para vencer essa “guerra”, os governantes precisam investir 100% das verbas destinadas para a educação. Ninguém vence a miséria só com paliativos. A vara para pescar é mais valiosa do que o peixe.

Cláudio de Melo Silva melo_riodoce@hotmail.com 
Olinda (PE)

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SEM EDUCAÇÃO

É lamentável! É de ficar perplexo! Esses mandraques petistas sob as ordens da Dilma, triunfalmente criaram o programa “Ciências sem Fronteiras”, que integralmente financia os nossos estudantes (num total de 101 mil até 2015), para que tenham a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos em renomadas universidades no exterior. Até ai, tudo bem! Mas, como o diabo mora nos detalhes, essa turma alojada no Planalto, e avalizada também pelo Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, dispensaram esses estudantes brasileiros da imperiosa exigência de domínio mínimo do idioma do País em que conquistaram tais vagas. Não é uma piada! Quer dizer; não falando o idioma inglês, francês e alemão, por exemplo, como que esses jovens terão condições de absorver as aulas de seus mestres, e retribuir para o nosso País, já que estamos gastando milhões de reais nesta pura aventura?! Lógico, e como relata a matéria do Estadão, a maioria destes estudantes sem maiores opções pela ausência de domínio de outro do idioma, optaram por universidades em Portugal. E como cá, lá também, poucas são as universidades renomadas que propiciem estudos mais avançados! E esses milhares de jovens tupiniquins decepcionados e sem  aprender nada, vagam pelo país amigo como perfeitos turistas... Ou idiotas! E assim também o PT faz com os beneficiários do Bolsa-Família. Dá um troquinho “cala a boca” visando às urnas, e não oferece educação para essa gente sofrida que permita não somente uma vida melhor a seus familiares, mas para que também possam contribuir num futuro bem próximo com o desenvolvimento da Nação. Toda essa conduta do governo federal deveria se chamar “Burrice sem Fronteiras”.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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