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O Estado de S.Paulo

17 Março 2013 | 02h05

O IDH DO BRASIL

Matem o mensageiro

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgou que o Brasil ficou estagnado, na 85.ª posição, no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Qual o quê, o governo brasileiro ficou indignado! Onde já se viu? Nosso marketing vende um País de Primeiro Mundo, sem miséria, com pleno emprego, saúde beirando a perfeição, escolas de qualidade, água potável nas casas, saneamento básico, infraestrutura acima das expectativas, portos e aeroportos de ótima qualidade funcionando nas melhores condições, e vêm esses técnicos estragar tudo? Será que não reconhecem o "novo Brasil" criado pelas sucessivas administrações a partir de 2003? Precisam circular pelas nossas cidades de grande e médio portes para verificarem a ótima qualidade de vida dos nossos trabalhadores, indo e vindo com facilidade de casa para o trabalho e ainda sobrando tempo para um lazer financiado pela Bolsa-Cultura... Urge descobrir o responsável por deturpar as informações e punir o mensageiro!

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI
mbalbi69@globo.com
Rio de Janeiro

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Máscaras cadentes

Quando tudo parecia tranquilo, com a presidente Dilma declarando, sem o menor constrangimento, que em seu governo 2,5 milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema, vem a ONU tucana, mancomunada com a imprensa golpista, declarar que o IDH do Brasil continuou o mesmo em 2011 e 2012. Mais uma vez a máscara caiu. E o pior é que esse pessoal ainda está de olho em São Paulo, que tem o terceiro melhor IDH do Brasil e só não está melhor ainda porque 40% de tudo o que a União arrecada sai dos cofres do nosso Estado, para financiar Estados como o Maranhão de Sarney e as Alagoas de Renan, 26.º e 27.º no ranking nacional.

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA
mauriciorodsouza@globo.com
São Paulo

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Ganhamos do Haiti!

O governo contestou os dados e prometeu questionar o resultado do IDH-Pnud, porque, de novo, o País ficou abaixo da média latino-americana, mantendo-se em posição inferior à de Uruguai, Argentina, Venezuela, México, Bolívia... Só não foi o pior porque temos o Haiti na região. A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, garantiu que os dados usados pela ONU estão defasados e o da Educação, Aloizio Mercadante, criticou a média obtida pelo Brasil. Muito me surpreendeu a contestação dos ministros diante desses resultados já esperados. Pois nos últimos dez anos o que vimos foi um grande arrastão de coisas que nada têm que ver com desenvolvimento humano, como propagação da corrupção, aumento da criminalidade e abandono da saúde pública; no ensino público, vimos crescer o consumo de drogas e a violência nas escolas. Ao menos já está garantido que o Pnud não aceita propina para forjar resultados, senão, com os governos que tivemos nestes dez anos, o Brasil já estaria empatado com a Noruega, em primeiro lugar nesse ranking.

FRANCISCO RIBEIRO MENDES
mendes.brasilia@gmail.com
Brasília

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Treinar mais é preciso

"Se estamos tão bem no emprego, se distribuímos renda, se reduzimos de forma destacada internacionalmente a população de extrema pobreza, por que o indicador de IDH não reflete tudo isso que fizemos?" Palavras de um perplexo ministro da Educação, sobre a péssima classificação do Brasil. Estamos bem no emprego? O ministro que investigue a fidelidade dos índices e como estão sendo inseridos nos discursos da campanha, precocemente iniciada, da presidenta. Verifique se a distribuição de renda provém do aumento da dignidade via trabalho ou esmola eleitoreira. Dê um passeio por qualquer metrópole brasileira ao anoitecer e descubra o que é extrema pobreza em grande escala. E é bom nem tocar na educação... Numa analogia futebolística, tão ao gosto do seu guia Lula, não dê uma de torcedor canarinho derrotado em Copa do Mundo, que sempre achando a seleção muito boa se espanta ao ver que o adversário é melhor. Treine mais e melhore o desempenho. 

PAULO ROBERTO GOTAÇ
prgotac@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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Estrilo

IDH é como pênalti em jogo de futebol: depois que o árbitro marca, não adianta reclamar que ele não volta atrás. Como não adianta o ministro da Educação estrilar porque o País não saiu do lugar. Houve reconhecimento da melhora no desempenho social nas duas últimas décadas, só que os outros países melhoraram mais.

SERGIO S. DE OLIVEIRA
ssoliveira@netsite.com.br
Monte Santo de Minas (MG)

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Lamentações sem sentido

Ninguém nega os progressos quanto à qualidade de vida no Brasil, antes e depois do descobrimento pelo PT. O Pnud elogiou nosso desempenho "significativamente superior" ao de 1990. O que não faz sentido é esse coro de lamentações pelo nosso 85.º lugar, com um índice de 0,730, empatado com a Jamaica. Faltou dizer que "o juiz roubou". Nossos ministros gesticulam, agitam-se, procuram desqualificar a pesquisa: fomos perseguidos, nossos dados mais recentes não foram considerados... Mas mesmo que o fossem, estaríamos com 0,754 num 68.º posto, com o Casaquistão. Isso se outro país não subisse também com dados mais recentes. Bastaria para soltarmos rojões?

ALEXANDRU SOLOMON
alex101243@gmail.com
São Paulo

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Pode melhorar?

Nos governos petralhas, o Brasil continua mal no IDH. Alguém vai reagir e tomar providências para que isso melhore? Com essa gente no poder e 40 ministérios para dividir butins e conseguir apoio no Congresso, que também nada produz, é quase impossível. 

CARLOS E. BARROS RODRIGUES
ceb.rodrigues@hotmail.com
São Paulo

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Sonho meu...

Retornava ao País após passar alguns anos fora: quanta alegria ao observar que os petistas e aliados haviam promovido grandes mudanças no Brasil! Vi que todas as promessas foram cumpridas e a felicidade estampada no rosto dos meus compatriotas. Senti-me no Primeiro Mundo e fiquei contente em saber que não destruíram o Plano Real; que foi dada toda a atenção ao saneamento básico e esgoto a céu aberto era coisa do passado; o transporte público, de qualidade, com todos os passageiros sentados, em ônibus, trens e metrôs; que acabou a violência urbana; os hospitais públicos dando atendimento digno aos pacientes; teve fim a falta de moradias; foi dada prioridade total à educação; finalmente estava concretizada a transposição do Rio São Francisco; a reforma agrária tão sonhada pelo MST foi realizada; todas as rodovias estavam asfaltadas, para facilitar o escoamento da produção... Mas para estragar tudo o meu vovô bateu na porta do meu quarto, gritando: "Você não vai trabalhar hoje?".

JEOVAH FERREIRA
jeovahbf@yahoo.com.br
Taquari (DF)

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A BATALHA DOS ROYALTIES

Um novo cenário acolhe a batalha dos royalties do petróleo, que passará pelo crivo dos ministros togados do Supremo Tribunal Federal (STF). Promulgada a Lei 12.734, de 15/3/2013, novas regras de distribuição serão estabelecidas e de forma mais igualitária, isto é, entre todos os Estados. A promulgação dessa lei abre caminho para que os governos do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de São Paulo entrem no STF com ações diretas de inconstitucionalidade (Adin). Já dizia o apóstolo São Paulo: “O dinheiro não é tudo, o dinheiro é a raiz de todos os males”. Os Estados produtores, que se acostumaram a abocanhar verdadeira fortuna, fruto de uma dádiva da natureza que, pela Constituição de que tanto se valem pertence à União e, “ipso fato”, a todos os Estados da União. Com essa Adin, os produtores colocam o Supremo numa “saia justa” porque joga o Judiciário contra o Congresso, favorecendo três Estados em detrimento de outros 24, sendo todos protagonistas da mesma Federação. Esse entrevero paroquial poderia ser evitado pelo governo, que deveria criar uma forma de compensação para os Estados não produtores. Dinheiro para isso não falta. Basta verificar os bilhões que são jogados no ralo da incompetência com tantas desonerações e assistencialismo cujo único objetivo é a reeleição presidencial. Até meados de outubro de 2014 a astúcia da raposa felpuda prefere ficar em cima do muro.  
 
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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PRIORIDADE NO STF

Esta prioridade que o STF quer dar à ação dos royalties vai na contramão da decisão que o ministro Luiz Fux teve quando decidiu que a Câmara deveria apreciar os vetos em ordem cronológica. Esta ação então tem que entrar na fila, não?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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ABERRAÇÃO

O jornalista Fernando Gabeira afirma em seu artigo 
“É o fim do poço, é o fim do caminho” (15/3, A2) que o horizonte do País fica mais estreito sem um espaço que se possa chamar de Congresso.  É lógico que ele quer dizer, metaforicamente, que os recheios dos recintos do Congresso não fazem jus aos espaços reservados às suas duas casas. Seria uma espécie de patê malcheiroso e de mal aspecto que levaria, forçosamente, qualquer cidadão à anorexia. Acontece que o espaço existe! Está lá, em Brasília, bem ali na Praça dos Três Poderes. O conjunto é composto, entre outros, por dois grandes recintos que, num surto de quiromancia, Oscar Niemeyer projetou como dois penicos, digamos assim. Um côncavo, virado para baixo (o Senado) e outro convexo, virado para cima (a Câmara dos Deputados). Como os penicos somente recebem dejetos (urina e fezes e, algumas vezes, vômitos) o ilustre arquiteto, há pouco falecido, foi felicíssimo em sua premonição. Por intenção dolosa de Lula e de seu PT (a probabilidade de que Lula, entre outros, seja mesmo um dos mentores do mensalão, está sendo avaliada pela Procuradoria de Minas Gerais e, agora também, por solicitação da mesma procuradoria, pela Procuradoria-Geral da União), o Congresso brasileiro passou a ser a maior vergonha e a mais incrível aberração desta nação, indubitavelmente.
 
João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com
Bauru

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O QUE É ISSO COMPANHEIRO?
 
Não é o fim do poço, nem o fim do caminho. Enquanto houver jornal e jornalista que apontem os cafajestes que habitam o Planalto, envergonhando a política do nosso País, existe esperança. Parabéns, Fernando Gabeira, ainda existe horizonte, o fundo do poço esta longe, a senha é escolher bem os nossos representantes. Com certeza os 75% dos entrevistados do Ibope saberão utilizar melhor o direito do voto, na próxima eleição.
  
Luiz Piccinini Filho lupic@uol.com.br
São Paulo

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OS ROYALTIES, OS PREFEITOS E A EDUCAÇÃO
 
É meritória a Medida Provisória 592/12, que destina os royalties do petróleo para “programas e projetos direcionados ao desenvolvimento da educação”. Deverá ser um bom aporte para garantir pelo menos o piso salarial aos professores e custear outras despesas de manutenção das escolas e serviços escolares. Mas, além de “carimbar” os royalties, o governo tem de se precaver contra velhos vícios. Desde que são obrigados a aplicar parte da receita em educação, prefeitos constroem prédios caros, mas não os equiparam para a finalidade, adquirem veículos, computadores, potentes aparelhos de ar-condicionado e outras quinquilharias que em boa parte das vezes apodrecem nos depósitos ou são utilizadas por outras áreas, em flagrantes desvios de finalidade. Até compram mercadorias superfaturadas, simulam compras e cometem as mais diferentes fraudes para consumir as verbas carimbadas. Inúmeros desses maus administradores foram processados por prestar contas ao Fundef com notas frias e, também, por adquirirem ou simularem a aquisição de mercadorias para a merenda escolar a preços superfaturados para, com isso, gastar o dinheiro da educação. Isso sem falar de milhares e milhares de quilos de carne, macarrão, sardinha, temperos e outros gêneros alimentícios da merenda que as prefeituras têm descartado nos aterros sanitários, no mato e até nos rios, para encobrir as falhas cometidas pelos seus maus administradores. Se a presidenta Dilma e o ministro Aloizio Mercadante, têm realmente a intenção de aplicar os royalties do petróleo em educação, precisam montar uma boa estrutura de fiscalização. Do contrário, os professores continuarão mal pagos, as escolas, sucateadas, e os alunos, sem a devida instrução...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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E OS NOSSOS IMPOSTOS?

A questão dos royalties, que aterroriza muito mais a sociedade que o próprio governador Sérgio Cabral, só demonstra claramente os enormes equívocos de gestão pública e administrativa que o Rio de Janeiro, por exemplo, vive com o atual governo. Acreditar que a cidade se mantém com o dinheiro recebido das alíquotas é um equívoco para leigos. Para onde vão os impostos exorbitantes que os cidadãos pagam, sem mencionar os impostos contidos em cada produto e a mão boba do Estado que surrupia parte do salário no final do mês? Cortar quaisquer gastos públicos, com exceção dos servidores públicos, como ato de reprovação do veto sobre o veto, é igual a uma criança que faz birra com os pais, com a diferença que a criança no prejudica mais da metade de um estado. Deve haver, sim, divisão dos benditos royalties, mas como a presidente Dilma disse: deve-se primeiro concluir a etapa definida por contrato.

Pedro Beja Aguiar pedrobejaaguiar@gmail.com 
Rio de Janeiro

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INDIGNAI-VOS

Em tempo de mídia virtual, onde proliferam esculachos na classe política (merecidamente), vejo com bons olhos “essa gente bronzeada mostrar a sua força”. Passou da hora de deixarmos somente nas mãos de governadores/procuradores e afins uma reação efetiva à gatunagem dos royalties. O sentimento de nação deixou de existir, quando assistimos à eterna judicialização/criminalização por omissão de um congresso que não responde mais aos anseios da população e foi determinante na quebra desse pacto. Que tal limitarmos nossas fronteiras aos Estados do Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro? Não visito, não emprego, não compro produtos de outras procedências!  Enquanto não for restabelecido o capenga pacto federativo que existia, e, a obrigação da famigerada reforma tributária e política. Estaríamos iniciando a formação de um novo país? Observem os últimos 30 anos na Europa! A minha calma ficou exausta, cansei.
 
A.Rossi M. Bastos rossi.bastos@yahoo.com.br 
Cachoeiras de Macacu (RJ)

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O FUTURO E O BOLO DOS ROYALTIES

Os EUA já superaram a Rússia como o maior exportador de gás do mundo e, em 2020, segundo a Agência Internacional de Energia, ultrapassarão a Arábia Saudita tornando-se os maiores produtores de petróleo do mundo. Quando ficarem completamente independentes em matéria de energia, com toda a certeza inviabilizarão a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Quando isso acontecer, como ficará o “bolo dos royalties” do pré-sal, antecipadamente repartido e vorazmente devorado pelos governadores de Estados brasileiros?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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PREJUÍZO, NÃO

Aos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Aécio Neves (PSDB-MG), que, dia sim dia não, repetem o mantra “PT causa seguidos prejuízos à Petrobrás”: lucro médio da Petrobrás entre 1995 e 2002 (gestão FHC): R$ 4,2 bilhões/ano; e lucro médio da Petrobrás entre 2003 e 2012 (gestões Lula e Dilma): R$ 25,7 bilhões/ano. Seis vezes maior! Para ninguém reclamar, vamos atualizar pela inflação (IPCA), ano a ano, de 1995 a 2012. Teríamos: 1995 a 2002 = lucro médio de R$ 7,6 bilhões/ano; e 2003 a 2012 = lucro médio de R$ 28,3 bilhões/ano. Ou seja: o atual governo (2003 a 2012) praticamente quadruplicou, em termos reais, o lucro da nossa querida estatal. Até tucano que não frequenta o Bolsa Escola sabe que aumentou, e muito, o lucro da Petrobrás. Prejuízo?! Não na Petrobrás, caros senadores.  

Mauricio Nardi Jr. mauricionardi@hotmail.com
São Paulo
                   
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VALE SOB NOVA DIREÇÃO
 
Foi divulgado que a Vale terá grande prejuízo devido a investimentos feitos no Projeto Rio Colorado. Como acionista da Vale, gostaria de saber quando esse projeto foi aprovado: na gestão do ex-presidente da empresa, Sr. Roger Agneli ou se na atual gestão de Murilo Ferreira? Durante a gestão de Roger Agneli (dez anos), o lucro da Vale cresceu 903%. Ele conseguiu esses resultados, defendendo os interesses da empresa, pois durante a sua gestão, a Vale era administrada com meritocracia e não havia influência política. Assim, os acionistas tinham seus investimentos defendidos e garantidos por uma boa administração. Mas, devido à sua competência e por não aceitar politicagem, ele comprou briga com o ex-presidente Lula, o qual pediu sua cabeça. Em 20/5/2011, o deus todo poderoso do Brasil, Lula, mesmo já fora do governo, conseguiu substituir Roger Agneli por Murilo Ferreira e, desde então, a Vale segue o mesmo caminho que a Petrobrás: rumo ao buraco. Gostaria também que Dilma e Mantega me respondessem: como o Brasil vai crescer mais de 3% em 2013? Para isso, seria necessário que os investidores investissem no País, mas quem é o louco que vai investir aqui, onde as duas maiores empresas do País estão sendo dilapidas por esse (des)governo? Só nos resta uma esperança: que o camarada Hugo Chávez chame o amigo Lula para lhe fazer companhia. Amém.
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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DESONERAÇÃO ELEITORAL

A desoneração fiscal da cesta básica de Da. Dilma servirá apenas para fins eleitorais. Conforme esclareceu o “Estadão” (13/3, A3) e especialistas da área, dado que a inflação tem uma dinâmica própria que as próprias redes de supermercados não conseguem controlar, essa medida não ajuda na “luta contra a inflação” justificada pelo ministro Mantega. Aliás, essa ação, que poderia ter sido tomada há muito mais tempo, invoca lembranças do malsucedido combate à inflação do governo Sarney, de triste memória. Ela terá apenas e eventualmente, efeito promocional e eleitoral para a presidente. Como todo economista sabe, para o governo não há outro caminho a não ser: 1) aumento dos juros; 2) redução do crédito ao consumo; e, o mais importante 3) redução dos gastos públicos. No caso do governo não ter interesse nesses avisos fica a lembrança de que o povo pode ser “tapeado” por algum tempo, mas não por todo o tempo.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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ENTRAVE NA CESTA BÁSICA

Fique em paz, sra. presidente , encontrei a solução: a “pílula do astronauta”, além de não ocupar espaços, contém todos os nutrientes necessários ao organismo, sem contar a economia do “papel higiênico”. Pense bem, sra. presidente, um país onde todos políticos oposicionistas não passam de um punhado de “cagões”, o reflexo positivo na inflação será imediato.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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SINA DA INFLAÇÃO

Um governo que se preze não pode abandonar as regras primárias de mercado que proporcionem emprego pleno, investimentos em infraestrutura que minimizem os custos de logística e priorizem a produtividade, e pari passo mantenha a inflação num patamar que não avilte o bolso do trabalhador. E o que nós estamos assistindo nestes últimos anos no Brasil é que o governo federal tem desprezado infelizmente os altos índices inflacionários, apesar da insistente manifestação dos especialistas em relação a esse grave problema. E o que decepciona é que o Banco Central se posiciona cúmplice do Planalto, porque não ataca com as prerrogativas, ou mecanismo que dispõe essa alta dos preços! E somente agora, com a divulgação da última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), é que o Banco Central reconhece de forma explicita que a inflação ficará num patamar alto em 2013 e 2014. Bem, reconhecer só não resolve! Precisa agir, aumentar a taxa Selic e até orientar os bancos privados e estatais que reduzam o crédito principalmente ao consumidor. Ou a vaca da alta inflacionária definitivamente irá para o brejo...  O momento é delicado para que o Banco Central continue a mercê das ordens populistas do governo petista. Se a Dilma esta dando sinais perigosos da necessidade de congelamento de preços, como já o solicitado aos prefeitos, que não reajustem as passagens de ônibus urbanos, e a forçada de barra estúpida de quase oito anos da não correção dos preços dos combustíveis, a passividade com relação à inflação do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini se mostra desastrosa! E essa redução autoritária do preço da energia elétrica, e a espetaculosa divulgação em rede de rádio e TV, da presidente, da eliminação do PIS/Confins, sobre oito produtos da cesta básica, no máximo vai representar um benéfico médio de R$ 30,00 por família. Ou seja, nada! Ou, pior, vai alimentar mais ainda o consumo que está alto... Oras, se o governo tivesse lá atrás tomado as devidas providências com firmeza e lucidez para reduzir a inflação, somente em 2012, o custo da cesta básica teria beneficiado principalmente o consumidor de renda baixa, a uma economia mensal em torno de R$ 40,00. Ou seja, mais do que os prováveis e ainda incertos descontos na energia elétrica, e sobre os tais oito produtos da cesta básica. Já que em 2012, os produtos básicos subiram assustadoramente. E com a vantagem que hoje o Banco Central não estaria desmoralizado, assim como também o governo Dilma... E certamente teríamos ainda uma fila de investidores sedentos para ajudar a modernizar, o abandonado Brasil.  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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ÍNDICE MORTADELA

O índice de paridade, promovido revista britânica “The Economist”, indica o nosso Big Mac o 5.º mais caro do mundo, onde o 1.º é o da companheira Venezuela. Dessa forma compara-se o preço do sanduíche em diversos países para mostrar a valorização de cada moeda em relação ao dólar. Depois da compadre indicada, pela ordem vem Noruega, Suécia e Suíça, países pouco desenvolvidos e conhecidos. Pois bem, junto dos viúvos de Chávez, Evo Morales, Cristina Kirchner e em nome do Mercosul, os petralhas poderão propor a mudança do índice Big Mac para “Índice Mortadela”, a ser aquele índice a vigorar como referência do poder de compra da esmola ou bolsa miséria na procura de votos. 
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br 
São Paulo

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OS DADOS DO PNUD

O “ranking” anualmente divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que mede o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), quanto ao relativo ao corrente ano, publicado pelo “O Estado” (15/3, A4) revela, mais uma vez, a realidade: 1) O Brasil permaneceu, entre 187 países, na 85ª posição – vergonhosa para um país que se preze e que quer ter “status” de influência no concerto das Nações; 2) Entre os 12 melhores países do mundo, 7 são monarquias, inclusive os dois primeiros; entre os 17, 9 monarquias. Só não vê que não quer: os melhores países do mundo adotam a forma de governo monárquica.

Wallace de Oliveira Guirelli mrodrigues@tce.sp.gov.br 
São Paulo

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OS PROCONS E OS CALOTES
 
Informa a presidenta Dilma que, mediante ordenamentos necessários, tornará os Procons mais aptos ao cumprimento dos direitos dos consumidores. Sem dúvida que se trata de medida muito boa e até necessária. Entretanto, a presidenta precisa, também, fortalecer o posicionamento dos credores, porque estes estão vivendo uma fase bastante difícil, porque os calotes aumentam dia a dia. Aliás, as aquisições tem-se dado, também, porque os compradores estão cientes de que se encontram dentro daqueles que ascenderam de classe social e, por isso mesmo, podem e até devem adquirir mais bens. O pagamento fica para ser discutido ao depois. Assim, a presidenta deveria apenar, também, os consumidores que adquirem bens e realizam o calote, por ocasião de seus respectivos pagamentos, a não ser que o governo queira bancar tudo aquilo que fala sobre inclusão social e exclusão da miserabilidade. Ou serão verdades no papel somente?

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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QUEM GANHOU OU QUEM PERDEU? 

Analisando a morte de Hugo Chávez estou curioso em saber quem ganhou com a sua despedida, se o submundo do comunismo ou o paraíso da democracia. Fidel e Lula perdem um forte aliado: democracia 1 x 0 comunismo. Se precisaram embalsamar o ditador, é porque não querem que a sua imagem caia no esquecimento: democracia  2  x  0  comunismo. Hugo Chávez, adeus! 
 
Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br 
Belo Horizonte

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O CARISMA E A MENTIRA

Eles contam uma mentira e o povo acredita, vão contando outras e o povo vai acreditando; depois de muitos anos no poder, chegam à plena convicção de que o povo é trouxa e a partir daí as mentiras não tem mais limites. Esse é o ponto a que chegou a Venezuela. Temos de ter cuidado com governantes carismáticos e bons de lábia.
 
Jorge Mano jrmano@yahoo.com
São Bernardo do Campo

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FARAÓ

Na Venezuela, um projeto faraônico acaba de ser inviabilizado pela natureza, os vermes não curvaram-se ao bolivarianismo, e a primeira “múmia” das Américas ficará para outra oportunidade.

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br 
São Paulo

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RISCO ARGENTINA

Com a suspensão do projeto de US$ 6 bilhões na Argentina, a Vale demonstra ser uma empresa administrada por profissionais altamente competentes. Pena que essa decisão foi tardia não livrando a Vale de um certo prejuízo no país vizinho. O histórico da Argentina como país que desrespeita o capital estrangeiro é conhecido em todo mundo e não muito observado por empresários e o governo brasileiro. No caso da Petrobrás, se for feito uma análise séria sobre os resultados dos investimentos ali destinados, com certeza vão aparecer coisas de arrepiar. A Argentina acostumada a não cumprir nenhum acordo rasgando contratos, encontrou um ambiente totalmente favorável no Brasil após o início do governo Lula. Se observarmos com devida atenção se vale a pena o Brasil pertencer ao Mercosul, veremos com muita clareza que o nosso país tem poucas chances de sair do ridículo patamar de 1,5% na participação do comércio mundial. Deve-se a isso, em grande parte, o fato de estarmos obrigatoriamente de braços dados com a Argentina nas reuniões sobre comércio com outros países. A Argentina é mal vista com sua fama de caloteira e usurpadora de direitos de empresas estrangeiras em território argentino. Esse fato acaba atingindo o Brasil que acaba recebendo as mesmas represálias por estar ao lado dos argentinos no Mercosul. Outro motivo que justifica o fracasso do Brasil em seu pífio resultado no comércio mundial é a velha mania brasileira chamada de complexo de vira-lata tão colocada em prática pela cúpula petista. Se pertencer ao Mercosul tolerando Cristina Kirchner e outros, imagine como somos vistos por outros países assumindo posições ridículas como; abraçar Fidel Castro, Ahmadinejad, Chávez, etc. com um único propósito, ou seja, mostrar a língua aos americanos. 

Wilson Sanches Gomes sancheswil@hotmail.com
Curitiba

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‘QUANDO MENOS VALE MAIS’

Nelson Motta, em sua coluna publicada às sextas-feiras em diversos jornais, aborda, sob o título “Quando menos vale mais”, sobre a equivocada proporcionalidade da representação parlamentar no Congresso Nacional. E evoca a assertiva da presidente da república sobre o pacto com o diabo para ganhar as eleições, e remonta ao longínquo ano de 1977, quando o general Geisel editou o “Pacote de Abril” para ajudar a Arena, o partido do governo, a ganhar as eleições legislativas. Segundo o articulista, “até hoje o Brasil democrático perde com esse entulho autoritário.” Em 1985 o poder retornou aos civis. Três anos depois, a sociedade brasileira, através dos seus representantes aprovou aquela que foi chamada de Constituição Cidadã. Este diploma já passou por várias revisões. E nada foi feito para alterar aquela situação. Mas, passados 25 anos fica mais fácil culpar mazelas políticas atuais como sendo resquícios do “entulho autoritário” do que cobrar dos atuais representantes que se reúnam e aprovem uma reforma política que atenda aos reais interesses da nação.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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EXIGÊNCIA

Acho que deveria ter uma exigência para que as pessoas  pudessem  candidatar-se a cargos políticos e também  votar, poderia ser a escolaridade, uma pessoa poderia se candidatar e  votar se pelo menos tivesse o curso secundário, assim acho que não teríamos tantos políticos desonestos e incompetentes eleitos, principalmente esse indefectível Lula, que não poderia ser candidato a nenhum cargo, seria para o bem do Brasil.

Agostinho Locci legustan@gmail.com 
São Paulo

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O ATRASO DO ORÇAMENTO 2013

Orçamento de 2013 nasceu caduco.
 
Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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O PAPA FRANCISCO

Cheguei a ficar preocupado quando da escolha de Jorge Mario Bergoglio para assumir o papado pelas denúncias de ter compactuado com a ditadura, o que não seria novidade para a igreja católica e outras religiões. Mas felizmente pude constatar pelas palavras do Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel que ocorreu justamente o contrário. Isso bastou para que, apesar do conservadorismo, pela boa convivência com outras religiões, especialmente a judaica, pela dedicação à causa dos menos favorecidos, pela simplicidade e humildade de ser e proceder, mudasse completamente de sentimento e voltou a esperança de que um pouco mais de harmonia e paz possa ser trazidas a este nosso turbulento mundo.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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NOVOS TEMPOS

Bastaram poucos dias para que se entendesse, com clareza jesuítica, o porquê da escolha do cardeal Jorge Bergoglio para ser o novo papa: seu firme posicionamento doutrinário a favor da Santa Fé, no lugar da Santa $é em que o Vaticano foi transformado nos últimos tempos. O nome Francisco, usado pela primeira vez na história, é o aviso da mudança que deve ser feita, doravante, na condução dos destinos da Igreja. O sinal é claro como a luz: humildade franciscana, despojamento e atenção aos oprimidos e desassistidos em substituição à opulência, pompa e circunstância reinantes. Que assim seja! Amém.
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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DESCONSTRUÇÃO DE UMA BIOGRAFIA

Dá para entender por que comunistas vieram à mídia tentar desclassificar o papa Francisco. A nomeação dele, principalmente numa América do Sul pontuada de democratas de meia tigela, aqueles que enganam o povo com “projetos sociais” que apenas adormecem a mente da população faminta, mas que têm por trás a fome da ditadura comunista, atrapalha em muito o ideal deles, que para se manterem no poder precisam destruir a família, costumes e éticas de vida. Agora deu para entender por que desde a nomeação do papa Francisco, a mídia por querer ou sem querer, vem servindo de instrumento de desconstrução sistemática de sua biografia. O chamamento que ele fez ao ser nomeado pode acordar a população cristã e colocar em risco a tomada de poder.  Respeito a mídia por ser um dos únicos espaços democráticos que temos hoje, mas seria melhor se não entrassem neste jogo sujo dos totalitários! Viva a democracia, cristã, judaica, muçulmana, etc. Abaixo os falsos democratas!
 
Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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CALÚNIA CONTRA O PAPA

Será que a imprensa vai desmentir o veneno destilado por Verbistky, um assessor de Cristina Kirchner e ex-terrorista montonero (será que terrorista deixa de sê-lo um dia?)  contra o papa Francisco? Afinal, suas palavras, amplamente divulgadas, foram desmentidas por nada menos que Perez Esquivel, prêmio Nobel da Paz. Será que a defesa de Esquivel ao papa dará matéria na imprensa, que tão rapidamente ajudou a denegrir seu nome? Veremos...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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CORDA NO PESCOÇO

Foi lamentável, maldosa, irresponsável e vexaminosa a atitude dos jornais brasileiros de dar voz a um boato contra o novo papa, disseminado pelo Sr. Verbistky. Este senhor foi um terrorista montonero e hoje é assessor informal e propagandista do governo de Cristina Kirchner, famosa pela perseguição à imprensa. Provas do que afirmou o homem, não há nenhuma. Nossos jornais ignoraram, entretanto, as palavras do Prêmio Nobel da Paz argentino, Pérez Esquivel, que defendeu o papa Francisco das calúnias sofridas. Jorge Bergoglio, o papa Francisco, atuou para tentar libertar alguns encarcerados.  Isto não é boato, é fato!  Os jornais precisam refletir nos seus métodos, pois a pressa, a ideologia terceiro-mundista, a falta de informações, o apreço pelo sensacionalismo  vêm fazendo com que a imprensa promova verdadeiros linchamentos morais. Pastor, papa, mulher de cantor, motoristas envolvidos em acidentes, médicos,  ninguém é poupado da sanha "pega e lincha" dos nossos repórteres. A apuração da informação, a sua origem e autoria, o amor aos fatos e a isenção vêm sendo solenemente ignorados. Péssimo ara o eito, péssimo para a liberdade de imprensa. Atitudes assim acabam por dar razão àqueles que querem o “controle social da mídia”. O jornalismo brasileiro coloca a corda em seu próprio pescoço. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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AS CRÍTICAS

O cardeal argentino Bergoglio, que, eleito papa pelos seus pares, pareceu refletir o  reconhecimento desses  à  importância da nossa  região com  predominância católica. Sua eleição surpreendeu  visto seu nome não aparecia em pesquisas, mas bastou ser eleito para da própria Argentina vir algumas criticas a ele com denuncias  de sua atuação durante o período da ditadura militar naquele país e que provocou a morte de mais de 20 mil vítimas. Não se sabe da verdade de  alguns desses reclamos argentinos, raros por sinal, mas impressiona é ver  alguns brasileiros também embarcar nessa onda e repercutir a mesma  como que papagaios. Pouco importa qual o papa de plantão no Vaticano, porque para se viver bem basta seguir os mandamentos e evitar os pecados, que não passam de simples regras disciplinares para o bem viver entre seres humanos. Quanto aos reclamos dos homossexuais ao papa pela sua posição contrária ao casamento entre  pessoas do mesmo sexo, nada tenho contra aqueles, porque cada um é dono de seu corpo e faz dele o que quiser, só não tenham direitos na adoção de crianças sem pensar no conflito psicológico dessas  quando  no convívio com outras filhos de casais mistos, porque queira ou não haverá para essas perguntas curiosas e até mesmo maliciosas, do porque ter dois pais ou duas mães. Será preciso muito acompanhamento psicológico para uma criança superar tal  situação e crescer sem traumas.  
 
Laércio Zannini arsene@uol.com.br 
São Paulo   

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MUDANÇAS NA IGREJA

Finalmente a angústia de todos que curtiam a eleição do novo papa acabou e, para surpresa geral, um papa argentino, foi algo que ninguém apostava nem podia imaginar, e agora ficamos sabendo que esse mesmo papa quase foi eleito anteriormente, ou seja, o cara estava na boca do gol. Espero que seu reinado seja longo e cheio de urgentes mudanças para a igreja católica continuar a ser confiável e se manter em linha reta sem os desvios de muitos com a pedofilia, algo repugnante e horrível. Que esse novo papa tenha a inteligência dos fortes e a caridade dos fracos, e que aquilo que está errado seja mudado.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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‘SEREMOS TODOS TELEFONES’

No domingo, 10 de março de 2013, o colunista João Ubaldo Ribeiro demonizou a internet e o uso da tecnologia em geral, mostrando apenas os supostos malefícios que estes geram, sem levar em conta as vantagens que eles trazem à nossa sociedade (“Seremos todos telefones”, página D5). Ribeiro inicia o texto argumentando que “Esse negócio de Google tirou a graça de muitas coisas”. Para dar fundamento a seu ponto de vista, relembra os velhos tempos, nos quais para obter informações, os escritores tinham de recorrer a longas pesquisas em almanaques. O que ele não leva em consideração, contudo, é que a internet não elimina tal possibilidade, apenas torna menos trabalhoso esse processo. Logo, o colunista aponta o Google como culpado, quando na verdade, o real é sua preguiça. Outro apontamento feito pelo autor é que atualmente, devido às tecnologias, todos têm acesso à informação através de um clique. Por incrível que pareça, ele trata esse quadro como algo ruim. Realmente parece-me inacreditável que conhecimento por parte de todos traga algum prejuízo, senão ao ego do autor, que antes monopolizava o mesmo. Para arrematar o parágrafo, confirma o que o leitor suspeitava, dizendo que a banalização da informação acaba com a possibilidade de o cronista se exibir. Ao meu ponto de vista, esse fenômeno eleva o nível da literatura, ou seja, o cronista atual não se destaca mais pelo conhecimento supérfluo, mas pela qualidade de seu texto. Segundo o filósofo Kant, a maioridade do conhecimento ocorre a partir do momento em que o homem faz todo o possível para todos também o tenham. A privatização da sabedoria, admirada por Ribeiro, é, no ponto de vista do filósofo, a maior prova de minoridade do ser humano. Não me resta alternativa, senão concordar com ele. Num determinado ponto, o colunista diz jurar saber algo – diga-se de passagem, puramente supérfluo – sem recorrer ao Google. Neste ponto, parece-me que ele trata o conhecimento através do website de menor importância que o adquirido através de outros meios, revelando um preconceito sem o menor nexo. Indo mais além, Ribeiro se contradiz ao dizer que suas memórias pessoais não podem ser encontradas no Google – logo antes de descrevê-las ao leitor. O fato, porém, é que seu texto, com suas respectivas memórias, pode sim ser encontrado no Google, junto a diversas recordações de outros autores. Isso se mostra, sem dúvida, um aspecto positivo da rede, uma vez que qualquer um pode imortalizar e compartilhar ilimitadamente seus pensamentos de forma facilitada. A conclusão da opinião se mostra um exagero sem fim, fugindo da questão principal tratada no restante dela, além de usar um possível futuro como argumento. Contudo, devo admitir que em um aspecto o final coere em relação ao resto do texto: a incapacidade de olhar para a tecnologia como meio de trazer benefícios à população.

Fabrizio dos Santos Garbin fabriziogarbin@uol.com.br
São Paulo

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O ACIDENTE NA PAULISTA

Nem tudo está perdido, pessoas boas e conscientes ainda existem... É o caso do Sr. Nelson Nolé, que vai doar uma prótese de braço ao ciclista, limpador de vidros que teve o braço amputado, após ser atropelado por motorista com sinais de embriaguez, na Avenida Paulista, no domingo (10/3). O benfeitor numa entrevista deixou claro que 30% das próteses produzidas por sua indústria em Sorocaba (SP) são doadas.  Só não aceita fazer doação quando é pedida por algum político... Isso nunca faz, o que prova o seu caráter. Para político nem pensar.
 
Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br 
São Paulo

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