Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

18 Março 2013 | 02h05

GOVERNO DILMA

Novo Ministério

A presidente acaba de empossar três novos ministros. Nada melhorou em termos de competência e ética. São simplesmente aliados que devem ajudar na reeleição de Dilma Rousseff em 2014. Não se levou em conta, outra vez, o desempenho da máquina pública ou qualquer vantagem para o País. Continuamos com um Ministério de nível lamentável.

CELSO BATTESINI RAMALHO
leticialivros@hotmail.com
São Paulo

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Fisiologismo descarado

"Claro que vai como presidente do partido. Sou ministro do partido, não estou lá pelos meus méritos pessoais, mas pelo partido a quem devo obediência", disse. "Mas não sou sombra do Lupi, sou amigo do Lupi. E cabe a mim mostrar que eu sou comprometido com o partido e não com pessoas", acrescentou. Palavras do novo ministro do Trabalho.

CARLOS FERREIRA
ines-ferreira@uol.com.br
São Paulo

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Mensalão já era

Como o conhecemos, é coisa do passado. A prática agora é menos comprometedora: distribuição a granel de cargos em tudo que é departamento do governo, sendo os mais saborosos os de ministro.

JOSÉ MARQUES
seuqram.esoj@bol.com.br
São Paulo

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CONGRESSO NACIONAL

Corporativismo doentio

Os artigos É o fundo do poço, é o fim do caminho, de Fernando Gabeira, e É o fim da picada, de A. P. Quartim de Moraes (15 e 16/3, A2), se completam. Mais uma vez a crueza da realidade supera em muito o teor da poesia de Jobim, com a diferença de que os absurdos do março real de 2013 que vivemos não se fecharão com as águas do fim do verão. Há raposas em excesso tomando conta dos galinheiros do Congresso. Esse é o resultado inevitável de décadas em que as regras eleitorais introduzidas contrariam cada vez mais os princípios básicos da democracia. Exemplos disso vêm desde o pacote de abril de 1974, sacramentado na Constituição de 88, em benefício de um corporativismo doentio, pelos mesmos políticos que o combateram na época da ditadura. Não dá mais para esperar uma reforma política que, em vez de trazer mais dinheiro público para campanhas eleitorais, diminua drasticamente seu custo e restitua a representatividade democrática do Congresso. Remédio para ambos os males: voto distrital. Senão cada vez mais o estrepe entrará em nosso pé.

TARCÍSIO BARRETO CELESTINO
tbcelest@usp.br
São Paulo

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GESTÃO HADDAD

Amadorismo 

A gestão do prefeito Fernando Haddad mal começou e as provas de amadorismo já começam a pipocar. A proposta de atribuir a 450 oficinas mecânicas a tarefa da inspeção veicular parece ter saído de algum habitante de Marte. Ninguém discute que o contrato atual tem falhas e precisa de ajustes, mas querer distribuir o trabalho a centenas de oficinas só pode ter uma explicação: ganhar votos para a próxima eleição. Para ficar só em algumas questões: quem vai fiscalizar 450 oficinas? Quanto tempo vai levar para a inspeção se transformar numa bandalha generalizada? Certamente, novos apparatchiks seriam contratados como "fiscais" para engordar a folha de pagamentos da Prefeitura, o que também significa mais votos.

CARLOS TAQUARI
taquari1@hotmail.com
São Paulo

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Perdidão

Dia destes parei meu automóvel num semáforo piscando assim que uma senhora com uma criança pisou na faixa de pedestres, como manda a lei. Mas os carros que vinham atrás desviaram de mim e passaram acelerando. Por Deus não houve um atropelamento duplo. Prefeito, entenda isto de uma vez: essa história de deixar os cem semáforos piscando até o final do ano vai dar problema, com acidentes graves. Cuide dos paulistanos prevenindo.

NELSON PEREIRA BIZERRA
nepebizerra@hotmail.com
São Paulo

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Prevenir, e não remediar

Após seis meses de transtornos, a Prefeitura entregou ontem, restaurado, o viaduto Eng. Orlando Murgel (Bom Retiro). Pelo que sabemos, é a segunda vez. Esse viaduto já foi "vítima" de incêndio causado pelos incautos habitantes de seus baixos. O custo final é muito grande e sobra para nós, contribuintes. Por isso, como cidadão, sugiro que a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, por dever de ofício, efetuem uma imediata varredura preventiva em todos os viadutos e pontes, visando a evitar danos e tragédias previsíveis.

NAZARETH KECHICHIAN NETO
nazarethkneto@yahoo.com.br
São Paulo

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Baratas na Paulista

Na rotina de atos decretando de utilidade pública os imóveis que talvez possam ser de interesse cultural, a maioria fica 5, 8, 10 anos congelada. É a lenta decisão de órgãos públicos quanto ao seu tombamento, sem estímulo fiscal aos proprietários. Bastaria essa demora para sinalizar o injustificável ato ou incompetência no julgamento. Quando podem, os proprietários os mantêm, pagando impostos, sem a liberdade de lhes dar a destinação que o desenvolvimento orgânico da cidade demanda. Isso sacrifica ativos financeiros da cidade. Assim, a maioria se degrada ou é abandonada, tornando-se oficinas do diabo, invadidas por indivíduos problemáticos para a sociedade. Em plena Av. Paulista, no entorno do Cine Belas Artes, congelado por uma discussão de difícil entendimento, dele saem baratas, infestando a vizinhança. Os órgãos públicos envolvidos nesse assunto carecem de sensibilidade para com as necessidades urbanas e as questões de saúde e segurança pública decorrentes do descaso com a questão.

SERGIO MAUAD, conselheiro do Secovi-SP
contato@sergiomauad.com.br
São Paulo

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Ciclofaixas

Se mesmo com todo o aparato montado por nossa gloriosa CET na instalação das ciclofaixas os corajosos ciclistas são atropelados e gravemente mutilados, como no domingo 10/3, eu é que não me arrisco a pedalar por esta cidade violenta, impaciente e hostil. Imaginem o que não acontece em outros rincões de Sampa...

RENATO AMARAL CAMARGO
natuscamargo@yahoo.com.br
São Paulo

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Doação

Nem tudo está perdido, pessoas boas e conscientes ainda existem. Como o sr. Nelson Nolé, que vai doar uma prótese de braço ao ciclista que perdeu o braço ao ser atropelado por motorista com sinais de embriaguez, na Paulista. O benfeitor contou que 30% das próteses produzidas por sua indústria em Sorocaba são doadas. Só não aceita fazer doação quando é pedida por algum político... Isso nunca faz, o que prova seu caráter. Para político, nem pensar!

MARIA TERESA AMARAL
mteresa0409@2me.com.br
São Paulo

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O 39.º MINISTÉRIO

Para acomodar mais um “cumpanhêro”, o governo Dilma, fiel às diretrizes do seu “criador”, Lula, acaba de criar o 39.º ministério, a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, que, seguindo o esquema do PT, será entregue a um partido aliado, componente dessa sórdida teia cuja única finalidade é manter a maioria parlamentar com o único objetivo de garantir as decisões do Planalto. Coincidentemente, o próximo ministério renderá homenagem ao famoso personagem Ali Babá, personagem do conto “As Mil e Uma Noites”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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SACO SEM FUNDO

O empresário Jorge Gerdau foi convidado por Lula a assumir ministérios e não aceitou. No governo Dilma é o presidente da Câmara de Gestão e Competitividade do governo afirma que a “burrice de criar mais ministérios está no limite”. Quem sou eu para contradizê-lo? 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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BURRICE

O Sr. Jorge Gerdau não fez nenhuma crítica aos 39 ministérios do governo Dilma. O que ele disse, com todas as letras, é que ter mais que meia dúzia de ministérios é uma grande burrice. Os 39 ministérios, um a mais que o governo Lula, todo mundo sabe, são para garantir a governabilidade de uma infeliz administração que se acostumou a governar no sistema “toma lá dá cá” muito usado no meio sindical brasileiro e que vem sendo aperfeiçoado com pitadas de chantagismo pelo Partido dos Trabalhadores há uma década. 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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VERDADE DITA

Com referência ao exagerado número de ministros no governo, o empresário Jorge Gerdau declarou: “Brasil está no limite da burrice”. Essa é uma grande verdade que precisava ser dita e não é de hoje.
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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O RANKING DO IDH

A ONU anunciou o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2012 das nações, onde o Brasil ocupa a vergonhosa posição de 85.º lugar, atrás até mesmo de Cuba. Um balde de água fria na fervura da propaganda do PT, que propala que o governo petista deu fim (por decreto) à miséria no Brasil. Interessante: assisti a parte do julgamento de Mizael Bispo em que ele negava descaradamente cada uma das provas de culpabilidade que o Ministério Público lhe imputava pela morte de Mércia Nakashima.  Os jurados não se deixaram enganar pelo seu depoimento, felizmente. Também assisti ao ministro Aloizio Mercadante negar com veemente indignação a avaliação da ONU sobre o IDH do Brasil. O petista nunca vai reconhecer o que todos sabem, e está somente a tentar tapar o sol com peneira. Não conseguirá porque a realidade está debaixo de nossos narizes.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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A CESTA BÁSICA E OS REMÉDIOS

O governo numa jogada de marketing, mais uma ideia usurpada da oposição, desonera a cesta básica. Que tal desonerar remédios? Acabaram de aumentar 6,5% e pagamos os remédios mais caros do mundo. Todos nós sabemos que uma comunidade doente não produz. Vestuário hoje no Brasil virou peça chave para o cidadão adquirir emprego e existem no mínimo 45% de impostos em cima deles. E o material escolar? Ninguém pode estudar sem eles! A lista seria enorme daqueles itens que antigamente foram taxados como “luxo” e que hoje fazem parte da “nova classe C”, que necessita desses itens para se manter na ativa. Ainda bem que os brasileiros estão viajando em massa aos EUA e constatando que no país mais rico do mundo, pagamos apenas 7, 8% de taxa (imposto) de acordo com o estado visitado. Isso mostra que menos impostos pode sim tirar um país da pobreza.  Nós pagamos a maior carga tributária do mundo e nosso povo ainda se alimenta de rato? Aliás, outra mentira dita em campanha eleitoral. O povo continua em extrema pobreza sim, porque ninguém se alimenta com R$ 2,00 por dia! Apenas no Brasil da Fantasia marqueteira que o povo brasileiro está rico!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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MÁ GESTÃO

Ficou claro o porquê da precariedade dos serviços básicos sob as atribuições governamentais. Em 2012 o somatório dos investimentos nas áreas de infraestrutura (transportes, integração nacional e cidades) e social (educação e saúde) foi de R$ 59,848 bilhões, parece muito, mas não é, corresponde a apenas 1,36% do PIB que foi de R$ 4,403 trilhões. Mais claro ainda a incapacidade de gestão, donde se conclui que arrecada uma montanha de dinheiro, sacrificando os contribuintes para manter a máquina cada vez mais dispendiosa e ineficiente, sem a mínima pretensão de reduzir os enormes gastos que inviabilizam os investimentos.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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AS REFORMAS FATIADAS DE MANTEGA

“Fatiado, conta-gotas, talhado, pingado, estilado, emendado, denteado e retalhado, tudo igual a puxadinho.”
 
Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com 
São Paulo

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NÃO DÁ PARA FICAR TRANQUILO

Mamãe eu estou com medo. O PIB não anda, está travado, quantas medidas já foram tomadas e a gente não vê bons resultados. Desde 2012 que falam agora vai. E vai mesmo, só que de mal a pior. Mamãe, o tempo está passando e eles não desatam esse nó.  Não dá para ficar tranquilo. Estão travando investimentos. Isso pode gerar desemprego, o que causará mais desalento. A iniciativa privada também está retraída. Não quer investir na incerteza.   Mamãe, os preços estão subindo, como ficará a nossa mesa? Tem gente que não precisa comprar, está tudo garantido, mas se nos faltar o tutu ficaremos desnutridos. 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br 
Taquari (DF)

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O BANCO CENTRAL ESPERA...

Que espera o Banco Central para acionar o remédio mais eficaz para o atual surto inflacionário, fruto das trapalhadas “deixa que eu chuto” do trio Dilma, Mantega e Tombini, ora obrando na economia do País? Dona Dilma arrumou um adjunto geral para a PR, proferiu um cale-se geral no Banco Central; e entre uma bronca e outra no Mantega soltou um autoritário “quem manda é a mamãe. Nem o adjunto palpita”. E o Tombini espera, o Mantega espera, o País espera. E a inflação? O dragão da maldade não espera nem obedece à “presidenta”. Que agora tem todo o direito de usar o aleijão léxico. O Brasil tem um “presidente” e uma “presidenta”. Conosco ninguém podosco.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br 
São Paulo

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$UPER $AFRA

De que adianta o governo comemorar a colheita da maior safra da história – 185 milhões de toneladas de grãos e oleaginosas,11% a mais do que no ano passado – quando a nossa capacidade de armazenagem equivale a apenas 72% do total? A falta de investimento em infraestrutura e logística (estradas de rodagem, linhas férreas, cilos e portos) condena quase um terço (!) do excelente resultado a apodrecer a céu aberto por todo o País. O agronegócio, salvação da nossa pauta de exportações anos a fio, merece ser adubado e regado pelo governo com mais generosidade, já que é garantia de comida na mesa de milhões de brasileiros e bilhões de humanos mundo afora. A mãe natureza, que tanto beneficia nosso solo e clima, é afrontada pela mão madrasta de um governo omisso, que não faz a sua parte como deveria. Acorda, Brasil! 
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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O FIM DO VOTO SECRETO

Os vereadores de Garça (SP) acabaram, esta semana, com o voto secreto na Câmara local. Agora, todos os projetos de lei, eleições da mesa diretora e comissões legislativas, concessão de honrarias e até a cassação de mandatos, serão votados em descoberto. Fundamental para garantir a independência do eleitor, o voto secreto é, no entanto, nocivo quando praticado nas casas legislativas. Ao mesmo tempo em que garante a independência dos parlamentares para a votação de temas controversos – essa a justificativa para sua adoção – o procedimento também é responsável pela falta de transparência na atividade e, o pior, dá margens para a suposição de compra de votos, barganha de cargos e a prática de outros atos lesivos ao interesse da sociedade. Todas as vezes que qualquer das casas legislativas – Senado, Câmara dos Deputados, Assembléia Legislativa Estadual ou Câmara Municipal – é levada a votar secretamente uma matéria polêmica, seus membros restam com a imagem manchada e a estatura política diminuída. Diferente do voto do eleitor – um ato de cidadania que interessa exclusivamente ao autor – o voto parlamentar é público. Ao votar, o senador, deputado ou vereador, está representando todos os que participaram de sua eleição. A simples observância desse raciocínio leva à impraticabilidade do voto secreto. É inadmissível que um representante não tenha o dever de informar aos seus representados sobre como votou. Seria o mesmo que o empregado sonegar informações do trabalho ao patrão que o contratou e paga seus salários. No Senado e Câmara dos Deputados existem muitas propostas para a total transparência nas votações. Para resgatar sua imagem e prestigio, o parlamento brasileiro precisa, urgentemente, proibir o voto secreto. Uma proibição ampla, geral e irrestrita...
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo                                                                                                     

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VACAS E CABRAS

Em visita ao Nordeste para inaugurar um trecho de uma obra que leva água ao sertão alagoano, Dilma Rousseff prometeu até vacas e cabras para agricultores que sofrem com a seca na região. Aqui, no Brasil, já se provou que ano que antecede eleição para a presidência é mesmo ano de muitos milagres.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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EM PLENA CAMPANHA

O receio de Lula e Dilma Rousseff de que ela possa perder seu eleitorado no Nordeste fez com que ela fizesse duas visitas em menos de oito dias à região, diante do temor de perder votos para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), caso ele concorra ao Planalto em 2014. Ou seja, está caracterizada plenamente a antecipação de sua campanha à reeleição para presidente. Tendo feito inclusive promessas de criar “vales” para quem tenha tido perdas com a seca, como bode, cabra, bovino, galinhas, etc. Esqueceu-se, porém, dos transportes, que são caóticos na região, não criando o “vale jegue”.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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O LANÇAMENTO DO VALE-BODE

O Brasil está se tornando cada vez mais ridículo. Acabo de ver uma foto publicada em um jornal de grande circulação que enoja qualquer cidadão de bem. Uma verdadeira agressão moral protagonizada por Renan Calheiros, presidente do desmoralizado Senado, Teotônio Vilela, governador e Alagoas, fazendo seu pai se revirar no túmulo, a “presidenta” da República, em plena campanha pela reeleição, e nada mais nada menos que Fernando Collor de Mello. Todos reunidos para o lançamento do “vale-bode” em pleno sertão alagoano, e, o pior, com total cobertura da gloriosa imprensa nacional. Nunca pensei que meu país fosse chegar a tão baixo nível político e a essa total falta de moral.
 
Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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BOLSAS, DESONERAÇÕES, ETC.

O governo do marketing, o PT, vive de plágios adaptados para manter-se no poder: economia do FHC em 8 anos, bolsas da sra. Ruth Cardoso, isenções, etc., mas de fazer reformas para valer e impulsionar o verdadeiro crescimento, vide PIBinho, não são capazes, pois são incompetentes para produzir, só para comprar, digo, doar o que não produzem.
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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ELEIÇÕES INFERNAIS

Considerando que a própria presidente Dilma, conforme recente declaração que não tem como negar, considera válido “fazer o diabo” para ganhar uma eleição, e a “largada” para a presidencial de 2014 já foi dada pelos postos (Dilma), propostos (Aécio Neves) e supostos (Eduardo Campos, Marina Silva, Serra) candidatos, Deus nos acuda, pois os muitos meses que ainda faltam até lá vão ser infernais! 

Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br
Jau

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PERIGO À VISTA

O que o PT/PMDB não vão fazer para inibir a possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que nem oficializou a candidatura à Presidência? É bom lembrar que o pretenso candidato sabe de muitas falcatruas dos aliado$ (e vice-versa). “Devagar com o andor que o santo é de barro”, nem é necessário lembrar que PT e PMDB não querem e não podem perder tantos intere$$e$, serão capazes de tudo e muito mais. É só esperar para ver as inúmeras “safadezas” que farão. Não vão ficar de joelhos. Perigo à vista! 
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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A ARTICULAÇÃO DE SARNEY

O senador José Sarney não pediu licença para escrever suas memórias, mas para articular o futuro político de sua filha, Roseane Sarney, como sua suplente (senadora) ou como vice-presidente de Dilma Rousseff em 2014... Mesmo se aposentando, articula perigosamente, como sempre o fez, amparando sua família e sugando o sangue do Brasil.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br 
São Paulo

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RALO DO DESPERDÍCIO

Se na China, uma recente ponte que foi inaugurada sobre o mar, como a de Jiodhou, com 42 quilômetros de extensão, custou R$ 2,4 bilhões aos cofres chineses, por que um projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a pedido da presidente Dilma, que exige que se construa uma nova ponte sobre o Rio Guaíba, em Porto Alegre, com apenas 2,9 quilômetros de extensão vai custar pela projeção do orçamento inicial R$ 1,16 bilhão?! Ou seja, a obra da China teve um custo de R$ 57 milhões por quilômetro construído, e o do Guaíba, por enquanto o tal quilômetro vai custar aos cofres do governo federal os estratosféricos R$ 400 milhões. E é bom esclarecer aos petistas que a mesma fita métrica que mede o tamanho do quilômetro no Brasil mede também na China! E lá, como cá, a corrupção também é enorme. A única resposta plausível para este megacusto é se a divisão do possível superfaturamento tenha de ser dividido por aliados da prefeitura, governo estadual e federal, etc. Mas uma certeza é real nesta triste história: o contribuinte brasileiro será sempre lesado por esses alojados no Planalto. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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UMA MOSCA NO CONGRESSO

A eleição do Marco Feliciano para a Comissão de Direitos Humanos no Congresso Nacional demonstra que aquela instituição tornou-se um “circo” nacional, onde todas as espécies de animais com certas qualificações encontram abrigo. A reação a ele foi, no entanto, exagerada. Qual a diferença entre as “desvirtudes” desse parlamentar com as “honestas” comprovações que devem ter justificado João Paulo Cunha e José Genoino serem nomeados membros da comissão de Constituição de Justiça, das mais importantes, assim como, do acusado de corrupção Gabriel Chalita participar da Comissão de Educação. Essa situação é aparentemente natural para Senado e Câmara que acabam de nomear seus presidentes, bastante encrencados com a justiça e ainda, terem mais de 250 membros condenados em processos judiciais, inclusive por homicídio. Diante desse quadro horroroso de nosso legislativo, o que é um ínfimo homófobo-racista? De tão insignificante, seria definido antigamente como “a mosca no cocô do cavalo do bandido”, nos velhos filmes faroestes.  

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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APELO AO STF

Srs. ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), precisamos urgentemente de mais um sacrifício adicional de Vossas Excelências, no empenho para que os processos do mensalão sejam agilizados e seus integrantes colocados nas prisões. Só através da justiça ágil poderemos dar início, de fato, à moralização política neste país e evitar o retrocesso a uma ditadura comprada com a corrupção e com o dinheiro público oriundos dos suados impostos pagos pela população. Não se acanhem, ministros, em divulgar na mídia suas eventuais dificuldades ou dificuldades do sistema judiciário, pois tenho certeza de que a população os estará apoiando e saberá através de meios pacíficos demonstrar a quem de direito esse apoio. Paradigmas devem ser quebrados sempre que favorecerem a eficiência e promoverem o bem estar social, então, por que não quebrar algumas jurisprudências cabíveis em épocas passadas e totalmente ineficientes nos dias de hoje onde a tecnologia na obtenção das provas são extremamente confiáveis? Por que manter os condenados em liberdade até as conclusões das diligências burocráticas? Foram condenados através de vastíssimas provas irrefutáveis e essa burocracia toda que proporcionará  recursos e mais recursos,  só servirá para postergação da execução das penas, pois as culpabilidade desse indivíduos são incontestáveis. Assim, por que não os prenderem logo após a conclusão do tal de acórdão e com isso criar nova jurisprudência e que os ditos recursos ocorram com os condenados devidamente presos? Tenho certeza de que, além de justa, essa medida servirá de exemplo aos demais políticos que acreditam e contam para as suas falcatruas da morosidade judicial e da impunidade ora reinante neste país.

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br 
São Paulo

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DESPESAS COM EDUCAÇÃO

Louvável a atitude da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de ir ao STF para mudar o limite de despesas com educação. Estes gastos deveriam, sim, como pretende a OAB, ser excluídos da tributação, e não como é hoje, onde o declarante paga R$ 20 mil/R$ 25 mil por ano e só pode abater três mil e poucos reais. Se este país quer mudar de patamar e começar a pensar em vir a ser um grande país, dando um salto de qualidade no sentido de começar o recuperar o atraso, a Secretaria da Receita Federal tem de rever isto urgentemente. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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O SALÁRIO DOS PROFESSORES

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo ainda se vangloria de pagar R$ 2.088,27 por uma jornada de 40 horas. Vejam e analisem bem: 40 horas. Atrair novas gerações para a carreira de professor está se firmando como um dos maiores desafios a ser enfrentado pela Educação no Brasil. Achataram brutalmente  os salários da categoria como um todo. Levantamentos feitos por economistas, agências da ONU, Banco Mundial e Organização para a Cooperação e do Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que professores brasileiros em escolas de ensino fundamental têm um dos piores salários da categoria em todo o mundo, além de receberem renda abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional. Em uma lista de 73 cidades, a pesquisa registrou apenas 17 com salários inferiores aos de São Paulo, entre elas Nairobi, Lima, Mumbai e Cairo. Em praticamente toda a Europa, Estados Unidos e Japão, os salários são pelo menos cinco vezes superiores ao de um professor brasileiro. Um estudo realizado em 2011 pelo banco UBS relatou que um professor do ensino fundamental em São Paulo ganha, em média, US$ 10,6 mil por ano – apenas 10% do salário de um professor nesta mesma fase na Suíça, onde o salário médio da categoria seria de US$ 104,6 mil por ano. Na Coreia do Sul, os salários médios de professores são 121% superiores à média nacional. O Fórum Econômico Mundial apontou a Coreia como uma das economias mais dinâmicas do mundo e atribuiu a valorização da educação como um dos fatores que transformaram uma sociedade rural em uma das mais inovadoras no século 21.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br 
São Paulo

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QUANTA DEMAGOGIA!

O Centro do Professorado Paulista (CPP), acaba de informar seus clientes e associados, em particular como eu, que o “bônus  de 2001” dos inativos, outorgado pelo MM. Juiz para o pagamento dos respectivos valores. No entanto o Estado ainda não  se pronunciou sobre o assunto, dizendo apenas que irá discutir a forma de correção monetária dos valores atrasados. Dessa forma, conforme entendimento dessa informação teremos nós, os aposentados com 70 e 80 anos de idade esperar por mais 18 (dezoito) meses após a citação do Estado, sujeito ainda a prorrogação do prazo. Políticos, defensores do povo, precisamos ter respeito aos direitos dos idosos e  de alguns enfermos, façam alguma coisa útil em benefício dos professores inativos e que tenham seus direitos respeitados, antes que os levem às sepulturas. Será que o governo espera a oportunidade, para as novas eleições 2014? Como este país é demagógico!

Antonio Rochael Jr antoniorochael@gmail.com 
Iguape

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CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS

Não consigo entender o programa educacional Ciência sem Fronteiras, do governo petista. A princípio me pareceu uma ótima iniciativa, mas, ao barrar as Ciências Humanas, comecei a refletir sobre o assunto, pois como desenvolver a tecnologia sem desenvolver o humano? Como usar de forma ética a tecnologia se a ética não é estudada profundamente? Afinal, a economia, a violência, a política devem ser tratadas pelas  ciências humanas e a atual situação destes campos de saberes no Brasil é a consequência da falta de estudos profundos sobre o assunto e a o resultado são soluções paliativas e eleitoreiras. Em agosto de 1961 foi assinada a Carta de Punta Del Este, o que Ivani Fazenda chama de Pacto do Silêncio em seu livro O que é Interdisciplinaridade? (p.53-57 e 60-70), que abordava uma educação voltada para a formação de operários, pois as multinacionais começavam a chegar nos países da America Latina e precisava de mão de obra especializada. E este sistema foi amplamente adotado pelas ditaduras aqui instaladas. É não é esse o modelo adotado pelo governo atual? O Ciência sem Fronteiras não está voltado a formar técnicos para o mercado de trabalho? É obvio que isso se faz necessário, mas é só isso? Um exemplo disso é a baixa nos critérios para idioma. Como assim? Como aprender em um país de um idioma diferente do seu sem entender o que eles falam? Alguém me explica isso? Em se tratando de ciências exatas termos técnicos e símbolos são universais, mas como entender o pensamento ou o raciocínio de um cientista sem entender seu idioma? Todos sabemos que para entender um pensamento, uma filosofia,um raciocínio é preciso entender o idioma de origem. E talvez seja esta a questão,o governo não quer as mentes de jovens sendo contaminadas pelos pensamentos europeus ou americano. É melhor que a formação seja apenas tecnológica ao invés de realmente técnica.  Afinal, o PT precisa da sua máquina funcionando e não pensando, só assim vai conseguir se perpetuar no poder. Mais do que técnicos, precisamos de seres pensantes e o sistema educacional deste governo está indo na contramão disso. Isso é muito perigoso e não há economia que sobreviva a isto, a história da humanidade já comprovou isso inúmera vezes e nosso atual PIB é um grande exemplo. Sem pensar, analisar e refletir nada sobrevive por muito tempo. E o Brasil não é um laboratório para experiências empíricas do PT, se é que eles sabem o que isso quer dizer.

Gislaine Perpetua Roberto gi.roberto@hotmail.com 
São Paulo

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UMA CONTA QUE NÃO VALE A PENA

Eu vou pagar para que centenas de jovens viajem para o exterior e cursem (?) uma faculdade. Ora, se eles não têm proficiência nem mesmo na língua portuguesa, como esperar que tenham em outro idioma? Como vão estudar? Como vão cursar uma faculdade num país de idioma inglês, por exemplo? Ora o candidato a governador de São Paulo – e atual ministro da educação (minúsculas, pela qualidade do ensino) – já resolveu: eles vão seis meses antes para fazer um curso intensivo do idioma. Resolvido: nós também vamos pagar essa conta.

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com 
São Bento do Sapucaí

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HOMICÍDIOS, CONCLUSÃO RASA

O desarmamento da população, esta comprovado, não ajudou em nada a reduzir os indicas de homicídios no Brasil. Afinal, quem mata não é a arma, mas o cidadão que puxa  gatilho. Quem mata por motivos fúteis é a bandidagem, e não o cidadão de bem. Nos Estados Unidos, os cidadãos têm livre acesso a armas e, todavia, o índice de homicídios no país é de 12 por 100 mil habitantes, muito abaixo dos índices do Brasil "desarmado". A diferença é que lá matar dá cadeia. Com 300 milhões de habitantes, a população carcerária americana é muitas vezes maior que a nossa. É um preço baixo a pagar para obter-se segurança. As penas para os homicidas são duríssimas! Lá não existe esta cultura de redução de penas automáticas e de concessão de regalias. O homicida é considerado um perigo para a sociedade e é mantido afastado do convívio do cidadão cumpridor das leis que, para os americanos, merece ser protegido a qualquer custo. Além disso, índice de resolução de crimes é superior a 65%, enquanto no Brasil este índice não passa os 5%. Atribuir a alta criminalidade à quantidade de armas em posse dos cidadãos é uma conclusão bastante superficial. Se tomada a sério, a afirmação pode levar à conclusão que o brasileiro, se comparado ao americanos – muito mas armado! – é, por natureza, um povo muito mais violento. Cairia por terra o mito de que o brasileiro é um povo "cordial". Portanto, é preciso ir além do pensamento politicamente correto e "progressista", e aceitar que o que reduz o crime é a possibilidade muito real de amargar o resto da vida na cadeia. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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HERANÇA COMPLICADA

Luiz Garcia, em sua ótima coluna no jornal de hoje, intitulada Herança complicada, escreve sobre a Venezuela pós-Chávez. O primeiro parágrafo diz: “Na história dos ditadores latino-americanos, predominam os militares, por razão óbvia: eles têm os tanques e os canhões.” Em março de 1964, o governador do Estado de Minas Gerais, Magalhães Pinto, usando a Rádio Inconfidência, rompeu com o governo federal de Jango. Suas tropas eram as aquarteladas no estado sob o comando dos generais Guedes e Mourão, mais a Polícia Militar e os civis. E elas marcharam para Brasília e Rio de Janeiro. Jango, por sua feita, teoricamente dispunha de todo o restante, ou seja, a maioria das Forças Armadas e auxiliares, mas o dispositivo que ele e seus sequazes pensavam haver montado ruiu e só lhe restou fugir.
Volto ao colunista Luiz Garcia: “Seria injusto, no entanto, deixar de lembrar os casos em que os generais voltaram para os quartéis voluntariamente.” O general Geisel preparou e o general Figueiredo executou, transferindo aos civis, em 1985, os destinos da nação. Já na Venezuela... E em Cuba? 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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TENSÃO NA COREIA DO NORTE

Desnecessárias e improdutivas as ameaças e testes de mísseis realizados pela Coreia do Norte visando a intimidar a Coreia do Sul, os Estados Unidos e demais países. Desde a crise econômica de 2008 as nações do mundo perceberam que a atividade econômica, o bem-estar e a liberdade de seus cidadãos tornaram-se a maior preocupação mundial. Após a invenção das bombas nucleares, ficou óbvio para a comunidade internacional: seu uso é catastrófico, aniquilando com todas as formas de vida com prejuízos materiais incalculáveis, podendo até causar a extinção da raça humana. O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve mediar todos os conflitos e, quando necessário, impor sanções duras em resposta ao não cumprimento dos tratados de paz vigentes.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com 
Virginópolis (MG)

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