Fórum dos Leitores

Atualizado às 7h15.

O Estado de S.Paulo

19 Março 2013 | 02h09

DILMA E O PAPA

Correções

Depois de tentar, sem sucesso, corrigir a orientação da economia europeia, dona Dilma Rousseff quer agora corrigir a orientação do papa e da Igreja Católica (Dilma cobra que papa respeite 'opções diferenciadas das pessoas'). Qual será a próxima?

ULYSSES F. NUNES JUNIOR
ulyssesfn@terra.com.br
São Paulo

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Comitiva em Roma

Dilma, a presidente que demorou a lançar uma nota quando da renúncia de Bento XVI, porque por ele foi criticada quanto à sua defesa do aborto, resolveu agora não cometer nenhum deslize diante do papa Francisco e zarpou para Roma. Foi acompanhada por quatro ministros, assessores em número não divulgado e diplomatas. Perfeito. Mas qual a necessidade de alugar 21 carros de luxo? Por que não seguir o exemplo do papa Francisco e ir de ônibus com a comitiva? A economia brasileira e o trânsito caótico de Roma agradeceriam. Depois, quando se fala que o Brasil é Terceiro Mundo, todos reclamam. Que complexo de inferioridade, hein?

DEBORAH MARQUES ZOPPI
dmzoppi@uol.com.br
São Paulo

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Luxo x pobreza

Em Roma, o papa Francisco dispensou sua limusine e fez questão de pagar do próprio bolso as despesas do hotel duas-estrelas onde se hospedou. Dilma e sua comitiva de desocupados usufruíram 21 carros de luxo e se hospedaram num hotel cuja diária é de 4 mil. Incrível como o PT se preocupa com os mais pobres e necessitados.

LEÃO MACHADO NETO
lneto@uol.com.br
São Paulo

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ENCHENTES

Águas de março

Todo ano é a mesma coisa: pessoas pobres e necessitadas morrem ou perdem seus valiosos pertences em enchentes e deslizamentos em áreas de risco, especialmente na região de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro. O que faz o governador Sérgio Cabral, aliado de Dilma? O que fazem os ministros do governo Dilma? O que faz a presidente Dilma? Ah... agora chegou ao limite sua paciência e vai tomar "medidas drásticas"! Por que só agora, sra. presidente? Será influência de sua visita ao papa Francisco?

SILVANO CORRÊA
scorrea@uol.com.br
São Paulo

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Mortes anunciadas

Diante de mais uma tragédia no Estado do Rio, seu governador fez o seguinte comentário: "Não temos terremoto, mas temos chuvas". Esse senhor é o mesmo que depois da tragédia em Angra dos Reis, anos atrás, quando uma pousada foi arrastada para o mar por uma enxurrada de rochas, terra e árvores, afirmou ser "um absurdo aprovarem uma construção como aquela no lugar onde estava". Ao ser demonstrado ao governador que a aprovação havia sido dele mesmo, evitou a imprensa como o diabo foge da cruz. A frase do governador Cabral ficaria melhor, na minha modesta opinião, se fosse: "Não temos terremoto, mas temos chuvas e políticos do meu quilate"... Show de horror!

RENATO AMARAL CAMARGO
natuscamargo@yahoo.com.br
São Paulo

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Mais vidas perdidas

Até agora, mais 13 pessoas mortas pelas novas chuvas na região de Petrópolis-Teresópolis. Até quando? Isso já deveria ter sido resolvido décadas atrás! Em vez de o nobre governador Sérgio Cabral reclamar dos royalties do petróleo que não vai receber, deveria dizer, em alto e bom som, o que fez com os royalties recebidos até agora. Isso é que tem de ser o xis da questão. Chorar o leite derramado é incompetência - que o PMDB tem de sobra. Em lugar de tentar nos enganar, deveria, sim, ser processado por tantas mortes. E isso tem de parar já. Chega de incompetência e desculpas esfarrapadas. O povo paga impostos para ser bem tratado em todos os quesitos, não só no carnaval do me engana que eu gosto. Cabral, nota zero, com muitíssimo louvor. E, por favor, mexa-se!

ASDRUBAL GOBENATI
asdrubal.gobenati@bol.com.br
Rio de Janeiro

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Cadê o dinheiro?

Como todo ano, mais uma vez o povo sofre com as enchentes desmedidas. Fácil culpar o excesso de águas, difícil é encontrar o lugar onde foram parar os recursos (que não foram poucos) já encaminhados anteriormente e destinados a prevenir as catástrofes.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO
mdokrmo@hotmail.com
Bauru

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Educação ambiental

Infelizmente, o recorrente problema das enchentes em Petrópolis não se refere somente ao volume de águas, como o prefeito e demais políticos envolvidos propagam para se livrarem da responsabilidade pelas tragédias e mortes que acontecem no período de chuvas. Os rios que nascem e correm ao longo do território do município estão simplesmente abandonados pelo prefeito, pelo governo estadual e pela própria população, que, sem educação ambiental, concorre para seu assoreamento jogando todo tipo de detritos nos leitos. O que falta é vergonha e consciência dos políticos para enfrentarem esse problema. Faltam um projeto multidisciplinar de proteção das margens e nascentes, multar os cidadãos que jogam lixo e outros detritos nos rios, educação ambiental maciça para a população e, principalmente, respeito à lei de uso do solo do município, que proíbe a construção em áreas de risco, mas conta com a lenidade da prefeitura e com candidatos a cargos políticos que ajudam os pobres ingênuos a construir seus barracos, fornecendo-lhes material de construção em troca de votos.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI
marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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'Solução'

A Prefeitura de São Paulo, sob nova direção, já está solucionando os problemas para que os paulistanos não sejam mais vitimados pelas chuvas e enchentes. Colocou anúncio nas emissoras de rádio recomendando que os cidadãos não saiam de casa e se estiverem na rua que procurem colocar o seu veículo em lugar seguro. Ora, isso só pode ser uma piada, ou esse prefeito e sua equipe não conhecem esta cidade. Prefeito Fernando Haddad, vamos deixar de gozação e iniciar a gestão, pois, pelo que temos visto, a sensação é de que o mandato do nefasto Gilberto Kassab ainda não terminou. Brincadeira tem hora!

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES
ammoraes57@hotmail.com
São Paulo

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CUMPRIMENTOS

Professor Celso Lafer

Cumprimento o eminente professor Celso Lafer pelos seus dez anos de Espaço Aberto, fazendo votos de que, no próximo decênio, prossiga brindando os leitores com artigos de qualidade temática, estilo elegante e indutores de reflexão crítica.

LIONEL ZACLIS
zaclis@bkbg.com.br
São Paulo

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SALVE-SE QUEM PUDER

Novamente, chuvas, enchentes, soterramentos e mortes no Rio de Janeiro. Mas não se preocupem. Hoje nós temos sirenes. Ou seja, a única providência tomada pelos “governos” (federal, estadual e municipais) é gritar “salve-se quem puder” toda vez que chove.

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br 
Osasco

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CHUVAS, MORTES E RESPONSABILIDADE

O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ) deve ser responsabilizado civil e criminalmente pela morte de mais de dez pessoas em Petrópolis (RJ). Não dá mais para culpar as chuvas e a natureza por tais tragédias. A responsabilidade é dos governantes omissos, como Cabral, que não investem em prevenção e lavam as mãos, como se não tivesse nada a fazer. Todas essas mortes e as centenas de desabrigados poderiam ser evitados, se houvesse um mínimo de seriedade e vontade política. Enquanto os governantes irresponsáveis ficarem impunes, fatos lamentáveis como estes continuarão a se repetir no Brasil. Ao invés de cuidar do Rio e do povo fluminense, Cabral prefere viajar em jatinho particular cedido por empresário que ganha as concorrências públicas no Estado, ao lado de dono de empreiteira corrupto, e dançar com guardanapo na cabeça em Paris.  
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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SEM PACIÊNCIA COM O CINISMO

Agora Dilma Rousseff nega problemas na prevenção de acidentes causados por chuvas, no Rio de Janeiro. Parece que as sirenes de Mercadante não serviram para muita coisa e, só em uma noite, mais 13 pessoas morreram. É típico destes governos petistas negarem a realidade. Para eles, não existem apagões, apesar de sermos atingidos por falta de luz quase todos os dias. Não há problemas com a seca no Nordeste, apesar de as pessoas estarem se alimentando de ratos. Não há problemas com a inflação, apesar de encontrarmos os preços cada vez mais altos, todas as semanas. Não há miséria, apesar de 50 milhões de pessoas dependerem do Bolsa-Família e de, só na cidade do Rio de Janeiro, a população de rua ter aumentado 31,25% em dois anos. Tampouco há desemprego, apesar de estas 50 milhões de pessoas estarem dependentes da Bolsa-Família justamente porque não têm emprego e renda. Não há problemas com a educação, apesar de os alunos saírem do segundo grau sem saberem escrever e fazer contas. Não há problemas de segurança pública, apesar de 50 mil brasileiros serem assassinados todos os anos. E assim por diante.  Não sei quanto ao restante dos brasileiros, mas minha paciência com o cinismo governamental acabou. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com
Florianópolis

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CANALHAS
 
Foram liberados quase R$ 13 milhões para a região serrana do Rio de Janeiro na última tragédia, para instalarem algumas sirenes. O custo não deve ter sido de mais que R$ 10 mil. Agora, com mais mortes e falhas no sistema de alerta, vão liberar mais R$ 13 milhões para a compra de baterias para as sirenes. Canalhas! É culpa do Código Penal brasileiro, que não prende e não deixa prender. Brasil, o país dos canalhas! 
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco

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O LITORAL DEBAIXO D’ÁGUA

Há milhares de anos a região do litoral norte de São Paulo recebe chuvas torrenciais nesta época do ano, devendo-se a elas, inclusive, a manutenção e exuberância da Mata Atlântica. A diferença nas últimas décadas é que o descaso e a leniência do poder público, aliados a interesses eleitorais, permitem a ocupação ilegal de áreas de proteção ambiental como várzeas, margens de rios e encostas. O resultado é conhecido e hipocritamente lamentado.

Ricardo Martins rctmartins@gmail.com 
São Paulo

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DILMA NO VATICANO

O Brasil afundado em problemas e a sua presidente fazendo turismo na Itália, hospedada com sua trupe em hotel de luxo, bem próprio de chefe de Estado de países terceiro-mundistas. Ir acompanhada de tantos assessores para passear é um acinte aos cidadãos pagantes. Pelo número de carros alugados, dá para deduzir que a companheirada é numerosa. Nenhuma audiência dela foi marcada com o papa que justificasse sua ida com antecedência à Itália. É simplesmente ridículo Dilma e seus amiguinhos precisarem sair pelas portas do fundo do hotel com “medo” das fotos comprometedoras da imprensa livre comprovando mais um escárnio com o dinheiro público. Que pena que os “miseráveis” e a “nova classe média” não leem jornais.

Leila E. Leitão
São Paulo

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A ENTRONIZAÇÃO DO PAPA

Dilma e seus asseclas viajaram a Roma para a entronização do papa. Cálculo rápido entre despesas com o voo do aerolula, taxa de aeroporto, aluguel de automóvel, hotel, alimentação, mimos, passeios, eventualmente alguma roupa, se o tempo não estiver de acordo, etc., creio que R$ 1 milhão, sem comissões. O papa, pelo que nos consta, estará em julho no Brasil para o Congresso da Juventude Católica, quando então nossa presidente poderia se fartar de fotos, entrevistas, reuniões e tudo quanto tivesse interesse em desfrutar junto do papa para a mídia de 2014. E ficaria ainda melhor na foto se informasse ao Sumo Pontífice que deixou de ir a Roma porque preferiu direcionar essa verba às instituições de caridade que sofrem para obter recursos do governo, que hoje valoriza as ONGs. Com certeza seria exaltada, e não merecedora de uma descompostura, com dizia minha avó.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com 
São Paulo

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UMA VIAGEM LUXUOSA

E lá vai a Dona Dilma para Roma, acompanhada de quatro ministros e vários assessores, enfim, uma comitiva grande que não se justifica. Estarão hospedados no hotel mais luxuoso de Roma; 21 carros alugados. Sua agenda, entretanto, não inclui nenhum outro compromisso importante além da entronização do novo Pontífice. Tudo isso, quem sabe, para desfazer o constrangimento perante a frieza da mensagem enviada quando do anúncio da escolha de Francisco, imediatamente apontado pela esquerda, sem provas, como cúmplice da ditadura militar argentina. Só que este papa prega a simplicidade e a humildade, em contraste com o luxo da comitiva brasileira, e já de início exortou que dinheiro, ao invés de ser gasto com supérfluo, deve ser dado aos pobres. Pois é, ironicamente, a nossa presidenta “de esquerda” diz que o combate à pobreza é sua prioridade, já que permanecemos na rabeira dos latino-americanos quanto ao nosso IDH.  Aliás, interessante notar como esse índice é sempre proporcional ao luxo a que se permitem os mandatários dos países elencados: quanto mais alto, mais simples estes se apresentam; quanto mais baixo, maior o desperdício do dinheiro público com grandes aparatos. Até o recém-eleito papa Francisco deu o exemplo indo pagar suas contas no hotel em que se hospedou. Mas isso é para quem sente que seu valor está em si próprio, e não em sua aparência e conforto. 
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo

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PAVÃO EM ROMA

Afinal, a campanha Dilma-2014 chegou a Roma. A nossa presidente foi informar ao mundo como deveria ser o novo papa e afirmou que não basta acudir aos pobres e também que não parece que ele pensa corretamente como ela em relação a casamentos do mesmo sexo e o aborto. Na opinião dela, certamente o papa estará equivocado quanto a essas questões. Em vez de ser tão arrogante, como é do seu temperamento, poderia poupar-nos, católicos brasileiros, dessa vergonhosa e infeliz participação que muito nos entristeceu. Meu sentimento é de que não poderíamos ter sido pior representados do que por este “pavão político”.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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FAZENDO ‘O DIABO’

Dona Dilma, como havia confessado, “faz o diabo” por uma eleição. Depois de um desprezo nitidamente marxista no episódio da renúncia do papa Bento XVI e de uma gélida manifestação na eleição do papa Francisco, deve ter sido alertada pelo Politburo, sediado no Planalto, de que os católicos não estavam gostando nada dos numeritos da iracunda senhora. E aí a metamorfose de saias fantasia-se de “boa menina” filha de Maria e aparece em Roma para ser fã do papa desde criancinha. Aí está Dona Dilma em Roma, fazendo o diabo com fins eleitoreiros. Que coisa!
 
Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br 
São Paulo

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O PAPA E O LUXO

O papa Francisco detesta luxo. Bravo! Chega de ostentação nas igrejas, chega de padres e pastores só pensarem no dízimo nosso de cada dia. Chega de maracutaias no Vaticano. Que o papa Francisco pregue incansavelmente essa humildade e convença os políticos deste mundo, principalmente os da América Latina, de que dinheiro público deve ser destinado ao bem-estar dos cidadãos, e não aos bolsos deles. Que fale para Dilma e para Cristina que assaltar o Tesouro Nacional é falta grave. Que governantes de um país não investirem em educação, segurança e saúde é imoral. Quem sabe papa Francisco não será um divisor de águas, e as águas lamacentas e malcheirosas que invadem o Vaticano e as tristes sociedades abandonadas pela honestidade e pela ética fiquem no passado? Quem sabe? Não custa sonhar!

Anita M. S. Driemeier lindyta9@gmail.com 
Campo Grande 

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RESPEITO

Sra. presidenta, com um passado igual ao seu e um governo corrupto e de desmandos, acho hilário, cômico e trágico a senhora cobrar respeito, principalmente do papa.

Angelo Antonio Maglio angelo@rancholarimoveis.com.br 
Cotia 

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CHÁVEZ E O PAPA

Com a divulgação do ódio nutrido pelos Kirchners ao agora papa Francisco, que em seus tempos de cardeal Bergoglio era considerado um inimigo político do casal e o verdadeiro líder da oposição na Argentina, ficou esclarecido que Hugo Chávez não teve qualquer participação na escolha do novo pontífice, nem fez qualquer pedido a Jesus Cristo nesse sentido, conforme insinuou Nicolás Maduro, pois, se pudesse de alguma forma influenciar essa escolha, um inimigo de seus aliados argentinos nunca se tornaria papa.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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O LATIM NO VATICANO

Andrei Netto, do “Estado”, conclui sua matéria “Dilema entre segredo e transparência é desafio do futuro papa no Vaticano” (10/3, A15), em que repisa o assunto da escolha do novo papa e os espinhos que encontrará, do seguinte modo, todo professoral: “Falta agora doutrinar o futuro papa, para que ele não repita Bento XVI, que anunciou sua histórica renúncia em latim, uma língua morta”. Muitos e bons profissionais da imprensa entenderiam o motivo, que o sr. Andrei não alcançou. A Igreja Católica tem vastíssimos estudos, história, arte, cultura preservados e estudados em latim. Será que tal acervo deveria ser “traduzido”? Para quê? Ou, melhor, para atender e ser útil a quem? Supondo que fosse possível, seria um trabalho hercúleo e demoradíssimo, ainda assim escapando do entendimento de apressados curiosos, aquela coisa enorme, misteriosa, com necessidade de lhes ser ainda toda decifrada, explicada. Bom senso não tem que ver com entendimento de línguas. Tomara que tenha sido apenas uma escorregadela do enviado do “Estado”. Estudiosos, na Igreja Católica e fora dela, continuarão no latim, séculos depois de muitos órgãos e seus articulistas ou correspondentes “virarem pó”. E eles ajudarão, levarão luzes a outras levas de escritores, profissionais ou amadores, e leitores. De qualquer maneira, em breve dirão, a igreja e a imprensa de todo o mundo: “Habemus papam”. Ou não?
    
Pedro S. Sassioto pssassioto@uol.com.br 
São Paulo

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IDIOMA PORTUGUÊS

Estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que receberam nota 1 mil no exame, por isso mesmo tendo sido aprovados para frequentar cursos nas universidades federais,  tiveram erros de redação incompatíveis com as notas recebidas. “Rasoável”, “enchergar”, “trousse” são algumas das pérolas cultivadas por estes alunos. Mais do que isso, o programa Ciência Sem Fronteiras aprova bolsistas para estudar no exterior sem nenhuma noção do idioma do país onde vai estudar – à custa de nossos impostos, ressalte-se. Por isso Dilma resolveu que é justo e necessário que eles façam também um curso rápido de idioma para capacitá-los aos estudos. Pode? Ora, Dilma resolveu meter a mão em nossos bolsos mais uma vez, e absurdos desse tipo se sucedem. Acho bom definirmos qual idioma é o oficial neste país, o português que já foi um dia a Flor do Lácio, ou se o peteguês, como querem nos impor a todo cu$to, e ponha cu$to ni$$o!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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CALAMIDADE NO ENSINO

Depois do “nóis pega os peixe”, um novo fato evidencia o estado de calamidade em que se encontra a educação no Brasil: os responsáveis pela correção de redações do Enem deram nota máxima a candidatos que cometeram erros crassos de ortografia como “trousse” e “rasoavel”, além de espancarem a norma culta da língua portuguesa com equívocos primários de conjugações verbais e nominais. Aliás, na novilíngua proposta pelo MEC, esses não são erros, mas apenas “desvios” que, ao que parece, não justificam desconto na nota final – mesmo que no guia de redação publicado pelo próprio MEC sobre o exame constem regras que postulem exatamente o contrário. A revolução petista na educação é esta: amplo acesso às universidades públicas. Se os que entram estão efetivamente preparados para a formação acadêmica, esse é um problema menor, que não merece muita atenção. E assim o ensino brasileiro segue, feliz e inclusivo, no seu caminho para o buraco.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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‘NÓS PEGA OS PEIXE’ É SÓ UM DESVIO

No longínquo ano de 1958, após intensa preparação, prestei exame de admissão para o conceituado Liceu de Humanidades de Campos. Realizando provas escritas e orais de Português, Matemática, História e Geografia, logrei a aprovação e me lembro de ir orgulhoso, junto com meu pai, verificar a listagem dos aprovados, no suntuoso hall daquela tradicional instituição de Campos dos Goytacazes. Ingressava no ensino médio. Férias! Minha família foi para a Praia de Atafona, no município ali vizinho. Mas o meu pai, zeloso pelo meu aprendizado, conduziu diariamente um exercício que consistia de um ditado com palavras grafadas com s, c, ç, x. z, ch etc. Evidentemente, eu não gostava nada da atividade, mas em compensação isso me foi útil pelo resto da minha vida, posto que deveria copiar aquelas que eu houvesse errado. Quando leio no jornal a quantidade de erros absurdos cometidos e, o que é pior, as tentativas de tapar o sol com peneira, preocupa-me sobremodo o futuro da educação no nosso país. “A tolerância deve-se à definição... um egresso do ensino médio, ainda em processo de letramento na transição para o ensino superior.” Como é que é? O ensino superior é que fará o letramento (horrível) do aluno? E tudo isso é considerado só desvio? Deve ser por esse motivo que o ex-ministro da Educação considerou normal uma cartilha que ensinava, entre outras coisas, que “nós pega os peixe” é tolerável. E foi eleito prefeito da maior cidade do País. Socorro! Senhores pais, professores, responsáveis: ensinem a norma culta!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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INDIGNAÇÃO

Uma coisa é você escrever errado e reconhecer o erro. Outra, lamentável, é um aluno inscrito no último Enem elaborar sua redação assassinando o nosso idioma, quando escreve palavras como “rasoavel” sem o z, “enchergar” sem o x, e “trousse”, no lugar de trouxe. Isso sem mencionar erros de concordância e falta de acentos... O mais grave do problema não para por aí. Alunos que protagonizaram esses erros grotescos, mesmo assim, receberam dos examinadores a nota máxima de 1 mil pontos nas redações do Enem. Pode?! E é bom que se lembre a este relapso governo petista, e ao pessoal do MEC – gente que nem o destino da educação formal dos nossos filhos conseguem administrar – que essa notícia foi veiculada no jornal “O Globo”, graças aos próprios alunos, que repassaram as cópias de suas redações. Este relato é uma prova do porquê FHC, até o último ano de seu governo, em 2002, conseguiu a façanha de colocar 97% das crianças nas escolas, e o PT, com Lula e Dilma, derrubaram infelizmente esse índice para 92%. E recai também sobre este governo a medíocre, ou estúpida, decisão de patrocinar bolsas de estudos em universidades no exterior, para milhares de alunos brasileiros, sem que se exija deles o conhecimento mínimo razoável dos idiomas francês, inglês e espanhol. Ou seja, milhões de reais dos nossos contribuintes estão indo para o lixo da perversa mania populista de administrar quantidade em detrimento da qualidade! Qual será a próxima indignação?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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DEMOCRACIA DO VALE-TUDO

Será que o governo levou a sério o livro aprovado pelo ex-ministro da Educação Fernando Haddad em que erros de palavras e concordância da língua portuguesa foram aceitos como “normais” por entenderem que fazem parte da linguagem popular? Só isso para justificar que erros ortográficos crassos tenham sido aprovados pelo Enem. Aquilo que prevíamos está em curso. Nossas universidades, antes dignas das melhores cabeças do Brasil, se transformarão em meros locais de alfabetização. É a democracia do vale-tudo: a era da péssima magistratura pública do primeiro e segundo graus, levada às universidades federais antes dignas de louvor, porque esses poderão ser os educadores universitários de amanhã. Para que fazer acordo “ortográfico” para as comunidades de língua portuguesa, se nós já a assassinamos nas salas de aula? O Brasil, em vez de trazer o povo para a “elite intelectual”, está levando a elite intelectual ao nível do inculto? Retrocesso! Será que esta vista grossa que o governo faz hoje dará salvo conduto nas entrevistas de emprego no sistema capitalista de amanhã?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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BRASILZINHO
 
O IDHzinho, o PIBinho e o insignificantezinho Mantega tornaram a gestão Dilma um governinho; o PT, um partidinho; e o País, um Brasilzinho. Não demora, vão mudar o nome do Enem para El Niño.
  
Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br 
Belo Horizonte

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‘ESPAÇO ABERTO’

O professor Celso Lafer prestou merecida homenagem ao “Estadão”, ao celebrar seu “Espaço Aberto”, no qual a inteligência brasileira se expressa, sem nenhuma censura ou restrição temática. Acresça-se ao espaço o “Fórum dos Leitores”, menos profundo, mas não menos importante. Como diz o articulista, “algo do espaço público da palavra”, que a democracia enseja, como dizia Hannah Arendt. Sem esse canal de veiculação das ideias, também presente em alguns outros órgãos midiáticos, o povo brasileiro não teria voz, salvo por meio dos precários e intelectualmente pobres caminhos da sofrível rede social. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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RENAN CALHEIROS, FICHA LIMPA

No “Fórum dos Leitores” do “Estadão” de sábado (16/3), o senador Renan Calheiros diz ter o nome limpo e que não está impedido em nenhuma instância de exercer o cargo. Somente não disse que está em vias de passar pelas mãos do juiz Joaquim Barbosa e ser processado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com 
Itapevi

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ATÉ BRUTUS É HONRADO

Renan Calheiros escreveu ao “Fórum dos Leitores” (16/3, A2) em resposta ao artigo de Fernando Gabeira “É o fundo do poço, é o fim do caminho” (15/3, A2). Diz ele em sua resposta que “não tem nenhum impedimento para presidir o Senado, para o qual foi eleito pela escolha livre e ‘soberana’ dos seus ‘honrados pares’”. Acrescenta ainda que “tem a ficha limpa e não responde a nenhum processo criminal”, e por aí vai... O que ele escreveu é uma autoexaltação risível, na qual não se deve acreditar, só pode ser piada. Se ele leu o artigo de Fernando Gabeira, deve ter lido também o “Fórum dos Leitores”, que vem no espaço logo em seguida. Se assim for, proponho que continuemos externado a nossa opinião a seu respeito e dos congressistas “honrados” que nele votaram para a presidência da Casa. Pelo jeito não chegamos, ainda, ao fundo do poço. Outra coisa, não se entende, até hoje, como aquela jornalista pode envolver-se com ele e não se entende também como a família dele pode, passivamente, deixar passar em branco a sua traição. A propósito de honradez, faz-me lembrar do discurso de Marco Antonio no Senado romano, no funeral de Julio Cesar, ao dizer com ironia que Brutus era um homem honrado. Até tu, Brutus?!       

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com
Santo André

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HONESTO
 
Em face da resposta de Renan Calheiros ao artigo “É o fim do poço, é o fim do caminho” (15/3, A2), de autoria do jornalista Fernando Gabeira, gostaria de perguntar: Qual foi o motivo de sua renúncia ao cargo de presidência do Senado em 2008? Seria para não ser cassado pelos seus “honrados pares”? O que o senador Calheiros diz da denúncia do Ministério Público ao Supremo Tribunal Federal (STF) por peculato (desvio de dinheiro público), falsidade ideológica e uso de notas falsas? O que ele diz também da pesquisa do Ibope que aponta que 74% dos entrevistados querem que ele deixe a presidência e, por fim, sobre a petição de 1,6 milhão pessoas para que deixe o cargo? Esses fatos não lhe dizem nada? Não custa lembrar que não basta querer ser honesto, é preciso parecer honesto.
 
André Sisti andrefsisti@hotmail.com 
Curitiba

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FUMAÇA PRETA
 
Lendo o que o Sr. Renan escreveu no “Fórum dos Leitores” (16/3), parece até um “santo”, não sei como não foi eleito no último conclave, perdendo apertado para o “Messi” do Vaticano, como mesmo escreveu: “Fui eleito pela escolha livre e soberana dos meus honrados pares”, honrados, seus amigos cardeais? Sabe o que é honra? Aí no Senado a fumaça da chaminé é sempre obscura!
 
Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com
Casa Branca

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É O FIM DO CAMINHO

Costumo dizer que tenho vergonha dos políticos brasileiros, e quem não tem? Li no “Fórum dos Leitores” do “Estadão” de sábado (16/3) a resposta de Renan Calheiros, “presidente” do Senado, sobre a crônica de Fernando Gabeira, deputado federal, em que nos dá um alento comentando as eleições para a presidência do Senado e, na Câmara federal, do “bispo” Marco Feliciano à Comissão dos Direitos Humanos, o qual é acusado de racista e homofóbico. A afirmação de Gabeira de que só triunfaram por serem “cafajestes”, condição indispensável para ascender no Congresso, é realista. Ambos com antecedentes desabonadores representam o sofrido povo brasileiro. Os deputados e senadores que votaram nessas “figuras” se misturam aos demais, que desilusão! O Brasil e muitos brasileiros não têm culpa dessa “corja” que assola o nosso país, que se instalaram no Congresso para se beneficiarem. E será que conseguem provar o contrário? Convençam-nos. Por que sempre são escolhidos os piores? É o fundo do poço, é o fim do caminho.
 
Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br 
São Paulo

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HOMÔNIMO E SÓSIA

Pelo que vimos sábado no “Fórum dos Leitores”, em defesa de Renan Calheiros (PMDB-AL), cabe-nos ressaltar e acreditar que deve haver, além de um homônimo, um sósia do Renan na presidência do Senado, para nos confundir, porém alguém com idoneidade, honestidade e todas as características de um político “ficha limpa”. Esse não é o Renan que conhecemos!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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SANTO, SANTO, SANTO

Concordo plenamente com o presidente do Senado e proponho que seja iniciado imediatamente o processo de beatificação do Sr. Renan Calheiros, tendo em vista sua canonização em função dos “milagres” com os quais ele tem nos agraciado.

Filippo Pardini filippo@pardini.net
São Paulo

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SEM CARTAZ, MAS TUDO BEM

O senador Renan Calheiros (PMDB/AL), em seu texto no “Fórum dos Leitores” publicado no “Estadão” no dia 16 de março do corrente ano de 2013 (“Presidência do Senado”), demonstrando seus inequívocos direitos e seus feitos como senador e presidente do Senado, só se esqueceu do detalhe em reconhecer que não goza de bom “cartaz” junto de boa parcela da população brasileira. Fora esse pequeno detalhe, o tal do “cartaz”, tudo bem!
 
José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br 
Avanhandava

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E 2007?

Os motivos da renúncia de Renan Calheiros à presidência do Senado em 2007 derrubam sua pretensa ilibada conduta autoapregoada em carta ao “Fórum de Leitores” de 16/3/2013.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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GENERALIZAÇÕES

No seu recente artigo, com um título muito sugestivo, “É o fundo do poço, é o fim do caminho”, o ex-deputado Fernando Gabeira foi muito duro em suas críticas a alguns parlamentares, levando em conta as recentes eleições de Renan Calheiros para presidente do Congresso, Marco Feliciano para a Comissão de Direitos Humanos e João Magalhães para a Comissão de Finanças. Mas o deputado, por sua vez, não coloca o que fez na sua temporada como parlamentar, para tentar mudar a situação. Pode parecer contraditória a minha posição, mas, embora concordando com suas críticas aos parlamentares citados, não concordo com as afirmações generalizadas colocando todos os congressistas num mesmo patamar. É o que penso inclusive da categoria dos jornalistas.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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POUCA VERGONHA
 
Mais uma demonstração de que os políticos brasileiros são mesmo experts em legislar em causa própria. O Senado federal é um exemplo solar de como se gasta o dinheiro público em benefício próprio. Em uma década (“Estado”, 17/3) nada menos que R$ 500 milhões foram gastos pela Câmara Alta (de alta não tem nada) em despesas médico-hospitalares, para beneficiar os 81 senadores e seus familiares, ex-senadores e mais 6.300 funcionários. O dinheiro público financia essa verdadeira mamata que são os planos de saúde do Senado. Gastos sem limite. Enquanto os hospitais públicos, em especial na Região Norte/Nordeste, estão à míngua, lotados, com carência de profissionais, corredores apinhados, falta de equipamento, pacientes morrendo por erros médicos, nos revolta esse escárnio, essa pouca vergonha desses apaniguados. Capitaneados por Sarney, Renan e outros, vivem em mar de rosas, esbanjando benesses pessoais com dinheiro público. Um acinte, um desrespeito e um abuso sem mãos a medir.
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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DIFÍCIL DE ACEITAR

Das mordomias, uma das mais difíceis de aceitar é aquela em que o brasileiro acaba pagando, através dos impostos, plano de saúde supercompleto e vitalício para os parlamentares, quando, em sua quase totalidade, esse mesmo brasileiro não consegue arcar sequer com um plano básico de saúde para ele e sua família.
 
Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso  mdokrmo@hotmail.com
Bauru

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OS 81 INCOMUNS

Os 81 senadores do Brasil mostram aos seus eleitores que eles só são povão na hora do voto, uma vez eleitos, podem gastar em saúde quanto quiserem e como quiserem. Portanto, no Brasil hoje, 81 indivíduos não são pessoas comuns. Elas gastam e consomem grande parte do PIB que tanta falta faz aos pobres que nem saúde têm. Fala sério, este país é uma vergonha. Brasil, um país de tolos!
 
Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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A VERDADEIRA HISTÓRIA

“Criminoso da ditadura não pode ter cargo público”, disse a ministra Maria do Rosário. Agora, criminosos terroristas, assaltantes, sequestradores, etc., desde que contra os militares, pode, né, Dra. ministra? Muitos deles já se encontram na política ou no governo. Outros milhares recebem as benesses da “bolsa ditadura”. Qual será a verdadeira história?

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com 
Cunha 

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CRIMINOSOS

A ilustre dona Maria está falando da “ditadura militar”, os criminosos da “ditadura comunista” podem? Criminoso é criminoso, pouco importa ser um papa, um bispo, um padre, um presidente da República, um “barnabé do funcionalismo” ou um mero povão das ruas. Aí está a origem da criminalidade no País, começa nesses barnabés imbuídos das mentiras comunistas que estão pendurados em “cargos de confiança”, na realidade dos grandes comandantes do tráfico, das drogas, etc. Pagamos para “chefes” como Beira-Mar comandar seu império dentro do “palácio” de uma penitenciária, com toda segurança de um governo que na realidade deveria estar lá no lugar do vagabundo.
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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DIREITO A CARGO PÚBLICO

Absurda a declaração da ministra Maria do Rosário. Engraçado, criminoso da ditadura não pode ter cargo público – estava cumprindo ordens superiores. Agora, os verdadeiros bandidos, os terroristas que cometeram assaltos, assassinados, podem. Só mesmo neste Brasil do PT.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br
São Paulo

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BRASIL?

A qual nação a Sra. Maria do Rosário, ministra de Direitos Humanos, está se referindo, quando disse que “pessoas envolvidas em situação de morte, tortura e desaparecimento...” não devem ocupar funções públicas? Certamente, não é ao Brasil, pois ela conhece todos os ocupantes dos altos cargos públicos e seus históricos...

Walter Augusto Pinheiro aeromedico@aeromedico.com.br
São Paulo

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ISONOMIA

Afirma a ministra Maria do Rosário: “Eu penso que todas as pessoas que comprovadamente estiveram envolvidas em situações de morte, tortura, desaparecimentos forçados não devem ocupar funções públicas no País. Porque  os que cometeram – e se cometeram comprovadamente estes atos – traíram qualquer princípio ético de dignidade humana e não devem ocupar funções de representação”. Isso se aplica a “eles”. Não se aplica a “nós”. A isonomia foi revogada por medida provisória?

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br 
Piracicaba

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