Fórum dos Leitores

Atualizado às 6h18.

O Estado de S.Paulo

21 Março 2013 | 02h07

GOVERNO DILMA

O ibope da presidente

Cada vez que leio pesquisas conduzidas pelo Ibope, particularmente em relação à política, tenho minhas desconfianças, já que as pesquisas são encomendadas e pagas. É importante saber como a questão é posta ao entrevistado, além, é óbvio, da qualidade estatística da amostra. A insuspeita Fundação Getúlio Vargas (FGV), até recentemente ao menos, conduzia pesquisas em que os melhores números listavam a Igreja (suponho que Católica), as Forças Armadas, o Judiciário... Como andam a presidente e o governo nos levantamentos da FGV?

ROBERTO VIANA MACIEL
rovisa681@gmail.com
Salvador

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A explicação

Rato rabudo é uma iguaria fina e ficar sem água faz bem à pele e aos cabelos. Ser soterrado a cada dois anos promove o adequado equilíbrio na população. Pagar cada vez mais pelo que consumimos no supermercado é bom, emagrece e nos ensina a andar na corda bamba. Ficar nas filas dos hospitais ou "internados" em macas nos corredores é um exercício de sociabilidade. Sair da escola sem ter domínio da Matemática e do Português só diz que nosso ensino público visa mais a formar os tais cidadãos do que gente que só pensa em ganhar dinheiro. Fugir de balas perdidas, de assassinos e ladrões é exercício físico e mental, que nos deixa mais esbeltos e alertas, prevenindo inclusive o mal de Alzheimer. As horas que passamos no escuro por falta de energia elétrica fazem nossas contas serem menores. Só assim dá para explicar a enorme popularidade de Dilma Rousseff que o Ibope constatou em sua mais nova pesquisa. 

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO
crisrochazevedo@hotmail.com
Florianópolis

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Habemus 'desperdicium'

Lula e Rose não foram com a comitiva de Dilma à posse do papa? Ou os 52 quartos contratados para essa missão lhe pareceram excessivos e deixou adjunto e adjunta de fora? O sarcasmo é exatamente proporcional à indignação que nós, brasileiros que vimos gente nossa comendo ratos, tal a sua miséria, sentimos. Cada diária da presidente em hotel dos mais luxuosos de Roma, cerca de R$ 7.700, daria para garantir por longo tempo as três refeições que Lula prometeu a essa pobre gente, que nem sei como tem forças para correr atrás de ratos!

MYRIAN MACEDO
myrian.macedo@uol.com.br
São Paulo

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Passeio caro

Alguém sabe o que o ministro Mercadante foi fazer em Roma, além de bancar o papagaio de pirata da presidente? E há alguma justificativa para a volumosa despesa da comitiva com aluguel de carros, hospedagem, etc.? Que benefício tal viagem trouxe ao País?

HELEO POHLMANN BRAGA
heleo.braga@hotmail.com
Ribeirão Preto

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Ações presidenciais

Dilma, de mãos dadas com o papa Francisco, ganhou notoriedade na mídia. E pensar que ela só foi a Roma a conselho de seu secretário Gilberto Carvalho... Que tal ouvir também as críticas de Jorge Gerdau quanto aos seus 39 ministérios e tomar medidas? 

IZABEL AVALLONE
izabelavallone@gmail.com
São Paulo

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CHUVAS E TRAGÉDIAS

Quantas mortes mais?

Agora a presidente Dilma exige medidas drásticas. Conclui-se, então, que só medidas brandas foram tomadas antes, ao custo de pelo menos mais 28 mortes, destruição e sofrimento.

LUIZ NUSBAUM
lnusbaum@uol.com.br
São Paulo 

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Águas de março

Em pleno século 21, dada a gestão medíocre de seus prefeitos, a maior metrópole do País não conta com todos os fios e cabos da rede elétrica subterrâneos. É óbvio que árvores podres, sem inspeção nem cuidados, continuarão a cair sobre a rede nos séculos 22, 23...

FLAVIO MARCUS JULIANO
opegapulhas@terra.com.br
Santos 

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MERCOSUL

Argentina x Brasil

Sou, ou pelo menos ainda sou, pouco afeito aos princípios neoliberais e conservadores. Mas não tenho como discordar das duas abordagens sobre a Argentina de Cristina Kirchner e o Mercosul no Estado de 19/3. Tanto o artigo de Luiz Felipe Lampreia (Em marcha batida para o abismo, A2) quanto o editorial O alvo do governo Kirchner (A3) remetem à mesma questão: o que fazemos nós nesse malfadado Mercosul? Só discordo do ex-ministro em relação ao casamento indissolúvel. Há tempo para manter e tempo para romper. Os interesses do Brasil em primeiro lugar.

ADALBERTO CAPELLI
adalbertocapelli@gmail.com
Osasco

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Saldo comercial

A pesquisa apontando que 67% acham o governo Dilma bom ou ótimo deve ter sido feita na Argentina, em vista do saldo do comércio desse país com o Brasil.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA
amadeugarridoadv@uol.com.br
São Paulo

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O PT E A MÍDIA

Marco regulatório

Lá vem o eterno e indestrutível partido dos trambiqueiros com a ideia fixa de "regulamentar" a mídia. Sabemos bem o que isso significa. Vide o que ocorre em Cuba, na Venezuela, no Equador e em outras "democracias". Quem tem de adotar um novo "marco regulatório" é o próprio PT, para extirpar definitivamente de seu programa essas ideias liberticidas.

RENATO PIRES
repires@terra.com.br
Ribeirão Preto

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VALE-CULTURA

Retificação

Caro Sérgio Augusto, li com atenção seu artigo Vale tudo?, no caderno Aliás do Estado (17/3), e gostaria de fazer um reparo: você cita corretamente no texto uma afirmação feita por mim quando ministro, na época em que lançamos o Vale-Cultura, mas tira conclusões incorretas. Lembrei muitas vezes e em muitas ocasiões que "menos 20% dos brasileiros estão incorporados nas atividades que não venham da TV aberta". Tive acesso a essa informação por meio dos trabalhos de pesquisa e dados da realidade cultural brasileira produzidos pelo IBGE e pelo Ipea. Achei que era um dado grave da nossa situação cultural e me inspirou a dar ênfase às políticas e ações de estímulo ao acesso e ao consumo cultural. Em nenhum momento acreditei, nem mesmo cheguei a pensar em pôr o Vale-Cultura à disposição para financiar pacotes de TV por assinatura. Não estava posta essa questão na época. Inclusive fiquei contente quando a ministra Marta Suplicy assumiu posição contra essa concessão. Seu artigo, muito preciso, teve essa falha e estou escrevendo para possibilitar a retificação. Um abraço,

JUCA FERREIRA
jucaferreira.ba@gmail.com
São Paulo

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O SAMBA DE LUTO

Emílio Santiago, filho adotivo, formado em Direito, defendeu nas tribunas dos palcos não somente do nosso país, mas também no exterior, a popular música brasileira como ninguém. E depois de mais de 40 anos contribuindo com a nossa cultura, este notável intérprete veio a falecer vítima de um AVC, deixando o samba órfão da sua ginga e musicalidade. Mas seu legado ficará eternamente para a história e à disposição de muitas outras gerações, pelos documentos de centenas de lindas canções gravadas ao longo de sua brilhante carreira. Que vá em paz, grande Emílio Santiago! 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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EMÍLIO SANTIAGO

Partiu o nosso Nat King Cole: Emílio Santiago! Lux! Lux! Lux!
                                                                                                                 Luiz Fernando D’Ávila lfd_avila@hotmail.com
Rio de Janeiro

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BOTAFOGUENSE
 
Morreu o grande cantor carioca, e grande botafoguense também, Emilio Santiago. Ele nasceu no dia 6 de dezembro de 1946, no Rio de Janeiro. O cantor morreu na quarta-feira (20/3/2013) aos 66 anos.    Emílio estava internado na UTI do Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, depois de sofrer um AVC no dia 7 de março. Por inúmeras vezes sentei ao lado de Emilio nas arquibancadas do Maracanã para ver o nosso Botafogo jogar. Boas lembranças de um tempo bom. Descanse em paz, caro Emilio!
 
Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br
Rio de Janeiro

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JAMES F. SUNDERLAND COOK

Lamento informar, que meu marido, James Fanstone Sunderland Cook (Jimmy Cook), colaborador de tantos anos desse “Fórum”, veio a falecer no dia 15 de março, aos 81 anos. Muitas leitores de suas cartas, que conhecemos, e outros que nunca conhecemos, têm entrado em contato comigo para confirmar a triste notícia. 

Olivia Cook oliviacook.art@gmail.com
São Paulo

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O BRASIL DE LUTO

Foram decretados três dias de luto oficial pela morte do companheiro Hugo Chávez. Quantos, se forem decretados, serão os dias de luto pelas mortes em Teresópolis? Ou os que morrem em razão do descaso dos políticos, corrupção, desmandos, malversação do dinheiro público não podem ou não devem ter essa honra? Vamos nós tocarmos as sirenes de alertas a esses maus políticos. Acorda, Brasil!
  
Angelo Antonio Maglio angelo@rancholarimoveis.com.br 
Cotia

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DESLIZAMENTOS

O governador do Rio, Sergio Cabral, acaba de confessar ao recorrer da derrubada do veto da presidenta Dilma no caso dos royalties do petróleo, que a dinheirama que deixará de receber vai atrasar as obras prioritárias do seu Estado, que são a Copa do Mundo e a Olimpíada. O povo que desliza todo ano pelas encostas do Estado que se dane...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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CIRANDA DA MORTE

É deprimente assistir, ano após ano, à ciranda macabra de chuva forte, deslizamentos, crianças soterradas, bombeiros, entrevistas com as autoridades e esquecimento até o próximo deslizamento. É estupidez culpar a chuva ou o infeliz que construiu o casebre em local perigoso. A responsabilidade é do fiscal, do secretário e do prefeito que foram corruptos ou omissos ao permitirem a ocupação ilegal. É sabido que os fiscais são facilmente corrompidos. Creio que é esperar demais que “esse” Legislativo faça uma lei mais coercitiva, responsabilizando os prefeitos criminalmente pela ocupação irregular. Por isso, apelo aos promotores e juízes que usem as leis existentes para quebrar esse trágico ciclo. Após algumas condenações, os prefeitos tomarão mais cuidado, evitando nomear cabos eleitorais para essas funções. Portanto, srs. juízes e promotores, na próxima vez que virem os bombeiros desenterrando uma criança da lama de um deslizamento, lembrem que também são responsáveis.
 
Elder Gadotti elderg@ig.com.br 
Campos do Jordão

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ÁGUAS DE MARÇO

Moradores da região serrana do Rio de Janeiro (Petrópolis) escavam na lama, com as próprias mãos, em busca de vizinhos que poderiam estar soterrados. Enquanto isso, nossa governanta, no seu conforto no Vaticano, propõe “medidas drásticas”, que orientariam moradores a abandonar a área. Não precisa, a natureza já se encarregou de tomar tais medidas.
 
Gilberto Martins Costa Filho marcophil@uol.com.br
Santos

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‘O POVO NÃO QUER SAIR’

Eu sempre pensei que o Estado existia para corrigir e administrar erros da sociedade, levando-nos para o desenvolvimento humano. Ouvir a presidente Dilma se lamentar pelos desastres repetidos na serra carioca, dizendo que o povo não “quer sair” daqueles locais, nos dá razão para pensar: o que ela está fazendo na presidência? É função do Estado dar opções, sim, aos habitantes das áreas de risco, e assim como drogados, que não têm opção contra o vício, o Estado precisa estar presente e dar alternativas de cura. No caso alternativa de moradia para lugares seguros, porque assim como o governo não impede entrada de drogas no País, um dia o Estado esteve fora nas opções de moradia em lugares seguros. Agora tem de gastar recursos públicos altíssimos para removê-los. Que sirva de lição a todos os municípios. Fica mais barato prevenir do que remediar. Mas, como o cargo é dado pela população apenas a cada quatro anos, prefeitos pouco se incomodam se o povo insiste em invadir áreas consideradas perigosas para a vida humana, porque dá voto! Isso precisa acabar, e somente uma lei de responsabilidade sem data de validade acabaria com esses desastres anunciados. Enquanto o Estado não intervém nas prefeituras, recursos públicos deverão sair do bolso de todos que amam a vida e se recusam a colocar sua família em risco.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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FALTA DECÊNCIA, NO MÍNIMO

Enquanto dezenas de pessoas morrem soterradas em Petrópolis, cidade que recebeu somente R$ 41 mil da União para obras relacionadas a desastres naturais, enquanto milhares estão sem abrigo devido às chuvas ou à seca no Nordeste, enquanto milhões de brasileiros se esfalfam diariamente para ganhar seu salário e conseguir pagar todos os impostos extorsivos deste país, a comitiva de Dilma, a presidente super bem avaliada por muitos, gasta uma fortuna em hotéis e carros em Roma só para passear e acompanhar a presidente em sua viagem de propaganda para a sua reeleição. É isso, sim, Dilma não é católica e não pratica a religião e só viajou para se mostrar piedosa para o Brasil que acredita em conto de fadas. É no mínimo indecente ver todos os que foram a Roma por nossa conta. Deveriam ter um pouco de vergonha e pudor de se mostrarem numa viagem que nada trará de valor para o País. Já o vice-presidente dos Estados Unidos se hospedou na embaixada americana em Roma. Essa é a diferença entre um país decente e outro. 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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CONVESCOTE EM ROMA

Em 2011, 900 pessoas morreram nas enchentes da região serrana do Rio de Janeiro e só foram gastos 33% do valor destinado às obras de contenção até hoje. Neste ano já morreram mais de 20 pessoas. Em contrapartida, a comitiva que foi para o convescote em Roma utilizou 52 quartos de hotel, 17 carros e só a suíte presidencial custou R$ 7.700,00 aos contribuintes brasileiros. Esse é o governo do povo e para o povo: a vergonha que é o PT!

Luiz Felipe de Camargo Kastrup lfckastrup@gmail.com 
São Paulo

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VERGONHA

É só dando risada... O número de desabrigados nos Estados do Rio de Janeiro e em São Paulo com as torrenciais chuvas é enorme, e a nossa presidenta, que é contra a pobreza, e sua comitiva ocupam 52 quartos e 17 veículos na sua visita ao papa. A suíte em que ela se hospeda custa R$ 7.700,00 a diária, dinheiro que poderia ser poupado e dirigido a essas famílias brasileiras. Com certeza, Sua Santidade ficaria muito mais orgulhoso dessa atitude.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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BLÁ-BLÁ-BLÁS

As tragédias anunciadas de sempre e as hipocrisias de sempre ditas pelos nossos políticos. Refiro-me às chuvas que castigaram, mais uma vez, a região serrana do Rio e, particularmente, a cidade de Petrópolis. O discurso é o mesmo. Vamos construir casas, ajudar os desabrigados, e outros blá, blá, blás. Para que servem mesmo os royalties?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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A CAUSA

Os deslizes sem contensão no repasse de verbas ministeriais, estaduais e municipais são a causa dos deslizamentos que assolam a região serrana do Rio.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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DE QUEM É A CULPA?

Todos os anos vemos repetir as mesmas cenas em qualquer parte do Brasil e às vezes estas tragédias ocorrem no mesmo lugar. Lugar este que nem recuperou os danos físicos, financeiro ou reparo do deslizamento e da tragédia e a chuva vem e leva tudo, novamente. Até quando o Brasil vai gastar para refazer os estragos causados pela chuva? Quando o País vai aprender a se prevenir desse mal? Quanto dinheiro gasto e jogado literalmente na lama na tentativa de recuperar os danos causados pelo período de chuva. De quem é a culpa desse desastre que se repete anualmente? De um lado os políticos que fazem vista grossa das construções que florecem em área de risco. A favela cresce no morro, junto a córrego, rio e o poder público só aparece quando a tragédia anunciada acontece, ou seja por deslizamento, ou incêndio. Do outro lado está o homem que constrói sua casa sob um monte de areia, ele sabe que é um local de risco e como não tem onde morar ele arrisca a própria vida, ou porque no fundo ele sabe que uma hora o poder público vai cadastrá-lo e dar vida ao seu sonho da casa própria. Assim, eu acho que a culpa maior é do político que tem poder de proibir o cidadão de construir em área de risco e não o faz. Estas tragédias são anunciadas anualmente e são visíveis aos políticos locais, que fingem não perceber o crescimento irregular, que ocorre nas cidades e lamentavelmente estas cenas se repetem e sempre em vão, vão-se as verbas para reparo, vai-se a vida dos moradores e anualmente estes lugares não são recuperados, veem-se apenas as cicatrizes das tragédias aumentarem porque nunca houve um projeto que saia do papel que seja de prevenção a tragédias ambientais, que na maioria das vezes é o próprio homem o culpado. É uma pena, tanto dinheiro jogado em vão e tantas vidas que perdidas.

Regina Teles reginateles@hotmail.com 
São Paulo

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MAIS UMA VEZ... E ATÉ QUANDO?

Como se repete todos os anos, mais uma vez as chuvas de verão ceifam vidas, sem que as autoridades tomem qualquer providência, principalmente de caráter preventivo. É sempre o mesmo blá-blá-blá: “Vamos destinar verba para amparar os desabrigados, etc., etc.”. Os políticos se preocupam, quando acontecem esses desastres, em aparecer. Note-se que a primeira providência (para ficar bem na fita) é declarar “luto oficial”. Parece até que já existe uma escala dos dias de luto, de acordo com o número de mortos. O governador do Rio decretou luto só de três dias. Já em relação à tragédia de Santa Maria (RS), o luto decretado foi de sete dias. Chega de demagogia, é preciso responsabilizar os prefeitos, governadores e até o governo federal, pois vidas são ceifadas todos os anos e a ladainha se repete. Por acaso, para a tragédia de Santa Maria, o prefeito e o comandante do Corpo de Bombeiros local foram responsabilizados? Mais de 250 vidas foram perdidas, destroçando famílias inteiras, que certamente jamais se recuperarão. E os responsáveis? Foram presos e destituídos de seus cargos? Em Petrópolis, Teresópolis, etc., o que foi feito? Removidos das áreas de risco? A desculpa: a sirene funcionou, só que não deu tempo de as famílias deixarem suas casas e, assim, inúmeras crianças inocentes morreram. Não tem importância, a gente decreta luto oficial e estamos conversados. Vergonha!

Roberto L. Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com 
São Paulo

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LITORAL NORTE DE SÃO PAULO

Quando a Rodovia Rio-Santos estava sendo construída, nas proximidades do km 178, em Juqueí, havia um corte de morro que escorregava constantemente para o asfalto. O DER limpava a terra e novamente o terreno escorregava. Entre 1993 e 1996 fui secretária de Meio Ambiente da Prefeitura de São Sebastião (gestão Luis Alberto de Faria) e recebemos solicitação para implantar naquele local uma caixa de empréstimo, ou seja, barreira para retirada de terra. Chamamos o IPT e o laudo foi claro: nada poderia ser feito no local, porque a terra ali “andava”. Negamos licença e determinamos à Guarda Ambiental a vigilância do local. 20 anos se passaram e a área está lotada de barracos e vejo pela tevê que uma daquelas casas desmoronou e que a Defesa Civil informa que o morro está cheio de rachaduras e que está “escorregando”. Ah! Verdade? Não me digam! E por que deixaram construir ali? O local atende hoje pela denominação de Morro do Esquimó e uma grande parte dele resulta, também, de loteamento totalmente irregular (onde a lei determinava lotes de 3 mil metros foram traçados lotinhos de 400m, comprados quase sempre por quatro famílias, o que resultou numa grande favela) loteamento esse feito por um senhor a quem as autoridades homenagearam com nome em uma rua de Juqueí. Não foi apenas o prefeito que lá está que deixou construir ali, foi ele, sim, mas também todos os outros que se seguiram nestes 20 anos. E não só deixaram construir esta, como outras favelas em Juqueí e nas demais praias. A Federação Pro Costa Atlântica (que reúne as sociedades de amigos da Costa Sul de São Sebastião) faz há três anos voos para identificar construções irregulares. Existem 150 denúncias paradas na Procuradoria Ambiental da Prefeitura, sem nenhuma providência. A única foi um “comunique-se” inadequado e mal escrito em que se dizia que a Federação deveria fazer novamente as 150 denúncias, caso por caso, pagando a taxa de protocolo por cada uma. Ou seja: além de ignorar praxe pela qual denúncias de sabs não necessitam fazer pagamentos no protocolo, o “comunique-se” visa a, certamente, procrastinar qualquer ação. O prefeito responde, sempre, que não tem fiscais em número suficiente. Talvez não tenha mesmo, sabendo-se que a Guarda Ambiental foi extinta há vários anos por um prefeito com mais soberba do que Lula e Dilma juntos. Mas, se não tem, que contrate! O que não se pode é “matar” com má administração e má fiscalização um litoral que é um dos mais belos do País. Administrar não é bloquear ruas. Tenho certeza de que Deus, além de ser brasileiro, também é juquiano, pois não houve mortes em Juqueí nestes dois últimos temporais. Que Ele continue nos protegendo! Em relação ao município todo, vem por aí coisa pior: um Plano de Gerenciamento Costeiro construído em reuniões em Caraguá (!) e a ampliação do porto sem mínimas condições de sustentabilidade. Quem viver verá! 

Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br
São Paulo

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SÓ QUERIA ENTENDER

“Durante 30 minutos tentou-se levar adiante o debate, mas parlamentares do PT fizeram discursos contra o pastor (“deputado Marco Feliciano”) e os manifestantes continuaram gritando palavras de ordem.” Isso na reunião da Comissão de Direitos Humanos, ontem, 20/3/2013, segundo o “Estado” nos informa. Eu só queria entender. Não foi o PT que o colocou lá? Seria para desviar a atenção de assuntos outros, como a inflação, a não “desoneração” da cesta básica, do aumento do diesel e outras “cositas más”?

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br
Campinas

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OS ROYALTIES DO PETRÓLEO

Vamos supor que eu alugue um terreno de minha propriedade para que uma empresa de celulares coloque uma torre de transmissão. Com base na lei dos royalties aprovada pelo Congresso, meus vizinhos ou toda a população da cidade podem exigir participação nos meus lucros do aluguel, uma vez que a torre explora o ar, que pertence a toda a população. Poderei argumentar que estou apenas cedendo o terreno, que deixarei de explorar de outra maneira e assumirei os riscos que a torre pode causar, como, por exemplo, um desabamento que destrua outra construção que tenha por perto. Posso alegar também que quem utiliza o ar para expandir as ondas é a empresa e faz isso para atingir o objetivo de melhorar a comunicação para toda a população. Mas com certeza isso não será considerado. O que importa é o dinheiro que estou recebendo, que deve ser socializado. No meu hipotético caso, posso desistir do negócio. Quanto aos Estados que cedem seus territórios para a exploração do petróleo, essencial a todos, pode exigir a imediata retirada das petroleiras de suas praias, já que o negócio deixa de ser interessante? E quanto aos riscos inerentes à exploração, todos contribuirão solidariamente em caso de contaminação das águas e praias destes Estados? E por último: será que estamos mesmo gastando bilhões de reais para suas excelências gastarem seu tempo em discussões deste nível, tendo de exigir resposta do sobrecarregado Supremo Tribunal Federal (STF), que recusam-se em aceitar?  Definitivamente, o fim está próximo. Seja qual for ele.

Lizete Galves Maturana lizete.galves@terra.com.br 
Jundiaí

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LIMINAR MANTIDA

Esta liminar dos royalties do petróleo favorável aos Estados do Rio e ao nosso tem de ser mantida pelo plenário do Supremo. Nada mais justo e natural; se o produto sai de nosso litoral, que para cá venham seus dividendos. Se Minas não divide seu faturamento com exploração de minério de ferro, por exemplo, por que nós somos obrigados a fazê-lo com nosso petróleo?

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br 
Marataízes (ES)

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O STF DECIDINDO SOBRE OS ROYALTIES

Essa é a cara de um país onde lei, ora, lei... O Legislativo, que faz a lei, se lixa para a Constituição; o Executivo, que usa a lei, se lixa para a Constituição; e a Justiça, hoje pelo STF, parece estar querendo voltar à prática constitucional, que de fato nunca existiu no País. Constituição, sempre mera peça de eleição, e nada mais. Por isso marchamos no fim da fila de países desenvolvidos.
 
Ariovaldo Batista rioba06@hotmail.com 
São Bernardo do Campo

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ROYALTIES E CRIANÇAS

Não consigo deixar de me sentir um tanto tomada da já famosa “vergonha alheia” ao ver a choradeira de estados como o Rio de Janeiro com a distribuição dos royalties de petróleo. É claro que se trata de muito dinheiro, que deveria, em tese, resolver metade dos problemas dos Estados produtores. De algum modo, fará falta. Mas parece espantoso e um tanto constrangedor constatar que, sem o dinheiro de royalties, estes Estados simplesmente não se sustentam. Esta verba deveria ser um bônus, apenas. Devido ao seu volume, deveria servir para tornar estes Estados e cidades as mais prósperas e ricas do País. Não é assim, como todos sabemos. A cidade do Rio de Janeiro e seus arredores, por exemplo, sofrem problemas crônicos com as áreas de saúde, educação, saneamento, moradia, sem falar da poluição de águas demais danos ao meio ambiente. As favelas tomam boa parte de área urbana. Riqueza só se vê na orla das praias. Não é só o Rio! Sem medo de errar, pode-se afirmar que nenhuma das cidades recebedoras dos royalties de petróleo reflete na sua aparência e qualidade de vida de seus cidadãos o resultado de tamanha riqueza. É evidente que algo está errado. Por outro lado, não é possível que os Estados produtores dependam quase 100% do que deveria ser apenas um bônus. Se estes Estados não se sustentam sem os royalties, é necessário que se faça um sério esforço para que desenvolvam parques industriais ou outras atividades realmente produtivas. Precisam crescer e trabalhar, pois, ao que parece, são como crianças vivendo do dinheiro da mesada do pais.  

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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CORRUPÇÃO

O que mais dói neste embrulho dos royalties é saber que essa divisão injusta do arrecadado vai, antes de tudo, alimentar a corrupção infame que insiste em nos cercar quotidianamente. 

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br 
Rio de Janeiro

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ROYALTIES, SÓ A FACE VISÍVEL

A polêmica sobre os royalties envolve discussões políticas reciprocamente respeitáveis. E também o ato compreensível de que os parlamentares sustentam os interesses de seus respectivos estados, sob pena de suicídio político num país em que a política partidária é uma carreira de longo prazo, uma profissão, e não uma missão construtiva e passageira. Porém, revela, antes de tudo, que nossa Constituição proclama um sistema estatal federativo, mas é absolutamente pobre quanto a regras disciplinadoras da Federação. E a celebração de um pacto federativo, que tem como suposto um consenso interestadual sob uma forte liderança nacional, algo meramente utópico. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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LEITINHO

Políticos de segunda categoria são assim mesmo. Os paspalhos não entram em acordo nem sobre os royalties de petróleo que ainda não existe. A galinha nem botou o ovo e eles não conseguem dividir uma futura imaginaria omelete. O que é fato é que esses royalties estão enriquecendo muitos defensores dos mesmos e é só ameaçar o cortar “o leitinho” que eles gritam mesmo. Isso ninguém investiga.
  
Ricardo M. Guerrini irgguerrini@uol.com.br 
São Paulo

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PETROYALTIES 

E, então, como é que fica o imbróglio do petróleo: o “petroyaltie” é meu ou nosso?
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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O PACTO FEDERATIVO E OS CIFRÕES

A elite política nacional discute agora o Pacto Federativo. Na verdade, o que Estados e municípios querem é mais dinheiro da União. Os das regiões industrializadas reclamam que os tributos ali arrecadados são repassados para os grotões e os dos grotões, mesmo assim, ainda querem mais. Numa época em que se avizinham eleições gerais, tudo é possível. O tal pacto resume-se uma citação de efeito pois o Brasil, apesar de ser dividido em 27 Estados, e denominar-se República Federativa, nunca foi uma federação, já que todo o poder sempre esteve concentrado na União, que arrecada o grosso dos tributos e, como detentora do cofre, exerce o mando sobre os Estados e municípios. O acordo será apenas moeda de troca aos descontentes da divisão dos royalties do petróleo. Mas estaremos muito longe do verdadeiro Pacto Federativo. Uma federação sugere unidades federadas autônomas e com o mesmo objetivo. Nossos Estados (antes províncias) nunca foram autônomos. Mas, se vier mais dinheiro para Estados e municípios, já terá valido a pena...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo                                                                                                     

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DESCENTRALIZAR

A cada dia que passa, os gargalos da Federação se mostram mais distantes, uma vez que Estados e municípios se endividam e não têm como pagar à União. Agora, com a mudança dos royalties do petróleo e o pagamento dos precatórios sem rolagem das dívidas, surge uma grande incógnita: como os entes federados poderão quitar suas obrigações, se não têm caixa para tanto? O modelo federativo se esgotou e a centralização da arrecadação em mãos da União não pode permanecer. O Brasil precisa descentralizar tudo e, naturalmente, a autonomia financeira das prefeituras, e fundamentalmente dos Estados. Sem isso, o País parará.
 
Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br 
São Paulo

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TUTELA TRABALHISTA

Com o novo ministro do Trabalho talvez seja possível avançar um pouco na atualização da legislação trabalhista que mantém sob tutela 47 milhões de trabalhadores brasileiros, dos 120 milhões economicamente ativos. Ao menos se trata de um político de longa militância na área trabalhista e com maturidade suficiente para reconhecer a premência de algumas alterações fundamentais. Um povo em que 80% têm opção religiosa e que contribuiu de forma voluntária para o pagamento das contas de sua igreja não pode ser reconhecido como incapaz de fazer os seus contratos de trabalho. Hoje ele ainda é obrigado a fazer de acordo com o entendimento dos idos de 1940. E se não o fizer sofrerá a desaprovação objetiva da Justiça Trabalhista. É a Justiça Trabalhista que tutela os contratos dessa parcela da população. E somente no Brasil existe essa divisão no Poder Judiciário. Um dos óbices para acelerar as iniciativas e criatividades dos empregados está na determinação de que todos os que exercem as mesmas funções são obrigados a ganhar a mesma remuneração. Mesmo que o empregador identifique valiosas as contribuições de produtividade de determinado empregado não pode aumentar a sua remuneração. Outra determinação que não gera os resultados esperados é a imposição da multa de 40% saldo do FGTS para as demissões imotivadas. Ao menos é isto que mostra a expressiva porcentagem da força de trabalho que é demitida anualmente. Apesar da estatística do governo indicar que em 2012 o País fechou o ano com 5,4% de desempregados, a conta paga para o seguro-desemprego atingiu R$ 22,1 bilhões. Em 2002 com desemprego de 11,9% o gasto foi de R$ 16 bilhões. Claro que o governo somente considera desempregado aquele que procura emprego. É sinal de que os que estão no seguro e possivelmente os que percebem alguma das Bolsas não estejam procurando postos de trabalho. Se não for para mudar não vejo necessidade de ainda se manter e gastar dinheiro do povo com um Ministério do Trabalho e Emprego.

Helio Mazzolli mazzolli@terra.com.br
Criciúma (SC)

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TRANSPARÊNCIA

Quando nos deparamos com atitudes honestas e sensatas, embora sejam obrigações do ser humano, as mesmas devem ser homenageadas, pois são raríssimas e inacreditáveis de ocorrer, especialmente no meio político brasileiro, já que é sabido que nesse meio só prevalecem a corrupção e a podridão que regem e regulamentam as atuações dos políticos. Portanto, devemos enaltecer o comportamento do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) por sua desistência dos seus recursos impetrados com a finalidade de arquivar os 11 inquéritos em curso que o incriminam. E também se prontificou espontaneamente a abrir seus sigilos bancário e fiscal.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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‘O BRASIL É TÃO BONZINHO’

A história se repete à exaustão. Acusa-se um detentor de cargo público de receber propina, no presente caso o ex-secretário da educação e atual deputado federal Gabriel Chalita, na compra desnecessária e sem licitação (mesmo que houvesse não faria diferença) de um programa educacional que nunca foi usado, enquanto, no caso, reformava um imóvel de luxo. Logo veem os desmentidos, blá, blá, blá. Faltou dizer que o tribunal de contas aprovou tudo, até que não haja mais argumento e o político caia em desgraça, sem que haja alteração em seu patrimônio, sem consequências criminais, e a vida continua. Como é “bom” ser político no Brasil

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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INJUSTIÇA

Interessante! Um jovem estudante de psicologia, com um futuro pela frente, preso em uma penitenciária?! Um assassino, que matou mais uma mulher grávida de 9 meses, solto?! Será que não está havendo uma inversão de valores? A sociedade não está mais conseguindo discernir o certo do errado? Será que esse delegado que mandou um jovem estudante para a penitenciária não está querendo mostrar serviço, uma vez que não consegue prender verdadeiros assassinos? Não preciso ter uma faculdade de psicologia para saber que essa criança que nasceu sem a mãe preferia tê-la por perto, mesmo que ela não tivesse um braço. Como esse exemplo, temos outros muitos pais de família, filhos únicos, assassinados por homens que colocam uma arma embaixo do braço e saem pelas ruas sem o menor sentimento de culpa se irá ou não desestruturar uma família inteira. E o delegado manda um jovem estudante para a penitenciária? Fala sério! Isso é ou não é uma enorme injustiça? E os meios de comunicação ficam esmiuçando um jovem que cometeu o crime de dirigir embriagado e, por uma fatalidade, atropelou um ciclista. Quem nunca, quando jovem, cometeu pequenas infrações? Que atire a primeira pedra...

Regina Bertoncello Azevedo regina@performancetur.com.br 
São Paulo

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RESPEITO ÀS LEIS

Motoristas, ciclistas e pedestres devem respeitar as leis na locomoção urbana. Todos devem ser tratados com igualdade de direitos e deveres: esta é minha opinião. Não creio que seja possível regular os ciclistas sem fazê-lo também com os pedestres e motoristas. Há uma interferência, entre os diversos tipos de locomoção, que se entrelaça nos espaços uns dos outros. O que falta é um trabalho educacional que deve começar pelas crianças. Pelas mãos das mães e pais, elas (as crianças) atravessam as vias em locais impróprios, em sinais fechados aos pedestres, andam nas ciclovias e assim recebem um péssimo exemplo que se refletirá no comportamento dos futuros motoristas e ciclistas.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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