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O Estado de S.Paulo

22 Março 2013 | 02h11

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Malandros e manés

Depois de muita choradeira os deputados federais aprovaram em fevereiro (no dia 27) o fim do 14.º e do 15.º salários que recebiam, mas como jogadores trapaceiros já tinham uma carta marcada na manga para que o jogo uma vez mais os favorecesse. Nem um mês após a medida, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), adotou um pacote de bondades para os parlamentares que pode elevar os gastos em R$ 30 milhões por ano, o que anularia a economia obtida, e de quebra teriam um acréscimo de quase R$ 3 milhões para outras benesses (R$ 27,4 milhões de corte x R$ 30milhões de gasto). E o "nobre" presidente da Câmara, quando da aprovação da medida anterior, na maior cara de pau, disse: "Não (há chance da criação de compensações para o fim do 14.º e do 15.º). Uma coisa é uma coisa, a outra coisa é outra coisa". Que coisa! Enquanto a malandragem impera na Câmara dos Deputados, os manés que os elegeram como representantes continuam a pagar a conta.

SÉRGIO DAFRÉ
sergio_dafre@hotmail.com
Jundiaí

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Vergonhoso

Isso é o que podemos chamar de subestimar a população brasileira mais esclarecida - que, infelizmente, é a minoria, por interesse do próprio governo atualmente no pudê em manter a maioria na ignorância. Então, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, extinguiu o 14.º e o 15.º salários dos deputados federais, mas em contrapartida, para compensá-los, eleva a cota de despesas no exercício do mandato desses mesmos parlamentares, além de criar mais 44 cargos? Vergonhoso!

ANGELO TONELLI
angelotonelli@yahoo.com.br
São Paulo

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Os abusos de sempre

Com a extinção do 14.º e do 15.º salários dos deputados, um ar de moralidade parecia soprar na Câmara. A nossa ilusão de que as coisas poderiam melhorar, em curto espaço de tempo, feneceu. O nobre deputado Henrique Eduardo Alves, além de aumentar o valor das cotas que cobrem as despesas pessoais dos deputados que estão no exercício do cargo, ainda quer criar mais 44 cargos sem concurso, para inflar ainda mais o exército de servidores daquela Casa. Não há uma única ação dos políticos que estão no poder que nos possa dar esperanças de que algo possa, de fato, melhorar. A tênue economia obtida com a extinção dos salários extras extinguiu-se, foi para o espaço. A primazia, como de costume, é sempre legislar em causa própria. E o povo? Ora, o povo...

FRANCISCO ZARDETTO
fzardetto@uol.com.br
São Paulo

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GOVERNO DILMA

Digno das Arábias

Num país onde milhões de pessoas ainda vivem abaixo da linha da pobreza, com uma enorme deficiência em educação e saúde, a nossa presidente resolveu fazer uma caravana digna de príncipes árabes para assistir a uma missa. A caravana era de tal proporção que incluiu ministros, políticos, amigos, assessores e outros tipos de pessoas - e o povo brasileiro teve de pagar mais de 50 quartos em hotéis de altíssimo luxo, uma frota enorme de veículos, incluindo carros, limusines, caminhões para transporte de bagagem, etc... Eu gostaria de lembrar à presidente que quando Margaret Thatcher era primeira-ministra da Inglaterra teve de viajar aos EUA e o fez em avião de carreira, na classe executiva (não era primeira classe!), acompanhada de apenas dois assessores. Pense na miséria em que o povo vive, presidenta.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI
mmartignoni@ig.com.br
São Paulo

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'Pequena' comitiva

Alguém pode me informar o total das despesas da "modesta" comitiva que foi a Roma para assistir à inauguração do pontificado do humilde papa Francisco? E os gastos com os cartões corporativos serão abertos ou continuam segredo de Estado? Notem que o papa pediu que não se fizessem gastos extraordinários para assistir à sua primeira missa. Sugiro que os brasileiros flagelados de Petrópolis, da Baixada Fluminense e do Nordeste escrevam para Roma e contem ao papa como este governo cuida bem dos seus pobres.

SONIA ARRUGA
sonia.arruga@gmail.com
São Paulo

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Humildade

Enquanto dona Dilma Rousseff, presidente de um país onde nordestinos comem ratos para saciar a fome, leva uma enorme comitiva a Roma e ocupa dezenas de quartos de hotel, o papa Francisco declara que os aposentos papais são um exagero, comportariam umas 300 pessoas, e anuncia que vai ocupar apenas uma parte suficientemente necessária, eu me ponho a pensar: será que o povo que vem sendo enganado com essa maracutaia chamada Bolsa-Família se sente classe média mesmo e acredita no imenso coração de Lula e Dilma, a dama do Brasil carinhoso?

NEI SILVEIRA DE ALMEIDA
neizao1@yahoo.com.br
Belo Horizonte

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Discurso

A população brasileira gostaria enormemente que as nossas autoridades seguissem o caminho do desapego e da renúncia. A viagem a Roma teve alto custo e se o papa é uma "pessoa normal", por que os nossos governantes gastam facilmente o dinheiro público e não o destinam ao combate à fome e à miséria no Brasil?

YVETTE KFOURI ABRÃO
abraoc@uol.com.br
São Paulo

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Um cargo espinhoso

Não conheço pessoalmente a presidente Dilma nem nenhum dos membros da imensa comitiva presente em Roma. Mas mesmo não conhecendo pude observar que o rosto deles estava triste e mostrava preocupação, embora tentassem disfarçar demonstrando alegria e descontração. Não deve ser fácil para 52 brasileiros abnegados estarem tão distantes de seus compatriotas que, no momento, estão desabrigados e morrendo nas enchentes das cidades do Estado do Rio de Janeiro e do litoral de São Paulo. Também não deve ser fácil para a presidente dormir tranquila, num hotel dos mais caros de Roma, sabendo que tantos brasileiros estão amontoados em abrigos sem a menor condição de oferecerem um mínimo de dignidade e conforto. E certamente essa intranquilidade só aumenta quando Dilma se lembra (?) de que dois anos atrás ela prometeu construir 6 mil casas para os desabrigados daquela tragédia que se abateu sobre as cidades serranas do Rio. Como deve ser espinhoso o cargo de presidente!

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA
mauriciorodsouza@globo.com
São Paulo

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Desrespeito

Além do mais, a presidente Dilma Rousseff, num gesto incompatível com o cargo que ocupa, apresentou-se ao papa sem a cabeça coberta, uma exigência protocolar de respeito, cumprida exemplarmente pela presidente Cristina Kirchner e outras senhoras.

FABIO FIGUEIREDO
fafig3@terra.com.br
São Paulo

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JUSTIÇA E SERIEDADE

Ao participar de uma sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro Joaquim Barbosa, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), mais uma vez faz declarações que merecem muita atenção. Desta vez ele disse simplesmente que existe “conluio” entre alguns juízes e advogados. Efetivamente, é uma acusação muito grave e que merece muita atenção e posicionamento das representações, tanto dos magistrados quanto dos advogados. Sob pena de ficarem todos os que militam nesta área com a pecha de maus elementos. A Justiça exige muita seriedade.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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NENHUMA NOVIDADE

Terão sido novidade, para quem acompanha o cotidiano brasileiro, os recentes comentários do ministro Joaquim Barbosa – “esse conluio entre juiz e advogado é o que há de mais pernicioso”?
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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CRISE NO PODER JUDICIÁRIO

O ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF e, consequentemente, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), numa atitude de ousadia, de independência, de coragem e digna de um homem que exerce um dos mais importantes cargos da República, no Poder Judiciário, numa sessão do mencionado conselho, denunciou “um conluio entre juízes e advogados”, fato que estarrece e apavora a estabilidade do exercício de uma das mais importantes funções do Estado, que é a aplicação da Justiça a quem foi ofendido em seu legítimo direito. Este conluio é tão grave que, basta citar uma só parte da denúncia do ministro: “muitos juízes devem ser colocados para fora da carreira”. Alega, ainda, que “membros da Justiça decidem absolutamente fora das regras”. Que calamidade! Até hoje, nunca se viu um presidente do STF ter agido semelhantemente, ao ponto de o conselheiro relator, vencido no aludido julgamento, Tourinho Neto, imitando a presidente Dilma Rousseff, achar que Barbosa “é duro como o diabo”.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br 
Assis

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MENOS, MINISTRO

Joaquim Barbosa, alçado merecidamente a prima-dona no palco do Supremo durante o julgamento e condenação dos mensaleiros, exposto a potentes holofotes, parece estar ainda atordoado com a fama alcançada, haja vista que chegou a ser cogitado para uma possível candidatura ao Planalto. Em recente episódio com um repórter do jornal “O Estado de S. Paulo”, irritou-se e o mandou “chafurdar no lixo”, para no mesmo dia se desculpar. E há poucos dias protagonizou um embate com o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, quando afirmou que existe um “conluio” entre juízes e advogados. O ministro-presidente deveria ser menos impetuoso na retórica, afinal os condenados da Ação Penal 470 estão flanando lépidos e intocáveis, numa afronta ao cidadão honesto deste país. No embate com Tourinho Neto, afirmou Joaquim Barbosa: “Há muitos juízes para colocar para fora. Esse conluio entre juízes e advogados é o que há de mais pernicioso (no Judiciário)”, sendo replicado pelo presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), juiz Nino Oliveira Toldo: “O ministro tem uma namorada advogada”. Como é que fica isso? Quando juízes não se entendem e parlamentares são abduzidos pelo poder maior, o que será do “zé povinho”?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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O CARA

Assim falou Joaquim Barbosa: há conluio entre juízes e advogados, há decisões condescendentes. Por isso não me canso de dizer que esse homem precisa chegar lá, tem de presidir o Brasil, é o salvador da Pátria. Brasileiros, caras-pintadas, que tal irmos às ruas?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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ELIANA ESTAVA CERTA

Com a declaração do ínclito presidente do Conselho de Justiça, ministro Joaquim Barbosa, de que “há muitos (juízes) para colocar para fora. Há decisões condescendentes”, em face do conluio entre juízes e advogados, está provado que a ministra Eliana Calmon estava certa quando afirmou de que havia meia dúzia de juízes “vagabundos”.

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br 
São Paulo

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MORALIDADE ABSOLUTA
 
Joaquim Barbosa asseverou que, muitas vezes, existe conluio entre juízes e advogados, de vez que algumas decisões são anormais ou fora dos parâmetros usuais. Eis que a missão do advogado é advogar para seu cliente e, pois, até alertar o magistrado sobre inúmeros problemas que o caso encerra. É o que os advogados chamam de agravo de boca. Mas daí para turbinar o magistrado com propinas, na verdade, existe uma distância enorme e inaceitável, porque tanto o Estatuto da OAB apena conduta similar como os regramentos da magistratura, além do impedimento, determinam até a exclusão da carreira. Entretanto, os casos ocorrentes são difíceis de serem detectados e comprovados, razão por que existe omissão das corregedorias dos tribunais em penalizar o magistrado faltoso e o advogado propinador (OAB). Então, somente a moralidade absoluta dos magistrados é que poderá impedir a ocorrência de fatos analisados e expendidos pelo ilustre ministro.

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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O JUDICIÁRIO FORTE E INSUSPEITO

O polêmico ministro Joaquim Barbosa acaba de produzir mais uma saia justa ao denunciar a existência de conluio entre juízes e advogados. Tais declarações intranquilizam a classe, mas trazem o problema à luz e ensejam sua discussão e a busca das soluções. Como ser humano e cidadão, o juiz tem o direito e deve relacionar-se com a comunidade. Mas, como profissional detentor de fé pública, admitido em exigente concurso, deve saber dos limites entre uma coisa e outra. Se suas amizades acabarem por poluir suas decisões, não estará cumprindo seu dever e a sociedade será a grande prejudicada. Devem os tribunais, por seus órgãos de controle, apurar regularmente as suspeitas e promover as devidas correções, assim como promover a responsabilização funcional dos autores, sem prejuízo até de medidas cíveis e criminais, quando for o caso. Se fizerem conluios, os magistrados perdem por completo a sua finalidade social, pois passam a ser parte das contendas que lhes são colocadas em mãos para julgar. Barbosa, com seu jeito explosivo e reto, tem mudado paradigmas nos altos escalões judiciais. Tomara que, ao concluir seus mandatos de presidente do STF e do CNJ, tenha sido capaz de separar o joio do trigo e conseguido implantar os avanços que a Justiça brasileira tanto necessita. Precisamos que o nosso Poder Judiciário continue forte e prestando sempre seus relevantes serviços à sociedade, acima de quaisquer suspeitas. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo                                                                                                     

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PRECATÓRIOS – EMPURRANDO COM A BARRIGA

Mais uma vez o STF tem de corrigir uma inconstitucionalidade perpetrada pelo nosso decadente Congresso Nacional, originada da mal afamada Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Calote. Devidamente pressionado por todos os políticos que ocupavam na ocasião os cargos públicos como chefes dos vários Executivos, notadamente entre nós, o ex-governador José Serra e o ex-prefeito Kassab, mais preocupados com sua carreira política do que em administrar com critério e justiça. E agora o prefeito Fernando Haddad se diz preocupado com a situação da Prefeitura de São Paulo. “Nós vamos fazer chegar ao tribunal a realidade das finanças municipais, para que a cidade não sofra ainda mais com a falta de investimentos.” Assim a notícia transcreveu a afirmação do atual prefeito. Leia-se, “vamos tentar empurrar com a barriga”. E se o prefeito Haddad tem razão em se preocupar, como ficam aqueles que foram vítimas das precedentes administrações do município, incluindo duas do PT, que desapropriaram propriedades e garfaram os vencimentos dos seus servidores contando com a absoluta impunidade que existe neste país? É muito fácil efetuar ambas as maldades sabendo de antemão que, até a Justiça resolver o problema, a dívida dela oriunda irá cair no colo do futuro administrador. E foi assim que os nossos políticos adquiriram a cultura de jogar as dívidas para depois, por meio das inúmeras chicanas de que dispõem os que não cumprem as leis existentes. O erro fundamental dos precatórios que aterrorizam os administradores atuais é, mais uma vez, não penalizar aqueles que contraíram tais dívidas e hoje continuam ocupando cargos eletivos e comissionados. Eu, particularmente, ainda hoje espero o ressarcimento de vencimentos retidos de outubro de 1989 até dezembro de 1992, através de um decreto da prefeita Erundina, na época filiada ao PT, por meio do qual os vencimentos dos servidores foram rebaixados, na certeza da aprovação de projeto de lei que referendaria o indigitado decreto. Ocorre que a Câmara Municipal jamais aprovou o tal projeto de lei, o que ensejou milhares de ações contra o município e que correspondem a uma parcela significativa dos precatórios devidos atualmente. Ninguém jamais duvidou da honestidade da então prefeita, que deve ter sido induzida a erro pela sua assessoria para cometer tal ilícito. Na época, o seu secretário dos Negócios Jurídicos era o advogado Hélio Bicudo e o seu chefe de Gabinete, o atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Nenhum dos três está sendo interpelado pelo rombo que causaram à municipalidade. Paulo Maluf, que a sucedeu como prefeito, adorou a ideia e aplicou durante a sua gestão dois calotes nos vencimentos dos servidores. Em março de 2001, a então prefeita Marta Suplicy inaugurou a série ridícula de reajustes anuais dos servidores em 0,07% e que, daí em diante, manteve-se, até hoje, em 0,01%, com graves reflexos na qualidade de serviços prestados à população. Esses ex-prefeitos e seus colaboradores não podem sair incólumes de tais tramoias, deixando para a população paulistana o ônus de suas estripulias. E todos eles com certeza deram motivos a outros precatórios. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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A DIGNIDADE DOS CREDORES

O STF julgou inconstitucional a emenda constitucional que dava um prazo de 15 anos para o pagamento das dívidas judiciais que os Estados deviam aos credores, com a possibilidade de realização de leilões que diminuíam sensivelmente o valor dos débitos. Assim, restaurou-se a dignidade dos credores do Estado, perdida quando da aprovação da famigerada emenda denominada “emenda do calote”. Só resta, agora, divulgar o nome completo do político autor da famigerada emenda do calote, para que o povo saiba quem o traiu e dê o devido troco nas urnas.

Jose Baeta Neves Filho drjosebaeta@gmail.com 
São Paulo

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AJUDA

Estados e municípios vão alegar que não poderão obedecer à nova lei dos precatórios aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, por falta de verba em seus cofres. Seus credores, por sua vez, muitas vezes têm de recorrer aos bancos para poderem honrar os pagamentos de impostos por eles emitidos, e, se assim não fizerem, correm o risco de terem seu nome na lista da dívida ativa. Portanto, nada mais justo que os mesmos peçam ajuda à União, bem como a empréstimos internacionais a fim de honrarem suas dívidas, evitando assim a intervenção que está prevista na lei.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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SEM ESPERANÇA

Fico feliz com a decisão do STF de rever o pagamento de precatórios por Estados e municípios, porém tenho uma dúvida: como ficam os precatórios que têm décadas e não foram pagos? Meu pai moveu uma ação contra a Fazenda do Estado de São Paulo e a Justiça determinou o pagamento de um precatório no ano de 1985, mesmo ano em que eu nasci! Atualmente, a dívida do Estado é de R$ 15.291,00 e meu pai já perdeu as esperanças de receber essa quantia. Será que a Justiça vai fazer algo a respeito?
 
Márcio de Pinho Botelho gm.pinho.botelho@globo.com
São Paulo

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O IMPÉRIO DA LEI

Os brasileiros podem se orgulhar. Ainda temos juízes no País. O Supremo Tribunal mais uma vez mostrou-se independente, afastando a espúria Emenda 62 (PEC do Calote). Deixamos o faroeste e retornamos ao Império da Lei. E, quanto à preocupação de alguns ministros, que foram vencidos, de que a intervenção federal não resolve, vai instaurar o caos, é de todo improcedente. Primeiro, porque está na Constituição e ela deve ser cumprida, sob pena de não precisarmos de juízes; e, segundo, e principalmente, decretem uma intervenção, que os governadores e prefeitos, rapidinho arrumam a verba. O interventor não precisa nem tomar o avião, pois eles não vão querer abandonar suas cadeiras.

Gastão Paolillo mpmvende@hotmail.com 
São Paulo

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VITÓRIA DA CIDADANIA

O STF julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela OAB, contra a Emenda Constitucional 62/09, que estabeleceu na época novas regras. O êxito dessa ação traz moralidade ao cumprimento de todas as ações judiciais transitadas e julgadas. Essa decisão do Supremo favorece os detentores de precatórios pelos seguintes motivos: não será permitindo mais a ampliação do prazo de 15 anos, até 2025, para que Estados e municípios paguem as suas dívidas, estando sujeitos ao sequestro de dinheiro dos cofres públicos. Termina o valor mínimo estabelecido aos Estados e municípios para pagamento de precatórios. Estão proibidos pagamentos através de leilões, acordos e por ordem de menor valor. Os precatórios alimentares, decorrentes de diferenças salariais dos servidores, têm preferência sobre os não alimentares. O pagamento será feito pela ordem cronológica, os mais antigos primeiro. Terão prioridade os doentes graves e idosos ao completarem 60 anos. A fila para recebimento continuará sendo organizada pelos Tribunais de Justiça. A correção será feita pelo índice oficial de inflação para corrigir as dívidas, e não mais pela da poupança, que era menor. As dívidas dos Estados e municípios se acumularam ao longo dos anos pelo descaso dado às decisões do Supremo Tribunal Federal. É legitimo que todos os que possuem precatórios recebam integralmente.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br 
São Paulo

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O MIDAS DO SENADO

Eu tinha minhas restrições sobre a escolha de Renan Calheiros para a presidência do Senado. Agora não as tenho mais (sic). Se ele aplicar no Brasil o “milagre” conseguido em sua empresa, Tarumã Empreendimentos Imobiliários Ltda., logo seremos mais ricos que os Estados Unidos. Deixou sua mulher, Maria Verônica, na direção da empresa e ela “lucrou” a “bagatela” (sic) de R$ 208 mil em cima de investimento de R$ 290 mil, ou seja: 72% em quatro meses. Nem Jesus conseguiu tanto na multiplicação dos pães. Renan Calheiros deve ter descoberto o toque de Midas para obter tamanho lucro numa “empresa relâmpago”. Agora seria importante ele contar para todos nós, que trabalhamos duro por um salário nem sempre suficiente, como foi esse “milagre”. Ou será o caso de o Ministério Público desvendar o segredo de tanta fortuna em tão pouco tempo e sem uma explicação convincente? Como sempre, acho que a elucidação e a devida responsabilização virão no Dia de São Nunca, pois se trata de companheiro íntimo da “rainha” e do “rei”, e peça-chave da “governabilidade”.  Para elles, o lucro vem fácil. Já para o cidadão comum... bem, ele que se exploda, como diria o saudoso Chico Anízio!
 
Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br 
São Paulo

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LAVA RÁPIDO
 
Era só essa que faltava, “empresa relâmpago” para lavar o nosso dinheiro, invenção da família Calheiros, agora, cidadão comum, como nós, só lava dinheiro quando esquece uma nota de R$ 2 no bolso da calça e põe para lavar. Até quando a gente aguenta em?
 
Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com
Casa Branca

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UMA FAÇANHA
 
Agora o Brasil pode orgulhar-se por um de seus filhos ser o Mago das Finanças. Renan Calheiros, o grande financista, faz sua mulher receber em apenas quatro meses, um lucro de 72% sobre o capital que empregou em uma empresa da família Calheiros. Não é mais uma façanha do glorioso brasileiro que, entre seus inúmeros atributos, ainda se mostra como um financista admirável? Não seria o caso de convidá-lo para presidir a maior estatal brasileira, a Petrobrás, dilapidada nos últimos anos?
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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UMA NO CRAVO E VÁRIAS NA FERRADURA

Menos de um mês depois da extinção do 14.º e 15.º salários dos parlamentares, a Câmara dos Deputados começa a mostrar, como era previsto, que o desfalque nos bolsos dos congressistas causado pela demagógica medida de 27 de fevereiro deste ano será rapidamente compensada com pacotes de medidas “recuperadoras”. A primeira delas foi o reajuste de 12,72% da cota mensal de atividades parlamentares anunciada nesta quarta-feira. 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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PTEROSSAURO

Os paleontólogos brasileiros pesquisaram muito para descobrir um espécime com 110 milhões de anos. Se tivessem trabalhado em Brasília, teriam encontrado inúmeros deles vivinhos!

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br
São Paulo

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ACABOU A DEMOCRACIA

Estava viajando quando li no “Estadão” de sábado (16/3) o artigo do Quartim de Moraes: “É o fim da picada”. Confesso que ao terminar tive vontade de aplaudir, tão revelador é da triste realidade política em que vivemos. A cada dia que o noticiário traz algum novo despautério da classe política, me pergunto onde está a tal representatividade. Se a maior parte das ações dos governantes tem visado, na realidade, mais à manutenção do poder e seus interesses pessoais que ao interesse público e aos anseios daqueles que os elegeram para representá-los, estamos ainda num regime democrático? Ora, se temos no Brasil oficialmente uma democracia representativa e na prática não existe representatividade, não é necessário muito esforço para se chegar à conclusão de que o Brasil não vive uma democracia. No palco do teatro político o ator, minoritário, ri, eleito pelo palhaço que na plateia chora, explorado, enganado, ganhando pouco e pagando os elevados salários e as múltiplas mordomias de seus “representantes”, tendo de acreditar que aquelas figuras hipócritas do palco estão a representá-lo e que o nome disso ainda é democracia. Porém, no dia em que esses palhaços acordarem e resolverem reagir, não haverá mais sono para os falsários do palco.

Reinaldo Ferreira Mota Jr. rei_jr@estadao.com.br 
Praia Grande

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ABUSO DE PODER

Enquanto vivemos num ambiente de PIB sonolento, inflação excessivamente alta, das promessas de redução de preços de parte dos produtos da cesta básica que não se materializam e mais a divulgação de 29 como números de mortos em decorrência das chuvas em Petrópolis (RJ), a presidente Dilma Rousseff estava confortavelmente instalada em Roma, num hotel pagando R$ 7,7 mil a diária, além de mais 51 puxa-sacos que alugaram com recursos dos contribuintes 17 carros de luxo, nesta megacaravana para ver o papa Francisco. Será que não é a Dilma que precisa das tais “medidas drásticas” (que ela mesma sugeriu para enfrentar mais esta tragédia de Petrópolis) que a faça respeitar o uso dos suados impostos que pagamos?! Ah, se o papa Francisco soubesse desta orgia do governo brasileiro! Certamente, iria ficar constrangido e decepcionado com esta gente do Planalto, que, longe de olhar para os pobres, ainda despreza recursos para a saúde, a educação e a prevenção de desastres naturais.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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EXEMPLO

Dona Dilma deveria seguir o bom exemplo do papa Francisco, de simplicidade e humildade. Não se esquecendo de que ele representa a maior autoridade mundial da igreja católica. Por que ficar num Hotel 5 estrelas tão caro? Por que alugar 17 carros e de luxo?! E finalmente, por que levar uma comitiva tão grande a Roma? Quatro ministros? Tantos assessores? É uma vergonha! Falta total de escrúpulo e vergonha na cara. É essa a grande consideração e preocupação que o PT tem para com o pobre povo? O PT é uma desgraça e Dilma, arrogante e dissimulada. 

Cristina Hesketh Braun ch.braun@globo.com 
São Paulo

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A DIFERENÇA QUE FAZ

Segundo o papa Francisco, sua missão pelo mundo é pregar a simplicidade e o amor aos pobres. O presidente dos EUA, Barack Obama, e a primeira-dama não têm a menor cerimônia em se hospedar na embaixada americana em qualquer país que visitam. Já a comitiva da presidente do Brasil usou 52 quartos e 17 veículos. Sem contar que dona Dilma, quatro ministros, assessores e seguranças ficaram hospedados no hotel Westin Excelsior, um dos endereços mais sofisticados de Roma. Por curiosidade, a diária da suíte presidencial custa cerca de R$ 7.700, enquanto o quarto mais barato fica por R$ 910. A frota alugada foi de sete carros com motorista, um carro blindado de luxo, 4 vans executivas para 15 pessoas, um micro-ônibus e um veículo para os seguranças. Para transportar as bagagens Dilma contratou um caminhão-baú e dois furgões. Para a volta, deve ter fretado uns cinco aviões. Essa a diferença que faz. Enquanto o papa andou em meio ao povo, esses desconhecidos em Roma se fazem de importantes, usam o poder, o luxo e a vaidade, coisas desprezíveis pelo papa Francisco. Verdadeiras baratas que nunca comeram melado e, quando comem, se lambuzam.  Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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REAL PREOCUPAÇÃO

A nossa presidente mostrou a sua real preocupação com os moradores de Petrópolis: destinou praticamente a mesma verba (R$ 41,2 mi) para a região que gastou com a viagem (ela e comitiva) de posse do papa.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br
São Paulo

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FRACISCANAMENTE

Por incrível que pareça, a presidente brasileira dos pobres foi à Roma para uma simples visita, aproveitando-se para a posse papal. Inobstante, levou uma renca de aproveitadores do erário para conhecer Roma, para tanto, alugou 21 limusines para que os “puxa-sacos” conhecessem Roma à custa do  nosso minguado dinheirinho. Belo exemplo, se comparado ao sumo pontífice, que saiu do Vaticano para pagar sua continha no hotelzinho de segunda classe onde se hospedara antes do conclave e, no dia seguinte, foi de ônibus acompanhado de vários cardeais celebrar sua missa. Gostaria de saber quanto essa farra custou aos cofres públicos. Valha-me Deus!
 
L. Dutra ldutradv@msn.com 
Avaré

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MORDOMIAS INEXPLICÁVEIS

Não é aceitável que um país pobre e com inúmeras carências proporcione mordomias a tantos parasitas com a desculpa deslavada de que foram participar da entronização do papa Francisco. Isso é vergonhoso e só uma republiqueta como esta pode conviver com esses abusos. Até quando vamos continuar assistindo a tudo isso sem reagir? Será que o Ministério Público poderia exigir alguma explicação? Ou tudo vai ficar por isso mesmo? Acho que sim, pois nem se fala mais na Rosemary Noronha, aquela que viajava como clandestina com o sr. Lula.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo

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O SOMBRA

Pergunta que não quer calar: qual o motivo da presença do Sombra, Aloizio Mercadante, na numerosa comitiva da presidente em Roma?
 
Clara Azank claraazank@uol.com.br
São Paulo

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PASSOU O PERIGO

Quando a Igreja Católica elegeu Jorge Mario Bertoglio sucessor de Bento XVI, soube-se logo tratar-se de um jesuíta, ordem pertencente à Companhia de Jesus, fundada por Santo Inácio de Loyola.  Fui tomada por um medo terrível de que ele escolhesse para o seu papado o nome do criador daquela sociedade religiosa. Já pensou num papa Inácio? Quem é que iria convencer o “home” que a escolha do nome não tinha nada que ver com ele? 

Maria da Glória De Rosa mg-de-rosa@hotmail.com 
Agudos

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RÊMORAS

Sabem aquele peixinho que nada sempre grudado ao corpo do tubarão? Não faz absolutamente nada, come sem fazer força, viaja “de graça” e está em todas? Vendo as fotos publicadas da estratégica e importantíssima viagem de nossa presidente e sua comitiva ao Vaticano, não sei o porquê de me lembrar desse peixinho!
 
Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br 
Santos

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ORAÇÕES

Barack Obama chega a Israel, desce do avião sozinho. Dilma Rousseff vai a Roma ver o papa, acompanhada de pecadores: o ex-seminarista Gilberto Carvalho, coordenador do mensalinho de Santo André, onde resultou a execução de Celso Daniel; o aloprado Aloizio Mercadante, especialista em caluniar adversários; Antonio Patriota, defensor dos ditadores sanguinários, amigos/irmãos do ex-presidente Lula. Sem dúvida o papa Francisco deve ter pensado: o Brasil precisa de muito mais orações do que a minha Argentina.  
 
José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br 
Espírito Santo do Pinhal

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DEUS É BRASILEIRO?

Depois de a Dona Dilma falar que Deus é brasileiro e o papa, argentino, das duas uma, ou Deus deixou de ser brasileiro, ou o governo petista é incompetente e Deus cansou e mudou de país.
  
Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com 
São Paulo

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NÃO SE ESQUEÇA DOS POBRES...

Às vezes, quando falamos, queremos dizer uma coisa e as pessoas entendem outra. Vejamos um exemplo que poderia ter ocorrido. A frase em epígrafe, dita ao recém-eleito papa, tocou o seu coração e o fez pensar nos pobres, da Argentina, da Itália, do mundo, em geral. Esse o entendimento da mensagem pelo novo papa, o sentido ao pé da letra, como no “Evangelho”. Essas mesmas palavras, porém, murmuradas ao pé do ouvido, em tom familiar, meio sério, meio brincalhão, por um cardeal brasileiro, e naquele contexto, comportariam uma segunda interpretação, menos piedosa, menos evangélica, mas pertinente e até justa: “Não se esqueça do(s) pobre(s)!...” (do pobre aqui, seu cabo eleitoral). Si non è vero...

João T. D’Olim Marote profjt@gmail.com
São Paulo

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HOMILIA

Parabéns ao Jornal “O Estado de S. Paulo” por haver publicado, na íntegra, o discurso (homilia) de investidura do papa Francisco. Destaco o trecho “sejamos guardiões da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo”. O papa afirma que não só os cristãos têm uma vocação para cuidar do ambiente, insistindo numa “dimensão antecedente, que é simplesmente humana”. Não percamos a nossa chance, no Brasil, de prevenir, com honestidade e coragem, os danos ambientais, cuidando das áreas de risco.

Paulo Affonso Leme Machado paulo.leme.machado@uol.com.br 
Piracicaba

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RISCO

O papa Francisco, argentino de nascimento e de origem italiana, apareceu diante do povo com um sorriso incomum. Os papas que conheci ao longo de minha vida sempre se apresentaram com o semblante sério, porém calmo. Parecia que sentiam o peso da responsabilidade de guiar os inúmeros fieis espalhados pelo planeta. Francisco parece mostrar simplicidade e despojamento com a riqueza. Parece que quer dizer ao mundo que o luxo e o ouro da igreja, acumulados ao longo dos séculos, não são qualidades próprias para quem deseja catequizar fiéis e reconquistar católicos. O perigo desta postura é haver uma vulgarização da igreja e o tiro sair pela culatra.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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A TRAGÉDIA DEPOIS DAS CHUVAS

Tragédia anunciada a das chuvas de verão, que se repete a cada ano. Em 2011, quase 1.000 mortos e muitos até hoje aguardam a indenização para o seu flagelo. As autoridades, conscientes das áreas críticas, desviam verbas destinadas aos mais carentes. Nada muda... Nem o curso das águas. Infelizmente.
  
Gilberto Martins Costa Filho marcophil@uol.com.br
Santos

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RESPOSTA FÁCIL

Nossa presidente Dilma tem sempre uma resposta pronta para as questões em que vai ser acusada de falhar. A questão dos deslizamentos de terras no Rio de Janeiro é um exemplo acabado. Numa resposta extremamente inteligente, recomendou que não se construa em áreas de risco. E só!  Fica a impressão de que ela procede de algum outro distante país e aqui defrontou-se com uma catástrofe inusitada. “O que fazem esses brasileiros que deixaram isso acontecer?” Não está informada que há 50 anos autoridades foram informadas por técnicos de que a Serra do Mar é um terreno extremamente instável e que ali os índices pluviométricos são elevadíssimos. Que em 2011 houve grandes deslizamentos com 900 vítimas humanas quando a presidente da República e o governador do Estado prometeram a construção de 600 moradias para os desabrigados, que não aconteceu. Não está informada de que o orçamento federal para esses casos foi parcamente utilizado e que as autoridades locais não só não têm técnicos capacitados para isso, como usam como desculpa: o problema vem de longo tempo. E que, provavelmente, brasileiros cumprem prazos e promessas somente em se tratando de estádios de futebol.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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A ABERTURA DA COPA

Onde o PT põe o dedinho não dá certo, só quando põe a mão, i$$o é fácil de entender? As obras do Itaquerão correm o risco de paralisação por falta de recursos do BNDES que ainda não foram repa$$ados para a construtora Odebrecht. Então a abertura da Copa onde será? O estádio da nação corintiana pode ficar inacabado? Esperem sentados porque de pé podem cansar. E agora, Lula?
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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PARALISAÇÃO DO ITAQUERÃO

“O Corinthians não tem mais caixa.” O dirigente corintiano, André Sanches, expressa sua frustração pela parada na obra do estádio da abertura da Copa do Mundo de 2014. Parece brincadeira que este dirigente consiga espaço para ficar indignado com os recursos conseguidos com bajulação e tráfico de influência e a total submissão à Fifa. Bem que o Jérôme Valcke podia dar aquele chute no traseiro deste dirigente servil. E que nas horas vagas, em vez de ficar recebendo ordens do Teixeira e do Kia, frequente um curso de língua portuguesa. Não podemos nos esquecer de que Lula esteve ativo nessa empreitada junto com a corja da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e com a anuência de toda a imprensa, que se esqueceu do ex-presidente da CBF, que ainda é remunerado e não foi auditado em suas gestões. Nosso país e nosso esporte merecem os dirigentes que tem: Nuzman, Teixeira, Sanches e outros ex-atletas que se submetem e se expõem neste teatro do faz de conta. Tomara que a propaganda oportunista de uma marca de cerveja esteja correta e que a Copa seja um sucesso para o povo brasileiro, e não para poucos que utilizaram recursos públicos e terão lucros privados. E na hora de votar, não vamos nos esquecer destes políticos: Lula, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, Orlando Silva e outros que foram cooptados pelos sonho do Sanches e da interferência do ilustre torcedor fornecendo recursos públicos que faltam nas filas dos hospitais, na baixa qualidade das escolas e no pagamento dos precatórios. Nestas  horas que o ex-atleta Romário mostra por que foi eleito deputado federal e se sobressai no Legislativo.

Luiz Fernando de Barros Scholz lufe@netway.com.br 
São Paulo

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JOGO DE CENA

Começou o jogo de cena que vai deixar São Paulo fora da Copa. Tudo certo e já previamente combinado. Coringão ganha estádio e a abertura da Copa vai para Brasília.

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com 
Vinhedo

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INSPEÇÃO VEICULAR

Pronto! Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, já inaugurou o estilo petralha de governar. Para não ficar feio com as promessas de campanha, e como prometeu que acabaria com a “Inspeção Veicular”, mas depois de eleito viu ter sido de importância fundamental para a cidade cujos ônibus, caminhões e carros desregulados despejavam toneladas de poluição no ar, resolveu inovar e vai dividir em 450 oficinas a tal inspeção, antes feita em lugar próprio e organizado. Vai ser a mesma coisa que assoviar e chupar cana ao mesmo tempo, porque quem garante que as oficinas, para aumentar seu faturamento e clientela, não usarão de subterfúgios para reprovar os carros, desde que troquem filtros, escapamentos, façam limpeza de velas, etc.? Fora aquelas que poderão facilmente cobrar propina para aprovar veículos poluidores. O brasileiro é corrupto por natureza, e, quando um prefeito inconsequente facilita, quem pagará a conta de uma forma ou de outra será o cidadão.
 
Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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BOLSA-INSPEÇÃO

Ah... Haddad está a inventar a Bolsa-Inspeção Veicular, pois pretende credenciar 450 oficinas mecânicas para realizar a inspeção veicular ambiental. Entende-se: foi uma reivindicação do Sindicato  das Oficinas mecânicas da capital paulista e pedido de pelego se atende, nem se discute! E agora a gente acredita piamente que a inspeção veicular, que passará a ser feita por 450 empresas, ao invés de uma só, a Controlar, correrá pianinho e a Prefeitura nem precisará fiscalizar o trabalho destes profissionais porque, afinal das contas, são todos  “muy amigos” e honestíssimos.  Eu sempre estive de acordo com a inspeção veicular, mas não da maneira como vinha sendo feita: no meu entender, carros novos de até três anos não têm de ser inspecionados. E carros velhos, fumarentos, caindo aos pedaços, em que pese o problema social, têm de ser retirados de circulação, pois senão a desculpa de a inspeção veicular ser feita para preservar o meio ambiente cai por terra. E de mentiras já estamos até as tampas!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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CONTROLAR

Muito estranha essa intenção do novo prefeito de acabar com  os  serviços da Controlar. Antigo morador do Rio, fiquei surpreso com os serviços de inspeção veicular aqui, em São Paulo. Instalações  limpas, confortáveis, facilidade para marcar a data das inspeções, enfim, um serviço público dos melhores que conheço. Acabar com uma coisa que  funciona  bem? O que haverá  por  trás  disso? Passar as inspeções para oficinas? Que absurdo! Reduzir custos (?), melhor seria reduzir o IPVA... Tem  coisa  aí!

Godofredo Soares caetano.godofredo@terra.com.br 
São Paulo

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CARACAS, QUE TEMPOS!

Excelente o artigo “Constituição venezuelana em frangalhos”, do mestre Ives Gandra (20/3, A2). Os “bolivarianos”, aliados ideológicos do governo brasileiro, conseguiram jogar sua Carta Magna na lata do lixo, fazendo vistas grossas a vários preceptivos constitucionais e deixando claro que a “lei maior” na Venezuela de hoje é a vontade do PSUV, o partido chavista. Nessa desditosa trilha, fica claro que o chavismo nada deve ao nazismo praticado nos idos do III Reich – tempo em que o Partido Nacional Socialista também dispunha de maioria e “estupenda aprovação” da sociedade; tempo em que Adolf Hitler governava segundo sua vontade pessoal, e não conforme as normas de um Estado Democrático de Direito. Deu no que deu. A Venezuela  arquivou sua democracia  (o que, aliás  – alô, Dilma! – a desabilita a permanecer no Mercosul, bloco que impõe cláusula democrática a seus membros),  e, à vista das divisões políticas internas e da crise econômica (inflação, desabastecimento, etc.),  caminha a passos rápidos para a ruína. Que Deus se apiede daquela gente.  
 
Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br 
São Paulo 

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A VENEZUELA NO MERCOSUL

Por muito menos escorraçaram o Paraguai do Mercosul, devido a terem “cassado” o bispo Lugo, dentro de todas as prerrogativas constitucionais do país vizinho. A diplomacia brasileira aceitou numa boa a entrada da Venezuela pela porta dos fundos. Agora, com um governo ilegítimo e totalmente desfigurado constitucionalmente, vamos ver qual medida será tomada pelo governo da presidente Dilma: vai ser obrigado a mostrar a sua verdadeira “cara” neste imbróglio político-aduaneiro e ideológico. O grande jurista Ives Gandra da Silva Martins, no “Espaço Aberto” de quarta-feira, 20/3, acionou a sirene de alerta contra um possível déspota, que pretende se apoderar – dentro de sua visão golpista – da enferma democracia venezuelana. 

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br 
Limeira

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COERÊNCIA PETISTA

O comuno-petismo execrou, desqualificou e puniu – de braços dados com seus análogos latino-americanos – o governo paraguaio que destituiu o presidente Lugo, acusado de conduta inconstitucional. No entanto, aplaudiu Don Raul 1.º, o herdeiro hereditário do resignado Don Fidel 1.º, e, agora, está de bico calado com a investidura inconstitucional do venezuelano Maduro, como mostrou Ives Gandra da Silva Martins em “Constituição venezuelana em frangalhos” (20/3, A2). Essa é a coerência “ética” da esquerda tupiniquim, que, por não conseguir, ainda, impor-se pela força, faz qualquer negócio para garantir seu projeto de permanência no poder. Bem aparelhados eles não têm pressa. Quem viver o suficiente verá. E não devemos nos esquecer de que “O Estado” está sob censura há 1.330 dias...

Arnaldo Amado Ferreira Filho amado1930@gmail.com
São Paulo

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