Fórum dos Leitores

Atualizado às 9h.

O Estado de S.Paulo

24 Março 2013 | 02h08

GOVERNO DILMA

Apagão da logística

Olhem só a situação de momento: enquanto a nossa presidente tentava fazer gracinha com um repórter argentino em Roma, dizendo que "Deus é brasileiro", a Argentina fechava um negócio de bilhões de dólares com a China. Como assim? O fato: importadores chineses cancelaram o contrato de um enorme pedido de soja feito há algum tempo a produtores brasileiros, porque o produto não chegou no tempo previsto ao Porto de Santos. Caminhões graneleiros esperam pelo menos 12 horas, praticamente parados num curto trecho da Rodovia Piaçaguera-Guarujá, antes de poderem transferir a carga para os navios que aguardam para levar as toneladas de soja para a China. Cláusula não cumprida, contrato cancelado. Cancelaram com o Brasil e fecharam negócio com produtores de soja argentinos. O poder está nas mãos de quem decide a compra. Simples assim. Antes que alguém alegue que "isso é manobra comercial do comprador chinês para fazer cair o preço", o preço de commodities é fixado em bolsas internacionais, como a de Chicago no caso da soja. Se o preço já é conhecido do produtor e do distribuidor, resta-lhes trabalhar pela redução dos custos de produção e distribuição, a única maneira de aumentarem as suas margens. Acontece que a infraestrutura logística no Brasil é precária (não só ela, é claro). O tão comentado custo Brasil impede o nosso país de aproveitar mais um recorde histórico na safra de grãos, quando poderia aumentar em muito o superávit da balança comercial. De um lado, o produtor cumpre o seu papel de aumentar a produção de grãos, mas não depende dele a capacidade de escoar a mercadoria pelos portos; do outro está o governo - ou a falta dele. No Brasil, obras e investimentos em infraestrutura sempre foram tratados como questões político-partidárias. O que é, obviamente, ridículo e provinciano. Portos, rodovias e ferrovias não deveriam ser plataformas de partidos, mas da Nação. Não importa se é PT, PSDB, PDS ou qualquer outra sopa de letrinhas supostamente ideológicas. O País e as pessoas que nele vivem são infinitamente superiores a tudo isso. Se o Brasil fosse uma empresa e você o presidente dessa empresa, não pareceria óbvio investir em obras de infraestrutura com visão de longo prazo? E se você tivesse de optar entre fazer do Brasil uma grande potência, real e efetiva, com resultados consistentes, produção, exportação, consumo interno sustentável, geração e distribuição de riqueza, etc., ou promover uma Copa do Mundo de Futebol, construindo estádios que vão virar elefantes brancos, além dos recursos alocados, que certamente, ficarão acima dos orçamentos originais, qual seria a sua decisão? Nada contra Copa, Olimpíada ou qualquer outro megaevento no Brasil. Trata-se apenas de prioridade e de fazer investimentos, planejados a longo prazo, que realmente tenham impacto no crescimento da empres..., ops, da Nação. Se não for assim, entregue-se a Deus.

LUIZ RAPOSO

luizraposo@gorillapropaganda.com.br

São Paulo

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Copa do Mundo 2014?

Quem quiser ter certeza do caos que vai ser a Copa dê uma passada no Guarujá, ao lado do Porto de Santos. Estamos nas mãos de incompetentes há dez anos e com eles estamos afundando.

PAULO F. SIQUEIRA DOS SANTOS

paulof.santos@hotmail.com.br

Santa Rita do Passa Quatro

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Falta de infraestrutura

E chegou a primeira conta, ou melhor, o prejuízo, com a decisão do maior importador da China de suspender a compra de 2 milhões de toneladas de soja do Brasil por causa do atraso dos embarques nos portos. Quem vai ser prejudicado são os plantadores brasileiros que vendem para a China. E também o País, que perderá milhões de dólares. De quem é a culpa? Dos governos do PT (Lulla e Dillma), que estão aí desde 2002 e não conseguem fazer nada além de Bolsa-Família e distribuir ministérios a partidos fisiológicos que só pensam nas bene$$es do poder. Pena que a maioria dos eleitores não consiga entender a gravidade dos problemas de infraestrutura do Brasil.

FLÁVIO R. CONDE

flavio.rconde@hotmail.com

São Paulo

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Fila do atraso

A foto, na primeira página do Estadão de sexta-feira, da imensa fila de caminhões esperando para descarregar no Porto de Santos é revoltante. A presidente deve escolher entre ganhar as eleições, gastando dinheiro a fundo perdido (bolsas de todo tipo, sem compromisso de quem as recebe) e segurando a inflação na marra (sem diminuir o custo Brasil), ou "fazer o diabo" para salvar o agronegócio brasileiro, que está perdendo competitividade (a China já cancelou compras de soja brasileira).

OMAR EL SEOUD

elseoud@iq.usp.br

São Paulo

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País pobre, muito pobre

Vendo pela TV e nos jornais a imensa fila de caminhões que buscam desembarcar grãos no Porto de Santos, a conclusão só pode ser uma: vivemos num país extremamente pobre. Como pode um país exportador de commodities depender de um único porto marítimo? Isso sem falar da precária rede de estradas de rodagem e da malha ferroviária quase inexistente. Da irresponsabilidade governamental os brasileiros estão carecas de saber, mas é importante também falar da pobreza dos nossos empresários. Parece que essas fortunas citadas na Forbes são meramente virtuais, pois ninguém põe seu próprio dinheiro em projetos com retorno mais longo. Um desses "magnatas" recorreu ao BNDES até para a reforma de um hotel de sua propriedade. Então, fica um jogo estranho: o governo tenta se associar a esses empresários para realizar obras, mas o dinheiro sai mesmo é dos nossos bolsos, via BNDES. Basta viajar para fora do País para ver que nossa população se contenta com muito pouco. No Chile, por exemplo, onde não há fábricas de automóveis, modelos parecidos com os nossos, mas provenientes da Ásia e da Europa, são vendidos em média pela metade dos preços daqui. Dos EUA, então, nem é bom falar: toma-se um choque já nos aeroportos, alguns tão grandes que o espaço de uma única companhia aérea equivale ao de Cumbica inteiro. Assim como bactérias e outros organismos vivem no interior de coisas estranhas sem saber que coisas são essas, o governo quer que os brasileiros pensem que vivem dentro de uma maçã, quando a realidade é bem diferente.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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Conto de fadas

O governo classifica o apagão nos portos como apenas redução de embarques imprevistos. Sugiro a FHC que se prepare, pois lá vem a ladainha da herança maldita. Este governo não assume os próprios erros, mas a "presidenta" não precisa se preocupar, ela e seu governo estão bem avaliados pelo Ibope e o povão continua acreditando que tudo o que está sendo prometido acontecerá, como num conto de fadas.

ALBERTO B. C. DE CARVALHO

albcc@ig.com.br

São Paulo  

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JOSÉ SERRA E EDUARDO CAMPOS

 

Agora ele está louquinho, louquinho no encalço de José Serra (ainda PSDB-SP).  Ele não tem parada e não se acomoda. Mas é irrequieto mesmo esse jovem governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB. Alguém, para acalmá-lo, precisa fazer-lhe uma serenata em noite de lua cheia, cantando aquela insinuante melodia que levou de seu compositor (Chico Buarque de Holanda) o título de "Sob Medida". Ei-la: "...sou bandido / sou solto na vida / e sob medida / pros carinhos seus. / Minha amiga / se ajeite comigo / e dê graças a Deus...".  Originalmente, a personagem narradora da letra é feminina, mas eu, aqui, por motivos óbvios, masculinizei a fera. Já para Serra caem muito bem os primeiros versos da mesma composição. Vejam só: "...Se você crê em Deus / erga as mãos para os céus / e agradeça. / Quando me cobiçou / sem querer acertou / na cabeça...". Falando sério, se em 2014 Serra aceitar candidatar-se como vice de Eduardo Campos, o páreo para Dilma/Lula ficará pior que uma luta de foices no escuro.

João Guilherme Ortolan

guiortolan@gmail.com

Bauru

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TRAIÇÃO

Serra cutuca Aécio e elogia socialista Eduardo Campos, afirmando que a "candidatura de Campos é boa para o Brasil". Será que temos um novo Judas Iscariotes, desta vez na história política e do PSDB? Ou é só picuinha passageira?

Leila E. Leitão

São Paulo

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PARÓDIA

Parodiando o rei Juan Carlos, da Espanha: Serra, por que não te calas e arrumas as malas?

 

Hans Dieter Grandberg 

h.d.grandberg@terra.com.br

Guarujá  

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CÁLCULOS PARA 2014  

A grande maioria dos paulistas considera Lula um ser repugnante e o PT, um partido corrupto. Aécio e Minas Gerais boicotaram Serra e Alckmin em 2002, 2006 e 2010, para presidente. Enfim, sem candidato paulista nato para presidente em 2014,tanto faz votar no pernambucano Eduardo Campos ou no mineiro Aécio Neves. O que realmente importa é o chefe do mensalão, Lula, fora do poder.

 

José Francisco Peres França

josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal   

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ATÉ QUANDO?  

José Serra já passou dos limites na convivência política com seus correligionários. Em eleição municipal, preferiu apoiar Kassab, do antigo DEM, desprezando a candidatura de Alckmin. Blindou FHC na última eleição presidencial e utilizou-se da foto do Lula em sua propaganda política. Na eleição municipal, jurava que não era candidato e, na última hora, participou das prévias, constrangendo os outros concorrentes. Mesmo tendo sido deputado federal, prefeito, governador e ministro, foi derrotado, respectivamente, por Dilma e Haddad, candidatos pela primeira vez. Com todo este retrospecto, Serra chantageia o PSDB visando à sua presidência. Até quando o partido aguentará essas atitudes sem tomar providências?  

Paulo Sergio Fidelis Gomes

psf.gomes@ig.com.br

São Paulo  

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A CONSTRUÇÃO DE EDUARDO CAMPOS  

Tudo conspira a favor de Eduardo Campos: Dilma tem a imagem de boa gestora desconstruída; Aécio, por inação, falta de apetite e de carisma, desconstrói-se sozinho. Marina, embalada na sua rede, não se levanta tão cedo.  

Maria Coelho

maricotinha63@gmail.com

Salvador  

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A PRIMEIRA VÍTIMA    

Iniciada à batalha para a eleição de 2014, entre a presidente Dilma e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a primeira vítima será a verdade.

 

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo  

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BRIGA DE COMADRES  

O PSDB, com essas briguinhas internas de comadre (19/3, A4), caminha fatalmente para uma falência política, apesar do seu bom desempenho quando governo. O tempo passa e logo estaremos em campanha para presidente e os "tucanos" ainda  estarão na escolha do seu candidato. Até o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que está sendo uma pedra no sapato do PT, já está construindo a sua candidatura com projetos de governo inovadores.

 

José Millei

j.millei@hotmail.com

São Paulo  

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BATALHA DE EGOS  

Sobre a batalha dos egos travada dentro do PSDB tendo em vista as eleições de 2014, chego à conclusão de que nada mudou naquele que seria o segundo partido mais forte do País. Digo seria, pois mais parece um time de futebol de crianças mimadas em que o pseudo dono da bola quer ser titular a qualquer preço, ameaçando, inclusive, não haver jogo, caso contrariado. Por essas e outras, os antes emplumados tucanos, hoje desprovidos de coloração, vêm perdendo sucessivamente eleições para malas sem alças e postes sem energia. Enquanto, usando um termo bem em moda, chafurdam no egoísmo e na arrogância de seus ditos caciques, nós continuamos reféns do PT, que astutamente coleciona vitórias como nunca antes se viu na história deste país.  

Renato Queiroz Telles Arruda

rqtarruda@hotmail.com

São Paulo  

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MAIS UMA VEZ  

Mais uma vez os tucanos batem cabeça dentro do próprio ninho, abrindo espaço para que Lula "et caterva" nadem de braçada. Parece que experiências outras não valeram de nada.

 

Doca Ramos Mello

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião  

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QUEM PERDE  

A novela do PSDB segue firme: os políticos mineiros brigando com os políticos paulistas pelo controle da presidência da sigla e para ver quem é o melhor candidato à Presidência da República nas próximas eleições. Ao invés de se unirem, visando a construir um projeto sério para o Brasil, os defensores de Aécio querem apenas derrotar os defensores de Serra e vice-versa, e voam penas para todos os lados, para alegria da mídia. Tanto Serra como Aécio foram bons governadores de seus Estados e poderiam, juntos, governar o Brasil, mas, por burrice de ambos, nenhum deles chegará ao poder. Enquanto isso, o PT sob o comando de Lula vai dominando o País, elegendo seus postes. Quem é o maior perdedor dessa briga de comadres?

 

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana  

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PERDEDOR NÃO DEVE INTERFERIR  

Como em política tudo é possível e disso todos nós temos certeza, acredito que José Serra (PSDB/SP), tentando interferir no rumo à ser seguido no partido daqui para a frente, tendo como objetivo principal o senador Aécio Neves (PSDB/MG), candidato à Presidência da República em 2014, deve estar fazendo o jogo do PT (Partido dos Trabalhadores) para que o PSDB afunde de vez. Não é possível que um sujeito perdedor como foi e tem sido ultimamente tente minar a candidatura de Aécio. A única maneira de o PSDB, em nível nacional, seguir em frente e de fato ser oposição nas próximas eleições à presidência é escorraçá-lo para fora do partido, caso contrário, esse caso vai se estender para 2018. Para o bem do PSDB, Serra e seu grupo perdedor devem ficar fora de qualquer disputa interna do partido.

 

José Piacsek Neto

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava  

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ABRINDO ESPAÇO  

Os grupos internos do PSDB se digladiam e abrem mais espaço para a reeleição de Dilma. Pode?

 

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo  

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IBOPE E PT, DÚVIDA MATEMÁTICA    

A última pesquisa de aprovação do governo Dilma (19/3/2013) ofende o poder de raciocínio e a Matemática. Basta ver: anunciaram estagnação em 62% dos que consideram o governo ótimo e bom nas últimas duas pesquisas. Agora, afirmam ter aumentado para 63%. Detalhe: números dos que consideram regular (ruim ou péssimo) ou não sabem permaneceram os mesmos. O fenômeno se repete em indicadores dos que aprovam forma de governar de Dilma. Aumento em 1%. Mas os que reprovam ou não sabem permanecem iguais. Dúvida matemática: de onde veio esse 1%? Será que nas pesquisas Ibope consideram 101%?  

Igor Cunha

icunhas@gmail.com

São Paulo  

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PROJETO DE PODER   A aprovação de Dilma deverá aumentar à medida que aumentam os beneficiados com cestas básicas ou cestas nem tão básicas assim. Não é estranho que sempre às vésperas da divulgação do índice de aprovação ela comunique alguma benesse? Ainda que não seja verdade, como é o caso dos descontos de impostos na cesta básica. A isso eu chamo de projeto de poder.  

João Menon

joaomenon42@gmail.com

São Paulo  

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2018 A  presidenta Dilma com quase 80% da aprovação popular mostra-se imbatível para fins de reeleição.A oposição tenta se erguer ou levantar, mas o controle está bem focado e tudo dominado pela excelente organização do nosso bom governo. Oxalá tenham melhores opções em 2018, pois dessa vez, antes de começar a Copa, o PT já está com a mão na taça da reeleição.

 

Yvette Kfouri Abrão

abraoc@uol.com.br

São Paulo  

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IBOPE

O Ibope da presidente sobe, à medida que temos PIBinho, inflação, etc... Será? Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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CARGO É ALIANÇA  

As críticas a quem está no comando dos Executivos são comuns. Afinal, todos os que porventura ocuparam  a chefia de municípios, Estados ou governo federal sabem bem o potencial  que esses cargos proporcionam. Surgem, então, as manifestações, nem sempre coerentes e mais, não citando como agiram ou como agem seus aliados. Alguns exemplos podem ser citados. Fala-se muito do numero de Ministérios do governo federal. Mas qual a diferença em relação aos governos anteriores? E os conchavos por cargos então? O DEM já anunciou que apoiará Aécio, desde que receba alguns cargos para seus filiados. E como conclusão, cargo é aliança, é apoio. Logo, quem comanda, divide-os com os apoiadores. E  ponto final.  

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos  

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HÁ MOTIVO PARA INDIGNAÇÃO?  

A meta de campanha de Dilma, de construir 6.427 creches até o fim do mandato, está longe de ser cumprida. A carência de unidades deste segmento da educação infantil faz com que cerca de 10 milhões de crianças em idade de acesso não sejam matriculadas, comprometendo o sustento de inúmeras famílias, na medida em que, atualmente, pais e mães são obrigados a trabalhar fora. Mais importante, no entanto, talvez seja o prejuízo pedagógico e afetivo que a falta da creche acarreta, não proporcionando a socialização e a interação com outras crianças. Em muitas cidades, os pais são obrigados a entrar na justiça  que, na maioria das vezes determina às prefeituras que executem as matrículas, mesmo em detrimento da qualidade. Este é um dos exemplos da atuação dos políticos brasileiros que, na busca desenfreada pelo poder, realizam, quando o fazem, somente pequena parte do que prometem, guardando o que faltou para a próxima campanha, mantendo o eleitor, normalmente desinformado e sem memória, numa espécie de dependência. Há motivo para indignação diante do baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) conferido por órgãos internacionais?    

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro  

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POPULARIDADE

Nada melhor do este parágrafo de uma coluna de João Mellão Neto para esclarecer o porquê da popularidade de Dona Dilma: "Aliás, quem primeiro se sabe que idealizou uma sociedade perfeita foi o grego Platão. Apesar de ter vivido em Atenas, em seu apogeu, ele - como todos os revolucionários - não tinha lá muito amor pela democracia. Quem disse que o melhor para governar seria aquele que sabe amealhar mais votos?" ("Estado", 11/3/2011).

 

Ulysses Fernandes Nunes Junior

twitter: @Ulyssesfn

São Paulo  

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MIOPIA

Ou minha lente está embaçada ou então não entendo mais nada. Gostaria de ter os olhos desses 62% de pessoas que acham o governo Dilma bom ou ótimo, ou dos 79% que aprovam o modo dela governar. Onde foi feita esta pesquisa?

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro  

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ENQUANTO ISSO, EM ROMA...

Nossa presidenta, aproveitando o bom crescimento do Brasil e o excesso de caixa, apesar da "parca" coleta de impostos, resolveu gastar um pouquinho em Roma. Para uma permanência de quatro dias, ela teve produtivas cinco horas de eventos oficiais, incluindo um importantíssimo encontro de 15 minutos com Cristina Kirchner. Seria para mostrarem as comprinhas feitas e compararem os modelitos?! Enquanto isso, os fluminenses de Petrópolis contam e sepultam seus parentes. Nada como ser presidenta da Terra Brasilis e ter tempo e dinheiro para passear um pouquinho. Quanto ao nosso Congresso, fico "surpreso" em saber que nossos nobilíssimos par(a)lamentares, acabaram com o "merecido" 14.º e 15.º salários. Infelizmente, não surpreende o fato de compensarem estas "perdas" com um penduricalho aqui, outro acolá, etc. e tal. Precisamos amarrar os ratos do Congresso de outra maneira, que não com queijo parmesão. Só faltava ser italiano...

 

Renato Amaral Camargo

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo  

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ABSURDO TOTAL

É simplesmente inadmissível, absurdo e incoerente que a presidente de um país como o nosso, em caos total na saúde, educação, transportes e segurança, junto com quatro ministros inúteis e mais de uma dezena de assessores desnecessários, tenham utilizado nada menos que 21 carros de luxo em Roma. A presidente Dilma teve somente cinco horas de compromissos em três dias de permanência na Itália, tendo nos custado a bagatela de R$ 325 mil, em hospedagem, alimentação, etc. Ou seja, mais de R$ 108 mil por dia e, se considerarmos o custo pelas horas de compromissos de Dilma - pois todos os outros foram passear -, custou R$ 65 mil/hora.  

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo  

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A COMITIVA DO VATICANO

É inacreditável a enorme comitiva que a Dilma levou ao Vaticano. Peço em nome de muitos que se aprofunde para saber o real motivo de tanta gente, de tanto gasto, de tanta pompa. É crível, com a miséria ainda reinante no nosso país, os morros da serra de Petrópolis se desmanchando com a consequente perdas humanas, que se gaste tanto dinheiro?  

Glauce Ferreira

glaucemilhazes@gmail.com

Rio de Janeiro  

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MATANDO A FOME

Enquanto irmãos esfomeados no Nordeste já estão comendo até ratos, nossos dignos representantes estão matando sua fome e nossas esperanças em Roma. Como "Deus é brasileiro", certamente os perdoará...  

Nivaldo Ribeiro Santos

nivasan1928@gmail.com

São Paulo  

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CARTÕES CORPORATIVOS

Com relação às despesas da comitiva presidencial que foi a Roma, seria bom verificar os cartões corporativos dos componentes desta comitiva.  

Walter Marcon

w.marcon@bol.com.br

São Paulo  

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PODER E DEMOCRACIA

Ninguém é suficientemente poderoso numa democracia para gastar o que a Sra. Dilma gastou em sua ida à posse do papa, ou definitivamente não vivemos uma democracia plena.  

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo  

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ESCÁRNIO

 

À semelhança de ditadores de retrógrados países africanos que vivem em berço de ouro, enquanto o povo passa fome, a visita da presidente Dilma a Roma para a posse do papa Francisco, que cultua a vida simples, constitui um insulto à condição de indigência de grande parte da população brasileira. De fato, para um compromisso de 3 dias, encheu o aeroLula com vários ministros e assessores. Enquanto a embaixada brasileira em Roma estava praticamente  vazia, arrematou 25 apartamentos em hotel dos mais caros da Europa. Em lugar de contratar um ônibus especial, alugou 21 carros para transporte dos petralhas. Um verdadeiro escárnio.  

José Sebastião de Paiva

j-paiva2@hotmail.com

São Paulo  

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UMA QUESTÃO DE CULTURA

Nossa presidente teve uma atitude que antigamente chamavam de "grã-fina", hospedando-se com comitiva numa das cadeias de hotéis mais caras do mundo, a Westin. Enquanto isso nós pagamos a manutenção, em pleno funcionamento, de duas embaixadas, a de Roma, o Palazzo Panphilli na bonita Piazza Navona e a  embaixada do Vaticano, Palazzo Coctani. Gente rica "é outra coisa". Enquanto uns não tem pão e vivem do bolsa família de R$ 71,00 por mês, outros, que "nunca haviam comido mel", se lambuzam. Alguns pensam que o dinheiro público dá em árvore e pode ser usado à vontade e não nos cinco meses por ano que o cidadão  precisa trabalhar para pagar seus impostos. Engraçado é que presidentes de países mais ricos, como Obama, hospedam-se nas embaixadas. Questão de cultura.  

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo  

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SOUVENIR

Não sei por que toda essa gritaria com a Dilma, sua comitiva e os 52 quartos de hotel. Se todos ficassem na embaixada brasileira, como todo o bando  iria trazer roupões, toalhas e chinelos?

Roberto Aranha

rcao@globo.com

São Paulo  

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NENHUM BOM SENSO

O Sr. Patriota (?) pensa que somos todos idiotas. Por que não havia embaixador brasileiro na Itália, os funcionários ficam em casa? Limusines? É o pouco caso de sempre com nosso dinheiro. Pretensão e água benta... nem o exemplo do papa os conscientiza.

 

André C. Frohnknecht

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo  

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AS COISAS DE DEUS

Eu até creio que Dilma, que não admite intimidades, mas se julga acima do bem e do mal, num momento de intimidade indevida, tenha dito ao papa que Deus é brasileiro. Mas não acredito que o santo homem tenha quase repetido Guevara e dito "Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás!". Que fonte independente ouviu isso, fora o seu séquito? Gente, mais responsabilidade e menos política com as coisas de Deus.  

Roberto Viana Santos

rovisa681@gmail.com

Salvador  

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OS ERROS DO ENEM

Em vista do que foi exposto por uma avaliadora do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ao jornal "Zero Hora", de que "somos orientados a não sermos rigorosos na correção", concluo que mereço ter a liberdade de criar um neologismo que bem define esta situação: o Ministério da Educação (MEC) é sinônimo de safadagem ou seja, um misto de safadeza com bandidagem. Antes era Fernando Haddad no MEC que quase acabou com o  Enem por sua manifesta incompetência em geri-lo. Agora, o novo ministro da Educação, o "papagaio de pirata com moustache" (que não desgruda da Dilma nem por decreto visando a 2014)  encontrou a fórmula mágica de mostrar progresso em sua gestão do Enem: maquiando os resultados. Maquiar é um termo muito leve, ele mandou instruir os avaliadores a que falsificassem os resultados. As pérolas encontradas nas redações (trousse, rasoavel, enchergar...) são parcos exemplos do que foi achado. E sabe-se que a prova de redação é responsável por 50% do valor do total das provas. Esta professora, cujo nome foi preservado em função de um contrato  de sigilo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disse que a orientação foi dada em uma reunião, e que a explicação para tal fato era de que se houvesse rigor na correção das provas, a reprovação seria muito alta e muitos alunos não atingiriam a nota mínima. Os avaliadores que não estivessem dispostos a cumprir tal determinação seriam excluídos do processo de correção. Diante de tal maracutaia digna de um aloprado, eu penso que o mínimo que deve acontecer é a anulação das provas tendo em vista que muitos alunos foram prejudicados.  

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo  

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VISTA GROSSA

Enquanto professores responsáveis pela correção da redação do Enem vêm a público denunciar que "são orientados" a fazer vista grossa nessas correções para maquiar progresso na educação brasileira, vale perguntar ao ministro da Educação Aloizio Mercadante, responsável pelo Enem, e que pelo jeito continua expert em tramoias como os falsos dossiês contra adversários bolados por ele, o que acontecerá quando esses jovens estiverem concorrendo a emprego? Já encontrei vários. Um deles cursou faculdade de administração e trabalha como açougueiro num supermercado. Uma aluna do Prouni, cursando nutricionismo que em conversa barbarizava o português, quando aconselhada por mim a prestar atenção na linguagem correta porque isso poderia influenciar na sua credibilidade perante futuros clientes, saiu-se com essa: "Não tem pobrema, pru que o povo da minha cidade na Bahia fala igual"! Só sei que minha professora, grande D. Maria, que me fazia escrever 100 vezes a palavra errada na correção das provas, deve estar se virando no tumulo com os rumos da educação no país. País pobre, continua pobre quando não honra sua língua mãe. Isso é atávico!  

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo  

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MACARRÃO NA ESCOLINHA

 

Exagera-se na celeuma acerca da redação do miojo. O perspicaz aluno da escolinha do professor Mercadante abordou o tema com rara profundidade e muita reflexão. Foi coeso e coerente. Senões gramaticais "houveram", mas perdoáveis. Talvez os corretores (eles existem?) não tenham percebido, isto sim, a única falha: o rapaz se esqueceu do tempero do macarrão.

 

Joaquim Quintino Filho

jqf@terra.com.br

Pirassununga  

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NOTA ZERO

Em 2012, "nós pega os peixe"; em 2013, receita de miojo, hino do Palmeiras, "rasoável", "enchergar" e "trousse", entre outras barbaridades. São as pérolas do Enem - (V)Exame Nacional do Ensino Médio. Nota zero!

 

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo  

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BRINCADEIRA

Discordo do professor que disse que esses casos de redações do Enem onde estudantes incluíram a receita do miojo, e o hino do Palmeiras, mostram uma grande crise de ética e têm o propósito de enganar a banca. Na verdade o que os estudantes fizeram foi uma grande brincadeira, e deram o troco a um exame sempre mal aplicado, mal formulado, mal corrigido e que tantos prejuízos trouxe (com x, e não com ss) a muita gente. Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro    

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O 'PÃO E CIRCO' DO BRASIL CONTINUA

Trupe de corretores mágicos de redações do Enem, que fazem aparecer notas "de outro mundo", fazendo a platéia estudantil de palhaça. Tais estudantes que adquiriram o direito a meia-entrada, mas precisam ter uma entrada "inteira" para faculdade, sem essas tamanhas injustiças, sem "meia-nota". Não bastassem os erros esdrúxulos de ortografia e concordância, receitas e hinos completam o espetáculo. Mais: refletem o despreparo do país em gerenciar um sistema tão complexo de ingresso à universidade; ratificam o descaso com a educação do Brasil - a qual ainda sonha com os dez por cento do PIB -; projeta os futuros profissionais que estão alcançando uma faculdade sem base alguma. A Nação vivendo uma época de euforia com Copa e Olimpíada chegando e esquecendo-se de perceber isso como uma espécie de carnaval disfarçado, pois quando "a banda passar" o que era "doce vai acabar" e a formação do país ficará defasada. Prova disso está nesses três anos de Enem, podendo observar um aumento da evasão dos alunos, os quais entram despreparados, devido à péssima educação recebida no ensino médio e fundamental, avaliada pelo exame. Ademais, não se pode cobrar bom ensino com a péssima remuneração daqueles que exercem tal função; não se pode achar que mais de quatro milhões de redações serão bem corrigidas, sem nenhuma avaliação dos corretores. Nem o método de mais de um avaliador por redação funcionou, porque uma "receita de miojo" não ser motivo de zero, nada mais é. No próximo Enem recomenda-se colocar uma receita de pizza, com certeza será nota máxima, afinal, é o prato mais pedido pelos responsáveis por tão grandioso e repugnante espetáculo circense brasileiro.

 

Igor Humberto Ferreira Amorim

igorh.fa@hotmail.com

Petrolina (PE)  

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O FUTURO DA EDUCAÇÃO

A situação da educação no Brasil vai de mal  a pior. Após dez anos de PT no poder nada foi melhorado, pelo contrário, piorou. A ideologia tomou conta desta área (não só desta, claro). A explicação dos corretores do Enem de que uma correção rigorosa acarretaria um número muito alto de reprovações é a prova disso. O resultado é o que estamos vendo ano após ano. Enquanto inúmeros países saíram do atraso usando a educação como uma arma poderosa - e não as esmolas aos menos favorecidos - vê-se que isto não acontecerá no Brasil. Ao invés de se criarem condições para que os mais pobres ascendam intelectualmente por meio de políticas de qualificação, o que se usa são critérios exclusivamente ideológicos. Assim aplica-se a "justiça social" segundo eles. E assim o Enem, a despeito de todas as falácias e de todos os absurdos, é tratado como um sucesso. Há quem diga que é o fim do vestibular, como se ele fosse outra coisa. Só que agora com imbecilidades e incompetências a toda prova. O caso das redações exemplifica bem e se o sr. ministro turista pretende promover uma revolução no ensino médio é bom tratar de começar a realmente trabalhar eficientemente. Com este tipo de educação nunca vamos ter um IDH decente, nem mesmo se ele espernear muito, como fez há pouco.

 

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo  

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NOSSA CRISE EDUCACIONAL

Primeiramente, é óbvio que um governo responsável deveria promover uma reformulação geral da educação brasileira, desde o curso básico. Sem medo de reprovar, criando políticas de recuperação que não são impossíveis. E manter o rigor na formação de nossos jovens até seus derradeiros momentos, quando estarão aptos ao exercício de uma profissão. No tocante às avaliações, cada instituição de ensino, ao final dos cursos, deveriam fazê-las sob a supervisão do MEC. Os alunos das escolas aptas estariam habilitados para os cursos médios e novo exame genérico para as Universidades. O mais insuperável: o mercantilismo que tomou conta de nossa educação.

 

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo  

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'TROUSSE, ENCHERGAR, RASOAVEL...'

"Porki será qui o peçoal está achanu istranho os erru de purtuguez qui avia nas redassão do Enem. É ançim qui nóis fala."

 

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo  

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LONGE DO 'RASOAVEL'

O que vem sendo divulgado pela imprensa sobre a correção bizarra de redações do Enem é extremamente grave. Os fatos denunciam, mais uma vez, o estado miserável a que os petistas conduziram aquele que já há muito tempo era um dos sistemas de ensino mais ineptos dentre as democracias ocidentais. É motivo de lágrimas copiosas, e não de risada, as generosas pontuações recebidas no Exame de redação por candidatos que enxertaram, em seus textos, receitas de macarrão e hinos de times de futebol. O que dizer, então, daqueles que foram premiados com a nota máxima, mesmo tendo cometido erros bizarros de ortografia e concordância? Esses corretores sequer leram direito as provas! Além disso tudo, é sob o governo do PT que caiu - sim, caiu! - o número de universitários dotados de nível pleno de alfabetização, e que subiu em 100% - em 100%! - a proporção de universitários com alfabetização rudimentar, segundo dados divulgados no ano passado. A incompetência dos governos Lula e Dilma na educação confisca o sonho de milhões de jovens que sonham com uma formação acadêmica de qualidade. Mas tudo bem: de acordo com o Ibope, a percepção dos brasileiros quanto à gestão educacional do governo Dilma vem melhorando. Eu, porém, não "enchergo" assim: vejo que o quadro está longe do "rasoavel".

Henrique Brigatte

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba  

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DESVIOS

..."a tolerância deve-se à consideração de ser o participante do Enem, por definição, um egresso do ensino médio, ainda em processo de letramento na transição para o nível superior".  Trecho da defesa do Enem citado no editorial "As redações do Enem" (20/3, A3). Está explicada a defesa de tantos erros, ops, desvios, pois a forma correta é "...a tolerância se deve...". Um pequeno desvio, algo que os linguistas chamam de hipercorreção, mas que os bons professores nunca me perdoaram, por isso aprendi. Obrigada, mestres.

Lucília Simões

lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo  

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'AS REDAÇÕES DO ENEM'

Brilhante editorial. Absurdo concordar com erros e não apontá-los. Infelizmente, é apenas a prática que temos visto em diferentes esferas do governo nos últimos dez anos, a leniência. Ainda, cumpre lembrar que não necessariamente quem corrige as redações do Enem sequer percebeu os erros, dado o aparelhamento do Estado por incompetentes neste mesmo período. Acorda Brasil!

Carlos A. Santos

caco1213@gmail.com

São Paulo  

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CARTÃO VERMELHO

Considerando a tolerância do MEC com os erros - perdão, "desvios" - dos autores das redações do Enem, merecedores da nota 1.000 (!), é possível prever que as próximas gerações, a continuar esses estado de coisas, estarão falando um dialeto, cheio de "desvios gramaticais", leves ou não. Pelo visto, não é só o ministro da Fazenda que está a merecer o cartão vermelho...

 

Luiz M. Leitão da Cunha

luizmleitao@gmail.com

São Paulo  

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COMPREENSÍVEL

Para um governo que tem como eminência parda um semialfabetizado, é perfeitamente compreensível  que as redações com gritantes erros  tenham nota máxima.

Gattaz Ganem

gattaz@globo.com

Carapicuíba  

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VALE QUALQUER COISA!

Vivemos um momento no Brasil em que fugir da pauta moral e disciplinar tradicional é a regra. Vale passar a mão na cabeça  de corruptos com direito a homenagens e ainda ser televisionado e ficar por isso mesmo; vale eleger um suspeito de improbidades como presidente do Senado; vale matar, e, em sendo preso, ser solto rapidinho; vale desrespeitar um professor em sala de aula e ainda ganhar o colo protetor dos pais...  E agora vale cometer erros crassos de português numa prova de redação no vestibular e tirar a nota máxima. Com tanta permissividade, a tendência é a esculhambação total e daqui a pouco ninguém mais se entende, pois teremos vários códigos de conduta com várias opções a seguir, falaremos e escreveremos diferentes línguas, e perderemos nossa identidade, também como povo pacífico e gentil. Sim, porque uma sociedade que concorda com malfeitos e convive muito bem com a tolerância ao errado, dispensando os parâmetros morais e aceitando qualquer  que seja a ação, perde o senso de justiça e discernimento,  e se torna violenta,  acabando por ser vítima fatal dela própria. Vale dizer: já está sendo.

 

Myrian Macedo

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo  

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MINISTÉRIO DOS ERROS COLOSSAIS

Depois de dar nota máxima em redações com erros grotescos de português, o MEC deveria passar a se chamar: Ministério dos Erros Colossais! A máscara caiu mais uma vez. Está provado que as redações não são corrigidas, mas sim tem algumas notas atribuídas aleatoriamente. Milhares de alunos foram prejudicados com isso. Também o que podia se esperar de um Ministério de Educação de um partido, que tinha um ex presidente que se orgulhava de dizer em público, que nunca havia lido um livro? É o PT inovando mais uma vez! Quem erra acerta, quem acerta erra.

José Milton Galindo

galindo52@hotmail.com

Eldorado

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