Fórum dos Leitores

Atualizado às 6h24.

O Estado de S.Paulo

25 Março 2013 | 02h06

GOVERNO DILMA

Inflação na meta

Diz o ministro Guido Mantega, da Fazenda: "Nos últimos anos (a meta) nunca foi descumprida. E assim continuaremos de modo que a inflação não venha a atrapalhar nem o consumo nem o crescimento do País". Bem, uma meta de 4,5%, com margem de tolerância de 44,4% para mais ou para menos, não se pode considerar algo extraordinário, principalmente porque, salvo engano, sempre chegamos ao campo de mais, isto é, às vizinhanças de 6,5%. Por outro lado, achar que com 0,9% o País está crescendo...

MARIO HELVIO MIOTTO
mhmiotto@ig.com.br
Piracicaba

*
Medo de piorar

Há algumas semanas o sr. ministro da Fazenda afirmou que a inflação não havia chegado à porta da casa dos brasileiros. Aqui em casa ela não só chegou à porta, como já entrou, sem ser bem-vinda. Toda vez que vou ao supermercado me lembro das palavras dele e fico indignada. Além da inflação, temo que, passadas a Copa do Mundo e a Olimpíada, as coisas piorem muito.

CLAUDIA FIGUEIREDO LEITE
claudia.f.leite@uol.com.br
Lorena

*
Combate inusitado

A Nação está presenciando uma nova fórmula de combate à inflação em alta. Diante dos necessários reajustes nas passagens de ônibus e nos planos de saúde, para contê-los o governo promoverá a desoneração tributária nos dois setores. Como diz o caboclo paulista, "conserta a cerca depois que a boiada passou". Porque as experimentações econômicas realizadas por este governo foram e são inusitadas, dignas de um laboratório de estudos econômicos de universidades. Sai do tradicional e entra na heterodoxia. Abandona o tripé tradicional - metas inflacionárias, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal - e permite o aumento indiscriminado da demanda. Isso sem nem se falar em alta dos juros (taxa Selic). Não é uma miscelânea? Entretanto, a inflação alcança patamares maiores e, depois, só faltará copiar a presidente Cristina Kirchner, da Argentina: impor controle de preços coercitivo, chamando o amigo José Sarney para ajudar na fiscalização...

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO
carneirojc@ig.com.br
Rio Claro

*
Falta de foco

Para evitar o aumento do preço das passagens de ônibus, o governo federal vai dar mais uma bolsa-imposto: redução no preço do combustível usado nesses coletivos. Não seria mais inteligente reduzi-lo somente para as empresas que não fazem os passageiros - na chuva, no sol ou no frio - esperar muito até que os ônibus cheguem aos pontos, não obrigam a maioria a viajar em pé, não têm espaço reduzido entre os bancos, etc.? Se o transporte público fosse mais eficiente, haveria menos carros nas ruas, menos poluição e menos congestionamentos.

MÁRIO A. DENTE 
dente28@gmail.com
São Paulo

*
'Bondades' do PT

Quando lemos que o governo do PT vai anunciar algum "pacote de bondades", logo vem um frio na barriga, pois sabemos que, de alguma forma, quem paga o pato é o contribuinte. Exemplos: os deputados federais acabam com o 14.º e o 15.º salários, mas em seguida criam mais cargos comissionados e ainda aumentam as suas verbas de gabinete; o governo reduz a conta de luz... e a Petrobrás logo aumenta o preço da gasolina; o governo muda local de ministério para agrupar todos os servidores num mesmo lugar, mas no novo local vai pagar aluguel de R$ 1 milhão por ano; o BNDES empresta recorde de recursos, porém é rebaixado em sua classificação de risco por falta de garantias reais em seus empréstimos; a embaixada brasileira em Roma abre as suas portas para a comitiva presidencial, mas esta se aloja em 52 apartamentos de um hotel de luxo... Enfim, apesar de Deus ser brasileiro, que o papa argentino nos proteja!

RENATO QUEIROZ TELLES ARRUDA
rqtarruda@hotmail.com
São Paulo

*
Consciência, presidente!

Dilma quer persuadir empresários a baixar os preços para conter a inflação. Ela tem consciência do que é trabalhar neste país sem logística, com toda a maré tributária contra as empresas e a famigerada Receita Federal querendo arrecadar a qualquer custo? Fala populista sem nexo gera anedotas, exma. sra. presidente.

JOÃO HELOU
helouhelou@gmail.com
São Paulo

*
O apagão logístico

Fez muito bem a China em cancelar a compra de soja do Brasil por descumprimento do prazo de entrega. Brasileiro acha que todos são iguais a ele. Como chega às 9 horas para encontro marcado para as 8, entrega pedidos sete dias após o combinado e nada acontece, visto que todos fazem o mesmo, achou que os chineses eram da mesma índole e se deu mal. Seria bom outros países seguirem o exemplo da China, para ver se este país começa a encarar o comércio internacional com seriedade e passa a ter palavra. Os problemas de logística estão aí sendo mais uma vez exibidos: filas e mais filas no Porto de Paranaguá, no Guarujá, etc. O Brasil está engatinhando nesse quesito. Precisa levar uma bordoada que doa no bolso - no caso, na balança comercial - para ver se toma jeito.

PANAYOTIS POULIS
ppoulis46@gmail.com
Rio de Janeiro

*
Gargalo portuário

O megaengarrafamento de caminhões no Porto de Santos para descarregar a supersafra de soja, pelo fato de a única rua que dá acesso ao terminal portuário ter apenas 12 metros de largura, é emblemático de nossa incompetência em resolver um simples gargalo nessa fundamental atividade exportadora. Sabendo que tal fragilidade gera bilhões de prejuízo para a Nação, fica a pergunta: como até agora os responsáveis por essa indigente situação não foram afastados e responsabilizados por incompetência?

JOSÉ DE ANCHIETA N. DE ALMEIDA
josedalmeida@globo.com
Rio de Janeiro

*
A incompetência

Os fatos comprovam a incompetência. Em vez de construir mais portos nos Estados e modernizar os existentes para exportar a nossa produção, construir estradas para que ela chegue ao destino, incentivar o transporte ferroviário e hídrico, a construção de navios de grande porte, a indústria bélica e naval, a fabricação de lanchas para patrulhar a Amazônia, preferem construir estádios de futebol, que não proporcionam progresso ao País nem aos torcedores. Em lugar de investir no nosso país, reformam e financiam o Porto de Mariel, em Cuba, e obras em outros países. Assim vamos para o atraso, e para o brejo, por termos um Legislativo incompetente que não nos representa e não nos levará a lugar nenhum. Desse jeito, só nos resta uma "primavera brasileira".

ALBERTO NUNES
albertonunes77@hotmail.com
Itapevi

*
O CAOS PORTUÁRIO

O que diz a presidente Dilma, aprovada por mais de 60% dos brasileiros, sobre o cancelamento das exportações de soja à China por causa dos “portos” ineficientes? De 7 milhões de toneladas anuais, cancelaram 2 milhões (“Estadão”, 20/3, B8). Quase um terço das exportações anuais de soja para aquele país e que contribuirá consideravelmente para a queda de nossa balança comercial em 2013. Daqui a pouco virão minério de ferro, etc., porque país sério não aguenta incompetência. Há anos exportadores de calçados perderam vendas também por esse motivo, fora os pequenos exportadores que vivem perdendo contratos por causa na demora das entregas. O gargalo nos portos é desastre anunciado há mais de 30 anos, em que o “sindicato socialista” manda e pronto. Eles ameaçaram com greve há pouco tempo e, em vez de o governo peitar, miou igual gatinho acuado. Enfrentar sindicatos do atraso se torna urgente, ou vão esperar cancelamentos e mais cancelamentos de exportações, até o Brasil quebrar?  Enquanto isso, la nave burguesa, para refrescar a cabeça, aporta em Roma e se hospeda no hotel mais caro da cidade milenar porque o povo aprova! É mole?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

*
INCOMPETÊNCIA

O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, defendeu os altos índices de aprovação do governo Dilma com a argumentação de que o sofrimento da população com as péssimas condições da saúde, educação e segurança é atribuído aos governadores e aos prefeitos e que, sobre o naufrágio da economia, 50% da população não tem conta nos bancos. Conta outra, Montenegro. Com este governo petista temos uma certeza: de que a falência nacional é uma questão de (pouco) tempo. A incapacidade administrativa, a falta de investimento em infraestrutura, aliada à única preocupação, que é o poder “ad aeternum”, estão emolduradas pelo gargalo nos portos do País, quando o “apagão da soja”, que, com a safra recorde e os preços altos, se tornaria este ano o primeiro item das exportações brasileiras, que poderiam atingir US$ 32,5 bilhões em vendas externas em 2013, suplantando a do minério de ferro. Com esse apagão, o custo do transporte subiu 45% em um ano, enquanto o preço da soja no Mato Grosso caiu 4%. A China, principal comprador da soja brasileira, já cancelou a compra de 2 milhões de toneladas de soja por atrasos na entrega. Navios, em número de 150, estão parados à espera de carregamento no porto. Na semana passada, a rodovia que leva ao Porto de Santos chegava a 25 quilômetros de engarrafamento, já tendo atingido 34 quilômetros de espera. Faltam armazéns e silos. Os portos brasileiros são muito fatiados. Somente no Brasil a carga sai do caminhão e entra no navio. Os caminhoneiros estimam em 15% o prejuízo em seu faturamento mensal. “Caminhão foi feito para rodar”, diz um deles. Segundo a Aprosoja, o frete para o transporte de uma tonelada de soja por 2 mil quilômetros custa US$ 10 e US$ 35 no Estados Unidos, e aqui custa US$ 160. O Brasil é o único país em que uma superssafra não é comemorada com sucesso. PT, ainda há tempo. Pede para sair.
 
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

*
O BICHO PEGA

Intermináveis filas de caminhões carregados com a superssafra congestionam estradas de acesso aos Portos de Santos e Paranaguá porque os navios não conseguem atracar nos cais. Estacionados no mar, muitos navios aguardam a chegada desses caminhões para o carregamento. Esse é o retrato fiel da inoperância e incompetência do governo do Brasil de Macunaíma. Se correr, o bicho pega, se ficar, come! Até quando?!
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

*
SOJABRÁS

Um estrangeiro que observe a monumental fila de caminhões esperando a vez de descarregar sua soja deve se perguntar duas coisas: Meu Deus! Por que o Brasil não faz uma estrada de ferro? Por que o Brasil não processa a soja e exporta os produtos, ganharia muito mais, criaria muito mais empregos, etc. O tolo estrangeiro não sabe que o governo brasileiro tem coisas muito mais importantes com que se preocupar, como a copa do mundo e as próximas eleições.  Com a palavra, as nulidades que governam o País. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

*
AS DIFICULDADES PARA EXPORTAR

Este ano o País deverá colher aproximadamente 184 milhões de toneladas de grãos de milho e soja (recorde), um aumento de 10,5% em relação 2012. Os anos passam, e o produtor agrícola sempre defronta com o velho problema de infraestrutura como a falta de hidrovias, ferrovias, estradas e portos e assim vai perdendo dinheiro devido ao encarecimento para exportar. A melhoria de infraestrutura vem sendo ensaiada desde o governo Collor, FHC, Lula e somente agora “caiu a ficha”, no governo Dilma, que está propondo a privatização dos portos com uma medida provisória, que será analisada pelo Congresso. Além de comprometer a imagem nacional diante de outros países, como a perda de credibilidade e confiabilidade para entregar esses produtos agrícolas, fica claro que faltou visão política aos governos anteriores para a melhoria da infraestrutura, e a atual proposta de privatização dos portos, deveria ser feita há muito tempo.

Edgard Gobbi  edgardgobbi@gmail.com
Campinas

*
GARGALO LOGÍSTICO

“Medidas mais drásticas” foram aquelas tomadas pelos produtores do Centro-Oeste, que, mesmo fustigados pelo governo petista, conseguiram aumentar, em tempo recorde, a produtividade do campo. “Trabalho científico” seria aquele que envolveria programas de concessões abrindo espaço para mais investimentos em ferrovias, rodovias e portos que até o momento estão no papel.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

*
ÍNDICES PRESIDENCIAIS

Enquanto portos e aeroportos demonstram uma total irresponsabilidade e incompetência administrativa, a compra de votos com as bolsas petistas vai de vento em popa...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

*
APAGÃO E OS ANOS 60

Não fui uma revolucionária, mas conheço, politicamente, os anos 50-60, por ter, como professora de História, muito me interessado pelo período. Não peguei em armas nem fui a passeatas, tinha somente meus seis anos em 1964.  Em 1965 papai comprou o nosso primeiro carro, um Fusca, e com a inflação sob controle (e tendo sido criado o Banco Nacional de Habitação) construímos uma casa modesta no nascente bairro da Pituba. É possível, melhor, provável, que os que combateram armados o regime militar por convicções democráticas ou no intuito de implantar o comunismo no Brasil tenham sofrido mais que puxões de orelha. E é somente neste ponto, o dos desrespeitos à pessoa humana, que estou ao lado da esquerda de hoje. Porque naqueles anos nasceu o Brasil moderno, cortado por boas estradas, iluminado pelas grandes hidrelétricas e pela (hoje não mais maldita) usina atômica de Angra que hoje se esgotam em apagões. Centros industriais, portos, a indústria do petróleo, a indústria naval, tudo é legado daquele tempo. Palavras de ordem foram bradadas mas transformadas em realidade (“integrar para não entregar”) nos garantiram a Amazônia e o Centro-Oeste. E sabem, amigos, qual foi o maior programa de inclusão social de todos os tempos? O Funrural. É uma pena que se gaste uma geração para desconstruir uma história por motivos ideológicos, particularmente porque, ir-se-ão mais duas para que a verdade suja límpida. Assim se desconstrói uma nação. Choro hoje, enquanto escrevo, pelo meu país!

Maria Coelho maricotinha63@gmail.com 
Salvador

*
LULA E AS EMPREITEIRAS

É uma desmoralização para o ex-presidente Lula receber dinheiro de grandes empreiteiras em 13 viagens feitas ao exterior após deixar a Presidência. Grupos como OAS, Camargo Correa e Odebrecht financiaram visitas de Lula á África e América Latina. Lula não tem um pingo de ética e desmerece ainda mais a sua biografia ao ser patrocinado por grandes empreiteiras, sabidamente um dos setores mais corruptos do país, com obras superfaturadas e pagamento de propinas. Alguém que se alia a grandes empreiteiros não está do lado do povo nem dos mais pobres. Lula, quem diria, de líder operário, virou lobista e garoto propaganda de grandes empreiteiras. Felizmente, ainda temos uma imprensa livre no Brasil para mostrar a verdadeira face de Lula e do PT.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

*
SATISFAÇÃO MATERIAL

O ex-presidente Lula tornou-se caixeiro viajante das grandes empreiteiras brasileiras. Se de um lado tem algo de positivo, melhor seria se ele se preocupasse com as demais empresas, aquelas com produtos de valor agregado necessárias ao comércio exterior, e que não tem condições de pagar mordomias, mesmo a título de interesses privados. De qualquer forma Lula continua a levar a risca a lição de Trotski: “O desfrute do poder político é a única satisfação material que o marxismo permite aos seus sacerdotes”.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

*
PESOS E MEDIDAS

Procuradores da República teriam sido ouvidos sobre eventual irregularidade no financiamento de palestras do ex-presidente Lula, realizadas na África. Se o ex-presidente fosse Fernando Henrique Cardoso, bem possivelmente, haveria membros do Ministério Público Federal (MPF) indagando se as obras de interesse das empresas financiadoras das tais palestras haviam recebido valores do BNDES e o período em que concedidos os financiamentos... Muitos pesos e várias medidas. 

Ana Lúcia Amaral  anamaral@uol.com.br 
São Paulo

*
DILMA E OS EMPRESÁRIOS

Não só não caiu o preço da cesta básica após Dilma ter anunciado a isenção de PIS e Cofins sobre 8 produtos como os preços sofreram um aumento de 0,55% na última semana. Em compensação, aumentou o preço do diesel, combustível responsável pelo frete de todos os produtos e aumentou o preço dos remédios. E ainda por cima a indústria nacional, mesmo com a eliminação de alguns fatores que eram considerados empecilhos ao aumento de produção industrial, não apresentou o efeito desejado, enfrentando hoje uma crise estrutural. E a presidente Dilma, diante do fracasso de sua medida no preço da cesta básica, diz que vai pedir a colaboração do empresário, como se a culpa dos preços não seguirem a lógica do Mantega, seja do produtor ou do dono do supermercado. O empresariado já faz um esforço muito grande no sentido de garantir o emprego de seus funcionários mesmo com as vendas em baixa e com o preço da matéria prima sempre em alta. Dilma quer o quê? Empresa não é escritório de benemerência, que colaboração a mais ela espera do empresariado?
 
Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

*
CADA VEZ MAIS BARATA

Nos preços nos supermercados, a única coisa cada vez mais barata é a demagogia governamental...
 
A.Fernandes standyball@hotmail.com
São Paulo

*
NINGUÉM ENGANA O TEMPO TODO 
Como diz o velho ditado popular, nem tudo que reluz é ouro! A experiência nos mostra que quando a esmola é grande até o Santo desconfia, foi o que aconteceu com o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, dias atrás (8/3), ao anunciar a desoneração dos produtos da cesta básica. Mesmo com o corte dos impostos federais, a grande maioria dos produtos além de não ter seus preços alterados pra baixo, muitos aumentaram fazendo com que o consumidor tivesse que desembolsar ainda mais de seu minguado salário para comprar os mesmos produtos anunciados pela presidente com toda pompa na TV e rádio. A presidente disse para quem quisesse ver e ouvir que havia reformulado a cesta básica e incluiu produtos de higiene pessoal, limpeza e, segundo a petista, “de maior valor nutritivo”. Afirmando ainda que a medida vai gerar um impacto anual de R$ 7,4 bilhões. Só não disse para o bolso de quem vai toda essa grana! Só neste ano, acredita-se que o governo deixe de arrecadar R$ 5,5 bilhões com essa nova regra não respeitada pelos empresários. É o preço a se pagar para tentar conter a inflação, que ao invés de diminuir acabou aumentando logo depois do anúncio. O que se percebe é que os empresários continuam com a mentalidade do ganho fácil, de levar vantagem em tudo quando deviam cooperar com o País e, com os que vivem de cesta básica a margem da pobreza. Por sua vez a presidente baixou uma medida provisória e cortou a cobrança de PIS/Cofins, além de zerar o IPI de todos os produtos que ainda eram tributados. Em alguns casos, como no da carne bovina, contrariando todas as expectativas, houve aumento substancial de preços nos estabelecimentos. O fato concreto é que a inflação começa a preocupar o governo. A intenção é fazer com que a inflação não supere o teto da meta do governo (6,5%) em final de março. Mas sem a colaboração de produtores, fica difícil contar com o ovo na cloaca. É preciso contar com a boa vontade dos empresários – e aí é que mora o perigo. Com todo o saco de bondade que vem fazendo nos últimos meses a presidente Dilma Rousseff deixou de ser apenas presidente para se tornar candidata á reeleição, usando o termo “é dando que se recebe” no caso o voto dos beneficiados em 2014. Pode até estar muito cedo para isso, mas quem disse que ela e seu partido ligam para passar por cima da lei? Ora lei, ela só serve para controlar o ímpeto da oposição e da imprensa que vive batendo em petistas. O fato preponderante é que os investimentos verdadeiros em infraestrutura não saem do papel. Falta o crescimento real do País para impulsionar a indústria gerando renda e novos empregos. Mas enquanto essas medidas paliativas popularescas existirem, está tudo perfeito o povo vai sendo levado a pão e circo, e tangido pro matadouro como carneirinho.  

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

*
BLÁ-BLÁ-BLÁS

Digam o que quiserem, mas os discursos populistas interpretados pela presidenta Dilma são simplesmente irretocáveis.  Os textos concisos não deixam a menor dúvida quanto à sua veracidade, sendo capaz de convencer indubitavelmente o cidadão médio, maioria esmagadora da Nação. Um bom exemplo desse tipo de discurso foi aquele da desoneração da cesta básica. A propósito, a propagada desoneração ainda não chegou à mesa dos brasileiros! Chegará um dia?  

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

*
O CUSTO DE OFENDER A CONSTITUIÇÃO

Governar contrariamente à Constituição, numa democracia, é temerário. É até intuitivo que arrosta o sistema constitucional construir-se uma base de cálculo com a inclusão de um tributo para calcular outros tributos. O procedimento delira já da razão. Assim ocorreu com a inclusão do ICMC para formar a base de cálculo do PIS e do Cofins incidentes sobre produtos importados, um protecionismo canhestro;  e a decisão da semana passada do Supremo Tribunal Federal (STF) gerará ônus de bilhões à União, criando uma verdadeira crise tributária. Esses erros, em governos sérios, são imperdoáveis. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

*
INVESTIMENTO INDUSTRIAL EM QUEDA
 
De acordo com uma pesquisa de intenção de investimento que acaba de ser divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o setor industrial brasileiro pretende investir este ano 9,5% menos que em 2012. Após a divulgação desse dado, será que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já começou a recalcular corretamente qual será o PIB e a inflação de 2013? Enquanto o Brasil caminha para o abismo, o governo federal continua gastando a vontade: criou mais um ministério, ampliou a verba para o Programa Bolsa-Família, etc., tudo em nome da próxima eleição, que só irá ocorrer em 2014. Pobre Brasil, que ainda vai descobrir o que realmente é uma herança maldita.
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

*
ONDE ESTÁ O ESPÍRITO ANIMAL?

O número de pacotes econômicos no governo Dilma tende a empatar com o número absurdo de ministérios “profissionais e meritocrácicos”, na definição presidencial. Breve deverá ultrapassá-lo, caso o crescimento errático destes estacionar, se é que vai. A corrida presidencial disparada antes da hora em nada contribui para a tranquilidade no ambiente dos negócios. Os esforços para manter a coesão da base eventualmente aliada acarretaram nomeações raramente marcadas pela competência dos indicados, tudo para garantir o precioso tempo de televisão. Os apelos à consciência dos empresários para que evitem remarcações dos preços dos produtos – o que se assemelha perigosamente a um congelamento mal disfarçado, dependendo da ênfase do apelo –, as continuas e inesperadas intervenções mudando as regras do jogo num ativismo febril e contraproducente, o câmbio que de flutuante passou a saltitante, a deterioração dos sinais vitais da economia, apesar dos artifícios contábeis utilizados com o fito de poder afirmar, para quem se dispuser a acreditar, que “tout va très bien, madame la marquise”, a série infindáveis de apostas sem sentido vindas de Sua Excelência o Sr. ministro da Fazenda e afirmações nebulosas, para encanto dos decifradores das atas do Banco Central, do tipo “a inflação convergirá de forma não linear para o centro da meta”, não constituem propriamente um ambiente animador. Diante disso, a retração do decantado espírito animal, em plena migração para os zoológicos, pouco ou nada tem de espantoso.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com
São Paulo

*
SURPRESA?

Surpresa é como se notícia pelo que em pesquisa junto às indústrias, indica-se que este ano investir-se-á nesse setor menos 10% do que em 2012; posto que já fosse pífio na ocasião face o crescimento então obtido. Chamaram de pibinho, na verdade um crescimento inerte de um modo geral, mas negativo no segmento industrial. O País está se desindustrializando? Qual surpresa, quem investirá num país cujos Ministérios se medem por quatro dezenas de pilhérias e geridos por incompetentes políticos, e pelos quais, recentemente um dos expoentes do empresariado nacional declarou publicamente que isso é um notável marco da política burra do governo de plantão? Quem investe no país do mensalão se ninguém acaba preso? Quem investe num país de pacotes e sem políticas de médio e longo prazo? Quem investe num país com Lula sendo a iminência parda e que não se omite em falar estupidez? O tempo do folclore petralha acabou. O modelo de sua homília se exauriu e a oposição está nascendo em sua própria base de sustentação, pois aquela que se diz oposição é uma piada de mau gosto. Crescimento econômico advém primordialmente de investimento, reza a cartilha da Economia e não a de alquimia; porém, tal qual no ano passado, sugiro que os leitores notem as vigorosas projeções de crescimento de 3,5%; 4% da economia brasileira. Os autores serão os mesmos a justificar futuramente nos jornais os porquês não se alcançou tal índice e relacionarão novamente a falta de poupança interna e investimentos em um país cujo modelo burro do Ministro da Fazenda continua querendo crescimento à custa do crédito e endividamento das famílias.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com 
São Paulo 

*
DILMA AFUNDA A INDÚSTRIA

Depois da produção industrial brasileira ter caído 2,8% em 2012 e o governo não ter auxiliado o setor com medidas eficientes mas, apenas algumas pontuais, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ouviu  1.200 indústrias e anuncia que o investimento em 2013 será 9,5 % menor do que no ano anterior. Em 2012 a indústria representou apenas 13% do PIB brasileiro, o menor dos últimos 50 anos. A política industrial do atual governo deixa muito a desejar, não melhora a competitividade com impostos elevados, baixa produtividade o que nos impede de exportar e competir com produtos importados. O protecionismo é importante item que prejudica nossa performance desestimulando melhorias tecnológicas. A indústria automobilística, por exemplo, é protegida de concorrência externa e ainda recebe redução de impostos, desde a sua fundação e é atrasada tecnologicamente. O que pesa mais atualmente, no entanto, é a falta de confiança no governo que tem uma tendência altamente estatizante. Nessas condições há um grande desestimulo ao empresariado.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

*
ECONOMIA E SOCIEDADE

A economia existe para servir à sociedade. A sociedade não existe para servir à economia. Ser a 5.ª economia do mundo e a 84.ª em qualidade de vida mostra prioridades governamentais invertidas ou pervertidas.

Miguel Sacramento miguel.sacramento@gmail.com 
São Paulo

*
INSPEÇÃO VEICULAR

A Inspeção Veicular, que já não era estas “maravilhas”, agora é que vai “melhorar” mesmo. Com o “credenciamento” de novas empresas, estaremos todos diante de um “bumba meu boi”. Salve-se quem puder! A atual inspetora – Controlar –, com todos os possíveis problemas, tinha uniformidade de procedimentos e uma conduta, a meu ver, irrepreensível. Que Deus se apiede da nossa cidade!

Jose Roberto Marforio bobmarforio@gmail.com 
São Paulo

*
O PERDIDÃO

Aprovada a lei de inspeção veicular posto como ficou, significa que o perdidão da Prefeitura vai cobrar inspeção de carros velhos que serão reprovados  e são geralmente de pobres, para os carros mais novos que forem aprovados vão cobrar dos pobres que se locomove de ônibus e outros transportes, com a descentralização se dará inicio à corrupção de todos os lados marca registrada e patenteada do PT. Além de jogar no lixo a melhora do ar já confirmada pelos especialistas do setor. Tudo porque um perdidão fez promessas estúpidas do que não sabia, para corromper o eleitorado. A nossa cidade virou uma bagunça de puxadinhos e atitudes de gestores amadores, incompetentes e mal intencionados. Quem votou sirvam-se. Por esta e outras atitudes dele, já me sinto prejudicado por pessoas que vem de outros lugares onde não é possível se viver com dignidade, principalmente porque votam errado, estragam e depois vem para cá fazer a mesma coisa. Não estraguem a terra de oportunidades onde todos tem lugar ao sol, não prejudique aos outros e a si próprio.
 
Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com 
São Paulo

*
QUEM PERDE E QUEM GANHA

O prefeito de São Paulo, que foi vendido à população como sendo moderno, vanguardista, jovem e dinâmico, nada mais é do que o que sempre se desconfiou pelas mensagens de Lula: um grande demagogo. Para cumprir uma promessa eleitoral certamente imaginada por marqueteiros está fazendo com que os paulistanos todos paguem pelos que tem carros e ainda piorando muito o ar da cidade. Ótimo para as famílias que têm muitos carros, vão economizar R$ 47 por cada um. A prefeitura vai cobrir estes gastos, isto é, toda a população. Ele não sabe que todos os carros poluem e que mesmo sendo novos muitos nem são bem regulados? Perde a população, em geral, que respirará um ar mais poluído e que pagará pelos donos de automóveis. Ganham a demagogia e a ignorância.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

*
PROMESSA DE CAMPANHA

Pergunta cretina: a promessa de campanha do sr. Haddad não era acabar com a inspeção? Bem feito para quem votou nele e tem carro(s). Estou adorando.

Nelson Piffer Junior pifferjr86@gmail.com 
São Paulo

*
DINHEIRO SUBTRAÍDO

Já que os milhões de reais pagos à Controlar serão reembolsados aos donos dos veículos, nós, os miseráveis que moramos em favelas e não temos carros, pagaremos a conta. Alguém tem que pagar por esse serviço.  Sairá do couro de quem não tem carro. Esses milhões de reais que a Prefeitura pagará à Controlar pelos serviços de inspeção estarão sendo subtraídos do dinheiro que seria destinado justamente a nós, miseráveis, que não temos carros, moramos em barracos, não temos atendimento médico adequado, não temos escola para nossos filhos e netos, não temos segurança, etc., etc. E o PT ganhou a Prefeitura de São Paulo enganando justamente estes miseráveis que Lula diz ajudar.

Eliseu Candido Correa eliseucorrea@globo.com
São Paulo

*
ISENÇÃO?

Será que o prefeito sr. Haddad (PT) esqueceu que os petistas sr. Lula e sra Dilma, com a isenção de IPI dos carros, criaram mais uma inundação em São Paulo, a dos carros, em vez de cuidarem das melhorias da infraestrutura: portos, aeroportos, estradas, etc.? Agora, mais do que nunca, com milhares de carros rodando, a inspeção veicular é necessária. Se quisessem mesmo devolver as taxas, isso deveria ser automático para quem foi aprovado, afinal eles tem todos os nossos dados. Teremos mais um trabalho ou desistiremos de reaver o nosso dinheiro, já pago. O meu receio é: será que daqui para a frente teremos inúmeras reprovações? Pois assim não terão de devolver nosso dinheiro e,  demagogicamente, a tal taxa não fará estragos ao sr. Haddad (PT), como fez a do lixo para a petista Marta(xa).
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo
        
*
A HISTÓRIA SE REPETE

Assim foi com Luiza Erundina e Marta Suplicy, e agora com outro petista também mandatário da prefeitura de São Paulo, o Fernando Haddad, o da  ausência de sensibilidade em dar um basta, por razões puramente demagógicas e populistas, ao comércio não legalizado nas ruas e calçadas da cidade!  Como muito bem estampou manchete do “Estadão” (21/3/2013), “Vendedores ambulantes irregulares voltam a ocupar ruas do centro de SP”. É lamentável esse indesejável ressurgimento deste comércio, que inferniza a vida dos transeuntes, e dos lojistas que pagam uma fábula por seus pontos comerciais, além de emporcalhar a imagem da Capital. Oras, será que o PT vai mandar às favas o quão difícil que foi para várias administrações do município, em poder viabilizar a retirada desses vendedores ambulantes, que na maioria das vezes incentivam pela dificuldade de circulação pelas calçadas, o aparecimento e aumento da bandidagem?! O prefeito Fernando Haddad, que já decepciona no inicio de seu mandato com a lambança que faz com o sistema “controlar” de veículos, porque sua promessa de campanha foi muito além da realidade de execução, agora não pode também desconstruir o que duramente foi alcançado, e, diga-se de passagem, sem demagogia, a normalização do comércio ambulante na cidade. O prefeito deveria saber que São Paulo não é Brasília, que longe dos grandes centros os petistas alojados no Palácio do Planalto, fazem o que bem entendem com o Brasil...   

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

*
VOLTA AO PASSADO

A maior prova de que o PT está de volta são os ambulantes que estão retornando. Tudo volta ao passado quando a Erundina na época no PT, como prefeita, liberou – seguindo orientação do Lula – que na época gerou enorme desemprego no ABCD – que a nossa capital fosse infestada de ambulantes. Nada como a administração do PT.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br
São Paulo

*
MUSEU DO ÍNDIO

Não sei por que os jornais insistem em chamar o prédio nas imediações do Maracanã de Museu do Índio, quando o museu que lá existia com esse nome mudou-se para o bairro de Botafogo em 1978, ou seja, há 35 anos. O que lá existe é uma ocupação irregular de um prédio público, em estado de total abandono, feito por um grupo de índios e isso não qualifica o prédio como museu.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

*
PROGRAMA DE ÍNDIO

O prédio no terreno do estádio do Maracanã no Rio de Janeiro – onde funcionou o Museu do Índio – está decadente há várias décadas, pois já não serve a esse propósito desde 1978 quando passou a funcionar no bairro de Botafogo. Algumas pessoas, supostamente descendentes de índios, ocuparam o imóvel ilegalmente e se recusam a sair – no que contam com um estranho apoio dos chamados “movimentos de esquerda”.  Esses mesmos movimentos procuram garantir também moradia gratuita para os chamados quilombolas, sob a justificativa de que são descendentes de escravos – comprovada apenas pela cor da pele. Proponho então que seja criado também um movimento para garantir moradia para os ateus, sob a alegação dos sofrimentos infligidos pela inquisição às pessoas desprovidas de fé religiosa.

Claudio Janowitzer cjano@terra.com.br 
Rio de Janeiro

*
31 DE MARÇO

Neste 31 de Março, gostaria que algum historiador, sociólogo ou intelectual de esquerda, me respondessem 8 perguntas que tenho feito há 20 anos e até agora, ninguém me respondeu: 1) Se o Brasil tinha, na década de 70, 90 milhões de habitantes e os perseguidos pela regime militar, foram em torno de 5 mil pessoas, quanto representa em porcentagem, 5 mil pessoas num universo de 90 milhões de habitantes? 2) As 89 milhões, novecentos e noventa e cinco mil pessoas que viveram naquela época, eram menos felizes que a população de hoje? 3) Os jovens daquela época que resolveram entrar para a luta armada, cometendo tantos crimes quanto os militares, sabiam que o objetivo de toda aquela luta, era para derrubar um regime de direita para implantar uma ditadura de esquerda? 4) Os guerrilheiros terroristas tinham procuração da população para, em nome do povo, fazerem a guerrilha? 5) É verdade que nos meses que antecederam o 31 de Março de 1964, houve manifestações da população, exigindo dos militares uma atitude, pois o Brasil estava vivendo um caos? 6) E os crimes cometidos pelos terroristas de esquerda, algum dia serão revelados? 7) O que estão fazendo as autoridades de esquerda, hoje no poder, que até agora não proibiram os bailes dos anos 60 e 70- fenômeno que assola o país de norte à sul, embalando os cinquentões a relembrar os bons tempos? 8) O quê está acontecendo comigo? Onde foi que eu errei? Quanto mais o tempo passa, mais eu tenho  lembranças felizes da década de 70. A febre do rock and roll. A revolução dos costumes. Cabelos longos. Paz e amor. Velhas roupas coloridas. Mochila nas costas e pé na estrada. Pior, ás vezes sem querer, ouvindo Raul Seixas, me escapa um pensamento: eu era feliz. E tenho orgulho disso.

Eduardo Victor Mendes apbomcaminho@terra.com.br 
São Paulo

*
VERÍSSIMO CONIVENTE
  
Seria engraçado, se não fosse triste, ver o Veríssimo (“Estadão” de 21/3) criticando empresários pela conivência com o governo militar, fato ocorrido há mais de 40 anos, enquanto ele mesmo e outros intelectuais brasileiros são totalmente coniventes com o mau caretismo e barbarismo do PT no poder. Justificam-no com a popularidade que goza esse mesmo governo, mas alta popularidade usufruiu também o governo militar, o Maluf, o Quércia, o Sarney, o Jarbas Baralho e outros atuais companheiros do Lula e Cia e aí vem a pergunta que não quer calar: a popularidade de que usufruíram os reabilita, os isenta das responsabilidades pelas barbaridades que cometeram e cometem?  Será que o Veríssimo e outros intelectuais brasileiros não se enxergam, não? 
 
Milton Bonassi mbonassi@uol.com.br 
São Paulo

*
IVO E MARIN

Ivo Herzog acerta e tem o apoio de todos, lutando para esclarecer a morte do pai dele. Contudo, a meu ver, Ivo erra, fazendo o jogo sujo dos decaídos, eternos pregoeiros do caos, derrotados e ressentidos, insistindo em envolver José Maria Marin no episódio que matou o saudoso Vladimir Herzog. Nesta linha, é ironia ou brincadeira de mau gosto: Ivo vai entregar a petição na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no dia da mentira, primeiro de abril. Francamente. Mais seriedade, gente.
 
Vicente Limongi Netto
limonginetto@hotmail.com 
Brasília

Mais conteúdo sobre:
Fórum dos Leitores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.