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O Estado de S.Paulo

26 Março 2013 | 02h10

GOVERNO DILMA

Infraestrutura

A mídia tem noticiado o caos na infraestrutura deste país. Ano após ano o Brasil bate recordes na produção de grãos e boa parte de tudo o que é produzido é exportada para vários países mundo afora. Para tal precisamos de boas rodovias e ferrovias e, principalmente, portos eficientes, mas os investimentos nesses setores vão a passo de tartaruga manca! Atualmente, a safra de soja trazida de Mato Grosso até o Porto de Santos leva, no mínimo, o dobro do tempo dos anos anteriores. Isso se reflete no caótico trânsito, na poluição, na alta dos fretes, etc. A sexta economia do planeta precisa ter visão para o crescimento. Gastar bilhões em estádios para a Copa do Mundo é o maior sinal de incompetência! Enfim, entra e sai governo e...

ALEX TANNER
alextanner.sss@hotmail.com
Sumaré

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Fracasso

O Brasil é um país sui generis. Quem, em sua maioria, não produz sequer para a sua subsistência, invade terras produtivas, é subvencionado e denominado "produtor rural" está com o jegue na sombra, enquanto quem produz de fato enfrenta sérios problemas. O legítimo produtor não pode colher porque não tem onde estocar nem dispõe de transporte (e quando existem custam o dobro do preço da safra anterior), as estradas estão em péssimas condições e a espera na fila para descarregar chega a dez dias. São precárias as ferrovias. Os portos, ineficientes e caros, retêm os navios por até 32 dias de aguardo em Santos. A infraestrutura brasileira é um grave empecilho às exportações, elevando ainda mais os custos (um dia de navio parado são US$ 10 mil de prejuízo) - prazos de entrega desestimulando o produtor e tornando inviáveis as compras (os importadores chineses cancelaram aquisição de 6 milhões de toneladas de soja!). Mas, inexplicavelmente, a presidente Dilma Rousseff está bem nas pesquisas... Pode? O governo, do Cabo Orange ao Chuí, em todos os setores de sua competência, é um fracasso, está péssimo. Colocar Dilma nas alturas põe em xeque a credibilidade das pesquisas.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES
hs-soares@uol.com.br
Vila Velha (ES)

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Competência petista

O PT é impressionante: sua incompetência é abissal, nada do que se propõe a fazer resulta em algo útil, o que dá mais ou menos certo foi copiado ou "apropriado" de outrem. Mas, como dizia um antigo anúncio de xampu, os seus cabelos, ou sua pretensão, continuam os mesmos... Para os petistas, desde a descoberta do Brasil, em 2003, claro, tudo o que aqui existe de bom foi obra deles. Se é ruim, então a culpa é da herança maldita do diabólico FHC, que não fez as obras de infraestrutura e agora quer imputar essa falha ao PT. Absurdo total, segundo eles. Afinal, são somente dez anos no poder, não deu tempo de fazer alguma coisa mais além do que já fizeram, como, por exemplo, "reorganizar" a Petrobrás, "influenciar" a Vale a ter novo "foco", lutar arduamente (sabotado pela burguesia retrógrada!) pela "democratização" da mídia, fazer o "ajuste" da política de combustíveis renováveis (etanol), "aperfeiçoar" as exportações nos portos brasileiros, entre outras maravilhas! Não é realmente fantástico? Devia até ser apresentado todo domingo à noite. O mundo ia ficar de boca aberta diante de tanta nulidade! Mantenho o desafio que fiz alguns meses atrás (aliás, não respondido): que o PT apresente um, apenas um, projeto de sua lavra com começo, meio e fim bem-sucedidos!

NELSON N. FERRAZ
nelfer@estadao.com.br
São Paulo

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Crivella e os aplausos

Segundo noticia o Estadão, o ministro Marcelo Crivella teria, em discurso, elogiado os governos do PT e feito a afirmação de que os pastores evangélicos deveriam aplaudir Dilma porque as políticas públicas voltadas para a população mais pobre permitiram uma arrecadação maior do dízimo: "Quando sobra dinheiro", acrescentou Crivella, "o povo evangélico não vai para a butique para comprar roupas, mas vai à igreja, dá mais oferta, mais dízimo, faz mais caridade". Com todo o respeito, tal colocação é deveras ridícula, uma vez que demonstra apenas o objetivo de obter mais vantagens financeiras, pouco importando que o povo morra nas filas dos hospitais, que nossa saúde esteja falida e que sua pasta, a da Pesca, nada tenha apresentado de bom até agora.

CLAUDIO MAZETTO
cmazetto@ig.com.br
Salto

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Dízimo 

Em convenção da Assembleia de Deus, Gilberto Carvalho agradeceu o apoio de líderes religiosos e Crivella disse que o governo para os pobres eleva o dízimo... Quer dizer, então, que o dinheiro sai do governo, "vai para os pobres" e retorna na forma de apoio político? Muito bom. Mas alguém poderá explicar por que isso acontece?

MARCOS ANTÔNIO SCUCCUGLIA
sasocram@ig.com.br
Santo André

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INSEGURANÇA PÚBLICA

Mortes em São Paulo

A Secretaria da Segurança Pública divulgou ontem balanço que indica que um paulistano morre a cada dois dias em tentativa de assalto. Esse número, somado aos milhares de pessoas que andam "morrendo de medo" pelas ruas da cidade, indicam que já passou da hora de os nossos governantes tomarem medidas mais drásticas referente à segurança pública.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI
mmpassoni@gmail.com
Jandaia do Sul (PR)

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Aumento da criminalidade

O governador devia ter vergonha de divulgar o aumento da criminalidade em São Paulo. As ocorrências diárias não deixam dúvidas: a onda de violência é cada vez mais grave, as polícias não se entendem e os latrocínios aumentaram 114%. Como fica o cidadão que paga impostos e nunca sabe se volta vivo para casa? São muitos os problemas na polícia, mas o que fazem os órgãos responsáveis, que não conseguem acabar com a corrupção nos presídios, na apreensão de armas e drogas, etc.? Sem contar que o Brasil tem uma legislação que favorece o bandido. Os anos passam e de real nada tem sido feito para amenizar essa violência, que se alastra, enquanto o governo faz cara de paisagem. 

IZABEL AVALLONE
izabelavallone@gmail.com
São Paulo

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Terrorismo

Mais dois arrastões em São Paulo no fim de semana. Agora os ataques são diários! Todo dia uma horda de bandidos invade um prédio residencial, em plena luz do dia, e penetra nos apartamentos. Eles atacam em massa. Os condomínios, mesmo guarnecidos com cercas eletrificadas e vigilantes permanentes, oferecem pouca resistência aos ataques, que se sucedem. Ninguém mais está seguro dentro de casa. São atentados terroristas que, em qualquer país desenvolvido, levariam à decretação de estado de calamidade pública e lei marcial. No Brasil isso virou rotina e o governo se ocupa com outras prioridades. A Copa vem aí, os turistas que se cuidem!

ARSONVAL MAZZUCCO MUNIZ
arsonval.muniz@superig.com.br
São Paulo

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A PEC DAS DOMÉSTICAS

Fico feliz de ver como o governo está atendendo às reivindicações justas dos empregados domésticos. Entretanto, quero saber como eu, que sou patroa, serei caracterizada juridicamente como empresária, visto que minha casa, de repente, se transformou numa empresa. Sindicato dos empregados domésticos já existe, e sindicato das patroas, já tem? Afinal, de repente passamos a ter todos os deveres, mas quem cuidará de nossos direitos?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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EMPRESA OU CASA DE FAMÍLIA?

Onde estavam as cabeças pensantes dos legisladores quando aprovaram a PEC das domésticas e seus direitos, que ficou muito bem no papel, mas inviável em relação ao Brasil, país de Terceiro Mundo com mania de grandeza. Sobre alguns dos direitos propostos, como creche para os filhos das domésticas, quem terá dinheiro para assumir esse compromisso, se muitas vezes não os tem para seus próprios filhos? Teriam noção os senhores parlamentares de quanto custa uma creche paga, por exemplo, na cidade de São Paulo? Não se consegue uma confiável por menos de dois salários mínimos. Para quem tem a vida de ganho fácil, como os deputados, fica fácil legislar olhando para o seu próprio umbigo. Direitos trabalhistas são louváveis, porém como estabelecer comparações entre uma empresa e uma casa de família?

Leila E. Leitão
São Paulo

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FELIZES DONAS DE CASA

É muito louvável toda esta conversa sobre diretos das empregadas domésticas. Acontece que estamos no Brasil, um país muito diferente daqueles usados como comparação. Nossos legisladores, vivendo como nababos, parecem ter-se esquecido deste “pequeno” detalhe. Na Europa, as mães têm ótimas creches e escolas gratuitas em período integral, com toda a assistência. Por isso não precisam de babás para tomar conta de seus filhos, enquanto trabalham fora de casa. No Brasil, só mesmo pagando um berçário ou creche, que não são nada baratos, ou tendo uma babá em tempo integral. Comer fora, na Europa ou nos Estados Unidos, não é tão caro; pratos congeladas e vegetais processados têm preços muito acessíveis. No Brasil, comer em restaurantes é quase impossível e os preços de alimentos prontos são absurdos. A renda do brasileiro está muito longe da renda dos europeus e dos americanos, e não permite tais “extravagâncias”. A mulher que hoje trabalha fora terá de optar: ou trabalhará apenas para pagar quem cuide de seus filhos e da casa, ou voltará a ficar em casa, cuidando de tudo, deixando a profissão de lado. Na ponta do lápis, a segunda opção é a mais viável para a esmagadora maioria das mulheres. Além disso, a partir da promulgação da PEC das Domesticas, nenhuma candidata a empregada que tenha filhos ou que esteja ainda e idade de tê-los terá emprego, pois, se os patrões não têm como pagar creche para seus próprios filhos, que dirá para os filhos alheios, como manda a lei. Nisso tudo, o governo apenas pensou em fazer demagogia como chapéu alheio, em aumentar a arrecadação de impostos no curto prazo, e ainda safou-se da sua obrigação de prover creches para as crianças, empurrando essa responsabilidade aos patrões. Ao invés de facilitar a vida da mulher no mercado de trabalho, o governo fechou as portas deste para todas as mulheres: patroas e domésticas. Todas voltarão a ser, como há 50 anos, apenas “felizes donas de casa”. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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TAPANDO O SOL COM PENEIRA

Estão escondendo dos possíveis empregadores de domésticas a verdade. O pior para eles não são os custos a mais, mas o pavor da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ao declarar que as domésticas passam a ter os mesmos direitos dos demais trabalhadores, o empregador vai ter de contratar um advogado e um contador, pois não serão só esses artigos, mas todos os quase mil que estão lá, além de milhares de jurisprudências e acórdãos que nem todo advogado trabalhista domina. Terão, também, de fundar seu sindicato de empregador (único por município, e terão oportunistas que o usarão para política e enriquecimento). Terão, também, eventualmente, de pagar no mínimo por três anos (renováveis sempre que ela for candidata e eleita de novo) a sua empregada para ficar à disposição do sindicato dela (e não pode demiti-la em hipótese alguma). A previsão de uma pesquisa é de que 75% das que têm carteira assinada hoje sejam demitidas no médio prazo, a partir da publicação da lei. Isso porque os empregadores ainda não tomaram conhecimento dos aspectos enunciados acima. É possível que, quando tomarem, as demissões cheguem a 99%, em nome da tranquilidade diante da Justiça do Trabalho.

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com 
Salvador

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TRABALHO DOMÉSTICO

O número de empregados domésticos diminuiu no País, caiu para 6,6% em 2012 e agora, com mais direitos, a tendência da queda vai se acentuar, lógico. Poucas famílias conseguirão pagar todos os direitos e muito menos a carga tributária sobre esses direitos. As residências que necessitam do trabalho doméstico são transformadas em empresas, até controle de horas extras terão de fazer para poder pagá-las. E os que dormem ou moram no emprego como ficam? A cada dia a relação de patroa e empregada doméstica vai deixando de existir. Será que vai melhorar ou estragaram de vez? 
 
Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br 
São Paulo

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DE ACORDO

Parece-me exposta a um aprofundamento, no terreno da sociologia do trabalho, o tema das domésticas. Argumenta-se que as trabalhadoras ganharam mais qualificação e, por essa razão, deixam a atividade doméstica, que não exercem com gosto. O primeiro fato é altamente discutível. O segundo é verdadeiro, visto que não há independência no exercício das funções e os empregadores domésticos subjetivam ao extremo uma relação de dependência. Ocorre que a migração se dá para empresas de prestação de serviços, como os de limpeza e outras atividades semelhantes às domésticas, com salários, em geral, em torno do mínimo da lei e, quanto à alimentação, recebendo um “vale alimentação” de valor ínfimo. Em países desenvolvidos, as mulheres estão ocupadas em funções outras e mediante remuneração compatível com a dignidade humana. Quanto aos direitos previstos na PEC das domésticas, de acordo. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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MICROEMPRESAS

Como fará a média dos empregadores domésticos para recolher todos os tributos que lhes será atribuído com aprovação da nova PEC, se a maioria deles são pessoas simples, cujo casal precisa trabalhar fora para complementar renda? E, por falar em renda, esta PEC dará ao empregador os mesmos direitos dados às empresas que descontam no Imposto de Renda o salário integral dos seus funcionários? Já que teremos as mesmas obrigações, não seria justo que tivéssemos os mesmos direitos? Deveríamos descontar 13 salários reais ganhos pela empregada em nossa declaração de Imposto de Renda. Estamos sendo tratados como empresas, e não pessoas físicas. Se esta possibilidade não está sendo analisada por nossos parlamentares, não seria o caso de abrirmos em nossa residência uma microempresa para termos os mesmo direitos? Nada contra os direitos do empregado doméstico, mas o empregador também precisa correr atrás dos seus perante este governo perdulário e faminto! A pessoa física não aguenta mais pagar impostos, e como incrementar mais despesas, se o orçamento doméstico continuará igual? Há ainda a possibilidade de rodízio dos empregados e o ganho real desta categoria nos últimos anos poderá cair consideravelmente.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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MAIS UM DELÍRIO

Lendo as matérias sobre a regulamentação das domésticas, fico pensando em mais um delírio dos dirigentes do PT (leia-se Benedita, aquela que foi acusada de mau uso de recurso públicos e péssima ministra, entre outras) e seus asseclas denominados “base aliada”. O primeiro dos problemas é que certamente a lei vai criar desemprego. O próprio sindicato das domésticas é contra a lei e afirma isso como especialistas na área. Segundo problema: teremos um piso salarial, correto. E indago, quem estará no outro lado para negociar o piso junto ao Tribunal Regional do Trabalho? E o terceiro problema: como fiscalizar e instruir senhoras, a maioria de idade, que terão de gerir um minidepartamento pessoal em suas residências, e com custos. Por último, como podem, por lei, intervir em uma relação de centenas de anos, uma lei consuetudinária? Será que pensam que é a mesma lei que extinguiu a miséria por decreto? A empregada doméstica de minha mãe tornou-se minha madrinha. Está aposentada, com casa própria, e com outra de aluguel, e seus filhos e netos, bem criados e educados. E os “gênios”, por acaso, já examinaram o que ocorre nos outros países? Nos Estados Unidos, por exemplo, ou na Alemanha? Ou mesmo com os “hermanos” na Venezuela? Estou cansado de ver e observar burradas e mais burradas e, pior, sem uma base aliada ou uma oposição, neste país, que ao menos pense, em vez de procurar o poder pelo poder. Que seja honesta consigo e com suas ideias em todos os termos, que não dê apenas o peixe eternamente (Bolsa-Família, entre outras), mas por um período limitado, e que este peixe venha com o anzol, e que se ensine a usá-lo. Que sejam cidadãos livres e instruídos, não dependentes do Estado eternamente.

Jose Rubens de Macedo Soares Sobrinho joserubens@federmacedoadv.com.br 
São Paulo

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POPULISMO VERGONHOSO

Pagará o empregador o FGTS, deixado pelo espúrio “governo militar”; que ora tanto criticam, e que visava a substituir a indenização trabalhista a ser paga pelas empresas para com seus empregados à razão de um salário a cada ano de serviço, quando de eventual demissão. Terá, ainda, como obrigação o empregador, caso a PEC das empregadas seja aprovada, em sendo a contratada mãe de filho (s) menor de cinco anos de idade, contribuir com o “auxílio creche”, que foi criado pelos “governos populistas que sucederam aos que chamam de espúrios”, e que dobraram a carga tributaria sem a contrapartida social e não conseguem sequer dar creche e nem ensino público de qualidade como já reza a Constituição. E assim vão criar mais uma PEC – proposta de emenda à Constituição, ou seja, roto remendo em roupa velha e rasgada. Enfim, a politicalha arruma um jeitinho de achacar mais sem nada dar em troca, posto que o próprio FGTS é o pior investimento que existe no País, do qual dizem ser benefício aos empregados. Maior e justo benefício seria sim regularizar, fiscalizar ou simplesmente dar publicidade através de larga campanha, que todo trabalhador doméstico deve ser registrado e recolher à previdência, pois no Brasil apenas um em cada três apenas é contribuinte regular. Assim, justo também o seria para com aqueles que hoje contribuem no RGPS, taxados de causadores de déficit, pois muitos “aposentados” recebem sem nunca terem contribuído em razão desse governo de faz de conta que doa o que não lhe pertence – como o fundo previdenciário dos contribuintes da iniciativa privada, no qual se inserem os empregados domésticos. Esse populismo vergonhoso causa notório prejuízo aos aposentados do RGPS, tal qual essa irresponsabilidade em equiparar uma família às obrigações de uma empresa sem sombra de dúvidas elevará a informalidade, que já é imensa e o desemprego. Afinal, o legislador imprevidente nem sequer tem ideia de que o mercado se legisla por leis próprias e é soberano.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com
São Paulo

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CADEIA DE INÉPCIA

Marco Antonio Rocha fez bem em não falar dos bilhões que a União “vai ter de devolver” aos contribuintes por causa de trapalhadas da Receita na cobrança de PIS e Confins, desde 2004, porque se falasse iria cair no ridículo (“A cadeia de inépcia não dá cadeia, infelizmente”, 25/3, A2). No Brasil órgãos públicos não devolvem, de livre espontânea vontade, nada para ninguém. Dinheiro aplicado em cotas entre 1967 e 1983 (Fundo 157) está “esquecido” em bancos por milhões de cotistas, empréstimos compulsórios incidentes sobre a renda (Decreto-Lei 2047/1983) e sobre o consumo de combustíveis e venda de automóveis (Decreto-Lei 2288/1986) continuam emprestados e, mais recentemente, contrariando decisão de CPMI, o Banco do Brasil recusou devolver aos produtores rurais diferença decorrente de cobrança ilegal da TR como indexador dos contratos de crédito rural. No ano passado, para variar, o governo fez vista grossa à decisão judicial que ordenou o ressarcimento dos valores pagos a mais nas contas de luz anteriores que, calculadas com erro, provocaram perdas aos consumidores superiores a R$ 7 bilhões. 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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O ESCOAMENTO DA SAFRA
 
O Brasil está colhendo uma superssafra – 185 milhões de toneladas de grãos –, mas parte dessa mercadoria pode apodrecer ou perder qualidade porque não há logística para retirá-la do campo e colocá-la no consumidor e nos portos. E, quando chega ao porto, fica esperando em grandes filas, pois a estrutura de embarque é insuficiente. Faltam 100 mil caminhoneiros em todo o País. Os veículos de hoje exigem conhecimento e qualificação do seu condutor. Não bastasse esse despreparo, há que se lembrar das ferrovias sucateadas e da hidrovia inconclusa, que também poderiam (e deveriam) ser grandes corredores de escoamento. As filas de caminhões nos portos são recorrentes. Acontecem em todas as safras. Durante a entressafra, não se executam as obras viárias de chegada aos terminais e nem estes são modernizados. Aliás, a modernização dos portos é tema antiquíssimo, mas sempre esbarra nos interesses das verdadeiras máfias e dos políticos que controlam o setor. As ferrovias, desgraçadamente sugadas e sucateadas por décadas, também poderiam ser acionadas, assim como a hidrovia, que até agora só serviu como bandeira política de sucessivos governantes. É preciso ação, e honestidade. O Brasil não pode se dar ao luxo de investir em sofisticada infraestrutura tecnológica, de efetiva competência, e acabar morrendo na praia por não ter como transportar ao destino aquilo que produz. Já passou da hora desses centros de excelência, o empresariado e o governo “conversarem” de forma a produzir previsões e prover investimentos para evitar o desperdício de alimentos ao mesmo tempo em que – apesar da propaganda oficial que fala em solução – ainda existem brasileiros passando fome...
  
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo                                                                                                     

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GUARUJÁ, A HAVANA BRASILEIRA

Desavisado, depois de longa data, fui, no fim de semana, visitar a linda Guarujá. Que desilusão! Impressionante como uma administração pública municipal, distanciada das verdadeiras vocações da cidade, pode pôr abaixo toda a sua potencialidade de atrair investimentos turísticos de alto nível. Até parece uma Havana decadente e arrasada pela mediocridade dos seus ultrapassados e velhos dirigentes. Nunca vi tanto abandono na cidade que já foi chamada de “Pérola do Atlântico”. Pior é que, para chegar lá, mesmo num dia sem muito movimento, tive de penar horas e horas no complicado trânsito da Piaçaguera-Guarujá, por causa da fila interminável de caminhões à espera para a entrada do Porto de Santos. É revoltante, no Brasil de hoje, o descaso das autoridades populistas com os interesses dos que constroem esta nação: empresários e contribuintes. Por isso, quem tem condições, faz como os cubanos, migram para Miami.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br 
São Paulo

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SEM INVESTIMENTO, VAI PIORAR

O caos que toma conta do acesso ao Porto de Santos, principalmente nesta fase de exportação de produtos agrícolas, teve repercussão internacional. Como no caso da China, que cancelou a importação de vários produtos brasileiros, pela demora na remessa. E eis que surgem as críticas ao governo federal pela situação, sem levar em consideração alguns pontos que são fundamentais. O primeiro deles, por certo, é a falta de atenção do governo estadual que não cobra das concessionárias das rodovias que administram as providências adequadas. E são elas que cobram pedágios extorsivos. Outra questão tem que ver com as empresas que controlam a área portuária e que, juntamente com os governos municipais e as entidades empresariais, poderiam ter planejado alternativas. E não o fizeram. Nos últimos 20 anos o movimento no Porto subiu de 25 para 100 milhões de toneladas anuais. E essa movimentação já era prevista, por certo. Uma coisa é evidente: sem um planejamento e investimento no menor tempo possível, a situação vai piorar ainda mais.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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PENSAR E INOVAR

A excelente matéria “Brasil fica para trás em inovação” (“Estadão” de 24/3/2013) aborda questões essenciais, cujas consequências estarão na agenda do cotidiano das futuras gerações. Gostaria de acrescentar algumas considerações para reflexão daqueles que pensam o País que transmitiremos para os herdeiros de nossos herdeiros. A despeito de algumas décadas perdidas, no século passado, o Brasil cresceu vigorosamente se examinarmos a estatística comparativa dos 100 maiores países no período de cem anos. Essa constatação é inegável. De que forma ocorreu esse crescimento? Que modelo foi adotado para que o citado crescimento fosse possível? Talvez o exame do período de 1950 a 1980 possa ser uma boa metáfora de todo o período. Especialmente a partir do governo de Juscelino Kubitschek, o modelo de importação de expressiva parcela de objetos de consumo do cotidiano foi substituído pela importação de filiais de multinacionais para produzir em nosso território o que antes importávamos. Como consequência, nos dias de hoje – para ilustrarmos com uma indústria síntese de desenvolvimento, a automobilística –, verificamos que somos o quinto ou sexto maior produtor de automóveis do mundo e, dentre os dez ou doze países maiores produtores, o Brasil é o único que não tem uma empresa industrial automobilística brasileira, de propriedade de brasileiros e com capital majoritariamente brasileiro. Ademais deve ser enfatizado que os países citados na matéria motivadora desta mensagem – Coreia do Sul, Índia, China e Rússia – estão entre os maiores produtores e, de forma diversa, cada um deles tem empresas industriais automobilísticas, de propriedade de nacionais e com capital majoritariamente nacional. O que vale para a indústria automobilística, vale também para expressiva parcela das empresas integrantes do setor industrial brasileiro.Ora, como querer incentivo à inovação de parte da iniciativa privada, se esta é alicerce de poder e é feita sistematicamente na matriz, ou seja, nos países que sediam as empresas que estão instaladas em nosso país? Dessa forma, é difícil imaginar efetividade, no longo prazo, em qualquer medida governamental, associada à conquista de patamares razoáveis e satisfatórios de inovação, por melhor intencionada e melhor arquitetada que seja, se não houver uma guinada radical no modelo de País, nos processos de planejamento e gestão, no pensamento estruturado pela “inteligentzia” e na própria consciência coletiva da sociedade.

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com 
Brasília

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ITAQUERÃO

A notícia de que a partida inicial da Copa do Mundo de 2014 seria transferida para Brasília e que São Paulo também não receberá outros jogos caiu como uma bomba. A decisão do Banco do Brasil de não querer repassar dinheiro, emprestado pelo BNDES, para terminar o Itaquerão depois de tanto sacrifício para construir o que já está lá, com os operários se entregando ao trabalho orgulhosos do que estão fazendo, será desastroso para o governo federal. Certamente, a presidente Dilma e o presidente Lula, que é corintiano, não permitirão que isso aconteça porque o ônus será somente deles. Será um absurdo que a população da maior cidade do Brasil e do maior estado da Federação, que têm os ótimos mas rejeitados Morumbi e Pacaembu, além de possuir o melhor futebol, não possa assistir a nenhum jogo da Copa. Desta vez não será possível por a culpa no FHC. 

Walter Colli walcolli@terra.com.br 
São Paulo 

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SEMPRE A MESMA COISA

Primeiro disseram que não haveria dinheiro público na obra. Agora, pode ser que o estádio nem seja usado pra Copa. Ê, povinho que não aprende...

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br 
Osasco

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BARBAS DE MOHLO

Alguém tem dúvidas de que o jogo de abertura da Copa 2014 não será realizado em Brasília? Podem deixar as barbas de molho. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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CAMPANHA ANTES DO TEMPO

Está tudo preparado para a eleição presidencial, por parte do PT: campanha, turnês pelo Brasil afora, aparições em TV no horário nobre e até pesquisas de opinião. Pode isso? Dilma Rousseff já disse que em campanha pode-se tudo, até “fazer o diabo”, então, para que governar?

Cléa Correa cleacorrea@uol.com.br 
São Paulo

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PREVISÃO DO IBOPE PARA 2014

Fiquei surpreso ao ler no “Estadão” (23/3, capa) que Dilma venceria as próximas eleições já no 1.º turno, segundo o Ibope. Este fato demonstra claramente que o povo brasileiro, de uma maneira geral, não se interessa pela política. Estamos vendo todo dia na mídia a pobre situação da saúde, da educação, das estradas federais e dos portos. O Brasil acaba de sofrer uma perda enorme de dinheiro por causa da dificuldade dos caminhões não poderem exportar seus produtos, devido à falta de escoamento. Nossas estradas de ferro são pouco usadas porque estão sucateadas. Todo ano vemos centenas de perdas de vida, nos períodos de chuva. O projeto Minha Casa Minha Vida vem sendo mal administrado. Não estamos recebendo notícias como andam as obras do PAC 1 e PAC 2. O PT nestes dez anos conseguiu praticamente destruir a Petrobrás, por ser também mal administrada. Nosso PIB anual de 1% ficou ridículo, devido ao desgoverno do Ministério da Fazenda. Foram criados vários ministérios, secretarias, aumentando cada vez mais o déficit interno para o pagamento dos funcionários que são admitidos, sem concurso, nesses órgãos. Os principais personagens do PT foram recentemente condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por crimes cometidos no mensalão. Nunca vimos tanta maracutaia envolvendo elementos que fazem ou faziam parte do atual governo. Agora acredito na célebre frase do Pelé: “O povo brasileiro não sabe votar”.

Carlos Alberto de Macedo Garcia mccgarcia@terra.com.br 
São Paulo

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BOLSISTAS

Por qual razão o Ibope só entrevistou os beneficiários do Bolsa-Família? Eu e meu círculo de amigos nem sabíamos nada sobre esta “pesquisa”.

Delpino Veríssimo da Costa dcverissimo@gmail.com 
São Paulo

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PÃO E CIRCO

Mantida a pão e circo, a massa aplaude a comandanta, sem perceber que o barco está afundando... E dá-lhe Bolsa-Família!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo

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ATENÇÃO!

Alô, zé povinho! Você, que foi contemplado com uma entrevista do Ibope e colocou a aprovação deste governo nas alturas, já sabe quem vai pagar a modesta e franciscana conta da viagem da trupe ao Vaticano? Claro, você! Mas, espere, se você aprovar de novo este governo, será contemplado com mais contas para pagar! E, se não ficar satisfeito, nem assim verá o seu dinheiro de volta!
 
Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br 
Santos 

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FAVAS CONTADAS
 
A propaganda antecipada para a eleição de presidente da República 2014 parece que está dando certo. A mais recente pesquisa de intenção de votos coloca Dilma Rousseff nas alturas, dando como certa sua e reeleição ainda no primeiro turno. Cá entre nós, a se manter essa tendência, os possíveis adversários de Dilma na corrida presidencial poderiam economizar um “dinheirão” em campanha que levará a nada.
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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DESAFINADA NO DISCURSO

Marina Silva “ouve” que Dilma, Aécio e Campos estão no mesmo diapasão (24/3, A6), significando estarem todos “afinados” num mesmo discurso. E Marina, em que diapasão está? Desafinada? Em algum meio tom?
 
José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br 
Avanhandava

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A PRESIDENTA, A CAMPANHA E A INFLAÇÃO

Em franca campanha, a presidenta Dilma pressiona Eduardo Campos, governador de Pernambuco (PSB), diminuindo repasses ao Estado, atua desenvoltamente nos meios de comunicação, como se as eleições fossem daqui a 90 dias e, ainda, comparece a atos diversos, sempre com o trejeito de candidata em campanha. Entretanto, precisa descer do palanque e olhar para a economia, porque o País está a enfrentar uma inflação crescente e que já se torna de um poder indisfarçável. As contas do desemprego não fecham, porque, durante um ano, tivemos 1 milhão de desempregados, com tendência a termos o número aumentado. Assim, os integrantes do segmento da economia precisam erguer as cabeças e falar com Dona Dilma, porque o Lula está mandando fazer, mas não fazia. Menos demanda e algum desemprego integram a receita para conter a inflação, segundo grandes economistas. E quem Dona Dilma está seguindo?

José Carlos de C. Carneiro carneirojcc@uol.com.br 
Rio Claro

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PESQUISA ELEITORAL

Li no “Estadão” o resultado de uma pesquisa para presidente da República e tenho as minhas dúvidas: 1) Onde foram realizadas as perguntas? Qual o porcentual por região, Norte e Nordeste, Sudeste, Brasil central e Sul? 2) Acho que 2 mil pessoas não representam o pensamento de milhões de pessoas que votam. Portanto, seria bom que os pesquisadores pudessem nos dar esses dados para que tenham mais credibilidade.

Agostinho Locci legustan@gmail.com 
São Paulo

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AÉCIO NEVES EM SÃO PAULO
 
O senador e presidenciável do PSDB, Aécio Neves, se aproveitando da ausência de José Serra, veio a São Paulo pedir o apoio dos paulistas, fazendo discurso em prol da unidade tucana. Faz-me rir: será que ele se esqueceu de que na última eleição ele foi pior que Judas, traiu o partido, não apoiando o então candidato José Serra e foi o responsável pela criação da expressão “Dilmasia”? Na eleição passada, os mineiros votaram no poste n.º 1 para presidente e quem garante que não vão repetir a dose na próxima eleição? E agora, o nobre senador quer o apoio dos paulistas? Aconselho ele ir pedir o apoio primeiro para os mineiros e depois para as cariocas. Sou paulista e não voto em traidor, mesmo ele sendo indicado pelo meu ídolo FHC.
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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CAFÉ, LEITE E FREVO

A grande maioria dos paulistas considera Lula um ser repugnante e o PT, um partido corrupto. Aécio e Minas Gerais boicotaram Serra e Alckmin em 2002, 2006 e 2010, para presidente. Enfim, sem candidato paulista nato para presidente em 2014, tanto faz votar no pernambucano Eduardo Campos ou no mineiro Aécio Neves. O que realmente importa é o chefe do mensalão, Lula, fora do poder. 
 
José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br 
Espírito Santo do Pinhal

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VITRINE DOS TUCANOS

Reconhecemos a competência administrativa de José Serra, mas, depois de duas tentativas como candidato derrotado que foi por Lula e Dilma, muito porque não teve também a lucidez de defender as importantes conquistas institucionais alcançadas na gestão FHC, agora é chegada a hora de outro tucano, e não menos competente, como o Aécio Neves se expor nesta vitrine antecipada pelo PT, da campanha eleitoral para 2014. José Serra não pode ficar fazendo biquinho de zangado que prejudique a provável candidatura de ex-governador de Minas. E se Fernando Henrique Cardoso, apoia, avaliza com todas as letras essa indicação de Aécio, quem dentro do PSDB teria mais credencial político do que o ex-presidente para tentar impugnar, ou atrapalhar a caminhada para o Planalto, do neto de Tancredo Neves?! Oras, o senador mineiro, além de ótima gestão como governador, e exímio articulador político, jamais abandonou mandato consagrado nas urnas, como fez, e muito perdeu de seu crédito eleitoral o José Serra, quando era prefeito de São Paulo. Foi um verdadeiro gol contra, inclusive fissurando a imagem de seu próprio partido, o PSDB... Portanto, Serra, se estiver preocupado com os destinos de País, deve ser o principal cabo eleitoral de Aécio! E, em 2014, criar condições para que se dê um basta de PT no poder, encerrando assim esta melancólica era do lulismo, pautado por epidêmica corrupção, e outros desvios institucionais. Além de um modelo estatizante na economia, não materializando em quase 11 anos de gestão, avanços nos investimentos em infraestrutura, tampouco na educação e saúde. O País parou! O estoque de recursos do Tesouro se finda. E o que PIB está na UTI... Se os tucanos não se organizarem agora, vão morrer na praia, junto com a nossa esperança de um Brasil, forte e moderno.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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A CORRIDA PELA VAGA NO STF

Observei ontem no “Estadão” matéria de Felipe Recondo referindo-se à que “candidatos fazem peregrinação por uma vaga no Supremo” (25/3, A5). Nada contra nenhum dos nomes, nem de seus padrinhos. Ocorre que o Brasil tem uma da mais brilhantes culturas jurídicas do mundo, Luiz Flávio Gomes, fundador da 2.ª rede de ensino do direito do planeta, com mais de 100 livros escritos, amado por todos os que fazem ou fizeram o curso de direito; chamado a opinar pela maioria dos jornais, revistas , rádios e TVs brasileiras, nunca teve seu nome citado pelos Q.I. os ministros. Se depender de Gomes ir pedir ou ir atrás de “padrinhos” políticos vão esperar sentados! Ele jamais irá: primeiro, porque não precisa, depois, porque é de sua índole. Todos os magistrados, todos os ministros , todos estudiosos do Direito o respeitam e admiram. Só deduzo uma coisa: ou não o chamam porque não fará o jogo de ninguém, ou porque existe medo de que ele fará sombra.
  
Sidney Cinti sidneycinti@globo.com
Araçatuba 

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ENFIM, ALGUÉM DE QUEM TEMOS ORGULHO

Voltam os mesmos tentando, mais uma vez, desqualificar o ministro Joaquim Barbosa por ter denunciado “conluio” existente entre juízes e advogados. É a turma dos mensaleiros que conseguiu novos apoios entre juízes e advogados aproveitando a “brecha” e alegando que a postura do ministro “afeta o Judiciário e o Estado de Direito”. Onde estão nossos “corretos” Judiciário e Estado de Direito, que a população não vê? A mesma corja de sempre se manifesta para confundir os incautos e salvar os “de sempre”. Toda a sociedade brasileira, de todos os níveis sociais, sabe que em nosso país não há justiça. Ricos e pobres são tratados diferentemente, de acordo com a sua condição financeira. Políticos têm atendimentos privilegiados e, dependendo da posição, impunidade garantida. A imprensa frequentemente anuncia sentenças vendidas por juízes, réus beneficiados injustamente, presos há dez anos sem acusação e réus há anos aguardando julgamentos. Menos sorte terá quem roubar uma lata de sardinha do que o ministro que roubar US$ 1 milhão. Esses são os motivos pelos quais os brasileiros não acreditam na justiça e a razão dessa falta de crença são as atitudes de juízes e advogados, em favorecimento a partes envolvidas. Nossa justiça é uma farsa generalizada, motivo pelo qual sugere-se às associações de magistrados e à Ordem de Advogados do Brasil (OAB) conterem suas manifestações que estão beirando o ridículo perante a população. Afinal, temos alguém na justiça de quem nos orgulhamos, o ministro Barbosa.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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JOAQUIM BARBOSA

Achei o máximo quando li as declarações do presidente do STF, Joaquim Barbosa, a respeito do Poder Judiciário brasileiro. Eu, que várias vezes tive que recorrer à justiça para preservar meus direitos que, infelizmente, costumam ser massacrados neste país, onde, como já disse alguém, a justiça é forte para os fracos e fraca para os fortes, já tive a oportunidade de observar que realmente existe um conluio ou algo parecido entre alguns juízes e advogados. É claro que não podemos generalizar, mas posso citar uma vez em que o advogado da parte oposta entrou no fórum abraçado com o juiz que ia julgar a minha causa. Achei a atitude extremamente revoltante e antiética. Desde então, desisti de reclamar meus direitos. Esta notícia do ministro Barbosa lavou minha alma e acredito que a de muitos brasileiros que se sentem injustiçados pela justiça (?) brasileira. Como se não bastasse termos de nos submeter a um código recheado de leis absurdas e obsoletas. Que Deus dê vida longa a esse homem! O Brasil está precisando de muitos como ele!  
 
Iara Moraes iaramoraes1@hotmail.com
Bragança Paulista

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DIREITO...

As graves e procedentes acusações do presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Joaquim Barbosa, de que há conluio entre magistrados por trás das decisões judiciais Brasil afora, merecem atenção, investigação e punição dos envolvidos. Tão grave, senão mais, é a inacreditável constatação feita pelo Ministério da Educação e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de que apenas 1 (!) em cada 10 candidatos do exame da Ordem foi aprovado. Com a proliferação de cursos de Direito a torto e a direito nos últimos anos, o resultado lamentável desse elevadíssimo índice de reprovação de quase 90% (!) é a verificação do total despreparo daqueles que estarão à frente do Judiciário em poucos anos. Um perigo!
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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‘CONLUIO’

Qualquer um que tenha um pouco de conhecimento e queira observar o que acontece em São Paulo onde há duas varas especializadas em falências e recuperação judiciais. Os imóveis de alto valor são vendidos apenas por leiloeiros. A justificativa dos juízes é que facilitam o processo. Antes era um oficial de justiça que fazia o leilão, e havia toda uma infraestrutura para o feito. Agora não, agora são leiloeiros que têm exclusividades para venda dos imóveis e, principalmente, os de altos valores, em que são cobrados 5% do valor da arrematação. Se profissionais da área de imóveis que auxiliam a justiça nos laudos de avaliações, e ainda têm experiência em documentação de imóveis, tentarem intermediar, não é permitido, a ninguém além dos leiloeiros é permitido vender os imóveis de alto padrão. Quem nomeia os leiloeiros? Então entendam por que a exclusividades em intermediação por profissionais que apenas leem um edital sem nenhum conhecimentos sobre imóveis e suas especificações. É justamente aí que há o conluio entre juízes e advogados, síndicos e administradores, etc.

Dimas Theodoro dt@dimastheodoro.com.br 
Guarulhos

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BOATE KISS, DOIS MESES DEPOIS
 
Já se passam dois meses da tragédia na boate Kiss em Santa Maria (RS) e ninguém veio o público de forma efetiva mostrar os erros que antecederam esta grande tragédia. Pela ordem cronológica, a classificação de culpabilidade deveria ser: a prefeitura, responsável pela ocupação do solo; o Corpo de Bombeiros, responsável por vistoriar a parte do projeto de incêndio, bem como liberar seu funcionamento, emitindo então o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB); e, por último, os donos da boate – os músicos são contratados e devem seguir as recomendações de segurança do contratante, ou seja, a proibição do sinalizador competia aos donos da boate.   

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com 
São Paulo

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HERANÇA

É absolutamente interessante a capacidade do Sr. Lula da Silva de sumir do mapa por ocasião das grandes tragédias que ocorrem muito em função de sua inércia em relação às causas, em suas recentes e desastradas passagens pela Presidência da República. Para ficarmos em três exemplos, observemos os casos da boate Kiss, no Rio Grande do Sul, das constantes tragédias na serra fluminense e, agora, o péssimo exemplo do Porto de Santos.  Cadê o homem nessas ocasiões? 

Geraldo Alaécio ggalo10@terra.com.br 
Guarulhos

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TRAGÉDIAS E PUNIÇÕES

Sobre a tragédia de Santa Maria, assistimos à exemplar punição aos responsáveis pela não fiscalização a correta segurança de casas de shows. (proprietários, músicos, bombeiros, administradores municipais... são vários os envolvidos). Inundações e escorregamentos de encostas invadidas causam a morte de dezenas de inocentes (inclusive crianças), já há muito tempo. Horrorizados, não vemos a punição dos responsáveis pela invasão em áreas de preservação e riscos permanentes. O Ministério Público precisa ser acionado, para a solução destas mazelas e desgraças públicas.
 
Rubens Q. M. Costa rubensquintao@hotmail.com
São Paulo
 
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MISSA EM PETRÓPOLIS
 
Durante o café da manhã e assistindo à TV, vejo a apresentadora informar que a presidente Dilma iria à Petrópolis participar de uma missa de sétimo dia em homenagem às vítimas das enchentes ocorridas neste ano. Cara de pau, demagogia tem limite, mas a “Criatura” começa a superar seu criador “Burla”, o presidente de fato. Ela vai longe...
 
Laércio Zannini
São Paulo  

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MARCOS BASSI

Conheço Marcos Bassi desde o tempo que o Templo da Carne era um humilde açougue, na época em que a carne era controlada e sua venda, restrita. Comprava carne com uma das portas semiaberta. Continuei frequentando o seu belo restaurante, fruto de uma vida dedicada à carne e sua preparação. Que a sua alma ajude muitos no céu a prepararem churrascos dos deuses, pois é o que ele sabia fazer e fazia melhor.
 
Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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