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O Estado de S.Paulo

28 Março 2013 | 02h07

GESTÃO HADDAD

Oportunismo político

Uma lástima a atitude do prefeito Fernando Haddad, tirando proveito da desgraça alheia, nesse episódio da reintegração de posse do terreno onde estão morando pessoas que invadiram uma propriedade privada. Se Haddad tinha a possibilidade de desapropriar a área em nome do interesse público, por que esperou a situação chegar ao ponto a que chegou? Apenas por puro oportunismo político! Poderia ter intercedido junto ao juiz que ordenou o despejo antes mesmo que ele se iniciasse e propor a desapropriação, porém, evidentemente, se assim o fizesse, não teria obtido os dividendos políticos que almejava nem teria prejudicado, como queria, a imagem do governador Geraldo Alckmin e aparecer no último instante como o grande salvador da pátria. Como estamos vendo, o nosso prefeito começa muito mal a sua gestão, mostrando-se pessoa insensível e capaz de tudo para alcançar os seus interesses.

HENRIQUE SCHNAIDER
hschnaider@terra.com.br
São Paulo

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Invasões

Se alguém quiser ter casa própria, tem dois caminhos a seguir. Um é trabalhar, estudar, lutar, fazer financiamento bancário e pagar tudo em dia, senão o banco toma o imóvel. A alternativa é invadir o que não lhe pertence, onde estará isento de pagar luz, água, IPTU, e quando a Justiça determinar a reintegração de posse, correr para diante das câmeras de TV, colocar as crianças à frente (sempre tem muitas) para enfrentar a Polícia Militar, chorar, gritar, que logo virão as entidades de direitos humanos, políticos oportunistas, etc., para ficar ao lado dos invasores. Simples assim.

ARTUR A. INTASCHI
lene.arte@hotmail.com
Ubatuba 

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O prefeito começa pelo fim

O que parece uma simples desapropriação de uma área de 130 mil m2 no Jardim Iguatemi, na zona leste, sem maiores consequências, será a primeira de muitas - esperem para confirmar. O próximo ano é eleitoral, daí surge e$$a nova modalidade de alienar votos, tudo pago pela elevadíssima carga tributária dos munícipes. Para facilitar o novo esquema petista cabe ao Judiciário informar ao prefeito todos os processos de reintegração de posse no Município de São Paulo. É um enorme precedente para a liberação "oficial" das invasões. O prefeito começa pelo fim. Se a moda pega...

LUIZ DIAS
lfd.silva@2me.com.br
São Paulo

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Promessas de campanha

O Estadão informa que Haddad reduz as promessas feitas na campanha eleitoral e isso nos faz refletir sobre nossa política e nossos políticos. Infelizmente, todos os candidatos, em época de eleição, fazem promessas que qualquer cidadão mais culto sabe que não serão cumpridas, mas a maioria do povo acredita. Os que já estão no poder levantam bandeiras de defesa ou indicação de projetos que repisam que vão realizar, embora nada tenham feito durante seu mandato. Os outros candidatos, então, dizendo-se capazes, indicam projetos e obras que sabem ser apenas retórica de palanque. Marqueteiros indicam o melhor caminho para enganar o eleitor e recebem fortunas para isso. Sempre dizendo que vão trabalhar pelas melhorias e pelo povo, depois de eleitos trabalham, sim, para sua melhoria pessoal, e o povo que se lasque. Projetos são direcionados a interesses particulares e de grandes empreiteiras. Gastos exorbitantes são promovidos sem nenhum pudor e sempre lesando o erário. Benesses são promovidas como cortina de fumaça para encobrir a prática espúria de conchavos. E quando descobertos, a própria Justiça se vê de mãos atadas para punir, quando não é utilizada indiretamente para absolver os culpados. Não vejo como mudar tal rumo senão com a instrução do povo brasileiro e a ajuda da imprensa livre, justamente o que determinados grupos querem cercear. Enquanto isso, bradamos no deserto.

CLAUDIO MAZETTO
cmazetto@ig.com.br
Salto

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GOVERNO DILMA

Só pensa naquilo...

Brilhante e ao mesmo tempo muito triste, o artigo Eleição já, para não ter de trabalhar (27/3, A2), do grande jornalista José Nêumanne, mostra com muita clareza o quanto nossos políticos e partidos são de uma inutilidade absoluta, em nada contribuem para a solução dos graves problemas do nosso país, pois só pensam, única e exclusivamente, na próxima eleição e no que tem de ser feito para se manterem no poder ou a ele voltarem. Enquanto isso, nosso povinho se contenta com bolsas-miséria de todo tipo, achando tudo uma maravilha. Pobre Brasil, refém desse sistema que caminha a passos largos para trás.

JOÃO BATISTA COUBE NETO
joao@tiliform.com.br
Bauru

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Política imoral

O artigo de José Nêumanne é simplesmente demolidor. Enquanto o País mergulha no caos em vários campos, a começar pela infraestrutura rodoviária e portuária, sem poder escoar a produção e com vendas sendo canceladas, a "classe" política, sem distinção de partidos, só pensa no que vai ocorrer em outubro do ano que vem. Pobre povo, não educado, não aculturado, despolitizado, inerte, massa de manobra, que vive sob uma suposta democracia, se a considerarmos segundo a mais antiga e simples definição: o governo do povo, pelo povo e para o povo - e não por cima do povo e indiferente ao povo.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA
madeugarridoadv@uol.com.br
São Paulo

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Dedo na ferida

Cumprimento o jornalista José Nêumanne por ter, mais uma vez, posto o dedo na ferida e apontado a farsa em que se transformou o governo Dilma Rousseff: muitos factoides, muitos ministérios, viagens, missas... Mas trabalho, que é bom, nada!

TEREZA SAYEG
tereza.sayeg@gmail.com
São Paulo

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Declaração de voto

Já que o governo antecipou a campanha eleitoral, resolvi divulgar o meu voto. Votarei na presidente Dilma desde que ela entregue até setembro de 2014 as 6 mil creches que prometeu, as 6 mil moradias para os desabrigados nas cidades serranas do Rio de Janeiro em 2011 e pelo menos 500 aeroportos dos 800 que jurou construir. Note bem, presidente, que não estou nem cobrando a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, a transposição do Rio São Francisco, nem mesmo a entrega definitiva aos sete mares do petroleiro João Cândido. Estas três últimas foram promessas do seu padrinho Luiz Inácio.

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA
mauriciorodsouza@globo.com
São Paulo

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Agourentos?

Não é torcida contra. Ninguém duvida que a Refinaria Abreu e Lima será concluída. Resta saber quando e a que custo.

ALEXANDRU SOLOMON
alex101243@gmail.com
São Paulo

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DILMA E A INFLAÇÃO

A presidente Dilma Rousseff disse ser contra combater a inflação sacrificando o crescimento. Qualquer pessoa que presida um país sonha com uma inflação baixíssima e um crescimento astronômico. Para isso o governo brasileiro teria de fazer a lição de casa. Gastar pouco, gastar bem e fiscalizar aonde vai o dinheiro público. Parece uma tarefa fácil, mas contrariar interesses está em primeiro lugar. Acorda, Brasil!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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FAZENDO ‘O DIABO’

Um governo capaz de orientar o seu ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tentar adiar o reajuste das tarifas de ônibus de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro como forma de controlar a inflação pode muito bem estar orientando o seu ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho, para tentar procrastinar concessões de benefícios por incapacidade laborativa, como forma de se adequar a orçamento insuficiente para o setor. Só assim se justificam as discordâncias entre o serviço de Perícias Médicas do INSS e os Médicos do Trabalho em diversas situações de direito para a concessão de benefícios assistenciais, decorrentes de traumas e doenças devidamente atestadas.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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CADA VEZ MAIS GRAVE

O que está ocorrendo no Brasil é uma desestabilização da economia que se agrava com o intervencionismo do governo. Numa economia de mercado as cadeias produtivas se criam e se estabilizam gradualmente por mecanismos naturais. Cada vez que o governo interfere num setor da economia, ele afeta “sem querer” outros setores da cadeia produtiva. Um governo que não respeita esses mecanismos pode usar a força bruta para obter efeitos políticos. Cada país tem de entender da sua macroeconomia e de seus modelos, e tomar decisões que afetem as causas dos problemas e não os efeitos. Evitar a inflação segurando o preço da gasolina é tipicamente tentar controlar o efeito, e não a causa. Forçar a baixa dos juros derrubando os juros do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (CEF) é intervir nos efeitos, e não nas causas. O preço da cesta básica é um efeito, e não uma causa, e não são apenas os impostos federais que levam à alta dos preços. Do jeito que vai, logo vamos ter fiscais da Dilma, congelamentos, confisco de bois no pasto, e outras inutilidades que conhecemos bem.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo

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INFLAÇÃO ENCOBERTA
 
Apesar da excelente safra agrícola, a inflação dos produtos dela decorrentes está em torno de 34%, contrariando a prévia do IPCA, de 6,4%. Caberia ao Banco Central fazer a verificação da alta notável da inflação, como disse seu presidente, Alexandre Tombini, em recente palestra, tomando as providências pertinentes. A olhos vistos a inflação está em alta, exceto para aqueles que não precisam frequentar os supermercados nem realizam compras em lojas. A demanda está aquecida e os juros continuam baixos. Daí que as aquisições, mesmo que supérfluas, vão continuar, aumentando a inflação ou deixando-a num patamar inconveniente para a boa manutenção do Plano Real. Ou será que querem destruí-lo?

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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OS JUROS E A CESTA

Os empresários que sempre reivindicaram juros baixos, agora têm uma chance de mantê-los baixos. É só repassar integralmente aos consumidores a desoneração da cesta básica. Se não fizerem isso, vão avalizar o aumento da Selic para alegria dos bancos. 
 
Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com
São Paulo

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OFERTA E PROCURA

Desonerar a cesta básica de nada adiantará, em pouco tempo os comerciantes reverterão para si as vantagens. A única maneira de diminuir os preços é desonerar e aumentar a produção, não o consumo! Esta é a lei da oferta e da procura, só os petistas ainda não a conhecem! São muito inteligentes...

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br
Campinas

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CESTA BÁSICA

Não vi ainda nenhuma desoneração nos preços, está tudo a mesma coisa desde o mês passado. Impressionante como este governo federal é incompetente na área econômica. Estão afundando o País. Na minha opinião, a oposição deveria deixar ir para o brejo, para o povo aprender a votar!

Nelson Piffer Junior pifferjr86@gmail.com 
São Paulo

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OS OUTROS

Dois amuletos, duas “persuasões” e dois olhos. Por que pedir redução de preços somente dos produtos da cesta básica? E os demais produtos, como os têxteis, com aumentos expressivos nos fios de algodão e lutando contra os artigos chineses que chegam ao Brasil, muitas vezes, subfaturados, através de circunvenção e com a documentação não condizente com o conteúdo dos contêineres?
 
Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br 
Santos 

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TUDO PELA ELEIÇÃO?

Faço algumas compras de produtos básicos semanalmente. Dona de casa controlada, mantenho, há muito tempo, anotações dos gastos e os preços dos produtos da cesta básica, tudo facilitado hoje em dia pelas planilhas eletrônicas. Felizmente, foi-se o tempo do caderno. Ao fazer compras no dia 14 de março, notei, ao atualizar a planilha, que quase todos os produtos haviam tido um pequeno aumento. Bingo: a maioria dos jornais hoje estampa, em sua capa e nas suas seções de economia, que os preços subiram! Mas, vem cá, com pompa e circunstância a presidente da República não anunciou que a cesta básica de produtos iria reduzir de preço? Será que os malvados empresários estão contra a presidente? Ou será que ela está apenas fazendo politicagem, ou melhor, fazendo “o diabo” para ganhar a próxima eleição?

Sandra de Oliveira Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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DUAS PERGUNTAS

Alguém sentiu preços mais baixos nos supermercados? Alguém já foi entrevistado por algum instituto de pesquisa, tipo Ibope?

Milton Bulach mbulach@gmail.com 
Campinas

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INFLAÇÃO E ELEIÇÃO
 
A manchete do jornal “O Estado de S. Paulo”, edição de 23/3/2013, é sobre a pesquisa do Ibope sobre a reeleição presidencial. O Ibope deveria estar mais preocupado em pesquisar o custo de vida, principalmente os alimentos. A equipe econômica de Mantega é fraca e deveria pedir demissão, ou serem demitidos pela Dilma. Dilma ter 53% de intenção de votos, se a eleição fosse hoje, é gasto público que não gera aumento do PIB. Por que Dona Dilma e seus ministros não trabalham mais e viajam menos e fazem alguma coisa pelas catástrofes, o povo pobre e sem cultura?
 
Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com 
São Caetano do Sul 

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APROVADO

De acordo com o Ibope, governo Dilma tem 63% de aprovação como bom e ótimo. Que povo mal informado (até porque jornal é caro)! Crescimento pífio, inflação em alta, infraestrutura lamentável, tragédias evitáveis. Somos crédulos a tal ponto que vale o “me enganem que eu gosto?” Triste, muito triste.
 
André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com 
São Paulo

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DEIXEM-NOS EM PAZ!

E lá vamos nós de novo! Mal acabou a eleição para prefeitos, inicia-se a campanha para eleição do presidente da República de 2014. Começam a pipocar as pesquisas eleitorais, em que a única candidata desponta como favorita. Não se espera outra coisa, uma vez que, a quase dois anos do pleito, nenhum partido sequer decidiu se lançará candidato próprio. Não faz mal! Os institutos e seus clientes “escolhem” eles mesmos os prováveis candidatos. É ridículo, grotesco! A pergunta que se faz é até que ponto esta antecipação não irrita e cansa o eleitorado? Irrita, porque se trata de manipulação; cansa, porque ninguém vive de eleição, a não ser os políticos palanqueiros. Temos tantos problemas no País! Seria pedir demais que os governantes tratassem deles e deixassem seus projetos de poder para a época acertada? Deixem-nos em paz, senhores! Vão trabalhar!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com
Florianópolis

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FALTA TEMPO, HEIN

Já estão fazendo pesquisa eleitoral? Eleição não é só em 2014? Pobre país...

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br 
Osasco

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DANÇA DAS PESQUISAS

Começou fora de hora o circo eleitoral por causa exclusiva da irresponsabilidade do PT, porque, em meio aos graves equívocos na política econômica, este não era o momento adequado para expor possíveis candidatos. A conta dolorosa desta orgia fica para a nossa sociedade, neste atoleiro de vaidades, em que a luz imprópria do Palácio do Planalto somente enxerga o poder... Mas as pesquisas já estão nas ruas, e os mais desconhecidos nacionalmente, como os possíveis candidatos Eduardo Campos e Aécio Neves, provavelmente vão se beneficiar e muito com essa antecipação eleitoral indesejada. Apesar dos números do Ibope e Data Folha serem fartamente favoráveis à Dilma, devemos lembrar que as bondades fiscais oferecidas de forma afoita pelo governo para amansar a inflação, e alavancar o PIB, nesses últimos meses, e inclusive colocar uma neblina nos olhos da população para disfarçar os desacertos do governo, de nada estão ajudando! Pior ainda, já estão no limite das possibilidades do Tesouro. Ou seja, raras serão as possibilidades até a próxima eleição, que a atual gestão coloque em prática mais mecanismos para sair do marasmo, do sonhado crescimento, já que nem os investimentos que lá atrás foram programados não deslancham. Por essas razões, os opositores e possíveis candidatos à Presidência terão em mãos fartos elementos, e de grande interesse dos eleitores para criticar a atual administração até outubro de 2014. Isso sem falar que, durante este ano de 2013, membros importantes da cúpula do PT serão algemados e enviados direto para cadeias deste país, condenados que foram no Supremo Tribunal Federal (STF), pelo mensalão do Lula. Estas prováveis imagens que serão reproduzidas até lá pela nossa laboriosa, mas indesejada imprensa pelo PT, vão cair no colo também daqueles brasileiros que hoje são beneficiados por programas sociais, e apoiam o partido de Lula, mas, porém, estes humildes, mas dignos cidadãos, não aceitam picaretagens ou desvios de recursos das nossas instituições. Ou seja, roubalheiras. E os marqueteiros de plantão têm seus limites para tentar escamotear aos olhos da sociedade as perversidades cometidas no poder pelo Partido dos Trabalhadores. É só conferir!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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INACREDITÁVEL

É inacreditável que este eleitorado que votou na pesquisa do Ibope em parceria com o “Estado”, que aponta que Dilma venceria as eleições no primeiro turno, desconhece a grave situação que atravessa o País. Ou ignora os malfeitos dessa administração, ou é mal intencionado. Nesses dez anos de (des)governo petista, predominaram a corrupção, a impunidade, o desvio de dinheiro público, pessoas morrendo nos corredores dos hospitais públicos e nas estradas por falta de infraestrutura e incompetência e a educação considerada uma das piores do mundo. Os portos e aeroportos estão sucateados e sem solução por falta de capacidade administrativa. O pior, a inflação está incontrolável e a economia, afundando. Vamos torcer para que esse quadro mude para o bem do brasileiro.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 
São Paulo

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ELES APROVAM

Com toda a certeza, a pesquisa Ibope só pode ter sido feita entre os beneficiários do Bolsa-Família.
 
Sergio Diamanty Lobo diamanty18@gmail.com
São Paulo

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CARTA NA MANGA

Lula afirmou que “a doação de empresas privadas a candidatos deveria ser considerada crime inafiançável” (27/3, A6). Partindo de quem se beneficiou com muitos milhões de reais em doações provenientes desse setor, dois aspectos se destacam: 1) cinismo em altas doses; e 2) Lula tem carta na manga.

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br 
Piracicaba

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ELEIÇÕES 2018

Prezado ex-presidente Lula, conforme sua colocação, que vai sair candidato à Presidência em 2018, devo informar-lhe que o ex-presidente FHC, por nossa insistência, também o será, vamos ver quem ganha esta luta!
 
Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br 
São Paulo

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COLISEUS NO BRASIL

A prefeitura do Rio de Janeiro interditou o Estádio João Havellange, popularmente conhecido como “Engenhão”, sob gestão  do clube esportivo Botafogo. Não haverá atividades naquele estádio porque foi constatado que uma nova catástrofe estava anunciada com o desabamento da cobertura. Esse estádio foi concebido para a realização dos jogos Pan-Americanos de 2007. Com apenas seis anos passados foram encontrados graves defeitos de execução da obra se aliam a pressa, prima irmã do dinheiro a tripa forra constroem essas arapucas que nos remete aos prédios construídos por Sérgio Naya. Para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, seis estádios estão sendo construídas “a toque de caixa” para satisfazer às exigências da Fifa. Uma verdadeira fortuna está sendo dispendida nessa corrida para a conclusão das obras, que já se sabe, depois da competição estarão obsoletas pela falta de público para a capacidade dos estádios Um sem número de escândalos de desvio de verbas deverão surgir antes dos Jogos Olímpicos, em 2016. Quando, durante o governo Lula, fizemos força para sediar esses jogos, a grande torcida pelos eventos no Brasil foram as grandes empreiteiras, financiadoras das milionárias campanhas políticas dos detentores do poder. Tito Flávio Sabino Vespasiano aconselhou seus filho e sucessor Tito com uma frase lapidar: “Ad captandum vulgos, panem et circences” (Para seduzir o povo, pão e circo). E logo surgiu o famoso Coliseu, hoje em ruínas. O pão das bolsas, vales e cotas, assistencialismo desenfreado, mais o circo das arenas de futebol, aí estão os ingredientes, a poção mágica para a eleição no ano da Copa.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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ENGENHÃO OU VERGONHÃO

Profundamente lamentável descobrirem, quase na véspera da Copa do Mundo na Terra Brasilis, que o glorioso Vergonhão, digo Engenhão, tem rachaduras profundas em sua estrutura de sustentação e que pode cair, caso os ventos ultrapassem uma certa velocidade. Já estamos cansados de saber que a Copa no Brasil será um fiasco. Não pelo futebol, pois pode ser que Felipão consiga arrumar o time, como fez em 2002, mas pelo apagão logístico. Não temos aeroportos, estradas, ruas e avenidas que comportem mais e mais pessoas. O dia a dia já é caótico e insuportável. O pior são estas construções a toque de caixa, aonde poucos ganham muito, em detrimento da segurança e boas normas de construção. Enquanto isso, por pura motivação política, um estádio como o Morumbi fica fora da competição. Maracanã com obras atrasadas, Itaquerão, aquele que não teria recursos públicos, com obras atrasadas, sem contar os estádios mosca branca que estão sendo construídos no Nordeste, para enriquecer alguns e não trazer nenhum benefício a grande maioria da população. Ora, por que construir estradas e melhorar o acesso e automatizar os portos brasileiros ? Melhor fazer duas filas de caminhões e perder um módico contrato com a China de apenas US$ 1 bilhão, porque vendemos soja e não entregamos. Dilmão, continuamos à deriva, filha, e sem rumo, o que é muito pior. Arregace as mangas e ponha os seus 39 ministros para trabalhar. Sei que é difícil, afinal eles não foram escolhidos e não estão lá para isso, porém o tempo urge.
 
Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br 
São Paulo 

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VEXAME NO RIO

Então quer dizer que o estádio carioca Engenhão, construído há apenas seis anos ao exorbitante custo de aproximadamente R$ 400 milhões, está temporariamente fechado ao público devido a problemas de natureza estrutural? Dizem os laudos técnicos que a cobertura do  vistoso equipamento esportivo corre o risco de desabar! Já somos apresentados diariamente a situações que mostram, com uma clareza cristalina, o tamanho da incompetência de nossos gestores públicos, e agora mais essa? Um fato como esse escarnece dos cidadãos que pagam em dia os seus impostos e somente desejam em troca aquilo que lhes é de direito: serviços essenciais de qualidade. Mas não: além de sofrer com filas intermináveis em postos de saúde, correr perigo em estradas esburacadas e cidades sitiadas por bandidos, além de ter de aturar uma série de outros problemas, a sociedade agora vai se ver obrigada a pagar pela imperícia de empresas que não conseguiram colocar em prática alguns fundamentos de engenharia para erguer uma cobertura de um estádio de futebol! Isso é um vexame inominável para uma cidade que sediará Copa do Mundo e Olimpíada nos próximos três anos. O Brasil é mesmo uma piada. 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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DESGOVERNO
 
Pode crer. A máxima está correta: “O Brasil é o país do futebol”, e eu acrescentaria “e da malversação”. Do futebol porque investimos na construção/reformas de estádios enquanto importadores cancelam vultosas compras em razão da impossibilidade do cumprimento de prazos de entrega devido à falta de compatível infraestrutura terrestre e portuária. Da malversação porque, para auferir ganhos ilícitos, até nos estádios, as obras sistematicamente atrasam, sofrem reajustes, estouram orçamentos e muita gente enriquece ainda mais... São dez anos de desgoverno...

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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QUANTO MAIS VAI CUSTAR?

É absurda a interdição do estádio Engenhão, no Rio, com apenas seis anos de uso. O Engenhão foi construído para o Pan de 2007, custou mais de R$ 400 milhões aos cofres públicos, foi cedido a preço de banana ao Botafogo por 20 anos e agora está fechado ao público e aos jogos dos grandes clubes do Rio. Quanto custarão as novas obras e reformas? Parece ser extremamente lucrativo construir e reformar estádios de futebol no Brasil. São obras e reformas superfaturadas que fazem a festa de empreiteiras e governantes. É mais um bom exemplo da incompetência dos governos estadual e municipal do Rio. Num país sério, esse tipo de coisa seria motivo para cadeia e punição exemplar dos responsáveis.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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DIREITOS HUMANOS

Muito válidos e merecidos os protestos de artistas renomados contra Marco Feliciano, que está à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Uma vergonha este senhor, depois do que pregou e falou, ser empossado como presidente da comissão com tamanha responsabilidade. Entretanto, não vi nem fiquei sabendo de nenhum protesto de artistas contra José Genoino e João Paulo Cunha, condenados no mensalão e confirmados na Comissão de Constituição e Justiça, bem como também não ocorreram protestos de artistas quando da efetivação do Renan Calheiros como presidente do Senado, acusado de passar notas fiscais frias, e do  Henrique Eduardo Alves na presidência da Câmara, acusado pela própria ex-esposa de enviar dinheirama para paraísos fiscais. Será que para esses artistas a corrupção, o mau uso do dinheiro público e a condenação pelo STF são menos graves do que os atos do pastor? Ou será que a oficialização da corrupção pelo “Deus do cariri” contaminou também os artistas? Concomitantemente, muito me assusta o “silêncio” da minha religião, a Igreja Católica Apostólica Romana, em todos esses episódios, que no tempo da ditadura reagia com enorme veemência a qualquer derrapada dos militares. Sinto-me decepcionado com a omissão da minha igreja nos episódios de corrupção de alguns governantes.
 
Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 
Taubaté

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QUESTÃO DE COERÊNCIA

Por que os senhores deputados, lautamente financiados com nossos impostos, além de pedirem a saída de Marco Feliciano da Comissão de Diretos Humanos, não pedem também a saída de condenados pelo STF de outras comissões, como é o caso de João Paulo Cunha e José Genoino? A mobilização destes políticos é determinada só pela pressão popular, pois, se não a houvesse, tudo iria ficar como dantes no país de abrantes.

Eduardo Biral elbiral@ig.com.br 
São Paulo

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JOGO DE INTERESSES
Gostaria de expressar minha indignação contra o deputado Marco Feliciano ocupar a presidência da comissão de direitos humanos das minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. O problema não é o deputado ser evangélico, e sim, suas conhecidas opiniões contra homossexuais, negros, seguidores de religiões de matrizes africana e os direitos das mulheres. Ou seja, um racista nato. Como (pergunto mais uma vez) essa pessoa vai garantir os direitos das minorias, se é contra elas? Após várias semanas de manifestações e de protestos dentro e fora do Brasil contrárias a sua permanência no cargo mais importante da comissão, e mesmo depois de o presidente da Câmara ter admitido que a situação é insustentável, o PSC decidiu pela manutenção de Feliciano no novo cargo. Não custa lembrar que a chegada de Feliciano à presidência da CDHM é o retrato da atual política implantada pelos petistas no Brasil nos últimos dez anos: um jogo de interesses onde é dando que se recebe, onde vale tudo. Para ganhar o comando de outras comissões, PT, PSDB e até PCdoB, apoiaram a indicação do PSC. E a bancada evangélica, que não tem nada com isso, indicou o pastor Marco Feliciano para o comando de comissões importantes para barrar discussões como os direitos civis de homossexuais, mudanças a respeito do aborto e outros temas polêmicos. Agora que o bicho está pegando, com tantos protestos diários nas redes sociais, querem tirar o seu da reta como se não fossem os principais responsáveis por Feliciano ter chegado aonde chegou. Não vou me calar. Continuarei protestando enquanto esse deputado racista continuar presidindo a referida comissão, uma hora ele vai descansar e deixar o cargo.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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MARCO FELICIANO

Daqui não saio, daqui ninguém me tira, e quero ver qual o “machão” que vai me tirar. Refiro à tal comissão...
 
José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br 
Avanhandava 

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PARTIDO PUNIDO

O PSC indicou a pessoa errada para o lugar errado. Claro que não há legitimidade, visto que o PSC não é Brasil e o Brasil não quer o pastor Marco Feliciano no cargo. Continuando o radicalismo instalado na comissão, sugiro que todo o povo que é contra este parlamentar no cargo (e neste caso falo da grande maioria do povo brasileiro) “não votar no partido (PSC)”, independentemente de candidatos apresentados. Não sou gay, negro e não sou racista e já me decidi: não votarei no PSC.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net
São Paulo            

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OS BADERNEIROS  DA CDHM

Os baderneiros da Comissão de  Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados  e seus patrocinadores têm de respeitar as normas constitucionais, bem como o parágrafo único do artigo 272 do Regimento Interno da Câmara, que diz: os espectadores ou visitantes que se comportarem de forma inconveniente, a juízo do presidente da Câmara ou de Comissão, bem como qualquer pessoa que perturbar a ordem em recinto da Casa, serão compelidos a sair, imediatamente, dos edifícios da Câmara. Está na hora de impor limites àquele bando. O presidente da Câmara dos Deputados  tem de, em respeito à Constituição e ao direito infraconstitucional, mirar no exemplo do egrégio STF, tomar, como em todas as reuniões, as cautelas necessárias para prevenir os eventuais abusos. Tem de proibir manifestações  quando for dirigida a incitar ou provocar ações ilegais iminentes. Tem de seguir o exemplo do STF quando, em  dezembro  de  2012, quatro manifestantes em favor da liberdade do escritor italiano e ex-ativista político Cesare Battisti foram expulsos do STF, uma vez que estavam tumultuando os trabalhos, enfim retirados à força do plenário do STF logo no início da sessão época do julgamento do pedido de extradição daquele ex-ativista político. Tal grupo chegou a empunhar uma faixa no plenário do STF, e também foi retirado à força. O presidente da Câmara dos Deputados e seus pares não podem se acovardar  perante meia dúzia de gatos pingados.
 
Vasco Vasconcelos vasco.vasconcelos@brturbo.com.br
Brasília

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DITADURA IDEOLÓGICA

Afinal, por que tanta briga em torno da escolha do deputado Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos? Assim como presidentes, governadores, prefeitos e demais autoridades se manifestam a favor do casamento gay, outras podem se declarar contra. Se estamos discutindo direitos, eles são iguais para todos. Precisamos ser cuidadosos quando queremos impor nossos ideais e interesses acima do direito de o outro discordar. Isso tem um nome: ditadura ideológica. Desde que não haja ofensas pessoas, podemos nos expressar contra ou a favor sobre quaisquer assuntos em debate.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com 
Rio de Janeiro

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MANIFESTO EM FAVOR DA DEMOCRACIA

Nas últimas semanas tenho me assustado com a polêmica levantada em torno da escolha do deputado Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos na Câmara federal. Poucos falam na mídia, mas esta comissão importante foi relegada “às baratas”, como diz o ditado popular, pois a missão desta comissão, apesar de ser de suma importância para a sociedade, não era de interesse de nenhum partido político grande. Afinal, Direitos Humanos não dá status como outras comissões podem dar. Bastou o tal deputado pastor aparecer para a mídia criar factoides contra as credenciais do tal pastor. A partir deste ponto, os partidos maiores se voltaram contra o pastor e os “estudantes de plantão” passaram a fazer passeatas contra a situação. Até agora o deputado Feliciano não conseguiu mostrar, com seu trabalho, se ele realmente está usando a Comissão de Direitos Humanos para perseguir os direitos de qualquer grupo, pois ele não consegue trabalhar. Mas me preocupo com o que a mídia vem “vomitando” na imprensa contra o que este deputado representa. As informações da mídia apresentam o deputado como retrógrado, racista, homofóbico e perseguidor das minorias. Sendo ele um flagelo à consciência da liberdade e da democracia. Já li e ouvi excelentes jornalistas acusando ele de, no mínimo, ser a face retrógrada do Brasil atrasado. Li uma reportagem outro dia em que o interlocutor exigia a saída do deputado por ele ser cristão e que religião não cabe na representação política. Não estou aqui para defender o deputado em questão, até porque, se visse o referido deputado ser incoerente na cadeira que ele representa, seria eu um dos primeiros a apoiar sua retirada, porém me choca ver que as pessoas não compreendem que um dos conceitos básicos da palavra democracia está sacramentado no conceito da vontade da maioria. Não é à toa que, para se eleger, um candidato a algum cargo eletivo tem de ter o voto da maioria. Então, democracia é o direito da maioria. Isso dito, podemos agora dizer que um cristão pode, sim, defender o que ele acredita como sendo moralmente correto com o seu mandato de deputado federal, da mesma forma que os ateus defendem que religião não pode ser discutida em público. Nunca vi ninguém na mídia criticar um ateu por defender um Estado sem Deus, apesar de a maioria do povo brasileiro ser profundamente religiosa. Poucos comentaram quando os tribunais do Rio Grande do Sul foram obrigados a retirar os crucifixos das paredes. Poucos comentaram que, em Brasília, uma escola pública que se reunia antes de começar as aulas para fazer uma pequena oração ecumênica foi proibida de fazê-la, pois uma minoria de 4 ou 5 pais exigiu o fim deste momento com as crianças, pois a escola é pública e tem de ser “laica”. Queria entender o que estes poucos pais entendem pela palavra “laica”. Não existe democracia da minoria, pois democracia da minoria chama-se ditadura. Respeito o direito de cada um viver a sua vida da maneira com que quiser, principalmente se for no que tange à própria sexualidade ou religiosidade, é um direito que cabe a cada um escolher. Contudo, formatar a opinião pública para linchar e excluir da vida democrática deste país o direito de defender as leis de Deus e dizer que eu, ou outro qualquer, não posso defender os ideais cristãos e as morais que ele prega é dizer que eu, como cidadão deste país, não tenho direito de ser escutado democraticamente. O meu direito democrático de expressar a minha fé cristã (como católico) e de eleger representantes que defendem essas causas é um direito, sim, democrático. Na verdade, tão democrático quanto os opositores barulhentos e antidemocratas têm em se expressar e achar que são os únicos certos nesta questão. Para finalizar, sou contra a perseguição de qualquer grupo de pessoas, mas fico triste quando nós, cristãos, somos perseguidos por um pequeno grupo de pessoas que acham que só a verdade delas deva prevalecer. Democracia é o direito da maioria e o Ocidente só é o que é, com toda a sua liberdade, por causa do cristianismo.

Guilherme Henrique Souza Bezerra guilhermebsh@gmail.com 
Brasília

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PASSEATA EM PARIS E A REAL DEMOCRACIA

Quando vi milhares de franceses nas ruas de Paris protestando contra casamento de gays, não pude deixar de sentir uma pontadinha de inveja. Não pelo motivo da passeata, porque não concordo com ela, mas pela democracia do ser “contra”, onde as diversidades de pensamentos são respeitadas. Isso que entendo por democracia! No Brasil pós-ditadura militar, o ranço continua. Quem é contra o PT é execrado. Quem é contra Cuba, como aconteceu com a blogueira Yoani, é molestado e atacado! Quem é a favor de leis mais severas para bandidos é considerado arbitrário, porque bandido no Brasil é o coitadinho vítima da desigualdade social. Quem não coaduna com a política comunista é considerado da “direita reacionária e maléfica”! Quem batalhou para comprar um carro bom e mora em bairro nobre vive se escondendo porque será visto como “inimigo” do povo, mesmo que seja um empresário que proporciona milhares de empregos. Quem pertence à maioria heterossexual não pode manifestar sua opinião, porque será taxado de antigay e execrado em praça pública. Quem mostra erros gravíssimos do governo Dilma é taxado de “ave de mau agouro” e por aí vai. Por isso que o Brasil, nesses últimos 30 anos, continua com o ranço da “ditadura”, e, pelo andar da carruagem, nos próximos 100 anos estaremos longe de conseguir os mesmos direitos à diversidade democrática de pensamento como a dos franceses. É ou não para ter inveja? Espero que esta carta não seja considerada impublicável por ser muito democrática!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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DEMAGOGIA

Os franceses estão de parabéns! Tiveram a coragem e a determinação de ir às ruas e manifestar-se contra a legalização do casamento entre homossexuais. Compreenderam que a atitude dos legisladores, nesse caso, é uma hipocrisia, pura demagogia para defender interesses eleitoreiros, pois, na verdade, não estão preocupados com essa minoria. Sua intenção é mais falsa do que a de Judas, ao defender os pobres. O político que pretender rebater, diga primeiro se costuma utilizar os serviços dos hospitais da rede pública; se for deputado federal, se estaria disposto a abrir mão da verba de gabinete, destinando-a aos menos favorecidos.

Irene Maria Dell'Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com 
Itapetininga

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A POLÊMICA DO CASAMENTO HOMOSSEXUAL
 
O ser humano, desde os primórdios da existência, muda sua cultura e a adapta para que melhor se encaixe na sociedade de cada tempo. Tempos mudam, pessoas mudam e normas e padrões são quebrados todos os dias. Um desses padrões vem sendo muito discutido ultimamente: o casamento entre pessoas de mesmo sexo. Sujeitas a seguir uma doutrina estabelecida pela religião, principalmente, essas pessoas vêm sendo oprimidas desde a primeira manifestação dessa particularidade, que nem deveria receber tanto destaque. Tentamos realizar a inclusão de pessoas com algumas deficiências, pessoas com tons de pele diferentes, nacionalidades diferentes. Cobrimo-nos com uma máscara que se diz contra o preconceito de todo modo e quando surge a primeira manifestação de oposição aos padrões (se é que realmente existe um padrão) o reprimimos da maneira como tem sido feito. Vencer barreiras é difícil em qualquer lugar e sob qualquer circunstância, mas isso não quer dizer que é impossível. Para disfarçar algumas características herdadas do colonialismo, não foi criado o sistema de cotas? Mesmo que isso não mude em nada o modo como alguns pensam, já é um passo para perder essa mentalidade estagnada predominante na maior parte dos brasileiros. Assim como as cotas, essa nova norma criada para a oficialização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em todos os casos vem para causar uma transformação no modo de agir e pensar de nossa geração. Essa que deveria ser feita de revolucionários, mas que se mostra cada vez mais indiferente. É de extrema importância que a população se conscientize de que mudanças sempre existirão, em todo lugar, e a integração será necessária de qualquer modo. A cada passo que damos deixamos para trás uma parte do futuro dos próximos que virão, e é certo que não desejamos construir uma sociedade com bases cada vez mais conservadoras do que são hoje. Homossexuais, heterossexuais, afrodescendentes, pobres ou ricos, somos todos brasileiros e merecemos o devido respeito da parte de todos que nos cercam, independentemente de particularidades dispensáveis. Estamos aqui para lutar pelas mesmas coisas, sendo uma delas a igualdade, algo que não existirá se muros não forem derrubados.
 
Isabella de Oliveira Monção Barbosa isabellamoncao@uol.com.br 
Mogi das Cruzes

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REINTEGRAÇÃO DE POSSE EM SP

Sem dúvidas a reintegração de posse por seu proprietário de um imóvel invadido é de pleno direito do mesmo, além do que existe até uma autorização legal da própria justiça. Agora, o que vimos acontecer no Jardim Iguatemi, num terreno de 130 mil m2, invadido por 1.700 pessoas, de onde elas foram enxotadas como animais indesejados, foi algo de desumano e incompreensível. Tudo isso poderia ter sido evitado, caso a Prefeitura, com seu digníssimo prefeito Fernando Haddad, tivesse acordado antes que a ação fosse executada, evitando dessa forma o confronto agressivo e traumático entre policiais e moradores.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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