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O Estado de S.Paulo

10 Abril 2013 | 02h12

SAÚDE PÚBLICA

Horror e circo

O cenário de horror nos hospitais federais e no restante da rede pública de saúde Brasil afora, descrito pelo presidente da Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira Filho, que os considerou como "pocilgas humanas", não é de espantar, mas não deixa de ser de arrepiar. Até quando nos conformaremos com este estado de coisas, com a deplorável inversão de prioridades, sempre guiada por interesses menores? Construímos estádios bilionários para uma efêmera Copa do Mundo e também em nome da glória fugaz de sediar uma Olimpíada, quando esses recursos, sempre tão escassos quando se trata de atender os necessitados, poderiam ser muito mais adequadamente empregados. Se não há sequer comida para os pacientes de um hospital municipal do Maranhão, que dirá medicamentos e recursos os mais básicos imagináveis... Classificado como "violação dos direitos humanos" - dos direitos constitucionais decerto é -, o caos na saúde pública é inaceitável, uma maldade inominável com a sofrida população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS). Não custa lembrar que as Santas Casas brasileiras vivem à míngua e que o governador Geraldo Alckmin repassou à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, há poucos anos, pouco mais de um décimo da quantia que seu governo deu como contribuição para o estádio de futebol Itaquerão. Assim, circo temos de sobra, pão temos algum, mas o acesso a serviços de saúde decentes e suficientes continua sendo artigo de luxo, literalmente, com as raras ilhas de excelência a confirmar a regra.

LUIZ M. LEITÃO DA CUNHA
luizmleitao@gmail.com
São Paulo

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'Pocilgas humanas'

Se a dona Dilma não tomar providências drásticas e urgentes para acabar com o caos nos serviços médicos públicos no Brasil, classificados como uma violação flagrante dos direitos humanos assegurados nas garantias constitucionais, impeachment nela!

SERGIO S. DE OLIVEIRA
ssoliveira@netsite.com.br
Monte Santo de Minas (MG)

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Humor negro

Pior que o tal "sistema" que justifica todos os erros bancários, telefônicos, comerciais, etc., apesar de tantos profissionais que temos em informática, só a saúde pública. A melhor definição que já vi do SUS é "Seu Último Suspiro".

FRANCISCO SAMUEL FIORESE
samucafiorese1@yahoo.com.br
Campinas

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Caso de polícia

A saúde pública no Brasil é um caso de polícia associado a maus políticos. Já tivemos os escândalos dos sanguessugas, das ambulâncias e outros, sempre ao redor do Palácio do Planalto, com Lula nunca sabendo de nada. Há dias se noticiou um aumento de mais de 6% no preço dos remédios. Esse aumento tem que ver com os indecentes impostos que - ao contrário da maioria dos países, que isentam de tributos os remédios - oneram o preço dos medicamentos. É surpreendente que a presidenta Dilma Rousseff não tenha um assessor, um amigo que lhe esclareça que remédio caro é saúde precária para a população.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA
j-paiva2@hotmail.com
São Paulo

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País rico é país sem pobreza?

Enquanto as nossas gestantes dão à luz sentadas em cadeiras ou deitadas no chão, o Brasil continua a "emprestar" dinheiro a países "amigos", em especial dirigidos por ditadores longevos, como Angola e Cuba.

LUIZ NUSBAUM, médico
lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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Petrobrás e Santas Casas

E enquanto o governo tenta criar mais um enorme rombo na Petrobrás para ajudar o "magnata" Eike Batista, as Santas Casas, que socorrem milhares de desassistidos, estão fechando as portas Brasil afora, sem preocupação alguma das autoridades. Este é realmente um governo voltado para o social. Só não sei que social é esse.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES
ammoraes57@hotmail.com
São Paulo

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Ajuda a bilionário

No mesmo dia em que se informa que as Santas Casas correm o risco de fechar, em razão da precariedade dos repasses federais, noticia-se que o governo cogita de ajudar um bilionário que teve perdas. Política social...ite.

SYLVIO GAMA
g.marialuiza@gmail.com
Rio de Janeiro

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EIKE BATISTA

Nossos impostos

Nada surpreso, leio que o "governo federal" vai ajudar Eike Batista. Lá se vão os nossos impostos, enquanto a saúde, a educação, a segurança, as rodovias... Bem, tudo isso é secundário.

JOSÉ ROBERTO MARFORIO
bobmarforio@gmail.com
São Paulo

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Socorro

Este governo é realmente uma mãezona: empresário malsucedido recebe socorro! E o povo trabalhador, honesto, lutador recebe o quê? Falta de saúde, de educação, de transporte, de saneamento básico, de segurança, etc., etc., etc... E paga muito por tudo isso.

JOSÉ CANDIDO DA S. LIENERT JR.
jclienert@gmail.com
São Paulo

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Ele precisa...

A manchete do caderno de Economia do Estadão de ontem me fez refletir sobre a solidariedade: Governo discute socorro a Eike Batista. De pronto me perguntei, contrariado: e sobre a situação de penúria em que se encontra este pobre coitado, eu, nenhuma palavra, nenhum gesto do governo? Voltei atrás. Não sejamos mesquinhos. Se Eike precisa...

ORLANDO SILVEIRA
orlandosilveira@uol.com.br
São Paulo 

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Ajuda ao amigo

Eike Batista conseguirá mais um recorde, o maior esquema de pirâmide do mundo, com sua petrolífera sem petróleo, que compra navios do seu estaleiro sem navios, que atraca no seu porto inacabado que ainda está afundando, que compra ferro da sua mineradora que nunca viu minério, que é transportado por sua transportadora ferroviária que não tem trens e muito menos trilhos. Mas quem investiu em suas milagrosas companhias não se preocupe, o governo vai ajudar o novo melhor amigo do Lula - afinal, se ele quebrar, terão de dar explicações sobre onde foram parar os bilhões ou trilhões do BNDES que caíram nas mãos de Eike, Joesley e outros companheiros. 

JOSÉ SANTOS ALBUQUERQUE
jsantossp@yahoo.com.br
São Paulo

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Classificação indicativa

Corre à boca pequena que as empresas X, de Eike Batista, caminham para a classificação XXX.

ALEXANDRU SOLOMON
alex101243@gmail.com
São Paulo

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BOM EXEMPLO PARA O PAÍS

Parabenizo o presidente do Supremo Tribunal federal (STF), Joaquim Barbosa, pela sua atitude ética, firme, íntegra e corajosa ao condenar a criação “sorrateira” de quatro novos Tribunais Regionais Federais (TRFs) e endurecer com os presidentes das associações de magistrados que o procuraram. Barbosa é um exemplo a ser seguido e um dos maiores brasileiros do novo milênio. Ele não aceita conluios, não se dobra, combate interesses corporativos e mesquinhos, não faz média e defende a ética, a justiça, o interesse público e os ideais republicanos. Se os presidentes das associações de magistrados o atacam, é porque ele está no caminho certo e fazendo o que é justo e correto. Mau sinal seria se eles o elogiassem. Oxalá tenhamos no Brasil mais homens públicos e dignos como Joaquim Barbosa. 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br
São Paulo

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DESTEMPERO

A atuação do ministro Joaquim Barbosa no recente julgamento do processo denominado pejorativamente de mensalão colocou-o numa posição de destaque. E logo em seguida ele foi indicado para presidir o Tribunal Maior. Mas desde então, vários têm sido os acontecimentos que o envolvem e o colocam na mídia e, de certa forma, em situações que se chocam com o importante cargo que está ocupando. O fato mais recente, os atritos com entidades representativas da magistratura, ou seja,  seus colegas,  não pegou bem para nenhuma das partes. Será que ele não está precisando de alguns conselhos? Afinal de contas, de um juiz se esperam tranquilidade uma postura elevada. 
 
Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br
Santos

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NA SURDINA
 
Está todo mundo ouriçado com a fala do presidente do STF, Joaquim Barbosa, que criticou duramente a associação de juízes que defendem a criação de  quatro novos tribunais. Barbosa disse que a  coisa toda foi feita na surdina,  sorrateiramente. Ora, isso  parece ser  uma prática mais do que normal a partir do alto escalão do governo até o mais baixo clero. Ele apenas se esqueceu de mencionar o termo “negociata”. Aí, sim, estaria completo.  Aliás,  Sua Excelência matou a pau, como se diz. Daqui a poucos dias, quando tudo 
se confirmar, ou seja,  que tudo foi feito mesmo  na surdina, sorrateiramente,  esses senhores, que hoje estão todos melindrados,  ficarão “pianinho”, e não se fala mais no assunto.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br
São Paulo

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UM CONLUIO SÓ

Muito bem colocada pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, a ação conjunta das entidades representativas dos juízes como “sorrateira”, para a criação de mais TRFs. Agiram sorrateiramente e sem condições legais para tal, pois a proposta tem de partir do Judiciário, e não foi. Tanto que a proposta será rejeitada pela Câmara. Tudo neste país é sorrateiro, no nível federal, estadual, municipal e nos relacionamentos destes com as empresas privadas que prestam serviços aos governos. É um conluio só, e enfim apareceu alguém com coragem para dizer.
 
Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com
Rio de Janeiro

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O PITO E A JUSTIÇA

O pito que o desembargador levou no STF não leva a nada. Pelo contrário, o destempero não leva à Justiça.
 
José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br
Avanhandava

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CLIMA QUENTE

Embora eu não seja letrado, suponho que o ministro Joaquim Barbosa tenha toda a razão quando bate de frente quanto à criação de mais quatro  tribunais, que custariam à Nação mais de R$ 8 bilhões. Na minha opinião, o mal existente no  Brasil é decorrente do excesso de cordialidade nas discussões, que deveriam serem levadas à altura do que será mais favorável ao País e seu povo.
 
Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com
Jandaia do Sul (PR)

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SORRATEIRA

Confesso que não estava acompanhando esse processo de criação de mais  Tribunais Regionais Federais e não tinha opinião formada sobre o assunto. Agora, porém, acho que sua aprovação foi sorrateira e contrária aos interesses do povo brasileiro, que terá mais uma imensa conta para pagar.
Estou com o ministro Joaquim Barbosa e não abro.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com
Rio de Janeiro

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LEÃO QUE RUGE

Parabéns, dr. Joaquim Barbosa, verdadeiro patriota. Finalmente ruge uma voz estrondosa a favor do bom senso. Chega de festa à custa do povo. Espero ardentemente que a sua coragem transborde para mais homens brasileiros que visam o nem de nossa Pátria e de seu sofrido povo.
 
Jorge H. Müller muller@euroconsult.com.br
São Paulo

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DIFERENTES OBJETIVOS

Enquanto o presidente do STF se revolta contra os gastos que vê na possibilidade do surgimento de mais quatro Tribunais Regionais Federais, desnecessários, segundo sua visão, a “presidenta” segue inchando a máquina administrativa com mais ministérios dispensáveis e estatais sem propósitos claros. Se ainda isso não bastasse, temos um Congresso perdulário, que não mede auxílios e emendas em benefício próprio. Conclusão: Legislativo e Executivo deveriam espelhar-se no ministro Joaquim Barbosa, que demonstra preocupar-se com os cidadãos que lhe pagam o salário, enquanto os demais só pensam em se manter no poder. Lamentável!  

Leila E. Leitão
São Paulo

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“FLAGELO DOS DEUSES”
 
Quem nomeou Joaquim Barbosa para ministro do STF, na esperança de que ele se limitasse  a corresponder apenas a um símbolo demagógico do governo,   para agradar aos eleitores da população negra, teve suas expectativas frustradas. Primeiramente, Barbosa surpreendeu e flagelou o Executivo e o Legislativo com seu profissionalismo, rigor sem arrego no julgamento do mensalão. Agora flagela o Judiciário com sua determinação, coragem e franqueza que não ficam nada a dever à dra. Eliana Calmon, a denunciar ocorrências internas com a maior sem-cerimônia. Em sendo sinceras a boa-fé e as boas intenções do governo petista, uma vez que se nomearam três mulheres para o STF, não deveria  nomear mais dois ou três negros para contrabalancear com os demais “brancos de olhos azuis”, e o STF ficar mais parecido com a cara do Brasil, de maioria parda ou negra? Pois apenas um poderá soar muito estranho. É óbvio que não se espera que todos se assemelhem  no procedimento a  Joaquim Barbosa, Eliana Calmon ou Margareth Thatcher no trato da coisa pública. Salve, Joaquim Barbosa!

Sebastião C. Pereira jardins@oadministrador.com.br
São Paulo

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CÓDIGO FLORESTAL

A lucidez e o senso de brasilidade do ministro Aldo Rebelo ao dissertar sobre os interesses escusos por trás de manobras visando a desqualificar o Congresso Nacional na sua soberania em deliberar sobre o Código Florestal são dignos de registro (O MP e o Código Florestal, 9/4, A2). Não se pode, no Estado Democrático de Direito, admitir transformar o Legislativo federal em Poder inconsequente nem superestimar ONGs e dar poderes supremos ao Ministério Público para representá-las, em detrimento à legitimidade democrática.

Marcelo Funck Lo Sardo mflosardo@uol.com.br
Bragança Paulista

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CUMPRIMENTOS

Parabéns ao Aldo Rebelo, ministro polivalente, competente, aclamado, na floresta e no gramado.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br
Monte Santo de Minas (MG)

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CONSTITUCIONALIDADE

A manifestação do ministro Aldo Rebelo é esperada sempre que se inicia algum debate sobre o novo Código Florestal. O ministro, padrinho do então projeto de lei, a pretexto de tutelar os pequenos produtores rurais, se olvida de algumas regras constitucionais há muito estabelecidas. Ontem, neste jornal, o ministro tratou como acintoso o questionamento da constitucionalidade da lei perante o Supremo. Para ele, seria praticamente uma ousadia do Ministério Público afrontar o Congresso Nacional, “desqualificando-o”. Não paira dúvida a respeito da importância democrática do Legislativo. Mas gostaria de acreditar que, após duas décadas como deputado federal, seja do conhecimento do sr. Rebelo que, na democracia brasileira, nenhum Poder se sobrepõe aos demais. E justamente em razão dessa igualdade entre os Poderes é que o Judiciário pode aferir a constitucionalidade de uma lei. Já que comparou, em seu texto, o Brasil aos Estados Unidos, eu lhe relembro que foi justamente nesse país que surgiu o controle de constitucionalidade, consolidado ainda no início do século 19.

Renata França Cevidanes renata.cevidanes@gmail.com
São Paulo

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A DAMA DE FERRO

Margaret Thatcher foi assim apelidada, entre outros motivos, por enfrentar e vencer as máfias dos sindicatos ingleses que impediam a flexibilização do mercado de trabalho e engessavam o desenvolvimento do país. Coincidentemente estamos às vésperas da votação pelo Congresso Nacional da Medida Provisória 595, a MP dos Portos, que pretende flexibilizar a contratação dos trabalhadores portuários. Uma das mudanças previstas na medida seria a não obrigatoriedade dos terminais privados de contratar trabalhadores por meio do órgão gestor de mão de obra, o Ogmo, e permitir a contratação direta pelas empresas. Ou seja, a MP tenta, como Thatcher, reduzir o custo nas transações portuárias, dominadas no Brasil por sindicatos imexíveis e que há anos perde de goleada comparado com os custos portuários das demais nações emergentes. 

Victor Germano Pereira     victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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PULSO FORTE

A ex-premiê britânica Margaret Thatcher fez os sindicatos se curvarem diante dela. E no Brasil, haverá algum dia, em algum lugar, um brasileiro de pulso forte, para agir contra os que ficam ricos num passe de extorsão? Tenho dúvidas!

Edivelton Tadeu Mendes   etm_mblm@ig.com.br
São Paulo

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CARISMA E FORÇA

A mulher mais poderosa do século 20, Margareth Thatcher, salvou a Inglaterra do caos que tentou se instaurar por lá nos anos 70 e 80. Muitos países caíam no conto de socialistas, sindicatos que abarrotaram a Europa de dividas internas, mas ela, com seu carisma e sua força, não se deixou levar pelo populismo falso, que é uma praga em nosso continente e tentou entrar lá. Ao contrário desintoxicou a Inglaterra de gastos públicos, acabou até com a soberba de militares argentinos, que mesmo contra a vontade da população local, tentaram tomar na marra as Ilhas Malvinas. Enfim, só pegou “bucha” e livrou a Inglaterra de todas as mazelas internas e externas. Pena não termos uma Thatcher" aqui. E pena não sermos também uma monarquia, onde os políticos são obrigados a andar corretos, pois existe um poder maior que pode desfazer a qualquer momento as quadrilhas, muito comuns em sistemas presidencialistas republicanos.
 
Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@uol.com.br
São Paulo

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SORTE E DESTINO

Se o Brasil tivesse tido a ventura de uma Margaret Thatcher, Lula continuaria sendo apenas e tão somente um iletrado retirante pau-de-arara líder sindical à frente de comícios e greves de operários no ABC. Cada país tem os políticos, a sorte e o destino que merece!
 
J. S. Decol decoljs@globo.com
São Paulo

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PRIVATIZAÇÕES

Se é verdade que a recém-falecida Margaret Thatcher, uma rara liderança política nestes últimos 40 anos, deixa grandes legados, certamente não é menos verdade que ela também influenciou pelo sucesso de seu  programa de privatizações na Inglaterra, na década de 1980, os presidentes Collor, Itamar e FHC para que fizessem o mesmo na terra tupiniquim. Como assim, felizmente, ocorreu, mesmo tendo o PT contra, até na criação do Plano Real...  Sinal de que temos no Brasil, ainda, pessoas públicas inteligentes que reconhecem os bons legados e o que é melhor para a maioria da nossa sociedade!  Vá em paz, Margaret...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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RECONHECIMENTO

Margaret Thatcher foi um grande exemplo de seriedade, coerência e determinação. O mundo agradece.
 
Luciano Harary lharary@hotmail.com
São Paulo

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INVEJA?

Nossa “presidenta” Dilma Rousseff não fez nenhuma questão de emitir uma nota oficial lamentando a partida da inesquecível e brilhante ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. Seria o lógico, dado o tanto que se falou sobre a importância da “primeira mulher na Presidência do Brasil”, não é mesmo? Nessas horas, a elegância ordena que disputas ideológicas sejam deixadas de lado, é claro. Seria inveja? Afinal, há uma infinidade de diferenças na trajetória de ambas. Thatcher teve uma ativa vida pública desde a juventude; Dilma, por sua vez, não conseguiu sequer administrar uma lojinha de 1,99, que acabou fechando as portas. Ao contrário de Thatcher, que alcançou o poder pelos próprios méritos, a petista chegou aonde está muito em função de um padrinho político, que não cessou de lhe transmitir, ilegalmente, apoio durante as eleições. E seu governo? Merece alguma menção honrosa? Revolucionou alguma coisa, como fez a Dama de Ferro? Até aqui, qual a mudança efetiva na política ou na economia que Dilma tenha arquitetado para mudar o seu país para melhor? 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br
Pindamonhangaba

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DAMA DE ISOPOR

A Inglaterra teve sua Dama de Ferro e se beneficia até hoje de sua disposição de fazer o melhor para o futuro da nação, mesmo à custa de sua popularidade imediata. Infelizmente, no Brasil o que temos é uma dama de isopor que “faz o diabo”, mas é só para ganhar a próxima eleição.  Essa é a diferença entre uma estadista e uma populista. 

Milton Bonassi mbonassi@uol.com.br 
São Paulo

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OS DESAFETOS

Somente a esquerda não sentiu a perda de Margareth Thatcher. Quando a Inglaterra estava “quebrada”, com um PIB inferior ao da Itália devido à ação nefasta dos sindicatos ingleses, a Dama de Ferro pôs “ordem na casa”. Sustou as ações “destruidoras” do poder sindical, reduziu tremendamente os gastos do Estado e privatizou estatais altamente deficitárias. Com isso ganhou o ódio da esquerda gastadora e irresponsável. No cenário mundial foi uma ótima líder, que ajudou a derrubar a “cortina de ferro”, conforme a opinião de líderes da própria URSS, e deu lições a Reagan e outros líderes mundiais. Tivesse a Europa ouvido a primeira-ministra Inglesa no sentido da contenção do papel do Estado na sociedade (“a sociedade não existe”), não estaria agora enfrentando o atual débâcle da economia, sem dinheiro para pagar as imensas contas originárias de benefícios sociais, muitos dos quais desnecessários ou exagerados. Foi um bom exemplo de governo no sentido de recuperar a economia e o orgulho do país, o que incluiu a reação à provocação da Argentina relativa às Ilhas Falkland. Quer-me parecer que ao Brasil atual cairia bem uma Margareth Thatcher, melhor do que Dilma, cuja preocupação é maior com as eleições do que com o Estado. Essa é a grande diferença entre político e estadista.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br
São Paulo

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LÁ E CÁ

Na Inglaterra, a Dama de Ferro. No Brasil, a Cara de Pau.
 
Leão Machado Neto lneto@uol.com.br
São Paulo

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AJUDA ÀS EMPRESAS DE EIKE BATISTA
 
Meu bolso já doeu ao ver a foto (Estadão, B1) em que Eike Batista, mostra à presidente Dillma uma maravilhosa maquete do que será o “superporto do Açu”, em São João da Barra (RJ). Mais incrível ainda é a fisionomia de seriedade de Edison Lobão ministro de Minas e Energia, e de Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, entre outros, fingindo estar impressionados com a grandeza da obra. Tudo jogo de cena para fazer com que a presidente volte atrás de sua declaração, na semana passada, de que o governo federal não ajudaria as empresas de Eike Batista! O mercado financeiro já caiu fora depois que descobriram serem as empresas X ótimas em marketing e péssimas em execução. Agora bajulam a presidente para que abra novamente os cofres da República, distribuindo ao quebrado Eike o meu, o seu o nosso dinheiro. Mas o lobby dessas figuras em cima da presidente provavelmente estará garantido. Diante de qualquer inadimplência, podem transformar as empresas em estatais endividadas, aumentando esse monstro inoperante. Existe melhor alerta do que a desaprovação do próprio mercado às empresas X?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br
São Paulo

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PETROBRÁS E OGX

Presidente Dilma, aqueles da microeconomia que sustentam o País e que não têm a mínima atenção do Estado a senhora desconhece. Na hora de socorrer empresa do sr. Eike Batista, tão só diante de erros de avaliação do próprio, a  cambaleante Petrobrás se mobiliza em socorro, admitindo-se a pedido do ex-presidente Lula, lobista da empresa OGX. Lembre-se, sra. presidenta, nas lições de J. K. Galbraith, de que “o capitalismo, entre tantos méritos, tem a espantosa capacidade de punir aqueles que durante muito tempo mais regiamente recompensara”.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br 
São Paulo 

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COMPARAÇÕES

A situação das empresa do Grupo X, de Eike Batista, é exatamente igual à do Brasil do PT. Com uma única diferença: nas empresas X divulgam e relatam a sua realidade, enquanto no Brasil somos iludidos com números forjados, manipulados e maquiados. Basta ver a falência na saúde, na educação, na segurança e nos transportes. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br
São Paulo

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EMPRESAS VIRTUAIS

Gostaria de saber a razão de tanto espanto com a “desvalorização” das ações das “empresas” do sr. Eike Batista. Elas eram virtuais e, portanto, basta haver um pequeno apagão que deixarão de existir. Logo, otário de quem investiu dinheiro nelas.

Jose Roberto Marforio bobmarforio@gmail.com
São Paulo

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QUEM É EIKE BATISTA?
 
As ações da Petrobrás negociadas na Bolsa de Valores estão no fundo do poço, mas podem piorar. Elas podem ir para o fundo do pré-sal, caso a companhia resolva socorrer o “empresário” Eike Batista. Quem é Eike Batista? Para mim, não passa de um trambiqueiro que se uniu a outro trambiqueiro, o ex-presidente Lula, e juntos, com a ajuda do BNDES, conseguiram um monte de dinheiro e venderam um monte de ilusões, que agora estão se transformando em pesadelos para os idiotas que acreditaram neles e compraram ações do Grupo X e estão um abacaXi nas mãos. Como dizem os antigos, a verdade tarda, mas não falha e a fama de “empresário símbolo da prosperidade da economia brasileira” de Eike está ruindo como o seu megaprojeto Porto do Açu e junto com ele vai levar o Brasil. Será que o Lula poderia responder: Eike Batista é uma herança maldita de qual governo?
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br
Americana

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A CASA

Vinícius de Morais que me perdoe, mas sua belíssima música A Casa, com uma pequena modificação, é perfeita para descrever as realizações do sr. Eike Batista  no Brasil petista: 

Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero 
do BNDES, com nosso dinheiro
Na rua dos companheiros, número zero

Maria Carolina Mello mariacarolinamello@yahoo.com.br
São Paulo

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FESTA SECRETA

Um certo cidadão notabilizou-se pela forma vulgar como traiu sua esposa. Humilhou-a de forma vil. Aí resolveu comemorar seu (dela) 63.º aniversário. O jantar seria reservado, sigiloso. A ela foi dito que iriam à casa de um dos filhos. A aniversariante foi ao cabeleireiro e à esteticista. E ele a levou à festa sigilosa, que era para todo mundo saber e os jornais noticiarem.

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br 
Piracicaba

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O AMOR É LINDO!

Neste último fim de semana, o ex-presidente Lula ofereceu uma festa à ex-primeira-dama pela passagem de seu aniversário, demonstrando assim seu grande amor por ela. Que lindo! Em especial depois de tantos rumores contrários, em que a mídia noticiou suas noites “calientes” no Aerolula com outra senhora... Lembram-se? Dona Rose anda sumida das manchetes, assim como os demais integrantes da Operação Porto Seguro. O que houve? Mas como Lula é um político de moral ilibada e a favor de direitos iguais para todos, deve estar organizando, em surdina, é claro, uma festa de arromba para comemorar, também, e com a presença de ministros e ministras e de toda a mídia, o aniversário dele. Vamos aguardar.
 
Neiva Pitta Kadota npkadota@terra.com.br
São Paulo

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INFIDELIDADE

De tudo o que o Lula tem aprontado para o País, o menos grave é a sua infidelidade.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br
São Paulo

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RETRATO DA ESQUERDA DE OUTRORA

Muito sugestiva a reportagem deste jornal, na coluna Direto da Fonte, de Sonia Racy, que mostra fotos da turma do ex-presidente Lula em entrada para o jantar em comemoração ao aniversário da sra. Marisa Letícia. Interessante ver como os esquerdistas, ex-militantes da luta armada e socialistas, se portam quando têm poder e dinheiro à sua disposição: iguais aos burgueses por eles tão criticados. A “zelite”, como se refere Lula aos mais afortunados, são eles mesmos. As fotos são muito reveladoras e me vem à cabeça a expressão popular “como pinto no lixo” quando se fala de quem está se regalando com coisas que nunca teve. Os presentes devem ter sido nababescos, como mostra a foto de Guido Mantega, o muito eficiente conhecedor do mercado financeiro (?!) carregando uma sacola da famosa marca italiana Gucci. Nem ao menos escolheu uma marca brasileira, decerto acha que não há no Brasil nada à altura da aniversariante.
Todos muito alegres, claro que sem se preocupar com a inflação galopante que os brasileiros enfrentam nas feiras e nos supermercados, entrando num caríssimo restaurante dos Jardins, reduto da “zelite”, tudo pago por... Quem será que pagou a conta, que deve ter sido gigantesca?
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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ESCLARECIMENTO

Será que a Sonia Racy pode me informar por que a dona Rose não foi ao níver da
ex-primeira dama?

José Roberto Palma palmapai@ig.com.br
São Paulo

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