Fórum dos Leitores

Atualizado às 6h13.

O Estado de S.Paulo

24 Abril 2013 | 02h06

GOVERNO DILMA

Isenção de impostos da Fifa

Enquanto o povo brasileiro trabalha quase cinco meses por ano para pagar impostos, a Fifa recebe de presente do governo petista isenção tributária de R$ 1 bilhão. Fantástico!

PAULO DE TARSO ABRÃO
ptabrao@uol.com.br
São Paulo

*
Custo da Copa

A Copa do Mundo de Futebol de 2014 iria custar R$ 15 bilhões, mas vai custar R$ 30 bilhões. A renúncia fiscal seria de R$ 500 milhões e agora será de R$ 1 bilhão. O governo federal previa arrecadação de R$ 15 bilhões em impostos, a previsão atual é de R$ 10 bilhões. Um ótimo negócio para um país sem educação, sem saúde, sem segurança, sem infraestrutura, mas repleto de políticos safados...

ROGÉRIO TÓFOLI KEZERLE
rogeriokezerle@hotmail.com
São Paulo

*
Governar é ...

... escolher prioridades. Temos deficiência em portos, estradas, hidrovias, ferrovias, aeroportos, saúde, educação, segurança... Mas estamos investindo muito na construção de grande número de grandiosos estádios, todos no padrão Fifa. Quando a Copa acabar teremos gasto o dinheiro e estaremos com dívidas a pagar, a inflação crescendo... Que fazer? Continuamos esperando para ver? Cadê a oposição?

WILSON SCARPELLI
wiscar@estadao.com.br
Cotia

*
Ainda o 'Dilmês castiço'

Além de trocar pontos por vírgulas, em 2009, em plena reunião mundial sobre mudanças climáticas, a então ministra Dilma Rousseff leu um discurso afirmando que "o meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável". A favor da presidente pode-se dizer que os letrados não foram enganados ao elegê-la.

CARLOS E. LESSA BRANDÃO
celb@iname.com
São Paulo

*
MENSALÃO

Novo julgamento?!

Inacreditável a manchete do Estadão de ontem, em que se lê que o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá rever as condenações da Ação Penal 470. Os nobres ministros paralisaram todas as ações em julgamento, tirando da pauta inúmeros processos, como os da caderneta de poupança, para julgar o mensalão. Agora vêm com essa balela de novo julgamento?! Para que a Corte ande os ministros deveriam absolver os coitadinhos e aí estaria tudo resolvido, como querem os inocentes e, ao que parece, os próprios srs. ministros. E o STF voltaria ao normal...

ROBERTO BOTTINI
robertobottini@uol.com.br
Mogi das Cruzes

*
Pizza à vista

Estavam redondamente enganados os cidadãos que, como eu, levaram a sério o julgamento do mensalão e esperavam ver os malfeitores José Dirceu e José Genoino atrás das grades, ainda que por pouco tempo. Está quase pronta a grande pizza, prevista por amigos da velha guarda, que dizem que cadeia não foi feita para políticos.

FLÁVIO JOSÉ R. DE AGUIAR
flavio.daguiar@gmail.com
Resende (RJ)

*
O circo e os palhaços

O forno da pizzaria do STF já está aquecido e as pizzas já estão montadas pelos advogados de defesa, claro que ao custo de altíssimos honorários. No circo que é esta Nação, nós (o povo) somos os verdadeiros palhaços. E eu acreditei...

ARIOVALDO MARQUES
arimarques.sp@gmail.com
São Paulo

*
Piada de salão

Sem dúvida, com o andar da carruagem, parece que Delúbio Soares tinha razão quando disse que o caso do mensalão iria virar piada de salão.

IVAN J. SCHWARZENBERG
navinegro@hotmail.com
São Paulo

*
Embargos

O último suspiro dos réus do mensalão está instalado nos malfadados embargos de declaração e infringentes. Depois de uma trabalheira de quatro meses do maior julgamento da História do País, aparecem esses recursos para trazer suspense àqueles que desejam justiça. Parece que a espera do desfecho final do julgamento tortura o povo decente. O desejo de ver as algemas postas nos pulsos desses réus explode no coração da maioria da população. Uma possível alteração nas sentenças do Supremo será a verdadeira pena de morte para os cidadãos de bem, principalmente para os jovens. Será o fim da esperança do nascimento de um novo Brasil. 

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI
marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

*
A análise dos recursos 

Devemo-nos preparar para grandes surpresas, agora que o STF abriu o prazo para apelações que tentarão reverter as condenações dos réus do mensalão. A grande batalha será quando começar a análise dos embargos infringentes, a grande arma com que os advogados tentarão reverter critérios do julgamento. Um fato a estranhar é que foram omitidas 1.335 falas proferidas pelos ministros em plenário. Os defensores dos réus levam fé no voto do ministro Teori Zavascki, que pode ser decisivo para o empate da pugna judicial se não concordar com a condenação de alguns, o que beneficiaria José Dirceu. Está perigando a credibilidade do STF e, por isso, faz-se adequada a advertência do ministro Joaquim Barbosa: "O mundo está de olho no Brasil" e é imperioso que não vingue o nosso jeito de "não fazer as coisas fingindo que está fazendo".

WALTER GONÇALVES
wg@mls.com.br
Rio de Janeiro

*
EDUCAÇÃO

Greve de professores

Em relação à carta E os alunos?, da leitora sra. Renata Oliva (23/4), informamos que os professores estão em greve por melhores salários, sim, mas também por melhores condições de ensino, currículo adequado e contra a violência nas escolas, que, como o próprio Estadão já retratou em reportagens, chegou a níveis alarmantes. Professores não faltam excessivamente sem motivos e sem descontos. Eles sentem na própria pele e na saúde os efeitos do abandono da escola pública e, dependendo da categoria funcional em que estão enquadrados, não têm direito a afastamento nem mesmo quando estão doentes. Lamentamos profundamente que o equívoco de desqualificar quem educa ganhe adeptos. Afinal, um professor mal remunerado e vítima de violência é problema de toda a sociedade, e não apenas dele próprio.

MARIA IZABEL AZEVEDO NORONHA, presidenta da Apeoesp
ana.impr@apeoesp.org.br
São Paulo

*
MENSALÃO – NOVO JULGAMENTO

A notícia veiculada no “Estadão” ontem nos dá conta de que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve rever as condenações de alguns réus do mensalão, entre eles José Dirceu, José Genoino e Marcos Valério, além de Delúbio Soares e João Paulo Cunha. Nada mais vergonhoso para este país do que as penas serem eventualmente reduzidas ou até anuladas depois de tanto alarde a respeito, com ministros defendendo o indefensável e outros galgados às alturas por uma conduta que é mera obrigação. Não duvido de que tudo isso acabe em pizza e que nenhum deles seja preso. É por essas e outras que o cidadão honesto passa a ter vergonha de ser brasileiro.
  
Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br 
Salto

*
SEM PALAVRAS

Quando li sobre o provável novo julgamento do mensalão, não consegui encontrar palavras para expressar a minha (e creio a de todos os brasileiros) indignação.
 
Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com
Bauru

*
O TESTE DO STF

Sem querer ser pessimista, estou sentindo um cheiro de pizza no ar. Basta ver quem serão os beneficiados caso os embargos infringentes sejam aceitos, após a publicação do acórdão em que 12 mensaleiros foram condenados. O STF, que se mostrou em grande parte isento e imparcial, será posto à prova diante dos pedidos dos advogados de defesa dos mensaleiros, que, como sabemos, vão prorrogar os prazos o quanto puderem até prescreverem os crimes e as penas. É chegada a hora de o STF mostrar ao País que está a serviço da Justiça, e não de interesses próprios. A sociedade não merece sentir o gosto amargo de que neste país quem tem dinheiro não vai para a cadeia. A conferir. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

*
DESMORALIZAÇÃO

Estão querendo transformar o Supremo Tribunal em Supremo de Frango (ou de frangas?)!

Adriana drimfrrr70@gmail.com
São Paulo

*
A GRANDE DECEPÇÃO

Quando começou o julgamento da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal, verificava-se que a maioria das pessoas não acreditava que os “mensaleiros” receberiam condenações, dada sua importância no cenário político brasileiro. Grande e agradável foi a surpresa quando o tribunal os condenou, recolocando para a população a impressão de que havia justiça e de que o País não estava tão “perdido” como se supunha. Ledo engano. Agora, “novos juízes” nomeados por “parte interessada” poderão refazer o julgamento, colocando a seu modo a justiça mais branda sobre os condenados. O “jeitinho brasileiro”, uma das piores características de uma parte da sociedade e que demonstra falta de caráter, começa a atuar no principal tribunal do País mostrando que nossa justiça é, como diz o vulgo, aplicável apenas a PPPs (pobres, pretos e putas). Aqueles que ainda têm muito poder e dinheiro para uma excursão de jatinho fretado a R$ 150 mil a fim de obter apoio político são facilmente beneficiados por discutíveis normas judiciais, favorecendo-se e deixando ao povo brasileiro aquela amarga sensação de “bobo” e “otário”, o que geralmente provoca enorme efeito de frustração e descrença no País.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

*
REVOLTA E FÚRIA

A Nação, após haver acreditado que a justiça seria feita, culminando com a punição dos mentores do “mensalão”, caso veja-se frustrada com a reversão dessa expectativa, restará apenas aplicar a Lei de Lynch...

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br 
São Paulo

*
NOVO JULGAMENTO?

Só há uma definição possível para isso: ridículo.
 
Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

*
EMBARGOS INFRINGENTES

Vergonha eterna para este bando de profissionais desqualificados que vislumbram entrar com “embargos infringentes” para tentar livrar a cara de outro bando – do mensalão – constituído de ladrões e corruptos comprovados! Enquanto isso, nos EUA, o povo nos dá um exemplo de cidadania ao parar o país inteiro por um minuto no momento em que se completou uma semana do absurdo e lamentável atentado em Boston, mostrando que são realmente imbatíveis na determinação. Nunca chegaremos a este nível de cidadania com pilantras oficiais (e com OAB) totalmente soltos e à vontade para defender comprovados criminosos (que também estão à solta). Nunca! Tais profissionais são uma espécie de James Bond às avessas: parece até que eles têm “license to kill”.

Antonio Carlos de Souza Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com 
São Paulo 

*
DESESPERANÇA

Confesso que eu nutria, e ainda nutro, pouca esperança de ver os bandidos atrás das grades. Lembro-me de ter lido há meses que um ex-ministro do STF teria afirmado que “haverá uma frustração geral da população que pensa ver os condenados na cadeia”. José Dirceu já voa pelo Brasil afora, gastando “apenas” R$ 150 mil em locações de jatinho. Não adianta, este é um país onde só os “babacas honestos” pagam penas. Os Dirceus, Valdemares, os Malufs, os Lalaus, os Renans, os Sarneys, os Barbalhos, os Cabral, etc. que habitam os Três Poderes de todo o Brasil deitam, rolam e afirmam sem pudor se lixarem para a opinião pública. Se isso é democracia, que é o melhor dos sistemas, torço para aparecer um outro qualquer, seja qual for.

JP jp@lepper.eco.br
São Paulo

*
PAU QUE DÁ EM CHICO...

...deveria dar em Francisco. Como podem falar em fim da impunidade no Brasil se os réus do mensalão, já condenados pelo STF, andam soltos por aí e com a real possibilidade de haver novo julgamento, prevista na lei (aquela que protege poderosos e prende ladrões de galinha), serem inocentados, tripudiando sobre nós e, agora, parece que até sobre o “todo-poderoso Supremo”. A sociedade, pelo menos a que ainda se interessa pela Justiça na plena acepção da palavra, espera muito mais de Joaquim Barbosa e seus pares do que acórdãos, embargos e outras peças processuais. De nada adiantam holofotes, enormes e ilustrativos debates – transmitidos ao vivo para todo o País – e pseudodosimetrias se quem desviou bilhões de reais da saúde, da educação, da segurança pública, dos transportes e da previdência continuar livre, leve e solto rindo da nossa cara.
 
João Direnna joao_direnna@hotmail.com 
Quissamã (RJ)

*
PIADA DE SALÃO

Revisão de penas do mensalão: trouxas os que um dia acreditaram em justiça no Brasil. Dirceu, Genoino, João Paulo e Delúbio gargalham da piada de salão, bem na nossa cara.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

*
PIOR DO QUE ESTÁ...

Pior do que está pode ficar, sim, já vaticinou com acerto o Tiririca. Nem ele aguentou permanecer deputado, debandou enojado. Pior do que está será ver os condenados do mensalão terem um novo julgamento, como se o que já houve não resultasse  numa decisão tomada pelo maior tribunal de justiça deste país, e que veio ao encontro do anseio do povo. Pior do que está ficará se o povo acomodado não se mobilizar fortemente contra a violência e a impunidade que a segue, criando verdadeiro clamor popular para que consigamos que sejam aprovadas leis mais justas com as vítimas do que com os ordinários bandidos. Mas pior mesmo será conferir que, com o apoio dos banqueiros e grandes empresários, Dilma tem tudo para se reeleger novamente.  E daí, o caos que aí está instalado não se manterá não, ele será elevado à décima potência e chegaremos a ter saudades do hoje...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

*
O POVO E A SUPREMA CORTE
 
O povo não entende de processo penal ou civil. Entende de culpabilidade ou não, e de condenação e cadeia ou não. Por quatro votos favoráveis, ocorrerá votação nos casos em que os recursos foram admitidos. E então as penas poderão ser reduzidas ou alteradas, inclusive nos casos de José Dirceu e José Genoíno. O caso já virou sintomático, porque muitos brasileiros já falam em pizza, o que não é bom para a nossa Suprema Corte. Entretanto, também nunca é boa a precipitação de julgamentos, especialmente em casos graves como os do mensalão. Assim, na verdade, é bom esperar o resultado, mas lembrando sempre que os brasileiros não tolerarão mais essa pizza!

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

*
TRIBUNAL FALHO
 
Então o Zé Dirceu vai pegar uma pena menor e nem irá em cana, porque vai recorrer de sua condenação apontando erros no processo? Era só o que faltava, como dar exemplo de punição, se até o maior órgão de justiça do País é incapaz de montar um processo isento de falhas? Aí a turma deita e rola mesmo! Cabe ao STF provar que não e pôr o Zé Dirceu na cadeia. 
 
Laércio Zannini  arsene@uol.com.br 
São Paulo 

*
DE OUTRO MUNDO

As manchetes do “Estadão” de ontem (23/4/2013) evidenciam diferenças incontestes de tratamentos de delitos graves em dois países: “Suspeito de atentado terrorista em Boston pode ser condenado à morte” e “Condenados do mensalão podem ter novo julgamento”. Estes são os tratamentos jurídicos aos crimes contra a sociedade de um país de Primeiro Mundo e de um país de outro mundo.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 

*
R$ 153 MILHÕES

Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), o esquema do mensalão movimentou entre 2002 e 2005 pelo menos R$ 153 milhões – em sua grande maioria de origem pública –, que foram desviados para as empresas de Marcos Valério e, depois, transferidos ao PT. Num país como o Brasil, onde há tanta gente sem casa e sem pão, R$ 153 milhões que foram garfados da União resolveriam o problema de muitos que passam fome! E, o que é pior, pelo visto, a maioria dos envolvidos no mensalão, quando condenados, provavelmente ficará presa em regime semiaberto, onde passará o período noturno na prisão e o período diurno leves e soltos para fazerem o que bem entenderem, inclusive criar um novo mensalão, talvez um trimestrão.
 
Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

*
SURREAL

O que é mais absurdo: o “mea culpa” de R$ 18 bilhões do sr. Luciano Coutinho, do BNDES, ou os “Embargos Infringentes” dos advogados regiamente remunerados com recursos não contabilizados?

Ricardo Martins rctmartins@gmail.com 
São Paulo 

*
SÓ ARGUMENTOS

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que o banco decide abandonar a política de criação de empresas “campeãs nacionais”, por ser uma agenda que foi concluída. Não seria porque abriram demasiadamente os cofres e o dinheiro acabou?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

*
QUERIDINHAS DO BNDES

Protegendo “campeãs nacionais” escolhidas a dedo, Luciano Coutinho, travestido de “keynesiano”, não está praticando política econômica de Estado intervencionista, mas, sim, preconceito empresarial que me parece inconstitucional.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

*
O GRUPO X

O PT não poupou críticas às privatizações do governo FHC, que, contudo, foram feitas às claras e os resultados podem ser avaliados agora, decorrida uma década. Já a entrega da exploração e comercialização de nosso petróleo ao Grupo X, de Eike Batista, permitindo-se a criação do Grupo X, um gigante econômico, a curto prazo, fato milagroso que não tem explicações sob a lógica do capitalismo, por meio de generosos empréstimos do BNDES, hoje faz água e compromete recursos econômicos do povo brasileiro. A joia da coroa do grupo, OGX, está transferindo 40% de seu capital para a empresa russa Lukoil. E 40% do campo petrolífero Tubarão Martelo será repassado a uma empresa da Malásia, por US$ 1 milhão, para que Eike não tenha de dispor do próprio bolso essa importância na capitalização do grupo. Em síntese, recursos públicos serviram a uma privatização disfarçada e, agora, a uma desnacionalização dos ativos gerados por recursos do povo brasileiro. Um crime contra o patrimônio nacional, que o governo deixa no limbo do desconhecimento público, não permitindo acesso pleno a esses e outros fatos, com o emprego de todas as suas forças. 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

*
NEM UM REAL

Em meio ao derretimento do valor das ações do grupo EBX (em baixa?!) na Bolsa, o BNDES emprestará mais R$ 1 bilhão a Eike Batista. Você emprestaria R$ 1,00 a ele?
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

*
TAMBÉM QUERO

Tenho muita pena do bilionário Eike Batista. Eu sei bem o que é ficar inadimplente. Sou aposentado e todas as minhas contas estão em atraso. Também estou pensando seriamente em dar um pulo a Brasília para ver se consigo uma “ajudinha” da Dona Dilma.
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

*
O SALVAMENTO DO GRUPO DE EIKE

Finalmente se sabe que o tal homem mais rico do Brasil não é tão rico assim. Na verdade, está mais duro que muito empresariozinho por aí. Para quem entende um mínimo de finanças de empresas, nota-se claramente que ele praticamente não colocou dinheiro próprio nas empresas do grupo X. Enganou investidores nacionais e internacionais com lançamento de ações cujo valor enfeitava prometendo rentabilidade excepcional. Tudo falso. Muita gente perdeu muito dinheiro, mas ele não. Não colocou quase nada. Agora, busca ajuda do governo, ou seja, do dinheiro do povo. Espera-se que não consiga. E envolver a Petrobrás nisso é loucura. A conferir.
 
Paulo Magalhães magalha1960@bol.com.br 
São Paulo

*
QUANDO A AJUDA É DEMAIS...

Por que salvar um empresário ganancioso, mas incompetente, como Eike Batista e deixar quebrar, sem qualquer assistência, milhares de pequenos negócios que empregam milhares de brasileiros? Seria por que os petralhas estão envolvidos até o pescoço nas negociatas? Com a palavra, dona Dilmandona.

Renato Pires repires@terra.com.br 
Ribeirão Preto

*
FANFARRONICE

Eike Batista, quando inaugurou um salão de beleza, disse que os paulistas sentiriam inveja do seu empreendimento. Não, não, esse sentimento não é parte do nosso dia a dia, não temos tempo para asneiras. Agora, caso a Dilma socorra a sua empresa, será com o nosso dinheiro. Não se acanhe, vamos entender que a sua fala não passou de uma fanfarronice. São Paulo sempre estará pronto para estender um de seus 27 braços a quem quer que seja. E lembre-se, quando falar de São Paulo, é para compará-la a Paris, Nova York, Tóquio e mais meia dúzia de capitais no mundo.
  
Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br 
São Paulo

*
SIMPLES ASSIM?

Quer dizer que, para a minha empresa não falir, basta comprar o terno que o Lula usou na posse e levá-lo para passear de jatinho, em visita à minha obra, que o BNDES me salva com míseros R$ 1 bilhão, que sairão do bolso do povo?!
 
José Gilberto Silvestrini jsilvestrini@hotmail.com 
Pirassununga

*
EMBRAPA E PETRÓLEO

O artigo “Embrapa, passado e futuro”, de Maurício Lopes e Eliseu Alves, dialoga muito bem com o “A nova geopolítica do petróleo”, de Rubens Barbosa (23/4, A2). A Embrapa tem rompido a esfera exclusiva alimentar e ao dar bases tecnológica para todo o agronegócio brasileiro, traz consigo o investimento nos biocombustíveis. Esses novos componentes da matriz energética podem ter um papel importante no redimensionamento do equilíbrio petrolífero no mundo, discutido no artigo do representante da Fiesp. O Brasil tem o privilégio de alta produção de petróleo com uma matriz energética verde, com marketing pouco explorado: não há veículo na Brasil que rode somente com derivados de petróleo. Que o diálogo dos dois artigos se reflita na política energética nacional. 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 
Lorena

*
‘EMBRAPA, PASSADO E FUTURO’

Parabéns pelo  artigo de Mauricio Lopes e Eliseu Alves, “Embrapa, passado e futuro”. O assunto sempre foi de meu interesse profissional. Minha tese de mestrado pela Esalq/USP foi um dos primeiros trabalhos no Brasil abordando a questão da economia da pesquisa. Foi graças ao agronegócio (e suas pesquisas) que o Brasil pagou toda sua dívida externa, o que muitas  vezes não é reconhecido pelos pesquisadores científicos de outra áreas do conhecimento. É uma pena! Parabéns aos autores do artigo e também ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

Luiz Moricochi moricochi@gmail.com
São Paulo

*
LULA NO NYT

No dia 22/4, o ex-presidente Luiz  Inácio Lula da Silva assinou contrato com o jornal “The New York Times” para escrever uma coluna mensal sobre política, economia internacional e combate à fome e miséria no mundo, conforme divulgado pelo Instituto Lula. Essa não deve ser publicada em veículos brasileiros, conforme exigência do próprio Lula. Por que será? Será que suas ideias para o resto do mundo serão muito diferentes das apresentadas em seus palanques e comícios durante suas campanhas e seus dois mandatos na Presidência?  Pelo jeito, as demais nações desta Terra vão, finalmente, ter acesso a uma sabedoria “nunca antes vista neste mundo” (sic).  Vamos aguardar!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br
São Paulo

*
O QUE VEM POR AÍ

Pelo que podemos constatar a qualidade de um jornal em função das diversas colunas, reportagens, entrevistas, enfim, todo o arcabouço no qual está estruturado? Ainda não entendemos por que o “The New York Times”, através de seu diretor-geral de notícias, Michael Greenspon, acaba de assinar com o ex-presidente Lula um contrato para que este escreva uma coluna mensal sobre política e economia. Eles talvez não saibam, mas nós sabemos que Lula não reúne qualidades para tal tarefa e é óbvio que alguém do PT se encarregará de escrever os textos em seu nome. Ora, já num artigo publicado ele diz que Chávez deixou “um grande legado” para a América do Sul. Qual seria esse legado? A ditadura chavista que fraudou as eleições, colocando Maduro no poder, quando o verdadeiro vencedor foi Caprilles? Ditadura essa aplaudida e apoiada por toda a petralhada? Ou Lula – ou quem o está escorando – está escrevendo em “dilmês castiço”? Ele nem precisava proibir que “seus” textos fossem publicados nos jornais brasileiros. Se esse artigo foi o aperitivo, já imaginamos o que deve vir por aí!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

*
DEU NO NYT

Parabéns ao ex-presidente Lula pela coluna mensal que passará a ter num dos jornais mais influentes do mundo. Quem sabe agora, já que não autorizou a divulgação da mesma pela imprensa brasileira, possa esclarecer alguns fatos como o relacionamento político com a senhora Rose, o tal do caixa dois que disse que era normal, o contrato da OAS com a Costa Rica que acaba de ser denunciado e, principalmente, o porquê de nada saber e quem o tem traído tanto? 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

*
FUSÃO KROTON-ANHANGUERA

A rede de ensino privado Kroton Educacional e a Anhanguera Educacional anunciaram fusão entre as operações das duas empresas, criando uma gigante mundial do setor. A operação envolvendo ações está avaliada em cerca de R$ 5 bilhões. Espero que, com essa e outras mudanças no setor, os tais gênios que se julgam comecem a pôr as manguinhas para dentro. Toda fusão na educação é bem-vinda para acabar com monopólios e amigos petistas.
 
Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

*
EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

Cumprimentos ao novo grupo educacional, que nasce com receita de R$ 4,3 bilhões. Seria de grande valia e importância se, em seus planos, houvesse, também, uma reserva bilionária para um projeto educacional eficiente e eficaz, que desse aos seus alunos e professores o que, infelizmente, nossos governantes não estão conseguindo: educação de qualidade, com docentes bem preparados e com remuneração decente.

Carlos Rolim Affonso profrolim@globo.com 
São Paulo

*
EMPRESAS DE EDUCAÇÃO EM NÚMEROS

A fusão das operações dos grupos Kroton e Anhanguera conduzirá à maior empresa de exploração de “educação” do mundo, avaliada em cerca de R$ 12 bilhões, presente em 835 municípios brasileiros e atinge 1 milhão de (clientes) alunos que vão gerar receita bruta de mais de R$ 4 bilhões e lucro de meio bilhão. Alguma coisa contra? Não. Mas, da mesma forma como as administradoras de planos de saúde são empresas eminentemente comerciais, aqui, também, dá-se o mesmo, e explica 89,7% de reprovação do Exame de Ordem Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo, ou frases como a que uma professora contratada para corrigir prova do Exame Nacional dos Estudantes (Enade) “vazou” ao jornal “O Globo”: “As escolas tem que orienta e ajuda estas crianças que são violentas e pratica o bule por enquanto são crianças por que só assim elas terão chacer de melhora e ser uma pessoa melhor e mais calma”. Alguma coisa contra? Sim. Há “imprecisão vocabular, fragmentação de sentido, erro de ortografia e de estrutura frasal” que deságua em avaliações como a citada da OAB. E alguém acha que um conglomerado gigante, o maior do mundo, vai se preocupar com o conteúdo pedagógico dos seus “clientes”? Claro que não! Pagou, passou. Pena! Pena do Brasil.

José Reginaldo Matias de Souza ali.matias@ig.com.br
Jundiaí 

*
GIGANTE GLOBAL DE ENSINO

O maior grupo de educação do mundo é brasileiro. É a nossa triste realidade: o  negócio do ensino particular no País é muito bom para ganhar dinheiro, mas como o ensino público é muito ruim para ensinar... 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

*
ESTADO SEM SERVENTIA

Com a fusão do Grupo Kroton e Anhanguera, de educação, morre também qualquer possibilidade de recuperação ou melhora da escola pública. O mesmo aconteceu com a saúde e a segurança, tudo está nas mãos de empresas privadas. Agora, a pergunta que não quer calar: se o Estado não nos dá educação, saúde nem  segurança, para que mesmo ele serve? Será que algum dia o Brasil vai parar de brincar de democracia e assumir seus deveres constitucionais, que são educação, saúde e segurança?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

*
AS TRAPALHADAS DO MEC

Qualquer semelhança entre a equipe do Ministério da Educação (MEC) e a Turma do Didi (Os Trapalhões) é mera coincidência. Institutos técnicos federais ficaram sem aulas por falta de professores. Depois, em mais uma patacoada, mete o bedelho no ensino jurídico e obriga os estagiários a trabalharem em órgãos estatais. Para Dilma, não haverá mais exigência dos títulos de mestre e doutor para os novos docentes das universidades federais. Agora, quem tiver um diploma de graduação pode disputar vagas abertas nas instituições federais de ensino superior. Quando mais se exige maior eficiência do ensino em todos os níveis, o Ministério da Educação faz mais uma lambança, tendo, como em todos os seus pares, um único objetivo, que é levar a gerentona ao topo do pódio da competição pela medalha de ouro do pleito de 2014, pela Presidência da República.    
 
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

*
CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS MAQUIADO

Denúncia feita pela “Folha” (23/4) sobre o Programa Ciências Sem Fronteira, do Ministério da Educação, mostra maquiagem com nome de alunos que nunca fizeram parte do programa, mas constam da lista. Maquiar já é uma pouca vergonha, dando ao programa uma dimensão que jamais existiu, mas o negócio será saber se o “pagamento” referente a essas bolsas têm saído dos cofres do ministério, cuja verba é bilionária. Todos nós sabemos que Aloizio Mercadante é uma pessoa suspeita para gerenciar qualquer ministério, já que jogar sujo, como no caso do falso dossiê contra José Serra, é questão de caráter e ele fará qualquer coisa para continuar no poder, seja como governador de São Paulo, seja como ministro da Casa Civil, como comentam. Se eu fosse do Tribunal de Contas da União (TCU), investigaria todos os passos do ministro! Uma vez mentiroso, sempre mentiroso!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

*
ESTUDANTES NO EXTERIOR

Maquiagem caracteriza o governo Dilma.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

*
A DOR DO POVO ARMÊNIO

Dia 24 de abril, consagrado internacionalmente como o dia de luto para o povo armênio e todos os seus descendentes, rememoramos com muito desgosto, o 98.º aniversário do primeiro genocídio do mundo (24 de abril de 1915). Durante a Primeira Guerra Mundial, mais de um milhão e meio de armênios foram cruelmente eliminados pelo governo turco-otomano, por motivos políticos e religiosos. “A oportunidade apresentou-se para extinguir do solo turco uma raça cristã”, assinalou Churchill. Há inúmeros relatos históricos e provas documentais, mas o comando turco insiste em não assumir seus erros e reconhecer o genocídio. Há, também, alegações equivocadas como a do embaixador turco no Brasil, Ersin Erçin, quando descreve o império otomano enfrentando ações subversivas internas de facções armênias que se aliaram aos russos, naquele trágico 1915. No Brasil, mais de 100 mil armênios e seus descendentes aguardam o reconhecimento do genocídio pelo governo brasileiro, como já o fizeram diversas nações (Alemanha, França, Rússia, Itália, Suécia, Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela) demonstrando, assim, maturidade e fraternidade, dando-nos apoio e subsídio para alcançar a merecida justiça!

Krikor Boyaciyan krikor@cremesp.org.br
São Paulo

Mais conteúdo sobre:
Fórum dos Leitores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.