Fórum dos Leitores

ÓDIO À CLASSE MÉDIA

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 5h59

16 Maio 2013 | 02h07

Marilena Chaui

A declaração da filósofa e professora da USP Marilena Chaui no debate sobre os dez anos do governo do PT é, no mínimo, curiosa. "Odeio a classe média. É um atraso de vida, a estupidez, o que tem de mais reacionário, conservador arrogante e terrorista", afirmou, do alto de sua sapiência (15/5, C2). Ficam, então, as dúvidas: 1) Quer dizer que a ilustre professora odeia todos os seus colegas professores e também a maioria dos alunos não só da USP, mas de todas as escolas, uma vez que a maioria deles pertence à classe média? Ou os professores da USP poderiam ser classificados como "uma classe média especial"? 2) Qual a carga de ódio que essa senhora carrega para odiar mais de metade da população brasileira? 3) É com esse espírito que ela dá suas aulas, transmitindo ódio e ressentimento? 4) E quanto aos milhares de petistas que ascenderam à classe média - incluindo o ex-presidente Lula, que no momento do debate ainda brincou dizendo ter lutado para chegar lá, ou seja, para ser incluído nessa classificação -, muitos se aproveitando da farta distribuição de cargos, também são odiados pela mestra? 5) Será que uma parcela desse ódio sobra para a "elite" que o PT sempre criticou antes de chegar ao poder e hoje vive à custa de generosos empréstimos do BNDES, dos quais sempre sobra uma fatia para as doações de campanha, ou essa elite estaria acima do bem e do mal? 6) Será que a professora quis dizer que mais de metade dos brasileiros são estúpidos, reacionários, arrogantes e terroristas? 7) Poderia a nobre professora descer de seu altar e apontar algum integrante da classe média que tenha praticado ato de terror em tempos recentes? 8) Por último, será que esse ódio todo é dirigido contra pessoas que desejam apenas trabalhar, estudar, realizar suas aspirações e ver um País melhor, sem corrupção, sem mensalões, sem populismo oportunista e sem que o Estado seja posto a serviço de um grupo que tenta perpetuar-se no poder?   

CARLOS TAQUARI
taquari1@hotmail.com
São Paulo

A vilã

As aberrações praticadas, ditas e escritas por parte dos donos do Brasil e seus cumpanheros não têm limites! O trabalho que fazem para demolir estruturas, acabar com a lógica, mudar normas internacionalmente reconhecidas e respeitadas é incansável. Simplesmente apavorante o comentário da "notável" professora da USP Marilena Chaui, para quem a classe média "é um atraso de vida, uma estupidez". Ora, estupidez é não perceber o que a classe média representa na economia de um país! E maior estupidez ainda é a nossa classe média, massacrada, execrada e sofrida, não reagir contra um sistema que abertamente reza pela cartilha do comunismo.

ANITA M. S. DRIEMEIER
lindyta9@gmail.com
Campo Grande

Quem é o quê

A professora Marilena Chaui diz odiar a classe média, mas oculta que é essa classe que sustenta a ela e ao seu governo, esse, sim, "reacionário, conservador, arrogante e terrorista", abocanhando cinco meses do suado salário anual dos trabalhadores do Brasil, sem permitir escapatória.

SUELY JUNG
sjungborges@hotmail.com
São Paulo

Alternativas

Diante da declaração de ódio à classe média, resta uma pergunta: a que classe pertence a sra. Marilena Chaui? Se ela não for da classe média, restam duas alternativa: classe A ou sem classe.

CLAUDIO JUCHEM
cjuchem@gmail.com
São Paulo

BELO MONTE 

Norte Energia contesta

Com relação à matéria Orçado em R$ 16 bilhões, custo de Belo Monte já supera os R$ 30 bilhões (12/5, B1) e ao editorial Belo Monte, atrasada e cara (14/5, A3), a Norte Energia esclarece que, ao contrário do que foi publicado, o custo total corrigido pelo IPCA de Belo Monte é de R$ 28,9 bilhões (confirmado por todas as fontes oficiais e disponível no site oficial da Norte Energia), e não superior a R$ 30 bilhões, o que daria R$ 1,1 bilhão excedente. Os valores (R$ 16 bilhões e R$ 19 bilhões) citados como referência na matéria nunca foram do consórcio vencedor do leilão de Belo Monte. O valor dos contratos de venda de energia também sofre o impacto da correção monetária, ou seja, tais contratos contêm cláusulas de reajuste de preços pelo IPCA. Portanto, o impacto da correção monetária é nulo para o retorno esperado do acionista. O cronograma das obras está mantido, com a previsão de início da operação da primeira turbina, no Sítio Pimental, em fevereiro de 2015. Em janeiro de 2019 todas as turbinas estarão em plena operação. Assim, afirmar que a obra está atrasada demonstra total descaso com o planejamento técnico da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Destacamos que as recentes paralisações não impactam a geração de receita do projeto e que o número de R$ 4 bilhões, apresentado sem nenhuma justificativa, é fantasioso. As alterações positivas do projeto Belo Monte, tais como reduções de volumes de escavação e de concreto, bem como a aplicação de materiais mais econômicos no processo construtivo, compensam largamente qualquer eventualidade que possa afetar o andamento da obra. Sobre as condicionantes socioambientais, já foi investido cerca de R$ 1 bilhão por meio do Projeto Básico Ambiental, do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu e do Plano Emergencial. São investimentos na área socioambiental que envolvem atividades como apoio à saúde, educação, qualificação profissional, geração de emprego e renda, saneamento básico, segurança, meio físico e biótico, aquisição e projetos para reassentamento urbano e Sistema de Transposição de Embarcações, entre outras. A Norte Energia é composta por empresas privadas e estatais do setor elétrico, fundos de pensão e de investimento e empresas autoprodutoras. A rentabilidade do projeto está garantida. A suposta queda da rentabilidade apontada pela matéria não faz sentido, nem se considerados os próprios números apresentados no texto. Sendo assim, não existem valores imputados a nenhum atraso. É claro na matéria que houve desequilíbrio de informações e uso de números sem nenhum fundamento ou justificativa, acarretando sérios prejuízos e repercussões negativas para as empresas acionistas, que têm capital na Bolsa de Valores.

GREICY PESSOA, Assessoria de Imprensa da Norte Energia S.A.
Brasília

N. da R. - As informações fornecidas pela Norte Energia foram incluídas na reportagem. Em relação aos valores de R$ 16 bilhões e R$ 19 bilhões, em nenhum momento a reportagem os atribuiu à Norte Energia. Esses foram valores anunciados, respectivamente, pela Empresa de Planejamento Energético na época de divulgação do projeto e pela Chesf, após o leilão. Em relação à data de entrada em operação da primeira turbina, a informação consta na página da Norte Energia na internet. Sobre os programas sociais e ambientais, os dados são do Ibama.

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MP DOS PORTOS
 
Durante as sessões para aprovação da Medida Provisória (MP) dos Portos, os senhores deputados federais protagonizaram o que há de mais cômico e trágico para um o Poder Legislativo federal. Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Anthony Garotinho (PR-RJ) deram o tom do trágico, enquanto o deputado Toninho Pinheiro (PP-MG) dava o tom cômico. A MP dos Portos mostrou que a tão decantada supremacia do governo na Câmara não é o que parece ser. A base aliada só entendeu que a MP é de vital importância para o País depois que o clube da Luluzinha acenou com R$ 1 bilhão para satisfazer às emendas parlamentares. Perguntas que não devem calar: Por que está tão difícil aprovar a MP? Por que a aliança da presidente não deu quórum? Foram sessões para não chamar de legislativas. Teve de tudo: obstrução, acusações, trocas de ofensas, invasão da tribuna e, após 18 horas de Babel, nada de aprovação definitiva. Parodiando o príncipe Hamlet, de Shakespeare: “Há algo de podre no reino da ‘Dilmamarca’”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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TRIBUNA OU PALANQUE?

A modernização dos portos e aeroportos é fundamental para o desenvolvimento do país e neste sentido a Câmara dos Deputados parece que procurou se redimir da sua baixa credibilidade junto à população brasileira, mas com ressalvas. Aqueles bate-bocas entre deputados de visões diferentes do problema são uma vergonha nacional. Parlamentares realmente preparados e que têm autodomínio se impõem pelo conteúdo das suas ideias e pelo respeito ao próximo. E não pelo tom de voz exageradamente elevado – com sistemas de som tão eficientes – e pelo descalabro das suas palavras. Afinal, está na hora de fazer distinção clara entre a tribuna da Câmara dos Deputados e os palanques eleitorais arranjados para o show circense de candidato em época eleitoral. 

Marisa Stucchi marisastucchi@hotmail.com 
Ribeirão Preto

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A QUEM INTERESSA DESTRUIR O PORTO PÚBLICO

No momento, diante da celebração dos cem anos de construção do porto de Salvador, assistimos no Brasil a uma grande discussão a respeito da mudança do marco regulatório dos portos brasileiros. É um assunto que merece toda essa atenção, tendo em vista a grande importância da navegação para a economia brasileira, considerando a localização geográfica de nosso país ante as grandes economias mundiais e a extensa costa que possuímos, que facilitará em muito a interconexão entre os diversos pontos do Brasil e da América Latina. Não é sem razão o grande interesse despertado nos meios empresariais. Por essas razões todos ficam muito preocupados com o festival de erros cometidos pelo governo federal ao encaminhar o assunto, apesar de o objetivo solene de incentivar a concorrência e a melhoria da eficiência. Em primeiro lugar, o assunto deveria ser discutido através de projeto de lei, nunca através de medida provisória. Assim a discussão seria clara, transparente e evitar-se-iam as precipitações e as disputas nos gabinetes, proporcionando o show do milhão. Em segundo lugar, tem-se de respeitar os contratos em vigor, assinados quando, na década de 90, o Estado convocou os empresários a investir na atividade através de licitações e compromissos contratuais de até 50 anos de duração. Romper contratos não é apenas rasgá-los, mas fazer o que estão tentando fazer agora, ou seja, mudar as regras do jogo em plena partida, sem concordância das partes interessadas. Toda a nação brasileira aplaudiu e o mundo todo reconhece o valor do ex-presidente Lula quando fez valer suas ideias sociais, cumprindo todos os contratos assinados por opositores anteriores, inclusive com o FMI, símbolo máximo de agressão da maioria de seus partidários. No caso dos portos, o governo federal propõe atrair novos investimentos com novas regras que impactam sobremaneira a competição e prejudicam aqueles que atenderam o chamado para investir na atividade a partir de 1993. Assim é que, naquela época, os vencedores das licitações tiveram de pagar outorga para serem declarados vencedores. Pela proposta atual do governo, os vencedores seriam escolhidos pelo menor preço cobrado pelos serviços e pelo critério de oferecer maior eficiência. Ou seja, nada de pagamento à vista pelo direito de prestar serviços profissionais, trocado por critérios de avaliação de preços e eficiência, profundamente subjetivos e inexatos em face do grande número de serviços portuários que podem ser feitos. Os atuais operadores são obrigados a contratar mão de obra avulsa perante os sindicatos, com custo maior e menos treinada, tendo em vista seu caráter temporário e prestação de serviços a diversas empresas com critérios diferentes de avaliação e investimento em produtividade. Pela atual proposta do governo, essa amarração aumenta o custo dos terminais do porto público, porque as lideranças sindicais se aproveitaram do baixo nível das discussões para conquistar mais benefícios. Terceiro, os contratos de terminais públicos preveem reverter para a autoridade portuária todos os investimentos realizados em super estrutura pelos arrendatários, com recursos próprios, ao final do contrato. No caso da proposta atual do governo federal, os novos operadores ditos privados não terão essa obrigatoriedade. Por último, o enorme e invencível burocracia do governo, que, para fazer um muro em área arrendada, é obrigatório correr os gabinetes das autoridades portuárias locais e órgãos federais em Brasilia, sem nenhuma perspectiva ou compromisso de prazo para resposta. A Operação Porto Seguro, deflagrada pela Polícia Federal, que o diga. A burocracia é excessiva, objetivando vender facilidades. Por que o governo federal não aproveitou essa operação policial para tomar providências a fim de facilitar a tramitação e definição das propostas de investimentos nos portos públicos que estão em seus gabinetes? Se for melhor para o País a privatização total dos serviços portuários, vamos discutir exaustivamente o assunto, porém de maneira transparente, sem pegadinhas, com respeito aos que atenderam a um convite no passado, atraindo bilhões de recursos estrangeiros. Vamos oferecer as mesmas condições e regras do jogo para todos os concorrentes, sem querer beneficiar os chamados “campeões nacionais”. Eu, pessoalmente, penso como a ministra Ideli Salvatti pensava em 2008, conforme notícias de anteontem dos jornais, que porto e navegação marítima são indispensáveis para a soberania nacional, dadas a localização geográfica do Brasil e sua extensa costa. É estratégico, como são o dinheiro e o petróleo, conforme, com muita inteligência, o presidente Lula, nesses casos, assumiu entender a diferença entre defender a Nação do instinto animal abusivo dos empresários nos produtos estratégicos e o respeito ao empreendedorismo privado no País. O Brasil hoje faz parte da economia globalizada, não pode continuar com práticas colonialistas como a que só é bom para os vencedores quando os perdedores são prejudicados ou o risco empresarial tem de ser bancado pelo Estado.

Lucio Felix de Souza Filho, empresário do ramo agropecuário e membro do Conselho Diretor da Associação Comercial da Bahia luciofsf@superig.com.br 
Salvador

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CASCALHO

Os deputados e senadores subornáveis, provavelmente a maioria dos que hoje ocupam uma cadeira no Congresso Nacional, neste momento devem estar rindo à toa. Tudo indica que o governo vá liberar um cascalho forte para que eles aprovem a MP que muda as regras do setor portuário. Às escâncaras, uma compra de voto. Alguém tem dúvidas?
 
Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

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DÚVIDA

Uma dúvida: liberar emendas parlamentares às vésperas de uma votação no Congresso não configura claramente compra de votos?
 
Alberto Arditti a.arditti@terra.com.br 
São Paulo

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NADA MUDOU

Nada mudou em relação à compra de votos, além do “status”, é claro. Antigamente, lá pelos idos dos anos 70, sindicalistas compravam votos doando um pé de sapato – o segundo somente após o candidato ser eleito. Agora, as “bolsas tudo” e emendas parlamentares substituem os velhos pares de sapatos que eram dados aos poucos, um pé antes e outro depois das eleições. Parlamentares agradecem, presidente Dilma, pela doação de mais de R$ 1 bilhão para que aprovem a MP dos Portos. Não é verdade, senhor Lula?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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POLÍTICOS IRRETOCÁVEIS

Com a declaração do ex-presidente Lula de que não existe político “irretocável do ponto de vista do comportamento moral e ético”, ele acaba de confirmar tudo aquilo que os brasileiros de bom senso pensam a respeito da classe.

Batista Cassiano batistacassiano@hotmail.com
São Paulo

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ÉTICA NA POLÍTICA

Quando o “cara” diz que não há político ético, me lembro do Pelé: De fato o povo brasileiro não sabe votar. O rei tinha razão. Eles não só captaram como usaram e usam de forma muito competente a estratégia cooptando a classe de completa ignorância. Já estou entendendo (ufa!) que sabem muito bem o que estão fazendo. Parece loucura, mas acho que faz parte do plano detonar tudo e depois culpar as forças terríveis pela falta de comida, comunicação, transportes, saúde.   Então ficamos assim: eles mais o povão ignorante, junto com Cristina, Evo, Correia e Maduro. Entenderam? Burros somos nós, caramba!   

Edson Gomes edsoncontec@uol.com.br 
Lençóis Paulista

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PREPARANDO O TERRENO

Quando “elle” começa falando que não há político honesto é porque “elle” irá apresentar seu candidato.

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com
Jales 

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REGRAS PRÓPRIAS

O ex-presidente Lula diz que “não existe político irretocável do ponto de vista moral e ético”. Senhor Lula, existem sim. Pode ser, e creio que este é o fato, que o senhor não se paute por essa grande regra que rege uma sociedade de forma decente. Nossos estimados políticos, por culpa exclusivamente nossa, que não os vigiamos da forma como deveríamos, fazem o que bem entendem. Eles, o senhor incluso, pautaram e pautam suas ações conforme regra própria de moral e ética.

A.Fernando Ferreira rdseg@terra.com.br 
São Paulo

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HONESTIDADE RELATIVA?

Gostaria de perguntar ao sr. Lula da Silva se ele confiaria seu dinheiro a banco ou instituição financeira cujo comportamento ético e honestidade não fossem irretocáveis?  Óbvio que não!  Mesmo assim ele acha normal o caixa dois e uma ética questionável em partidos e políticos que elaboram nossas leis e administram nosso patrimônio.  Será que não é hora de questionarmos a quem estamos confiando nosso dinheiro, os tão pesados e não produtivos impostos?  Por essas e outras, com os que deveriam ser os mais responsáveis relativizando a honestidade e as leis, não é a toa que o Brasil se tornou uma terra de trouxas e tolos explorados por um grupo de “aliados” com poucos escrúpulos e muita esperteza!
 
Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br
São Paulo

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NEGO TUDO!

Não, sr. ex-presidente. Não! Nego com veemência quando diz que “político irretocável do ponto de vista do comportamento moral e ético não existe”. Nego sua negação! Nego sua negatividade! Nego tudo o que o sr. é! Nego o que restou de si próprio! O senhor é o retrato da desmoralização da nossa política, cara do escracho em que se tornou a nossa República. Através de sofismas rasteiros, o sr. quer avalizar a corrupção, a picaretagem, coisa que um dia o sr. reprovou! Através de ironias, que nada mais são que puro deboche, o sr. planta suas toscas ideias para um público adestrado que a tudo aplaude e abana o rabo, num reflexo condicionado, meramente pavloviano. Não! Como simples cidadã, mas muito consciente de meus direitos e deveres, nego! Nego o sr., nego o que disse, apenas para não morrer de desgosto com a certeza de que tudo o que falou não vale nada!
  
Gloria de Moares Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br 
São Paulo

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VOLTE PARA A GARRAFA, GÊNIO!
 
O “irretocável” Lula é o palestrante mais caro do Brasil. É mole, nunca antes no “mundo” dizer tamanhas bobagens foi tão rentável. Ele calado é um poeta. Há mais de uma década nas mãos “delles” é de desanimar.
 
Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com
Casa Branca

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COMO SERIA

Fecho os olhos e me imagino no Brasil sem o PT, conforme sugestão do sr. Lula presidente da República (em exercício). 1) Não teria minha aposentadoria reduzida de 5.8 salários mínimos para 2.4 salários. 2) Não estaria trabalhando até hoje (80 anos) para poder manter minha família. 3) Não teria de pagar plano de saúde suplementar porque os SUS seria suficiente. 4) Não teria assistido à vergonha nacional chamada de “mensalão”. 5) Não teria visto o Supremo tribunal Federal (STF), autoridade máxima em jurisprudência, “coalhada” de juízes com toga preta sobre uma toga vermelha do PT. 6) Não estaria vendo tantos políticos condenados pelo STF ditando leis que eles mesmos não cumprem. 7) Não estaria vendo tantas barbaridades enchendo páginas de jornais e sobrando tão poucas para notícia bonitas.

Paulo Corrêa Leite paulocleite@bol.com.br
São Bernardo do Campo

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O CAIXA DO PT
 
Graças a doações privadas no valor recorde, o PT nacional terminou a no de 2012 com um superávit, saindo do vermelho pela primeira vez. Com certeza, essas doações não têm nada que ver com as empresas que foram beneficiadas com empréstimos subsidiados pelo BNDES. A criação de ministérios e estatais, para acomodação de mais companheiros em cargos de confiança, também não contribuiu para o PT atingir o valor recorde de doações. O mais importante para o sucesso da arrecadação recorde se deve à “aliança com o povo”, que deve estar doando o dízimo do dinheiro recebido através das bolsas-esmolas e o que tem sobrado após as compras efetuadas nos supermercados, pois os preços dos alimentos estão tão baratos... Parabéns ao PT, pelo sucesso obtido.
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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O PT NO AZUL

No país da piada pronta, foi noticiado que o PT saiu do vermelho pela primeira vez desde 1998, saldando suas dívidas e apresentando superávit azul “tucano”.
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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VAZIO

“PT tem arrecadação recorde”. Ao ler a notícia, senti um enorme vazio. No bolso.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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IMPRENSA LIVRE, A NOSSA SEGURANÇA

O governo argentino investe mais uma vez contra o Grupo Clarín (“Estado”, 15/5). A pressão exercida por Cristina Kirchner não chega ao absurdo cometido, na Venezuela, por Hugo Chávez, invadiu e tirou do ar a TV que lhe fazia oposição. Mas, mesmo assim, é uma ameaça à liberdade de expressão no continente. Os governos não podem sufocar os meios de comunicação, que têm a finalidade de prestar serviços à comunidade, informando-a, instruindo-a e trazendo à baila os problemas de interesse geral. Jornais, revistas, rádio e TV têm de ser imunes à pressão. Nem devem ser cooptados a apoiar o governo pelas verbas publicitárias vindas de órgãos oficiais, pois o dinheiro que dali recebem é público; não pertence ao governante nem ao seu partido. É importante atentar aos movimentos que ocorrem na América Latina. A legislação restritiva aos meios de comunicação, que a Argentina aprovou e hoje usa como arma, também foi ensaiada no Brasil, ainda durante o governo Lula. Diante das manifestações contrárias, a ideia de “regular” a mídia foi colocada em segundo plano. Mas não devemos nos esquecer que os seus proponentes continuam incrustados nos escaninhos do governo e, surgindo a menor oportunidade, voltarão à carga, pois são democratas apenas de fachada. Parte deles viveu o sonho da cubanização e, sempre que podem, interpretam a democracia à sua moda. Se teve competência e força para montar e manter suas empresas e grupos, a própria imprensa tem condições para se autorregular. Qualquer coisa diferente disso é golpe, como o que se pretende hoje aplicar ao argentino “Clarín”.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo                                                                                                     

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A ARGENTINA E O BRASIL

Cristina Kirchner não deveria se desgastar tanto para impedir a mídia de denunciar corrupção em seu governo. Bastaria fazer como aqui, no Brasil, onde o governo, através da Petrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, cala a boca dos jornais mais acessíveis ao povão. Para isso basta fazer propaganda de página inteira, provavelmente pagando fortunas para cooptar empresários da mídia. Como sabemos, todos eles vivem de anúncios, e nada como uma propaganda paga a preço de ouro para calar a boca desses jornais que levam informação aos mais carentes. Eles nem precisam apoiar o governo, basta omitir a bandalheira. Já os jornais maiores, mais caros e que têm compromisso com a democracia, a que apenas os 20% conscientes têm acesso, podem divulgar a informação sem meandros. Cristina não precisa fazer esse malabarismo todo contra o “Clarín” e outros jornais. Basta cooptar aqueles jornais que chegam à massa de fácil manobra.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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PETROBRÁS, AGORA VAI?

Vimos anteontem, na TV, a Petrobrás prometendo mais uma vez autossuficiência na produção de petróleo. Fala em 3.7 milhões de barris/dia, para 2015/2017. Algo mais que suficiente para nossa demanda projetada e boa sobra para exportação, “se não houver doação para Cuba”. Já vimos este triste (seria alegre?) filme antes. O Lula prometendo e anunciando autossuficiência, mas o que realmente ocorreu foi uma queda de 8% na produção, com consequente necessidade de importação. Vimos também o temível ministro “Lobão” ameaçando quem discordar da manutenção programada (todas ao mesmo tempo) das plataformas, o que justificaria essa queda. Bem, vamos aguardar. Será que desta vez vai? O histórico tem sugerido dúvidas.
 
Ulysses Fernandes Nunes Junior Ulyssesfn@terra.com.br 
São Paulo

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LEILÃO DO PETRÓLEO

Com as ofertas de 18 áreas do Brasil para exploração de petróleo por empresas estrangeiras, o governo do PT acrescentou mais uma característica ao seu péssimo currículo: além de ser incompetente e corrupto, agora é entreguista! 

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br
Campinas

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XISTO

Xi! O pré-sal do Lula foi atropelado pelo xisto do Obama! A briga pelos royalties do pré-sal vai acabar como começou, sem ter rendido um centavo para ninguém? Mas muito dinheiro público foi aplicado neste “banco submarino”... E agora?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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NOVA POTÊNVIA GASÍSTICA

Enquanto catastrofistas profissionais apontavam para o fim da era EUA como país hegemônico, na surdina, esbanjando tecnologia de ponta, o país apresenta o “fracking”, fraturamento hidráulico de camadas de xisto através de perfuração horizontal direcionada, para a produção abundante de gás a preço módico, que a curto prazo dará um empurrão considerável na sua economia, atraindo investimentos para os seus mais variados setores industriais. Enquanto isso, no Brasil... reservatórios de xisto, a exemplo do que aconteceu com as reservas de petróleo do pré-sal, que ajudaram a reeleger Lula, devem aguardar um momento “político” adequado para definir sua exploração, de tal modo que garanta a reeleição da dona Dilma.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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O ETANOL

O etanol como combustível nasceu da iniciativa privada pelos idos de 1975. O etanol hidratado foi definido por interesse de Petrobras para evitar que o consumidor misturasse por sua conta o etanol anidro na gasolina, diretamente nos postos de abastecimento. O combustível de cana deveria ser só o anidro. Já viram gasolina, diesel, querosene com água? Qual o etanol exportado? É o anidro! De repente a engenharia de motores criou a injeção eletrônica e dela surgiram os motores flex, que hoje aceitam gasolina com anidro e hidratado juntos dentro de amplas combinações ou só puros. Com o motor flex a Petrobras (governo) se protege ainda legislando sobre o conteúdo do etanol anidro, agora em 25% da gasolina. Com essa história, o consumidor é obrigado a pagar o passeio da água do hidratado, da destilaria aos postos e também o passeio do anidro aos terminais, onde é misturado com a gasolina, de onde retorna para os postos de abastecimento dentro da gasolina! Maravilha da burocracia estatal no capitulo logística! Chega de etanol hidratado, que ainda rouba água da destilaria, tão nobre no processo, para produzir vapor nos motores! As recentes medidas, comentadas em 14 deste mês no “Estadão”, por competentes especialistas nessa conjuntura, são, como já vários jornalistas e cientistas escreveram, apesar de auxiliarem, casuísticas e de pré-eleições. O programa do etanol de cana, como todos os demais de energia renovável, necessitam de mudanças de raiz, nos fundamentos. Não se justifica mais a existência de um Ministério de Minas e Energia, mas, sim, um de Minas e outro de Energia. Conhecemos a grandeza dos dois setores. O de Energia teria duas secretarias, uma de fósseis (petróleo, gás, nuclear) e uma de renováveis, abrigando o etanol, o biodiesel, a eólica, a fotovoltaica, a hidráulica, a elétrica de biomassa, etc). Teríamos os marcos regulatórios definidos e as áreas deveriam estar integradas por pessoas com mentalidades e experiências afins. Isso, sim, seria um gol de placa do governo, e não essa promiscuidade de secretarias-ministério para alojar composições partidárias. Os Estados Unidos têm o “DOE – United States Department of Energy”, com portal na internet onde todas as atividades são acessíveis. Nosso programa do etanol é avalizado por cientistas pensadores notáveis como José Goldemberg, Rogério César Cerqueira Leite e muitos outros. Vários países querem produzir o etanol e a custos mais elevados, como demonstram as iniciativas em implantação. O meio ambiente, os sindicatos dos trabalhadores, o grid energético e as comunidades, assim como os impostos, querem agradecer medidas de profundidade, estruturantes, bem mais que as casuísticas, pontuais e políticas ora em curso.

Eduardo Algodoal Zabrockis Zabrockis@gmail.com
Ribeirão Preto

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CANA E ECONOMIA

Fábio Meneghin e André Nassar traçam uma boa radiografia do setor sucroalcooleiro (“A cana vai voltar a crescer?”, 15/5, A2). É importante que a esperança mundial – os biocombustíveis – seja traduzida internamente em produtos viáveis e protagonistas na matriz energética. O artigo dialoga com os alvissareiros dados de percepção da população urbana sobre a atividade econômica que começa no campo e se propaga por todo o ambiente, trazidos por José Luiz Tejon Megido (“A cidade gosta do agronegócio”, 13/5, A2). Gostamos, prestigiamos, mas não sabemos usar nossa potencialidade do uso econômico da terra. E foi paradoxal saber que o professor ainda guarda um bom reconhecimento por parte da população, apesar de a educação ficar mais abaixo como orgulho nacional.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 
Lorena

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INFLAÇÃO AFETA A RENDA DO BRASILEIRO

A inflação já afeta a renda do brasileiro. As famílias mais pobres gastam mais com alimentos e por isso veem seu poder de consumo ser engolido pela inflação. E não é pessimismo, é realidade.  Acostumados e incentivados pelo governo do PT a consumir, essas famílias assumiram novas dívidas, o que faz com que a inadimplência aumente devido à alta na taxa de juros. Esse é um governo que fala muito, faz pouco e pior. Gaba-se de ter levado 30 milhões de pessoas para a classe C, mas se esquece de que essas pessoas são as mesmas que na classe D não tinham saúde, moradia e continuam não tendo. Quem sabe o cidadão, ao ver seu dinheiro sumir antes de acabar o mês, não vai pensar duas vezes antes de dar seu voto a candidatos que prometem sonhos que sabem nunca irão realizá-los. Acorda, Brasil!
  
Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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UM RISCO PARA A REELEIÇÃO

Os dados sobre inadimplência não têm sido animadores. A inflação atingindo 6,5% ao ano não permitiu a inadimplência chegar aos 7,3% previstos pelos analistas para o período atual, o que ainda é alto, ficando em 7,6%. A queda poderá demorar, o que obriga os bancos a aumentarem suas provisões para créditos duvidosos e serem mais seletivos nos empréstimos. Não há forma melhor de redução da inflação do que a austeridade nos gastos públicos, o que não tem sido o caminho escolhido pelo governo. Assim, além da inadimplência continuar elevada, a presidente Dilma terá de enfrentar um outro elemento contrário à sua reeleição, a opinião do eleitor, dado que a população já sente e reclama da subida de preços. 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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TRIPÉ

O fundamento da economia é formado pelo tripé econômico da inflação, juros e câmbio. E nos três quesitos o Brasil anda derrapando: a inflação continua instável, os juros dão mostras de alta e o câmbio toma o caminho do gradual e perigoso aumento. Tudo o que se pretendeu arregimentar na fundação do Plano Real agora parece ruir, uma vez que o governo não dá sinais atuais de reação e permite que continuemos no mesmo voo de galinha. Apostar na produção, cortar gastos públicos e investir pesado na infraestrutura continuam sendo o melhor caminho para a equação do crescimento econômico.
 
Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br 
São Paulo

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PALMEIRAS

Quando o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, vem a público e enaltece a grandeza e a história do clube, ele também deveria se lembrar da lista grandiosa de goleiros que passaram pelo time que dirige desde janeiro. Não me atrevo a nominá-los, pois cometeria, certamente, o pecado de esquecer alguém. Todavia, o atual profissional do time, prestes a completar 29 anos, já é useiro e vezeiro em cometer falhas e engolir frangos, como o que desmontou a já frágil equipe no importante e decisivo jogo de terça-feira, em que o clube foi eliminado da Libertadores. Qualquer torcedor sabe da lista de falhas deste atleta, que começou em Presidente Prudente, em 2009, quando saiu catando borboletas e permitiu que o Ronaldo empatasse um clássico ganho contra o Corinthians. De lá para cá, jamais se firmou e mostrou não ter a menor condição de ser titular da equipe. Já que nada mais se pode esperar deste jogador, que já teve inúmeras oportunidades, convém fazer com que siga sua carreira em outro lugar e que dê chance a alguém mais novo, que ainda tenha o direito de errar. Esse direito o goleiro Bruno já perdeu.

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com 
São Paulo

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FRANGO

E o porco engoliu um peru...
 
Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com 
São Paulo

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SÉRIE B

Nem tudo está perdido, o Palmeiras ainda tem o plano B...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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ESPERANÇA

O único motivo para torcer pelo Palmeiras hoje em dia é gostar da cor verde.

Roberto Castro roberto458@gmail.com 
São Paulo

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‘SEJA PALHAÇO TORCEDOR’

Não quero usar estas linhas para expressar minha frustração com a derrota do Verdão para o Tijuana, mas para discutir os obstáculos impostos ou negligenciados à nobre atividade de torcedor de arquibancada. A começar pelo horário do jogo, não consigo entender (a não ser por interesses escusos) como um jogo pode começar às 22 horas em plena segunda-feira. Tenho certeza de que para a maioria dos torcedores é muito tarde, mesmo para aqueles que assistem pela TV. E para os jogadores? Seus dias de treinamento começam cedo e acabam cedo. Por quanto tempo eles ainda terão de se adaptar a um fuso horário diferente (é a mesma coisa!) por semana? Isso não prejudica seu desempenho e o espetáculo como um todo? A chegada ao estádio do Pacaembu também não foi nada tranquila. Torcedores precisaram disputar espaço com os carros na rua (pois as calçadas não suportam o fluxo), sem o menor apoio da CET (presente no local), que pareceu estar satisfeita com a situação, pois o fluxo dos carros (o que realmente importa!) estava bom naquele momento. Qual é a dificuldade de isolar uma faixa de rolamento da descida do cemitério do Araçá para que os torcedores possam chegar com segurança ao estádio? De quem é a culpa de um eventual atropelamento? Do torcedor? Do motorista? Do CET? De todos? Por que esses tais de “entornos” dos estádios estão sendo tão cobrados pela Fifa para a Copa de 2014? Só porque eles exigiram haverá melhorias? Ao fim do espetáculo (por parte da torcida, porque a qualidade técnica da partida foi semelhante a uma universitária), as saídas do estádio extremamente mal planejadas nos levou a demorar 20 minutos para sair. Torcedores novamente disputando espaço com carros que passavam em alta velocidade na avenida. Carros da Força Tática da PM estacionados na calçada e dificultando ainda mais o fluxo de pedestres. Resultado: chegamos à porta do metrô, que encerara suas atividades às 0:18, por volta de 0:30. Além de tudo, ainda tive de ver no telão, antes do início da partida, São Marcos pedindo aos torcedores “#sejasociotorcedor”. Desculpa, Marcão, mas acho que você errou no adjetivo! Em vista da ausência de incentivos e dificuldades que nós, torcedores, temos para ir aos estádios, venho aqui sugerir um boicote. Não participemos mais do espetáculo. Não nos submetamos novamente a tamanho desrespeito. Pode ser que minha revolta seja de um torcedor desiludido com seu clube, mas é só nesses momentos que consigo ter um sopro de lucidez.

Raphael Sayegh rsrsayegh@yahoo.com.br 
São Paulo

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SELEÇÃO BRASILEIRA

Engraçado. A imprensa esportiva brasileira sempre “detonou” Ronaldinho Gaucho dizendo/escrevendo que ele nunca apresentou na seleção brasileira o futebol que mostra nos clubes. Agora, essa mesma imprensa questiona por que Felipão não convocou Ronaldinho... E, pior, por que ele não convocou o Pato. O cara não é titular nem no clube, como deveria ir para a seleção? Acho que é a área da imprensa mais incoerente deste país.

Rogério Tófoli Kezerle rogeriokezerle@Hotmail.com
São Paulo

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RONALDINHO FORA DA SELEÇÃO

Mais uma vitória da CBF/Flamengo e do STJD (inimigos declarados de Ronaldinho) pela exclusão de R10 desta seleção. Certamente Parreira, tricolor de carteirinha, apaixonado pelo time das laranjeiras, teve também sua participação. Quem nesta seleção possui toque de bola perfeito como R10? Se nas jornadas anteriores não apresentou boa performance, foi falta de treinos. Agora, terão tempo para isso, e ninguém melhor do que ele para dar brilho às jogadas. Contra Felipão temos sua arrogância e sua derrocada no Palmeiras, provando que seus conceitos futebolísticos estão fora de moda, deve-se aposentar, sob pena de um fiasco dentro de nosso país, o que seria uma temeridade, levando em conta a violência que torcedores têm demonstrado ultimamente. Felipão, Parreira e o revanchismo emanado do Rio tiraram R10 desta seleção. Lucas? Jean? Damião? Daniel Alves? Não acredito nisso, até o valente Ramirez ficou de fora. Valha-me Deus! Se fossem do eixo Rio/SP, nada disso seria levado em conta.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com 
Sete Lagoas (MG)

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A VISITA DO PAPA

A visita do papa Francisco custará ao Brasil R$ 118 milhões. É, em país rico, que tem dinheiro sobrando e onde todos vivem bem, não há fome nem miséria, o que são R$ 118 milhões? Pelo que escoa pelos ralos da corrupção, não são nada. É gorjeta. Mas que revolta, revolta. Quando muito concordo com a despesa na segurança, pois tem status de chefe de Estado, mas quanto ao resto, por que a Igreja não banca?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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ESTADO LAICO

É revoltante saber que a visita do novo papa ao Brasil custará R$ 118 milhões aos cofres públicos. Não deveríamos gastar um centavo com a visita do papa. O que dizer de R$ 118 milhões, então? Para que isso? Qual o sentido disso? O papa é bem-vindo, mas não à nossa custa. Por aí se vê para que pagamos impostos aviltantes no Brasil. O Estado brasileiro é laico e não se pode torrar dinheiro público com esse tipo de coisa. Não se concebe que os cofres públicos sejam saqueados para que um papa nos visite. Com R$ 118 milhões podemos construir escolas, creches, postos de saúde e coisas realmente úteis para o povo brasileiro. É o fim da picada. Vivemos hoje um grande “vale tudo” no Brasil, onde tudo é possível até o mais absurdo disparate. A que ponto chegamos? Espero que o Ministério Público e o Tribunal de Contas façam algo a respeito.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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SEGURANÇA

O papa Francisco, o “representante”, irá circular no Rio de Janeiro num papamóvel fechado por vidros blindados. Não me consta que Jesus, o filho, circulasse por Jerusalém num burrico blindado, cercado por seguranças. Será que este pontífice, como seus antecessores, também não confia no taco do Chefe?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br 
Santos

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O PAPA E OS JOVENS INFRATORES

“Haverá um olhar especial para os jovens que estão privados de liberdade.” Também seria bom um olhar para as crianças que perderam seus pais na mão desses rapazes. Como sempre, um olhar para o algoz; e as vítimas... bem, deram azar de estar na hora errada e no lugar errado.

Níveo A. Villa niveoavilla@terra.com.br
São Paulo

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ANGELINA JOLIE

O campo das estatísticas e probabilidades é onde ocorre a eterna busca pela certeza. A estatística procura chegar o mais próximo possível da realidade, assim como a probabilidade do futuro. Esse é um campo onde as interpretações podem levar a conclusões totalmente diversas e onde a realidade nem sempre colabora com os resultados. Com todo o respeito pela atriz e sua equipe médica, é muito importante notar que ninguém deu certeza de nada, nem de que iria acontecer, nem de que não vai acontecer, e onde o resultado da cirurgia, e isso também é muito importante, faz a atriz continuar no campo das probabilidades e da incerteza. Fica o confronto entre as estatísticas e probabilidades apresentadas, que levaram a decisão da cirurgia e outras alternativas, como os exames preventivos específicos e freqüentes para esse tipo de doença, que poderiam levar a atriz a não fazê-la. 
  
Pedro Choma Neto pedroneto@brturbo.com.br 
Irati (PR)

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