Fórum dos Leitores

SEGURANÇA PÚBLICA

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 7h41

18 Maio 2013 | 02h07

É bom ficar de olho

Essa informação de que o índice de homicídios em São Paulo caiu em abril é muito importante. Se é fato que certamente a sociedade espera mais do governo paulista no combate à violência, é importante também lembrar que não estamos em época de eleição! Porque de 2006 a esta parte estamos sendo surpreendidos pela bandidagem do tipo PCC, exatamente no período pré-eleitoral, gerando literalmente atos de terrorismo urbano em todo o Estado. E a quem interessa essa covardia? Qual é o partido que lutou com todas as armas para chegar ao poder e, finalmente, também eleger um ocupante do Palácio dos Bandeirantes?! Façam suas apostas... E para o governador Geraldo Alckmin, uma sugestão: prepare bem o seu serviço de inteligência antes do pleito de 2014!

PAULO PANOSSIAN
paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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Grella e a imagem da PM

Seguindo ordens da Justiça, policiais permaneceram sem intervir ao lado de estudante da USP ferido com um tiro no pescoço. Poderiam ter levado o rapaz a um hospital, mas aguardaram o Samu. Se o jovem se tivesse esvaído em sangue até morrer, a culpa teria de ser creditada ao secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, que alega ter o número de mortes diminuído depois que os policiais deixaram de acudir feridos em entreveros policiais... Trocando em miúdos, Grella conclui que policiais militares de São Paulo acabam matando os feridos que ficam sob seus cuidados e alterando o cenário do crime. Protesto contra essa infâmia! Um policial militar (PM) de São Paulo, de quem não registrei o nome, não se preocupou em ensopar a farda com o sangue do meu filho ao tentar socorrê-lo, abatido por um assaltante, muito embora já tivesse entrado em óbito. Estaria o secretário Grella a serviço do ministro José Eduardo Cardozo e de alguns políticos paulistas quando tenta esfacelar a imagem da Polícia Militar paulista...?

MARA MONTEZUMA ASSAF
montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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Maioridade penal

Segundo o Datafolha, 93% dos paulistanos querem discutir a maioridade penal. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT-SP), não quer nem ouvir falar no assunto, pelos motivos que nós conhecemos: o PT não tem projeto sobre o que fazer com os menores infratores, as cadeias, verdadeiras escolas do crime, estão superlotadas e o ministro já declarou que preferia a morte a ficar preso. Tudo isso somado a um governo que está há mais de dez anos no poder! Interessante que esse mesmo cidadão esteja cotado por seu partido para disputar o governo de São Paulo. Será que ele terá 93% dos votos dos paulistanos? A conferir na próxima eleição.

IZABEL AVALLONE
izabelavallone@gmail.com
São Paulo

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Criminalidade em alta

A criminalidade está derrotando de goleada o aparato das forças de segurança pública em todas as capitais do País. A punição não vinga e o sistema prisional é absolutamente anacrônico. Caberia ao governo federal editar medida provisória ou enviar ao Legislativo projeto de lei a fim de remodelar os cárceres do Brasil e lhes dar um mínimo de dignidade, pois é exatamente por tal razão que não se prende e a bandidagem faz da autoridade um escárnio rotineiro.

YVETTE KFOURI ABRÃO
abraoc@uol.com.br
São Paulo

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Lotação dos presídios

Em atenção ao editorial O colapso do sistema prisional (16/5, A3), e tendo atuado por mais de 13 anos na Promotoria de Justiça das Execuções Criminais de São Paulo, cumpre-me desmistificar a recorrente afirmação de que o nosso déficit penitenciário poderia ser substancialmente reduzido se a Justiça adotasse em maior escala as penas alternativas. Alerto que tais sanções há muito esgotaram suas possibilidades de alcance aos delinquentes, sendo já amplamente utilizadas. Expandir sua aplicação significaria estendê-las a autores de delitos graves, o que seria inadmissível. Que estejamos advertidos do discurso irresponsável que por vezes influencia o poder público a se afastar das únicas soluções eficientes para contornar a crise penitenciária: construção maciça de mais presídios e ampliação da soltura dos presos provisórios autores de delitos leves.

MARCOS LÚCIO BARRETO, promotor de Justiça
marcoslb@mp.sp.gov.br
São Paulo

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CORRUPÇÃO

Mais um

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, avalia a abertura de inquérito para investigar suspeitas de irregularidades na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que envolvem o ministro Alexandre Padilha, um dos nomes do PT cotados para disputar o governo do Estado de São Paulo nas eleições do ano que vem. Dois convênios da Universidade de Brasília (UnB) com o Departamento de Saúde Indígena firmados em 2004 são alvo da investigação. Na época Padilha comandava o órgão da Funasa e teria mantido repasses de dinheiro público para a UnB mesmo após a identificação de fraudes nos serviços. Mais um santo do pau oco do PT?! É de doer!

Mustafa Baruki
mustafa-baruki@bol.com.br
São Paulo

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No TIT

As acusações de corrupção contra um juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo chamam a atenção por alguns pontos. Em primeiro lugar, como algumas questões podem depender apenas de uma pessoa, como no caso do arbitramento de multas? É preciso destacar também a quantidade das verbas que ele teria recebido, acumulando um patrimônio muito elevado em tão pouco tempo. Mas fica ainda uma questão em aberto: que atitudes serão tomadas contra os fraudadores? Afinal, eles visavam também a obter vantagens nos acordos com o juiz.

URIEL VILLAS BOAS
urielvillasboas@yahoo.com.br
Santos

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CIÊNCIAS HUMANAS

Globalização

O artigo de Isabel Lustosa sobre a reinvenção das ciências humanas (15/5, A2) deve servir de fonte de inspiração para que a universidade brasileira supere a fragmentação e a disciplinarização dos saberes e a dicotomia ciências/humanidades. Sem isso, conforme afirmou C. P. Snow em 1959, nenhuma sociedade poderá pensar a si mesma com sabedoria, ainda mais no mundo dito globalizado em que vivemos.

EDGARD DE ASSIS CARVALHO, , antropólogo (PUC-SP)
edgardcarvalho@terra.com.br
São Paulo

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MEDIDA PROVISÓRIA, O ATALHO À DEMOCRACIA 

A “operação de guerra” que a Câmara e o Senado travaram para aprovar a Medida Provisória (MP) dos Portos expôs à população os inconvenientes desse instrumento legal. Parlamentares, tanto da situação quanto da oposição, criticaram o comportamento do governo que, via MP, enfia seus interesses goela-abaixo e, quando tem dificuldades para aprovar, negocia, barganha e pressiona. O artigo 62 da Constituição dá ao presidente da República o poder de recorrer a Medidas Provisórias “em caso de relevância e urgência”. Seu ato entra em vigor imediatamente e, para continuar valendo, tem de ser aprovado pelo Congresso em até 120 dias. É difícil, no entanto, acreditar que o governo tenha tantos casos que não possam ser resolvidos regularmente por leis ordinárias. De outubro 1988 – quando vigorou a Constituição – até agora, foram editadas 2747 Medidas Provisórias, isto é, uma média de 130 por ano, mais de dez por mês. Mais da metade das aproximadamente 200 leis federais elaboradas ao ano. As MPs atropelam deputados e senadores que, em vez de estudarem calmamente as matérias, são obrigados a correr paralelamente aos seus efeitos, sofrendo todo tipo de pressão e, não raras vezes, fragilizando o Poder Legislativo, como ocorreu na MP dos Portos. Sendo tripartite – Executivo, Legislativo e Judiciário – o Poder Público não pode admitir a supremacia de um sobre o outro. Isso é coisa de regimes ditatoriais, onde o Executivo tem o mando, o Legislativo só referenda e o Judiciário sofre restrições. Não é o que a sociedade brasileira deseja. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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SUJA POLÍTICA

Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE) nem foi ao plenário no dia da aprovação compulsória da medida provisória dos portos. Disse que preferia se aborrecer em casa, vendo a votação pela televisão. Poderia então o excelentíssimo senador  renunciar ao cargo e ao seu altíssimo salário também, por favor, já que seu cargo não está a serviço da nação? Vai chupar cana deitado na rede bem sossegado, mas não à custa de nosso bolso!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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JARBAS FUGIU!

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE), preferiu assistir a sessão que aprovaria (ou não) a medida provisória dos portos, em casa. Suas palavras: “Achei melhor me aborrecer vendo pela televisão.” E assim é a nossa porca política! E assim funciona a nossa porca oposição! Omitindo-se, enquanto absurdos são aprovados em plenário! Quanto ganha esse nosso indigno senador, para dar-se o direito de “não se incomodar”? Onde está sua vergonha, seu patriotismo, sua responsabilidade pela vida de 200 milhões de brasileiros? Como eles são todos os que lá estão: mercenários que só visam dinheiro. Velhos a caminho do túmulo, deixando para trás rastros de indignidade, num país destruído! E todos são iguais! Só espero uma coisa: que o inferno exista mesmo!

Anita M. S. Driemeier lindyta9@gmail.com 
Campo Grande

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VITÓRIA DE PIRRO

Pirro, rei de Épiro, possuía uma força militar extraordinária. Venceu os romanos na batalha de Heracleia, mas as suas baixas foram tão grandes e seu exército saiu tão esfacelado que atribui-se o termo a uma vitória quase inglória. Uma vitória de Pirro. Dilma encarnou o rei de Épiro. Acreditem, o embate na Câmara dos Deputados envolvendo a MP dos Portos escancarou a realidade da tão decantada supremacia do governo no Congresso, que se torna refém do PMDB, de seu vice-presidente Michel Temer. Na verdade as resistências na Câmara passaram a ser domesticadas a partir do momento em que o governo acenou com a injeção de R$1 bilhão para pagamento das emendas parlamentares. A presidente Dilma assumiu o papel do rei Pirro, mas mesmo diante da rebeldia dos aliados considerava que a base aliada foi testada e aprovada. Comemorou à moda Pirro e pediu aos "três mosqueteiros", Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, Ideli Salvatti, das Relações Institucionais e Leônidas Cristino, da Secretaria dos Portos que dessem entrevistas para comemorar. O governo, que sempre teve a Câmara como um mordomo acordou para uma evidência: não deve confiar num parceiro como o PMDB, pois pode estar dormindo com o inimigo. As cenas presenciadas nas sessões da Câmara e no Senado mostraram que a nossa democracia é uma planta bastante frágil e que precisa de cuidados especiais.  

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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ACHINCALHE NO CONGRESSO

Acompanhei passo a passo a votação da MP 595/2012 que muda as regras  para o setor portuário, logo, posso afirmar que nos dias 14 e 15,  faltou espaço na Câmara dos Deputados para salvaguardar a moral e a ética da minoria dos parlamentares que ainda as tem. O que vimos naquela Casa foi uma falta  de vergonha total, acompanhada  da anarquia, da atarantação, da fuzarca, da presepada, da desordem, do desarranjo, da balburdia, do desvairamento, do achincalhe, da promiscuidade e de muitas outras asneiras. Transformaram as dependências da Câmara no verdadeiro Teatro do Absurdo. Decepção total para um grupo de juízes que visitaram a Câmara.  E o Senado repetiu a dose no dia 16. Assim funciona o Congresso Nacional
 
Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

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PATRIOTI$MO?

A Medida Provisória dos Porcos, quero dizer, dos Portos, ainda dará muito o que falar. Nunca antes na história desse país se viram tantos parlamentares trabalhando. No sentido de participar de uma votação, juntos e se acotovelando, passaram a madrugada em claro, até o apoteótico final, com a certeza do dever cumprido. Que coisa linda! Ou melhor, tem ‘coi$a’ aí!
 
José Marques
São Paulo

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FAZ DE CONTA

Pensei que era à vera e esperava debates, análises aprofundadas e votação apaixonada da nova legislação portuária. Entendi, depois, todos dormindo desinteressados, que era à brinca, tudo pró-forma. No Senado de Renan, então, nem precisou o faz de conta: liquidaram o caso em poucas horas e foram para casa saborear a eficiência assistindo ao “Jornal Nacional”.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com 
Salvador

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NADA MUDA, NADA MUDARÁ

De que servira a MP dos Portos? Produzida nos porões do Planalto e chafurdada no plenário do Congresso, o resultado nem o lixo quererá. Os comentários que fizeram parte da redação final, tipo, porcos quadrilheiros, balcão de negócios, é o suficiente para que nada sério saia de lá. Além do que, não servirá de nada e com certeza não será respeitada. Quem quer apostar? Pago 5 X 1 como daqui a dez anos nada mudou.
 
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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VAIDADE POLÍTICA

Durante a votação da MP dos Portos no Senado Federal – importante para a modernização dos portos brasileiros –, os partidos da oposição, PSDB, DEM , e Psol, traçaram uma estratégia para atrasar a votação e, assim, “melar” a votação. Será que para esses partidos da oposição, a vaidade política fala mais alto que o interesse do País?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com
Campinas

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GUERRA DOS ‘PORCOS’
 
Do jeito que foi a guerra dos “porcos”, acho que vai atracar muito dinheiro em outros “portos”.
 
Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com
Casa Branca

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A PRESSA E A PERFEIÇÃO

Dona Dilma, os meninos obedientemente aprovaram a sua MP dos Portos. A pergunta é se o que foi aprovado tem algo a ver com o que foi proposto. Com essa pressa, com certeza não. Sugiro que da próxima vez, como alertou o senador Aécio, tente administrar esse país com as ferramentas da democracia, use o projeto de lei...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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PORTOS ABERTOS?

Sem questionar se é lucrativo ou não, modernizante ou não, ainda não entendi o tamanho empenho da presidente Dilma e Cia. Ltda. em abrir os portos do Brasil ao capital privado, sendo que ela mesma investe pesado e "secretamente" quase um trilhão nos portos de Cuba e Angola, países decadentemente socialistas e fechados à privatização.

Nelio Alves Gomes raytomonelio@hotmail.com 
Curitiba

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OPOSIÇÃO

Bem lembrados por João Mellão Neto (17/5, A2) os traços biográficos do político e jornalista Carlos Lacerda. Nos dias de hoje, bem que faz falta um político com a alma de um Carlos Lacerda para que o País acorde desse sono maligno que o PT soube induzir na maioria das cabeças do eleitorado brasileiro, que não consegue distinguir o bem do mal.
 
José Millei j.millei@hotmail.com 
São Paulo
  
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O ROTO E O RASGADO

Em relação ao artigo de João Mellão Neto, “Como apaziguar um tigre” (17/5, A2), gostaria que ele informasse qual a reação do seu filho do meio Ricardo a respeito dos recentes escândalos da Sabesp, Máfia do Asfalto e do juiz Elcio Fiori Henriques. Espero que seu filho não sofra de indignação seletiva, que só se manifesta em casos da administração federal. O articulista tem que ter em conta que a oposição simplesmente não existe porque “o roto não pode falar do rasgado”.

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br 
São Paulo

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CORRUPÇÃO NA JUSTIÇA

A corrupção sempre existiu em nosso país em níveis “moderados”, e nos últimos dez anos ultrapassou os limites em corruPTos e em valores. O que não se aceita é que o poder que julga os envolvidos em corrupção se envolva também, como é o caso mais recente do juiz Élcio Fiori Henriques, do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) da Secretaria da Fazenda do Estado. Como agente fiscal de rendas do Fisco paulista desde 2006, amealhou patrimônio de quase R$ 31 milhões, recebendo uma remuneração líquida mensal de R$ 13 mil. I$$o que é ser bem-sucedido nos negócios! A Justiça decretou o bloqueio de todos os seus bens. Por que será? Há pouco mais de um mês o ministro da Justiça mandou a Polícia Federal investigar o desembargador Arthur Del Guércio Filho, da 15ª Câmara de Direito Público, o qual foi afastado cautelarmente pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que exigia dinheiro em troca de votos. Os maus exemplos das nossas chamadas 'autoridades' estão se espalhando e atingindo o Poder Judiciário, o que é muito ruim para a nossa combalida democracia. A cada dia surgem novos nomes de expressão, cuja conduta deveria ser a mais ilibada, prejudicando uma categoria que prima pela decência e cumprimento da Constituição e das leis. É deplorável e lamentável que a corrupção se tornou endêmica em nosso país. Mais um... E quantos mais surgirão?  
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA-RÁPIDO

Estou estarrecido acerca das publicações feitas pelo “Estadão”, na semana passada, envolvendo um juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), órgão de máxima consideração e respeito da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Como o envolvido recusa-se sistematicamente a dar qualquer satisfação ou justificativa convincente à reportagem desse jornal sobre a matéria abordada, torna-se necessário, no mínimo, um pronunciamento do titular daquela secretaria ou, se for o caso, considerada a gravidade dos fatos, a manifestação do sr. governador, sr. Geraldo Alckmin. Em suma, é  o que todos esperam.

Carlos Laué Junior janaina@volny.cz 
São Paulo

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FUTURO MINISTRO

Juiz do Fisco, da pasta da Fazenda, Élcio Fiori descobriu sua verdadeira vocação: investidor imobiliário, um Mandrake nas negociações, comprava de manhã apartamentos de padrão e vendia à tarde com 700% de lucro. Seu ganho era tanto que não se importava em arcar com todo custo documental e taxas relativas à escrituração. Com salário líquido de R$ 13.020,00, em apenas cinco anos amealhou um patrimônio invejável, daqueles que dificilmente se consegue em uma vida toda de trabalho. Com este baita perfil, logo, logo, será convidado para assumir um ministério. Quem sabe o da Fazenda?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com 
São Paulo 

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O CARA

A Justiça quebrou o sigilo bancário e fiscal do juiz Élcio Fiori Henriques, do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) da Secretaria da Fazenda de São Paulo. Suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro, Fiori, cujo salário líquido é de R$ 13 mil, adquiriu 41 imóveis entre março de 2010 e outubro de 2012, dos quais vendeu 22 e manteve 19. Seu patrimônio acumulado no período é estimado em R$ 30,75 milhões. Esse, sim, é o cara, e deveria sem dúvida ser o ministro da Justiça. É de doer, onde se mexe no Brasil a corrupção nos assola e enxovalha.

Alice Baruk alicebaruk@bol.com.br 
São Paulo
 
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MACUNAÍMA

Das mais recentes, a presidente Dilma e seu ministro Mantega desenvolveram nova teoria econômica, segundo a qual, o emprego independe do crescimento econômico, a filósofa do partido, Marilena Chauí, declara odiar a classe média enquanto o ex-presidente Lula refuta alegando "bem agora que me tornei classe média", o presidente do partido, Rui Falcão, quer substituir o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo julgamento do povo "soberano" sem informar como seriam. Pergunto: de onde vem essa gente?
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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ÓDIO DA CLASSE MÉDIA

Tem razão a filósofa, Prof. Marilena Chauí em ter ódio da classe média. Imagino que ela deva ser uma milionária professora, ou uma feliz miserável pobretona professora. Aliás, concordo com ela sobre a classe média, da qual com orgulho faço parte, e para aplacar um pouco o ódio da ilustre professora sugiro à todos nós odiosos classe média que simplesmente deixemos de pagar impostos; todos eles, federais, estaduais e municipais. Quero mesmo é ver como seus comparsas, ops, quero dizer cumpanheros, do Punhado de Trambiqueiros vai viver na mordomia e manter o bolsa-esmola com os impostos arrecadas no Maranhão do Sarney, ou Piauí, ou na pujante megalópole Garanhuns, onde nasceu São Luiz Inácio.

Marcos Teixeira de Mendonça marcao58@yahoo.com.br 
São Paulo

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MÉDIA ALTA

Deduzo que pelos salários (que nós pagamos) e pelo modo de vida e consumo, a nobre senhora Marilena Chauí deve ser de classe média alta.

Carlos Norberto Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br   
São José do Rio Preto

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FILÓSOFA DO ATRASO

A Marilena Chauí pode dizer o que bem entender sobre "sentir ódio da classe media”, porque a nós (classe media) ela não passa de uma professorinha de quinta medíocre e atrasada. Ela parece com aquelas cracas que ficam grudadas nas costas das baleias durante anos! Ficam ali se alimentando daquele corpo como parasita, sem acrescentar nada ao hospedeiro. Está grudada nas costas da Universidade de São Paulo (USP), que por sinal deve ter entrado no susto como docente daquela excelente instituição, porque o que ela diz não se escreve. É limitada, inconsequente, arrogante e atrasada. Vive pregando uma esquerda que sumiu do cenário mundial há quase trinta anos, portanto como a esquerda brasileira ela não se sustenta. Grita no vazio! Se pelo menos ela apresentasse algo novo a ser discutido, mas não, é craca encravada nas costas da população brasileira! Tem cenário mais triste do que esse para um a emérita “filosofa do atraso”? 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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FILOSOFANDO

Essa tal filósofa Marilena Chauí, que é da classe... hã... a que classe mesmo ela pertence? Acho que como professora da USP, ela talvez não saiba, mas sinto informá-la que, talvez ela também pertença à classe média  ,tão odiada pela mesma. Calma! Não se suicide, para tudo tem um jeito. Pense comigo: o que a odiosa classe média fez para a senhora?Algum desgosto pessoal? Algum namoradinho se comportou mal? Alguma promessa não cumprida? Sei lá, são só hipóteses filosóficas. Por que tanto ódio nesse coraçãozinho? Pior ainda, contra quem lhe paga o salário para filosofar? Acho que a senhora tem problemas e precisa de ajuda profissional, pois, além do desgaste pessoal de curtir todo esse ódio, já está ficando repetitiva e, portanto, chata, o que é a morte profissional de qualquer filósofo. Sugiro que vá se tratar. Na própria USP há atendimento gratuito para pessoas fora da classe média, se assim preferir.
 
Ricardo Guerrini ricguerrini@hotmail.com 
São Paulo

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A ODIOSA CLASSE MÉDIA
 
Como é odiosa essa classe média brasileira. Sim, se não fosse essa terrível classe média produzindo, edificando, construindo este país e pagando pesadíssimo impostos, essa canalhada do PT não estaria roubando e promovendo um assistencialismo político-eleitoreiro, formador de parasitas. Realmente essa execrável classe média é que permite esse governo incompetente e de bandidos encher os cofres de Fidel Castro. Temos que acabar com essa detestável classe média, para acabarmos com essa indecência política nojenta de um bando de cafajestes que estão fazendo lambanças e mais lambanças com o sustentáculo da irresponsável classe média.    
 
Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br 
Belo Horizonte

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A CUBANIZAÇÃO DA VENEZUELA

O sonho de Chávez foi aparentemente realizado, a Venezuela virou uma Cuba ou muito parecida. O desabastecimento originado na quase completa desestruturação da economia capitalista do país provocou um desabastecimento sem precedentes, com a completa desestruturação da produção agrícola e industrial sendo a petrolífera brutalmente atingida pelo sucateamento. A Venezuela importa hoje quase 60% do que consome, sobretudo, alimentos. O governo autorizou o aumento do preço de pão e leite em 20% para tentar incentivar a produção. Uma semelhança com Cuba é a busca de auxílio financeiro e de abastecimento com nações amigas, como o Brasil, cujas empresas não conseguem receber o valor de suas exportações e de obras realizadas naquele país. O que mais torna a Venezuela parecida com Cuba é o desabastecimento de papel higiênico para a população, o que tem gerado constrangimento, grande desconforto e uma revolta adicional às manifestações políticas. O presidente Maduro, no entanto, informou que espera para breve a chegada no país de 50 milhões de rolos de papel higiênico comprados no exterior.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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COERÊNCIA BOLIVARIANA

O governo venezuelano deve pensar assim: "para quê papel higiênico, se não há comida?".

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br 
Santos

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O PROBLEMA NÃO É PAPEL HIGIÊNICO

A Venezuela tem um problema prioritário que é a falta de comida. Entretanto, li no “Estadão” que o presidente Nicolás Maduro quer importar 50 milhões de rolos de papel higiênico. Se não tem comida, para que ele quer papal higiênico?

Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br 
Campinas

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SOVIÉTICOS E BOLIVARIANOS

Estou lendo um livro que fala sobre Berlim no período de 1945 a 1948. Metade da cidade estava sob ocupação soviética. É impressionante como os métodos e o pensamento dos comunistas continuam os mesmos até hoje! Os soviéticos de ontem são os bolivarianos de hoje. Por onde eles passam, a miséria, a fome, a bagunça, as perseguições, os atentados às liberdades civis, grassam. É histórico! Que Deus nos proteja!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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LEGADO DE HUGO CHÁVEZ

Triste e trágico o legado do nacionalista bolivariano Hugo Chávez para seu povo: o governo não consegue prover nem papel higiênico, item fundamental de qualquer país civilizado. Poderá acontecer o mesmo conosco? Devemos começar a estocar papel higiênico?
 
Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo 

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NAUFRÁGIO VENEZUELANO

Se os venezuelanos, desabastecidos, estão sem o que comer, pra que importar 50 milhões de rolos de papel higiênico? 

Sergio S. de Oliveira marisanatali@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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DEU NO QUE DEU

Após intermináveis 14 anos do desgoverno Chávez, o socialismo bolivariano deu no que deu: no país em que abundam as maiores reservas petrolíferas do planeta há grave crise de abastecimento de produtos em geral, com destaque para a falta de papel higiênico. Dá para acreditar?!
 
J. S. Decol  decoljs@globo.com 
São Paulo
 
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CULATRA BOLIVARIANA

Não fechassem jornais, não importariam papel higiênico...
 
A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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EFEITO ORLOFF

Trata-se de um barquinho a remos, mas é o efeito Orloff para o Brasil, uma caravela da época dos descobrimentos. O fim é o mesmo do transatlântico URSS, naufrágio da cambada comunista no poder.
 
Ariovlado Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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JOSEPH BLATTER, CIDADÃO PAULISTANO

Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo (CMSP) realmente não tem mais o que fazer. Conferiram o título de 'cidadão paulistano' ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, acusado de corrupção. A maior cidade do Brasil e da América do Sul tem 1001 problemas urgentes a serem resolvidos, faltam vagas nas creches, escolas e postos de saúde municipais, as ruas tem buracos, lixo, o trânsito é caótico, falta segurança, há 'n' demandas a serem atendidas pelo Poder Público, mas parece que nada disso interessa nem importa aos vereadores da CMSP, que não estão nem aí para o povo e a resolução dos problemas da cidade. Fica a pergunta : para que serve a CMSP? Ao que parece, nossos caros impostos são usados pelos vereadores para dar nomes de ruas, conferir títulos a quem não merece e outras irrelevâncias mais. Recentemente, o vereador Aurélio Miguel foi acusado de participar de um esquema de grossa corrupção, mas seus pares da CMSP decidiram não investigá-lo e arquivaram o inquérito, mostrando bem o que é a CMSP e como os paulistanos estão mal representados no legislativo municipal.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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COMO TEIXEIRA E HAVELANGE

É lamentável o Sr Joseph Blatter ir receber o título de cidadão paulistano, tudo isso graças ao PT, o partido que, além de deixar de ser ético, ainda pirou. O que este senhor fez por São Paulo? Nada com N maiúsculo. Será que ninguém enxerga um palmo à frente das coisas para concordar com esse indecência? São Paulo não quer que esse cara,  que tenta incriminar o Teixeira e o Havelange, também seja um deles, receba esse honroso título. Ele trabalhou com o Havelange por anos e agora dá uma de honesto? Não tem que parecer honesto, tem que agir com honestidade
 
Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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DOAÇÃO ÀS CLARAS

A frase do “dirigente” do Corinthians, dizendo que “só espera que Fifa e o Comitê Organizador Local da Copa reconheçam o esforço da Prefeitura de São Paulo, do governo do Estado de São Paulo, do governo federal e principalmente da população paulista", indica de onde vêm os fundos ($$$) para a construção do estádio particular do clube, ou seja, é uma doação dos governos municipal, estadual e federal. Isso às custas de detrimento de suporte de necessidades vitais da população, como educação, saúde, transporte etc. etc. Quando se sabe que governar é escolher entre prioridades..., vê-se que tipo de governos temos.

Wilson Scarpelli wiscar@estadao.com.br 
Cotia

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ARBITRAGEM

O “Estadão” sempre foi um jornal comedido, mas agora abusou do corintianismo. Na matéria de sexta-feira, classificou de erros a anulação do gol de Paulinho e o lance em que o Corinthians reclamou de pênalti em Emerson. Muitos analistas (com os quais concordo) não viram erros de arbitragem nesses lances (ao contrário dos dois lances do primeiro tempo, muito claros). Então, o texto poderia pelo menos dizer que os dois lances do segundo tempo foram polêmicos, em vez de cravar que foram erros, certo?

Marco Aurélio Pereira marco.dp@uol.com.br 
São Paulo

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