Fórum dos Leitores

IMPRENSA E LIBERDADE

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 5h40

20 Maio 2013 | 02h03

Jornalistas condenados

Lamentável saber que jornalistas do Amapá foram condenados pela Justiça a pagar pesadas indenizações ao ex-presidente da República e senador José Sarney (PMDB-AP) por publicações em jornais e na internet (18/5, A12). Uma jornalista, colaboradora do Estadão e que recebe R$ 5 mil de pensão como professora aposentada, chegou a ter sua conta bancária bloqueada e penhorada. Ora, e onde fica a liberdade de expressão? Num regime democrático, as pessoas podem expor livremente opiniões, ideias e pensamentos, sem medo de sofrer condenações, e a imprensa é livre, independente e investigativa. Só nas piores ditaduras a liberdade de expressão é proibida e as pessoas, amordaçadas. Realmente preocupante que isso aconteça no Brasil nos dias de hoje.

RENATO KHAIR
renatokhair@uol.com.br
São Paulo

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Despropósitos

A cada instante somos surpreendidos com despropósitos que nos arrepiam até a medula dos ossos. Agora esse da jornalista condenada a pagar R$ 2 milhões a Sarney porque o povo citou o nome dele numa enquete feita no Amapá. Não a repórter, pelo que se lê no Estadão, senão a imprensa e o povo foram condenados. Imprensa e povo não foram condenados a pagar, mas, pior, a emudecer, a calar. Com sapiência dizem os franceses: "Regardez à travers le peuple et vous apercevrez la vérité" (vede através do povo e tereis a verdade diante de vós). O que se tem desse julgamento são três despropósitos a céu aberto. O primeiro é quanto ao homem público. O homem público com mandato está a serviço do povo. Tem de prestar contas ao povo. Vá-se ao Maranhão e ouça-se o povo! O julgamento do povo é, pois, crime?! Segundo, no artigo 5.º, IV, da Constituição federal está assegurado o direito à "livre manifestação do pensamento (...)" e, logo abaixo, temos a liberdade de manifestar o que o povo pensa, reforçada no inciso IX: "é livre a expressão (...) de comunicação (...)". Temos, desse rápido apanhado, que aquela condenação fere direitos e liberdades constitucionais, pois que manifestar o que se pensa e liberdade de expressão são sangue e alma da imprensa. Por fim, pela via judicial e por puro capricho, tenta-se meter à boca da imprensa a lei das rolhas, pela ameaça de condenações injustas e despropositadas. Mesmo aos indícios de corrupção não nos podemos calar, pois, como disse Martin Luther King, "a injustiça em qualquer lugar é ameaça à justiça em todo lugar". 

ANTONIO BONIVAL CAMARGO
bonival@camargoecamargo.adv.br
São Paulo

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A favor dos poderosos

Ao ler que a jornalista Alcinéa Cavalcante foi condenada a pagar indenização a um político com os predicados de um José Sarney, nós, humildes cidadãos, ficamos abismados como a Justiça é rápida e funciona a favor dos poderosos. Nós, se dependermos de uma decisão dessa Justiça para reparar uma injustiça, aguardaremos anos e anos por uma decisão, que nem sempre será justa. Pobres daqueles que enfrentam os poderosos num país tão pobre de justiça.

ROBERTO BOTTINI
robertobottini@uol.com.br
Mogi das Cruzes

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CENSURA

A nova democracia petista

Incansável, o PT, na figura de seu presidente, Rui Falcão, tenta o tempo todo pleitear a censura à imprensa. No mais recente encontro de petistas em Belo Horizonte, na semana passada, esse senhor novamente declarou que "não é possível aprofundar a democracia com os conceitos dos acionistas e proprietários dos jornais". O que ele está querendo dizer é que bom mesmo é o que se fez na Venezuela e se está tentando fazer na Argentina e no Equador: imprensa calada e só a favor do governo. Esse senhor prega também a "reforma do Judiciário" à sua moda, dizendo que quem dá a última palavra é o povo, e não o Supremo Tribunal Federal (STF). Quer ele dizer que é o povo que vai decidir tudo e que a Constituição não é mais necessária? Rasgamos, então, a Carta Magna e damos o poder ao povo por intermédio dos representantes petistas? É isso que ele propõe? Ou que os juízes "progressistas", como ele quer, terão de ser lenientes com a corrupção, os quadrilheiros, os lavadores de dinheiro, desde que sejam da turma deles? Nada de julgamento, prisão e muito menos informação sobre eles? O aprofundamento da democracia, segundo seu entendimento, será sem os jornais que os criticam e sem os juízes que os condenam? Meio parecido com a Argentina de Cristina Kirchner ou com a Venezuela de Hugo Chávez/Nicolás Maduro... Será esse o Brasil que os brasileiros querem?

MARIA TEREZA MURRAY
terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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'Guinness' dos absurdos

O rancoroso esquerdista Rui Falcão faz uma sugestão digna do petismo: o conservadorismo do STF, que, segundo ele, não deve dar a última palavra em tudo, como ocorre nas democracias, deveria ser substituído pelo povo soberano, deixando de informar sobre os julgamentos. Com essa e mais outras, tudo indica tratar-se de concorrência do partido ao Guinness dos absurdos.

MARIO COBUCCI JUNIOR
maritocobucci@uol.com.br 
São Paulo

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MENSALÃO

Réus insatisfeitos

Faz meses que a "zelite" do PT foi condenada à prisão em regime fechado, mas permanece em liberdade, até com José Dirceu solicitando a substituição do ministro Joaquim Barbosa na relatoria do processo. Os petistas zombam do nosso Judiciário.

JOÃO HENRIQUE RIEDER
rieder@uol.com.br
São Paulo

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SENADO

Licenças médicas

A doença mais séria no Senado - e no Congresso Nacional - não é a "assiduidade" das licenças médicas (18/5, A3), mas a licenciosidade assídua na contratação de funcionários desnecessários e inúteis - "aspones" que pesam em nosso bolso, tirando verbas dos péssimos serviços públicos e causando doença crônica no estressado e sobrecarregado trabalhador brasileiro!

SILVANO CORRÊA
scorrea@uol.com.br
São Paulo

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Sugestão

Numa empresa privada onde trabalhei, em certa ocasião houve uma determinação superior de pôr 12% dos empregados em férias de uma só vez. Encerrados os 30 dias das férias, verificou-se que a empresa funcionou normalmente nesse período e se decidiu, então, demitir 12% dos funcionários existentes. Sugiro que seja adotado o mesmo procedimento no Senado em relação aos "doentes", que ninguém sentirá falta deles.

MAURILIO PEREIRA
mauriliopereira@uol.com.br
São Paulo

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NÚMERO CABALÍSTICO

Causou uma verdadeira revolta entre os brasileiros a possível providência de Dilma Rousseff e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de trazer os 6 mil “médicos” cubanos para atender nossos irmãos brasileiros menos afortunados. Porém, essa pode ser mais uma das promessas não cumpridas da presidente, pois estamos acostumados a vê-la e ouvi-la prometendo e não cumprindo, desde 2010, quando prometeu 6 mil creches; depois, 6 mil casas aos flagelados do Rio; e em seguida prometeu 6 agentes agentes da Defesa Civil para agir contra os desastres das tempestades. Nenhuma dessas promessas foi cumprida em sua totalidade ou em nenhuma hipótese, portanto, seria mais correto não esperar que esses medíocres médicos venham parar em nossas periferias. Seria o número 6 mil cabalístico para a nossa “presidenta”?

Leila E. Leitão
São Paulo 

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IMPORTAÇÃO

A pauta de exportações segue em baixa, provocando déficit comercial crescente, enquanto as importações só fazem aumentar. Em breve, à disposição dos brasileiros, legítimos médicos cubanos importados. Em seguida, virão engenheiros, dentistas, professores, técnicos de futebol... Acorda, Brasil!
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo
 
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PADILHA E A MÁFIA DE BRANCO

Ao “importar médicos” para satisfazer nossas necessidades na área, Alexandre Padilha está mexendo num vespeiro. Acredito que, quando deixar o Ministério da Saúde, Alexandre Padilha terá dificuldade para exercer sua profissão, se depender da “máfia de branco” corporativista. Padilha é infectologista e está exterminando a infecção desse tecido podre chamado “saúde no Brasil”.

Mauro de Campos Adorno Filho mauro@cpimpacto.com 
Mogi Mirim

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PROFISSIONAIS, SIM. DOUTRINADORES, NÃO

Muito bem, ministro Padilha. Desta vez o senhor fala com os pés no chão, como técnico e não como militante partidário. Que venham médicos seja lá de onde for, e se forem de centros mais avançados, tanto melhor. Mas que se submetam à validação do diploma como qualquer outro estrangeiro que queira aqui clinicar. Não fiquemos apenas nos médicos e vamos dar a boa vinda a todos profissionais que aqui possam trabalhar, prosperar e engrandecer a ciência,a cultura e atividades práticas. 

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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MÉDICOS CUBANOS

"(...) No primeiro mandato eles se confraternizam com ditadores sanguinários e ameaçam censurar a imprensa livre. E não dizemos nada. No segundo mandato, já não escondem suas intenções; “importam” milhares de doutrinadores comunistas cubanos disfarçados de médicos do povo, amordaçam o Ministério Público e o Poder Judiciário, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais reles petista entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a Constituição Federal da estante, e, conhecendo nosso medo e apatia, arranca-nos a voz da garganta e o título de eleitor da mão. E já não podemos dizer nada. (...)" (Paráfrase do poema “No caminho com Maiakóvski”, do poeta fluminense Eduardo Alves da Costa). 

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com 
Belo Horizonte

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CARTAS NA MESA
 
Vamos colocar todas as cartas na mesa, mas todas mesmo, para que a sociedade possa avaliar com segurança, esta decisão governamental. Começo lançando as primeiras perguntas que poderão ser completadas e ou respondidas por quem de direito: 1) O Brasil tem realmente médicos suficientes para atender as demandas da população? 2) Onde estão os médicos brasileiros que estão faltando nos consultórios do SUS? 3) Considerando que no Brasil o salário mínimo é de R$678,00, (90% dos brasileiros vivem com ele), porquê uma consulta custa mais ou menos a mesma importância? 4) Qualquer procedimento cirúrgico custa aproximadamente 10 vezes mais que o salário mínimo? 5) Existem realmente especialidade que estão em falta? 6) O Brasil está remunerando decentemente aos profissionais médicos e enfermeiros?

Alcides dos Santos Ribeiro fapems7@gmail.com 
Campo Grande

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POLÍTICOS E MÉDICOS

A politicalha está tentando nos empurrar goela abaixo a contratação de 6 mil “médicos” cubanos! Acho excelente a ideia, desde que os ditos cujos venham para cá, somente para atender, curar e salvar os políticos brasileiros! Que sejam abertos ambulatórios em Brasília, e em todas as capitais, para que senadores, deputados federais, estaduais, e vereadores, da ativa ou aposentados, possam se beneficiar da extraordinária capacidade profissional desses guerrilheiros analfabetos! Assim o dinheiro dos nossos impostos não seria mais usado para pagar as contas dos políticos milionários, nos mais caros hospitais particulares de São Paulo! Quem aprova a ideia, que usufrua dos seus benefícios! Quem pariu Mateus que o embale!

Anita M. S. Driemeier lindyta9@gmail.com 
Campo Grande

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A MEDICINA CUBANA

Se a medicina cubana fosse boa como apregoam, Hugo Chávez não teria morrido. Haja vista o tratamento em que são submetidos os figurões de nosso país, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Importar seis mil "médicos" cubanos para exercer a profissão aqui, no Brasil, será um achincalhe com nossos médicos e estudantes de medicina. Circula na web que os médicos formados em Cuba equiparam-se aos nossos enfermeiros e olhe lá. Quem vai ser tratado por esses "médicos"? Só pode ser a choldra, como diz Élio Gaspari, pois o andar de cima continuará sendo tratado nos hospitais de ponta de São Paulo.
 
Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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NO INTERIOR DO BRASIL

Quando na ativa do Exército comandei uma vasta área na Amazônia, no campo da Logística, que para o Exército inclui a Saúde. Os jovens médicos (homens) recém-formados são obrigados legalmente à prestação do serviço militar e naquela fronteira "braba" atendem principalmente à população civil, índios inclusive. Na Amazônia Ocidental, na época, só havia uma escola de medicina que formava cerca de 40 médicos por ano, a maioria mulheres, que até se voluntariavam, desde que ficassem em Manaus. Assim, importávamos cerca de 120 médicos de outros estados. De início eles buscavam fugir à obrigação legal, achavam que o serviço é um atraso de vida. Mais tarde, porém, percebiam os ganhos no campo profissional e passavam a sentir-se mais seguros, mais gente, mais brasileiros. Colocá-los, porém, fora do seu habitat – e o seu habitat é a cidade grande – é deixá-los, ainda inexperientes, decidirem sozinhos sobre a vida de outras pessoas, sem outro médico com que possam discutir um caso. Colocá-los fora do seu habitat é dificultar as condições de estudo para o difícil concurso para a residência, é negar a eles bons laboratórios que lhes confirme os exames clínicos evitando erros médicos, que além de prejuízos aos pacientes resultem em riscos de processo. O sistema de saúde está montado no Brasil para, de encaminhamento em encaminhamento, diluir-se a responsabilidade dos médicos, e está certo, numa profissão em que o médico é uma grande ferramenta, mas depois da principal, o organismo do paciente e sua reação ao tratamento. Enfim, como leigo apaixonado pelos profissionais jovens que vi fazer milagres naquele Brasil esquecido, sugiro, além de uma série de outras medidas que as associações de classe possam sugerir:  serviço obrigatório para os que fizeram universidade a custa do Estado; envio de equipes com no mínimo três médicos que cubram plantões e permitam discussões de caso: enfermeiros, laboratórios de análises clínicas e radiologia; algum tipo de bônus nos concursos para residência médica por cada ano de trabalho relevante; e bons salários, claro.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br 
Salvador

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DILMA E FIDEL

Eu fui educado da seguinte maneira. Meu pai sistematicamente dizia a nós, seus filhos: “Não vou lhes dar nada gratuitamente. Não vou dar-lhes o peixe, mas vou ensiná-los a pescar” Vez ou outra dizia que “a conquista é alcançada através do merecimento.” Essa cumplicidade de Dilma com Fidel Castro, fruto do malfadado Foro de São Paulo, em trazer para o Brasil os médicos cubanos, só se “justifica”(?) porque os médicos brasileiros em geral não souberam em primeiro lugar organizarem-se e fortalecerem-se, enquanto categoria. Querem ganhar muito, trabalhar pouco, perto de casa e em cidades desenvolvidas. Ninguém que ir atender em postos e hospitais da periferia ou interior. Faltam aos plantões, cobram por cirurgias que já são pagas pelo SUS, e até cobram para passar pacientes para a frente nas filas de atendimento. Foi o suficiente para se criar espaço para mais esse descalabro desse governo que é corrupto e incompetente, mas tem um povo inconseqüente e inconsciente. 
   
Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br 
Belo Horizonte

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COMPETÊNCIA E CONDIÇÕES

Mais uma jogada política e, para não variar gerada pelas esquerdas, tenta importar médicos de Cuba para atuar no Brasil. Três ponderações são muito importantes na análise dessa insólita tentativa. Primeiramente, dever-se-ia considerar a incapacidade profissional desses candidatos ao nos depararmos com a reprovação maciça que esses candidatos obtiveram em exames de habilitação aqui, no Brasil. Depois vem a grande pergunta: por que esses 6 mil médicos estão disponíveis em sua terra? Ou porque são recém-formados ou porque não tiveram competência para vencer em sua profissão. Finalmente, que poderiam fazer esses penetras, mesmo que competentíssimos, em hospitais que não dispõem sequer de algodão e esparadrapo. 
 
Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br 
Rio de Janeiro

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CLASSE MÉDIA

Dizem os especialistas que é a classe média quem sustenta a economia de um país. Para a sra. Marilena Chauí, professora da Universidade de São Paulo (USP), pertencente à classe média e a uma elite que se diz intelectual, a classe média é "um atraso de vida, a estupidez, o que tem de mais reacionário, conservador, arrogante e terrorista" – “Direto da Fonte”, 15/5, Caderno 2, página C2). E o partido no qual ela milita, vangloria-se de ter levado à classe média, uns tantos milhões de brasileiros. Portanto, todos são: um atraso de vida, terroristas, reacionários, conservadores, estúpidos, arrogantes. Ah! Mas garante os  votos que o partido dela, deseja para se perpetuar no poder. Infeliz declaração não há dúvidas, e que recebeu do sr. Luis Inácio da Silva, uma observação: "Você vem e avacalha" (C2, página 2). Acorda, Brasil!

Arthur Biagioni Jr. biagioni.jr@gmail.com
Campinas

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SEM AÇÚCAR E SEM AFETO...
  
Tentei usar a frase da d. Marilena Chauí, adaptando-a: "Odeio os proditórios intelectuais. É uma soberba só, um atraso para a educação, a sua falta de delicadeza, o que tem de mais despótico, recalcado, invejoso e arbitrário". Será que ela vai gostar? Pagante de impostos que pagam sua pública aposentadoria! De fato ela odeia a "classe média", pois é uma das únicas que tem descontados em seus salários (holerite) os impostos que pagam o seu salário de funcionária pública. O partido (PT) que ela defende fez das  alianças uma colcha de retalhos com inúmeros partidos, em tudo para tomar o poder. Estes partidos sim, que defendem tudo que ela abomina na tal "classe média", ou seja há estúpidos, reacionários, conservadores, arrogantes, terroristas "e acrescento mensaleiros. São como já definiu um político  a "Vanguarda do atraso". Que moral ela tem de nos ofender? Para descontrair, lembro de uma amiga que estudava nos idos tempos de 1960 e dizia de uma das aulas: "Filosofia é uma ciência que com a qual ou sem a qual o mundo fica tal e qual" Embora não possa concordar, dá para pensar!
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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O BRASIL DOS IMPOSTOS

“O Brasil é o País que mais cobra impostos.” Essa notícia foi destaque na mídia brasileira nesta semana: Brasil é o país que mais cobra impostos entre os Brics, os vizinhos da América Latina e a maior parte dos países ricos. Primeiro temos que deixar claro que os impostos são fundamentais para financiar a saúde, a educação pública, a iluminação das avenidas e estradas, a segurança, o saneamento, etc. Agora vamos tentar entender a informação. O país cobra impostos e quem paga? Resposta: os trabalhadores, inclusive descontam na fonte o Imposto de Renda. Toda a carga tributária de produtos e serviços é lançada no preço final dos produtos e serviços e quem paga é o consumidor. Agora quem são os grandes sonegadores de impostos? Respondo também: os grandes empresários e os banqueiros. Os bancos se utilizam de “brechas legais”  como a da Constituição brasileira que só permite juros de 6% ao ano e eles ultrapassam em muito.  O governo convive muito bem com essa relação, tanto que desonerou de impostos a mídia em R$ 1.4 bilhão para 2014. Interessante é que quem faz esse tipo de campanha é justamente quem não paga, é só verificar  quem está por trás do impostômetro ou da lei que exige constar na nota fiscal de venda a carga tributária. E muito de nós, que realmente pagamos, ainda ficamos a dar trela a essa gente! Eles agem como aquele batedor de carteira na avenida que grita “pega ladrão!” para desviar a atenção da população. 
 
Emanuel Cancella emanuelcancella@uol.com.br 
Rio de Janeiro

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UM BASTA AOS SINDICATOS DE FACHADA

O número total de sindicatos  desde 2005  até abril deste ano  passou a ser 15.007 – uma média de 250 entidades  sindicais  por ano –,  e o grande atrativo é a partilha de alguns bilhões  de reais  vindos do imposto sindical , que é a doação compulsória anual de um dia de trabalho do trabalhador com carteira assinada , criado em 1943 pelo presidente Getúlio  Vargas com finalidades políticas. Quando Lula tomou posse como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em 1975, ele pregava a extinção  do imposto sindical e até chamava  de “herança maldita de Vargas”, porém quando chegou à presidência  do país,  acabou deixando de lado  a tal  “herança", e ainda vetou  a fiscalização de contas dessas  entidades sindicais, pelo Tribunal de Contas  da União (TCU). Nos países mais industrializados os  sindicatos e associações de trabalhadores  têm  vida própria, e o trabalhador é quem decide se afiliar ou não à essas entidades. Até quando  a presidente  Dilma irá  ignorar esse padrão da Organização  Internacional do Trabalho (OIT), que desvincula o sindicato do Estado? 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com
Campinas

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CARIDADE

Sugestão à Central Única dos Trabalhadores (CUT): abra mão da Contribuição Sindical que lhes é repassada pelos sindicatos de fachada (via Federação e Confederações) e doe para instituições de caridade. Estou pagando para ver. 

Helio Manfredini clauclausps@hotmail.com 
Tremembé

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SINDICALISMO, EGOÍSMO CLASSISTA

O Brasil está caminhando em marcha a ré, ao dar força ao sindicalismo, fonte inesgotável de egocentrismo, falta de respeito aos direitos individuais e coletivos, lutam pelos direitos de suas classes e o resto pode morrer, param tudo, trânsito, distribuição de alimentos, energia, fecham até hospitais se for útil a "causa" são tão "sem noção" que o principal destes que foi candidato algumas vezes pelo PSTU, se não me falha a memória, agora propõe o fim da propriedade privada, quando o mundo está caminhando para o oposto, após ver fracassar fragorosamente todos os países que seguiram este modo de viver com o Estado dono de tudo, virou um todo mundo dono de tudo, e ninguém de nada, só quem pertencia à cúpula da máfia tinha casa e comida. Deus nos livre desta máfia, são ruins, vingativos, corporativistas, reacionários.
 
Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br 
São Paulo

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ZONA FRANCA É VALIOSA

Contra o modelo econômico vitorioso zona franca de Manaus a calhordice dos desapontados usa até passeata para mentir, dissimular e distorcer fatos. Maus governantes e péssimos empresários ameaçam cortar os pulsos porque o apoio da presidente Dilma foi fundamental para a aprovação parcial dos 12% para a zona franca, em votação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, dentro do projeto de unificação dos ICMS. As forças políticas e empresariais do Amazonas não podem silenciar diante dos insultos e falta de argumentos contra a zona franca. Silenciar é concordar com a hipocrisia e incompetência. O polo industrial de Manaus é um catalisador econômico, ajuda na educação e no desenvolvimento. Além de aliviar a pressão sobre a floresta amazônica, guardando e zelando por 20% do banco genético do planeta.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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MADOFF E O BOM EXEMPLO DA JUSTIÇA DOS EUA

O ex-bilionário norte americano e ex-presidente da Nasdaq, Bernard Madoff, 75, cumpre pena de 150 anos numa prisão comum na Carolina do Norte, Estados Unidos, pelas diversas fraudes cometidas no mega escândalo de pirâmide financeira que causou prejuízos de bilhões de dólares. Hoje, Madoff é um preso comum que trabalha na prisão e recebe US$40,00 mensais. Fosse no Brasil, Madoff estaria livre, leve, solto, bilionário, sairia em revistas de celebridades rindo da cara dos otários por ele enganados. Seu caso é um bom exemplo da enorme diferença entre a Justiça nos Estados Unidos e no Brasil. Lá, a lei vale para todos e é aplicada. Aqui, ao contrário, a lei só vale para os pobres e negros, enquanto os ricos e poderosos permanecem impunes. Nos Estados Unidos, Madoff cumpre 150 anos de pena num presídio comum, sem regalias. No Brasil, ao contrário, apesar de todas as provas, evidência e escândalos contra ele, Paulo Maluf é multimilionário, deputado federal e ninguém o incomoda, muito menos a Justiça.
  
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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GILBERTO CARVALHO E O CASO ROSE

Será muito bom ver o  ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, dar explicações à  Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado, sobre o caso Rosemary Noronha, ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo. São decorridos 171 dias, (aliás, um número bastante propício ao assunto), desde que os escândalos vieram à tona e nada foi feito. Foi preciso a Revista Veja denunciar para que alguns senadores tivessem interesse pelo caso. Rose, a dama de salto alto, símbolo do poder petista, especializada em trafico de influencia junto às agências reguladoras, teve a ajuda da presidente Dilma para embaralhar  possíveis   investigações  e o escalado para fazer o serviço sujo vai se explicar na Comissão. Tudo vai depender das perguntas a serem feitas e da seriedade que o caso requer, levando os senadores a não ficarem com aquele discurso demagógico chamando o escalado de excelência e por aí vai. O Brasil está cansado de assistir rodadas de pizza.Façam alguma coisa para resgatar a moral dessa casa. 

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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OPOSIÇÃO QUER MINISTRO FORA

Apenas 7 perguntas simples: 1. A que órgão era subordinado o escritório da Presidência da República em São Paulo? 2. Quem ordenou a apuração que a Comissão de Sindicância da Casa Civil estava fazendo contra a ex-funcionária Rosemary Noronha? 3. Quem ordenou a apuração que a Secretaria-Geral da Presidência estava fazendo a favor da ex-funcionária Rosemary Noronha? 4. Com que cara fica a "presidente" Dilma? 5. Quem afinal manda nesse governo? 6. Que providências vai adotar a "presidente" Dilma? 7. Se for pedida uma CPI, a "presidente" Dilma vai ordenar à base aliada que assine a aprovação da instauração da CPI?

Sebastião E. Alpha sebastiao.alpha@usinazul.com.br 
São Paulo  

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‘JURO QUE NÃO SABIA’
 
Os  republicanos  passaram  os últimos dias tentando ligar a conduta da receita federal ao presidente Barack Obama. Ele  afirma que não sabia de nada  a respeito até a última sexta-feira, quando Miller  reconheceu, durante uma conferência, que  grupos conservadores haviam  recebido mais atenção, além de declarar que isso foi errado e pedir desculpas (“Estadão”, 17/5). Igualzinho a nosso grande estadista, Luiz Inácio Lula da Silva, que insiste em dizer que nada sabia sobre  o escândalo do  mensalão, embora seu gabinete  ficasse a poucos metros  da  sala  da  quadrilha. Só que não pediu desculpas, como fez o grande estadista norte-americano.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo 

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LÁ COMO CÁ

Primeiro foram os grampos na Associated Press, feitas pela segurança dos Estados Unidos, e depois, um "mico" diplomático com a descoberta de um diplomata norte americano em Moscou, disfarçado para contratar um espião russo, por US$ 1 milhão anuais. E viram o disfarce? É, lá como cá, o presidente Obama declarou, no caso dos grampo, que desconhecia. Bom, isto ser dito no Brasil não é surpresa. Nossos presidentes de uns dez anos para cá não sabem de nada mesmo, mas o presidente da maior potência do planeta dizer isso, alto lá. Será que contrataram o Closeau e o presidente Obama não sabe?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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SANEAMENTO

Em 2010 pelos dados do IBGE, dos 57,3 milhões de domicílios no Brasil 55,4% deles não possuíam água encanada e esgoto. O governo pretende gastar em saneamento básico nos próximos 20 anos. Repito, “20 anos”, pouco mais de R$ 500 bilhões. Serão R$ 25 bilhões por ano num país de dimensões continentais. Se o cronograma do governo federal seguir a risca o cronograma e investimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), podemos dobrar para 40 anos de execução e fora estrondoso aumento dos gastos! Isso levando em consideração que nesse período o numero de domicílios e nascimentos continuassem os mesmos. O Brasil pobre e desassistido continuará como sempre foi uma lastima digna de “quinto mundo”! Não é urucubaca nossa não. É a realidade da incompetência governamental dos últimos dez anos e da eficiência da "mãe do PAC"!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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SEGURANÇA PÚBLICA

Enquanto a população assombrada contempla diariamente a evolução da criminalidade protagonizada por menores de idade, o governo age covardemente se pronunciando contra a redução da maioridade penal. O objetivo sempre é agradar a grupos e ONGS  que atuam em nosso país na defesa de criminosos. Atingimos níveis insuportáveis de impunidade mas, mesmo assim, a inércia do poder público com um profundo silêncio diante desta gravidade, nos deixa cada vez mais perplexo com a omissão desses políticos brasileiros. A covardia se estende a todos os níveis, do Planalto passando pelo Senado e a Câmara até os governos estaduais. Não há mais homens honrados dispostos a enfrentar situações  como essa que assola nossa sociedade tirando vidas de inocentes com a banalização do crime tendo sempre um menor por trás do gatilho. A bandeira da redução da maioridade penal, talvez seja muito pesada para ser empunhada por esses políticos poltrões que se borram de medo de assumir uma causa que o clamor da população já comprovou com os 93% de aprovação. A senhora  Dilma não foi eleita para deixar a nação brasileira a deriva enquanto cumpre uma agenda diária de estar em diversos palanques falando abobrinhas e ouvindo aplausos de seus desavergonhados e indecorosos bajuladores.

Wilson Sanches Gomes sancheswil@hotmail.com
Curitiba

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MAIORIDADE PENAL

A recente polêmica envolvendo a maioridade penal para delinquente menor de idade, trouxe-me a idéia de que a solução seria mais simples do que se imagina. Inspirado na recente possibilidade de condenação do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, sugiro que o menor delinquente não ocupe mais um lugar na escola superior de crimes, que é a cadeia. Mais simples e eficaz seria condená-lo à chibatadas em praça pública, ao som de banda de música e rufos de caixa clara, em numero proporcional à gravidade do seu crime.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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INVERSÃO TOTAL

Quando o atual secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira , proibiu a Polícia Militar de São Paulo de socorrer feridos em ações policiais  dizendo que com isso pretendia reduzir as mortes dos feridos "salvaguardando a saúde das vítimas", ele tomou uma decisão eminentemente política e que satisfazia ao gosto de alguns. Ou seja, ele partiu do princípio de que a Polícia Militar de São Paulo terminava de matar pessoas feridas  em entreveros com policiais. Isso é absolutamente inadmissível e esta afirmativa deveria ser  mais bem explicada pelo senhor secretário à Justiça de São Paulo, a mesma que agora  decidiu revogar os efeitos de parte da resolução de Grella que proibia policiais militares de atender vítimas de crimes ou pessoas envolvidas em confrontos com policiais. Aliás, desde que trocaram o secretário de Segurança Pública de São Paulo sob pressão de alguns políticos paulistas e também do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a situação da segurança pública em São Paulo só piorou. O povo que o diga!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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MAIS UM GOLPE

Simplesmente absurdo, indecente e vergonhoso a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de São Paulo ter publicado no “Diário Oficial” um projeto para acabar com o "auxílio-moradia" e, simultaneamente, ter criado e publicado outro em seu lugar o tal  "bolsa-hospedagem", com a mesma finalidade para beneficiar os 94 deputados "ardilosos" e "espertos" da Casa. Ou seja o que fizeram foi mudar o nome do golpe para "roubo" ao invés de "furto", né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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SÓ RINDO MESMO

Assembleia acaba com auxílio-moradia dos deputados no valor de  R$ 2.250,00  e cria o  bolsa hospedagem no valor de R$ 2.850,00. Viram como funciona? É muito fácil,  muda-se o nome do benefício e dá-se um aumento de quase 30%.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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MÃO ÚNICA

Enquanto a população que paga a maior carga tributária do planeta é roubada, aviltada e aterrorizada por bandidos de todas as idades e colarinhos, o "governo" do PT deita e rola, chafurda e se locupleta. E o país vai sendo destruído. Pobre Brasil.

Carlos Eduardo Stamato dadostamato@hotmail.com 
Bebedouro

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CORÊNCIA

O horário político (gratuito) de 16/5 do Partido Republicano foi de uma realidade inolvidável! O pano de fundo, um estádio vazio. No gramado políticos batendo bola, simulando perfeito entrosamento. É certo que futebol extrapola as linhas do campo e serve para acalmar as massas, a exemplo do que sugere o jogo Corinthians e Boca Juniors de ontem; talvez atendendo a pedidos da "Evitável" Kirchner com problemas sociais e econômicos que só com a ajuda dos "experts" em entregar nosso país poderão, quiçá, ser solucionados. Mas a verdade mesmo, se fez notar no perfeito entrosamento do discurso político do PR e o estádio vazio. Palavras vazias, discurso vazio e a platéia, no estádio, vazia! Isso é coerência.

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br
Campinas

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ARTICULAÇÃO PARA 2014

Um governo sem apoio da maioria da Câmara dos Deputados e do Senado Federal não pode ser reeleito. Falta, portanto, a definição de uma agenda de crescimento econômico que seja baseada na superação dos gargalos de infraestrutura por todo o País. Uma articulação política deve formar uma nova maioria de apoio a um novo governo que surja das eleições de 2014.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br 
Campinas

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VOTO ELETRÔNICO

Na atualidade, uma pergunta que se faz necessária é a seguinte: como falar em democracia num país,  como no Brasil, em que o voto eletrônico escolhe o eleito? A eleição não é condição suficiente para se constitua um governo democrático, quando os votos nem podem ser conferidos por nenhum de outros partidos, além do que o governo quer. O resultado passa então a ser decidido por quem manipula a apuração eletrônica, que fica por conta de quem está no poder. 

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br 
Bragança Paulista

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SAUDADES DE CARLOS LACERDA

“Rio de Janeiro, cidade que me seduz, de dia falta água, de noite falta luz”.  Para o estudante brasileiro no exterior  custava-lhe  explicar  como sedutora uma cidade sem água e sem luz, segundo a famosa marchinha popular de Vítor Simon e Fernando Martins:  Pela beleza natural, pelas mulheres lindas e ousadas, pela cerveja, pelo futebol, saia-se assim. A água só deixou de faltar a partir da década de 1960,  com Carlos Lacerda governador do Estado da Guanabara, ao construir a Adutora  do Rio Guandu, que ainda hoje continua  abastecendo as torneiras da população carioca. Com relação à falta de luz, continua o Brasil à mercê dos frequentes  apagões. No campo da educação, abriu uma escola em cada esquina da cidade/Estado e remunerou condignamente o professor concursado. Quanta falta faz o Lacerda aos tempos atuais!  Sobre ele escreveu o editor Ênio Silveira, no  livro de Mauro Magalhães a propósito do grande líder: “A verdade é que CL esteve anos-luz à frente dos homens públicos brasileiros que, hoje, ainda parecem estar tolhidos pela pequenez de seus sonhos e a limitação de seus projetos”. Parabéns ao João Melão Neto, por lembrá-lo, em seu artigo de sexta-feira, 19/5, página A2.

Marden Braga  mardenbraga@bol.com.br
São Paulo

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VOCAÇÃO PARA DENUNCIAR

Fui lendo atentamente até encontrar o que imaginava: “...ele reivindica hoje uma pensão como militar da reserva”, ou seja, exemplo dos milhares que já foram contemplados, também ele está vendendo uma denúncia, demonstrando seu mau caráter. A propósito, eis o que disse Carlos Lacerda: “Correu boato de que meu pai ia ser nomeado ministro da Viação. Aí a nossa casa encheu de gente pedindo emprego, pedindo promoção, denunciando gente. Eram tantas denúncias. A vocação do brasileiro para denunciar é uma vergonha”.

Jaime Manuel da Costa Ferreira jaimemcferreira@hotmail.com 
São Paulo

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AJUDA PARA DEPENDENTES QUÍMICOS

A iniciativa do governo do Estado de São Paulo em auxiliar os viciados em drogas a se recuperar, embora tímida, se espera que alcance os mais dependentes, muitos em fase terminal, que perambulam por todas as cidades. Importante salientar que a recuperação, se praticada com os recursos técnicos, físicos e materiais tem um índice pequeno de resultados positivos, estimados em menos de trinta por cento, considerando indivíduos sem reincidência. Resultados discretos, mas importantes por se tratarem de vidas humanas. Assim, analisando os custos da recuperação,  fica claro que a prevenção é um caminho mais econômico e que certamente trará melhores resultados, com menor sacrifício para os indivíduos. As campanhas alertando sobre os malefícios do cigarro comprovam ser possível obter significativos resultados. A prevenção precisa ser dirigida a jovens a  partir dos 10 anos (já temos crianças com 8 anos dependentes químicas), principalmente nas escolas, em programas bem estruturados. Fundamental que tenhamos a participação da família, para estender algumas importantes informações aos pais ou responsáveis. Esses programas deverão apresentar motivações suficientes para que os participantes possam se tornar agentes do combate às drogas, em vários níveis. Essa é a ação inicial para diminuirmos os custos da recuperação ao Estado, que só tendem ao aumento.
 
Kleber G de Araujo Jr., presidente do Conselho Municipal Antidrogas de Birigui kgajr@hotmail.com 
Birigui

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