Fórum dos Leitores

VIRADA CULTURAL

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 5h41

21 Maio 2013 | 02h08

Arrastão

Estou indignado com a falta de segurança na cidade de São Paulo, no Estado e - por que não dizer? - no Brasil. Fui com meus dois filhos participar da Virada Cultural neste fim de semana e o que presenciei foram arrastões, assaltos, violência, mortes e drogas para dar e vender. Tivemos dois celulares roubados e a carteira de um dos meus filhos furtada, com a perda de documentos e de R$ 80. Nem o senador Eduardo Matarazzo Suplicy se safou da sanha dos delinquentes, que levaram sua carteira com cartões de crédito, cerca de R$ 400 em dinheiro e o celular. A bandalheira chegou a tal ponto que até o rapper Mano Brown protestou contra o que havia presenciado nas ruas do centro. Sair de casa para se divertir na cidade mais rica do País virou sinônimo de preocupação e medo. Só não enxergam o que está acontecendo nossas autoridades irresponsáveis, como o secretário de Segurança, o governador e o prefeito da capital, que achou tudo normal, às mil maravilhas, dizendo ter sido uma das melhores Viradas... Para ele pode ter sido, afinal, não foi ele ou alguém de sua família que foi assaltado, espancado ou morto. Já passou da hora de a população ir às ruas cobrar das autoridades o que nos é de direito: segurança, nossa integridade física ao ir e vir, sem que sejamos abordados por delinquentes, ladrões e assassinos, facínoras muitas vezes menores de idade. Virada criminal, não! Virada Cultural, sim, mas com segurança e sem violência!

TURÍBIO LIBERATTO
turibioliberatto@hotmail.com
São Caetano do Sul

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Corda em casa de enforcado

Entre as conclusões mais óbvias que se podem tirar dos registros de atos violentos num evento cultural que se pretende agregador de pessoas de diferentes estratos sociais, uma é que a onda de violência encontra fértil terreno para se propagar em ambientes coletivos, sobretudo quando os responsáveis por sua realização e pela segurança dão mostras da proverbial falta de competência (para não falar em leniência) em prevenir eventuais problemas e se manifestam posteriormente, quando a porteira já foi arrombada, alegando que nada poderia ter sido feito para impedir tais barbaridades. Outro ponto que merece reflexão tem na foto da primeira página do Estadão de ontem a moldura perfeita para ilustrar o grau de indiferença da maioria das pessoas ao que deveria ser aprendido em situações de comoção nacional, quando, de cima do palco onde se apresentou o "indignado" rapper Mano Brown ("o rap precisa de gente de caráter" - só agora, mano?!), se pode observar o uso indiscriminado de sinalizadores do tipo daquele que foi pivô da maior tragédia nacional deste ano e cujas feridas o povo de Santa Maria (RS) ainda lambe de forma dolorosa, com o registro de mais um óbito - o da estudante Mariane Wallau Vielmo, de 25 anos - quase quatro meses depois. Lamentável!

FERNANDO CESAR GASPARINI
phernando.g@bol.com.br
Mogi-Mirim

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BOLSA-FAMÍLIA

Boato...?

Um boato que se espalha por 12 Estados, em pouquíssimo tempo, entre pessoas sem acesso à internet? Alguma coisa maior causou a correria. Mesmo porque nas redes sociais ninguém falou no assunto e é difícil crer que um simples boato se tenha espalhado tão rapidamente e com tanta amplitude. Um superintendente da CEF no Maranhão chegou a afirmar que os depósitos teriam atrasado, talvez o motivo do pânico generalizado esteja aí. É preciso saber a verdade sobre o que levou tantas pessoas, de tantos lugares diferentes, a chegarem à mesma conclusão. Aliás, a ministra Maria do Rosário (dos Direitos Humanos) disse nas redes sociais que o tal boato teria sido obra da oposição. Depois se desmentiu, alegando ter expressado uma "singela opinião". Irresponsável, leviana, caluniadora, moleca! Merecia o olho da rua.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO
crisrochazevedo@hotmail.com
Florianópolis

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... e da oposição?!

Gostaria que a ministra Maria do Rosário nos fornecesse o endereço da "central de notícias da oposição", à qual ela chegou a atribuir a culpa pelos rumores que levaram a tumultos e confusões sobre o fim do Bolsa-Família. Porque nós, os 20% que nunca votamos nos petralhas, ficaríamos gratos em saber onde essa "oposição" se encontra, já que inexiste ou está totalmente cooptada por esse governo, há dez anos. Ou será que o boato saiu do próprio governo, daquela central que bolou o falso dossiê contra José Serra, visto que a oposição está querendo rebelar-se e se movimenta para concorrer com o "poste" em 2014? Nada como arrumar confusão e jogar a responsabilidade nas costas dessa inexistente oposição, que não tem malandragem nem inteligência para tanto. Isso é coisa de petralha, com certeza, ainda mais que ocorreu no mesmo dia em que a oposição se reuniu em Brasília, ameaçando acordar...

BEATRIZ CAMPOS
beatriz.campos@uol.com.br
São Paulo

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GOVERNO DILMA

Verdade ou mentira

Em abril, foram gerados 200 mil novos postos de trabalho, uma marca "histórica", segundo a presidente Dilma; nas últimas semanas houve uma desaceleração nos preços dos alimentos; as vendas no comércio varejista estão caindo; a previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3% para 2,98%, segundo pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central. Essas frases foram retiradas da última edição do Estadão. Para mim, duas são falsas e duas são verdadeiras.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES
carmen_tunes@yahoo.com.br
Americana

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PESAR

Alberto Tamer

Um dos jornalistas mais conceituados deste país, Alberto Tamer por décadas nos brindou com a excelência de seus textos, precisos e altamente didáticos, sobre a complexidade dos assuntos econômicos, nas páginas do Estadão. Deixa um grande legado, aprendemos muito com ele. Vá em paz!

PAULO PANOSSIAN
paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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Uma pena a partida do jornalista econômico Alberto Tamer. Muito do que comecei a entender sobre economia veio de artigos escritos por Tamer e por Joelmir Beting no Estadão, ambos mestres em escrever textos extremamente informativos e abrangentes numa linguagem acessível e elegante. Tamer fará falta!

HENRIQUE BRIGATTE
hbrigatte@yahoo.com.br
Pindamonhangaba

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Alberto Tamer deixará saudades. Como leitor do Estadão de longa data, agradeço ao mestre o magnífico trabalho jornalístico realizado por dezenas de anos.

EDGARD GOBBI
edgardgobbi@gmail.com 
Campinas

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BOATO, A NOVA AMEAÇA NACIONAL

O fim de semana revelou mais um mal da sociedade brasileira: a boataria. Beneficiários do programa Bolsa-Família correram às agências da Caixa Econômica Federal (CEF) para sacar sua parcela do benefício porque lhes disseram que o governo suspenderia o programa. Após o desmentido, o ministro da Justiça mandou a Polícia Federal investigar as origens da onda. É necessário chegar aos boateiros e submetê-los aos rigores da lei. O episódio não pode terminar no ralo da impunidade, que, infelizmente, tem servido para a finalização dos problemas no nosso “país do jeitinho”. Agora está claro e demonstrado que um simples boato é capaz de mobilizar multidões e causar dificuldades. Se o caso não terminar com a eficiente penalização dos responsáveis, logo encontrarão outro boato e farão nova corrida aos bancos, comércio, sedes de governo, etc. Há anos, sob o argumento democrático, os governantes, a classe política e os movimentos sociais passaram a cultivar a cultura da impunidade. A aplicação das leis foi afrouxada conforme a conveniência de grupos que se alternaram no poder e seus aliados. Tudo catalogado como “democracia”, quando, na verdade, não é. Nesse clima permissivo, nasceram e cresceram as facções criminosas, o cumprimento das penas foi reduzido ao mínimo e criou-se o Estatuto da Criança e do Adolescente, que, em vez de proteger as crianças, acabou expondo-as à exploração das máfias criminosas. O boato é mais uma arma a ser combatida. Não pode se tornar habitual e banal como a queima de ônibus, as invasões de repartições e propriedades particulares e as outras coisas que hoje tanto incomodam e amedrontam a população. Embora o termo esteja, atualmente, fora de moda, isso é pura subversão... 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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ORIGEM DO BOATO

Podem estar certos de que não foi na oposição a origem do boato sobre o fim do Bolsa Família. Mesmo porque não se sabe se ela ainda existe. O boato certamente teve origem na fragilidade da administração Dilma, que tem ficado evidente para toda a população brasileira, até mesmo para os bolsistas de carteirinha. É público e notório que o governo da presidenta Dilma se sustenta graças à compra de apoio político com o aparelhamento das instituições e das empresas estatais, com a criação e distribuição de ministérios para o resquício da “oposição aliada” ou ainda com a compra explícita de parlamentares e do voto popular através da distribuição farta de dinheiro vivo. 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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BOLSA MARAVILHA

Com todo o respeito, essa notícias sobre o boato de que o governo não iria mais pagar Bolsa Família está parecendo coisa plantada com objetivos escusos, se é que vocês me entendem. Estão percebendo quantas autoridades do governo já vieram a público explicar que essa “maravilha” chamada Bolsa Família vai continuar cada vez mais forte, etc., etc., etc., inclusive a própria presidenta? E ninguém poderá dizer que estejam fazendo campanha eleitoral antecipada. Simplesmente genial!
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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BOATO A GOSTO DO PLANALTO  

Logicamente que foi um grave boato este que fez com que os beneficiários do Bolsa-Família, angustiados, corressem aos bancos, preocupados que estavam com o possível fim deste benefício. Até as agências bancárias foram danificadas, tal a angústia do beneficiário de sacar o seu certamente minúsculo, mas importante, saldo. O oportunismo político certamente não iria faltar aproveitando esse repugnante e triste episódio. E o Planalto, como se esperava, reagiu. E, com a mesma ênfase com que Dilma afirma que este boato é “desumano e criminoso”, o que é verdade, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, corneta também: “Boato sobre o fim do Bolsa-Família deve ser da central de notícias da oposição”. Aliás, e é bom que se diga que, a cúpula do PT é especialista em boatos. Desde a campanha de Lula em 2002 é que eles afirmam levianamente e na cara dura de que o PSDB privatizaria a Petrobrás, o Banco do Brasil, e interromper o Bolsa-Família, benefício este que foi criado de forma visionária por FHC, durante sua gestão, com o nome de Bolsa-Escola. E por que não, admitir também que este boato pode ter sido lançado por aliados insatisfeitos com o Planalto, ou até por petistas, já que a gestão Dilma vai de mal a pior e precisa criar motivos nesta reta de campanha eleitoral antecipada (pelo PT) para tentar mais uma vez jogar o eleitorado contra a sonolenta oposição, usando métodos “muito ao gosto do partido” e inescrupulosos, como já citei acima?! Mesmo porque a forte reação sobre esse boato, que repudiamos, ocorreu através dos beneficiários do Bolsa-Família do Nordeste, Estados em que o partido de Lula tem registrado expressiva votação nestes últimos anos, o que deixa o Planalto muito preocupado, principalmente, com a possível candidatura de Eduardo Campos, político muito bem avaliado na região. É bom deixar claro que o PT não está com essa bola toda em condições de denunciar sem provas, como é de seu costume, adversários políticos. E como está ferido mortalmente com casos vis como o do mensalão, a este partido, que antes de chegar ao Planalto prometia somente uso da ética à sociedade, hoje só resta pedir desculpas a Nação. Algo impensável nas hostes petistas.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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A BOLSA OU A ANARQUIA

O boato se alastrou como rastilho de pólvora e culminou com depredação e invasão de agências da Caixa no Maranhão. Filas e tumultos foram registrados nos Estados de Pernambuco, Ceará, Alagoas, Piauí e Rio de Janeiro. Para ter ideia da dependência dessa população ao Bolsa Família, qualquer boato sobre o fim do programa leva pânico a essa gente que já se incorporou à mordomia dada pelo governo como alimentação a um exército de flagelados, reféns dos votos  acabrestados. Pelo que se conhece dos métodos dos petistas, esse boato deve ter saído das pranchetas do governo, como uma estratégia eleitoreira. O Planalto desmente e anuncia que vai aumentar o número de beneficiados. Numa foto que mostra a invasão de uma agência da Caixa no Maranhão aparecem centenas de pessoas bem nutridas que poderiam estar empregadas em residências, cuidadores de idosos, babás e uma gama enorme de outras tarefas. Preferem trocar a sua dignidade por algumas dezenas de reais, que tornam essa ociosidade numa escravização ao voto de cabresto, fazendo-nos voltar aos tempos do coronelismo ressuscitado pelo modo petista de poder “ad aeternum”. O maior problema gerado por essa esmola é que a oposição tem de colocar na sua plataforma a manutenção do cabresto.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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PÂNICO

Alguém, não sabemos se da situação ou oposição, se é que ela ainda existe no Brasil, propagou um boato de que o voto de cabresto, ou melhor, o bolsa esmola, mais conhecido como Bolsa Família, programa do governo FHC, que os petralhas adaptaram e aumentaram, não só de tamanho, mas também com relação da dependência de boa parte dos brasileiros a este malefício, ou melhor, benefício, causou correria em grande parte do Nordeste. Comentários de Dilmão, ação “criminosa e desumana”. Não sei sinceramente o que é mais desumano, se ensinar a população a pescar ou dar o “peixe” já pescado. Bom, se for a primeira opção, então votos serão perdidos, então fiquemos com a segunda. Show de horror!

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br 
São Paulo 

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TERMÔMETRO ELEITORAL

Não apostaria um “pirulito” na origem desse boato sobre a Bolsa Família. Vejo tudo como mais uma ação diabólica do governo com dois objetivos: querer atribuir a terceiros (oposição) os boatos, quando na realidade foram plantados pelos petralhas que todos (os que leem) conhecem; e tirar proveito político dos boatos, mensurando na opinião pública, e em especial entre os favorecidos do benefício, o seu nome (como disseram algumas pessoas entrevistadas: “A Dilma vai nos dar R$ 200,00 de prêmio ou coisa parecida”). Como não tem notícias boas para destacar, usam a desgraça daqueles que são manipulados.
 
Haroldo Rocha haroldoerocha@ig.com.br 
São Paulo

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AFERIÇÃO

O tumulto nas filas dá o exato valor da “noçalullodemocracia”...
 
A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo
  
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A VERDADEIRA ASSISTÊNCIA

Com esta notícia confusa do término do Bolsa Família, aconteceu uma corrida desenfreada dos beneficiários. Deu para mostrar claramente as condições físicas destas pessoas, imaginava eu serem deficientes, pessoas doentes, fracas, sem forças para o trabalho, mas o que vi foram jovens fortes saudáveis e de bom preparo físico, diferente das pessoas que quando menino meu pai socorria com bolsa da Sociedade São Vicente de Paula (SSVP). Aliás, quem deu início no mundo a este tipo de benefício foi a SSVP, e não políticos corruptos que mudam os nomes de benefícios para lograrem êxito em suas ações. Eu ainda penso que sociedades de assistências sérias deviam cuidar dessas ações, sem interesses políticos, aí veríamos o real interesse dos governantes em ajudar de verdade, sem ter em troca votos de cabresto e impedir o crescimento do País.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com 
Sete Lagoas (MG)

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MISERÁVEIS?

Pode até ter sido boato, mas deu pra ver pelas fotos que o pessoal das “bolsas” está bem aprumado, forte e bem informado, aparentado que a contribuição parece não ser mais necessária. Essa é uma coisa que o governo precisa verificar. Estarão recebendo injustamente alguns no lugar dos que Dilma chamou de miseráveis?

Leila E. Leitão
São Paulo

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BENZA DEUS!

Boato ou não, vamos combinar que o pessoal do Bolsa Família está bem gordinho, hein? Todo mundo saudável, forte, até obeso! Benza Deus!
 
Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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BOLSA VOTO

Independentemente de descobrir quem soltou o boato sobre o “Bolsa Família”, valeu para termos uma ideia daqueles que dele dependem. Pelas imagens divulgadas do tumulto ocorrido nas agências bancárias de todo o País, todos os beneficiários estavam muito bem vestidos, gordos e felizes. Isso só vem corroborar que este programa não passa de “bolsa voto” mesmo! Duvido que aquela gente sobreviva com apenas R$ 2,00 por dia. Duvieodó!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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ANOS DEPOIS DO FOME ZERO

Os boatos sobre o Bolsa Família e as filas formadas nos bancos tiveram o mérito de revelar, ao vivo e em cores, quem são os beneficiados desse programa. Criado como Fome Zero e agora propagandeado como exterminador da miséria, imaginávamos ver sofredores e mendigos residentes em zonas rurais, mal nutridos e sem oportunidade de trabalho, mas o que se viu foi uma população bem mais saudável que os moradores de rua de São Paulo, estes, sim, miseráveis. Sabendo para quem vão seus votos e de quem sai a renda destinada a eles, é impossível deixar de sentir uma profunda revolta.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo
      
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O BOLSA ENGANAÇÃO

Pessoalmente, sou contra estes tipos de bolsas proporcionadas pelos governos, friso, com o nosso dinheiro, às classes mais pobres, pois as entendo populistas, eleitoreiras e estimulantes à ociosidade, à proliferação dos pobres e, por consequência, da pobreza. Elas deveriam era desestimular este altíssimo índice de natalidade dos necessitados, proporcionando-as com valores mais altos, mas apenas para o primeiro filho, e dela debitando um pequeno porcentual para os próximos que nascessem. E também não posso concordar com o boato de seu abrupto cancelamento, pois isso seria uma traição do governo aos atuais beneficiados, aumentando ainda mais o sua miserabilidade. Elas, as bolsas, devem ser proporcionadas, sim, mas somente aos nascidos em data, no mínimo, nove meses após anúncio da modificação, de modo que as crianças com a geração já iniciada em razão destes atuais estímulos não sofressem as consequências de uma decisão destas que, se vier de maneira repentina, conforme divulgada pelo boato, será no mínimo irresponsável, talvez até criminosa.     

Nilton de Freitas Guimarães nfguimaraeseo@gmail.com 
Rio de Janeiro

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RUINDO O CASTELO?

O jornal “Financial Times”, em editorial publicado ontem, 20/5, disse que “a sensação de que tudo corre bem no Brasil é apenas uma ‘fachada’” e que o governo Dilma, “em vez de reformas amplas, apoia setores ‘mimados’, como as montadoras”. Será que estão começando a ver que “a rainha está nua” e o castelo de cartas petistas está prestes a cair?

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br 
São Paulo

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GOVERNO DE FACHADA

Demorou, mas o jornal “Financial Times” desmistificou o governo Dilma Rousseff. O jornal critica o estilo mandão de Dilma e disse que o seu governo é de “fachada”. Não há melhor palavra para contextualizar o que se passa nesse governo. O governo Dilma apoia setores como as montadoras, segmento que ajuda o governo quando o assunto é consumo, porém esse modelo está esgotado. Muitas pessoas que compraram veículos aproveitando a redução do IPI estão inadimplentes. Algumas estão perdendo seus carros por não conseguirem pagá-los. Um belo estímulo ao comprador: leva o carro e, mais adiante, o entrega aos bancos. A prioridade do governo Dilma não são as reformas, mas o protecionismo de alguns setores e seus lobbies. Basta ver a aprovação da MP dos Portos, um verdadeiro jogo de cartas marcadas. Se no Brasil não há uma oposição para ver e falar, felizmente há jornais de olho na política econômica desastrada de Dilma, que até agora não disse a que veio. E o tempo é implacável, cobrará a fatura mais adiante. Com sua vassalagem na Câmara e Congresso Dilma só patina onde deveria exercer seu poder com mãos de ferro. Um governo de fachada e faz de conta. Um dia o povo acorda. Brasil, um país de tolos!
     
Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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A FÚRIA DE JOSÉ SARNEY

Deu no “Estadão” que a jornalista Alcinéa Cavalcante foi condenada a pagar R$ 2 milhões em indenização a José Sarney, um campeão de processos contra jornalistas e jornais. Alcilene, irmã da jornalista em questão, como também o jornalista Antonio Correa Neto, falecido, foram alvo da fúria de Sarney por exercerem o direito de se expressarem. Em julho de 2009 foi a vez do “Estadão”, que foi amordaçado por um juiz amigo do clã Sarney, ficando impedido de informar sobre os ilícitos praticados por Fernando Sarney, o filho de José Sarney, nas apurações da Operação Boi Barrica. Ao constatar o bom funcionamento da lei quando se trata de políticos e agregados, lembrei-me das palavras do jornalista Alexandre Garcia, que disse certa vez que o Brasil precisa sair do avesso, que no Brasil a lei é feita por aqueles que imaginam que podem ser presos algum dia, e acrescentou que para privilegiar, ainda mais, os mais privilegiados, instituíram prisão especial para quem tem diploma de curso superior. Em se tratando de Justiça justa mesmo, incorruptível e transparente, deveria ser essencialmente ao contrário: para quem tem diploma de curso superior ou ocupa cargo de mando e parte para o crime, a prisão tem de ser a pior e mais impiedosa possível, deixando para os ladrões de galinha que nunca tiveram acesso a nada, que tenham na desventura, pelo menos, o conforto de uma prisão decente. 

Peter Cazale pcazale@uol.com.br 
São Paulo

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IMPRENSA E LIBERDADE

Seria importante saber o nome e investigar o juiz que promulgou a condenação da jornalista Alcinéa Cavalcante. 

Eliana Racy De Micheli micheli@plugnet.com.br
São Paulo

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REVOLTA

O senador José Sarney não tem limites, ao processar e humilhar jornalistas e impedir o jornal “O Estado de S. Paulo” de publicar a sua verdadeira hereditariedade, que é pilhar o Brasil. A verdade é uma só: o Brasil é uma republiqueta desprovida de terroristas. Sarney tem sorte. Em qualquer outro país a vida política de José Sarney seria um simples obituário.   
 
José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br
Espírito Santo do Pinhal

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DEMOCRACIA MUTILADA

Neste fim se semana ficamos indignados ao ver nossa democracia ser mutilada por inescrupulosos de toda espécie. Sarney, o poderoso chefão, conseguiu na justiça uma indenização de R$ 2 milhões em processo contra uma jornalista e professora aposentada, que percebe mísero salário mensal e não tem como pagar. No domingo, uma emissora de TV mostrou o escândalo das aposentadorias robustas, e imorais conferidas a funcionários do Congresso, por invalidez. Percebendo benesses de fazer inveja, todos estão saudáveis e trabalham em setores privados. E ontem (20/5) o “Estadão” nos mostrou mais um afronta com dinheiro púbico. As digníssimas esposas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) acompanham seus maridos em viagens pelo Brasil e ao exterior, usufruindo mordomias acintosas à custa do dinheiro público. Dona Dilma, ansiosa por sua “self promotion”, faz mais uma vez o “diabo” para sua releição e inaugura um estádio de futebol cujas obras não estão acabadas. Estes detalhes escabrosos e indignantes mostram com clareza quem são os donos do Brasil. Nossa democracia precisa mesmo ser aperfeiçoada, senão gerações futuras pagarão um preço sem conta para tentar moralizar este país.
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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AS VIAGENS E O STF
 
Desde que exista possibilidade legal, as viagens de ministros de nossa Suprema Corte são legítimas, inclusive com o acompanhamento de suas mulheres. Porque os ministros sempre representam a nossa Corte Suprema em todos os locais do planeta, seja em conferências ou em participações de reuniões ou conclaves. Obviamente, com o montante dos ganhos mensais dos ministros, estes jamais poderiam arcar com as despesas de viagens, ficando a representação do STF falha e praticamente inexistente. Existem outras verbas que podem ser economizadas, em favor da economia da Nação.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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AVIÃO PRÓPRIO

E agora, brioso Joaquim? O STF também se tornou uma mãe para ministros e familiares. Com tanto dinheiro gasto em passagens aéreas para mulheres de ministros e ministros aposentados, é melhor a Suprema Corte comprar logo um avião. 
  
Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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VIRADA CULTURAL OU CRIMINAL?

Pelo andar da carruagem, é chegada a hora de o prefeito Fernando Haddad fazer uma boa reflexão sobre o custo-benefício de se manter a chamada Virada Cultural no calendário municipal. Dentre todas as edições, o balanço desta última foi o pior, contabilizando-se pessoas roubadas, furtadas, baleadas, esfaqueadas, mortas. Tumulto em estação de metrô. Muitas prisões, arrastões, alto consumo de drogas e cerca de 1.800 atendimentos (!) por excessos debitados ao consumo de álcool. Apesar de toda essa insanidade coletiva, esse quadro dantesco pode vir a ser “aperitivo” perto das possibilidades – em aberto nas futuras edições – da ocorrência de tragédias em que se poderão multiplicar os mortos e feridos, caso o imponderável deflagre um tumulto em que haja pisoteados e mortos, dado que as aglomerações são uma constante nesses eventos e, pelo visto, não há como evitar que tais coisas ocorram. Com todo respeito aos organizadores, essa “Virada” está mais para irracional e criminal que para cultural. Se a autoridade pública admite não poder dar segurança mínima aos participantes num evento que patrocina, estará sendo irresponsável se insistir em promovê-lo. O bom-senso, pois, recomenda cancelá-lo para o bem de todos e a segurança geral dos que hoje expõem sua vida a risco em troca de momentos fugazes de curtição.

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br 
São Paulo

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BALANÇO

A Polícia Militar divulgou um balanço das primeira horas da Virada Cultural na cidade de São Paulo: 12 arrastões, seis pessoas foram baleadas, vários assaltos e duas pessoas foram mortas. Pelo visto essa Virada Cultural deveria se chamar virada da baderna...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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VIRADA CULTURAL?
 
Enquanto o simplório, mas privilegiado, senador Eduardo Suplicy sobe ao palco e manda pedir ao microfone, entre cândidos sorrisos e doces apelos, a devolução de seu celular e carteira de documentos, que foram furtados na Virada Cultural, o público em geral, a “odiosa” classe média sofre violência, arrastões, tiros e ameaças de toda ordem. Enquanto justificativas do tipo “aumento da quantidade de pessoas dispostas a roubar”, “pessoas que não vinham e vieram com propósitos diferentes” e, atenção, “o comportamento dos protagonistas dos roubos transcende qualquer planejamento”, percebemos, atônitos, a polidez e cerimônia das autoridades ao tratar os ladrões, traficantes e assassinos. Afinal de contas, disse Fernando Haddad, ao comentar, heroicamente, a primeira festa de sua gestão: “Não podemos nos intimidar. Temos de ir para as ruas”. Detalhe: só não reagir, não é mesmo, sr. prefeito? E ficarmos atendendo, solícitos, às exigências dessas “pessoas-protagonistas” de dúbias intenções. Tudo muito civilizado. Quisera que o povo não se intimidasse e fosse, sim, para as ruas! Mas por outros motivos, que os governantes sabem muito bem quais são e fingem, espertamente, desconhecer o que é!  
 
Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br 
São Paulo

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AMIZADE

Senador Suplicy, eu já fui roubado e não tive a complacência do ladrão. Vergonha! Aqui, além de amigo do Rei convém ser amigo do ladrão.

José Carlos Wahle jose.wahle@veirano.com.br 
São Paulo 

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SUPLICY CANTOR

Lembra da propaganda da seguradora em que o ladrão abandonava o carro para não ter de ouvir o Biafra cantando? Terá sido este o motivo para terem devolvido os documentos do Suplicy? 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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SENADOR PAZ E AMOR
 
Se todos cantarem depois que tenham sido roubados neste país, iríamos ter um Bob Dylan desafinado a cada 10 metros. Mas calma, Suplicy, não fique “soprando no vento”, comece procurando por seu celular no diretório de seu partido.
 
Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com
Casa Branca

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BOLSA ASSALTO

Tocante o gesto da cantora Daniela Mercury em retornar ao palco, na virada cultural paulistana, para solicitar a devolução dos documentos furtados do senador Eduardo Suplicy. Pena que o mesmo não ocorreu para outras centenas de ocorrências policiais durante o mesmo evento. Preocupa o que acontecerá durante a Copa do Mundo e a Olimpíada. Como os atuais governantes do “nosso” Brasil são pródigos em auxiliar os “necessitados” e a presente composição do Congresso Nacional encontra-se com poucos temas para legislar (sem medidas provisórias), fica a sugestão de se criar a “Bolsa Assalto” aos meliantes das capitais. Todos nós pagaríamos “pedágio” a eles, e assim nos deixariam livres para assistir aos jogos da Copa sossegadamente.
 
Milton L. Gorzoni gorzoni@uol.com.br 
São Paulo

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FRACASSO

Se todo paulistano que participou da primeira Virada Cultural do PT, e que teve celular e carteira roubados, pudesse subir no palco para pedir a devolução de seus objetos, como fez o senador Eduardo Suplicy, não haveria show. A organização do evento petista foi um retumbante fracasso.
  
Leão Machado Neto lneto@uol.com.br 
São Paulo

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NOITES NEGRAS

A Virada Cultural foi copiada pela então prefeita Marta a partir de evento cultural similar que existe em Paris, chamado “Nuite Blanche” (noite em branco, em francês). Nas mãos de Haddad, está virando noite negra.

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com 
Vinhedo

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AMOLECEU

Foi um espetáculo de incidentes a Virada Cultural paulista organizada pela Prefeitura. Como para o PT a criminalidade é fruto de injustiças sociais e cujo combate deve levar isso em conta, a capital paulista demonstrou nesse fim de semana uma reação inédita da criminalidade no evento cultural, talvez pela mudança ideológica na Prefeitura do município. Durante o evento, 2 pessoas foram mortas, 4 foram baleadas, 6 foram esfaqueadas, houve arrastões e brigas, 28 presos, 9 menores presos. Houve também 260 pessoas removidas por bebedeira. Os índices de criminalidade excederam as expectativas e geraram críticas aos organizadores. Aparentemente, a criminalidade está se beneficiando do “amolecimento” das autoridades com relação à aplicação das leis e disciplina.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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VIRADA CULTURAL

O prefeito e um comandante da Polícia Militar disseram que “a causa da violência pode ter sido o aumento do número de pessoas dispostas a roubar”. Isso se dá em meio à propagação da propaganda do “pleno emprego” pelo governo do PT. Onde está a verdade?

Fernando B. Nogueira fernando@bikeways.com.br 
São Paulo

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MENORES CRIMINOSOS NA VIRADA

Desde que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e outras autoridades se manifestaram publicamente contra a mudança na lei da maioridade penal, os crimes cometidos por menores aumentaram de número e de grau de violência. Sentiram-se eles, evidentemente, fortalecidos por estes políticos que continuam a julgar o “de menor” como uma criança que precisa ser socializada e jamais punida. Admira-me que o prefeito Fernando Haddad tenha se admirado com o aumento da violência e dos roubos durante a Virada Cultural, pois ele foi um dos que se manifestou contra a mudança na lei, ainda que as pesquisas mostrem que 93% dos paulistanos desejam o endurecimento da lei, não só para menores, mas para criminosos de qualquer idade. Até quando estes políticos nos condenarão a sermos reféns da criminalidade? A continuar este caos, o sucesso deste e de qualquer outro evento em São Paulo e no resto do Brasil pode estar com os dias contados...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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PADRÃO

Juca Ferreira, secretário municipal da Cultura, não considerou o evento “virada” como violento, o que nos leva a concluir o seguinte: ou a ambiência cultural do sr. secretário foge aos padrões normais ou é consequência de recente viagem à conflagrada Síria.

Carlos Rolim Affonso profrolim@globo.com 
São Paulo

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PREVISÃO

Na prática, essa idiotice de virada cultural só tem servido para trazer o crime e a desordem ao Centro da cidade e à população de bem, que, ingenuamente, comparece ao evento esperando encontrar algo de cultural. A cada ano que passa esse evento tem ficado mais desorganizado, violento e perigoso, como foi possível constatar no último fim de semana. E, como se não bastasse, temos de ouvir do dissimulado prefeito Haddad a desfaçatez de que a violência foi maior do que o “previsto”. E o que foi “previsto”? Apenas alguns arrastões, apenas algumas facadas, apenas uma morte? Ora, prefeito, ao invés de proferir bobagens, faça algo de útil à população honesta e de bem da cidade de São Paulo e acabe com esse evento inútil, que só tem servido para reunir delinquentes, marginais e desperdiçar o dinheiro público.
   
Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br 
São Paulo

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VALE A PENA

Apesar das falhas de falta de segurança e de organização, a Virada Cultural de Sampa vale a pena e deve ser incentivada e prestigiada. Precisamos oferecer mais arte e cultura gratuitas e de qualidade para os paulistanos. A Virada Cultural é uma excelente iniciativa da Prefeitura e merece elogios e apoio.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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SILÊNCIO

Estou escrevendo esta mensagem para sugerir que a Prefeitura não realize mais as viradas culturais. Na minha opinião, as grandes cidades atuais já são por natureza estressantes e barulhentas. A virada cultural só agrava esse problema, intensificando o ruído e o barulho noite adentro pela cidade inteira. Seria muito melhor se a Prefeitura promovesse o silêncio noturno. Afinal, as noites foram feitas para dormir, não para ficar ouvindo música. Pelo menos, essa é a minha opinião. Obrigado.

Erico Tachizawa ericotachizawa@ig.com.br 
São Paulo

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DESRESPEITO

Estou absurdamente chocada em como está a cultura do cidadão brasileiro, isso já há algum tempo. Quando li a notícia sobre os problemas ocorridos na Virada Cultural, só percebi que minha visão está caminhando para ser considerada correta. O povo necessita desesperadamente de educação de qualidade, e não é somente a educação formal da escola, é algo muito mais profundo. Estamos colhendo hoje anos de estrago, devido ao pouco investimento na educação e nas necessidades básicas do cidadão. O ser humano brasileiro necessita de entendimento sobre a vida, sobre quem ele é e sobre o que o outro representa. Não existe mais a consciência sobre onde começa e termina a pessoa, ou seja, onde estão os seus direitos e deveres, há uma necessidade urgente de o governo educar o cidadão sobre isso. Vemos campanhas o tempo todo que surtem efeitos, como exemplo mais recente as campanhas sobre o respeito à vida no trânsito, a faixa de pedestres, os motociclistas e ciclistas. O Brasil vem sofrendo de falta de respeito. Pessoas andam com seus carros equipados com um “super som”, ligado numa altura absurda, andando pelas ruas ou parados em qualquer lugar, sem a menor preocupação com o outro. As pessoas dominam o espaço do outro sem o menor pudor. Alunos passam por cima de professores. Pessoas se acotovelam em transportes públicos, causam lesões corporais e as pessoas apenas reclamam que está horrível. Pessoas ligam suas músicas preferidas em alto e bom som em qualquer lugar, vi isso acontecendo dentro da espera de um hospital e ninguém fez nada, porque segundo o segurança isso é normal hoje em dia. O respeito está morrendo e os responsáveis pela ordem e lei nada fazem, não percebem que isso é só o começo de algo bem mais sério. Tenho 40 anos e estou absurdamente preocupada com o rumo disso. Por favor, que se criem campanhas educativas sobre respeito à vida, ao outro, a educação, expliquem ao cidadão que a felicidade dela não pode ser a infelicidade do outro. E que se criem leis para tudo isso, pois em qualquer país desenvolvido ou que leve o respeito a sério há regras e leis pra o papel jogado no chão, para o barulho que sai da sua casa e entra na casa do outro. Vivemos em comunidade e está na hora desse país acordar antes que a cultura oficial deste país seja o desrespeito.

Simone Simões fisio.simoes@gmail.com
São Paulo

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SEGURANÇA PÚBLICA

Coisas muito mais complexas e mal explicadas afetam a segurança do cidadão do que simplesmente decidir se o policial deve ou não atender às vítimas nas ocorrências policiais. Nunca foi explicado por que, em época de eleições, há um aumento da criminalidade, principalmente no Estado de São Paulo, com ordens provenientes do interior dos presídios sendo executadas e aumentando consideravelmente a criminalidade e a insegurança pública. Em abril, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou um estudo do Estatuto do Desarmamento que, após campanha contra o desarmamento da sociedade civil, houve considerável diminuição na compra de armas por parte da população, o que levou ao júbilo o governo federal, ao qual esse órgão é ligado. Misteriosamente, o Ipea não fez uma análise correlata sobre se tal fato havia contribuído para a diminuição dos índices de criminalidade, mas constatou-se, pelo número de ocorrências policiais, que cresceu a taxa de homicídios, de pequenos e grandes roubos, furtos e assaltos, bem como da invasão de domicílios na maior parte  das cidades brasileiras. Por que interessa tanto ao governo federal desarmar o cidadão sem, em contrapartida, lhe conceder uma segurança pública à altura da extorsiva carga tributária? Por que se incentiva ao desarme da população, enquanto que os bandidos continuam fortemente armados e com armas melhores e mais potentes do que as dos policiais? Por que está havendo um sucateamento em delegacias e nas Forças Armadas, como se houvesse uma tentativa de denegrir a imagem dessas instituições, aumentando ainda mais a sensação de insegurança? O cidadão indefeso é vítima duplamente: dos bandidos, que já formam o quarto poder da República , e do nanogerenciamento de um governo incompetente e cheio de más intenções. Não fazemos a apologia do revide e muito menos de uma guerra civil, mas observando-se que mesmo sem reação as pessoas estão sendo assassinadas, que há uma obtusa visão sobre o tratamento que deve ser dispensado aos que cometem delitos, além da omissão do Estado em cumprir o seu dever, o cidadão contribuinte tem todo direito à autodefesa. Está na Constituição. Que se cumpra!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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