Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 5h37

28 Maio 2013 | 02h04

Perdão de dívidas

O Brasil acaba de perdoar dívidas de US$ 900 milhões de 12 países africanos. Esse desgoverno do PT virou uma bagunça organizada. Quantos hospitais, escolas, estradas deixaram de receber a atenção do governo para que o "Brasil Carinhoso" despejasse suas bondades na África? Quantos bancos ou instituições financeiras já perdoaram o estouro do seu cartão de crédito? País rico é país que anda de fraque e com o traseiro de fora. O País arrecada cada vez menos. As desonerações multiplicam-se e o brasileiro trabalha até o mês de maio só para pagar impostos e sustentar 39 ministérios e a horda de "cumpanheros" aboletados nas estatais. A corda já está esticada demais, a qualquer hora vai se romper. Que não demore.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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Do próprio bolso

É incrível! O Brasil não consegue tratar nem dos seus doentes e vai doar mais de R$ 50 milhões à saúde de outros países, bem como abrir mão de US$ 900 milhões para países africanos. Essa presidente, em quem não votei, deveria arcar pessoalmente com tais doações. Uma vergonha!

JOÃO CARLOS CARCANHOLO

advocacia.carcanholo@bol.com.br

Piracicaba

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Doação

Enquanto as nossas Santas Casas vivem em situação pré-falimentar por causa da obscena tabela remunerativa do SUS pelos procedimentos médico-hospitalares, o Brasil vai doar R$ 52 milhões para a saúde de outros países. É simplesmente degradante e revoltante, num país onde a saúde do pobre vive na UTI. Esperem as próximas eleições!

WALTER MENEZES

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

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Passagens aéreas

Neste governo, onde se mexe se acha, a falta de controle, planejamento e bom senso é total. Essa farra com passagens e diárias é absurda. E o pior, a grande maioria das viagens é desnecessária. Quem paga a conta somos nós, por isso gastam sem controle!

MAURILIO PEREIRA

mauriliopereira@uol.com.br

São Paulo

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Bolsa-Família

Dilma Rousseff classificou o responsável pelos boatos sobre o fim do Bolsa-Família de "criminoso" e "desumano". Agora lemos nos jornais que a própria Caixa Econômica promoveu a "confusão", por assim dizer. Fácil jogar a culpa na oposição, na "zelite" burguesa, blá-blá-blá. Se até hoje a Polícia Federal (PF) não esclareceu casos como os que prejudicaram candidatos tucanos, por que o faria agora, quando fica patente que a fonte da boataria é a suposta vítima, o ilibado Partido do Trambique? 

MARLY N. PERES

lexis@uol.com.br

São Paulo

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O caos da Caixa

O profissional de boa cepa não perde tempo criticando, acusando, denegrindo seus antecessores ou oponentes. Lúcido, trabalha, renova, estrutura, refina. Esse é o imenso hiato que separa um FHC da dupla Dilma-Lula.

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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Boatos e lógica

Se de fato os boatos sobre o Bolsa-Família foram espalhados por ligações telefônicas, hipótese levantada pela PF, teremos mais dúvidas do que respostas. Afinal, ao menos em teoria, só quem detém os dados dos beneficiários do programa são o governo federal e a Caixa. Imagina-se que o cadastro dos bolsistas não esteja disponível para qualquer pessoa. Portanto, o "boato", confirmada a hipótese da PF, só pode ter tido origem num desses detentores de tais informações. É uma questão de lógica bem simples. A não ser que a Caixa ou o governo tenham posto os dados cadastrais à disposição de outros órgãos e empresas, o que seria ilegal, não há uma terceira opção. E falta explicar como a Caixa sabia de antemão dos tais saques, posto que, segundo as informações correntes, deixou abastecidos os caixas eletrônicos com provisões muito além do normal para o fim de semana. Esperamos que a PF consiga dar-nos a resposta para todas essas questões.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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Confiar desconfiando

Desse tumulto que envolveu a turma do Bolsa-Família sobrou a verdade cristalina: o povo confia no governo, mas desconfiando. A politicagem está também sendo sentida pelas classes C e D e a turma anda para a frente, mas com um pé atrás.

GERALDO SIFFERT JUNIOR

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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RUY MESQUITA

Homenagem

Com profunda tristeza nos unimos ao pesar da família de Ruy Mesquita, aos integrantes de O Estado de S. Paulo, ao povo brasileiro e ao de toda a América Latina pela perda de um incansável lutador pela democracia e pelas liberdades, que dedicou décadas de sua vida profissional a projetar a verdade e fazer do prestigioso diário paulista uma referência obrigatória da caracterização da situação do Brasil e do mundo. Os venezuelanos democratas - que neste momento sofremos os embates de um regime autoritário ao estilo do século 21 - sempre recebemos a generosa solidariedade de uma imprensa objetiva que tem suas páginas abertas para retratar em seus editoriais e artigos os princípios e valores da verdade. Graças ao prestígio do dr. Ruy e de sua excelente equipe de jornalistas, as notícias da realidade venezuelana foram projetadas de maneira veraz e oportuna para outros meios de comunicação brasileiros e de todo o mundo, da mesma maneira que outros países que atravessam situações similares não foram silenciados por esse grande tesouro jornalístico. Seu testemunho pessoal com sua atitude de se opor à censura em épocas passadas jamais conseguiu dobrar sua fé na liberdade de expressão, pelo que sua epopeia é uma lição de honorabilidade, especialmente quando em outros países da região se pretende com medidas perversas arremeter contra as expressões do pluralismo de ideias. Por isso sua epopeia não só será lembrada, mas também constitui um modelo que nos inspira a seguir defendendo sua trajetória admirada e admirável. Com muito pesar, expresso as mais sentidas condolências.

MILOS ALCALAY, ex-embaixador da Venezuela no Brasil

Caracas

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Tristeza

Meu caro Ruyzito, quero que você e seus irmãos saibam que sinto muito. Na edição de CartaCapital desta semana escrevo sobre a tristeza que me toma, mais fundo do que vocês podem imaginar. Com imenso pesar,

MINO CARTA

São Paulo

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LUIS ROBERTO BARROSO

Diz o surrado e velho ditado que onde há fumaça há fogo. Entretanto, ainda não é hora de um julgamento precipitado do futuro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado Luís Roberto Barroso, que ocupará a cadeira do ministro Carlos Ayres Britto, aposentado. Suspeita-se de que o processo 470, que condenou a quadrilha do mensalão, está prestes a ruir como um castelo de areia, tendo em vista que o indicado é próximo a integrantes da cúpula do PT, principalmente José Dirceu e o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Barroso é advogado constitucionalista e dispensa cuidados sobre seu saber jurídico. O futuro ministro destacou-se na defesa do terrorista italiano Cesare Battisti, protegido por Lula da extradição pedida pelo governo italiano. Um pré-julgamento do novo ministro é apressado e injusto porque o STF, como guardião da democracia, não terá da parte do novo ministro a subserviência escancarada de alguns ministros durante o julgamento do mensalão, nitidamente em sintonia com o Planalto. Nem tudo é o que parece. Luís Roberto Barroso, da melhor cepa vassourense, como o foram antes dele Sebastião Lacerda (1912), Edgar Costa (1945) e Ary Franco (1956), será um guardião da Constituição. Mas que essa indicação tira-nos a tranquilidade quanto ao mensalão, isso tira. 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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HONRA OU ADVERTÊNCIA

Estou perplexo com o entusiasmo com que se aplaude a indicação “dílmica-lulista” do advogado Luis Roberto Barroso para o STF. O adjetivo mais frequente com que o qualificam exalta uma "qualidade" (?) deletéria. E que, se o qualifica, insere-o entre tantos desclassificados que vicejam no lodo do cenário político que fermenta em Brasília. Dizem "é um advogado progressista". Ora, essa é uma das muitas palavras, outrora dignas e de significado honroso, que a prática e a dialética marxista, em geral, e petelulista no Brasil, em particular, transformaram numa conotação de marginalidade, oportunismo,venalidade e falta de caráter. Não é em vão que gente como Lula, Dilma, as ministras periféricas, Rui Falcão do PT, Paulinho da Força, Zé Dirceu, Genoíno e centenas de milhares de etcs. insuflam o peito, ajeitam a máscara e tonitroam " somos progressistas". Quando alguém se jacta ou agita o lábaro de progressista é prudente prestar atenção à carteira e lembrar o que escreveu há décadas, noutro contexto, o respeitável Alexandre Marcondes: "pode ser um padrão de honra, pode ser uma advertência". Infelizmente, em tempos de petelulismo e de cooptações vergonhosas e vis, ser rotulado de progressista é uma grave e ameaçadora advertência. Afinal, o "progressismo" do advogado Luis Roberto Barroso teve a sua mais perfeita tradução na apaixonada defesa do criminoso marxista italiano, afilhado e protegido do PT. O regozijo nas hostes mensaleiras e petelulistas pela indicação do advogado Barroso não é alvissareira. Indica, isso sim, que o STF do PT recebe um precioso reforço. Para pesar da Nação.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br 
São Paulo

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EM PROSA E VERSO

Cantado em prosa e verso, o novo ministro "progressista" do STF já deu a letra de que a pizza mensaleira foi para o forno. Azar da odiada classe média, que, além de não ver os mensaleiros na cadeia, ainda terá que ouvir Marilena Chauí puxar o coro "Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro".

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com 
Vinhedo

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DÉBITO COM A DEMOCRACIA

Está coberto de razão o novo ministro do STF, Luis Roberto Barroso, quando diz que "decisão política deve tomar quem tem voto". Porém, cabe ao Judiciário não permitir que bandidos tenham votos. É obrigação do Judiciário não permitir  que o eleitor vote manipulado por marqueteiros, seja enganado por pilantras palanqueiros, venda seu voto. Seja por esmolas ou por milhões. Já que indivíduos analfabetos, ignorantes ou totalmente alheios à política não só têm o direito, mas o dever de votar, cabe ao Judiciário protegê-los da sanha dos malfeitores. Caso contrário, o que infelizmente parece ocorrer, salvo raríssimas vozes isoladas, é tudo farinha do mesmo saco. Muita gente chega a altos postos com currículos inexistentes, falsos ou medíocres. Outros, com currículos exemplares, jogam tudo no lixo em troca do cargo. Nossa história recente está farta de exemplos. A inteligência nacional está cansada de tantas falcatruas, mas não encontra mecanismos institucionais para impedir que o mal prospere. Ao permitir que o lulopetismo tenha chegado onde chegou e trazido o Brasil à este inferno em que nos encontramos, a Justiça tem um débito enorme com a democracia.  

Carlos Eduardo Stamato dadostamato@hotmail.com 
Bebedouro

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DOA A QUEM DOER

O STF é a instituição máxima do Poder Judiciário, que tem por dever a tutela da preservação da Carta Magna. Dessa forma, a nomeação de seus ministros deveria estar desvinculada do Poder Executivo, mas, dos 11 ministros, 4 – Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Dias Toffoli – foram nomeados por Lula enquanto ainda presidente e outros 4 – Luiz Fux, Rosa Maria Weber, Teori Zawascki e o recente Luis Roberto Barroso – foram nomeados por Dilma, ou seja, hegemonia petista na mais alta corte do País. A princípio, queríamos acreditar na isenção de todos os magistrados no julgamento do mensalão do PT, como convém a verdadeiros representantes da justiça, mas não é o que percebemos no desenrolar do julgamento: a postura duvidosa de alguns juízes; os embargos infringentes com o claro objetivo de melar o julgamento; e a nomeação de Luis Roberto Barroso, que, a priori, parece não ter lado, com uma retórica que parece objetivar ao agrado de todos, mas que fica sob suspeita quando consta, em seu currículo, a defesa do criminoso italiano Cesare Battisti no processo de extradição, deixando mais do que evidente a paixão petista pelos fora-da-lei. Assim, ainda é cedo para julgar o julgador, embora nossas incertezas aumentem angustiadamente com o passar do tempo. Está ficando difícil mas, apesar dos Toffolis e Lewandowskis, enquanto houver um Joaquim Barbosa para honrar a toga que veste, continuaremos confiantes. Independentemente de o presidente do STF estar jogando ou não para a plateia. Só queremos justiça, doa a quem doer!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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TERRA DE MACUNAÍMAS

A indicação do professor Luis Roberto Barroso para o STF parece receber a unanimidade de vários setores em sua avaliação positiva para o cargo de ministro dessa Corte. Quem declara "decisão política deve tomar quem tem voto" deve viver em um país onde os políticos têm, em sua maioria, um nível cultural, ético, moral e principalmente cívico muito superior ao que se observa nesta terra de Macunaímas. Mas, ao que parece, outros extratos sociais que se congratulam com a indicação vivem aqui mesmo e devem estar muito satisfeitos com o nível de degradação a que chegou a coisa pública em Pindorama. O Brasil está cada vez mais surrealista. O reinado de Momo dura 365 dias por ano nesta república tropical. E 366 dias nos anos bissextos.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br
Campinas

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GIGANTE ADORMECIDO

Certamente o Sr. Luís Roberto Barroso, indicado esta semana para ministro do STF, deve ser ótimo advogado e profundo conhecedor do Direito, mesmo porque um dos seus clientes foi o Cesare Battisti, aquele acusado pela Itália de ter ligações com a máfia e assassinado quatro pessoas. Contudo, não foi extraditado pelo nosso (des)governo, o qual não obedeceu as leis vigentes entre os dois países envolvidos. Também nos deixa receosos que este nobre advogado tenha sido indicado pelo apedeuta Lula da Silva,  que, por sua vez, está sendo acusado por Marcos Valério de ter pleno conhecimento da existência do "mensalão", bem como, por outro lado, também ser o criador e protetor da Dona Rose, sua amiga intima, que chefiava o escritório da Presidência em São Paulo, e está envolvida até o pescoço no escândalo que ficou conhecido como “Rosegate”. Portanto, simplesmente por ser indicado pelo ex-presidente em exercício, já me dá o direito de sentir o cheiro da pizza enorme que está assando lá em Brasilia, para comemorar a diminuição da pena, ou até mesmo a anulação da condenação dos políticos Petralhas na finalização do julgamento do Mensalão. Acorda Brasil!
 
Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com
Taubaté

PESSOA DE BEM

A aceitação do ministro Barroso para a vaga do STF tem sido tão bem aceita pela maioria da sociedade brasileira que parece que desta vez D. Dilma não pediu a opinião do ex-presidente Lula.

Victor Germano Pereira  victorgermano@uol.com.br 
São Paulo

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GATO NO TELHADO

A moderação do novo ministro do STF, um grande jurista, mas, percebe-se, adepto das filigranas e do pessimismo da ministra Eliana Calmon com os rumos do mensalão parece-me um alerta de que o "gato subiu no telhado". Se isto ocorrer, os cidadãos saberão que não é o foro que é privilegiado, mas os "malfeitores" políticos da situação.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br 
Salvador

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A CHANCE DO STF

Pois é, só um governo como esse para aprovar e indicar para o STF o defensor de um criminoso como Cesare Battisti.  Mas Dr. Barroso deve ter pensado que valeu a pena defender esse criminoso, mui amigo dos ocupantes do poder, já que essa defesa rendeu-lhe uma vaga como ministro da mais alta Corte do País. Mesmo que Dr. Barroso tenha sido preterido diversas vezes para ser ministro do STF, dessa vez emplacou e, como constatamos, chegará num momento bem oportuno, ou seja, o de dar uma baita ajuda para os réus petralhas, que estão desesperados só de pensar em cumprir anos de cadeia. Uma grande oportunidade será perdida pelo STF, caso os réus se safem de cumprir pena: a de mostrar aos delinquentes e ladrões do nosso dinheiro que o crime não compensa e que o Brasil não é o país da impunidade e o paraíso dos corruptos.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br 
Porto Feliz

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BANDIDOS INSUFICIENTES

Finalmente, após seis meses, fumaça branca na chaminé do Planalto. Queimaram esterco! Habemus ministro. Os sujos conchavos políticos, avalizados pela dona Dilma e quadrilha, em que os interesses nacionais passaram longe, terminaram em um vergonhoso café da manhã no Palácio da Alvorada com o desqualificado ex-presidente Lula. Lá foi escolhido o novo ministro de Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se do advogado especialista em Direito Constitucional Luís Roberto Barroso. Não conheço a lista de candidatos elencados para a apreciação do presidente de direito e para a sanção do presidente de fato, mas acredito que, sem dúvidas, tem nomes indicado pelo diretório nacional do PT. No caso especifico do partido, arrisco dizer que o indicado seria João Paulo Cunha, por ONG's , pela direção do MST e até por advogados de mensaleiros. No final foi indicado o "progressista" Luís Roberto Barroso, advogado especialista em Direito Constitucional. O escolhido chega à Suprema Corte do país declaradamente favorável à união estável entre homossexuais e com destacada atuação em defesa da permanência no Brasil de Cesare Battisti. Temos poucos bandidos, não é verdade Sr. Ministro?
 
Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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SABATINA DE MENTIRINHA

A escolha do nome do novo ministro do STF, o advogado Luís Roberto Barroso, foi feita com que critérios? Será que este nome foi escolhido para "melar" a condenação dos mensaleiros e criminosos do PT? O Senado Federal ainda terá que aprovar o novo ministro. Será que o senado fará o papel de cartório carimbador? Poupar a opinião pública deste momento burocrático seria bom para evitar que os brasileiros sintam vergonha de seu Congresso. Um Senado cujo presidente Renan Calheiros, além de responder a vários processos, elogia o novo ministro antes de submetê-lo ao plenário, mostra, ao bom entendedor, que a sabatina do advogado indicado será “de mentirinha”, como diria o presidente do Supremo. Agora estou entendendo por que o imperador romano Calígula nomeou seu cavalo favorito, Incitatus, para o Senado.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com 
Rio de Janeiro

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UMA BOA ESCOLHA

Muito boa a escolha de Luis Roberto Barroso como novo ministro do STF. Barroso tem formação humanista, é progressista, está antenado com a realidade social e com o mundo em que vive e certamente dará uma importante contribuição às decisões e interpretações do STF, ajudando o Judiciário brasileiro a se tornar menos retrógrado, conservador e corporativista e a ficar mais próximo do povo e da realidade social viva, dinâmica, pulsante e transformadora.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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‘DECISÃO POLÍTICA DEVE TOMAR QUEM TEM VOTO’

Voto de quem, Sr. ministro? De 20% de ativos senadores, ex-suplentes, que nem sequer receberam votos de suas genitoras? Dos 50 milhões de eleitores cativos do PT escravizados pelo Bolsa Família (“Veja” nº 22 pg.74)? De deputado federal eleito por Tocantins com representativa eleitoral quatro vezes menor de deputado eleito em São Paulo? Votos para projetos do Executivo que se faz representar com vestes vermelhas numa demonstração de apreço às ideologias decadentes e estatizantes. Votos que se firmam na contradição política do governo petista conforme Vargas Llosa, Nobel de Literatura (“Roda Viva” – TV Cultura – 14/05): “Não se pode ser político liberal e ser chavista, a fazer elogios, como fez Lula, do Chávez. Somos democratas ou somos chavistas? Não se pode ser democrata e chavista. Não pode ficar com a liberdade e ficar com Fidel Castro. Temos que combater essas contradições. É isso que provoca o desrespeito político. Políticos que dizem uma coisa e fazem outra.” É esse o voto decisório de nossos políticos a que o senhor se refere? Afinal, o senhor é tido como “progressista”. Ou estamos enganados?

Altivo Campos Silveira altivosilveira@uol.com.br
São Paulo

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PANO RÁPIDO – FERNANDO PIMENTEL

Segundo noticiário, o ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel é suspeito de haver desviado o equivalente a R$ 5 milhões da prefeitura de Belo Horizonte em 2004. A relatoria do processo está nas mãos do ministro José Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal, que decidirá se abre ação penal. Pano rápido!
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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SERÁ O BENEDITO?

Na primeira "faxina", o ministro do Desenvolvimento (dele) conseguiu levar a presidente na conversa e deu no que deu. Corrupto que é corrupto tem "lábia" e ficou o dito pelo não dito, será o benedito? Mas agora levantaram um suspeito desvio de “apenas” R$ 5 milhões. Como explicar? Só pode ser perseguição política. É, Fernando Pimentel, a única vantagem é que o processo está no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro José Dias Toffoli. Que sorte! Será que vai se livrar de novo de mais essa encrenca? Será que a dona Dilma vai se deixar levar e cair na conversa do ministro amigo? A presidente se esqueceu do velho e conhecido ditado: "onde há fumaça, há fogo" Acabe logo com esse novo problema, para que o desenvolvimento do País não continue paralisado. O PIB caindo e a inflação subindo. Mexa-se! Ou já está pensando em uma nova desculpa, uma nova mentira?
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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VIRAR A CASACA - AFIF VS. ALCKMIN

A declaração do vice-governador Guilherme Afif Domingos de que não teve o apoio e o respaldo necessários do governo Geraldo Alckmin para que seu projeto de desburocratização decolasse nada mais é do que a perfeita demonstração de "cuspir no prato que comeu" ou o chamado “vira-casaca". Além do que, demonstra e declara publicamente ao lado de quem quer ficar, que evidentemente é o da Dilma Rousseff, por ela o ter escolhido para ser ministro. Ou seja, para quem imaginava que ele fosse um político de padrão, enganou-se, pois é igual à maioria, para quem, acima dos princípios – bom senso, critério e etc. – estão as vantagens e interesses pessoais.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br
São Paulo

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FRIGIDEIRA

Responda rápido: quem está "fritando" o Sr. Afif (PSD)? Dona Dilma (PT), o governador Alckmin (PSDB) ou ele mesmo?

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@terra.com.br
São Paulo

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CORVOS

Em relação à noticiada rivalidade exposta entre Alckmin e o "dublê de corpo" Afif, que só pode trazer prejuízos a São Paulo, cabe, aqui, a citação do antigo ditado espanhol: "Cría cuervos y te sacarán los ojos". Governador, todo cuidado é pouco. Olhos abertos daqui por diante.
   
J.S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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ENTRADAS E SAÍDAS

Em entrevista dada ao “Estadão” em 24/5, o Sr. Afif disse: "Nunca me preocupei com críticas na entrada, sempre acompanhei o que é dito na saída, para saber o que deixei de fazer". Perigosa, essa frase. Diria sem cautela. Não é necessária a mordacidade das mentes rápidas para se fazer uma associação nada abonadora, mas bem pertinente ao seu caso: nós nunca soubemos bem o que o Sr. fez na entrada, mas sabemos muito bem o que fez na saída.
 
Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br
São Paulo

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CUSPINDO NO PRATO

Os eleitores do Estado de São Paulo devem nunca mais votar em cidadãos como Guilherme Afif e também ignorar candidatos do seu partido (PSD). É inaceitável ser eleito vice-governador do Estado de São Paulo e ir ser ministro em Brasília. Isso é cuspir no prato que comeu! É ignorar os seus eleitores!

João Carlos Carcanholo advocacia.carcanholo@bol.com.br
Piracicaba

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MEIO MINISTÉRIO

Nós, os micro e pequenos empresários que geramos mais de 90% dos empregos no País, não merecemos um meio ministério.

Odomires Mendes de Paula, presidente da Associação Brasileira das Micro e Pequenas Empresas odomires@abrampe.com.br 
Uberlândia (MG)

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NENHUMA NOVIDADE

A “surpresa” demonstrada por algumas pessoas a respeito do comportamento do Sr. Afif Domingos, que está “pisando em duas canoas”, resulta de desinformação ou de falta de memória. O referido político foi o dirigente maior, em nosso Estado, do Partido Liberal (PL) autêntico, criado provisoriamente em 1985, e oficialmente em 1988. Enorme contingente de cidadãos prestantes e éticos de Jundiaí deram vida ao PL em nossa cidade, sendo certo que tivemos a honra de ter exercido a vice-presidência do diretório municipal. Com ardor republicano e amor cívico-democrático, nos empenhamos em memorável campanha na tentativa de eleger o Sr. Afif presidente da República em 1989, cujo pleito lamentavelmente foi vencido pelo Sr. Collor, de triste memória. Alguns meses antes da eleição para o governo do Estado de São Paulo em 1990, o PL realizou congresso estadual na cidade de Lins, onde ficou definido pelos congressistas que deveríamos participar do pleito com candidatura própria. O Sr. Afif não quis concorrer, sob alegação de estar desgastado pela campanha presidencial. Por isso, foram cogitados os nomes de Romeu Tuma e João Mellão para participar do certame eletivo representando o PL. Além disso, por vontade expressada pela maioria absoluta dos congressistas, restou definido que, se houvesse alguma coligação com algum candidato, o PL jamais deveria fazê-lo com o grupo liderado pelo Sr. Quércia, então governador. Surpreendentemente, alguns dias depois, por ocasião da convenção partidária realizada na sede paulista, onde pontificava o Sr. Kassab (esse mesmo...) foi apresentada e imposta aos delegados chapa única em que o Sr. Afif iria disputar a vaga de senador, coligado com o Sr. Fleury, indicado pelo Sr. Quércia para sucedê-lo, desrespeitando-se a vontade dos congressistas, fieis integrantes do partido. Soubemos, posteriormente, que em troca desse enlace, o Sr. Eduardo Bittercourt, então secretário geral do PL, ligado ao Sr. Afif, seria (e efetivamente foi, no limiar do mandato do Sr. Quércia, em 1991) nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. O resultado dessa trama é do conhecimento da população paulista. Portanto, para nós, que na oportunidade entregamos o diretório jundiaiense do PL à direção estadual, a atual postura do híbrido vice-governador/ministro da Sra. Dilma não reflete nenhuma novidade.

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br 
Jundiaí

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A IMPORTAÇÃO DE MÉDICOS

O governo do PT, liderado por pessoas que nunca trabalharam nem suaram a camisa para mostrar resultados positivos para a coletividade, quer agora, para resolver um problema crônico, criado por ele mesmo, trazer médicos de Portugal, Espanha, México e de Cuba para o Brasil. Os portugueses e espanhóis já informaram que não virão trabalhar aqui porque conhecem as más condições dos hospitais e do salário, que é muito baixo. Como sempre, faltaram estratégia e planos bem orquestrados. Faltou criar as condições necessárias para atrair bons médicos para o interior, inclusive os médicos estrangeiros. Pobre Brasil, liderado por incompetentes. Até quando vamos aguentar?

José Carlos Costa policaio@gmail.com
São Paulo 

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DE PORTUGAL, DO SÉCULO PASSADO

Exmo. dr. ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Não tenho dúvida de que o senhor seja muito ocupado, não só pelos problemas de saúde, que não são poucos, mas também pela futura candidatura, e talvez por isso o senhor tenha incorrido em “pequenos deslizes”. Não há restrição alguma por parte do Conselho Federal de Medicina para a contratação de médicos estrangeiros, desde que eles sejam submetidos a revalidação do diploma, bem como da proficiência na língua nativa, como aliás ocorre nos países que o senhor usa como exemplos. Na Inglaterra, o médico é submetido ao Professional and Linguistic Assesement Board (Plab). Nos Estados Unidos, ao United States Medical Licensing Examination (Usmle), assim como em Portugal e Espanha. Por fim, cito declarações do presidente da Ordem dos Médicos de Portugal: “A proposta do governo brasileiro fica próxima da escravatura”; “os médicos vão ficar dependentes das decisões discricionárias do governo brasileiro” e “as condições que devem encontrar do outro lado do Atlântico são semelhantes ao Portugal do início do século 20”.

Luiz Nusbaum, médico  lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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CUBANOS POR DINAMARQUESES

O País ganharia muito mais se, em vez de médicos, importássemos políticos da Dinamarca, um dos países com menor índice de corrupção do mundo. Inúmeros problemas seriam prontamente resolvidos, inclusive o da má distribuição de médicos.

Ricardo Frank Coelho da Rocha, médico ricardo.frank@gmail.com 
São Paulo

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DE COSTAS PARA O PAÍS

Como a propaganda capitalista, medíocre e mentirosa influencia tantos brasileiros de raciocínio travado. E alguns colunistas políticos também, mas estes não o fazem de graça ou por ideologia: ganham muito com isso. O que tem de mais em médicos cubanos trabalharem aqui no Brasil, sobretudo em lugares do Norte e do Nordeste, para onde nossos profissionais viram as costas? E alguns desses críticos, acostumados a planos de saúde milionários, preferem ver os assistidos pelo SUS desamparados do que receber qualquer tipo de assistência médica cubana. É muita perseguição com a ilha, que sofre toda sorte de embargos e restrições há meio século!

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br 
Marataízes (ES)

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BRASIL COLÔNIA

Li incrédulo, na semana passada, a manifestação do presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, Sr. José Manuel Silva, dizendo que “o Brasil não está tratando os médicos portugueses com dignidade”. Esse senhor ainda pensa que o Brasil é colônia de Portugal? Onde ele se encontrava quando Portugal impôs rígidas restrições aos profissionais de saúde brasileiros, em especial os dentistas, que procuravam atuar no "país irmão"? Por que não podemos, agora, aplicar a reciprocidade aos médicos portugueses? Será que a liberdade de atuação restringe-se a apenas um lado ou quando a situação econômica não os favorece?
 
José Francisco dannibale@uol.com.br 
São Paulo

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RESERVA DE MERCADO

A discussão sobre a vinda de médicos de fora para o Brasil poderia ser resolvida dentro do País. Há alguns anos, havia o Projeto Rondon, que dava oportunidade a médicos recém-formados de passarem o último ano da faculdade em cidades do interior do Brasil. Por que não reabrir esse projeto e enviar os “recém-formados” para fazerem estágios pelas cidades do interior do Brasil? Seria uma residência hospitalar que o médico faz quando está no ultimo ano de faculdade.

Marcos Pougy marcoslaly@gmail.com 
São Paulo

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IMPORTAÇÃO ÉTICA

O governo brasileiro cogita trazer (importar) 6 mil médicos cubanos, além de anunciar facilidades para trabalhadores estrangeiros que querem exercer suas profissões no nosso país. Fica então a sugestão para que aproveitemos esta onda de liberalidade profissional e possamos também importar "gestores" decentes, honestos e trabalhadores de outras nações dos países do chamado Primeiro Mundo, para serem ministros, presidentes de estatais e ocuparem cargos de confiança no mesmo governo federal que agora loteia cargos menores para médicos e engenheiros estrangeiros. Quem sabe assim equilibramos um pouco o enorme buraco que temos na gestão pública, onde amadores e pessoas sem a real qualificação ocupam cargos de destaque apenas por serem indicados por políticos deste ou daquele partido da nociva base governista.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br 
Bauru

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POPULISMO NÃO SAUDÁVEL

Segundo o governo federal, médicos estrangeiros que escolherem regiões carentes não precisarão fazer provas de avaliação. Ora, isto é, para dizer o mínimo, um contrassenso, pois é justamente nestas áreas em que a estrutura é deficiente que são precisos profissionais bem preparados para se ter um atendimento decente. Não se faz populismo com a saúde alheia.
 
Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br 
São Paulo

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“TRANSPORTETERAPIA”

Ministro Padilha decreta: “o Brasil precisa de mais médicos com qualidade” e “oito anos de formação é tempo demais para quem sofre a espera de atendimento”. Essas duas frases de sua argumentação para trazer médicos cubanos confessam, de início, a incompetência do governo, pois dez anos de poder  são mais que oito anos. Além do mais, estes médicos, não avaliados e certamente menos preparados que os aqui formados, destinados a cidades sem infraestrutura clínica ou de reciclagem profissional, não serão capazes de dar o atendimento que os doentes merecem. Atender ao pedido de prefeitos do interior para importar médicos a fim de trabalharem nessas condições culminaria com a política de saúde de muitas cidades brasileiras (e até de países vizinhos) que conheci quando superintendente do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC): comprar uma ambulância, lotá-la de pacientes com encaminhamento médico e enviá-la ao HC. “Transporteterapia” como política de saúde. Diante disso tudo, caberia a pergunta: existiriam segundas intenções, ministro?
 
Antonio Carlos Gomes da Silva, médico, membro da Academia de Medicina de São Paulo acarlosgs@uol.com.br 
São Paulo

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ALÉM DAS CRÍTICAS E DA POLÍTICA

Os Conselhos Regionais de Medicina discordam da proposta do governo federal de "importar" médicos, sejam eles cubanos ou de outras nacionalidades. E deve ser levado em consideração o fato de serem entidades de representação profissional. Mas o momento exige muito mais do que críticas ou posicionamentos políticos. É preciso mais do que nunca buscar solução para a falta de profissionais de várias especialidades e nas mais diferentes localidades. E isto pode ser constatado com muita facilidade. A saúde é coisa muito séria e a solução não pode demorar. Portanto, não basta a discordância, é preciso apresentar propostas claras e viáveis. Sem demora.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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ASSUNTO ENCERRADO

Que loucura! A pouca discussão que há sobre a vinda dos médicos cubanos mostra o Conselho Federal de Medicina absolutamente contrário à medida e a população mais esclarecida muito preocupada com a qualidade da medicina que seria dada aos mais pobres brasileiros. Não é porque são muito pobres e moram nos rincões que lhes serve qualquer coisa! Todavia, lemos nos jornais manchetes que tratam a vinda dos cubanos quase como fato consumado, goste-se ou não. Parece mesmo que já não temos mais querer. O que o governo do PT quer ele faz, e assunto encerrado.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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MEDICINA EM CUBA

Está circulando na internet um vídeo com uma reportagem feita com brasileiros que se encontram fazendo faculdade de medicina em Cuba. São as coisas que a TV não mostra. Pois então, o critério de seleção é simplesmente degradante. É necessário pertencer ao MST e prestar um exame (?) em São Paulo (não se sabe onde) para habilitar-se a estudar medicina em Cuba e sofrer uma lavagem cerebral para se tornar comunista ferrenho.  
  
Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br 
Belo Horizonte

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MESQUITA E CIVITA

Cai em pé um baluarte do clã Mesquita, fiel a seus ideais. Somente um problema na língua para calar a voz do defensor do sonho, da verdadeira bandeira, democracia e  justiça, como os seus jamais dobrou os joelhos a pseudodemocracia da bandeira vermelha, ou outras.
 
Jose Walter Teixeira de Campos viareal@jwc.com.br
Brotas

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DOIS PALADINOS
 
Em menos de uma semana, perdemos dois destacados comandantes das principais mídias impressas do Brasil, Ruy Mesquita e Roberto Civita. Ambos defensores das liberdades democráticas, com coragem e determinação sempre souberam pautar  seus prestigiosos órgãos, o jornal “Estadão” e a revista “Veja”, respectivamente, com os princípios e valores de uma real democracia que, ao lado dos direitos fundamentais das pessoas, são tão valiosos quanto a liberdade de expressão. Suas empresas jornalísticas, tenho certeza, agora com seus sucessores, saberão dar continuidade às trincheiras que ao longo de tantos anos  esses dois órgãos de imprensa  formaram para a defesa intransigente desse indispensável fundamento democrático, que é a liberdade de expressão, e sem a qual não  se pode falar em  verdadeira democracia. Mas que, infelizmente, parece sempre ameaçada por governos populistas e demagógicos, que através destes meios chegam facilmente ao poder e só pelo poder, criando um cenário de ilusão para a massa pobre e trabalhadora do país.
 
Rubens Muniz Ferraz rferraz4@uol.com.br 
São Paulo

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FESTIVAL DE FALSIDADE

Fico abismado com a cara de pau dos políticos que passam a vida toda criticando, metralhando a imprensa e os jornalistas e eis que quando morre um Ruy Mesquita ou Roberto Civita, começam o festival falsidade. Mentira! Que judiação! Foram homens maravilhosos e a nação perderá com a falta deles! Socorro! Que vergonha!
 
José Candido Lienert Jr. jclienert@gmail.com   
São Paulo

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LEGADOS E IDEAIS

A morte de Roberto Civita representa mais uma triste perda para o jornalismo brasileiro e para o País. Civita contribuiu enormemente para a formação de uma consciência nacional em torno da importância da liberdade de expressão e estimulou de maneira decisiva a busca incessante pela qualidade do material elaborado pela imprensa e entregue aos leitores, a quem se referia como "patrões". A revista Veja, sua criação mais destacada, exerce, há décadas, papel de grande relevo na luta pela democracia e pela ética dos homens públicos. O Brasil que pensa seu próprio futuro com transparência e honestidade ficou mais carente na última semana. Que os herdeiros de Ruy Mesquita e Roberto Civita honrem seus legados e levem adiante seus ideais.  

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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ESTRELA GUIA

O Doutor Ruy representou para mim uma espécie de estrela guia. Eu confesso que nunca me aventurei a redigir um único artigo sem antes consultá-lo, através dos brilhantes editoriais que ele diariamente publicava. Agora ele se foi. E deixa em todos nós, seus incondicionais admiradores, um profundo desalento. Teremos todos que sobreviver sem ele. E isso não haverá de ser uma tarefa fácil. Se me cabe fazer uma prece, eu rogaria ao Senhor para que abençoe a sua alma e também oro por todos nós para que ele, de onde estiver, nunca deixe de nos orientar.

João Mellão Neto joaomellao2009@gmail.com
São Paulo

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VOTOS DE PESAR

Gostaria de transmitir a todos os membros da tradicional família Mesquita, bem como às famílias Lara e Vieira de Carvalho, meus votos de pesar pelo falecimento do Dr. Ruy. Não é preciso listar aqui as qualidades morais, cívicas e intelectuais do falecido, bens que herdou de seu pai, Dr. Julinho, e de seu tio, Dr. Chiquinho, como eram carinhosamente tratados por familiares, amigos e funcionários. Há, porém, um detalhe que talvez muitos não conhecem: Dr. Ruy poderia também ser comparado ao escritor norte-americano Ernest Hemingway, autor da obra “O Velho e o Mar”, pois entre as grandes virtudes do Dr. Ruy, ele foi, ainda, um exímio pescador. Meus sinceros sentimentos aos familiares.

Rene Jean Marchi
Ribeirão Preto

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PÊSAMES

Às prezadas Anabela e Cida, nas suas pessoas enviamos à equipe do Estadão nosso abraço de solidariedade pela perda de Ruy Mesquita, a quem a Nação deve muito pelo que de construtivo nos proporcionou.

Maria Helena e Sergio Mauad sm@sergiomauad.com.br
São Paulo

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CONDOLÊNCIAS

Minhas sinceras condolências pelo falecimento do Dr. Ruy Mesquita. O Brasil sentirá sempre essa grande perda.

Flávia de Castro Lima lgcstrolima@uol.com.br

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LACUNA

Defensor obstinado dos postulados basilares da democracia, o Dr. Ruy Mesquita nos deixa um legado de lutas, de extremada coragem e de apego ferrenho a suas convicções liberais. Foi um cultivador incansável de um jornalismo ético, democrático e prestador de inestimáveis serviços ao Brasil. A perda pesarosa do Dr. Ruy Mesquita deixa uma lacuna que ficará na memória dos que prezam a dignidade e os valores éticos das pessoas de bem.
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br
São Paulo

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Que a missa de 7º dia tenha reunido intensa fé por um homem que viveu a plena expressão da liberdade de imprensa no Brasil. Deixou o escudo defensor do patrimônio “Estadão”.

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br  
Campinas

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NOTA DE PESAR

É com profundo pesar que o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), expressa os mais sinceros pêsames pelo falecimento do Dr. Ruy Mesquita, jornalista e diretor de “O Estado de S. Paulo”, ocorrido em 21/5. Nós nos unimos aos demais brasileiros em admirar e reconhecer a importância da perda desse eterno defensor da democracia e do direito à expressão e à informação, mentor do Estado de Direito e de ideias sempre modernizadoras. Em representação aos conselheiros, diretoria executiva e colaboradores do CIEE, apresentamos nossas sinceras condolências aos amigos e familiares do Dr. Ruy Mesquita.

Ruy Martins Altenfelder Silva e Luiz Gonzaga Bertelli roberto_mattus@cieesp.org.br
São Paulo

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LUTA PELA DEMOCRACIA

A morte de Roberto Civita representa mais uma triste perda para o jornalismo brasileiro e para o País. Civita contribuiu enormemente para a formação de uma consciência nacional em torno da importância da liberdade de expressão e da qualidade do material elaborado pela imprensa e entregue aos leitores, a quem chamava de "patrões". A revista “Veja”, sua criação mais destacada, exerce há décadas papel de protagonista na luta pela democracia e pela ética dos nossos homens públicos. O Brasil que pensa seu próprio futuro de maneira clara e honesta ficou mais carente nessa última semana. Que os herdeiros de Ruy Mesquita e Roberto Civita honrem seus legados e ideais daqui em diante. 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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COINCIDÊNCIA TRÁGICA

Em poucos dias dois baluartes da liberdade de imprensa se retiraram do palco da vida. Primeiro, Ruy Mesquita, do “Estadão”, e agora Roberto Civita, do Grupo Abril. Uma coincidência trágica para todos os brasileiros que reconhecem o trabalho desenvolvido por estes dois grandes empresários. Que seus sucessores empunhem a bandeira contra o controle social da mídia, um neologismo infame que apenas significa a colocação de mordaça nos meios midiáticos, o que nos aproximará ainda mais do modelo de governo de Cristina Kirchner e Hugo Maduro Chávez.  

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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O “Estado” também recebeu e agradece as manifestações de pesar pelo falecimento do dr. Ruy Mesquita de Affonso Renato Meira (presidente Academia Medicina de São Paulo); Alberto Raad; Antônio Dias Neme; Antonio Gerassi Neto; Dalton A. S. Gabardo; José Coelho Sobrinho (professor do curso de Jornalismo da ECA-USP); Roland Forster Correa; Vera d’Horta; e Virgílio Melhado Passoni.

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