Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

30 Maio 2013 | 02h04

Uma bagatela

O produto interno bruto (PIB) do primeiro trimestre, que tinha como previsão crescimento de 0,9%, cresceu apenas 0,6%. De 0,6% para 0,9% é só a "bagatela" de 50%. Deu pra entender?

JOSÉ PIACSEK NETO

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

PIB

As pessoas com um mínimo de bom senso sabiam que o PIB não iria crescer tanto quanto os sonhadores queriam, pois a fórmula mágica usada por Lula-Dilma-Mantega, apenas populista e consumista, fez o PIB estagnar e não derrotou os conceitos dos economistas não alinhados, como presunçosamente sonhavam. Resta agora enfiar a viola no saco, parar de vender ilusões e trabalhar honestamente pelo bem do País, o que ninguém deste governo fez até agora.

ALBERTO B. C. DE CARVALHO

albcc@ig.com.br

São Paulo

PT dez anos - pobre Brasil

Decerto o investimento em estádios superfaturados, em vez de infraestrutura, está no DNA do pibinho. Eta, marolinha danada!

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

A nau sem rumo

Esse governo até agora não sabe a que veio e vai levando a economia cada vez mais para o acostamento. Há tempo que Dilma Rousseff diz que tem de haver consumo para aquecer a economia. Esse aquecimento sem produção interna, para atender à respectiva demanda, gera inflação, que se tenta equilibrar com importação. Agora vem o ministro Mantega e diz que "havendo desvalorização do real ficamos mais competitivos"... Se estamos importando por falta de produção, a alta do dólar aquecerá a inflação. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

Incompreensível

Ao elevar a taxa de juros, o Banco Central (BC) demonstra que, ao contrário do que se dá na maioria dos países emergentes, a inflação brasileira escapou do controle e ameaça superar o teto da meta governamental (29/5 B1). A impressão que se tem é de que o estoque da herança bendita deixada por FHC se esgotou e o governo atual deriva perigosamente. Embora a economia não prime por conceitos seguros, é impossível entender o significado das palavras do presidente do BC, Alexandre Tombini, ao sustentar que "a economia está crescendo mais do que pode, apesar dos números baixos para o PIB". O pensamento não fecha nessa elucubração.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Quem aprovou?

O governo concede dádivas de centenas e centenas de milhões de dólares a países amigos, principalmente africanos e latinos. Perguntas: o Congresso Nacional não é responsável pelo Orçamento da União? Ele aprovou essas doações e/ou "colaborações"? Elas constam do Orçamento da União? Em caso negativo, pode o Poder Executivo, por decisão monocrática, dispor assim desses vultosos montantes? Nenhum promotor vai investigar o caso? A Polícia Federal eu sei que não vai.

WILSON SCARPELLI

wiscar@estadao.com.br

Cotia

Vacinação

O governo faz propaganda dizendo que a população deve comparecer aos postos de saúde e se vacinar (claro que o valor pago às agências, TVs e rádios daria para comprar muita vacina). O que não diz é que falta vacina nos postos públicos em São Caetano. Nenhum tem vacinas e eles não sabem se receberão mais do governo. Quem quiser se vacinar que pague R$ 130, o valor cobrado por postos particulares. Enquanto isso, dona Dilma viaja para locais que não trarão mercado para o País. E o que me assusta é que - sei lá quanto - a popularidade e a aprovação do seu governo beiram os 70%, 80%. Alguma coisa está errada, mas o povo tem o governo que merece.

TANAY JIM BACELLAR

tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

Servidores públicos

Enquanto a presidente desonera inúmeros setores da economia e perdoa dívidas de países africanos, permanece a taxação dos servidores aposentados e pensionistas, pouco lhe importando que se arraste há sete anos a PEC 555, que visa o fim desse confisco. Contando com a vassalagem da base aliada e insensível à luta das entidades de classe e ao apoio manifestado por mais de 300 parlamentares, Dilma não permite que o assunto seja levado ao plenário da Câmara dos Deputados, sem lembrar que 2014 será o ano do acerto de contas. Não esqueceremos!

LAFAYETTE PONDÉ FILHO

lpf41@hotmail.com

Salvador

PASSAGENS AÉREAS

Esclarecimento

Matéria do Estado de 26/5 (A4), sobre viagens de servidores públicos federais, menciona o Jardim Botânico, e meu nome especificamente, como exemplo de falta de planejamento que gerou preços elevados, acima da média, em passagens para e de Brasília, segundo informações fornecidas pela CGU. Gostaria de esclarecer: 1) Nunca tomei conhecimento dos preços de passagens que são compradas pela agência de viagens credenciada que ganhou a licitação. 2) Como regra geral, eu era convocado para reuniões em Brasília com pouca antecedência, muitas vezes dois ou três dias antes, até mesmo na véspera. 3) Quando ia a Brasília voltava no mesmo dia, evitando pernoitar, o que significa economia de custos. A matéria visava a criticar ausência de planejamento no governo. Com todo o respeito, faltou tocar na questão de fundo: o elevado preço das passagens aéreas no País, que, aliás, vem estimulando o turismo no exterior em detrimento do turismo dentro do Brasil.

LISZT VIEIRA, ex-presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro

lisztvieira@gmail.com

Rio de Janeiro

RUY MESQUITA

Condolências

O Estado recebeu e agradece as condolências pela morte do dr. Ruy Mesquita de Ana Eliza e Paulo Setubal, Antonio Carlos de Souza Queiroz Cardoso, Beatriz Mendes Gonçalves Pimenta Camargo, Belmiro Sauthier, Carlos Eduardo Mendes Gonçalves, Eric Nepomuceno, José Renato Nalini (corregedor-geral da Justiça de São Paulo), Leyla Nascimento (ABRH-Nacional), Luciano Ornelas, Maria de Nazareth Assumpção Toledo, Maria Fernanda Abdo Oliva Penha e Gerson Dias Penha, Robert Schoueri (Conselho Superior da Associação Comercial de São Paulo), Thiago Affonso Ferreira e família e Vera Pinto Alves Pereira de Almeida.

 

VIOLÊNCIA

 

Em quase todos os países, assim como no Brasil, as principais causas de mortes entre as pessoas são doenças como as cardíacas, isquêmicas, acidentes vasculares, cerebrais, câncer, desnutrição e HIV. Porém, outro fator vem ganhando as primeiras posições nas últimas décadas: o da violência. As manchetes dos jornais comprovam as estatísticas. Mais um crime brutal envolvendo os mesmos métodos: um dentista que foi assaltado e os bandidos atearam fogo em seu corpo. Há poucos dias, a mesma monstruosidade foi cometida contra uma profissional de São Bernardo do Campo, no Grande ABC. A impunidade e a violência desmedida aumentam a cada dia a descrença numa solução para a criminalidade. Preocupa e choca saber que estamos à mercê dos criminosos, que matam por causa de um celular, um par de tênis ou queimam viva a vítima que não tiver a quantia em dinheiro que querem. Infelizmente, a morte da dentista do ABC, que foi queimada viva, e a prisão dos criminosos não puseram fim a essa prática nefasta. Não por acaso, um dentista de São José dos Campos, interior de São Paulo, também foi queimado em seu consultório há poucos dias. O dentista teve 60% do corpo queimado e ainda conseguiu pedir ajuda e contar o que havia acontecido nos minutos de pânico que passou nas mãos dos marginais. Como em nosso país é necessária grande repercussão para que crimes sejam solucionados, quem sabem mais uma quadrilha de monstros humanos vá parar na cadeia. Entretanto, a impunidade fomenta a criminalidade e a população acompanha dia após dias, pelos jornais, pela TV e pelas redes sociais, os casos hediondos, sem poder se defender, aprisionada que está em sua residência. Confesso não ter resposta para essas perguntas. Estamos perdendo a guerra para o crime, a violência, a brutalidade, a covardia e a corrupção, mãe e pai de todos esses políticos parasitas que muito pouco fazem para dar um basta aos criminosos!

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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CONTE ATÉ DEZ

 

Na tentativa de coibir a violência, o governo federal iniciou campanha com a chamada "conte até dez", ou seja, procure agir guiado pela razão. É só um paliativo, pois a violência é um sintoma da falta de educação e de qualquer tipo de atenção do poder público para com a população que não seja o Bolsa-Família, voto de cabresto legalizado. A campanha não vai funcionar, até porque boa parte da população, por ser tão fraca a nossa educação, nem mesmo sabe contar até dez. Para combater a doença é preciso extirpar o tumor: a campanha deveria ser destinada aos membros do Legislativo e do Executivo, em todas as esferas do poder, com a chamada "conte até dez antes de desviar". A violência também é reflexo da impunidade, cujo exemplo vem dos próprios homens públicos. Quem sabe se houvéssemos começado a campanha há algum tempo, o deputado José Genoíno e seus comparsas não teriam dado um migué (ainda bem que o vice-presidente, Michel Temer, teve a prudência de não se imiscuir no assunto, pois neste caso teríamos um galicismo), aprovando lei inconstitucional por essência: tão inconstitucional como se o chefe do Executivo decretasse que o sol deveria nascer às duas da manhã, ou que a Rosemary é a nova miss Brasil. A aprovação da Comissão de Constituição e Justiça foi em tempo recorde, um minuto e quarenta e sete segundos! Vê-se que não contaram até dez.

 

Irene Maria Dell’Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

 

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INSTITUIÇÕES FALIDAS

 

Alô, Comissão de Direitos Humanos, cadê você? Ladrões ateiam fogo em dentista em São José dos Campos. Segundo caso em um mês! Quando o bandido for preso, vocês vão falar em nome dele? Eu falo em nome da vítima, e quero queimados os bandidos que fizeram isso, queimados em praça pública! Bandido bom é bandido morto. Um país que elege terroristas, condena policiais e solta bandidos é um país institucionalmente falido. Os bandidos gostaram da "brincadeira" de queimar suas vítimas. Animados pela impunidade, vão cada dia mais barbarizando e torturando a sociedade, indefesa. Direitos Humanos, ah, direitos humanos, quanta impunidade e quantas reincidências ocorrerão em nome dessa hipocrisia?

 

Reinaldo Junior reinaldojr8@hotmail.com

São Paulo

 

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BRASIL, O PAÍS DO IMPROVISO

 

Foi difícil a aprovação da Medida Provisória (MP) dos Portos. Agora a dificuldade é pela MP da Conta de Luz. O presidente do Senado, Renan Calheiros, nem leu a mensagem recebida da Câmara, porque chegou com menos de sete dias para tramitação. O governo garante que tem alternativas para manter a redução no valor das contas de luz e depois cuidar de acomodação legal. Enquanto isso, a prefeita de Cubatão edita um decreto que proíbe o pernoite dos caminhões do Porto de Santos nos pátios do município, provocando congestionamento de 50 quilômetros. Esses três episódios demonstram o quadro de improviso, irresponsabilidade e falta de comunicação existente na temerária administração pública brasileira. O governo não deveria legislar por medidas provisórias em lugar da lei ordinária. E, quando, em razão de urgência, recorre às MPs, não poderia descuidar-se da coordenação política para evitar o decurso de prazo. Existem pelo menos outras dez MPs em tramitação pelo Congresso que, se não administradas, também entrarão em prazo decadencial e poderão ensejar dificuldades. É difícil imaginar que para cada uma delas seja necessária uma duvidosa, senão interesseira, operação de guerra para convencer os parlamentares a cumprirem o seu dever de dizer sim ou não. É impossível conseguirmos nos transformar num país competitivo sem a solução desse imenso gargalo. O Executivo, o Legislativo e o Judiciário precisam se modernizar e exigir responsabilidade de seus integrantes ou então nunca estarão à altura do país que, apesar de tudo, conseguimos construir. "O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever." A frase do Almirante Barroso é cada dia mais atual e, necessária.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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PROMESSA CUMPRIDA

 

O senador Renan Calheiros, que já quase perdeu seu mandato por suposto favorecimento e por recebimento de propina de uma grande empreiteira, entre outras ilicitudes praticadas, é agora presidente do Senado. Finalmente justo, acerta na decisão de negar, como assim prometeu, que jamais votaria uma nova matéria na Casa se o prazo para discussão fosse menor do que sete dias. Depois daquele vexame por que passou o Senado, que, sem discutir, teve de votar em prazo recorde a MP da Lei dos Portos, a promessa de Renan foi cumprida, porque duas MPs, a 601 e a 605, que tratam da Conta de Desenvolvimento Energético e do desconto para os consumidores finais no preço da energia elétrica, não serão votadas no Senado, deixando o Palácio do Planalto chupando o pirulito da desorganização da sua enorme base. Tomara que essa decisão de Renan Calheiros dê um novo norte às votações na Câmara, que corriqueiramente atrasa a discussões e votações de matérias de grande interesse popular, ou que incentive novas regras para permitir que a nenhuma das Casas falte tempo hábil para o debate exaustivo de futuros projetos! O que para o governo não deixa de ser um forte recado, principalmente do PMDB, de que a submissão do Parlamento ao Executivo tem seus limites. Bom para o Brasil!

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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O SEGREDO DA FELICIDADE

 

Renan Calheiros, presidente do Senado, e Luís Barroso, recém-indicado ministro do STF, sorrindo muito em foto estampada em página da seção de política de ontem, francamente me assustaram: com relação ao Renan, todos sabemos o porquê do sorriso, mas esperamos que a felicidade do indicado para ministro do STF não nos faça chorar amanhã.

 

Arnaldo De Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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REGIMES POSTIÇOS

 

Quando o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, falou que os partidos políticos brasileiros são de mentirinha, que o Congresso Nacional é ineficiente e não se identifica com a população e que é inteiramente dominado pelo Poder Executivo, esqueceu-se de dizer também que a nossa democracia é de fachada. Uma administração em que o governo só sabe governar com medidas provisórias e um Congresso que se limita a apreciar medidas provisórias não pode ser chamada de regime democrático. Com certeza não será o ficha-suja Renan Calheiros, presidente do Senado, que se encontra numa fase em que precisa desesperadamente mostrar serviço, que vai dar um jeito nisso. Mas sua tomada de posição em que o Senado Federal não vai mais se sujeitar a aprovar MPs a toque de caixa só porque D. Dilma quer ser reeleita em 2014, é uma deixa para que os políticos de bem, se é que ainda existem, se mobilizem para transformar a nossa falsa democracia num regime democrático de verdade, acabando de vez com essa maneira postiça de governar.

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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FGTS

 

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) vai protagonizar o maior processo judicial do País em termos de pessoas envolvidas e valores monetários. Centrais sindicais entraram com 33 ações na Justiça do Distrito Federal solicitando o recálculo retroativo da Taxa Referencial (TR) para repor o que calculam ser uma perda de 88,3% na correção do FGTS desde 1999, quando começou a ser reduzida, até chegar a zero em setembro do ano passado. Calcula-se que apenas nos dois últimos anos os trabalhadores teriam perdido 11%, se considerada a correção do Fundo com a evolução da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para ter uma ideia do tamanho da tunga, nos últimos meses a inflação subiu mais de 6% ao ano, enquanto o Fundo teve redução na correção. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, estima que considerando o saldo total do FGTS de mais de R$ 350 bilhões, o valor questionado pode chegar a 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Trinta milhões de trabalhadores estão sendo assaltados à luz do dia. Embora a ação esteja focada no Fundo de Garantia, uma revisão da TR poderá causar impactos também na caderneta de poupança e em financiamentos imobiliários pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) que se utilizam da variação da taxa. Desde 1999 a inflação pelo INPC supera a correção do FGTS. Pelo gigantismo da ação, sabe-se que é um processo que vai criar mofo com os constantes recursos do governo procrastinando a tramitação, como faz com a correção das cadernetas de poupança nas tungas dos planos econômicos, que já caíram no esquecimento.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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BOLSA FAMÍLIA – DESUMANIDADE

 

Depois de classificar a boataria sobre a extinção do Bolsa-Família de "desumana e criminosa", por que a presidente Dilma não demonstra um gesto humano para com a população e demite de vez o responsável pela corrida aos Bancos, ou seja, o presidente da Caixa Econômica Federal?

 

Eduardo Biral elbiral@ig.com.br

São Paulo

 

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JOVEM BRASIL

 

O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, pediu desculpas nesta segunda-feira (27/5/2013) pelas informações incorretas divulgadas pelo banco sobre a liberação antecipada dos recursos do programa Bolsa-Família. No fim de semana retrasado, boatos sobre o fim do programa levaram milhares às agências em ao menos 12 Estados do País. O que se viu na televisão foi uma aglomeração de gente tentando sacar a grana durante horário de expediente. Observei nos noticiários o grande número de jovens com idade para estudar e trabalhar. Este programa, assim como as cotas para universidades, escancara para todos que o Estado faliu na tentativa de formar jovens com capacidade de empreender e galgar postos de trabalho qualificados. Diversas cidades pelo Brasil têm dificuldade de preencher vagas por falta de gente preparada, enquanto o País perde em produtividade em comparação com outros países desenvolvidos. A presidente Dilma, em seus discursos de palanque, vende a ideia de que inúmeras famílias foram tiradas da pobreza. A melhor forma de tirar alguém da miséria é ensinando a pescar, e não dando "mesada"! Mas sem dúvida nenhuma estes programas dão voto.

 

Marcelo do Vale Nunes mvn@portoweb.com.br

Porto Alegre

 

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APURAÇÃO OU ELEIÇÃO?

 

Se houve mesmo um boato mal intencionado sobre o final do Bolsa-Família, os culpados devem ser identificados e punidos. Só que, verdade seja dita, o governo não está exatamente preocupado com o bolso do povo, e sim com as eleições do ano que vem.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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A CARA DO BOLSA-FAMÍLIA

 

O melhor desse imbróglio petista foi a gente poder ver a cara dos beneficiados com o Bolsa-Família. Na minha ingênua imaginação eram uns bem pobres, magros, sujos, descabelados e analfabetos. Que nada! São todos gordos, bem nutridos, as mulheres tão penteadas que parecem ir ao cabeleireiro toda semana, todos vestidos na moda, falando corretamente. O que dizer dos jovens? São típicos frequentadores de shopping. Afinal, onde estão os realmente pobres deste país? Ou não temos? Para onde vai o nosso dinheiro? Mas valeu! O Bolsa-Família agora tem rosto.

 

Gladys Castanho glad-is@ig.com.br

São Paulo

 

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A TERRA QUADRADA

 

Não faz muito tempo que, em um encontro sobre ecologia, Luiz Inácio Lula da Silva deu uma "brilhante" explicação sobre a poluição produzida pelos países desenvolvidos do Hemisfério Norte. Tudo se resumia ao fato de a Terra ser redonda e girar. Assim sendo, em algumas horas do dia estaríamos de cabeça para baixo, exatamente sob a maldita poluição. Segundo ele, se a Terra fosse quadrada ou retangular, esse problema não nos afetaria. Porém, acredito eu, que em função da real configuração da Terra, redonda até que se prove o contrário, outros problemas estão acontecendo sistematicamente e deixando o Brasil permanentemente de cabeça para baixo. Vejamos: o brasileiro que trabalha ganha por mês R$ 658 enquanto o que não trabalha recebe R$ 852 através do Bolsa Família. A família do presidiário recebe em média R$ 900 por mês; a família da vítima não recebe nem um telefonema da dona Maria do Rosário. O bandido pode andar armado e matar quem quiser e terá o apoio da dona Maria do Rosário; o cidadão de bem nem precisa atirar, será preso só por portar uma arma para sua defesa. O drogado pode fumar tudo e cheirar todas e em seguida dirigir, garante o governo; o cidadão que tomar uma lata de cerveja ou uma taça de vinho e for parado em uma Blitz será imediatamente preso, terá sua habilitação apreendida e pagará uma pesada multa. O "dimenor" atira, mata, estupra, queima pessoa vivas e a dona Maria do Rosário garante inclusive seu anonimato. Esse animal não pode ser fotografado e não terá seu nome divulgado. Se, por infelicidade e em legítima defesa, o cidadão der um tiro em um dos santinhos da dona Maria do Rosário passará o resto da vida freqüentando tribunais em seguidas audiências em que terá de convencer um juiz de que também tem o direito de permanecer vivo. Qualquer pessoa que entrar ou tentar entrar clandestinamente em um país desenvolvido será imediatamente presa e extraditada. Em alguns países será sumariamente fuzilada, como é o caso da China, do Irã, da Coreia do Norte e no paraíso cubano do guru Fidel Castro. No Brasil, como temos carência de bandidos, há muito está aberta a temporada de importação. Oferecemos respaldo na mais alta corte do país (STF), cidadania brasileira, emprego bem remunerado em setor que combine com suas ideologias e tapete vermelho no Palácio Piratini. Contrariando o que acontece em todo o mundo civilizado, no nosso país as minorias ditam as normas a serem seguidas pelas maiorias. Essas minorias resultam da segregação em curso posta em prática por esse governo corrupto, com a finalidade única de maior dominação e permanência indefinida no poder. Sem dúvida minorias precisam ser aceitas e respeitadas, mas ao mesmo tempo têm a obrigação de aceitar as normas pré-existentes. Atenção, engenheiros da Unicamp e da UnB, vamos ouvir as lições do predestinado ex-presidente, mudando a forma do planeta. Assim não sofreremos os efeitos da poluição: surfaremos sempre nas ondas desse maravilhoso universo em expansão, em uma nave comandada pelo PT e jamais ficaremos sujeitos à poluição.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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EMENDAS E SONETOS

 

O boato do fim do Bolsa-Família com certeza foi mais uma armação da turma do PT para garantir a candidatura e a eleição de Lula em 2014. Fato inusitado foi a Caixa Econômica Federal liberar o pagamento para todos tão rapidamente. Aquela turma que correu para a Caixa estava muito bem preparada: ficamos até em dúvida se essa tal de Bolsa-Família é distribuída realmente para os pobres. A impressão que ficou foi de mais uma jogada indecente do PT com os líderes do MST e sindicatos. É desse jeito que essa corriola manipula o voto de cabresto. Gostaríamos que o presidente do PT, Rui Falcão, a ministra de Estado Maria do Rosário e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ficassem sabendo que a emenda foi pior que o soneto.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

 

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AUXÍLIOS E AUXÍLIOS

 

Depois de ver nossa mandatária Dilma Rousseff distribuindo Bolsa Família e outras benesses, depois de saber que um detento custa mais de R$ 1.200 aos cofres da União, eu, que sofri um acidente de trabalho que me fez perder substâncias do braço e da clavícula esquerda, recebo R$ 269 como auxilio doença. Brasil, um país de todos.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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ATIVIDADE PARANORMAL

 

A desculpa dada pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, na entrevista coletiva dada à imprensa na segunda-feira (27/5), é a de que "a entidade viveu uma situação de crise, o que motivou a divulgação das informações erradas". Mas os pagamentos dos beneficiários do Bolsa Família foram liberados na sexta-feira (17), "um dia antes do início dos boatos de que o programa seria suspenso". Será que a Caixa tem à sua frente gente dotada de paranormalidade? Já que conseguiram prever que boatos ocorreriam no sábado (18/5)? Essa história está muito mal explicada. Que tal Dilma voltar à TV, pedir desculpas e explicar direitinho quem foi, de dentro de seu governo, que espalhou esse boato, já que quem tem o cadastro dessas pessoas é o Ministério do Desenvolvimento Social? E a "Maria da Foice" (ex-Rosário) vai se desculpar, após essa telepatia da Caixa, pelas acusações que ela fez sem provas? E o Sr. Cardozo, ministro da Justiça, vai investigar por que a Caixa liberou um dinheiro que deveria ser sacado a partir de 18/5 e nos dias subsequentes, conforme o final dos cartões dos beneficiados, em vez desse saque monstruoso efetuado num único final de semana. Exigimos explicações e não história para boi dormir.

 

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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POLÍTICA DAS BOLSAS

 

A malsinada Bolsa Família, como uma invenção e "menina dos olhos" do atual governo petista, vai se transformando em política de governo em nível de cláusula pétrea, nos moldes constitucionais da segurança nacional, educação, saúde, moradia, transporte público, combate à criminalidade e outras funções de estado. Trata-se de mais uma nociva medida de um partido político que sonha em se eternizar no poder. Agora vem num crescendo a Bolsa dos Presidiários e a recém-instituída Bolsa das Prostitutas. Seriam razoáveis para os presidiários os rigores da Lei e para as prostitutas a alegria dos cabarés ou um centro de recuperação social e moral. Todavia, dessa política das bolsas advém um milionário retorno em votos para os candidatos do PT, para todo tipo de eleição em qualquer nível que se realize neste país. Ainda se poderia aceitar uma ajuda governamental, em forma de bolsa, para famílias com filhos nascidos com graves deficiências genéticas físicas ou mentais que os possibilitassem um tratamento médico especializado recuperativo nos grandes centros médicos nacionais ou no exterior. O cidadão brasileiro, perplexo, com sérios problemas de sobrevivência, fica sem entender, olhando assustado para essa enxurrada de desmandos administrativos, achando que estamos regredindo na escala do processo democrático e transformando o poder público em uma avacalhada ditadura.

 

José Batista Pinheiro batistapinheiro30@yahoo.com.br

Fortaleza

 

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BOLSA MANDATÁRIO

 

O País não crescerá se não dermos um basta a essas Bolsas Famílias que viciam uma população a não trabalhar e ofendem a dignidade humana. Aqueles que trabalham, quando perdem o emprego durante um período, recebem o Seguro Desemprego. Depois de alguns meses, o seguro é suspenso. Segundo informações, 70% dos cadastrados no programa de Bolsas trabalham e muitos outros pretendem ser microempresários. Então como fica a situação do contribuinte que também pretende ser microempresário, mas trabalha no dia a dia pagando para o outro lado da população, dita pobre, os valores que esse pessoal recebe mensalmente? Com franqueza temos de admitir que tudo isso não passa de jogada para abiscoitar votos, apesar de o governo desmentir. Claro, tem de desmentir o óbvio. O governo não viria à mídia dizer: "Olha, o Bolsa Família serve para que esses milhões de beneficiados votem em nós nas eleições". Misturar o útil ao agradável é a garantia da permanência no poder, concedendo Bolsas e garantindo votos. Até quando pagaremos bolsas aos milhões de brasileiros pobres ociosos e não ociosos? Não temos notícias da existência de estudos concretos sobre métodos eficazes para substituir a esmola social, com finalidades políticas, que não incentiva o emprego digno. Não vemos fórmulas progressistas na resolução desse grave problema que dá ociosidade e vício, dando-nos certeza de que realmente não há interesse em resolvê-lo, por se tratar de um sistema de compra de votos sutilmente disfarçado sob pretexto de "ajudar os pobres". Confúcio já dissera: "Não dê o peixe, ensine a pescar". Assim, passam os anos e os que são realmente miseráveis sobrevivem de forma indigna e danosa, porque não lhe dão perspectivas de sair do atoleiro, uma vez que não é emprego e sim favor que lhes dão. Dá ao político oportunista, assim, a garantia de continuar no poder pelo voto do pobre e necessitado bolsista que, por esse sistema, dá ao mandatário a "Bolsa Mandatário", cheia de regalias, por mais quatro anos. Por que não introduzem as frentes de trabalho a essa pobre gente? Por que não dar dignidade a eles? Afinal, ainda possuem dignidade, querem trabalhar e não encontram o que fazer! Frentes de trabalho em qualquer lugar serviriam como emprego. Varrer ruas, trocar pisos de ruas, tapar buracos nas estradas que estão uma lástima, pintar prédios públicos, ganhar o salário como homem digno e não como um mendigo. A Bíblia, no Eclesiástico, diz: "Filho, nunca tenhas uma condição de mendigo". É por causa da tal lavagem cerebral do pobre inculto, aquele que nunca pegou numa caneta, que nunca aprendeu a ler e a escrever, que se torna revoltante saber que pessoas "cultas e politizadas" tiram proveito disso. O verdadeiro político, que estudou ou estuda a Ciência Política, de bom caráter, jamais cometeria tamanha vergonha dessas. Trataria de resolver a situação com empregos. No fim da 2º Guerra Mundial, ninguém deu esmolas a ninguém, a pobreza era mais degradante que a dos pobres deste País e, no entanto, foi tudo resolvido de forma decente e digna, pelo Plano Marshall, que tirou aqueles povos da miséria. Aqui, vemos a presidente falar de boca cheia que está tirando o povo da miséria. Não está não, está viciando uma população a não trabalhar. Sem emprego não há riquezas. Ora, o dinheiro é do contribuinte, e ele exige que se dêem empregos a essa gente, porque não poderemos continuar indefinidamente sustentando uma população que não trabalha por simples capricho, para angariar votos ao governo. Além disso, temos ainda de sustentar povos africanos: a presidente vem perdoando dívidas em mais de US$ 900 milhões de dólares. Isso acontece desde o governo Lula com dinheiro que poderia dar aumentos dignos ao salário mínimo do brasileiro. Além dos financiamentos a vários países que nem sabemos se obteremos retorno. Assim, a pobreza aumenta em nosso País, porque investem em outros países e não investem como deveriam investir internamente. Pagamos os salários, as viagens internacionais e nacionais, pagamos a iluminação dos palácios, enfim, pagamos tudo, inclusive as Bolsas Famílias, bolsas presídios e bolsas e favores para ONGs aos milhares. Queremos mais respeito com o nosso dinheiro. Somos nós, o povo trabalhador, que fazemos o erário brasileiro.

 

Alberto Nunes Filho albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

 

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BOLSAS EM FESTA

 

No "Jornal Nacional", viu-se uma senhora de Fortaleza, jovem e bem apessoada, declarando que "foi à Caixa para depositar um dinheiro na poupança" quando viu que havia recebido duas parcelas do seu Bolsa Família, de abril e maio. Em outra reportagem, vimos outra senhora reclamar que o valor do seu benefício, de R$ 134, não era suficiente para comprar uma calça para sua filha, pois "uma calça custa mais de R$ 300". Senhores! Uma pessoa que tem dinheiro para depositar na conta poupança necessita de Bolsa Família? Uma pessoa que considera normal gastar R$ 300,00 em uma peça de roupa precisa de Bolsa Família? A reportagem do "Jornal Nacional" visava apenas demonstrar que a senhora recebera dois meses do benefício de uma vez só. Não chamou a atenção para o fato de que a beneficiária, evidentemente, não necessita de auxílio algum. Se poupa, é porque lhe sobra. O fato é que constatamos, de várias maneiras, que muita gente recebe o benefício do Bolsa Família sem precisar. Pior ainda, soubemos que não há o menor controle sobre a concessão dos benefícios. Basta ser autônomo, trabalhar na informalidade, e pronto. É o que vimos. Já não chegam as tais Bolsas Pescador, ou seguro-defeso, que têm beneficiários até na caatinga? Virou festa! Festa com o seu, o meu, o nosso dinheiro! Sem poder lutar contra isso e já que ninguém demonstra o mais remoto interesse em regularizar ou moralizar a questão, resta-nos entrar na fila e requerer a nossa parte nesta alegria. Locupletemo-nos todos!

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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MALABARISMOS ESTATÍSTICOS

 

Este país tem 13 milhões de famílias vivendo do Bolsa Família. Considerando que cada família é composta de quatro pessoas, teremos muitos milhões de indivíduos pendurados nos cofres públicos por absoluta falta de qualificação (será?) para fazer seja o que for. Pelas cenas amplamente divulgadas pela mídia há alguns dias em função do tal "boato", parece ter ficado evidente que, entre os bolsistas, há muita gente em condições de assumir um trabalho, já que tiveram bastante iniciativa, força e resolução para lutar pelo benefício que imaginaram ameaçado de perder, pagos por esta mesma classe média que certa filósofa ligada ao governo andou desqualificando com expressões bem pesadas, esquecendo-se de que é este extrato "desprezível" que permite aos beneficiários este auxílio questionável na grande maioria dos casos. Pelas imagens, o que se viu foi a presença maciça de gente jovem, forte, bem aparentada e sem evidência alguma de estar impossibilitada de trabalhar. Afinal, dizem que há vagas esperando ser preenchidas, especialmente no setor de serviços. Se somarmos a estes os 40 milhões que vivem na informalidade, segundo dados do IBGE, num país onde é melhor ser ambulante do que montar um pequeno negócio, veremos então que temos milhões e milhões de pessoas sem carteira assinada, o que representaria um índice altíssimo no universo de 200 milhões de brasileiros. Se o desemprego está mesmo tão baixo, somos obrigados a concluir que, na ótica do governo, essas pessoas não existem ou não são gente, e portanto não entram nas estatísticas, quando se trata de mostrar números negativos. Em qualquer país governado por gente séria – o que não é o caso do Brasil – desempregado é todo aquele indivíduo em idade de trabalhar que não tem um emprego por quaisquer motivos, até por indolência. Apresentar como honesto um índice tão baixo, 5,7%, é de um mau-caratismo sem razão a não ser o desejo de apresentar aos incautos uma mentira que só prejudica o País a curto e médio prazo, para assegurar os ingênuos de que estamos num mar de rosas. Tudo pela continuidade no poder. Tenha dó, queremos mais seriedade no trato da coisa pública! Essa classe média, tão odiada por eles, está cansada de levá-los nas costas, com um dos impostos mais altos do mundo, sem retorno nenhum. E, ainda, se quisermos educação e saúde de qualidades para os nossos, temos de nos matar de trabalhar para pagar por algo que deveríamos receber gratuitamente, com gratidão a quem realmente constrói este país, sem mamar nas tetas do governo, como é o caso dos que nos execram e nos taxam de reacionários e conservadores. Isso é absolutamente revoltante e está entalado na garganta de milhões de brasileiros decentes, podem acreditar.

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

 

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ESTRANHAS PREOCUPAÇÕES

 

Percebo que o senador carioca – digo, "mineiro" – Aécio Neves preocupado com a confusão causada há dias com os boatos sobre o Bolsa Família. Por exemplo: "Aécio Neves cobrou uma explicação formal da presidência da República sobre a disseminação de falsos boatos sobre o Bolsa Família". Ora, o senador e virtual candidato pelo PSDB à Presidência da República não deveria se preocupar menos com esse tipo de factoide e mais com a falta de apoio do próprio ninho tucano? Além da total indiferença de Serra, o governador Alckmin declarou há alguns dias: "Foi uma convenção bonita, de unidade, mas entendo que escolha de candidatura é só no fim do ano, início do ano que vem".

 

Mauricio Nardi Jr. mauricionardi@hotmail.com

Valinhos

 

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A COMISSÃO DA VERDADE E A LEI DA ANISTIA

 

A postura do "Estadão" em relação à Lei da Anistia, de aceitação dos seus termos, é bem conhecida, embora repudie a ação dos agentes do Estado que se excederam – os ditos torturadores – e os comunistas armados que cometeram assassinatos, roubos e sequestros – chamados terroristas – alguns apenados. Conquanto o STF já tenha se manifestado a respeito e considere aquela lei a argamassa do processo de pacificação nacional, membros radicais do Legislativo teimam em contestá-la e são brandamente desautorizados pelo mais alto escalão do Executivo. Na verdade, a recente manifestação do ministro da Justiça, de aceitação da decisão do Supremo, explicita, ao revelar que a Presidência não pretende revê-la, uma decisão voluntária e momentânea, e não de obediência ao Judiciário.

 

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

 

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PURA VINGANÇA

 

Na Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo governo em 2009, seus autores enfatizaram diversas vezes que as Forças Armadas deveriam admitir seus futuros membros sem qualquer discriminação, como se as academias militares alguma vez não tivessem dado guarida a todas as classes sociais. Pensei com os meus botões: isso é coisa de alguns "arautos da liberdade", querendo estabelecer normas para a admissão à caserna, talvez preocupados com algum tipo de controle militar sobre a sociedade civil. Como os chefes militares nada disseram sobre a impertinência, calei-me. Com a implantação da Comissão da Verdade, os eternos descontentes voltaram ao assunto, e, do alto de seus cargos, continuaram a hostilizar os militares de todas as maneiras, sempre preocupados em dizer que não se trata de revanchismo. Até mencionaram que acharam um desplante os cadetes da Aman terem escolhido recentemente o general Emílio Garrastazu Médici como paraninfo dos formandos, esquecendo que o general foi comandante daquela academia e um ilustre oficial do Exército. Num programa de entrevistas da "Rede TV!" do último domingo, 19 de maio, entrevistando o Ministro da Defesa, o repórter, que demonstra claramente nas perguntas sua antipatia pelos militares, insistentemente indagava a opinião do entrevistado sobre o que achava da alteração dos currículos das academias militares, banindo delas o termo "golpe de 64" e os governos militares decorrentes. O ministro da Defesa foi elegante na resposta, certamente frustrando o entrevistador. Essa atmosfera de vingança, com o nome de "não revanchismo", parece caracterizar a atitude de certas pessoas, que não cansam de tentar lançar a sociedade civil contra as Forças Armadas, esquecendo-se que elas são a garantia da democracia em que vivemos. Aposto que a grande maioria dos militares, ativos e inativos, de qualquer idade, não compactuou nem aprovou a tortura empregada por alguns membros das Forças Armadas, que desvirtuaram o nobre propósito de defender a pátria.

 

Augusto Cesar Geoffroy augustogeoffroy@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

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FALSA DEMOCRACIA

 

Quem foi contra a ditadura militar seria a favor da atual pseudodemocracia?

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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CENSURA AO ‘ESTADÃO’

 

Enquanto o senador democrata americano, Chuck Schumer, luta para criar um grupo para elaborar nova lei que restrinja a investigação do governo sobre jornalistas, aqui, políticos de todos os partidos, principalmente governistas de rabos presos, tentam por toda lei esconderem a verdade. Para tanto, vivem cometendo verdadeiras injustiças com a imprensa brasileira. O maior exemplo e prova está na censura imputada ao "Estadão", que já caminha para 1.500 dias de idade. Isso é uma vergonha.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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DR. RUY MESQUITA

 

Somente hoje tenho a oportunidade de manifestar meus sinceros sentimentos à família Mesquita e à família Estadão pelo passamento do ilustre jornalista. Insubstituível. Porém exemplos de determinação, coragem e competência são lições que permitem aos seus herdeiros continuar enviando a nós, leitores e admiradores do "Estadão", as notícias variadas de cada dia. Não serão 1398 dias de censura que farão calar este jornal, que tem mais de um século de história, o que as perseguições políticas, ditaduras, revoluções, guerra não fizeram.

 

Ecilla Bezerra ecillabezerra@gmail.com

Peruíbe

 

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MEMÓRIA

 

Há questão de uma semana perdemos os Sr. Ruy Mesquita e Roberto Civita. Estamos nos sentindo órfãos. Bem me lembro quando faleceu o Ayrton Senna, é como se fosse da nossa família, nos sentimos sós. Foi assim que senti a perda dos dois jornalistas. Farão falta a todos nós. Superaremos esta fase e acreditamos que virão outros iluminados para nos fortalecer. Um abraço aos familiares.

 

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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