Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

31 Maio 2013 | 02h03

A quem confiar a economia?

Decepção prevista, e dolorida, o raquítico crescimento de 0,6% do produto interno bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano! Mas a quem confiar essa tarefa, se Dilma Rousseff, como presidente que é do País, acha que está tudo bem - emprego pleno - e seus mais ilustres, mas incompetentes colaboradores são "imexíveis"? Repito: a quem confiar essa tarefa, se sabemos que também o "tripé maligno" do governo petista, baseado em crédito farto, inflação alta e investimento pífio, está produzindo nova alta da taxa Selic (8% ao ano), o dólar chega a US$ 2,11 e o ritmo das exportações se reduz, sem falar no déficit em conta corrente, na fuga dos investidores, etc.? A quem confiar...? O Brasil pede socorro!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Pibinho

Após a notícia do pibinho brasileiro, a presidente teria uma bela desculpa para dar "cartão azul" ao ministro Guido Mantega, da Fazenda. Creio que está mais que provado que esse senhor não apresenta a competência que aparenta com seus pronunciamentos eivados de arrogância e constrangedoras desculpas esfarrapadas. O fato é que, apesar das desonerações, maquiagens econômicas e interferências excessivas na economia, o PIB continua pífio e ridículo.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Mantega desacreditado

Há que designar outro ministro para falar de economia. Ninguém mais aguenta ouvir os comentários de Guido Mantega com as previsões de melhorias para os próximos trimestres, para o próximo ano, para o próximo governo, etc. Percebe-se, por seu semblante, que nem mesmo ele acredita no que diz.

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Copom

Ou o Comitê de Política Monetária (Copom) readquire sua relativa independência ou continua a ser pautado pelo Planalto. A presidente ou é incompetente em matéria de economia ou só tem iniciativas demagógicas com vista a 2014. Na dúvida entre incompetência e irresponsabilidade demagógica, fico com ambas, pois me parecem as hipóteses mais consistentes. Caso o ministro Mantega resolva "ajudar", a incompetência ganha peso e predominância no binômio.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Incoerências

Os gurus políticos da economia brasileira dizem que a inflação não subirá e que o PIB este ano não será inferior a 2,7%. Só se for por decreto, né?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Economia por decreto

"Decreto que o desconto na conta de energia é de 25%, a inflação anual é zero a partir de 2013 e o PIB brasileiro mínimo é de 10%. Revogo qualquer disposição em contrário."

VAGNER RICCIARDI

vbricci@estadao.com.br

São Vicente

Promessas vãs

Dilma Rousseff alardeou pela mídia que baixaria a conta de luz dos consumidores. Foi derrotada pelo Senado, que não votou a Medida Provisória (MP) 605. Prometer e depois não cumprir é um ato extremamente falho, característico de políticos demagogos. Quando o governo anunciar uma benesse para o povo, deve sempre ter a certeza da viabilidade do que promete. O bom senso e a ética determinam que não se devem frustrar as esperanças da população com manobras demagógicas.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Me engana que eu gosto

Depois de anunciar com estardalhaço à população, usando rede de rádio e televisão, que o governo petista iria baixar as contas de luz, sem explicar que, na verdade, se tratava apenas de uma devolução daquilo que os consumidores já haviam pago a mais, numa grande tungada das operadoras de energia, esse mesmo governo vacila... Vendo que a economia afunda, que a inflação voltou com tudo, que a logística existente impede que a produção seja exportada, que o Brasil começa a patinar, era preciso encontrar uma saída para impedir que o "desconto" seja concedido. E aí surgiu uma ótima ideia: se as contas não baixarem, a culpa será do Senado malvado, que não aprovou a MP, e não do governo bonzinho. Daí é só agir como Pilatos, lavar as mãos: "Eu fiz minha parte, porém o Senado não fez a dele". Me engana que eu gosto!

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

MP da conta de luz

A medida provisória sobre a redução do valor da conta de luz perde a validade dia 3 de junho, mas qual é o problema? O governo não conseguiu reunir 41 senadores (maioria absoluta) e votar em sete dias, antes da meia-noite, por ser uma segunda-feira?

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Tem pai que é cego

A julgar pela enorme quantidade de problemas que o PMDB, o maior "aliado" do governo, tem causado à presidenta, parece que só as "coordenadoras" políticas do clube da Luluzinha (Ideli Salvatti, Gleisi Hoffmann...) não perceberam que esse partido está chupando as últimas gotas de sangue do PT antes de partir para candidatura própria à Presidência em 2014.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

Vexame político e governos

A percepção da minha geração, da década de 1950, que sobreviveu aos anos amargos, lutou, esperou, estuda e trabalha, é de que houve ganhos e alavanca política na década de 1990. Nesses anos antes de 2000, a minha geração obteve expectativas, fortaleceu a cidadania, ganhou segurança e, aí, tivemos filhos e netos. Não obstante, dúvidas nos rondam a respeito do que estamos deixando para eles e também para as próximas gerações. A percepção da minha geração é que a grande questão é a carência de visão pública, associada aos interesses escusos, fomentada pelos últimos governos, que acabam de saturar o respeito político obtido. Políticas foram extintas, fragilizadas e, atualmente, quem acredita? São motivos de chacota, ironias e total desprezo. Foi digno enfrentar o regime autoritário, os desafios, e estudar, trabalhar, vibrar... Triste é o legado hoje.

ALUISIO DE SOUZA MOREIRA

asmoreiralu@gmail.com

Santos

 

Cartas dos leitores 

 

PIBINHO

 

Mesmo com um "pibinho mixuruca" (0,6% de crescimento no primeiro trimestre), a "presidenta" Dilma Rousseff consegue perdoar dívidas dos países africanos. Isso é o que podemos chamar de coração generoso.

 

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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UM PAÍS DECEPCIONANTE

 

Não concordo quando dizem que o PIB decepciona, pois no Brasil vivemos num país em que tudo decepciona. Ou seja: inflação decepciona; juros decepcionam; política e políticos decepcionam; saúde decepciona; segurança decepciona; educação decepciona; transportes decepcionam e por aí vai. Além disso, a corrupção em nosso meio político imundo que nos rouba, desvia e superfatura não só decepciona, como também nos massacra, escorcha e destrói.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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NEM COM MAQUIAGEM

 

Mesmo após a redução da conta da energia elétrica e da desoneração dos produtos da cesta básica o pibinho do primeiro trimestre cresceu apenas 0,6% e desagradou o mercado financeiro. Com esse resultado, não vai ter mágica, maquiagem ou malabarismo nas contas que garanta um PIB anual de 2,7% (índice atingido em 2011 e que o governo federal quer repetir em 2013). Vou dar uma dica à mãe do PAC: quem sabe se der uma dose diária de Biotônico Fontoura ao pibinho ele não engorda um pouquinho.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes Goulart carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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TRABALHO

 

E viva o pibinho: 0,6% de crescimento no 1.º trimestre deste ano. Algum dia o PT aprende, se tiver capacidade, pois com o quadro recheado de integrantes que nunca trabalharam, quero ver a carteira de trabalho assinada de alguns deles, pelo menos dos dirigentes. A exceção é o presidente de honra, Lula, que, como também não quer nada com o batente, se autoacidentou numa prensa, perdeu o dedo mindinho e se aposentou. Golpe de quem não tem boa índole.

 

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Vila Isabel (RJ)

 

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DESONERAÇÃO DISTANTE

 

A ilusionista Dona Dilma desonera e desonera impostos. Mas a redução jamais chega ao consumidor. Na maior parte das vezes fica com fabricantes de veículos, produtores de álcool ou atravessadores. Mas faz e fará muita falta mais a frente, como veremos. Entre outras coisas, a falta de confiança no governo (diga-se, o desastrado ministro Mantega) alimenta a inflação. Como o custeio da máquina só aumenta, vamos ter, sem dúvida, corte nos investimentos, com consequente reflexo no PIB. Está configurado um ciclo altamente vicioso. Viva o PT.

 

Ulysses Fernandes Nunes Junior Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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O GÁS E O FRATURAMENTO

 

Espero que o competente técnico e acadêmico Adriano Pires brinde os leitores do "Estadão" com uma sequência para seu artigo - "Desafios do gás não-convencional", edição de 30/5, página B2 - desta vez mencionando que a controversa tecnologia de exploração do gás não-convencional gera impacto ambiental devastador nos lençóis freáticos e na biodiversidade. Os impactos socioambientais não são contabilizados nos resultados econômicos das empresas nem no PIB, levando a resultados positivos ilusórios.

 

Carlos Eduardo Lessa Brandão celb@iname.com

São Paulo

 

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BOATOS SOBRE O BOLSA FAMÍLIA

 

Vocês acham que a Dilma vai dar alguma explicação para quem trabalha honestamente e paga pesados impostos? Ela apenas dá satisfação aos bolsa-dependentes e eleitores desta enorme quadrilha que se apoderou do Brasil.

 

Emerson Luiz Cury emersoncury@gmail.com

Itu

 

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BANDIDOS DE VERDADE

 

"É alguém absurdamente desumano o autor desse boato. Além de desumano, é criminoso." - Dilma Rousseff sobre o fim do Bolsa Família. Eu achava que criminoso era um presidente que faz acusações sem ter a mínima noção dos fatos a que se refere.

 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

 

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ENTRESSAFRA

 

Está difícil para o governo Dilma encontrar um laranja para assumir a grande confusão - não é bem esse o termo, mas serve - para tentar explicar como conseguiram tantas versões para tantos problemas com o Bolsa Família. A oposição escapou, pois a sequência de acontecimentos só poderia ocorrer com os detentores do poder. A solução seria o Lula, com aquela cara de benfeitor do povo brasileiro, assumir que foi ele que pediu que o pagamento fosse antecipado para auxiliar nos preparos das festas juninas. Será que pega?

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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CIVILIDADE

 

Quem erra pede desculpas por seus erros e pelos de seus subordinados. É uma questão de ética, de civilidade, de educação, enfim, uma questão de formação e de bom caráter. Não pedir desculpas é prova de prepotência, soberba e de má educação. Quanto mais alta é a posição social do omisso, mais indesculpável é a omissão. Quando o mal-educado ocupa o mais alto cargo da República, a atitude é imperdoável.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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BRASIL VARONIL

 

Foi um tiro no próprio pé o boato da extinção da Bolsa Família para esvaziar a evidência na mídia de Eduardo Campos e Aécio Neves, possíveis postulantes à Presidência da República. "Ação criminosa que deve ser apurada pela Polícia Federal para punir os culpados" - basicamente foi assim que vários porta-vozes do governo se expressaram, mas não colou. Após mil e uma desculpas esfarrapadas, a saída, para minimizar o estrago, foi apontar como culpada a Caixa, o que tecnicamente é inviável. Daí o presidente da Caixa vir a público pedir desculpas. Convenhamos: se fosse falha da Caixa, muitas cabeças iriam rolar, mas como foi pura armação de Lula, Dilma e seus asseclas, ninguém será punido. Este é o nosso Brasil varonil.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha

 

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MEA CULPA

 

E agora, Lula? E agora, presidente Dilma? E agora, Falcão? A língua correu solta, dizendo que o episódio do Bolsa Família era coisa de gente do mal; que foi um ato desumano e criminoso e também terrorismo eleitoral. Uma ministra gritou: "Isso é coisa da oposição". Eles não acreditavam que ficariam de cara no chão. A coisa é bem diferente. O erro foi da Caixa. Assim disse o seu presidente. Saiam da toca. Vistam a camisa da humildade. Usem o rádio e a televisão e digam: Nos precipitamos, agimos sem ter noção.

 

Jeovah Batista jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

 

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A VERDADEIRA CULPADA

 

Não é preciso ser nenhum Sherlock Holmes ou algum outro gênio da dedução para conseguir chegar ao verdadeiro e único culpado pela confusão criada em torno do programa Bolsa Família. Primeiro, alguém descobriu que estavam depositados dois benefícios em sua conta. Daí para mais um monte de gente ser informada desse fato e correr para os caixas automáticos para retirar os dois benefícios, foi um pulo. Com uma multidão, cada vez maior, sabendo dessa inesperada vantagem e tentando retirá-la, o dinheiro acabou nos caixas. Em seguida veio o tumulto e alguém deve ter imaginado: já que não havia mais o dinheiro do Bolsa Família para ser sacado, que tinha sido cancelado o programa social, e isso correu de boca em boca. Logo que soube do incidente, o governo culpou a oposição, que estaria usando um boato e terrorismo psicológico para desestabilizá-lo. Do que teve que se desculpar, em seguida. Culpa de quem por tudo isso? Da Caixa.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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O MELHOR PROGRAMA SOCIAL

 

O melhor programa social que existe se chama emprego. Ele garante dignidade ao ser humano, ao contrário das esmolas estatais, que criam uma perigosa dependência, segundo o economista Rodrigo Constantino. Será que todos aqueles que recebem a Bolsa Família topariam trocar a bolsa por um emprego? Por que não fazer uma pesquisa? Ao final vamos ficar decepcionados, pois com certeza a grande maioria vai preferir ganhar dinheiro sem fazer nada. Pelo visto, a dependência já está criada. Resta aparecer um mágico que possa mudar a mente das pessoas, pois a educação, dona desse papel, foi vencida pela inércia, pela acomodação e pelos governos populistas, tão em moda na América Latina.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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VALE-TUDO

 

Acho que as Sras. Maria do Rosário e Dilma devem morder a língua ao falar sobre os oposicionistas na questão do boato da Bolsa Família. Tinha certeza de que este boato teria partido dos petistas, que faz dossiês e "otras cositas mas". Com certeza não teria problema nenhum em inventar coisas para colocar a culpa na oposição.Vale tudo para as próximas eleições, vem mais por aí.

 

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

 

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ATOS CRIMINOSOS

 

A presidente Dilma classificou os boatos que atingiram os beneficiários do Bolsa Família como "atos criminosos" contra a população mais necessitada. A ministra Maria do Rosário apontou, levianamente, o dedo para a oposição. O presidente da Caixa Econômica Federal deu inúmeras versões estapafúrdias que ele mesmo foi reformulando à medida que a imprensa desmontava a farsa. Agora só falta apresentarem um "de menor" para levar a culpa, recolhê-lo à Fundação Casa e encerrar o assunto, como tem acontecido no nosso violento cotidiano.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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PTRAPALHÕES

 

Em novo episódio do governo "PTrapalhões", o Bolsa Família virou boato família. A única explicação para o inexplicável ocorrido é a "incomPTência" geral que assola o País.

 

J.S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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VOTO DE CABRESTO

 

O Bolsa Família é comprovadamente o maior programa de compra explícita de votos do mundo. O PT nem nega mais. E também não pode negar a incompetência na administração desse programa. Sem resultados permanentes, gerou o maior contingente de dependentes da história. Aliás, o PT também não pode negar mais a incompetência na administração do País! Até os Bolsa Famélicos perceberam isso, na maior Bola Fora do governo. O próximo passo para os petistas é o Bota Fora do governo.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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NÃO SEI, NÃO VI

 

Essa história de o presidente da Caixa, Jorge Hereda, afirmar que não sabia de nada sobre a liberação antecipada de R$ 2 bilhões do Bolsa Família - o que não convenceu ninguém - traz à lembrança o caso do "capo dei tutti capi", Lula, que não sabia de nada a respeito da existência do mensalão. Também, pudera. Na qualidade de petista que é, ele simplesmente seguiu o exemplo dado pelo chefão. Com a única diferença de que o chefão jamais se retratará.

 

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

 

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INTRIGA DA OPOSIÇÃO

 

A política do "eu não sabia" do ex-presidente Lula parece ter sido bem assimilada por seus companheiros. O presidente da Caixa não sabia da antecipação do Bolsa Família, assim como o diretor do banco para o programa, assim como ninguém no governo federal. Culpa da maldita oposição.

 

Rogério Tófoli Kezerle rogeriokezerle@hotmail.com

São Paulo

 

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À MODA BRASILEIRA

 

Para a elucidação do "mistério" do autor da boataria do fim do Bolsa Família é necessário, antes de tudo, nos perguntarmos: quem seria o maior beneficiado por esse boato? A resposta pode estar dentro do próprio PT/governo federal. Porque, segundo a lógica da política, primeiro é lançada a notícia trágica à população, criando-se o desespero; depois vem o governo reafirmando seu compromisso de que jamais será extinto o demagógico programa. Com isso, o governo "relembra" a população quem é seu mantenedor, afastando as ambições eleitorais de outros candidatos, como Aécio Neves. Simples assim. É o terrorismo à moda brasileira.

 

Carla Pedroza de Andrade Carla-pedroza@uol.com.br

São Paulo

 

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CARIMBAÇO

 

Por mais que esperneie e estrebuche, por mais que o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), transpire odores de uma falsa independência política, a Casa não passa de uma mera carimbadora das vontades eleitoreiras da gente do Planalto, que nada faz a não ser tecer planos para as eleições do ano que vem. Renan nem recebeu a MP que baratearia a conta de luz. Bateu boca ao telefone com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. O desconto nas contas de luz virá por decreto da presidente Dilma. Mais uma vez - e não será a última - o episódio mostra que a nossa democracia não passa de uma colcha com excesso de retalhos. A chapa está aquecendo. As amistosas relações entre PT, PMDB e aliados já causam preocupação na estrutura do governo. Se o governo tem instrumentos que se sobrepõem ao Legislativo, que governe por decretos e mande as MPs para o lixo, que é o lugar onde merecem estar. Este Congresso e o dos idos de dezembro de 1968 (época do AI-5) guardam semelhanças. Este foi fechado por um Ato Institucional, aquele pelo servilismo ao governo petista.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras

 

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CASA DA DISCÓRDIA

 

Que Dilma fique esperta. Casa dividida não é parceira do sucesso. A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, não é do ramo. Foi eleita senadora graças ao marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. No arranca-rabo telefônico com Renan Calheiros, quem perdeu foi Dilma. A oposição torce por mais desavenças entre aliados de Dilma. A ministra Gleisi não soma, divide. Amplia o fosso, que já é grande, entre o Executivo e o Legislativo. Com amigas como Gleisi, a presidente Dilma não precisa de inimigos.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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CONFISSÃO

 

Não posso viver em pecado, por isso confesso, envergonhado: gostei do Calheiros nesse caso da energia. Vamos ver!

 

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

 

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SATISFAÇÕES MIL

 

Por que será que a presidente Dilma nunca é questionada sobre os graves problemas que atingem sua administração? Será que os repórteres têm medo de que ela os chame de "meu filho", como já fez, em tom nada amigável, em ocasiões passadas quando teve de responder a indagações que não eram de seu agrado? O que Dilma teria a dizer, por exemplo, do resultado patético do PIB do 1º trimestre, divulgado nessa quarta-feira, que ficou novamente abaixo das previsões oficiais? O que Dilma teria a dizer sobre a inflação que insiste em não ceder? Qual seria a opinião da presidente sobre o gravíssimo desabamento da cobertura da Arena Fonte Nova, em Salvador, ocorrido semanas após a sua inauguração, que inclusive contou com a entusiasmada presença de Dilma? Aliás, a respeito desse último lamentável fato, algumas perguntas adicionais são inescapáveis: e se a queda da estrutura tivesse ocorrido durante uma partida que estivesse recebendo grande público? E se isso tivesse acontecido durante a Copa das Confederações, que começa dentro de alguns dias? Certamente teríamos tido um número considerável de pessoas machucadas, além da exposição do País a um vexame aos olhos do mundo. Convoque uma entrevista coletiva, "presidenta"! Deixe de ser medrosa! E façam essas perguntas, Srs. jornalistas!

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

 

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JOE BIDEN NO BRASIL

 

Não aceitamos a interferência do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, quando nos cobra "mais empenho na defesa da democracia". Seria uma ótima oportunidade para que ele prestasse à Comissão Nacional da Verdade esclarecimentos sobre a Operação Condor, urdida pelo governo norte-americano, para destruir nossa democracia em 1964.

 

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.b r

São Paulo

 

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JUSTIÇA E EDUCAÇÃO

 

Sobre o artigo publicado em 29/5 na página A2, creio não ser tarefa da Justiça primar pela qualidade na educação brasileira. O que há é a ausência de vontade política em assegurar à população um sistema público de ensino de qualidade, desde o ensino fundamental ao médio. É preciso que o professor tenha rendimentos compatíveis com sua função, seu papel e seu cargo nesse processo, além de ser previamente bem avaliado. O papel do Judiciário deve ser o de suprir lacunas com base no que a Lei determina, e não corrigir um problema estrutural grave que se perpetuou ao longo de décadas no País.

 

Maria Lucia Ruhnke mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

 

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SANTA MARIA

 

O gravíssimo incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), levou à morte de mais de 240 pessoas, vítimas da ganância, da falta de fiscalização e da irresponsabilidade completa e total tanto do setor público quanto do privado. A soltura pela justiça gaúcha dos corresponsáveis por esse crime desanima, desestimula e faz desacretidar na chamada verdade na apuração dos fatos. Essa é uma grande diferença entre o Brasil e as nações desenvolvidas: enquanto na "terra brasilis" tudo se dá um jeitinho para inocentar os culpados, nos países desenvolvidos a punição é severa, rigorosa e a cadeia funciona. Quem sabe as desoladas famílias consigam reverter mais uma jornada de impunidade que assola a Nação, cuja sociedade não pode ficar indiferente.

 

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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CEGA, CAOLHA E FALHA

 

Os responsáveis pelo nefasto crime da Boate Kiss estão livres, leves, e soltos. Podem até fugir - afinal, o Rio Grande faz fronteiras com alguns países. Mas os desembargadores inteligentes lhes tiraram os passaportes. Só se esqueceram que, para ir para a Argentina para o Paraguai ou para o Uruguai, não é preciso de passaporte. Só da Identidade? Além de tudo, estão de brincadeira. Quem está preso? As últimas quatro vítimas, que ainda estão internados, suas famílias enlutadas. Ou seja, no Brasil, o crime, seja lá qual for, compensa. E como! Viva a Justiça do Brasil, cega caolha e falha.

 

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br

São Paulo

 

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PAÍS DE BRINCADEIRA

 

Os principais acusados de causar a morte de mais de duas centenas de jovens num incêndio na boate Kiss em Santa Maria foram soltos nesta quarta-feira por determinação da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Com o devido respeito, esse país é mesmo uma brincadeira, só para dizer o mínimo!

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

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VIOLÊNCIA

 

Menores queimam viva uma dentista em São Bernardo do Campo que dispunha de míseros R$ 30 para eles e não vai lhes acontecer praticamente nada! Outros miseráveis queimam quase à morte outro dentista, Alexandre Peçanha Gaddy, de São José dos Campos, que foi socorrido porque teve os gritos ouvidos da rua enquanto ardia em chamas de álcool pelo corpo. Os senhores não sabiam que aqui, em Jundiaí, depois daquele primeiro crime, outros menores quase perpetraram o mesmo crime contra um casal assaltado na própria residência. Que país é esse que tem a região metropolitana da baixada santista paralisada por uma medida da prefeita de Cubatão, Márcia Rosa (PT), que restringiu ao horário comercial o uso dos pátios reguladores (carga e descarga) do Porto de Santos e cujas consequências foram filas de caminhões que também congestionaram as rodovias em direção aos armazéns reguladores de carga e descarga do Porto de Santos?

 

Que país é esse em que parece coisa do outro mundo congressistas "trabalharem" até a madrugada para votar questão relativa aos portos (?) como forma de pressão somente depois de verem liberadas emendinhas parlamentares que lhes garante curral/cabresto eleitoral nos rincões desse Brasilzão? Não tenho solução para nenhum desses problemas, para isso já sou obrigado a votar em gente de qualidade discutível, que se junta a outros de igual índole para pensar somente em assuntos da pior qualidade que beneficiam gente da pior qualidade também: eles próprios. Vossas Excelências, diminuam o tamanho do Estado e deixem a coisa andar para ver se tudo não se encaixa! Apesar disso, não tenho a menor esperança enquanto houver uma chance de alguém se locupletar de verba pública. É o que penso.

 

José Reginaldo Matias De Souza ali.matias@ig.co.br

Jundiaí

 

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CLARA UTOPIA

 

Os cidadãos de bem, no meio de tanta criminalidade e impunidade, não têm a quem recorrer e estão partindo para a justiça com as próprias mãos. Clientes de um bar na zona norte mataram um dos assaltantes a pauladas, na última terça-feira (29/5). Três assaltantes entraram no bar e anunciaram o assalto; um deles, armado, atirou em duas pessoas, que foram levadas ao hospital. Dois dos assaltantes, depois do assalto, conseguiram fugir, mas o terceiro foi detido e retido pelos clientes do bar, que o agrediram a pauladas, morrendo no local. Talvez consigamos acabar com a inversão de valores que assola o Brasil "direitos humanos são para humanos direitos". A falta de segurança e punição está levando ao desespero as pessoas do bem. A prisão é para punição e para dar exemplo. Pensar em recuperação do bandido é raro, romântico. Uma clara utopia.

 

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

 

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COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE

 

"A Comissão Nacional da Verdade se silencia sobre os adolescentes recrutados para ações de guerrilha durante o regime militar" é o resumo do artigo "Direitos Humanos, menores e verdade", escrito pelo cientista político Héctor Ricardo Leis, que, em sua muito bem fundamentada análise sobre o assunto, mostra, com todas as letras, as reais intenções dessa atual comissão (com minúscula mesmo) tanto na composição dos seus membros quanto nos objetivos traçados pelo governo. Como o autor, todos os brasileiros exigem das autoridades não somente as respostas elencadas pelo próprio, mas também a nomeação de pessoas mais capacitadas, sérias, objetivas e sem preconceitos para a realização desse importante trabalho e a obtenção da verdade histórica. Sem isso, teremos como resultado uma visão deturpada de todos os regimes pelos quais essas pessoas sempre lutaram, desde os idos de 1935, para a implantação, no País, de um regime cujo exemplo maior está em Cuba.

 

Durvaldo Gonçalves lobatogoncalves@gmail.com

São Paulo

 

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'LIBERDADE' DE IMPRENSA

 

Que Vanucchi, ex-presidente da Comissão da Verdade não é, verdadeiramente, um democrata, todo mundo já sabia. Pela demonização dos agentes do Estado, na ditadura militar, muitos simpatizavam com ele. Mas ele é um velho militante de esquerda - "profissão" a que se dedicam quase todos os terroristas do passado - e um dos mais atuantes sequazes de Lula, Dirceu e Dilma. Mas ele é, principalmente, um apologista de limitações à liberdade de imprensa. Como diria o Lobão, será um ótimo representante na Organização dos Estados Americanos da... Venezuela, da Bolívia, da Cuba e da Argentina, onde a liberdade é bem "comum". Comum á nomenklatura, e olhe lá!

 

Roberto Viana rovisa681@gmail.com

Salvador

 

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SEMPRE É BOM LEMBRAR

 

Sempre é bom lembrar que o Sr. Vanucchi foi o ministro responsável, no governo Lula, por tentar impor aos brasileiros um Plano Nacional de Direitos Humanos, totalmente rejeitado pela sociedade, o que fez o governo recuar. Eis que o Brasil o apresenta como candidato a uma das vagas da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da OEA. Bom, esta vem tentando interferir, por vezes sem muita cerimônia, em matérias de foro íntimo da vida brasileira, sem respaldo jurídico necessário. O candidato, por sua vez, já se apresentou polemizando sobre temas como liberdade de imprensa e, como não poderia deixar de ser, na impossibilidade de rever a Lei da Anistia brasileira, defende a punição dos agentes do Estado, pretendendo dar substância à tese do direito continuado, defendido por um grupo de procuradores inovadores.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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NÃO

 

A Comissão Nacional da Verdade, após um ano de trabalho, já conseguiu dar os primeiros passos para apurar os desaparecimentos para os familiares na época da ditadura, enriquecendo assim a nossa história, o que é muito louvável. O que a sociedade brasileira nunca deverá esquecer é o triunfo do Brasil sobre a campanha comunista para a dominação - propaganda, infiltração e terror - que estava em plena ação nos idos de 1964. Quando a rendição parecia iminente, o povo brasileiro, com o apoio das Forças Armadas disse: NÃO!

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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DR. RUY MESQUITA

 

A Natureza fez sua parte. A todos nós cabe lamentar a perda do Dr. Ruy Mesquita. Aceitem meus sinceros pêsames.

 

Renata Oliva renataoliva54@uol.com.br

São Paulo

 

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PALAVRA NENHUMA

 

Duas lágrimas não pude conter: no dia 22, ao ver a página 3 em branco, e ontem, ao ler Eugênio Bucci ("Estado", 30/5, A02). Vocês são a minha voz. Obrigada.

 

Ivone Gagliardo ivonegagliardo@gmail.com

Sorocaba

 

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SILÊNCIO ELOQUENTE

 

Eugênio Bucci expressou sua sensibilidade ao revelar a profunda percepção do sentido do espaço em branco deixado pelo Estado do dia 22/5. Ruy Mesquita não se encontrava mais neste mundo. A crítica profunda, fundamentada, descompromissada, criadora, não sistemática de nossos governos, perdera um de seus maiores formuladores. Não havia o que dizer. Só o silêncio expressaria a grandeza triste daquele momento. Em Direito, falamos do silêncio eloquente; que, não raro, disciplina melhor as relações sociais que as palavras homicidas do espírito vivificante. Parabéns ao colunista.

 

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

 

São Paulo

 

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DESPEDIDA AO JORNALISTA

 

Ao receber o matutino naquela manhã de 22 de maio, destacando o trabalho do repórter Silvio Ribeiro, perguntei-me o que iriam nos contar os colegas e sucessores de Ruy Mesquita na página 3. Estranhei que na chamada de capa fizesse alusão tão somente ao caderno especial. Ainda nesta capa solene, numa disposição gráfica perfeita e irretocável, a história resumida do jornalista e um dos seus clássicos artigos. Formatado em densa diagramação, tem-se ao lado os depoimentos, traduzindo ao leitor o impacto daquela notícia, ao mesmo tempo aplacando atos e fatos do cotidiano. Abri. Nada como o pulsar no virar de páginas do impresso. Deparei-me com um eloquente e respeitoso silêncio no espaço do Dr. Ruy, simbolizando sua despedida, nas concisões lembradas pelos editores, o espaço lançado na celulose a reverenciar a despedida do jornalista.

 

Arnaldo Montenegro

ac.montenegro@uol.com.br

São Paulo

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