Fórum dos Leitores

REFORMA POLÍTICA

O Estado de S.Paulo

07 Julho 2013 | 02h04

Plebiscito

Só um governo com enorme propensão para o desperdício, como o atual (com 39 ministérios), pode pensar em gastar quase meio bilhão de reais num plebiscito em que a população teria de tomar decisões que o Congresso Nacional vem empurrando com a barriga há muito tempo ou que interessa apenas a alguns partidos, como o caso de usar mais dinheiro público para campanhas eleitorais. Quem, afinal, acredita que S. Exas. vão deixar de embolsar algum por fora, no caixa 2, mesmo que seja aprovado o financiamento público de campanhas? É preciso um plebiscito para perguntar isso? Nenhum dos pontos da consulta anunciada toca no principal: a população foi às ruas para exigir melhorias no transporte urbano, na saúde e na educação. Além disso, o governo insiste no projeto do trem-bala, com custo estimado em R$ 35 bilhões (que pode chegar a R$ 50 bilhões), dinheiro que poderia ser utilizado para oferecer um transporte decente a milhões de pessoas que hoje levam até quatro horas para chegar ao trabalho, nas grandes cidades.

CARLOS TAQUARI

taquari1@hotmail.com

São Paulo

Nova frustração

Definitivamente, das duas, uma: ou o PT acha que o povo brasileiro é burro ou é um partido burro que faz ouvido de mercador, como se dizia antigamente. A presidente Dilma Rousseff jogou a "Carta cidadã" na lata do lixo e enviou ao Congresso proposta de plebiscito - que indiscutivelmente só interessa ao PT e aos partidos da base aliada - sobre financiamento público das campanhas, sistema eleitoral, eliminação da suplência dos senadores, coligações partidárias e voto secreto no Parlamento. Em outras palavras, nenhuma das reivindicações dos milhões de brasileiros que foram às ruas foi contemplada pela consulta proposta por Dilma. Agora resta saber como o povo vai reagir diante dessa nova frustração coletiva causada pelo governo do PT.

FRANCISCO ALVES DA SILVA

profealves@gmail.com

São Paulo

Democracia faz de conta

Não é possível que o constitucionalista Michel Temer tenha ido ao Congresso pedir plebiscito para saber o que o povo quer em matéria de reforma política. Não é possível que Temer, Dilma, o Congresso e outros altos representantes do povo não saibam o que o povo quer e o que o País precisa já. Eles sabem. Não é possível que o Congresso não saiba que é sua atribuição arregaçar as mangas e trabalhar nas reformas que ele sabe que o povo quer e finge não saber. Sem necessidade de plebiscito, referendo nem movimentação circense dos donos do poder. Esse pretendido plebiscito cheira (mal) a compasso de espera, a conversa desonesta para enganar a Nação até o poder das ruas esfriar, para enfim se eternizar essa nossa democracia capenga e de faz de conta.

APÓLLO NATALI

apollo.natali2@gmail.com

São Paulo

Por que tanta pressa?

Será que o motivo da urgência de Dilma em aprovar o plebiscito ainda este ano, cujos resultados já valeriam para 2014, vem da pressão de seu partido, que vê na aprovação da consulta popular uma boa oportunidade para enxertar projetos de seu interesse, como o tão sonhado controle social da mídia, entre outras aberrações? E se a base aliada de Dilma não viabilizar o plebiscito? Tentará a presidente apoiar as manifestações populares para depois tutelá-las, jogando-as contra o Congresso, numa atitude voluntarista e perigosa, para atingir seus objetivos?

PAUL FOREST

paulforest@uol.com.br

São Paulo

E por que a ideia do plebiscito foi levantada justamente agora? Será para desviar a atenção do tema corrupção e punição dos mensaleiros, posto pelas ruas?

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Olhar estrangeiro

O vaivém do governo sobre Constituinte, plebiscito, referendo, etc., lembrou-me um antigo executivo americano com quem trabalhei nos anos 80. Ficava uma semana por mês nos EUA e as outras três no Brasil. Uma vez a matriz o chamou para ficar um ano nos EUA. Quando voltou, disse-nos que o Brasil era um lugar curioso: se você fica fora uma semana, muda tudo, se fica fora um ano, não muda nada.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

GOVERNO DILMA

Solidão da presidente

Desde sempre se sabe que todos governantes estão sós. Quando o navio está afundando, os ratos são os primeiros a abandoná-lo. E foi preciso o País vir abaixo para essa senhora descobrir que está só? Não sabia nem viu o desbaratamento que os 12 anos do PT fizeram ao Brasil? Estou pasma!

RUTH MOREIRA

ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

O interlocutor

Dora Kramer fala em sua coluna de sexta-feira de um interlocutor muito próximo da presidente que ouviu de Dilma que ela se sente abandonada porque ninguém a defende. Aí ele foi reclamar com Renan Calheiros. Essa pessoa não percebeu que a presidente Dilma não é um "animal político", é uma tecnocrata colocada no cargo como um poste que às vezes João Santana e/ou Lula se esquecem de acender. Se pretendia ajudá-la, deveria ter falado com um dos dois...

JOÃO CARLOS CORREA

taiga.tai@hotmail.com

São Paulo

Marqueteiro 'Mãe Dináh'

João Santana está se saindo uma espécie de Mãe Dináh da República. Antes previu a reeleição em primeiro turno, agora prevê a recuperação da imagem de Dilma em quatro meses. Não seria o caso de perguntarmos por que não previu os acontecimentos de junho? Pobre do governo que precisa de um marqueteiro para prever o futuro de uma nação.

LUIZ CELSO DE PIRATININGA JR.

celso.piratininga@adag.com.br

São Paulo

Só mesmo o marqueteiro de Dilma poderia crer que o prestígio da presidente estará totalmente recuperado em apenas quatro meses, garantindo que "ela reconquistará nesse espaço de tempo a popularidade perdida" e que não vê "abalo irreversível em sua imagem. É lógico que o sr. Santana precisa acreditar nisso, porque, do contrário, será o primeiro a perder sua privilegiada "boquinha" no governo, o mais provável de ocorrer, pois a presidente está num caminho sem volta, ladeira abaixo. E a sra. Dilma, por favor, não se esqueça de levar consigo os seus 39 "competentes" ministros.

CIBELE MARCONDES FERREIRA

cibelemfc@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A POPULARIDADE DE DILMA 

Uma emoção! A popularidade da presidente caiu 27 (vinte e sete) pontos após protestos, que tombo. Jovens, não parem, não parem, não parem... Com as movimentações, plebiscito nem pensar, melhor o referendo para confirmar que a sua verdadeira queda foi e será maior. Nem esteve no Maracanã para assistir o jogo da seleção. Melhor, a sua ausência deu sorte, até a seleção consagrou-se campeã. Mas as vaias jamais serão esquecidas. Enquanto isso, a inflação, os juros, a criminalidade e corruPTos em alta, o PIB, a Petrobrás e a credibilidade em baixa. Já se foram dois anos e meio, quando vai começar a governar?

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

 

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ACENDER DE VELAS

 

Lula plantou dois postes, um em Brasília, outro em São Paulo, mas as lâmpadas de má qualidade queimaram. O povo acendeu as velas...

 

Gilberto Dib www.dib.com.br

São Paulo

 

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O FIM DO DESASTRE

Diante da queda acentuada nos índices de aprovação de dona Dilma, só lhe restará se sustentar no governo até o seu término - falta um ano e meio -, muito embora ainda nem tenha começado a governar. No momento, a tentativa e a possibilidade da reeleição ficam descartadas. O intrometido e palpiteiro "criador", que tanto se gabou de ter indicado a primeira mulher para a Presidência do País, acabou diminuindo a capacidade de outras tantas mulheres brasileiras, culminando com a falta de compostura de um presidente semianalfabeto que manteve uma amante, além do envolvimento em desvios e corrupções - como foi amplamente noticiado pela mídia - cujos valores foram pagos pelo erário brasileiro. Forçando a sua ausência por mais de duzentos dias, se esquivando de prestar os devidos esclarecimentos, confirmando o ditado de que "quem cala consente". Estamos cansados de sermos enganados pelas mentiras e omissões que provocam as manifestações populares promovidas pelos jovens cidadãos apartidários, que continuarão à exaustão, numa tentativa de moralizar o País. O "desastre" dos quase onze anos do PT no poder, felizmente, está chegando ao fim.

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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PÉ DE VENTO

 

Pois é, colocaram o poste mas esqueceram de socar a terra. No primeiro pé de vento (manifestação popular), começou a tombar.

 

José Paulo Lucato jplucato@gmail.com

São Paulo

 

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PERDENDO A CABEÇA

 

Cuidado, Lula, acorde Dilma. É mais do que provável que Luiz XVI e Maria Antonieta não tivessem a menor ideia, no inicio da Revolução Francesa, que iriam acabar perdendo a cabeça.

Ulysses Fernandes Nunes Junior ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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EXÍLIO EM CUBA

Apesar de tudo que está acontecendo, os mandantes ainda têm 46% nas pesquisas e a aluna Dilma, 30%. Quem manda precisa cair fora. Um bom destino seria Cuba.

 

Eduardo Trabulsi edutrabulsi@gmail.com

São Paulo

 

 

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AS RUAS FALARAM

A queda surpreendente da presidenta Dilma e candidata à reeleição para 30%, na verdade, é o pleno reflexo das manifestações verificadas nas ruas de centenas de cidades do País. Nos 19 anos do Plano Real, ela comemora pouco, porque a inflação está em alta e sua popularidade em baixa. Pelo que já se viu, parece ser muito difícil a sua reeleição, bem como a de centenas de políticos, cujo conceito e prestígio estão em queda abrupta na apreciação popular. Agora vamos ver as reações em busca do voto.

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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HAJA PACIÊNCIA

A presidente Dilma, mesmo depois da queda vertiginosa na popularidade, continua sem ouvir ninguém e comanda o País rumo ao precipício econômico. Para tanto, tira daqui, faz de conta que coloca ali, na certeza que de lá, dos desavisados, virão mais investimentos. Deve ter feito a mesma coisa na sua lojinha de R$ 1,99 e deu no que deu. Nossa Angela Merkel tupiniquim precisa tomar um banho de economia salpicado de menos arrogância, se quiser continuar no poder. Acho que foi urucubaca quando Dilma se autointitulou "presidenta". Melhor voltar para "presidente" urgente. Assim, quem sabe, o País volta ao rumo certo. Os brasileiros esperam ansiosos que uma luz caia em cima do Planalto Central, iluminando a mente de nossa Merkel tupiniquim. Haja paciência!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

 

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O GIGANTE ACORDOU

Será que os petistas e nordestinos, tanto no nordeste como espalhados pelo Brasil, por fim começaram a acordar? Vamos ver nas eleições.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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ALI BABÁ À ESPREITA

Dilma, ao estilo petista da desfaçatez, tentou se apropriar da recente popularidade do futebol brasileiro ao afirmar que o seu governo é "padrão Felipão"! Esqueceu que o "padrão Felipão" levou o Palmeiras à 2ª divisão. Ou seja, no futebol ou na política é preciso ter 11 craques, e não 39 bondes, escolhidos por sua importância na reeleição, não pela competência ou honorabilidade! Aliás, 11 é um bom número para os ministérios. Antes que o Ali Babá reapareça...

Luiz Sérgio Silveira Costa lsscosta@superig.com.br

Rio de Janeiro

 

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MINISTÉRIO DEMAIS, BENEFÍCIOS DE MENOS

Imaginem os senhores uma empresa privada, em qualquer lugar do mundo, com 39 diretores, quase todos contratados por amizade e não por competência técnica, que tem sua primeira reunião geral anual com a presidenta da empresa no começo do segundo semestre! Dá para imaginar que dará certo?

 

Fernando Caiuby fernando@elvirabrandao.com.br

Vinhedo

 

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39 MARCHAS

Dilma quer fazer a máquina andar em 39ª Marcha! Não vai andar! Tem que reduzir as marchas pela metade, senão não sai do lugar!

 

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

 

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QUALIDADES DESPROPORCIONAIS

Brasil tem 39 ministros de Estado. Um absurdo, com tantos gastos do dinheiro dos impostos. Enquanto isso, os EUA têm apenas 15 ministros de Estado, uma população de 315 milhões de habitantes e é um país de primeiro mundo. O governo pode, sim, diminuir esse quadro de seu ministério e investir mais na saúde, na educação, etc. Os hospitais públicos estão miseráveis, sem atendimento de qualidade. Espero que esses serviços do País melhorem, melhorando, também, a infraestrutura de atendimento aos pacientes pobres.

 

Manoel Limoeiro www.grupounidoderodafogo.blogspot.com

Recife

 

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CHEGA DE ENGANAÇÃO

A presidenta Dilma parece-me que não captou as mensagens vindas das ruas por meio das manifestações que estão ocorrendo por todo o Brasil e mais uma vez tenta desviar o foco, com essa história de plebiscito ou referendo popular. V. Excelência tem que entender que o que o povo deseja e quer para o País é mais saúde, mais educação, mais segurança, um transporte público de melhor qualidade, menos corrupção e menos ministérios. Chega de governar para os "cumpanheiros" e apaniguados. O povo está cansado de ser enganado por promessas que nunca são cumpridas. Ademais, 39 ministérios para quê? A meu ver, 15 ministérios com pessoas competentes são mais que suficientes para administrar o Brasil. Presidenta Dilma, tome uma atitude de coragem: acabe com esses ministérios que não servem para nada. Com certeza vai sobrar muito dinheiro para atender às prioridades do Brasil.

 

José da Silva jsilvame@hotmail.com

Osasco

 

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O QUE DIZEM AS RUAS

As manifestações de rua têm servido para mostrar que, quando um governo é pressionado, a tendência é de recuo. Nenhum governante é capaz de peitar o grito vindo das ruas. Assim, temos visto diversas conquistas ao longo de praticamente quase um mês. Governadores e prefeitos voltaram atrás em suas decisões, depois das passeatas vistas por todo o País. Em São Paulo, pela primeira vez o governador Alckmin decidiu não reajustar a tarifa dos pedágios, que inevitavelmente sempre acontece em primeiro de julho. E mais: o governador anunciou o corte de secretarias de seu governo e a venda de um helicóptero, ou seja, demagogia ou não, o fato é que, sob pressão, os governos cedem e a população acaba sendo beneficiada. Infelizmente, o que deveria ser meta de governo passa a ser medidas tomadas por medo das urnas. Se um governador pode cortar gastos, por que a presidente do Brasil insiste em adoçar a boca de 39 ministérios e agregados?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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APROVEITE O MOMENTO, DILMA

Presidente, o Congresso já começou a fazer em poucos dias o que não fez em 20 anos. Agora é sua vez. Ignore as ordens do seu chefe - ele é parte do problema. Troque os 39 ministros por uns 12 "não-políticos" - há muitos economistas, engenheiros, médicos e advogados competentes no Brasil. Delegue tarefas para os seus subordinados - não tente fazer tudo sozinha - e dê instruções para uma limpeza em suas respectivas áreas - pela redução da corrupção, vai começar a sobrar dinheiro para o que o governo precisa fazer. Pare com a contabilidade criativa e cuide da responsabilidade fiscal - assim, os gringos também não vão mais querer rebaixar a avaliação do País. O momento é bom para mudanças - aproveite!

 

Julian White julwhite@yahoo.com

Campinas

 

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NADA MUDA

Com sua arrogância natural, Dilma afirma que o seu governo continuará como está - "padrão Felipão", segundo ela - ou seja, com os 39 ministérios. Ela que espere a próxima pesquisa.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

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PLEBISCITO PARA REFORMA POLÍTICA

Se um Plebiscito proposto por esse governo desacreditado for aprovado, queremos que logo em seguida, após seu resultado, seja feito um referendo para que a população verifique se não houve nenhum engodo ou erro por parte de seus apuradores.

Regina Ulhôa Cintra regina.cintra@yahoo.com.br

São Paulo

 

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GOLPE

É golpe!

Sergio S. De Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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PLEBISCITO NÃO

Quem achou que era fogo de palha errou! A palha já queimou e as manifestações seguem nas ruas... Quem achou que existia manipulação errou! Bandeiras de partidos foram rasgadas, queimadas, carros da Globo e da Fifa foram incendiados... Congresso, Executivo, Supremo Tribunal Federal e Ministério Público tentam dar respostas rápidas com manobras evasivas. O povo continua nas ruas. Pastores, padres, bispos e outros líderes religiosos, que deveriam cuidar dos negócios de Deus, já não estão tão prepotentes na política (não é, Feliciano?). Política foi feita pelos homens e para os homens. Dai a Deus o que é de Deus e a César o que é de César: não misturarás religião com política! Pelo que vejo, a principal reivindicação é pelo fim da corrupção. Pois bem, sou professor de Direito Constitucional há pelo menos 10 anos, talvez eu possa colaborar: 1) Não adianta produzir mais leis, a grande maioria comporta atos furtivos. Tome-se como exemplo a que elevou a corrupção ao nível de crimes hediondos, proposta por Renan Calheiros (argh!). Por quê? Esses bandidos já contam com a impunidade reinante em nosso Judiciário. Aliás, o que três ministros do Supremo estavam fazendo na festa de aniversário do PSDB? Essa ligação promíscua entre os membros do Judiciário e do Ministério Público com os partidos políticos é vedada pela Constituição: nem filiação partidária podem ter. 2) A solução é mudar a estrutura do País, só conseguiremos com a mudança da Constituição.

 

Sillas Silva hebrom777@yahoo.com.br

São Paulo

 

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REFERENDO POR UM BRASIL MELHOR

Essas manifestações são muito boas para mostrar a indignação do povo, porém o grande problema é que povo exatamente está nas ruas! Com certeza não são os milhões que ganham Bolsa Família e outras benesses que elegem essa corja que está aí no poder! Se fizerem o plebiscito para dar carta branca para o Congresso decidir por nós, vai ser uma enganação e continuará tudo como está, com a máquina pública corrupta e super inchada, sugando todos os recursos para as melhorias reivindicadas. Com um referendo, temos uma chance maior de melhorar o Brasil.

 

Ricardo Nobrega cnc.eng@terra.com.br

São Paulo

 

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ANTES QUE SEJA TARDE

A elite política nacional discute a reforma política. Mais do que as discutíveis propostas de plebiscito ou referendo, o debate deverá polarizar no fim da reeleição para cargos executivos, voto distrital, partidos políticos e outros incômodos que enfraquecem a representatividade e cavam um imenso fosso entre o povo e o poder. A reeleição - raiz de muitos males - casuisticamente aprovada para beneficiar apenas a um governante tornou-se fator de desequilíbrio. Entre seus males está o uso descarado da máquina pública para benefício da reeleição de quem está no poder. Melhor seria que ninguém pudesse se reeleger para o mesmo cargo executivo e existisse o limite de uma só reeleição para o Legislativo. Evitaria a carreira política de se tornar uma nefanda profissão. Não pode ser esquecida também a questão prática e moral da representatividade. O suplente de senador é um alienígena. Em muitos casos, ele não se elegeria nem vereador, mas, financiando a campanha do titular, torna-se seu substituto e acaba por assumir a cadeira na mais tradicional e alta corte legislativa nacional. Além do suplente de senador, também devem ser votados em separado os candidatos a vice que hoje, sem qualquer suporte eleitoral, assumem a presidência da República e os governos estaduais e municipais. Outra questão está no voto distrital para reduzir desigualdades regionais. Quanto aos partidos, precisam deixar a condição de balcão de negócios e distribuição de cargos. Os cargos de livre nomeação também devem acabar, pois hoje prostituem as relações político-administrativas. Depois de tantos anos de omissão e desdém ao povo, que agora acordou, a classe política só tem um caminho: apressar as reformas, antes que seja tarde...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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EMBRULHO

Será que esse novo pacote não é um novo embrulho?

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

São Paulo

 

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É PRECISO MUITO MAIS

Além dos itens que já foram reclamados pelos integrantes do Movimento Passe Livre, há outros que deveriam ser exigidos: eliminar as doações de empresas privadas para campanhas eleitorais, uma vez que estas constituem o maior foco de corrupção entre políticos e empresas; diminuir os custos - os mais altos do mundo - para a construção de estádios, pontes, metrôs, rodovias, etc. no Brasil; acabar com as inúmeras propagandas do governo na TV, já que essa dinheirama toda poderia ir para a educação, a saúde e o transporte de qualidade (os valores são incalculavelmente elevados e na maioria das vezes são propagandas enganosas); exigir uma reforma da Justiça, que é extremamente morosa, ineficiente e cara; e acabar com os inúmeros recursos, que nada mais são do que uma prolongação desnecessária dos processos (veja o caso de Natan Donadon: no mundo veloz da informática de hoje não cabe uma Justiça que lembra os tempos das diligências).

 

Károly J.Gombert gombert@terra.com.br

Vinhedo

 

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TRANSPARÊNCIA LEGISLATIVA

Os parlamentares brasileiros não comparecem ao trabalho às segundas e sextas-feiras, alegando que nestes dias eles devem estar em suas bases para ouvir as reivindicações e os "clamores" de seus eleitores. Agora que o brasileiro criou coragem e foi às ruas, esses mesmos senhores dizem que é preciso ouvir mais a voz do povo (a voz do povo é a voz de deus; já a dos marqueteiros deve ser a do diabo) e que o plebiscito é o melhor meio para tal. Resta nos perguntar, ou melhor, afirmar: Eles não se encontram com os representantes de suas bases nas sextas e segundas feiras? Ou seus eleitores são cordeiros mudos ou, o que é pior, eles pouco se lixam para os eleitores que, em troca de uma cesta básica, lhes garantem suas reeleições ad eternum. Gostaria de saber se é possível vir ao conhecimento público todos os projetos de lei, as emendas para reformas na Constituição e as ratificações de leis já pertencentes à Carta Magna que estão engavetadas há mais de dez anos no Legislativo e que dão lugar às medidas provisórias da vida, que deveriam ser usadas somente em casos de urgência e de algum risco à governabilidade da Nação. Acredito que a História está sendo passada a limpo e com o mesmo remédio usado pelos atuais "donos" do poder, em tempos da outra ditadura.

 

Orlando Batista de Oliveira Góes orlibati65@hotmail.com

Santa Gertrudes

 

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CESARE BATTISTI

Apesar de, na época, o Supremo ter recomendado que Cesare Battisti fosse devolvido à Itália, onde já estava condenado a prisão perpétua por quatro assassinatos, por decisão única e exclusiva de Lula, que passou por cima até de acordos internacionais firmados entre Brasil e Itália, este criminoso aqui ficou, livre, leve e solto, desfrutando das delícias do litoral paulista. Mas, apesar de o assassino ter sido beneficiado pela impunidade, graças ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, descobriu-se que ele também falsificou o próprio passaporte para entrar no Brasil. Será que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo vai descobrir uma brecha sem vergonha na lei para impedir que este desqualificado seja, finalmente, extraditado?

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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INCONSTITUCIONALIDADES

Alinho-me aos ministros do Supremo que tentaram barrar o projeto que proíbe novos partidos. Mal se corta pela raiz. Se o procedimento é inconstitucional, por que deixar seguir? Parece o caso do filho que pensa em cometer um erro e os pais esperam deixar ver acontecer o problema, em vez de obstruí-lo. Infelizmente, nosso Congresso, pela falta do que fazer, incorre sempre naquela máxima: "Cabeça vazia é oficina do diabo".

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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E A JUSTIÇA?

Nenhuma democracia funciona sem justiça. A nossa Constituição determina três poderes independentes e harmônicos. No entanto, nas manifestações publicas, nos comentários das pessoas e na imprensa em geral, não se vê qualquer menção da importância da Justiça para o cidadão e para o País. Após períodos de mau funcionamento, ocorreu a agradável surpresa de termos um ministro do Supremo Tribunal Federal buscando reabilitar a Justiça como um dos poderes da República - para muitos, o principal. O fato que deu grande alento ao cidadão no sentido de eliminarmos a verdadeira fonte da impunidade e da corrupção foi o julgamento do mensalão, cuja conclusão está por vir, mantendo-nos em suspense quanto à ética e os interesses dos juízes. Precisamos dar maior importância à Justiça, trazê-la para as discussões e para os movimentos de rua, pois trata-se de restabelecer as garantias constitucionais que, infelizmente, o brasileiro não tem completamente. Portanto, a propósito das reivindicações dos manifestantes, de nada adianta o Congresso tornar a corrupção um crime hediondo, se a justiça não funciona para julgá-lo e, portanto, torna-se um engodo para a turba. O Brasil já tem legislação suficiente para lidar com corrupção, é necessário apenas uma Justiça que as aplique com eficiência, num prazo razoável, não levando anos para julgar os inúmeros recursos permitidos.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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QUEDA "DA BRASÍLIA", 215 ANOS DEPOIS

Se fizermos uma comparação entre a Queda da Bastilha, ocorrida na França, em 1798, com a nossa "Queda da Brasília", além da mobilização maciça de todas às classes sociais, como ocorrera lá, acharemos um ponto convergente entre os dois movimentos. Ambos se originaram de um ponto em comum: pagar impostos e não receber nenhum retorno por isso. No caso específico do Brasil, a grande maioria da população trabalha duro para sustentar a família com o que sobra dos impiedosos impostos, que consomem mais de 150 dias de trabalho ao ano. Além dessa sangria no seu salário, cada trabalhador ainda é obrigado a tomar conhecimento, diariamente - especialmente nos últimos 10 anos governo petista - de uma ditadura disfarçada, da perpetuação do poder e da impunidade deslavada de políticos corruptos, arrogantes e zombeteiros, que tratam com indiferença os crimes contra a criança, a impunidade e as visitas protocolares nos locais de desabamentos e enchentes com data marcada. Fartos de tudo isso, os brasileiros resolveram ir à luta, que há de continuar até que se restitua pelo menos um pouco de vergonha na cara dos nossos governantes. Durante esta última década, passei a sentir nojo de meu país, pois achava que nosso povo só se interessava por futebol, carnaval, fazendo subir o ibope desses governos após cada ato de corrupção. Hoje, volto a sentir orgulho de ser brasileiro. Parabéns e obrigado a esses jovens e também aos mais idosos, por essa luta gloriosa que estão travando contra essa corja de bandidos. Desejo que não cometam excessos, protestem e repilam essas nojentas e oportunistas bandeiras partidárias!

 

Roberto Ianelli Kirsten rkirsten@uo.com.br

Amparo

 

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ROTA DE FUGA

A presidente Dilma devia mirar-se na iniciativa do presidente da Câmara de Vereadores local que mandou abrir um alambrado e derrubar a mureta de suporte para fazer uma rota de fuga, diante das últimas manifestações na cidade. Além de destruir patrimônio público, foi a forma que a "base de apoio" da prefeita encontrou para fugir de suas responsabilidades de legisladores e fiscalizadores, em vez de reconhecer nosso direito de ser ouvidos e nossa legitimidade de reivindicar. Vergonhosa situação local, que se repete por todo o Brasil. Haja rotas de fugas!

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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DEDETIZANDO O PAÍS

Nosso país está envolvido em tantas falcatruas em seus vários níveis de governo que os movimentos atuais ainda serão insuficientes para a "dedetização" devida. Aliás, a moralização nem começou, pois, pelas primeiras ações do governo e parlamentares, já deu para sabermos que eles já entenderam o que vem por aí. Não é uma vitória futebolística que vai encobrir tantas mazelas. Que os governantes se unam e processem imediatamente as medidas justas que o povo brasileiro merece e exige. Caso contrário, estaremos perdendo a maior oportunidade dos últimos anos em nos tornarmos um país decente.

João Batista Pazinato Neto pazinato51@hotmail.com

Barueri

 

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PETISMO SURDO

A "presidenta" Dilma Rousseff disse que o governo tem de "ouvir a voz das ruas"... Eu pergunto: por que, por mais de uma década de governo petista, nunca pensaram assim?

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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VOLTA, LULA

"Volta, Lula!". Garanhuns te espera de braços abertos. Xô!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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O BONDE QUE PASSA

Não é possível que a oposição deixe, mais uma vez, passar esse bonde ou aproveitar a oferta de limões e fazer limonada. Será realmente de uma incompetência ímpar se assim proceder, se deixar mais uma vez se iludir pelo canto da sereia, essa sem barba. Já se foram 10 anos sem manifestações como essa diante de todos esses descalabros administrativos que vimos assistindo, posando de meros espectadores. Cabe-lhes parte dos erros que aí estão. Agora, com esse baita empurrão da população, que está fazendo suas vezes, dá para navegar em mares nunca dantes navegados. Ou, em definitivo, pulem fora. Acorda oposição.

 

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

 

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A GRANDE INTERROGAÇÃO

Passados os primeiros momentos de perplexidade das atuais manifestações de rua aqui entre nós que pedem mudanças já, tanto na gestão pública como na iniciativa privada, começam a surgir explicações para o atual fenômeno - que está, como sempre, a reboque de semelhantes acontecimentos mundo afora. Abundam de alguns analistas "teorias de conspiração", mas o certo é que, como falou o senador Cristovam Buarque: "caiu a ficha" da população brasileira sobre nossas vulnerabilidades. Como iremos administrar as soluções dos nossos problemas, como pedem as massas, é a grande interrogação que teremos de responder nesse futuro próximo.

 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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‘É A ECONOMIA, ESTÚPIDA’

Um povo politizado há muito teria reprovado o governo federal petista, baseado em muito blá, blá, blá, poucas realizações e desvios enormes (vide Delta, Petrobrás, transposição do Rio São Francisco, Valec e tantos outros casos). A má gestão econômica, nos faz lembrar a certeira frase "é a economia, estúpida", e a teimosia da presidente a comprova. Sobra pouco mais do que a bolsa dos "sem futuro", pois falta um programa amplo de apoio ao desenvolvimento dos favorecidos.

 

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

 

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RABO DE CAVALO

Só num país desgovernado e de pouco investimento isto acontece: quem estuda mais, ganha menos. Belo incentivo têm nossos estudantes, não é mesmo, senhores governistas? Por tudo isso e mais alguma coisa que nossa economia é como rabo de cavalo: cresce para baixo.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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A AUSÊNCIA DE DILMA NA FINAL DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES

A primeira vaia a gente nunca esquece...

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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PREÇOS POLÍTICOS

O então presidente Lula, engalfinhado em 2007 com as repercussões do mensalão, e talvez com o intuito de desviar a atenção da mídia do caso, influenciou fortemente na escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014. Considerou a decisão uma vitória do seu prestígio político, ainda reconhecido naquela ocasião, até no exterior, rebatendo as críticas que já despontavam a respeito dos gastos excessivos que tal evento representaria para os cofres públicos, ao afirmar que praticamente todo o custo seria bancado pela iniciativa privada. O que se viu, no entanto, foi a construção de estádios superfaturados e erguidos com recursos do povo brasileiro. Tal fato constituiu um dos motivos inspiradores das reações de protestos geradas em todo o País, turbinadas pelas condições de abandono do poder público em relação a serviços básicos como saúde, segurança, educação e transporte público digno, aos quais a população faz jus em face dos altos impostos que paga. O despertar da sociedade se seguiu a uma estrepitosa vaia que surpreendeu e impactou a presidente Dilma quando inaugurou a Copa das Confederações da Fifa, prelúdio da Copa do Mundo. As manifestações que se seguiram mostraram repentinamente aos políticos a necessidade de criarem novas abordagens para dialogar com a sociedade, fato que até hoje não foi bem compreendido pela maioria deles. Ainda não perceberam que as mentiras, os subterfúgios e os métodos convencionais de negociação, com os quais estavam habituados a apaziguar as indignações da população, não seriam mais aceitos, e que novas posturas teriam que ser adotadas, mais transparentes e honestas. O exemplo mais contundente de que ainda não vislumbraram a obrigação de se reinventarem é o fato de que, por exemplo, a presidente, o governador do estado do Rio de Janeiro e o prefeito de São Paulo não se fizeram presentes na cerimônia de encerramento da Copa das Confederações no Maracanã, temendo as vaias e o correspondente "preço político", expressão frequentemente empregada pelo então presidente José Sarney, que, por não querer pagar tal preço, mergulhou o País no mais avassalador processo inflacionário de que se tem notícia, ao não adotar medidas imprescindíveis para minorá-lo. Esses ainda são os nossos políticos, infelizmente um corte da própria sociedade que, ao ter que contar com eles, não precisa de inimigos.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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POR UM BRASIL INFINITAMENTE MELHOR

Agora, após praticamente acabarmos com o PT que tal fazermos o mesmo com a Fifa e a CBF. Com certeza o Brasil será infinitivamente melhor.

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

 

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SEGURANÇA

Enquanto brasileiros se engalfinham por R$ 0,20 e o governo levanta a bandeira para o transporte público, saúde, corrupção, reforma política e economia, fico eu aqui pensando que, se não houver uma reviravolta de modo a parar o extermínio promovido pelos bandidos de plantão, não restará muito da população para usufruir de qualquer direito adquirido originado pelos protestos. Aqui em São Paulo, uma criança de cinco anos foi exterminada com um tiro na cabeça porque os pais tinham pouco dinheiro

 

Jatiacy Francisco da Silva www.lettersofjatiacy.wordpress.com

Guarulhos

 

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A COMISSÃO DA VERDADE E A PM

A Comissão da Verdade, criada para averiguar as denúncias de tortura e outros crimes durante a ditadura militar, vai averiguar também o que faz a PM? Com os já famosos e conhecidos autos de resistência, há alguma diferença do que faziam os militares?

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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