Fórum dos Leitores

MANIFESTAÇÕES

O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2013 | 02h12

Desordem pública

Este 7 de Setembro ficará na nossa História como o dia em que a desordem pública foi implantada no País graças à impunidade, produto de um desgoverno central que só busca manter-se no poder e enfraquecer a jovem democracia brasileira.

JOSÉ MILLEI

j.millei@hotmail.com

São Paulo

Black Bloc

Estou curiosa por saber quem são esses integrantes do Black Bloc. Onde estariam eles antes das organizadas passeatas de junho? Serão muralhas bem estruturadas que afastaram as gentes disciplinadas das primeiras manifestações em prol de um Brasil melhor? Huuum, muito curiosa essa súbita aparição e, em contrapartida, o desaparecimento dos outros das ruas... É preciso pensar!

MARIA INÊS T. DE MENDONÇA

migmendonca1@gmail.com

São Paulo

Seguindo o mestre

O fogo amigo está agindo e atingindo o seu objetivo, que é esvaziar as passeatas das pessoas de bem que sabem realmente qual é o seu principal objetivo: a moralização do País. Alguém do PT está seguindo o mestre dos mestres Golbery do Couto e Silva.

ANGELO ANTONIO MAGLIO

angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

Tudo certo

O discurso da "presidenta" em homenagem à data magna do País foi exuberante. Não tenho mais dúvidas de que a partir de agora tudo dará certo: inflação sob controle, educação de Primeiro Mundo com os recursos do pré-sal, saúde idem, obras de infraestrutura deslanchando a pleno vapor, corruptos na cadeia, médicos sobrando, hospitais equipados, transporte de primeiríssima qualidade, pleno emprego, economia crescendo, etc. Este país será um verdadeiro Xangri-Lá. Acho que é isso que os EUA estão espionando. Alguma dúvida?

KÁROLY J. GOMBERT

gombert@terra.com.br

Vinhedo

ESPIONAGEM

Proposta para reprimi-la

Dizem as notícias que a presidente Dilma Rousseff, furiosa com as escutas americanas de suas conversas telefônicas com auxiliares de primeiro escalão, levou a questão à reunião do Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - na semana passada em São Petersburgo, propondo a criação de normas para reprimir essa espionagem. Assim, daqui por diante todos os espiões, ao chegarem a outros países, devem procurar os órgãos congêneres munidos de suas carteirinhas funcionais, com foto, nome correto, endereço, cargo no respectivo departamento, e informar sobre o objetivo de sua visita. E até mesmo pedindo garantias para exercerem seu trabalho. Tudo para não ofender as autoridades locais, que deverão ser informadas e preparadas para não darem com a língua no dentes. Os outros Brics ainda não se manifestaram porque só o farão depois que cessarem os acessos de riso que a proposta causou!

WALDOMIRO B. DE CARVALHO

waldomiroxuca@globo.com

Itapetininga

Extrapolou

Menos, presidente Dilma, menos, por favor. Regras para espionagem já é demais!

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

Na Petrobrás

Quer dizer que a presidente acha que a espionagem é/foi econômica e estratégica? Avisem a esses petistas que não há ninguém melhor do que eles para destruir uma Petrobrás! Estou é com vergonha do governo americano, que deve saber todos os detalhes dessa bandalheira.

ANA MARIA F. LOCATELLI

9ana@ibest.com.br

São Paulo

Refinaria de Pasadena

A propósito da reação do ex-presidente da Petrobrás sr. José Sérgio Gabrielli à espionagem na petrolífera pela americana NSA, parece que o maior temor dele - e também do governo, uma vez que a presidente Dilma era presidente do Conselho de Administração da empresa - é que os espiões americanos revelem o destino da quantia superior a US$ 1 bilhão paga a mais pela refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).

ADEL FERES

adel@terra.com.br

Goiânia

Aos muy amigos, tudo

Como se explica tanta gritaria só por causa de uma espiadinha nos documentos da Petrobrás feita pela NSA, enquanto o governo petista quase pede perdão a Evo Morales por ter roubado uma refinaria inteira, na mão grande, em 2006?

PAUL FOREST

paulforest@uol.com.br

São Paulo

MAIS MÉDICOS

Ministério da Saúde

Quando um médico formado pela Unicamp chega a titular da Saúde e diz que "médicos cubanos têm muito a nos ensinar", imaginem como estamos mal de ministro... Ainda mais, dizem que será candidato à sucessão do dr. Geraldo Alckmin. Pode?

PAULO CORRÊA LEITE

paulocleite@bol.com.br

São Bernardo do Campo

Menos estrutura

Não há dúvida de que não só os rincões longínquos e as regiões periféricas dos grandes centros estão carentes de profissionais da saúde e de infraestrutura decente. Temos problemas de atendimento médico também nos hospitais de renome. Até há pouco não conseguia obter informações sobre medidas referentes a desvios de verbas, equipamentos sem uso, mas em processo de deterioração, além de péssimas instalações. Na semana passada, ao menos um caso ficou esclarecido. Um dos envolvidos na "Máfia dos Sanguessugas" está deixando o cargo de embaixador na Ásia e assumindo na África. Se isso é punição, os prejudicados são o povo brasileiro e o povo dos países que recebem esse profissional antes da apuração do seu nível de envolvimento e decisão.

CARLOS GONÇALVES DE FARIA

marshalfaria@hptmail.com

São Paulo

Estrangeiros

Ainda a respeito da "importação" de médicos, eu só quero ver quando as montadoras do ABC paulista começarem a contratar estrangeiros para preencherem os cargos que hoje estão vagos por falta de mão de obra especializada. O que este governo vai alegar para impedir e proteger os empregos dos companheiros metalúrgicos?

JORGE MANO

jrmano@yahoo.com

São Bernardo do Campo

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SEMANA DECISIVA

Barack Obama vai atacar a Síria ou vai pedir desculpas para dona Dilma? O Supremo Tribunal Federal (STF) vai dar um "passa-moleque" no Brasil ou vai prender José Dirceu e parte da quadrilha? A polícia vai encerrar a investigação do assassinato da família Pesseghini ou vai querer ouvir mais alguém? A semana promete...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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ESPIONAGEM NORTE- AMERICANA

Conforme notícias na imprensa, o Brasil foi o único país que exigiu uma explicação clara e firme dos EUA sobre a espionagem. Países europeus como Itália e Alemanha, e mesmo o México, não tiveram a mesma reação, porque eles também praticam espionagem. Uma coisa é certa: o governo norte-americano irá dar uma explicação por escrito ao governo brasileiro, porém os EUA continuarão fazendo espionagem, pois é uma prática internacional de longa data. Só resta ao Brasil não fazer mais estardalhaço internacional nessa área e desenvolver um sistema de contraespionagem como fazem os outros países. É ponto final.

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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O MAL MAIOR

Mais uma reportagem do "Fantástico", da TV Globo, conta, sem mostrar provas concretas, que estamos sendo vítimas de espionagem pelo governo americano. Além de ministros e da própria presidente da República, a informação é de que a Petrobrás foi também alvo da espionagem dos órgãos governamentais do Tio Sam. Não ficou claro, nem no caso da presidente nem neste caso, se houve mesmo uma invasão e também quais informações teriam sido vistas. Para o governo, é uma ótima notícia, pois desvia o foco tanto do péssimo governo de Dilma como da horrorosa intervenção feita na Petrobrás. A grande intervenção que o governo federal tem feito na política de preços dos combustíveis, levando a empresa a vender gasolina e diesel por preços muito mais baixos dos que o que ela paga, é a causa de tantos problemas que a empresa vem enfrentando. Que empresa aguenta este tipo de política? Isso sem mencionar as grandes lambanças que levaram a Petrobrás a comprar uma sucata de refinaria a preços estratosféricos. Não há nenhum mal maior que os EUA possam ter feito à empresa do que os próprios brasileiros já não tenham feito.

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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BRINCADEIRA DE MAU GOSTO

Bom, só falta os dirigentes petistas culparem a suposta espionagem americana na Petrobrás pela queda na produção de petróleo e pela situação atual da empresa, combalida depois da gestão criminosa a que foi submetida. A falsa indignação do ex-presidente José Sérgio Gabrielli seria mais crível se fosse manifestada contra aquela negociata bilionária que foi a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. O problema é que naquele caso um dos mentores era o próprio, não é? Petistas indignados? Só pode ser brincadeira, e de mau gosto.

José Benedito Napoleone Silveira

nenosilveira@aim.com

Campinas

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FALÁCIA

Com relação à notícia "Abin cria sistemas para proteger dados do governo", do "O Estado de S. Paulo" de 8 de setembro, as suspeitas de espionagem contra as autoridades do País são totalmente ridículas. Como fui especialista no assunto, gostaria de receber da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descrições "dos novos produtos de segurança". Os denominados CriptoGOV e o cGOV me parecem fantasias, nas formas que estão descritas no artigo do jornal. A espionagem americana (no Brasil) é uma falácia ridícula. A transmissão criptografada de conversas sigilosas exige, obviamente, equipamento correspondente em outro extremo da linha. Daí a afirmativa de V.S.ª "(...possuem aparelhos fixos e móveis protegidos) parece fantasiosa. Mas a maioria revela certa dificuldade de usá-los.".

Gustavo Eugênio de Oliveira Borges

goliveiraborges@gmail.com

Rio de Janeiro

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ELES CONTINUARÃO

Dilma não deve cancelar a viagem de outubro aos EUA. E também não deve fazer cara feia com Obama. Não fica bem para quem se diz estadista. Ele não lhe faz cara feia. Se não ficar satisfeita com as respostas, faça um tour pelos EUA. Visite seus hospitais, veja suas estradas, escolas, vá aos shoppings, teatros. Ande pelas ruas sozinha. Ninguém a assaltará e, com certeza, não será reconhecida. Já que vai levar uma turma grande, uma passadinha na Disney lhe fará muito bem. Sua maravilhosa e numerosa equipe de ministros não deixará furos. Mas lembre-se na volta: os EUA continuarão a fazer o que sempre fizeram. E para nossa segurança.

Paulo H. Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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TAPEM O BURACO

Uma senhora muito pudica, direitíssima, casta, que daria inveja à madre Teresa de Calcutá, estava tomando banho, nua é claro. Na parede do banheiro havia uma fresta, e por ela um sujeito desclassificado, malandro, sem vergonha, a espiava. A dita, seus familiares e vizinhos queriam linchar o malandro, ninguém cogitou de tapar o buraco. Qualquer semelhança é mera coincidência.

João Carlos Angeli

j.angeli@terra.com.br

Santos

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JÁ CANSOU

Nesta questão das denúncias de espionagem dos EUA através da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), só acredita no que o governo americano diz os que acreditam em Papai Noel também. Parece que a presidente Dilma está neste rol, pois vai esperar a resposta do presidente Obama. Ora, não tem de esperar nada. Vai me dizer que o presidente Obama vai procurar saber o que houve para dizer a ela? Ele não sabia de nada? É a rainha da Inglaterra, por acaso? O governo dos EUA espionou, sim. Não ia a maior potência mundial ficar alheia em saber, antecipadamente, a situação dos outros países, para ter vantagem, principalmente na espionagem econômica? Fizeram espionagem em todos os níveis. Todos foram espionados. E todos ficaram calados. França, Inglaterra, Brasil, etc. Jogaram sujo. Na época da guerra fria, isso seria mais difícil, em razão da URSS, que era o contraponto aos EUA. Mas, com a dissolução da URSS, a Rússia se viu enfraquecida e não fazia frente aos EUA. Estes, percebendo isso, deitaram e rolaram. Guerra do Afeganistão, Guerra do Iraque e, agora, ameaçam a Síria. Saem por aí como juízes supremos, salvadores da humanidade, etc. Vejamos até onde a opinião pública dos EUA, que não quer que ataquem a Síria, será levada em conta. O povo americano já sentiu na pele as outras guerras desastrosas que custaram a vida de entes queridos, amigos, etc. Não é o que querem. Já estão cansados.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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FALTAM COMPETÊNCIA E INTELIGÊNCIA

No domingo pela manhã, assisti a um filme sobre o ataque ao WTC em 11/9/2001. Possivelmente, novas chamadas ocorrerão na TV nesse sentido, pela aproximação do 12.º aniversário dessa tragédia. É amargamente emocionante rever as cenas de destruição e a dor dos parentes das vítimas, o que torna irrevogável repensar os atos que escrevem hoje a História. Todo o quadro que antecedeu aos ataques terroristas favoreceu, de certa forma, esses ataques: a desinformação da grande maioria do povo pelo que não é americano; as limitações estadistas de Bush; as falhas dos serviços de inteligência e segurança, como também as da diplomacia na condução dos interesses econômicos unilaterais. Uma sucessão de erros não admitidos por Bush, que confortavelmente se colocou na situação de vítima e mandou atacar o Afeganistão. A partir daí, recrudesceu a vigilância geral, com a criação de tecnologias de espionagem, e todos passaram a ser monitorados. Por um lado, isso se justifica - é a questão da segurança -, mas espionagem deve ter limites. E tem. As potências ocidentais, como os EUA, monitoram principalmente todos aqueles que oferecem ou têm condutas que podem oferecer suspeitas à sua segurança. E o Brasil se encaixa nesse quadro pela sua conduta suspeita nas relações externas de apoio a países como Cuba, Venezuela, Irã e outros que estão fomentando uma "guerra morna", já que a guerra fria acabou. "É normal espionar", disse William Binney, ex-diretor técnico da NSA, com o emprego de mais tecnologia do que se fazia na guerra fria e será inútil a tentativa do governo brasileiro de pressionar o Google ou criar e-mails estatais. "A única maneira de se defender é treinar agentes competentes e investir em inteligência", conclui ele. Ora, competência e inteligência é justamente o que não existe no governo brasileiro, que pretende construir um satélite geoestacionário gastando uma pequena fortuna, quando não consegue monitorar nem as fronteiras com os países sul-americanos, que nos abastecem de drogas e armas, desde os tempos de Lula. Logo, dona Dilma vai ter de continuar a fugir do seu estresse, femininamente fumando os seus charutos cubanos e dando escapadas de moto pelas madrugadas afora. E nós aumentamos o nosso estresse pagando todas as arbitrariedades e incompetências desse governo. E sem charutos cubanos.

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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A FRAGILIDADE DO SIGILO

A presidenta Dilma sentiu na pele a fragilidade no sigilo das nossas comunicações. O notável e saudoso Tancredo Neves já dizia que não tratava assuntos importantes por telefone. Portanto, só devemos conversar pelos meios de comunicação sobre assuntos de que o mundo todo pode tomar conhecimento. Em casos extremos, só marcando um encontro numa praia para, dentro do mar, conversar sobre segredos de Estado.

Cláudio de Melo Silva

melo_riodoce@hotmail.com

Olinda

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‘DIPLOMACIA E IDEOLOGIA’

O artigo do professor Denis Lerrer Rosenfield (9/9, A2) parece tentar estabelecer o termo ideologia como sinônimo de socialismo. Seu artigo não passa de um manifesto, claramente ideológico, pró-economia de mercado, além de deixar transparecer de forma escancarada sua opção pela subserviência aos EUA.

Luciano Jurcovichi Costa

lucianolub@hotmail.com

São Paulo

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O CLIMA ESQUENTA

Um enviado da ONU diz que os Estados Unidos não podem intervir na Síria sem o aval do Conselho de Segurança, algo impensável, considerando que a Rússia participa deste conselho. Até que ponto a ONU consegue segurar o imperialismo norte-americano? Vladimir Putin já declarou o apoio à Síria. Agora nos resta aguardar a decisão dos Estados Unidos, enquanto Nikita Khrushchev treme no túmulo de emoção!

Felipe Prado

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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O PARADOXO DO ORIENTE MÉDIO

As grandes potências e a ONU, com sua sofisticada tecnologia bélica, estão permanentemente encalacradas no ponto zero do Oriente Médio. A paz parece impossível de ser um dia alcançada, ainda que muitas escaramuças exibam tanques contra estilingues, a lembrar o paradoxo de Aquiles e a tartaruga: "Aquiles, símbolo da rapidez, tem de alcançar a tartaruga, símbolo da morosidade. Aquiles corre dez vezes mais rápido que a tartaruga e lhe dá dez metros de vantagem. Aquiles corre esses dez metros, a tartaruga corre um; Aquiles corre esse metro, a tartaruga corre um decímetro; Aquiles corre esse decímetro, a tartaruga corre um centímetro; Aquiles corre esse centímetro, a tartaruga um milímetro; Aquiles o milímetro, a tartaruga um décimo de milímetro; e assim infinitamente, de modo que Aquiles pode corre para sempre sem alcançá-la. Tal é o paradoxo imortal". (G.H.Lewes, por Borges). E o paradoxo do Oriente Médio, agora a Síria e suas consequências imprevisíveis.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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OS EUA E AS ARMAS QUÍMICAS

Os EUA têm uma posição bem estranha e contraditória quanto ao uso de armas químicas em guerras, guerrilhas e conflitos. Vejamos que atacaram e devastaram o antes belíssimo Iraque de Saddam Hussein por duas vezes, tanto por Bush pai quanto por Bush filho, alegando que aquele país árabe havia usado armas químicas de destruição em massa, contra curdos ao norte e iranianos ao sul, e que Saddam ainda dispunha desses terríveis armamentos. Depois da terra iraquiana arrasada, descobriram que não havia armas químicas no Iraque. Ficou por isso mesmo. Agora querem atacar a Síria de Bashar Al-Assad, sem provas irrefutáveis de que supostas armas químicas jogadas contra o povo partiram do governo, e não dos rebeldes. Mas esqueceram que, em 1972, durante o governo do presidente Nixon, os EUA bombardearam a região do Laos, Camboja e Vietnã utilizando bombas químicas de gás Napalm, para atacar os exércitos vietnamitas no fim da década de 1960. Entretanto, isso de nada adiantou, pois os guerrilheiros amarelos continuavam lutando e se saíram melhor, principalmente pelas vantagens geográficas, já que conheciam bem a região. Os norte-americanos então se retiraram do conflito em 1973, perdendo em definitivo a guerra. Porém, bem antes, na Segunda Guerra Mundial, os norte-americanos bombardearam cidades do Japão com bombas incendiárias feitas com o mesmo gás Napalm. Esse tipo de armamento foi usado também pelos EUA contra guerrilhas comunistas na Guerra Civil Grega, na Coreia, por ocasião da Guerra da Coreia e, como já mencionado, no Vietnã, Laos e Camboja, durante a Guerra do Vietnã. Conclusão: quando o assunto é armas químicas, os EUA usam de dois pesos e duas medidas, ou seja, eles podem jogar bombas químicas sobre quem desejarem, mas os outros países são proibidos. É o mundo comandado pelo "xerife" EUA.

Fernando Faruk Hamza

botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

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MANIFESTAÇÕES NO 7 DE SETEMBRO

Os confrontos já esperados entre a polícia e grupos radicais, ocorridos nas grandes cidades do Brasil nas comemorações do 7 de Setembro, fizeram com que a população preferisse ficar em casa, para não correr o risco de se ver envolvida numa guerra campal da qual não tinha a menor intenção de participar, já que seu objetivo, desde o início da atual onda de manifestações, sempre foi o de mostrar pacificamente a sua indignação contra a falta de ética, a corrupção desenfreada e a ausência de rumos da atual política em nosso país. Que não se iludam os governos. A ausência do povo nas ruas não foi motivada pelo arrefecimento desse sentimento de revolta, que continua imenso dentro de cada um de nós e que, independentemente de grandes marchas ou passeatas, será mostrado nas eleições de 2014.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PERDA DE FOCO

O fato de os protestos de rua terem "perdido o foco", conforme disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, só beneficiou o governo federal, a Câmara dos Deputados e o Senado, que a essas horas devem estar agradecidos. Todo cidadão brasileiro esperou pela repetição do show que foi visto nos diversos Estados no mês de junho. Infelizmente, outros grupos que agem com violência e vandalismo tomaram as ruas. Sem bandeiras e sem reivindicações, eles expulsaram das ruas aqueles que poderiam pacificamente exibir suas faixas tão criativas e verdadeiras. Desta vez ficou implícito que as redes sociais não tiveram a força que lhes foi dada em junho. Resta saber a quem interessa que o povo fique calado.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CÍNICO

O livro "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, escrito no início do século 20, nunca foi tão atual, refletindo o que vivenciados no nosso país dominado pelos petralhas: a perfeita ditadura, com aparência de democracia, onde a prisão sem grades mantém o povo escravo dos mandatários, através de entretenimento e consumo, como gado marcado e adorador dessa escravidão. O grito da parcela mais esclarecida do povo, saturada das mentiras e bravatas desse governo corrupto e incompetente, tem sido sistematicamente abafado pelos desordeiros militantes e pagos, haja vista a declaração do ministro Gilberto Carvalho de que o protesto foi esvaziado e perdeu o foco. Esse indivíduo chega ao cúmulo do cinismo quando afirma que as pessoas têm medo das manifestações, que a democracia perde com isso e, se no 7 de Setembro foram menos volumosas do que em junho, é porque "algo errado aconteceu" (sic!). É ou não o cúmulo do cinismo?!

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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GRITOS E DEPREDAÇÕES

Parece que tem o "toque de Midas" às avessas: tudo em que toca se deprecia. Neste ano, o Partido dos Trabalhadores (PT) comemorou seus dez anos de governo, divulgando várias peças publicitárias de autoglorificação. Todavia, e na contramão do ufanismo oficial, chama a atenção a crescente onda de insatisfação da sociedade com "tudo isso que está aí". O descontentamento não vem de agora, mas só a partir das manifestações populares de junho, mais as vaias dirigidas a autoridades, em particular aquelas dedicadas a Dilma no Estádio Mané Garrincha, na Copa das Confederações, deixaram claro que, ao revés do que o PT apregoa aos quatro ventos, nada temos a comemorar, muito menos esses lastimáveis dez anos da sigla no poder. Neste 7 de setembro, dia da Pátria, que deveria ser motivo de comemorações e exaltação da cidadania, o que se viu foram o esvaziamento dos eventos comemorativos, com a ausência de várias autoridades, e o rigoroso monitoramento dos protestos que aconteceram Brasil afora pela presidente Dilma, mais preocupada com as "rotas de fuga" e sua segurança pessoal, caso a coisa saísse do controle. O PT, que já alterou o significado de crime para "malfeito" e converteu tentativa de golpe nas instituições em "caixa 2", agora conseguiu sua maior proeza: transformou o dia do grito num dia de muitos gritos e depredações em todo o País.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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NÃO PERDEMOS A GUERRA

Sobre as manifestações do dia 7/9, perdemos uma batalha, mas não perdemos a guerra. Não foi o que queríamos. Ainda assim, o governo sabe que precisa dos vândalos e bandidos, treinados pelos amigos de Lula, para a violência, para nos impressionar. Espantam o povo que sai às ruas pacificamente reclamando suas necessidades e isso fez a manifestação ter menos pessoas, pelo medo. E era isso o que o governo queria: amedrontar a população. Mas não vai detê-la.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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OS ANARQUISTAS ESTÃO CHEGANDO

As manifestações de 7 de setembro foram menores que as de junho. Os jovens de classe média, deflagradores originais do movimento - que não tinha donos e nem organização definida - não saíram às ruas, temerosos das ações violentas ou de serem envolvidos em questões diferentes de suas reivindicações. As marchas foram assumidas pelos coletivos que há anos agem isoladamente e sem muita repercussão e, perigosamente, infiltradas por anarquistas, desordeiros e afins, que atuam sem bandeiras definidas e até com certa patologia social. O momento exige muita reflexão das lideranças da sociedade e, principalmente, dos encarregados de manter a ordem pública, que precisam encontrar a maneira adequada de lidar com o fenômeno. Os neoanarquistas são muito diferentes dos anarquistas clássicos que, mesmo com suas utopias rechaçadas, defendiam apenas a auto-regulamentação da sociedade, sem a obediência a um governo. Os atuais vêm contaminados pelo vírus da violência decorrente das guerras, das lutas fratricidas e dos diferentes métodos de revolução e terrorismo. A postura do governo e autoridades em relação aos movimentos de julho já está superada. É preciso repensar a forma de garantir as reivindicações pacíficas e impedir as ações violentas no nascedouro. Há de se fazer tudo para evitar o confronto policial. Sempre que há a necessidade de empregar a tropa de choque, o prejuízo já estará consumado. Tropa de choque deve ser igual a seguro de vida, botão de pânico e até disparador de guerra (que os governantes das potências têm à mão); é importante ter à disposição, mas nunca ser obrigado a usar...

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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TREVAS

A ação dos vândalos __ a soldo? __ esvazia o protesto e infla a corrupção, o descaso, a incompetência, a impunidade. Continuando tudo igual "niçoqueaíestá" do lullopetismo, que se dane a Nação! Importante é a manutenção do "pudê".

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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O PROTESTO E A BADERNA

Nada mais democrático e legítimo que os protestos como demonstração da indignação e do desapontamento com os governantes deste país. Entretanto, quando tomam lugar nas manifestações populares movimentos anômalos e antidemocráticos, com a clara intenção de produzir a baderna e a desordem, agredindo, inclusive, o patrimônio alheio, nada mais justo que a intervenção firme do organismo policial, cuja finalidade é manter a ordem e o patrimônio público e privado. Os grupos mais agressivos não desejam participar de nenhuma demonstração democrática, apenas desejam ofender a ordem e as leis vigorantes, devendo, pois, serem tratados na forma e na medida das leis, porque a tolerância às suas atuações serão entendidas como fraqueza e até admissão da validade de seus criticáveis princípios. Eis que o Estado precisa preservar a ordem e a disciplina, atuando como Poder para assegurar a todos a tranquilidade que deve reinar em manifestações do porte das ocorridas em recentes datas programadas. Os baderneiros precisam ser punidos exemplarmente.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ARRUACEIROS

O quebra-quebra generalizado do patrimônio público e privado, promovido por baderneiros, nas diversas capitais do País, já está indo longe demais. A grande preocupação é que o vandalismo possa chegar a um ponto em que o Estado já não tenha mais controle da situação. A permissividade acaba sendo interpretada como crise de autoridade do Estado ou mesmo conivência. As passeatas estão, na realidade, revelando, acima de tudo, de seus participantes, total falta de consciência política e de cidadania. Foram tais arruaças que levaram ao golpe militar de 1964.

Marcelo de Lima Araújo

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

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OUTROS INTERESSES

Os organizadores de movimentos que entraram em destaque no mês de junho, pelo visto, chegaram a um limite que não conseguem ultrapassar. O que tentaram fazer no dia da comemoração da nossa Independência em muitas localidades mostrou que efetivamente são grupos sem nenhum conteúdo e sem efetivas propostas de organização. E merecem críticas pelo estímulo a bandos compostos de vândalos, que mostram que têm outros interesses. A conclusão é que os movimentos estão dando uma contribuição negativa a toda e qualquer tentativa de mudanças, sejam sociais ou políticas.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ATÉ QUANDO?

Depois de inserção dos Black Blocs nas manifestações, o povo, por medo da violência, acabou não comparecendo às passeatas e foi mais uma decepção. Até quando teremos de aturar esses vândalos se infiltrando nas manifestações e acabando com os ideais dos brasileiros de bem?

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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INDEPENDÊNCIA OU ANARQUIA

Na data cívica da maior importância para o País, pela primeira vez o que se viu foi uma sucessão de falta de autoridade policial para pôr fim a essa anarquia, esta casa da mãe Joana em que o Brasil está afundado. Essas manifestações, sejam elas Black, Red ou Blue, já passaram dos limites. Nesse 7 de Setembro, desfiles foram cancelados, pistas com desfiles em andamento foram invadidas. Dilma, a presidente, compareceu ao desfile por dever de ofício, já tendo o seu "staff" preparado um plano B para uma "retirada pela esquerda", como diz o Leão da Montanha (HQ). Manifestação pacífica é uma coisa. Bando de arruaceiros promovendo quebra-quebra é outra. Um barril de pólvora com pavio curto está no Supremo Tribunal Federal (STF). A caixa de fósforo está nas mãos dos ministros. Façamos um cenário fantasmagórico de uma trágica absolvição dos mensaleiros, que corresponderia a acender o pavio. A Casa da Mãe Joana será ameaçada de ruína total. Ainda há tempo de evitar a ruína e a presença do Exército nas ruas. A pálida apresentação do Dia da Independência em 2013 se resumiu num fracasso da nossa frágil democracia. O povo não foi às ruas, sabedor de que elas seriam tomadas pelos vândalos, que na verdade estão tendo nas forças de repressão ao crime espectadores coniventes. Pavilhões cubanos tremulavam onde deveria estar em primeiro plano o nacional. Ou as instituições acordam ou nos transformaremos no pó do estrume do cavalo do bandido. O "Requiem" de Mozart seria mais adequado para o encerramento deste bisonho 7 de setembro.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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INDIGNADOS

É de imaginar o constrangimento da presidente Dilma dentro do carro aberto no desfile de 7 de Setembro em Brasília. Ficou distante centenas de metros de um público indignado que estava ali ansioso para vê-la de perto. A propósito, é melhor em comentar sobre aquela anacrônica faixa presidencial cruzada em seu peito. Poucas horas antes, dona Dilma havia declarado que "o povo tem o direito de se indignar". É verdade, presidente, a senhora viu com seus próprios olhos um povo indignado.

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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NOSSA AUSÊNCIA NO 7 DE SETEMBRO

Passou o 7 de Setembro e perdemos uma chance das maiores de mostrar à corja petista que está tomando conta do País toda a nossa revolta contra uma situação na qual caminhamos para viver sob um tipo de ditadura comunista, termo que caiu de moda, mas continua presente, apelidado de "bolivariano", como é na pobre Venezuela, ou castrista, na Cuba de Fidel. Mas porque somos assim, acomodados, incentivando outros a saírem às ruas enquanto, bunda no sofá, assistimos pela TV manifestantes apanharem da polícia por estarem conspurcados por mascarados arruaceiros infiltrados entre eles? Arruaceiros que parecem teleguiados com um único fim, que é descaracterizar o movimento de pacifistas que apenas quer mostrar sua revolta contra esta corja que manda no País, onde falta apenas o território paulista para fecharem de vez sua República de lulândia ou sarneylândia, tanto faz o título, porque são iguais e origem do mesmo esgoto do cambalacho nacional de Brasília.

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

Garça

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OS MASCARADOS NAS RUAS

Acorda, Brasil! O Black Bloc, o Anonymous e a Mídia Ninja com a Casa Fora do Eixo, estão levando o Brasil para o fundo do poço. Essa turma que está participando das passeatas populares, escondendo o rosto com máscaras, camisas, cuecas e calcinhas, com o apoio do "artista" Caetano Veloso, com certeza está sendo paga e comandada por um grupo que quer levar o Brasil para o fundo do poço. Apercebi-me disso quando adentrei nas passeatas para pedir reconhecimento aos meus direitos adquiridos como aposentado. Essa gangue está legitimando a violência policial. Deu para sentir que o quebra-quebra é para desfocar o pior. Quem sabe, uma ditadura comandada pelos guerrilheiros remanescentes de 1964.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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DEPLORÁVEIS

Em boca fechada não entram moscas. Assim diziam antigamente, pessoas sensatas e de bons costumes. No caderno "Aliás" de domingo, vi com grande desprazer dois grandes disparates perpetrados por figuras de muita visibilidade e de pouco conteúdo moral e ético. Os senhores José Serra e Caetano Veloso. O primeiro a solidarizar-se com dona Dilma pela suposta bisbilhotice de que teria sido vítima. O segundo, qual um tuareg, ostentando seu "visual" mascarado apoiando os Black Blocs. O melhor é esquecer essas lambanças. São coisas terceiro-mundistas que só impressionam as massas ignaras.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

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PROPAGANDA POLÍTICA

Amigo leitor, nós estamos vivenciando manifestos, depredações feitas pelos mascarados, por toda parte do nosso Brasil. Assim mesmo os "políticos" continuam com suas mancadas. Os políticos brasileiros (principalmente os viciados no poder) não percebem o quanto são cansativos e estão desgastados. Insistem em passar a imagem de bonzinhos, seus partidos são capazes de resolver todos os problemas sociais... Usam o horário nobre das TV diariamente, enchendo a paciência e instigando ainda mais os revoltados com suas falsidades, pois sabemos que não existem santinhos em todos os partidos. Por favor, já é muito aguentar as propagandas gratuitas que antecedem as eleições. Tenham desconfiômetros e saiam do ar, pedimos por misericórdia. Não dá mais...

Valdir Agnese

valdir.agnese@yahoo.com.br

São Bernardo do Campo

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FATOS ESCABROSOS

Um deputado federal, na iminência de ser preso, pede aposentadoria por invalidez. Se lhe for conferido esse benefício pela Câmara, passará o resto de seus dias usufruindo de aposentadoria polpuda de fazer inveja. Outro político, também se preso for, já detalha em que cela ficará e determina qual será a sua função no presídio. Só falta convocar um decorador de renome para decorar seu "aposento" na prisão. Seria cômico, se não fosse trágico. Pela manhã de ontem (9/9), ao abrirmos o nosso "Estadão", fomos impactados por esta notícia caótica e indignante: "A Polícia Federal investiga mais desvios de dinheiro público do que o tráfico de drogas". Concluímos, então, o óbvio: a corrupção ainda corre solta neste nosso Brasil. Até quando teremos de suportar uma carga tributária escorchante, pessimamente distribuída, sem nenhum planejamento? A consequência imediata desses desmandos é que o fosso social no Brasil aumenta a olhos vistos, a cada década. Até quando?

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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BAGRINHOS

Com certeza essas investigações feitas pela Polícia Federal são apenas para pegar bagrinho corrupto ("Estadão", 9/9, A6). Porque os bagres grandões recebem proteção contra redes, anzóis e outros utensílios de pesca predatória. Se for investigação sobre "bois" então... Aí é que a coisa emperra e não anda nem a fórceps. Se com bagrinhos a conta já chega perto de R$ 1 bilhão, imaginem 20% de tudo o que a República faz e paga onde iria parar! O Brasil só será sério a partir do dia em que todos os corruptos sejam tratados igualmente e a Receita Federal eficiente, correndo atrás de enriquecimentos ilícitos, que é para onde escorre o dinheiro público roubado. O resto é apenas para a Polícia Federal enganar que faz o seu serviço.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Depois de dez anos sob o (des)governo petista e suas malfeitorias disseminadas País afora, não é de estranhar a declaração da Polícia Federal de que a corrupção e o desvio de recursos públicos são os crimes mais investigados por ela, superando, pela primeira na história, ações contra o tráfico de drogas, o contrabando e os crimes fazendários. O volume de recursos que a Polícia Federal suspeita ter sido desviado do Tesouro por meio de fraudes, licitações dirigidas, convênios fictícios e superfaturamento em administrações municipais, autarquias e repartições estaduais chega à estratosférica cifra de R$ 1 bilhão (!), estando São Paulo no foco da maior concentração de operações. Por essa razão, as manifestações e os protestos de rua devem prosseguir, de forma pacífica, mas vigorosa, para que o Brasil deixe de ser assaltado à luz do dia pela mão grande dessas ratazanas disfarçadas de políticos. Depois de pôr os mensaleiros atrás das grades, é preciso ir atrás dos outros. Basta!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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CASO ROSEMARY NORONHA

Quanto vale um segredo de governo? Dona Rosemary Noronha, ex-funcionária da representação da Presidência de República em São Paulo, desempregada e respondendo a uma ação judicial, tem movimentado uma soma significativa de reais, incompatível com sua situação financeira. Mantém uma equipe de 20 advogados, dos mais importantes, que recebem em dólar, para defendê-la das acusações pelas quais responde. Mas segredo é segredo, quem sabe a Receita Federal o desvendará, pois dinheiro não nasce em árvores, pelo menos para a maioria dos cidadãos pagantes.

Leila E. Leitão

São Paulo

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A NÚMERO 2 ESTÁ COM TUDO

Dona Marisa Letícia, a número 1 de Lula, deve estar vivendo num inferno astral com este escancaramento da privada vida de seu marido. Rosemary Noronha, a toda-poderosa favorita e número 2, está com tudo: por estar "desempregada", recorre aos préstimos do ex-presidente Lula e aos favores financeiros de Paulo Okamoto, atual presidente do Instituto Lula, como paga por favores prestados durante muitos anos. Como prova do muito que sabe e do tamanho das consequências se tudo vier a público, Rose conta com dezenas de advogados à sua disposição, cujos honorários já beiram US$ 1 milhão, e o nome de quem paga a conta não é revelado, nem precisa, pois está bem subentendido. Que país é este que, com tanta desfaçatez, esconde tanta sujeira? Desgraçadamente, está tudo dominado pelo PT de Lula/Dilma.

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba|@gmail.com

São Paulo

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MINHA CASA MUITO MELHOR

Depois que o Desi Bouterse, presidente eleito do Suriname e da Unasul, posou ao lado da dona Dilma, por ocasião da visita do papa Francisco ao Rio de Janeiro, por que estranhar a presença da estelionatária Cleane Lopes na foto da página B7 de ontem ("Clientes e lojistas driblam as regras do programa Minha Casa Melhor")?

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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FAIXAS EXCLUSIVAS DE ÔNIBUS

"Novas faixas de ônibus beneficiam 2 milhões." O título da matéria do "Estadão" de domingo mostra que a medida dá votos sem gastar um tostão. Quanto custaria "batizar" faixas existentes de "exclusivas"? Isso é investir em transporte público? Investir seria desapropriar casas térreas em avenidas e ruas e criar novas faixas que se poderia chamar de qualquer coisa, inclusive ter o nome do prefeito ou de algum parente. Isso poderia ser feito em muitas ruas e avenidas onde foram criadas as tais faixas exclusivas, como na Rua do Lavapés (absurdo, só havia duas faixas) e Rua da Independência, no Cambuci, Avenida Heitor Penteado, entre outras. Dá até para ter saudades do Maluf, que abriu avenidas sem as quais hoje haveria congestionamentos até dos ônibus nas vias exclusivas. De acordo com o prefeito Fernando Haddad, é necessário usarmos o transporte coletivo, e não o carro particular. Isso depois de o governo, nos anos anteriores, ter facilitado a compra de carro para que todo mundo tivesse um automóvel particular. Agora, que só dá para usar seu carro aos sábados e domingos, o IPVA vai diminuir na mesma proporção?

Efstathios Grammenopoulos

stathis.g@uol.com.br

São Paulo

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NÃO HÁ TRANSPORTE PÚBLICO

O governo do PT preza por, em nome de receber voto a todo custo, fazer demagogia, e cumpre verdadeiras calamidades para agradar à grande massa, nada preocupado com o trânsito caótico que isso provoca. As avenidas ficam perigosas e muito feias, os automóveis ficam presos por horas, e isso porque o governo incentivou a compra de automóveis. Aliás, ele precisa desses impostos dos automóveis para suprir tanta corrupção e cabides de emprego. E o mais importante: cria antipatia por quem tem automóvel, como se fossem "imperialistas" ricos. Esquece-se, porém, de que não há transporte público nem para os passageiros de hoje, imagine-se, então, se todos deixarem os automóveis em casa.

Roberto Moreira da Silva

rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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