Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2013 | 02h16

Mais uma jabuticaba

Nossa mais recente jabuticaba: os embargos infringentes. Ininteligível para o cidadão não habituado ao jargão jurídico, a expressão, aplicada especificamente ao processo do mensalão, significa na prática que, caso aceitos, tais recursos abrirão caminho para um novo julgamento, o que eternizará a ação, que já dura sete anos, e constrangerá ainda mais a Justiça brasileira perante a comunidade internacional. Apesar de alijado das regras de funcionamento dos tribunais superiores por lei de 1990, o subterfúgio foi ressuscitado e está sendo posto numa região cinzenta do Direito que dá margem a posições polêmicas quanto à sua interpretação, com o propósito explícito de postergar a conclusão da vergonhosa megapendenga que está deixando a sociedade em estado de apreensão e desalento. É fundamental que nossos nobres togados, nas sessões que estão por vir, entendam (e certamente entendem!) o desgaste representado pela procrastinação desnecessária de um julgamento que vem sendo penosamente escrito ao longo das páginas mais cruciais da história da Justiça brasileira. Srs. juízes, encerrem logo essa ópera dos horrores e permitam que o Supremo Tribunal Federal (STF) retome o ritmo sereno, sobranceiro e despolitizado, como as Cortes de qualquer democracia fundamentada no Estado de Direito.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Hierarquia das leis

Juridicamente, a questão é a seguinte: pode um dispositivo de regimento interno, ainda que do STF, valer mais que a Lei 8.038 (que disciplina o julgamento de ações penais em tribunais superiores) ou mais ainda que a nossa Carta Magna? Como se sabe, nenhuma delas faz referência ao agravo infringente e, assim, ambas o revogaram tacitamente. Eliminei essa dúvida no primeiro ano da faculdade.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Embargos infringentes

Se esse recurso foi extinto por lei em 1990 e nunca existiu no Código de Processo Penal, cabe ao plenário do STF, por dever constitucional, aprovar o voto do relator, ministro Joaquim Barbosa, já proferido na Ação Penal 470, negando provimento aos embargos infringentes de todos os impetrantes. Ademais, a sociedade brasileira já está cansada dessa ladainha e deseja, até como medida econômica, o fim do famigerado mensalão.

JOSÉ DA SILVA

jsilvame@gmail.com

Osasco

As ruas não silenciaram

Um movimento como o que preencheu de humanismo político, nos idos de junho, as ruas brasileiras não se desmancha para sempre, como acreditam alguns e querem outros. Hiberna e volta, em torno de um mote catalisador. Agora são as decisões finais no mensalão. Não há dúvida de que um pronunciamento judiciário, pela primeira vez na História, calará fundo na consciência coletiva brasileira e repercutirá sobre o potencial de movimentos sociais.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Bagre ensaboado

Pela primeira vez na história da Polícia Federal as investigações de desvios de verbas superaram as ações contra o tráfico de drogas e o contrabando. Se os criminosos destas duas modalidades, se apanhados, vão para a cadeia, por que os chefões da corrupção não seguem o mesmo trajeto? Ou não tem como pegá-los?

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

Santos

Outro título mundial

Nunca antes neste país o desvio de verbas do Tesouro foi maior que o desvio de dinheiro pelo tráfico e pelo contrabando. Finalmente eles conseguiram esta façanha! Mais um título para eles.

JOSE ROBERTO BORSARI

jrborsari@terra.com.br

Bariri

SAÚDE PÚBLICA

Competência do SUS

O que está acontecendo com o PT e aliados instalados no governo é absolutamente normal: neste último ano de mandato, todo mundo quer se locupletar. Para se ter ideia da corrupção, depois que um homem "retirou o útero", o SUS baixou uma portaria que vai impedir que essas coisas aconteçam. A partir de 2014!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

alatieugenio@gmail.com

Campinas

Homens, se cuidem...

Entre tantas transgressões cometidas pelos hospitais no Brasil, consta a "operação do útero" de um homem... Se não for hermafrodita, trata-se do maior abuso e total falta de respeito pelas contas a prestar ao Ministério da Saúde. Mas nós, homens, ainda não estamos livres de sofrer esse tipo de operação, pois, conforme comunicado do Ministério da Saúde, somente a partir de fevereiro de 2014 não ocorrerá mais isso. Até lá, cuidemo-nos.

JOÃO MENON

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

MAIS MÉDICOS

Mais pérolas

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, veio a público com mais uma pérola: os médicos cubanos podem ensinar aos colegas brasileiros "o compromisso com os mais pobres". Sou médico formado por universidade pública e desde os primeiros anos aprendi a lidar com a população carente. Não é essa a questão. Se eu e outros colegas não o fazemos mais, ou fazemos pouco, é porque o governo federal não fez a sua parte: prover condições mínimas de trabalho e salário decente. Nenhum médico estrangeiro vai ensinar-nos o que já sabemos.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Sr. Padilha, Sua longa entrevista ao Estadão (8/9) fazendo apologia dos médicos cubanos precisaria de muitas retificações. Mas vou fazer só uma, que vivi quando três deles me examinaram no Hospital das Clínicas de São Paulo em 1992. Em 1989 tive um problema neurológico que me causou paralisia das mamas para baixo. Fui examinado por vários neurologistas brasileiros que chegaram a admitir o diagnóstico de esclerose múltipla, o qual foi taxativamente confirmado pelos cubanos. Consultando outro neurologista, de Campinas, ele diagnosticou tratar-se de mielite aguda transversa. Em contato com a The Transverse Myelitis Association, de Ohio (EUA), ficou claro que o diagnóstico feito em Campinas estava correto e também que os tais neurologistas cubanos não eram nenhuma sumidade. Sr. ministro, deixe de fazer propaganda dos cubanos, que em realidade estão vindo para o Brasil para fugir da ilha de Fidel Castro, como bem sabemos.

RAUL S. MOREIRA

raulmoreira@mpc.com.br

Campinas

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PETROBRAS ESPIONADA

Segundo a presidente Dilma Rousseff, a espionagem norte-americana na Petrobrás revela motivação econômica. É um espanto essa conclusão. Descobriu a pólvora. Imaginem se a Petrobrás, a quarta petrolífera do mundo, prestes a licitar blocos do pré-sal, teria outra motivação que não essa. Qual seria a outra motivação? Política? Estariam interessados no cargo da presidente Graça Foster? Sei lá, bem capaz. E a gente ainda tem de ouvir essas abobrinhas. Meu Deus, que mal fizemos?

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PARA TIRAR A PROVA

Documentos divulgados pelo ex-agente americano Edward Snowden indicam que a rede de computadores da Petrobrás foi invadida pela Agência Nacional de Segurança americana, a NSA. A estatal brasileira está às vésperas do lançamento do maior leilão do pré-sal, a ser realizado no próximo dia 21 de outubro. O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, descartou qualquer chance de vazamento de informações sobre os lotes a serem leiloados. Esse, leilão um dos maiores já realizado pela Petrobrás, vai oferecer lotes de prospecção no campo de Libra na Bacia de Santos. Os lotes não são iguais e a capacidade de produção de cada um é um segredo guardado a sete chaves pela estatal. O resultado do leilão de outubro será uma boa maneira de comprovar se os americanos estão ou não espionando o País. Basta comparar os lances das companhias americanas com a produtividade dos lotes que é estimada pela Petrobrás.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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VÁ LÁ SABER...

Que será que Barack Obama, com suas bisbilhotagens eletrônicas, sabe que nós ainda não sabemos sobre a Petrobrás e o estranho negócio com a refinaria de Pasadena? Será que Dilma, que presidiu o Conselho de Administração da petroleira no governo Lula, não está furibunda porque os dados comprometedores daquela singular transação podem estar em poder do Tio Sam?

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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MELHOR NEGÓCIO?

O lendário milionário Paul Getti teria dito que os três melhores negócios do mundo seriam, pela ordem, uma companhia de petróleo bem administrada, uma regularmente administrada e uma companhia de petróleo mal administrada. Desta maneira, a espionagem da nossa Petrobrás, pelos serviços de segurança dos Estados Unidos, só pode ser justificada pela curiosidade de como, em tão pouco tempo, o governo brasileiro transformou uma das maiores e mais rentáveis empresas petrolíferas do planeta numa companhia deficitária e num inexorável processo de encolhimento.

Luiz Antonio Alves de Souza

zam@uol.com.br

São Paulo

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AMEAÇA

Dilma está furiosa porque os EUA espionaram a Petrobrás. Em nota, a nossa presidente afirmou que a Petrobrás não representa uma ameaça à segurança de qualquer país. Concordo plenamente com ela, pois atualmente a Petrobrás só é uma ameaça aos babacas que acreditaram na empresa e que usaram o FGTS para comprar ações, mas têm amargado grande prejuízo, graças à desgovernança corporativa da empresa, após ela ter sido assumida pelo PT.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PAÍSES AMIGOS

Estou confusa! Se a Serasa pode espiar e atualizar seus arquivos com nossos dados confidenciais e encher as burras de grana graças à gentileza do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - e, ainda, se apoderar de nossos direitos individuais -, por que os EUA não podem espiar e atualizar seus conhecimentos para vender à Petrobras e ao Brasil mais sucatas de refinarias por dez vezes o seu valor? Ou, por que não espiar e conseguir uma refinaria da Petrobrás grátis, como a Bolívia já conseguiu, sem reclamações? Aliás, visto que na capa de nossos passaportes consta a adesão ao Mercosul, diminuindo-nos e envergonhando-nos perante o mundo, isso também significa que nossos dados confidenciais são compartilhados com os "muy amigos" vizinhos? Só os governantes e burocratas brasileiros têm direitos individuais? Os EUA são um país menos amigo do Brasil do que as protecionistas Argentina e Venezuela e a cocaleira Bolívia? Por quê? Por que o filho de Marco Aurélio Top-Top Garcia vive na Inglaterra, e não em Cuba? O que é bom para filho de qualquer político não é bom para brasileiros? A União Europeia é amiga? Quais pessoas, de quais nacionalidades e quais dentre esses países citados lideram a política externa do Brasil? São países menores ou maiores do que o Brasil? Sem corrupção, poderíamos ser muito grandes e importantes no mundo - com certeza. Ou queremos ser cada vez mais inexpressivos como os bolivarianos e seguidores? Temos pensamento e condizente ação autóctone? Convém que o governo federal e a diplomacia brasileira informem claramente quais são os seus princípios políticos, os seus inspiradores e seus países amigos antes das próximas eleições.

Suely Mandelbaum

suely.m@terra.com.br

São Paulo

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O TROCO

A senhora Dilma está irritadíssima com a suspeita de espionagem que os EUA fizeram com o governo brasileiro, inclusive com a própria presidente. Ora, todos os bem informados sabem (menos o nosso governo) que as grandes potências, rotineiramente, espionam todos, inclusive seus fiéis parceiros. Para complementar a sua ridícula proposta em São Petersburgo, de "uma nova governança contra a invasão de privacidade", eu sugiro que não perca tempo e dê o troco. Eles que se cuidem, e crie o seu 41.º Ministério, a nossa NSA - Núcleo Superior de Audição.

Eduardo Augusto de Campos Pires

eacpires@terra.com.br

São Paulo

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ESPIONAGEM NA ORDEM DO DIA

O presidente Obama deve estar preocupadíssimo com o ultimato dado por Dilma.

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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XERETA

Essa atual espionagem americana na vida dos brasileiros é uma afronta à soberania do País. Tudo está sendo xeretado: redes sociais, e-mails, senhas de lojas e cartões, contas bancárias, celulares e por aí afora. Dilma tem de pegar pesado com Obama, cobrando explicações, e não pode admitir esse tipo de invasão. Colocam a Síria em foco para desviar a atenção de suas atitudes déspotas e ilegais.

Habib Saguiah

saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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PULSO FORTE

Os Estados Unidos não podem meter o bedelho na vida dos outros impunemente. Que papo furado é esse? A presidente Dilma precisa mostrar autoridade e firmeza e dizer para Obama, com todas as letras, que ela e os brasileiros exigem respeito. Dilma tem de acrescentar, no mesmo tom, que os Estados Unidos podem ser moleques, prepotentes e ordinários com quem quiser. Mas, ao lidar com assuntos brasileiros, Dilma tem de frisar ao poderoso Obama que o buraco é mais embaixo. Se Dilma não agir com firmeza com Obama, repudiando espionagem contra ela própria e contra a Petrobrás, ninguém mais vai levar a sério o Brasil no exterior. Vão pensar que somos realmente uma republiqueta, onde espiões fazem o que bem entendem. Ou seja, o Brasil aos olhos do mundo vai se tornar a casa da mãe Joana. Creio, nesta linha, que boa resposta que Dilma daria a Obama é cancelar a viagem marcada para outubro aos Estados Unidos. Dilma mostraria autoridade, independência e pulso forte.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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SIGILO VIOLADO

Sim, Dilma tem toda razão, precisamos defender uma nova governança contra a invasão de privacidade para que nunca mais ocorram casos como a quebra de sigilo bancário do humilde caseiro Francenildo, bem como a fabricação de dossiês de adversários políticos.

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

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PONTO PARA DILMA

A reação legítima e forte da presidente contra a espionagem feita pela NSA, dos Estados Unidos, foi o que os brasileiros esperavam e levou Obama à defensiva. O presidente norte-americano pediu prazo até hoje (quarta-feira) para responder às explicações exigidas por Rousseff. Dilma acertou em levar o caso à ONU. Com essas atitudes, marcou pontos para as eleições de 2014. As próximas pesquisas devem refletir isso.

Francisco Pedro do Coutto

pedrocoutto7@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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REALISMO

Tenho lido e ouvido manifestações de pessoas de todas as camadas da sociedade, inclusive diplomatas, cobrando uma posição enérgica do Brasil, e principalmente da presidente Dilma, ante a odiosa espionagem americana. Não se trata de ser americanófilo, mas, sim, realista. O que é possível fazer contra uma nação que tem a maior e mais eficiente máquina de guerra, o poderio econômico do qual praticamente todos os países dependem, já soltou duas bombas atômicas e invade países sob alegação de que desenvolveram armas de destruição em massa, arrasou o Vietnã com armas químicas e quer invadir a Síria por suspeita de uso de armas químicas contra os rebeldes? Só nos resta fazer "beicinho"!

Carlos Gonçalves de Faria

marshalfaria@hotmail.com

São Paulo

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PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS...

Gostaria de saber como se sentem os ardorosos e ferrenhos defensores do controle da mídia, da censura prévia, do policiamento da expressão do pensamento, do patrulhamento da internet, ao saber que a presidente, ministros e assessores foram monitorados pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Será que pimenta nos seus olhos também arde?

Flavio Marcus Juliano

opegapulhas@terra.com.br

Santos

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LEVIANDADES

A seriedade do "Estadão" estremece com a publicação de algumas cartas de leitores contendo críticas à presidenta Dilma em forma de piadinhas de botequim. De ridículo gosto, parecem nascer de deficiências psicossociais dos seus autores, o que o psicólogo alemão Wilhem Reich chama de Emotional Pest, um estado febril de alienação que leva os afoitos, os zombeteiros, os vazios de cabeça a dispararem leviandades contra tudo e contra todos. Teve o aval do "Fórum dos Leitores" a leviandade contra Dilma de terça-feira, uma carta a sugerir que Dilma é dementada: "O governo dos EUA perdeu precioso tempo espionando Dilma. Nem os brasileiros conseguem entender direito o que ela fala". O "Estadão" sempre se valeu de farta munição da verdade e do equilíbrio para atacar qualquer presidente. Não merece tropeçar na sua seriedade secular subscrevendo chacotas alheias.

Apóllo Natali

apollo.natali2@gmail.com

São Paulo

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SERIEDADE NECESSÁRIA

Lendo o "Fórum dos Leitores" da edição de ontem do "Estado", vimos que a espantosa revelação da espionagem, por parte do governo americano violando nossa soberania, tem sido tratada com ironia e bom humor por parte de vários leitores. Mas espionagem é coisa grave! Há poucos anos, nos EUA, os espiões americanos Julius e Ethel Rosenberg foram executados na cadeira elétrica. Na França, Dreyfus, apesar de inocente, acusado de espionagem a favor dos alemães, cumpriu vários anos de prisão na Ilha do Diabo. Na Áustria, o Coronel Redl foi levado ao suicídio. Mata Hari foi fuzilada pelos franceses. Assim, não cabe a indiferença com que o assunto vem sendo tratado no Brasil.

Arsonval Mazzucco Muniz

arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

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O 11 DE SETEMBRO CHILENO

Neste 11/9 se completam 40 anos do nefasto golpe militar do Chile, de triste lembrança. O ditador Augusto Pinochet - apoiado abertamente pelos EUA e financiado com milhões de dólares pela CIA - deu um golpe de Estado, tomou o poder pela força, culminando com o assassinato do presidente democraticamente eleito Salvador Allende, no Palácio de La Moneda, em Santiago. O Chile era um país livre e democrático, com um governo legítimo e popular, mas o golpe militar levou o país para o horror e as trevas da ditadura sanguinária, que matou, torturou, exilou e perseguiu milhares de pessoas. Pinochet, além de corrupto, é um símbolo de tirania e barbárie. Salvador Allende, ao contrário, representa o ideal de homem público de bem, idealista, honesto, defensor e amigo do povo, íntegro, corajoso, um verdadeiro herói dos tempos modernos. O belo documentário "A Batalha do Chile" mostra bem como as coisas se passaram de 1970 com a eleição de Allende e sua Aliança Popular até o dia do golpe, e o ótimo filme "No" também retrata o plebiscito que decidiu pela saída de Pinochet e a volta da democracia no Chile. Oxalá a ignomínia chilena ocorrida em 11/9/1973 nunca mais volte a se repetir.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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FALTA TRANSPARÊNCIA

O presidente Barack Obama acredita, ou finge acreditar, que uma intervenção militar americana, ou em coalizão, deverá solucionar o impasse na Síria, cujo governo está sendo acusado, sem provas inequívocas, de empregar armas químicas, proibidas por acordos internacionais, contra a população civil. Assim mesmo, procura uma cumplicidade com o Congresso de seu país e tenta estimular favoravelmente a respectiva opinião pública. O fato concreto, no entanto, é que até agora não logrou êxito em nenhuma das tentativas, o que o coloca numa situação extremamente incômoda. Talvez o insucesso tenha origem exatamente na falta de transparência em relação aos verdadeiros motivos, não revelados ao público, que estão levando a Casa Branca a insistir na ação militar. Como tais causas não estão sendo explicitadas, é natural que germinem no espírito do povo americano, já escaldado pelas desastrosas incursões no Afeganistão e no Iraque, as mais diversas especulações, gerando um descompasso entre a força do argumento e o argumento da força. Esperemos que o presidente Obama demonstre sabedoria e consiga criar canais mais claros de comunicação com a sua sociedade, agindo com energia e determinação se assim ditarem as circunstâncias e recuando de posicionamentos engessados, se necessário.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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BALELA

Essa ideia de os EUA invadir a Síria por direitos humanos é pura balela. Não passa de uma atitude prepotente, arrogante e interesseira. Interesseira por quê? Em primeiro lugar, por a Síria representar um ponto estratégico no Oriente Médio. E em segundo lugar, para dar vazão ao excesso de armamento que o atual maior império tem.

Conrado de Paulo

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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ITAMARATY AVACALHADO

Pouco antes de comparecer a uma audiência pública na Câmara dos Deputados, onde seria ouvido, o senador boliviano Roger Pinto Molina recebeu uma ligação telefônica intimidadora do secretário-geral do Itamaraty, Eduardo Santos, ameaçando devolvê-lo à Bolívia caso resolvesse contar o que sabe sobre a perseguição de que é vítima levada a cabo por Evo Morales por delatar as ligações do presidente cocaleiro com o narcotráfico internacional, motivo que lhe rendeu repentinamente vários processos na Bolívia, uma tática típica de governos ditatoriais. Do jeito que nossa política externa anda, desde a defesa da bandidagem internacional como a do assassino italiano Cesare Battisti até alianças com presidentes traficantes como o do Suriname, Dési Bouterse, que está sendo caçado pelo FBI por tráfico internacional de drogas e assassinato, o governo petista conseguiu transformar o Itamaraty numa entidade defensora de bandidos e o Brasil, num país alinhado ao eixo do mal. Fora PT.

Amâncio Lobo

Amancio lobo@uol.com.br

São Paulo

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EMINÊNCIA PARDA

Tanto Guilherme Casarões ("Uma política externa à altura do Brasil", 9/9, A2) como Denis Lerrer Rosenfield ("Diplomacia e ideologia", 9/9, A2) se omitiram sobre o principal problema da diplomacia brasileira na era petista, que é a presença dissimulada de uma eminência parda que sorrateiramente dá as cartas no Itamaraty: Marco Aurélio Garcia, filiado ao Partido dos Trabalhadores, ideólogo de esquerda, um dos organizadores do Foro de São Paulo, que ocupa o cargo de assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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BIOGRAFIAS

Meus cumprimentos ao jornalista e escritor Ruy Castro por ter lido no Placar Literário da 16.ª Bienal do Livro, no Rio, no último sábado, manifesto assinado por ele e por outros 45 intelectuais brasileiros, em apoio ao projeto que libera a divulgação de biografias não-autorizadas. O documento pede que a lei proteja o direito à privacidade, mas afirma que esse direito deve ser complementado pela proteção do acesso às informações de relevância para a coletividade, na forma de tratamento diferenciado nos casos de figuras públicas. Segundo o manifesto, o Brasil é a única grande democracia do mundo onde a publicação de biografias de personalidades públicas depende de autorização do biografado. O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, participou do painel, onde informou que a matéria só não foi votada em plenário porque um recurso impediu a votação. O parlamentar se comprometeu com os autores em ler o manifesto no plenário da Câmara e procurar os deputados contrários ao projeto para negociar a retomada da iniciativa. Vamos torcer para que Molon tenha êxito pois, segundo suas próprias palavras, a aprovação "criaria um equilíbrio razoável para que a Nação possa conhecer a sua própria história".

Carlos Abumrad

sintoniatotal@uol.com.br

São Paulo

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MÉDICOS CUBANOS

Para justificar a vinda de uma avalanche de médicos cubanos para o Brasil, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou que os doutores cubanos poderão ensinar aos colegas brasileiros o compromisso com os mais pobres e com os que mais precisam. Pergunto: será que o paraíso socialista que vive sob o jugo da família Castro há mais de 40 anos, produzindo atraso opressão e miséria, evoluiu tanto ao ponto de ter erradicado a pobreza, podendo exportar tantos médicos a outros países, como se a ilha-prisão tivesse se transformado repentinamente numa Noruega? Ou a opção por médicos cubanos é uma forma de agradecimento ao dono da ilha, que durante quatro décadas se preocupou tanto com o bem-estar de seus cidadãos?

Peter Cazale

pcazale@uol.com.br

São Paulo

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COMPROMISSO

Interessante a fala de Padilha ("os médicos cubanos podem ensinar aos colegas brasileiros o compromisso com os mais pobres"). Por que então os políticos governamentais de seu partido não aprenderam ainda essa lição? Por que será que se comprometem apenas com seus próprios interesses, designando aos necessitados apenas migalhas?

Ana Maria Figueiredo Locatelli

9ana@ibest.com.br

São Paulo

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CONTRADIÇÃO DO MINISTRO

O ministro da Saúde, dentro dos seus princípios bolivarianos, cometeu uma contradição que está se tornando corriqueira neste (des)governo petralha. No "Estadão" de domingo (8/9), página A31, ele alegou que "na Europa, quase metade dos salários dos médicos fica como imposto e eles são felizes por isso, porque têm saúde e educação como retorno". Ora, senhor Padilha, é lógico que o salário torne-se riqueza circulante no país de origem, além, é claro, do recolhimento das taxas de Previdência Social, Imposto de Renda, etc., que devem ficar no país que gera o emprego, no caso específico do programa Mais Médicos, que fiquem no Brasil. Entretanto, a obediência da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou as exigências das leis que administram o funcionalismo público não estão sendo cumpridas com a contratação de médicos cubanos, que terão a quase totalidade dos salários envolvidos enviada aos irmãos Castro na ilha de Cuba, sem a retenção das taxas impostas aos trabalhadores brasileiros em geral, concretizando verdadeiro regime de trabalho escravista, prática que o PT deve querer efetivar como normal em nosso país, uma vez que o plano para se perpetuarem no poder poderá ser efetivado nas próximas eleições majoritárias, com a permanência "delles" nos cargos executivos, em face dos valores monstruosos gastos com publicidade e propaganda enganosa na maioria das redes de comunicação de nosso país. Temos de ficar com os olhos bem abertos, senão será tarde para usarmos o famoso jargão "Vá para casa, Padilha!".

Antônio Carelli Filho

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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FALTA TUDO NO BRASIL SUBDESENVOLVIDO

O governo do PT, de olho nas eleições de 2014, mas particularmente no pleito de São Paulo, por decisão pessoal de Lula, escolheu o ministro Padilha, da Saúde, como instrumento político-eleitoral para disputar o Palácio dos Bandeirantes com o governador Geraldo Alckmin, do PSDB. Claro, imediatamente, os marqueteiros do ex-presidente criaram o programa Mais Médicos, cartão de visita do PT no pleito do ano que vem. Mais uma vez, o populismo lulopetista ignora a inteligência do povo brasileiro, procurando mostrar que o único problema do Brasil subdesenvolvido espalhado pelos quatro cantos do País é a falta de médicos. Ora, meu Deus, no primeiro programa de Fernando Gabeira no canal Globo News ele mostrou que, entre outros problemas dos municípios brasileiros de IDH baixo, está a educação. E o saneamento básico? E a falta de remédios? E a falta de hospitais? E as mortes causadas pelo uso indevido das motocicletas? Será que o eleitorado vai se deixar levar mais uma vez pela propaganda enganosa dos petistas?

Francisco Alves da Silva

profealves@gmail.com

São Paulo

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UM SÓ MÉDICO NÃO FAZ SAÚDE

Em 2012 dos R$ 91,7 bilhões destinados para a saúde, o ministério usou apenas R$ 46 bilhões. Agora o governo afirma que 10% das receitas para a saúde são impagáveis. Sendo assim, há alguma perspectiva de melhora do atendimento prestado aos usurários do Sistema Único de Saúde (SUS)? Vão divulgar este fato na propaganda milionária do "Mais Médicos". Alguém acredita que a saúde é prioritária no atual governo?

Luiz Nusbaum, médico

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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‘A SAÚDE ESTÁ DOENTE’

O artigo "A saúde está doente" (9/9, B2), assinado pelo economista Roberto Luis Troster, é um exemplo lamentável de como nas últimas semanas, à luz do Mais Médicos, proliferam opiniões deturpadas de "especialistas" sobre saúde e formação médica, temas tão complexos. No meio de propostas desconexas e algumas já tão velhas e batidas que tornaram-se lugar comum, o autor lança esta pérola, demonstrando seu despreparo e preconceito para com o assunto: "Um fato a deplorar é que o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) aplicou um exame aos formandos daqui, mais da metade foi reprovada e, mesmo assim, ganhou o registro. É o clássico ‘aos amigos tudo, aos inimigos a lei’". O Cremesp registra esses profissionais brasileiros reprovados em seu exame por força de lei federal vigente. Se não registra os estrangeiros reprovados no Revalida, é também por obediência à legislação em vigor no nosso país. Para ser diferente, precisaríamos que fosse aprovada uma lei como a que instituiu o Exame da OAB, e que está em tramitação no Congresso Nacional há anos. Mas o governo, na pressa que não teve em dez anos, quer burlar tudo isso com mais uma medida provisória.

Fernando Pereira, médico

contato@drfernando.com.br

São Paulo

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MAIS MÉDICOS

"A crise da saúde pública" se resolverá quando "O desafio da produtividade" (ambos editoriais de 9/9, A3), oportunamente colocados pelo "Estado", forem encarados com seriedade e dento de um objetivo maior para o País. "Mais Médicos", independentemente do seu mérito, constitui apenas mais um exemplo de um programa que pretende atacar a ineficiência do sistema de saúde dentro de um regime altamente centralizado e intrinsecamente ineficaz. Não pode dar certo. O Brasil precisa de rumo e de um projeto de longo prazo. A produtividade em si só será benéfica aos brasileiros se associada à busca de melhores índices de desenvolvimento humano (IDH). O mundo tem ótimos exemplos de países produtivos e com decentes e elevados padrões de vida. Não precisamos buscar paradigmas em países como a China, como sugere o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cujo desenvolvimento se baseia na mão de obra escrava. Na decadente Cuba muito menos!

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

São Paulo

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ISOLAMENTO E SEGREDO

É tanto o medo das autoridades brasileiras e do governo cubano que seus médicos deem com a língua nos dentes a respeito da ação dita "voluntária" destes profissionais, de virem para cá para "ajudar a saúde do Brasil sem se preocupar com os ganhos materiais", que os pobres médicos nem parecem ter saído de Cuba, visto que são mantidos isolados dentro dos alojamentos do Exército, sem liberdade de locomoção, seguindo uma rotina rígida que, dizem, vai capacitá-los a exercer a medicina no Brasil. Por aí se vê que há muito mais a ser explicado aos brasileiros sobre este programa Mais Médicos, pois o que é que o governo federal e Padilha estão nos escondendo e fazendo tanto mistério? Aqui é Brasil, não é Cuba, para usarem métodos típicos de Fidel em pleno território nacional.

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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O NOSSO 11 DE SETEMBRO

Quem vem assistindo com frequência ao julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), que teve início em 1/8/2012 (fixação das penas) e foi até o final de dezembro passado - e agora (nos recursos) já consumiu o mês de agosto de 2013 e a primeira semana de setembro -, tem visto como o ministro Ricardo Lewandowski, desde agosto de 2012, vem tentando tumultuar o julgamento para revolta do ilustre relator e presidente Joaquim Barbosa, dando a impressão de que está ali para defender os réus. É lastimável, vergonhoso, revoltante que isso possa acontecer à vista da sociedade brasileira. Um processo que poderia muito bem ter se encerrado no ano passado se arrasta até hoje, por culpa de Lewandowski. E agora, para complicar ainda mais as coisas, o novo ministro Teori Zavascki, na quinta-feira, tentou alterar um julgamento do qual não participara, e foi felizmente derrotado por maioria do plenário. Outra vergonha. Hoje, quarta-feira, serão apreciados os embargos infringente e acreditamos que, com exceção de Lewandowski e algum outro, certamente Marco Aurélio, a nova decepção, estes recursos sejam rejeitados, porque a Lei n.º 8.038/90 é clara, entre outras providências, ao excluir esse recurso nos tribunais superiores, STJ e Supremo, em ações penais originárias, e sua aceitação pela Corte seria a descrença total na justiça e um grande mal à sociedade. A negação dos infringentes e a prisão dos mensaleiros trarão, sem dúvidas, ânimo, esperança e confiança a todos os brasileiros, principalmente os mais jovens. Portanto, nesse processo que se arrasta há 8 anos, 11 de setembro, com a prisão de ricos e poderosos, será o dia mais importante para o Judiciário e todos nós. Vamos aguardar com muita expectativa.

Luiz Nunes de Brito

rosahollmann@rocketmail.com

Rio de Janeiro

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MENSALÃO, A VEZ DO CARCEREIRO

O "Estadão" de 7/9 abordou mais uma vez o que já se vai tornando a moderna Teia de Penélope, o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Agora os advogados que defendem os réus, entre céticos e surpresos, preparam os embargos infringentes, derradeiro recurso previsto no Regimento Interno do STF, mas não contemplado pela legislação vigente. O ministro Joaquim Barbosa já declarou seu voto no sentido de não acolher embargos infringentes, exatamente porque não é contemplado pela nova legislação embasada na Constituição de 1988, até onde conseguimos entender desse novo imbróglio jurídico. Mas apenas pela lógica não nos parece cabível que um processo criminal, mormente o do mensalão, que desviou recursos do governo, que poderiam ter sido utilizados na saúde pública, para ficarmos em apenas um exemplo, seja embalado por uma rosca sem fim. Chega, furtou, foi pego e condenado, então é hora de pagar pelo crime. Como é possível que deputados federais já condenados na primeira votação do STF, ainda continuem exercendo os seus mandatos, inclusive tentando diminuir o poder do STF? Seria uma piada não afrontasse Poder Judiciário justamente quando julgam alguns dos trambiqueiros que infestam o nosso mundo político, sempre contando com a impunidade que os protege. Esse julgamento já foi longe demais, já gastou muita verba pública, agora é a vez do carcereiro.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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NO DIA DA INDEPENDÊNCIA

Gostaria de dizer ao exemplar e invejável ministro Joaquim Barbosa que ele não se encontrava sozinho na festa da Independência (7/9), ao seu lado, naquele imenso banco, intocado pela bandalheira mensaleira, estavam milhões de brasileiros que sofrem e se indignam com tanta corrupção, milhões de pessoas que clamam por uma política limpa, transparente, livre de barganhas e favores, que foram calados, impedidos de esboçar quaisquer sentimentos perante a presidente deste país, que com medo da reação daqueles que a elegeram, se cercara de inúmeros seguranças e policiais. Será, nobre ministro, que uma presidente "tão amada" dentro de seu país precisa se cercar de tantos cuidados? Ou tem algo de errado? Sua solidão naquele banco, sem seguranças ou compadres, só nos mostrou o quanto o povo lhe ama, lhe admira e respeita. Parabéns.

EversonRogério Pavani

roger.advog@gmail.com

São Paulo

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STF

Depois da pancadaria nacional mostrada a cores para todos nós, estarrecidos pela sistemática violência, estamos agora estatelados diante de uma outra possível agressão, pior ainda que aquele espetáculo de selvageria bilateral. Trata-se do julgamento em duplicata que estão impondo à Nação. Uma onda maléfica penetrou no STF para mudar o que já estava pronto. Esperaram o tempo exato para aposentadorias e substituições vieram como cartas marcadas de um baralho já gasto e viciado. Pouco adianta o linguajar castiço, o povo apenas quer justiça. Coitada desta Pátria que já teve na sua história tantos traidores, mais quatro não vão fazer a menor diferença.

Ney Julião Barroso

nejubar@hotmail.com

Rio de Janeiro

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ESBRAVEJANDO

Como podem deputados que são condenados pela justiça, cassados pelo Congresso, ou seja, pessoas que não se comportaram adequadamente como servidores do público, acabarem com aposentadorias enormes, como é o caso de diversos deputados do mensalão? Se uma pessoa normal contribui a vida toda para o INSS, acaba se aposentando com valores que beiram a ridicularidade. A minha pergunta é o que podemos fazer com os desmandos no poder público. Será que apenas esbravejar, enquanto estes irresponsáveis usufruem da sociedade trabalhadora que paga enormes tributos e sem nenhum retorno? Será que estes governantes não percebem que estes movimentos de rua são basicamente contra os desmandos e a corrupção no poder público?

Marco Antônio Martignoni

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

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A APOSENTADORIA DE JOSÉ GENOINO

Esse José Genoino justifica o nome que tem, pois suas atitudes são sempre inconfundíveis. A última, no entanto, supera as anteriores: às vésperas de ser preso como um dos principais mentores do chamado mensalão, tem a supina ideia de pedir aposentadoria por invalidez. Cá entre nós, só se for por invalidez moral.

João Sarti Júnior

jsarti@oliveiramarques.com.br

São Paulo

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INVALIDEZ

Levando-se em conta o que o sr. José Genoino fez para o Brasil até hoje, já poderia estar aposentado por invalidez há muito tempo.

Ricardo Sanazaro Marin

s1estudio@ig.com.br

Osasco

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ELEGIA AO DEPUTADO

Analisando a intempestividade do pedido de aposentadoria por invalidez (?) do deputado José Genoino (PT), caberia questionar ao ministro Luis Barroso, do STF, se hoje ele ainda faria a elegia ao deputado José Genoino que fez antes de proferir o seu voto condenatório. Biografia se escreve após o fim do ciclo da vida, pois o biografado sempre pode nos surpreender.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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PORTA DA ESPERANÇA

Quem sabe a ação de Genoino não abre a porta da esperança e todos os deputados e senadores tomem a mesma atitude e se aposentem? Os brasileiros trabalhadores, apesar de pagar a conta, agradecem.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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DITADO

Sair pela tangente e pedir aposentadoria por invalidez. "Em tempo de murici, cada um cuide de si".

Rubens Q. M. Costa

rubensquintao@hotmail.com

São Paulo

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OPERAÇÃO ESOPO

Até quando vamos assistir aos roubos feitos por meliantes que se travestem de bons funcionários e roubam os cidadãos de bem? A tática é velha, contratos para realização de cursos de formação profissional, festivais culturais e perfurações de poços artesianos eram fechados, a União repassava o dinheiro para o Ministério do Trabalho, os serviços eram desviados e não realizados. Na Operação Esopo, da Polícia Federal, foram apreendidos R$ 500 mil em espécie, jóias, carros de luxo e até um helicóptero. Anderson Brito Pereira, assessor direto do ministro Manoel Dias, entrou a pé na sede da Polícia Federal e foi preso. Mais um que foi parar na Papuda. Pereira participou de um esquema que desviou R$ 400 milhões. A pergunta que fica é: o dinheiro desviado voltará aos cofres públicos? Assim fica muito fácil roubar, ninguém devolve nada e a lei livra os bandidos da cadeia, enquanto a bola de neve só cresce.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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EXPLICAÇÕES RAZOÁVEIS?

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, teve o desplante de declarar que as explicações de seu secretário executivo foram razoáveis, mesmo após ele ter sido conduzido coercitivamente à Polícia Federal como envolvido na operação que apura fraudes na pasta e, por isso, o manteve no cargo. Fica a pergunta: razoáveis para quem, cara-pálida?

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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NÃO ESCAPA UM!

Muito impressiona a facilidade com que os políticos pilantras roubam dinheiro público, bem embaixo do nariz de nossa presidente da República! Estamos agora falando de R$ 400 milhões desviados do Ministério do Trabalho, aquele do Carlos Lupi, que a Dilma trouxe de volta para sua base aliada depois de exonerá-lo justamente por cometer irregularidades. Impressiona mais ainda o fato de a senhora Rousseff pagar qualquer preço para se manter no poder, nem que este seja o empobrecimento do povo, de quem se intitula mãe. Quanta inconsequência e safadeza!

Myrian Macedo

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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