Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2013 | 02h05

Intenção e realidade

Com muito alarde e propaganda o governo federal indicou que os investimentos a serem feitos na infraestrutura iriam dar um choque de crescimento no produto interno bruto (PIB) de maneira a reverter as expectativas sobre a economia brasileira. Isso foi anunciado desde agosto de 2012. Após muitas idas e vindas de balizamento, para começar foram escolhidas para o leilão de concessões duas rodovias federais consideradas de excelente movimento - apenas duas para não pôr todas numa mesma rodada. Para incentivar foi anunciada a disposição de aportar dinheiro público para o financiamento das obras, via BNDES. Naturalmente, com juros mais atraentes que os 14% ao ano normalmente calculados pelas empresas de sucesso. Achava o governo que os empresários não só correriam para vencer a concessão, como também competiriam para oferecer uma tarifa de compadre. Mesmo porque estava posta a limitação do lucro pouco acima de 7% ao ano. O resultado foi um fiasco. Ninguém concorreu a uma das rodovias. Nos próximos dias deverá ser feita a concorrência para a exploração do petróleo do pré-sal no campo de Libra. A intenção é que a operação seja um grande sucesso, mesmo com a contrariedade dos costumeiros nacionalistas altamente instruídos acusando o governo de entregar as riquezas do Brasil aos estrangeiros. Teremos também pela frente as concorrências para a implantação e exploração de ferrovias, já definidas em 2012. Acredito que as atuais autoridades de Estado sejam inteligentes para avaliar a correção dos editais. Ou, então, querem continuar a ser altamente espertas para que as suas intenções sejam transformadas em realidade.

HELIO MAZZOLLI, economista

mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

Desculpa esfarrapada

Segundo Guido Mantega, razões "políticas" levaram ao fracasso da privatização da BR-262. Ora, se nem o ministro da Fazenda sabe dizer quais são essas razões, trata-se apenas de uma desculpa esfarrapada para encobrir a total falta de competência deste (des)governo. Tristes trópicos!

JOSÉ CARLOS F. DE ANDRADE

jcfalcao@icloud.com

Águas de São Pedro

No mínimo, o argumento de Mantega de problemas políticos no leilão da BR-262 é de desatenção, pois a BR-050 liga dois Estados governados pelo PSDB, o partido mais ferrenho na oposição. Aguardemos nova fala do magnânimo ministro, para arranjar nova desculpa pelo fracasso.

JOSÉ GUILHERME SANTINHO

msantinho@uol.com.br

Campinas

O fracasso do leilão

É muito fácil creditar mais um fracasso do governo Dilma Rousseff à "pressão política", às "elites", à "direita retrógrada", etc. Na verdade, o leilão das concessões de rodovias fracassou porque, com disse o professor Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral, o mercado é avesso ao risco, gosta de jogar com regras claras, precisa de informações técnicas aprofundadas e, principalmente, o governo como sócio não transmite confiabilidade.

LUIZ ANTONIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

Por que ninguém quis?

A concessão da BR-262, considerada o filé do pacote que liga Minas Gerais ao Espírito Santo, não recebeu nenhuma proposta, o que surpreendeu o governo Dillma. Pensam que apenas eles têm excelentes advogados, que esmiúçam possibilidades e falhas em contratos? Que investidor, em sã consciência, põe seu dinheiro em balaio de gatos, cuja cobrança de pedágio poderia vir a sofrer ações na Justiça? Investidores sabem que governos passam, mas seus negócios ficam. E colocar dinheiro em concessão de risco não está no programa deles. Foi muita ingenuidade da presidenta gerenta.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

MENSALÃO

Repercussões econômicas

Os capitais internacionais estão indo embora de vários países por dois motivos: o primeiro é a crise internacional e a resposta dos países a ela; o segundo é a questão da confiança nas instituições. Assim, se nem nós confiamos na Justiça brasileira, demorada e lenta, como é que a comunidade internacional vai julgar o Supremo Tribunal Federal (STF), quando toda a população é contra a impunidade e a corrupção? Caso vença o voto a favor dos embargos, além da despesa de novo julgamento e do atraso das outras ações em pauta no STF, corre-se o risco de imensa saída de capitais, de volta ao exterior, que irá influenciar maleficamente a sociedade, o desempenho do governo e do próprio PT nas próximas eleições, com desemprego, decréscimo de PIB, aumento do dólar, etc.

CIRO BONDESAN DOS SANTOS, ex-professor da Faculdade

de Ciências Econômicas

e Administrativas da USP

cirobond@hotmail.com

São José dos Campos

O STF e a segurança jurídica

Logo no primeiro ano na São Francisco apreendi que o Direito serve para dar segurança às relações em sociedade. Entretanto, no Brasil isso é uma completa inverdade. Quantas decisões importantíssimas de órgãos colegiados não foram proferidas com voto de desempate? Quantas vezes uma sentença é reformada em segunda instância, para depois serem ambas as decisões contrariadas por tribunal superior? Em minha opinião, 95% das discordâncias são geradas por incapacidade de análise adequada, falta de conhecimento jurídico, preconceitos e algumas outras por interesses diversos. Aqui, as polêmicas são prestigiadas. Mas o que se pergunta é: qual a segurança que essa variedade infinita traz ao cidadão comum? O que poderá ele pensar quando a mais alta Corte se divide entre o sim ou não?

FERNANDO P. DE ARAÚJO FERRAZ

fernando@procopioferraz.com.br

São Paulo

Custo do julgamento

Toda vez que recebo o meu salário e vejo o desconto do Imposto de Renda, chego a chorar. A tristeza que me assola é saber que o meu dinheiro é usado para causas pouco nobres. Uma delas é o custo de um julgamento como o do mensalão, que no final não vai dar em nada. O STF está prestes a torrar mais dinheiro ainda. E esse mesmo dinheiro poderia ser usado para outras coisas muito mais necessárias em nosso país. É lamentável!

FRANCISCO M. BORGES

frankmartins_br@yahoo.com.br

Campinas

Manifestações

Nas passeatas foi demonstrado claramente que o povo deseja justiça, honestidade plena e punição para os corruptos. Mas para que serviram as manifestações, se esse desejo não é respeitado nem considerado na prática?

FERNANDA BAROLLO SFORCIN

fesforcin@hotmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA NO CASO MENSALÃO

Amanhã (18/9) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello decidirá o julgamento do mensalão. Presumo que ele terá uma árdua tarefa, mas ele não se poderá esquecer de que a Nação brasileira espera por justiça.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O DIA SEGUINTE

A partir do voto decisivo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, a ser divulgado amanhã, a sociedade brasileira não será a mesma: ou se sentirá invadida por uma euforia de esperança e confiança na atuação da justiça ou desanimada e perplexa em relação ao crédito, provavelmente a fundo perdido, concedido aos artífices e coordenadores do maior esquema de corrupção política, com recursos públicos, da história da República. Que os togados, principalmente os nomeados há menos tempo, que até o momento favoreceram a eternização do processo, examinem atentamente, durante alguns solitários momentos de reflexão, os recônditos de sua consciência e, se conseguirem, durmam em paz. Quanto ao ministro Celso de Mello, sobre os ombros do qual repousa a decisão final, esperemos que pense nas nossas próximas gerações. Como será o nosso "day-after"? Luminoso ou tenebroso?

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PIZZA E MARMELADA

Com pompa, circunstância e amparado numa profusão de leis do manancial brasileiro que serve a todos os gostos, o Supremo começa a servir uma marmelada de sobremesa, porque a refeição já está terminando: foi pizza para os mensaleiros.

Paulo Roberto Santos

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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QUARTA-FEIRA NO STF

Por enquanto, estou angustiado; espero não ficar enojado!

José Maurício de Toledo Murgel

jmmurgel@gmail.com

Jaú

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O JULGAMENTO POPULAR

O julgamento do povo brasileiro ao voto do ministro Celso de Mello não terá embargos infringentes.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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EMBARGOS ‘AFLIGENTES’

Com grande aflição, vemos a Justiça despencar-se de seu pináculo de prestígio e honorabilidade para casuísmo, no mínimo, paradoxal, de julgar duas vezes a mesma causa. Está escrito na lei "nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas, relativas à mesma lide" (Art. 471 do Código de Processo Civil, CPC). Esse artigo vem a reboque de outro de igual alcance: "Ao publicar a sentença de mérito, o juiz cumpre e ACABA o ofício jurisdicional". (Art. 463 do CPC). Entender-se cabíveis embargos infringentes, num tribunal superior de competência originária, onde já não existe nem alçada nem apelação para outro tribunal, simboliza usurpação e abuso do poder de decidir, obrigando aos ministros que já decidiram a causa a voltarem-se contra a lei. Pois o mesmo tribunal não pode decidir duas vezes a mesma questão, sob pena de quebra da fidúcia, pois não lhe existe competência para duplo julgamento, uma vez que, ao publicar o acórdão, acabou a prestação jurisdicional daquele órgão. É o que diz a lei. "In claris cessat interpretativo". Quando a lei é clara, não cabe interpretá-la. No processo que corre de forma horizontal, ou seja, o mesmo tribunal colhe provas e julga, sem alçada para outro, pois ele é a primeira e a última instâncias, absurdo inominável criar-se exceção, paradoxal ao espírito da lei, para, unicamente, excepcionar amigos do rei. Se de um lado a lei proíbe que o Estado-juiz decida duas vezes a mesma questão, de outro, não menos desabonador voltar um julgamento findo e publicado, à estaca zero, como se os ministros fossem alunos lanudos e repetentes, que não souberam cumprir o dever de casa! Não houvesse outras razões ponderosas dessa inutilidade absurda, do duplo julgamento num mesmo tribunal, esta por si só bastaria para convencimento de honestos entendimentos. Ademais disto, entre 11 juízes, sempre haverá divergências, nenhum acórdão desse colegiado será ou dificilmente terá a unanimidade. Ora, se acolhidos forem os embargos infringentes em todas as vezes que houver divergências, os processo em sede de STF não terão mais fim, pois indo a novo julgamento existirão divergências, e destas, um novo julgamento, novas divergências e novos embargos e, assim, "ad aeternum"! Será que é isso que se pretende, no caso do "mensalão"? E, em tese, se ao novo julgamento se opuserem os ministros vencidos por ser ele contrário aos Artigos 463, 471, 530 do CPC, e se negarem a novo julgamento, qual o impacto social do descrédito do Supremo Tribunal?! É hora de as vaidades e o rasgar de sedas darem livre trânsito à boa razão, pois os altos cargos dignificam os grandes homens, e aviltam os pequenos.

Antonio Bonival Camargo

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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LEGADO PARA O BRASIL

Dr. Celso de Mello, temos praticamente a mesma idade, só que escolhi a Engenharia, e não o Direito. Testemunhamos de ângulos diferentes tudo o que aconteceu no Brasil nos últimos 53 anos. Quem escolhe uma profissão que exige estudo, muito estudo, tem como valor a própria realização profissional e o dinheiro como fator fisiológico. Principalmente quem chega ao nível de importância para o País, como o sr., quem tem a possibilidade de alterar os rumos deste país, que tanto tem sido afrontado ao longo, pelo menos, desde esses anos. Preocupa-me o LEGADO: isso é o que será deixado para nossos filhos e nossos netos, antes da data da profecia do dr. Marco Aurelio de Mello. Atrevo-me a sugerir que o sr. reveja o filme "Nixon", de Oliver Stone. É uma história atual, embora tenha ocorrida há quase 60 anos nos EUA, e que demonstra o papel fundamental da Suprema Corte na decisão que mudou os rumos daquele país.

Sergio Albano

salbano08@gmail.com

São Paulo

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DIA D

Ministro Celso de Mello, que seu voto de Minerva não transforme o sonho de uma noite de verão em pesadelo para o Brasil! O que está em jogo, lamentavelmente a ser decidido por uma única pessoa, pode ser resumido, grosso modo, na luta do bem contra o mal, da justiça e punição contra a injustiça e a impunidade, da luz contra as trevas, da igualdade de todos perante a lei contra privilégios por poucos desfrutados. O Brasil não se transformará num paraíso da noite para o dia, num passe de mágica, se os mensaleiros forem condenados, mas, se forem absolvidos ou tiverem julgamento revisto e penas amenizadas, certamente terá perdido uma chance em mil de mudar um paradigma que perdura há séculos. É chegada a hora da virada. Vote por sua consciência e pelo bem de seu País. Não permita que o maior escândalo político de nossa história termine em pizzão, em vez de prisão. Que amanhã seja dia de aleluia, não de cinzas!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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MAU AGOURO

Diante da queda da primeira torre e da iminência de a segunda vir abaixo amanhã, proclamo em alto e bom som que Delúbio Soares é um acabado adivinhão. Cantou a pedra lá atrás de que o mensalão viraria piada de salão, e parece que outra coisa não vai dar. Só acho que este profeta do mal deveria ser um pouco mais piedoso com a gente, otários contribuintes de 85 impostos, e ao menos dar a dica de que a agonia do 11 de setembro da Pindorama se prolongaria por uma semana. Pelo menos nos daria tempo de zarpar para a Capadócia e enfiar a cara para sempre numa daquelas tocas.

Joaquim Quintino Filho

jqf@terra.com.br

Pirassununga

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DE VOLTA ÀS RUAS

O que se verifica no STF é uma bancada em favor dos mensaleiros, colocando em jogo a credibilidade e a desconfiança do povo brasileiro. Um novo julgamento, com esses novos ministros, além de arrastar os trabalhos para a eternidade, com discussões vãs, vai favorecer os condenados a ficarem livres da cadeia. Será uma frustração nacional, porque o povo quer justiça, e não impunidade. Que o público volte urgentemente às ruas!

José Wilson de Lima Costa

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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STF, MENSALEIROS OU O BRASIL?

Eu já sabia, só não queria acreditar. O que esperar do STF? É como se os réus pudessem nomear alguns integrantes de um júri popular, foi exatamente o que aconteceu quando o governo e o partido de Dilma (PT) nomearam ministros. Portanto, embargos infringentes são mais importantes que o futuro de um país. Pois é, agora só nos restam dois caminhos, devolver o País para os índios e ainda pedir desculpas ou ir para as ruas e só sair delas quando eles forem para a cadeia. Vamos mostrar que somos melhores e mais eficientes que os Supremo Tribunal Federal.

Alessandro Lucchesi

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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SEM ESPERANÇAS

Saiamos das ruas. "Tá tudo dominado". Não há esperança!

Guto Pacheco

daniguto@uol.com.br

São Paulo

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O JUIZ, A IMPRENSA, O MENSALÃO

Esta carta não se refere a pessoas, mas sim a princípios jurídicos. Suponho que a reflexão sobre esses princípios será proveitosa, especialmente na semana em que algumas vozes pretendem, de maneira equivocada, julgar moralmente o ministro Celso de Mello, a partir de seu voto de desempate no chamado processo do mensalão. Os princípios são aplicáveis hoje, como foram aplicáveis ontem e serão aplicáveis amanhã. Tentarei elencar alguns princípios que constituem a essência do Direito numa sociedade democrática. 1) Jamais o alarido da imprensa deve afastar o magistrado da obrigação de julgar segundo sua consciência. Ainda que a multidão grite Barrabás, o magistrado incorruptível caminhará sereno através da corrente ruidosa e, se não estiver plenamente convencido da culpa do acusado, proferirá sentença de absolvição. Da mesma forma, se as ruas gritarem "inocente", o magistrado reto e probo condenará, se a consciência lhe apontar o veredicto condenatório como o justo à face do caso. 2) O princípio de que, no processo criminal, a dúvida beneficia o réu permanece de pé. Resume-se nesta frase latina: "in dubio pro reo". É melhor absolver mil culpados do que condenar um inocente. 3) A condenação criminal exige provas. Não se pode basear em ilações, inferências, encadeamento de hipóteses, presunções, suposições. Mesmo que o juiz esteja subjetivamente convencido da culpa, não lhe é lícito condenar se não houver nos autos prova evidente da culpabilidade. 4) No Estado Democrático de Direito todos têm direito a um julgamento justo pelos tribunais. Observe-se a abrangência do pronome "todos": ninguém fica de fora. Este princípio persevera em qualquer situação, não cabendo excepcioná-lo à face de determinadas contingências de um momento histórico. 5) Todo magistrado carrega, na sua mente, uma ideologia. Não há magistrados ideologicamente neutros. A suposta neutralidade ideológica das cortes é uma hipocrisia. Espera-se, porém, como exigência ética, que a ideologia não afaste o magistrado do dever de julgar segundo critérios de Justiça.

João Baptista Herkenhoff

jbherkenhoff@uol.com.br

São Paulo

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PRESSÃO NO ÚLTIMO VOTO

O ministro não sente / Nenhum tipo de pressão / Nem para o desempate / A mídia que mente... / Afinal houve o mensalão? / Quem é que combate? / O povo fala mal da gente. / Nem prejudicou a Nação... / Que disparate! / Fica feliz e contente. / Afinal o Zé é seu amigão...

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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O VOTO DO MINISTRO BARROSO

Agora entende-se claramente o discurso do Exmo ministro Luiz Roberto Barroso quando ele disse que não vota para a multidão. Ele na verdade vota para o mutirão de dinheiro que seu escritório de advocacia recebeu numa contratação sem licitação, por parte de uma estatal. Mais uma vez, tudo certo como dois e dois são cinco.

Luiz Carlos Ibrahim Daoud Rodrigues da Silva

silva.luizcarlos@terra.com.br

São Paulo

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FALTA DE VERGONHA

Como pode o ministro Luis Roberto Barroso tomar posse no STF no dia 20/6/2013, assinar com a União no dia 11/8/2013 um contrato de R$ 2.050.000,00 por prestação de serviços especializados através do seu "ex" escritório e, no dia 11/9/2013, votar pela reabertura do julgamento do mensalão, voto que pode ser decisivo para livrar da cadeia os mensaleiros ligados ao governo? Isso é no mínimo falta de vergonha na cara.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SEM LICITAÇÃO

Depois a contratação pela Eletronorte do escritório de advocacia Luís Roberto Barroso e Associados, sem licitação, pela importância de R$ 2.000.050,00 (dois milhões e cinquenta mil reais), sua atuação no STF fica maculada e, em certa medida, explicada.Vinicius Ferreira Paulino

viniciusfpaulino@hotmail.com

São Paulo

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DESCULPA ESFARRAPADA

Dizer que não julga para a multidão ou para a opinião pública nada mais é do que uma desculpa "cínica e esfarrapada" de julgador que não é independente. Lamentável!

Victório Canteruccio

vicv@terra.com.br

São Paulo

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AOS AMIGOS...

O "juiz" do Supremo não julga para multidões, mas para o PT.

Nilson Soares da Silva

nilson.ssilva@uol.com.br

Conchas

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STF X PCC

O ministro Barroso, cujo ex-escritório foi contratado por valor milionário pela estatal Eletronorte com inexigibilidade de licitação, fez, em seu voto a favor do recebimento dos embargos infringentes, profissão de fé em julgamento exclusivamente técnico e imune ao clamor público. Mesma alegação do ministro Dias Toffoli para afastar impedimentos a que julgasse seu ex-chefe José Dirceu e membros do ex-partido pelo qual advogou. O eminente ministro Celso de Mello, sobre cuja isenção não paira qualquer dúvida, já se manifestou na própria Ação Penal 470 ser favorável à admissibilidade do recurso e, fundado nas mesmas razões, sinaliza que esse será o seu voto. Entretanto, ainda que controversa a questão técnica, labora o respeitado ministro em lamentável equívoco. Se recebidos os embargos, é real e provável o risco de sobrevir a impunidade dos condenados. Quem sabe, por isso, em contrapartida, a agilidade com que o PCC julgou, condenou e executou as penas dos assassinos do menino boliviano Brayan provocam, em perversa inversão de valores, a admiração de grande parte da população.

Sergio Saraiva Ridel

sergiosridel@ig.com.br

São Paulo

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FATO CURIOSO

Em julho deste ano o ministro Luis Roberto Barroso foi nomeado pela presidente Dilma para ocupar o cargo de ministro do STF. Em agosto, a estatal Eletronorte celebra um contrato de R$ 2,05 milhões com o ex-escritório de advocacia que pertenceu ao ministro. E o que mais aguça a nossa perplexidade é que o contrato foi celebrado sem inexigibilidade de licitação. É do conhecimento de todos que o ministro Barroso, apesar de ter tido ínfima participado no julgamento do mensalão, votou pelo acolhimento dos embargos infringentes, recurso polêmico interposto pelos réus na Ação Penal 470. Há certos fatos que ocorrem na justiça brasileira que nos convencem a cada dia de que ela tem eficácia somente para os pobres.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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A ISENÇÃO DE BARROSO

O escritório de advocacia, que até junho/2013 pertenceu ao ministro do STF, Luis Roberto Barroso e que atualmente tem como um dos sócios, o advogado Rafael Barroso Fontelles, sobrinho do ministro (qualquer semelhança é mera coincidência), foi contratado em agosto/2013 pela estatal Eletronorte, pelo valor "irrisório" de R$ 2,05 milhões, sem licitação. Depois desse contrato assinado, com certeza, podemos concluir que o voto proferido pelo "nobre" ministro, a favor dos embargos infringentes no processo do mensalão, foi meramente "técnico" e totalmente isento. Será que depois dessa sujeirada toda o gigante vai continuar adormecido?

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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O NOSSO 11 DE SETEMBRO

Quem precisa de Al-Qaeda? Temos Toffoli, Lewandowski, Weber e Barroso! O "11 de setembro" deles é até mais danoso que o original.

Maria Cristina Rocha Azevedo

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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‘DURA LEX’

O arrastar do processo 470, que no Superior Tribunal Federal trata do maior roubo já perpetrado na história do Brasil, prova que um tribunal constitucional não deveria julgar crimes políticos, considerando que de forma equivocada a entronização do candidato àquela corte é de escolha do presidente da República, que passa pelo revalida do Senado, numa cerimônia totalmente estéril, apenas para cumprir ritual. Nos debates no STF o governo está tão bem representado que, dos 11 ministros, 5 votaram a favor dos embargos infringentes, embalados pelo ponto fora da curva. Os réus do mensalão jamais duvidaram da absolvição. Na tese que pode ser a chave das algemas dos réus está a supremacia do Regimento Interno do STF sobre a Constituição de 1988. A absolvição dos mensaleiros marcará o ponto mais crítico da história do Judiciário, consolidando as palavras do escritor português Albino Forjaz de Sampaio, na sua obra "Palavras Cínicas": "A Justiça é uma roda velha que ameaça ruína a cada instante. O dinheiro é o azeite que mantém a roda em movimento". Brasil, um país de todos (os que têm $$).

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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TOGAS SUJAS

Pobre Joaquim Barbosa, isso mesmo, é ele a maior vítima deste famigerado mensalão. É a principal vítima do racismo e da inveja de seus pares usando suas togas sujas.

Celia Henriques Guercio

Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

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PARADOXO ARISTOTÉLICO

Se toda essa celeuma no STF é porque a condenação dos mensaleiros foi originalmente decidida por 5x4, um quase empate, como é possível que agora uma decisão por 6x5 pró embargos, mais empatada ainda (e haja patada), possa revogá-la? Onde está a lógica? Nem importa o voto do ministro Celso de Mello... Embargue-se os embargos, prenda-se imediatamente os condenados, e livre-se o País da impunidade! Essa, sim, uma decisão lógica, útil e justa.

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA DESIGUAL

Aquele sr. que tirou um pedacinho de casca de uma árvore para fazer chá medicinal lá em Brasília foi preso... Enquanto isso, Delúbio Soares tinha razão: virou piada de salão. Parabéns, senhores togados do Supremo Tribunal, o artigo nono da Constituição foi achincalhado.

Jose Rubem Bellato

bellato@terra.com.br

Joinville (SC)

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AMANHÃ

Os canalhas estão mudos! Estão engolindo seco! Estão pensando em fugir! Como será que a Dilma e o Lula vão encarar o fato de José Dirceu ir para a cadeia? Resposta: ele sou eu amanhã!

Eugênio José Alati

alatieugenio@gmail.com

Campinas

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ACORDO

O Brasil maior não acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a atual presidente Dilma Rousseff e os senadores da República não tenham indicado e aprovado para o Supremo Tribunal Federal (STF) os ministros Ricardo Lewandowski, José Antônio Dias Toffoli, Teori Albino Zavascki, Roberto Barroso e Rosa Weber com o objetivo maior de salvar a gangue do mensalão. A dúvida cruel do povo brasileiro fica por conta do acordo agendado entre as partes.

Leônidas Marques

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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LIÇÃO DA MITOLOGIA

Na mitologia Grega, uma das aventuras do semideus Hércules envolvia os cavalos de Diomedes - cavalos que se alimentavam de carne humana. Em outra aventura, Hércules limpava as cavalariças do Rei Augias. Em nossa realidade, temos situações parecidas: a necessária limpeza de todas as instituições e sistemas da corrupção e "cavalos" que se alimentam da necessidade, do trabalho, do suor, dos sonhos, da liberdade, da esperança de um povo - assistimos às "células" desse sistemas se prestando a papeis "cancerígenos" destruindo células boas e destruindo as chances de progresso e melhora, em nome de seus próprios benefícios, alimentando-se literalmente de carne humana. Pois a cada moeda desviada e corrompida - sem que haja uma punição exemplar - uma pessoa morre de fome ou doença neste país. Uma pessoa morre na violência das ruas, no abismo do tráfico de drogas... Aos nossos "Cavalos de Diomedes" que lhes seja muito amarga sua "digestão", que nunca encontrem um remanso para descansar suas patas ou suas cabeças e mentes...

Infelizmente, não temos o Hércules...

Priscila de Aquino e Ferro

pyscynahh@gmail.com

São Paulo

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LIVRA-NOS, MINISTRO!

Senhor ministro Celso de Mello: pelo canal Justiça, da TV, acompanho-o, admiro-o e me ilustro, como advogado, com seus votos em plenário do STF, quer quanto ao direito substantivo e quer quanto ao direito processual civil ou penal e finalmente, quer quanto ao direito de defesa dos recorrentes. Amanhã V. Excia. irá desempatar (5x5), com seu voto de Minerva, se os hoje inexistentes embargos infringentes impetrados dor 12 condenados a várias penas na Ação Penal 470, instaurada pelo próprio STF (antigo processo mensalão), serão recebidos ou não. V. Excia., na fase inicial do julgamento, já os condenou. Espero que, com seu elevado espírito de justiça, de ilustrado jurista e como decano dos ministros dessa Suprema Corte de Justiça, mantendo seu voto, honre o Poder Judiciário, negando provimento aos recursos em tela, seguindo e aplicando o pensamento do pai da filosofia do direito, o pensador Sócrates, que doutrinou: "Três coisas devem ser feitas por um juiz: ouvir atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente". Senhor ministro Celso de Mello, livre o Brasil dos corruptos e nefastos mensaleiros como medida profilática, exemplar, dessa terrível doença que humilha nossa nação, chamada corrupção política.

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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A FILA DO STF PRECISA ANDAR

Amanhã (dia 18), como o decano ministro do STF apontará como válido o tal "embargo infringente", salvo surpresa e das grandes, se for diferente, tal decisão sinaliza sabe-se lá quanto anos para tentar chegar a um final que, tudo indica, terminará na impunidade dos réus, então, não seria melhor o presidente Joaquim Barbosa levar ao grupo numa proposta para votação: como tal processo não tem tempo para seu término e possibilidade de terminar em nada, enquanto há na fila de espera milhares de outros à espera de entrar na pauta do STF, por que não extinguir este com a alegação de faltar provas suficientes para a condenação definitiva dos réus nele envolvidos? Seria mais condizente, depois desse embargo, que sinaliza para uma eterna discussão de vaidades entre pavões de toga preta, que chegará a lugar nenhum. Será bem melhor o barco navegar do que ficar ancorado no porto dito infringente, não é mesmo?

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

Garça

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PECADOS

Prezado ministro Celso de Mello, leio nos jornais que o senhor tenderia a aceitar os "embargos infringentes" no julgamento do mensalão - este que foi nada menos que uma tentativa contínua de golpe de Estado, mas está sendo julgada apenas como um "simples" caso de corrupção (há tantos hoje em dia, não?). O referido recurso se daria porque houve quatro votos contrários em determinadas questões julgadas pelo STF. Independentemente da validade ou não dos tais embargos, que entendo como recursos exclusivamente protelatórios, pergunto: destes quatro votos contrários, no julgamento em curso, quantos foram de membros da Corte que nem sequer deveriam estar lá a julgar? Pergunto porque os ministros Toffoli e Lewandowski são escandalosamente conflitados, e nem sequer disfarçam que agem como advogados dos réus, sem a menor cerimônia. Então, caro ministro, formalismo por formalismo, qual o pecado maior? O erro lá atrás (não questionar a participação destes dois senhores) agora gera um outro erro muito maior?! Lamento também informá-lo: apesar de todo seu passado, este é o voto que vai marcar sua passagem pelo STF.

Renato Vercesi

renatove@gmail.com

São Paulo

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‘ESQUEÇAM O QUE ESCREVI’

Conselho ao decano do STF: parodie FHC, declarando, "esqueçam o que eu disse".

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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PERGUNTAS

Alguém já se beneficiou deste privilégio protelatório chamado de embargo infringente no STF? O STF já julgou alguma quadrilha que tenha cometido crime mais grave que este do mensalão? O ministro Celso de Mello votará com Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Marco Aurélio ou com Lewandowski, Toffoli, Zavascki, Weber e Barroso? Será que o Luladilma já tem no bolso também o STF? Será que o Brasil ainda tem jeito?

Carlos Eduardo Stamato

dadostamato@hotmail.com

Bebedouro

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NOVO JULGAMENTO?

A maioria dos ministros do STF deveria dar exemplo, e poder de decisão, além das súmulas com responsabilidades. Depois de vários recursos, além do tempo necessário de defesas aos políticos corruptos, até chegarem à maior Corte brasileira, depois de vários anos analisando, aos laudos comprometedores, e chegar à decisão da condenações/punição, vêm outros recursos de embargos da lei de dupla interpretação, ferindo a ética, que favorecem os corruptos, feitos por eles, na forma da impunidade, pedindo um novo julgamento? Isso é brincadeira! Pior é que há ministros que aceitaram fazer a corte da palhaçada, perdendo o poder da justiça em todas as esferas, desrespeitando a população, que paga a conta, e incentivando a força do desvio do dinheiro público brasileiro. Põem a cara no cinismo de fazer as coisas certas? Por isso, se prevalecer a fraqueza deste órgão superior da Justiça, não vejo outra alternativa a não ser a sua extinção imediata. O povo eleitor, que paga os seus impostos em dia, não precisa desses desserviços prestados contra a Pátria amada e o hino nacional.

Antônio de Souza D Agrella

antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

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CONTRASTE

Impressiona o empenho com que o STF vem julgando o mensalão, cujo processo se arrasta há anos, em contraste com a rapidez mostrada no julgamento dos crimes da ditadura militar. Assim, as torturas e assassinatos de milhares de pessoas, incluindo, ao que tudo indica, os de dois ex-presidentes da República, não mereceram maior atenção daquela Corte, que despachou o assunto em apenas uma audiência, sem nenhuma condenação. Acreditávamos que a Justiça seria feita, como ocorreu na Argentina e no Chile, mas estávamos enganados. Esperávamos um Nuremberg, mas serviram-nos uma pizza!

Arsonval Mazzucco Muniz

arsonval.muniz@ig.com.br

São Paulo

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O MAGISTRADO E OS EFEITOS DE SEUS JULGAMENTOS

Alguns magistrados brasileiros - juízes, desembargadores e ministros - andam esquecidos de um mandamento legal que regula a atividade jurisdicional com prevalência sobre a convicção pessoal ou o assim chamado motivo de consciência. O ministro Barroso - o mesmo do contrato sem licitação para prestação de serviços jurídicos, concomitantemente com sua nomeação para o Supremo - afirmou para a imprensa que não se preocupa com a repercussão social de suas decisões. Parece despreparado para a função de juiz da Suprema Corte, porque está desobedecendo ao mandamento do artigo 5º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, que determina: "Art. 5º - Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum." (Decreto Lei nº 4.657 de 4 de setembro de 1942, anteriormente "Lei da Introdução ao Código Civil", que teve a ementa alterada para "Lei da Introdução às Normas do Direito Brasileiro", e pela Lei nº 12.376 de 30 de dezembro de 2010, sem alteração do Artigo 5º). E, infelizmente, como se infere de declarações prévias, preparatórias para o desastre que se avizinha, para o desatino que será consumado perante os anseios da Nação, parece que o ministro Celso de Mello, ao que tudo indica, vai receber os falecidos embargos infringentes, mandando a pizza para o forno. Também - apesar de quase 30 anos no Supremo - vai ignorar o mandamento daquela Lei de Introdução, pouco se importando com a repercussão social e as exigências do bem comum, frustrando a expectativa da população de que se faria Justiça contra os envolvidos nos crimes do "mensalão". Segundo a professora dra. Maria Helena Diniz, da Faculdade de Direito da USP, em seu renomado livro "Código Civil Anotado": "O fim social da norma (art.5º) consiste em produzir na realidade social determinados efeitos que são desejados por serem valiosos, justos, convenientes, adequados à subsistência de uma sociedade, oportunos, etc.". Por outro lado, diz a professora: "O bem comum consiste em preservação dos valores positivos vigentes na sociedade…". Ressalta evidente que ressuscitar os embargos infringentes importará em defender réus em detrimento da sociedade.

Paulo Cezar de Andrade Prado

paulinhonet@terra.com.br

São Paulo

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VOTO DE CABRESTO

Ficou claro que os 5 votos a favor dos embargos infringentes foram votos de cabresto. Resta ao ministro Celso de Mello decidir se essa prática continuara vigente no País.

Mário Aldo Barnabé

mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

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NOSSA CONFIANÇA NO JUDICIÁRIO

Em 2012, o ministro Celso de Mello anunciou que pretendia, em breve, solicitar a aposentadoria por razões de saúde verbalizando que "é uma ideia que agora acolho com naturalidade". O ministro deverá ter em mente que caso, amanhã, vote a favor dos infringentes, propiciará um novo julgamento a 12 réus que ajudou a condenar com votos proficientes, cáusticos e jurisprudenciais e que dispuseram do princípio da ampla defesa de forma inexaurível. Deve preocupar saber que ao se confirmar a aposentadoria do decano da corte, um juiz que durante 24 anos contribuiu sobremaneira para o aperfeiçoamento da jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal, a tendência será a prosperação do sonho petista de ter no STF um colegiado moldado nos estilos dos ministros Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Roberto Barroso, Teori Zavaski e Rosa Maria Weber. São juízes que têm se revelado subservientes e submissos, que mais atuam como advogados de defesa e se pautam pelas exigências políticas, ideológicas e partidárias. Um voto a favor dos infringentes deve ser considerado pelos apologistas do voto contrário como um gesto despatriótico e de lesa-Pátria. O ministro Celso de Mello está com a palavra para solidificar a confiança dos brasileiros no Poder Judiciário.

Junios Paes Leme

junios.paesleme@ig.com.br

Santos

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O MUNDO E A CALÇA

Ante a probabilidade de o julgamento do mensalão ser remetido às calendas gregas, só nos resta lembrar a história "O mundo e a calça": "Num destaque do seu livro ‘O Mundo e a Calça’ (1989), Samuel Beckett coloca o seguinte breve diálogo. O cliente: ‘Deus fez o mundo em seis dias, e você, você não conseguiu me fazer uma calça em seis meses’. O alfaiate: ‘Mas, senhor, olhe o mundo e olhe para sua calça’" (Jean-Claude Carrière).

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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EMBARGOS DA VERGONHA

A discussão sobre os "embargos infringentes", que toma conta do Brasil, por si só é ridícula. E extremamente ofensiva à nossa inteligência. Foi mais um "recurso" tirado à última hora da manga do paletó do governo para burlar os farrapos de lei que ainda temos neste país. E cá estamos todos discutindo os votos das excelências, quando o certo seria termos o direito de nos opormos contra esse descalabro, com o direito de sermos ouvidos. Num país decente, um julgamento efetuado pelo Supremo jamais seria posto em dúvida, e os tais embargos nem seriam cogitados. Mas nosso complexo de vira latas aceita tudo. E agora ainda teremos de esperar pelo voto de Minerva de um ministro que, segundo tudo indica, já vendeu sua alma ao diabo. Esses mensaleiros do mal mereceriam simples e objetivos castigos: devolver tudo o que roubaram e perder todas as regalias, todos os direitos que ainda conservam. Simples assim! Mas vivamos a nossa grotesca realidade, e esperemos para ver se haverá mesmo a consolidação do desrespeito a nós, cidadãos de bem.

Anita M. S. Driemeier

lindyta9@gmail.com

Campo Grande (MS)

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EPÍLOGO DO MENSALÃO

Senhor ministro Celso de Mello, em suas mãos está o destino de nossa Pátria. A consciência nacional em sua unanimidade depõe em V.Exa. a esperança de um novo Brasil. O seu ato votando contra os embargos infringentes acabará de vez com a mentalidade bolivariana do governo, tornando-se assim nosso herói brasileiro e deixando um grande legado aos seus descendentes. Por favor, não macule nossa justiça, tende piedade de todos os brasileiros de boa fé.

Onofre Rosa de Rezende

onofrerezende@yahoo.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA CONDESCENDENTE

Será que a justiça da Índia vai aceitar os embargos infringentes impetrado pelos caríssimos advogados dos estupradores e livrá-los da pena de morte?

Emerson Luiz Cury

emersoncury@gmail.com

Itu

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ABSURDOS

O ministro Celso de Mello vai votar a favor dos embargos, que ninguém se iluda. Assim ele declarou no primeiro dia do julgamento do mensalão. Dois absurdos saltam aos olhos na formação e atuação do STF: o primeiro é o cochilo desses senhores por não haverem institucionalizado tempos atrás no STF a lei aprovada pelo Congresso recusando os embargos infringentes; o segundo absurdo, e esse é gritante, é estridente, é clamoroso, reside no fato de os ministros serem escolhidos pelo presidente. É óbvio que essa escolha é eminentemente política, acrescida pelo fato de que o atual governo é composto por políticos que pertencem a um partido fanático por sua ideologia. Já repararam que a presidenta ultimamente só se veste de vermelho?

Regina Ulhôa Cintra

regina.cintra@yahoo.com.br

São Paulo

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FINAL DE CARREIRA

Ao confirmar a admissibilidade dos embargos infringentes, o ministro Celso de Mello encerrará a sua carreira na magistratura de maneira vergonhosa. Após condenar da maneira mais veemente os mensaleiros, permitirá não só a redução das penas dos quadrilheiros, como até mesmo a possibilidade de prescrição dos crimes. Certamente será lembrado pela história como o maior responsável pelo total descrédito da Justiça brasileira e especialmente do STF. Pelo visto, valeu a chicana promovida para retardar o julgamento o que permitiu a aposentadoria de ministros sérios e independentes e possibilitou o aparelhamento do STF pelo PT com os novos ministros escolhidos a dedo para servir à Nação a maior pizza da sua história.

Adel Feres

adel@terra.com.br

Goiânia

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O DECANO AINDA ‘NOVATO’

Vale recordar um episódio, relatado pelo "Estadão" ao tempo do julgamento da Ação Penal 470, resumido a uma conversa telefônica relatada em episódio em que se discutia, no STF, a possibilidade da candidatura ao Senado de José Sarney pelo Estado do Amapá; eis a conversa telefônica retratada pelo ex-ministro da Justiça de José Sarney, Saulo Ramos, em seu livro autobiográfico: "Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto, votei contra para desmentir a ‘Folha de S.Paulo’. O presidente já estava vitorioso e não precisava mais do meu. Mas fique tranquilo, se meu voto fosse decisivo, eu tinha votado a favor do presidente, o senhor entendeu?" "Entendi." "Entendi que você é um juiz de merda!" Durante o julgamento, o eminente ministro do Supremo Tribunal afirmou que o sorridente José Dirceu era o chefe da quadrilha. Afirmativa ouvida e lida pelos brasileiros! Nota - no meu prédio, o regimento interno, feito pelos condôminos em assembleia, anula, implicitamente, todos que não estejam respaldados em LEI(s).

Moyses Friedheim

m.friedheim@uol.com.br

São Paulo

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INDENIZAÇÃO

Se o ministro Celso de Mello melar o julgamento da quadrilha e os comparsas de Lula vierem a ser absolvidos em novo julgamento, aconselho a todos entrarem com ação de indenização bilionária contra o Estado brasileiro por perdas e danos, pois eles não fizeram nada e não sabiam de nada.

Jose Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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ESCRAVOS DA LEI

Prezado sr. ministro Celso de Mello, a história da humanidade tem registros monstruosos cuja etiopatogenia foi gerada por pessoas de notório saber, porém ingênuas, ou "escravas da lei" (e não dos seres humanos). O pacto "Ribbentrop-Molotov" é um emblemático acontecimento, com seus 60 milhões de mortos inocentes. O senhor conhece profundamente bem tudo isso. E certamente não vai querer ver no nosso Brasil a hedionda história da humanidade, extensiva a todos os nossos filhos, netos e bisnetos. Enfim, o brasileiro médio, sem o seu "notório saber", não poderá se envergonhar da Justiça, nem muito menos da sua própria pessoa. Hoje, o sr. ocupa uma posição próxima ao "pater nostri que es in caelum". E, parodiando o genial filósofo Olavo de Carvalho, "sapientian autem non vincit malitia". A Justiça é imperfeitamente humana, e imperfeitamente democrática, a má decisão, perfeitamente desumana e perfeitamente totalitária.

Que Deus o ilumine!

Clemente Borges de Barros Vieira

clinorl@uol.com.br

São Paulo

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A ORIGEM DOS RECURSOS

Curioso em matéria jurídica, mas com longa experiência profissional e de vida, sempre recorri à lógica para analisar assuntos de meu interesse. No caso do mensalão, não me cabe avaliar o julgamento isolado dos ministros do STF e, muito menos, o viés político de cada um. Como o tema tomou rumo até certo modo inesperado pelos que acompanham o desenrolar da nova fase do julgamento, permito-me avaliar, isso sim, a realidade da esmagadora maioria dos réus no processo, que se apresentaram defendidos por advogados criminalistas experientes, que tão bem conhecem os meandros da legislação, e que visam a atenuar ou neutralizar o que já foi julgado pelo Supremo na fase anterior. Na certeza esses advogados, em sua maioria, receberão expressivas quantias pelos serviços prestados. Caberia perguntar: todos os réus envolvidos no processo têm recursos suficientes para pagar pelos serviços contratados? Tais recursos seriam oriundos do trabalho ou da poupança de cada um ou também os partidos aos quais estão vinculados atuariam como provedores? E os recursos desses partidos viriam de contribuições voluntárias de seus demais filiados ou tão somente oriundos do decantado Fundo Partidário, para o qual todos nós indiretamente contribuímos? Enfim, qual a origem?

Alberto Andre Pascale Cracel

albertocracel@bol.com.br

São Paulo

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ESQUECIMENTO

O Senado votou a perda de mandato de político condenado pelo STF, no mesmo dia em que a Suprema Corte deu sinais de que, no caso do mensalão, isso vai ficando cada vez mais distante. O que fazer para o Brasil ser decente? No Ministério do Trabalho, na Fundação Banco do Brasil, só para dar exemplo, os acusados de corrupção pedem afastamento. Depois, caem no esquecimento e não acontece mais nada. Outros são nomeados para o lugar, para dar continuidade à "obra" deles e o andar da carruagem continua. Alguém, povo, imprensa, ainda se lembra da Rose? Não se fala mais nada e parece que tudo está uma maravilha. A aceitação da presidente aumenta. Pobre país.

Vanderley Jordão

vanjord@gmail.com

São João da Boa Vista

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GILBERTO CARVALHO, O GOLBERY DO PT

Ao ver-se envolvido em grampos telefônicos ajudando ONG fajuta do padre Lício de Araujo Vale, cuja verba de mais de R$ 1,5 milhão foi parar nos bolsos do próprio padre, Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, como sempre se diz inocente. É engraçado como eles nunca sabem de nada, mas estão sempre envolvidos em alguma tramoia. Será que ele é tão inocente assim que não sabe que servir de "tráfico de influência" tem lá suas responsabilidades? Isso é atávico. É a mesma coisa que doar seu nome para servir de laranja. Quando a coisa estoura, o laranja amarga a cadeia. Incrível como tudo nesta República bananeira tem a digital de Gilberto Carvalho. Ele deve ser o Golbery dos petistas. Se até no Vaticano existem roubos, imagine no Brasil, com "verbas públicas" voando soltas para ONGs como se fossem maná caído do céu! Não acredito que Gilberto Carvalho seja tão inocente assim. Não pelo seu histórico.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DEDO SUJO

O ministro Gilberto Carvalho está envolvido. A Polícia Federal identificou o dedo sujo dele na organização criminosa que desviou R$ 18 milhões de um convênio com o Ministério do Trabalho. A ONG que buscou apoio e incentivo do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para tentar obter aditamentos e novos repasses de verbas para o Centro de Atendimento ao Trabalhador (Ceat), teria se transformado no reduto da quadrilha. Relatório da Operação Pronto Emprego, da Polícia Federal, deflagrada dia 3 em São Paulo, revela que o ministro era tratado pela quadrilha como seu "interlocutor" na pasta do Trabalho. Interceptações telefônicas mostram que, em maio, o grupo estava preocupado com perda de espaço no ministério e com uma divisão na cúpula da pasta. "Gilberto Carvalho irá resolver isso", diz Jorgette Maria Oliveira, presidente da ONG. Ainda não está explicado o envolvimento desse ministro do crime praticado contra o ex-prefeito Celso Daniel. São os petralhas, trambiqueiros, sempre metidos e práticas de crimes contra o erário. O chefe da quadrilha nós sabemos quem é.

Carlos A. Ramos Soares de Queiroz

soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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MAIS SUJEIRA

O Ceat, Centro de Atendimento ao Trabalhador é a organização acusada de desviar verbas do Ministério do Trabalho e estava atrelado à influência do secretário de Dilma/Lula, Gilberto Carvalho, o ex-seminarista, que pelo visto ainda presta certa vassalagem à Igreja, ou pelo menos a alguns cardeais. O Ceat foi criado pela Arquidiocese de São Paulo em 2002, ano em Lula subiu ao poder, e, apesar de posteriormente se desvincular da Cúria, tem o nome do padre Lício de Araujo Vale como destaque na quadrilha investigada pela Polícia Federal (PF). Esse padre, segundo a PF, é padre e empresário, sócio do Centro Brasil do Trabalho, que nem existe de verdade, mas que recebeu R$ 1,26 milhão do Ceat por serviços fictícios. Gilberto Carvalho se defende, tentando tirar a responsabilidade de seus ombros e jogando tudo em cima da Igreja, dizendo que apenas agiu baseado nas recomendações de Dom Cláudio, dom Odilo Scherer e dom Orani (cardeal do Rio de Janeiro). Se o papa Francisco estivesse aqui, faria uma limpa geral neste assunto. A verdade é que neste governo, onde quer que se investigue, se encontra sujeira.

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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