Fórum dos Leitores

USP

O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2013 | 02h13

Reitoria invadida

A Justiça deu 60 dias para a "desocupação voluntária" da USP. Que maravilha! Os estudantes (!) terão dois meses para desocupar a Reitoria. São medidas como essa que estimulam as invasões. A USP é pública, mantida pelo povo. Estamos cansados de invasões e depredações. Será que nossa Justiça e nossos governantes não percebem que o País está carente de autoridade?

CLEO AIDAR

cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

Portões fechados

O fechamento dos três portões do câmpus da USP na manhã de ontem por um grupo de baderneiros é um atentado contra um bem cultural inestimável do Estado de São Paulo e do País, sobre o qual creio que o governador tem de se manifestar imediatamente. Um grupo de apenas 30 pessoas bloqueando totalmente o portão principal, segurando faixas, tocando tambores, sentadas no chão durante toda a manhã, é uma cena abusiva. Enquanto isso, centenas de pessoas, como eu, tiveram de descer dos ônibus do lado de fora do câmpus e subir as avenidas a pé. Assim como o governador assumiu a frente do combate aos bandidos do PCC e não deixou o assunto na mão do diretor do presídio, neste caso ele deve assumir a frente do assunto e não deixar a USP sob ameaça e cerco. Entre as supostas reivindicações desordenadas que se consegue ver está o pedido de eleição direta do reitor pelos funcionários, alunos e professores, em vez de ser escolhido pelo governador. É como se agora o secretário de Educação do Estado, que cuida do ensino médio, fosse eleito pelos funcionários, professores e alunos das escolas de segundo grau, em vez de ser escolhido pelo governador. Já passou do limite a prepotência de um pequeno grupo isolado que ameaça o patrimônio imaterial construído pela USP com o financiamento do povo deste Estado e que assegura a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão cultural na universidade

SERGIO VERJOVSKI-ALMEIDA, professor titular do Instituto de Química da USP

verjo@iq.usp.br

São Paulo

CRIMINALIDADE

Ameaças ao governador

O Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior organização criminosa do País, planeja a execução de Geraldo Alckmin. Os chamados black blocs, baderneiros e arruaceiros, querem a saída do governador. Quem está no comando desse plano trágico?

WILSON LINO

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

NOVOS MUNICÍPIOS

Pior do que está fica

Contrariando a máxima do grande filósofo Tiririca, o Senado aprovou a criação de ao menos mais 180 municípios no País, que deverão juntar-se aos 5.578 existentes. Tudo muito bom, tudo muito bem... Mas a que custo? Quanto custarão as novas prefeituras, secretarias e Câmaras Municipais? Num momento já difícil, de gastos elevados, e que se presume aumentarão em 2014, em que as contas públicas revelam franca deterioração, com o governo tendo de recorrer à "contabilidade criativa" para conseguir um tímido - e declinante - superávit primário, nossos senadores, insensíveis às dificuldades orçamentárias, dão de ombros à austeridade e sinalizam mais gastança, como se o descontrole que aí está já não bastasse. Depois não entendem por que há tanta gente insatisfeita, declarando-se não representada, em plena via pública.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Mais mordomias

A criação de mais 180 municípios pelo Brasil afora significa que nós, sofridos e explorados brasileiros, teremos de sustentar e manter a mordomia de mais 180 prefeituras, 180 Câmaras Municipais e suas secretarias. Calma, assim não dá, são muitos filhos para sustentar... Alguém precisa se mexer. Acorda, Brasil!

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

Sustentabilidade

O maravilhoso Estado de Roraima continua nos fornecendo figuras singulares. Senão, vejamos: o fantástico projeto de lei de criação de mais 180 municípios foi idealizado pelo senador (suplente) Mozarildo Cavalcanti, representante daquele Estado. Afirma o "nobre" parlamentar que não haverá despesas para a União, pois tais municípios serão autossustentáveis. Alguém já ouviu falar em "vereador sustentável"? Eu, nunca! Eis mais um "comboio da alegria", pronto à rodar por este Brasil varonil.

J. PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

Mais 30 mil cargos públicos

A aprovação pelo Senado da lei que "regulamenta" a criação de municípios pode causar de imediato uma despesa de R$ 9 bilhões. E a troco de quê? De mais de 30 mil cargos públicos. Serão essas novas cidades autossuficientes do ponto de vista econômico ou engrossarão a lista das que sobrevivem das verbas federais, sem saneamento básico, com péssimas condições de educação e saúde? Já que não virá o trem-bala, que venha, então, o trem da alegria.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

DEFESA

Jatos para a FAB

A história da compra dos jatos para substituir os velhos Mirage da Força Aérea Brasileira (FAB) está se transformando numa palhaçada de mau gosto. Namoramos o Saab, da Suécia, e o concorrente da Boeing, dos EUA, quase compramos os aviões da francesa Dassault e agora, conforme publicado num diário alemão, estamos de namoro com o Sukhoi T-50, que ainda está em desenvolvimento entre Rússia e Índia, projeto que deverá ficar pronto só em 2016. Como o projeto não é financiado pelo PAC, deverá mesmo ficar pronto na data prevista. Esse processo de aquisição está em curso há anos e logo mais a FAB não terá mais jatos para levantar voo porque os Mirages estão acabando. Será que algum país ainda nos leva a sério? A bola da vez é a Rússia porque estamos muito magoados com o Tio Sam.

KÁROLY J. GOMBERT

gombert@terra.com.br

Vinhedo

Na Argentina

A Força Aérea Argentina está "reequipando" seus esquadrões de caça, comprando na Espanha aviões Mirage usados, fabricados há 38 anos, informou o Estadão. Que constrangimento para nós, veteranos da brava aviação que enfrentou os ingleses na Guerra das Malvinas, uma derrota que teria sido vitória diplomática se os argentinos tivessem generais competentes, e não políticos fardados. Quanta pena! Choro por ti, Argentina...

OVANDO RUIZ

Buenos Aires

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

LEILÃO DE LIBRA

Não sei não, mas esta história de a Central Única dos Trabalhadores (CUT) estar liderando uma greve contra o primeiro leilão do pré-sal, paralisando refinarias, cheira mal. Afinal, desde que o PT assumiu o poder, a CUT sumiu das ruas. Com a chegada do PT ao poder, a CUT não viu mais nenhum motivo para fazer greves históricas como fez em governos anteriores ao PT. Todos os problemas do Brasil desapareceram como num passe de mágica! Para mim, esta greve tem um só objetivo: vai faltar combustível e o governo, infelizmente, vai ter de aumentar os preços, mesmo contra sua vontade. Eu não sei como um partido que se dizia socialista se deixa levar pela "lei da oferta e da procura", símbolo máximo do capitalismo, tão abominado e combatido pelo partido nos velhos tempos, velhos dias.

 

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

 

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ALMAS EM LEILÃO

Fernando Siqueira, vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), afirmou que, "enquanto no resto do mundo os países exportadores de petróleo ficam com 80% do óleo-lucro - uma média de 72% do óleo produzido -, o governo brasileiro fixou para o leilão de Libra o pagamento mínimo de 41,65% à União. Num campo sem riscos, de óleo de excelente qualidade, não seria razoável menos de 80%". Ora, é muita ingenuidade pensar que nossos governantes sejam tão burros em abrir mão de 40% do lucro petróleo de 10 bilhões de barris de petróleo, quando está numa crise de caixa. O valor disso dá para comprar consciências de todo o Congresso brasileiro, incluindo os suplentes. Citemos alguns números: 10 bilhões de barris custam, ao preço de hoje, e está aumentando, US$ 1,1 trilhão ou R$ 2,4 trilhões. 40% disso vai para R$ 950 bilhões. Supondo uma exploração não predatória, o Brasil abriria mão anualmente do lucro petróleo de R$ 24 bilhões de petróleo vendidos. Se como é esperado, a exploração for predatória, pois EUA e China querem preservar suas reservas, o Brasil abriria mão anualmente do lucro petróleo de R$ 480 bilhões de petróleo vendidos. Será só incompetência mesmo? Está pronto para acontecer o maior ato de privataria da história do Brasil. E o mais grave, com participação especial explícita das Forças Armadas brasileiras, representadas pela Guarda Nacional.

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com

Salvador

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O TRIPÉ DA ECONOMIA

O editorial de quinta-feira do "Estadão", com o título "Dilma e seu tripé de fantasia", retrata bem os delírios que não cessam no Planalto. Como da recente afirmação, sem ruborizar, da presidente, de que não abandonou o tripé da política econômica, já que a inflação que para ela está sob controle é a mesma que há muito está corroendo o bolso do trabalhador, do visível desequilíbrio das contas públicas em razão dos excessivos gastos improdutivos e do regime flutuante do câmbio, infelizmente não determinado pela evolução das regras de mercado, mas ao gosto da flutuação demagógica do governo federal. A inconsequência na área econômica se registra nos PIBs medíocres, na balança comercial deficitária, nas concessões estrábicas e fora da realidade do mercado dos portos, aeroportos, ferrovias e estradas, que mais afugentam o investidor, além da dívida pública em processo explosivo. Sem contar da vocação petista de estar protagonizando uma reestatização na economia, criando mais dez estatais, e grandes dificuldades para que a Petrobrás retome sua eficiência. Assim como o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga afirmou com propriedade, em entrevista neste mesmo jornal, que o governo petista repete o modelo de Geisel. Mas o que mais incomoda é a total cegueira dessa gestão, que não ouve as ruas, os competentes analistas econômicos e despreza tradicionais parceiros, aliando-se a governos totalitários que só prejudicam a imagem da nossa Nação. Aliás, o governo Dilma, assim como também foi o de Lula, criaram muitos tripés montados na sempre fantasia demagógica, calcada na propaganda enganosa e no delírio de se perpetuar no poder.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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A ECONOMIA NO GOVERNO DILMA

O saci - aquele de uma perna só - declarou aos bípedes que habitam estas terras que negar que o tripé (metas de inflação, equilíbrio das contas públicas e regime de câmbio flutuante) tenha sido abandonado, é uma desculpa para quadrúpedes. Irá consultar uma centopeia, talvez mais capacitada a resolver estas graves questões.

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

 

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TRIPÉ

O "tripé da Dilma" tem dois apoios: Lula...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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NOVOS MUNICÍPIOS

O Brasil já tem mais de 5 mil municípios, e querem criar mais 410! Para quê? Ora, para barganhar, para ludibriar as suas gentes, para roubar os seus votos. É como fazer puxadinhos numa casa sem estrutura, sem condições de aguentar um tijolo a mais. Esses desavergonhados políticos sabem que a maioria absoluta desses novos municípios não tem receita, nem sequer podem sobreviver à folha de pagamento do primeiro mês, mas contam com as "tetas gordas" do governo federal, que vão sustentá-los indiscriminadamente. Assim, lá vêm eles com suas bocas escancaradas cheirando a enxofre, mas com gosto de ouro: são centenas de prefeitos e seus secretários, e seus asseclas, e seus gabinetes repletos de gente inútil, e seus puxa-sacos a babar feito cachorro doido; milhares de vereadores a pedir tudo e reivindicar nada. Finalmente, para o bem de poucos e infelicidade geral da Nação, Fuá será cidade; Jabá será cidade; Quá-Quá será cidade. E aqueles que nascerem nessas cidades serão tão somente bois de arrasto.

Achel Tinoco achelltinoco@yahoo.com.br

Salvador

 

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JUSTIÇA CONTRA O CRIME ORGANIZADO

O nobre juiz de Presidente Bernardes não permitiu que os Marcolas da vida e outros crápulas fossem transferidos para penitenciárias onde os celulares não podem ser usados. Muito estranha essa atitude do tal juiz e, mesmo sem querer fazer alguma ligação, mas levantando a lebre, será que os Marcolas compraram também esse juiz? Se mandam em mais de 90% dos presídios paulistas, corrompem a polícia, por que não corromper um juiz do interior, que não é tão visado? Afinal de contas, de dinheiro e caldo de galinha todos gostam e querem, e sem fazer nenhum esforço, apenas usando papel e caneta, fica muito mais fácil. Fica aí a dica para as nossas fracas "otoridades" se ligarem, pois com tantos escândalos, um a mais um a menos não altera as estatísticas, mas podem ajudar a matar mais gente fora do presídio.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

 

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INTELIGÊNCIA

O que nos deixa confusos e abismados é que nós questionamos o porquê de o Serviço de Inteligência Policial ainda não ter detectado e descoberto o "núcleo" desses vândalos e baderneiros integrantes do grupo Black Bloc, para desativá-lo de vez.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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INTELIGÊNCIA OU FANTASIA

Perdoe-me a ignorância, mas em todos os pronunciamentos e entrevistas de responsáveis pela Segurança Pública ouço falar de órgão de inteligência. Devido a todos os fatos recentes, Black Blocs, partido do crime, etc., etc., não vejo nenhuma ação de inteligência. Será que o órgão de burrice é o mais atuante?

 

Iracema M. Oliveira mandarino-oliveira@uol.com.br

Praia Grande

 

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PROTESTO E DESOBEDIÊNCIA CIVIL TÊM LIMITE

A desobediência civil, politicamente admitida, é a manifestação pacífica de cidadãos contra atos de governo ou da sociedade organizada. Sua aceitação tem dependido do viés político-ideológico dos governos; os autoritários não a reconhecem e os democráticos pecam ao ampliá-la. No Brasil contemporâneo e desorganizado, vive-se o tudo pode. Os "desgovernos" tornam-se reféns de grupos, movimentos sociais e outros descontentes, mas não reagem para evitar parecerem autoritários. A violência dos mascarados é testemunha do despreparo do Estado brasileiro para o trato com esse tipo de coisa, que não é mais a romântica desobediência civil, pois pratica atos capitulados no Código Penal. As autoridades precisam definir e fazer cumprir claramente o que pode e o que não pode, e encontrar meios de impedir a ação dos desordeiros. Enquadrá-los com o mesmo rigor que se aplica ao cidadão de bem pego com arma ou alcoolizado ao volante. Tem de se agir preventivamente! As infiltrações ocorridas nos atos dos professores do Rio de Janeiro e dos alunos da USP, em São Paulo, não podem restar impunes e nem se repetir. Se não houver a justa punição aos excessos e a prevenção a novos distúrbios, poderemos marchar rumo à instabilidade política e até institucional. É melhor pagar o ônus da manutenção da ordem em vez de esperar para ver. O preço da omissão poderá ser muito alto...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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PERGUNTA

Por que será que os Black Blocs não se manifestam em Brasília?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

 

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BLACK BLOCS

A dúvida que paira sobre tal grupo é concernente a seus reais interesses. Será que estão sob algum comando político, com o intuito de gerar confusão e assim tornar todo e qualquer movimento contrário à sociedade, beneficiando nosso desgoverno? Ou será que o que tais atitudes são demonstrações da insatisfação generalizada de nosso país, demonstrada por um pequeno grupo que descobriu que nosso desgoverno somente consegue ouvir o povo quando há o quebra-quebra. De qualquer forma, considero ambas as razões perigosas. Nosso desgoverno precisa urgentemente dar um basta na corrupção, na sede pela tributação, na incompetência, na falta de comprometimento, honestidade e desrespeito de nossos políticos. Estamos às margens de uma revolução. Tais movimentos estão correndo todo o País e incentivando milhares de jovens que já cansados das "brioches" oferecidas pelo governo, aderem a tais movimentos.

 

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com

São Paulo

 

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CRETINICE POLITICAMENTE CORRETA

É inacreditável! Jornalista "famoso" tem o desplante de reclamar, em programa de rádio, que o uso de balas de borracha pela Polícia Militar contra os vândalos de São Paulo é "força desproporcional". Desde quando a polícia tem de igualar seu poder ao de bandidos? É de pasmar! A cretinice politicamente correta está devorando cérebros. Saibam os defensores de vândalos que, nas democracias, o uso da força é prerrogativa da polícia e que a função da PM é a de assegurar a ordem e segurança pública, prevenir a criminalidade e prestar ajuda à população. Se, para coagir um punhado de meliantes a parar com a destruição e a violência, for necessário o uso de balas de borracha, bombas de efeito moral, canhões de água e até cassetetes, que assim seja. Afinal, os meliantes têm sempre, diante de si, a escolha de não vandalizar, não depredar, não agredir. Lembremos dos distúrbios em Londres, em 2011, muito parecidos aos que vemos no Rio de Janeiro e São Paulo, com saques, incêndios e depredação. A polícia britânica agiu com muita firmeza e 3 mil pessoas foram presas, sendo mil delas processadas, julgadas e condenadas. Já no Brasil...

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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REIVINDICAÇÕES INDÍGENAS

No início deste mês, os índios fizeram mais um protesto em frente ao Congresso Nacional em Brasília, contra a proposta de emenda constitucional (PEC) 215, que pede que a demarcação de terras indígenas não seja mais exclusividade do Executivo, e passe para o Legislativo. Atualmente os 896.900 indígenas brasileiros (aprox. 900 mil) vivem em 112.984.696 hectares, que equivalem a 13,3% do território brasileiro e a 4,54 vezes a área do Estado de São Paulo. Para completar esse quadro de generosidade, 64% dos índios ainda fazem parte do Programa Bolsa Família, e 46% recebem cesta básica da Fundação Nacional do Índio (Funai), bem como assistência médica. Como as reivindicações indígenas não irão parar tão cedo, será que os índios brasileiros querem mesmo mais cidadania do que terra? Olha...

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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CONFLITO NA SÍRIA

A interminável guerra síria faz mais um grupo de vítimas: os animais. Clérigos islâmicos autorizam sírios a comerem cães, gatos e outros animais, em virtude do bloqueio de abastecimento alimentar causado pelo conflito. Ou seja, a falta de ação da ONU (minada pela perversidade russa) está dando carta branca ao cometimento de mais um crime. Até quando teremos de suportar isso?!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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A LÓGICA DA HIPOCRISIA

A ONU tolera o massacre na Síria desde que seja cometido com bombas, metralhadoras e fuzis, menos com o arsenal químico. Essa é a lógica da razão da hipocrisia.

 

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

 

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GEOGRAFIA DA FOME

A denúncia da ONU de que um terço dos alimentos produzidos no planeta é desperdiçado é vergonhosamente emblemática. Sabendo que milhões sofrem a tragédia da fome endêmica, tal realidade é paradoxalmente imoral, e urge que todas as lideranças globais mobilizem todos os esforços no sentido de por cobro a tal tragédia humana.

 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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INSPEÇÃO VEICULAR

A Justiça concedeu liminar à Empresa Controlar para continuar operando a inspeção veicular até meados de 2014 na cidade de São Paulo. Presumo que com essa decisão o prefeito Fernando Haddad tenha ficado pê da vida. Afinal, para ele o contrato com a Controlar já teria sucumbido.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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META ÀS AVESSAS

A meta da Prefeitura de São Paulo, de acordo com a sua proposta orçamentária para o exercício de 2014, é que nós paulistanos cometamos 28% a mais de infrações de trânsito no ano que vem do que em 2013. Pergunto: uma administração decente de uma cidade não deveria ter como meta a diminuição das infrações cometidas pelos cidadãos dessa cidade?

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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CONTOS DA CAROCHINHA

É significativa a postura de, agora, nessa nova versão do Plano Diretor, pretender limitar o número de vagas nos edifícios a serem construídos na Capital. Entretanto, como é fácil notar, a própria Prefeitura, à custa de arrecadação com Cepac’s e de suas Operações Urbanas, fez, até hoje (com efeitos ainda por um bom tempo), exatamente o contrário. Vejam os edifícios construídos ao longo da Avenida Faria Lima (nova e velha), Juscelino Kubitschek, Hélio Pellegrino, Funchal, no Itaim-Bibi, na Vila Olímpia, ao longo de toda a Berrini e para além dela, somente para ficar nesse espaço que é a verdadeira galinha de ovos de ouro da Prefeitura (não somente com o que arrecada nessas edificações, mas nas multas que a CET passa a aplicar). Nessa área, que se constitui em mais um verdadeiro paliteiro - sem que qualquer plano de urbanização tenha sido planejado ou executado em décadas, pelo menos em termos minimamente significativos - os edifícios, principalmente comerciais, têm, cada um, várias milhares de vagas de garagem, seja para quem neles trabalha, seja para quem os visita diariamente. Entretanto, agora, a política é de "incentivar" (rectius, constranger) a utilização de transporte público, como se a cidade de São Paulo estivesse sendo planejada, construída e habitada exatamente neste momento. O que já se fez - de extremamente mal feito, por absoluto descaso do poder público municipal, senão por pressão notória dos especuladores imobiliários (e não há que dizer como essa pressão era exercida, aceita e agradecida pelos vereadores e prefeitos) - finge-se que não existe, que não foi feito; os hábitos e os costumes que se querem apagar, finge-se que não foram estimulados pela própria Prefeitura. Onde sempre se incentivou o uso do carro, finge-se que carros não serão, nunca mais, necessários e que as centenas de milhares de vagas de garagem criadas nessas verdadeiras selvas de pedra em que se transformaram esses bairros (somente a título de exemplo) foram mero exercício de inutilidade dos seus empreendedores. E que as obras de suposta "compensação" pelos monumentos imobiliários (torres sem fim, shopping centers, etc.) são apenas uma forma punir os tais empreendedores, porque absolutamente desnecessárias à uma cidade em que o transporte público dará conta, do dia para a noite, de tudo (não obstante sejam, efetivamente, não somente desnecessárias, como evidente exercício de inutilidade e de desperdício). Ou seja, por obra de um prefeito iluminado, vamos acordar, no dia seguinte, com a cidade com a qual sempre sonhamos, bastando, para isso, que deixemos o carro em casa. O crescimento desenfreado, desorganizado, sem planejamento algum de São Paulo, em direção aos rincões mais afastados de onde a população trabalha, criando regiões que são dominadas, há décadas, por clãs que deles se servirem para virarem verdadeiros donos e xerifes de bairros onde o estado oficial não entra (a maioria deles vereadores "eleitos" com mandato eterno, para si e para seus familiares) dará espaço a uma cidade humana e sensível, por conta desse amanhecer de um novo dia, como se não a tivessem manipulado, destroçado, desgovernado, sem cessar, por governos a fio. Mais um conto da carochinha, a que assistimos calados e taciturnos, sem visão crítica e sem qualquer avaliação razoável e sensata.

 

Domingos Fernando Refinetti drefinetti@stoccheforbes.com.br

São Paulo

 

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TÁXIS NOS CORREDORES

Não permitir a circulação de táxis, com passageiro, nos corredores de ônibus é um absurdo, pois este tipo de transporte é rápido, limpo e eficiente é muito utilizado pelo pessoal da terceira idade. É de esperar que a atual Prefeitura use o bom senso e aproveite as boas realizações dos governos anteriores, o que vem a ser um sinal de maturidade dos atuais governantes.

 

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

 

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PARQUE AUGUSTA

Declarou, recentemente, o sr. Fernando Haddad que não tinha recursos necessários para criação do Parque Augusta e que, se tivesse esse dinheiro, não criaria o parque, pois não é sua prioridade. É chocante ver tamanha falta de sensibilidade e dá até a impressão de que ele não tem muita noção da nossa realidade. O País esta envelhecendo e a população idosa busca morar no centro das grandes cidades. Também necessitam de um local público para caminhar, tomar sol, etc. Tratar o idoso é questão de saúde pública. A criação do parque teria um papel importantíssimo na qualidade de vida das pessoas da região, que se encontra em processo elevadíssimo adensamento. O sr. prefeito diz que não é sua prioridade. Ocorre que é prioridade da população e deve ser respeitada. Sou moradora da região há 30 anos e não entendo a razão de ter sido subtraída do novo plano diretor a criação do parque. Acorda, Fernando Haddad! Para fazer um bom governo é preciso ousar. Sua gestão poderá ficar marcada pela criação do Parque Augusta. Não perca esse bonde, só vai passar uma vez. Um bem para a população, de valor precioso e eterno. Por favor, pense nisso.

Eliana Orsi leeorsi@uol.com.br

São Paulo

 

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BIOGRAFIAS AUTORIZADAS

Os argumentos de Chico Buarque revelaram-me os seus reais objetivos: ao dificultar o lançamento de biografias, que não as escritas pelos biografados ou por eles ditadas, tudo que sobra é ficção, onde Chico já tem assento e recolhe uns trocados.

 

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

 

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O DIREITO À PRIVACIDADE

Propagada uma mentira, é impossível que todos os que dela tenham tomado conhecimento sejam, num segundo momento, informados da verdade. Vale recordar o antigo conto judaico: as penas de um travesseiro lançadas ao vento jamais poderão ser, todas elas, reunidas novamente. Deixar ao biografado o ônus de recorrer à Justiça para pleitear indenização caracteriza o famoso "pôr a tranca depois de a porta já ter sido arrombada". Além disso, por maior que venha a ser o valor da indenização, quem garante que haverá a efetiva reparação da enorme dor moral já suportada pelo prejudicado, com a inverdade veiculada, o que lhe pode ter causado muitos constrangimentos? A liberdade de expressão não pode prevalecer diante do direito à privacidade, o qual está implícito no direito a uma vida digna (art. 5º, caput, da Constituição federal) e que é garantido a toda e qualquer pessoa, seja ela uma celebridade ou não.

José Antônio Braz Sola jose.sola@globomail.com

São Paulo

 

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PROCURE SABER OU PROCURE PAGAR?

A colossal preguiça que ora me imobiliza depois do trabalho também me impede de pesquisar, bisbilhotar, associar e procurar mais informações que, minimamente, fundamentem o que vou dizer agora. Mas vou dizer, aliás, perguntar, assim mesmo: será que essa discussão em torno da associação Procure Saber não ficou por demais limitada - na chamada grande mídia - à monotemática questão "liberdade de expressão do biógrafo X direito à privacidade do biografado"? Sim, concordo ser absurdo proibir um jornalista de publicar em livro os resultados de suas pesquisas e entrevistas sobre quem quer que seja. Tanto quanto sou contra a publicação de mentiras, coberturas parciais e leviandades no melhor estilo jornalismo de mentirinha. Mas para resolver os desvios existe a justiça, ué! Publicaram uma abominação a seu respeito? Processe o autor, a editora, a mãe do cara. Faça, aconteça e deixe a justiça julgar. Agora, essa é apenas uma face da história. Será que uma outra - a da participação do biografado nas vendas do livro - não tem sido flagrantemente esquecida ou, o que é pior, deixada propositadamente de lado? Será que tudo, ao fim e ao cabo, não se resume a uma corrida insana pela preservação dos interesses comerciais desses artistas e só? Será que tudo não é uma questão de "quanto é que eu levo nessa"? Será mesmo que Roberto, Chico, Gil, Caetano, Milton e, sobretudo, Paula Lavigne estão dando essa bola toda para a publicação indevida de inverdades nas biografias dos famosos? Ou estariam interessados mesmo é no porcentual sobre as vendas da biografia que a eles caberá? Sim, claro, porque a autorização do biografado não vai ser de graça. Então, o grande pecado da biografia não autorizada seria justamente o de não dar aos biografados o direito de participar dos lucros. Daí o assunto pipoca aqui e ali, na TV e nos jornais. Em um programa de TV, Paula Lavigne discutiu com uma das apresentadoras e o argumento foi, quase que exclusivamente, o direito de privacidade do biografado a despeito da liberdade de expressão do biógrafo. Ao mesmo tempo, os diretamente interessados no caso - Chico e Caetano, por exemplo - publicam seus artigos marretando a tecla do "Censor, eu? Nem morta!". Em seus textos, nenhum dos dois tocou no assunto "grana", "bufunfa", "arame", "carvão", "faz-me rir". Obviamente, concordo que todos eles merecem ganhar todo o dinheiro do mundo que lhes cabe. Caetano, Chico, Gil, Milton e tantos outros concentram o que de melhor se produziu nesta terra. Gênios. Têm de ser ricos mesmo. Mas por que será que não assumem logo isso? Por que não dizem que dinheiro é importante para eles, assim como é para cada um de nós? Seria ótimo ouvir de um cara como esses o seguinte: "se tem gente ganhando dinheiro com histórias sobre mim, eu quero a minha parte!". Imagina que lindo, uma verdade jogada lindamente em nossa cara. Alguma coisa como um sujeito gritando na Avenida Paulista: "acorda, minha gente, isto é um negócio, é tudo uma questão financeira, cacete!". Mas não. Será que se considera feio um sujeito maravilhoso como Milton Nascimento ser vinculado à necessidade vil e mundana de batalhar a prata do dia a dia? Tenho a impressão de que o debate vai continuar restrito - repito, na chamada grande mídia - a essa choramingação monotemática dos ex-subversivos que agora "mudaram de lado". Devo estar muito louco de sono e cansaço, como um sujeito que aos 40 já se sente velho, mas essa conversa toda me soa como mais uma das tantas manobras para nos manterem na superfície das coisas. Longe de mim querer roubar o seu tempo, mas faça por favor um breve exercício de comparação entre as duas declarações abaixo. Declaração 1: "Recebi anteontem (...) proposta de entrevista por escrito sobre a questão das biografias. Para refrescar minha memória, o jornalista anexou um trecho de fala minha em 2007. Ali eu me coloco claramente contra a exigência de autorização prévia por parte de biografados. (...) Todos que me conhecem sabem que essa é minha tendência. (...) Então por que me somo a meus colegas mais cautelosos da associação Procure Saber, que submetem a liberação das obras biográficas à autorização dos biografados?" (Caetano Veloso em sua coluna no jornal "O Globo" em 13 de outubro de 2013). Declaração 2: "Os artistas não tinham a menor noção de quanto eles geravam (...). Eu não fiz o Caetano. A única coisa que eu fiz foi desobstruir as vias e fazer o dinheiro chegar até ele (...). Hoje o Caetano tem um patrimônio mais de dez vezes maior do que tinha. Vivemos bem. Somos ricos. Temos um apartamento maravilhoso na Vieira Souto, uma casa maravilhosa na Bahia e um apartamento incrível em Nova York. Minha ambição agora é manter isso que a gente já conseguiu" (Paula Lavigne, ex-mulher e empresária de Caetano Veloso, na revista "TPM", edição 21, de maio de 2003). Daí eu repito a pergunta: será que tudo não é uma questão de "quanto é que eu levo nessa"? Caetano certamente aprendeu a lidar com algumas coisas, como o vil metal, a partir da óbvia competência empresarial de Paula Lavigne. E, honestamente, onde está o demérito nisso? Finalmente, será que toda essa cortina de fumaça, tentando nos convencer de que tudo é tão somente uma questão de direito à privacidade do artista, vai conseguir mesmo nos privar de mais uma verdade dolorida jogada em nossa cara? A de que nos tornamos um País de possibilidades tão mesquinhas que até os nossos maiores ídolos, nossas referências culturais, se viram obrigados a contar moedas, reivindicando participação no trabalho dos outros? E o pior: escondendo isso de todos como se fosse uma falcatrua, uma molecagem. Sei lá. Acho que tudo isso é só o meu cansaço do trabalho. Coisa de quem já se sente velho aos quarenta. Vou ali, ouvir meu Clube da Esquina, e já volto.

 

André J. Gomes andre@nucleotcm.com.br

Sorocaba

 

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VENCEDORA

Nessa batalha das biografias, pelo menos, já existe uma vencedora: Paula Lavigne, que conseguiu ressuscitar de um quase anonimato e fazer com que o seu nome aparecesse com grande evidência na mídia.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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IRREFUTÁVEL

Em poucas palavras Carlos Lacerda biografou Chico Buarque de modo irrefutável e definitivo. Não precisa acrescentar mais nada para se conhecer a personalidade de Chico, o qual, apesar das letras melosas em favor dos pobres, nunca os socorreu nas grandes catástrofes, como o fez recentemente o cantor Zeca Pagodinho. "...Eu nunca fui, em outras palavras da esquerda festiva. Essa glória eu tenho. Eu nunca seria capaz de fazer o papel do Chico Buarque de Holanda, cuja música eu aprecio muito e cujo caráter não aprecio nada. Estou falando dele, mas não especialmente dele. Digo isso porque é uma esquerda festiva, que é contra um regime do qual ele vive, no qual se instala, do qual participa lindamente, maravilhosamente, etc. Eu não conheço nenhum sacrifício que ele tenha feito senão a censura em suas músicas por suas ideias. Agora, acho que se ele tem essas ideias, então seja coerente, viva essas ideias, viva de acordo com elas. Estou apenas dando um exemplo. Enfim, tenho horror à esquerda festiva, porque acho que é uma forma parasitária declarar guerra a uma sociedade da qual se beneficia e participa integralmente."

 

Jaime Manuel da Costa Ferreira jaimemcferreira@hotmail.com

São Paulo

 

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O QUE IMPORTA

Li a resposta de Chico pedindo desculpas, e dizendo que se esqueceu da entrevista ao escritor, etc. Mas considero interessante observar que não é relevante um biografado aparecer numa foto de cueca ou sua mulher em trajes íntimos, que são os exemplos que ele cita. O que realmente importaria numa biografia é revelar que um artista cobrou R$ 1 milhão do dinheiro público, para cantar apenas uma hora num réveillon na praia, e o colega fez a denúncia, por ter recebido apenas R$ 500 mil; ou uma artista solicitar R$ 2 milhões de uma lei de incentivo do Ministério da Cultura para construir um blog de Poesia; ou ainda uma artista, ao tomar conhecimento de que a abertura da copa seria em Itaquera, ter escrito que "Itaquera é o c. de onde sai a bosta do cavalo do bandido". Essas coisas, sim, a mim parecem importantes numa biografia, mas o sujeito ser fotografado de cueca seria algo mais de revista de fofocas.

 

Marciano Vasques marcianovasques@gmail.com

São Paulo

 

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SOLUÇÃO

Caso o biografado não concorde com o que foi escrito é só apelar para a justiça e tudo se resolve em questão de dias: 55 mil.

 

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

 

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ENTENDIMENTO

A torcida do público leitor é para que haja um entendimento entre as partes na questão que envolve e discute a necessidade ou não de autorização para a publicação de biografias de pessoas célebres, vivas ou falecidas. Parece que ambos os lados têm razão: o dos escritores, que querem ter plena liberdade para retratar, sem censura, frente e verso das personalidades escolhidas, e o dos biografados, que devem dispor de freios e limites para que as histórias não ofendam nem exponham intimidades ocultas que não devem tornar-se públicas. Entre eles, há de se encontrar um meio termo que possibilite a publicação respeitosa e o conhecimento público de interessantes histórias que marcaram seu tempo de vida. A liberdade de expressão vai até onde começa a liberdade do outro.

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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DEBAIXO DO TAPETE

Não temos a menor dúvida de que Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e outros mais estão se borrando com medo de que suas biografias mostrem ao Brasil as verdades que eles defenderam na década de 60/70 ao lado de José Genoíno (Geraldo), Dilma Rousseff (Wanda), Zé Dirceu (Daniel) e a cumpanheirada. Tudo nos faz crer que eles estão querendo empurrar o lixo que guardaram durante mais de meio século para de baixo do tapete. Estão com medo de quê?

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

 

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CAERANO, GIL E CIA.

E pensar que já foram nossos ídolos! Que vergonha, combateram a censura e agora querem instaurá-la? De que se escondem? Será que foram ou são safados e nos ludibriaram a todos?

 

Flavio Musa de Freitas Guimarães flavio.musa@gmail.com

São Paulo

 

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O CARA

Por favor, quando alguém se referir ao militar Roberto Carlos sobre a biografia dele, podemos dizer em alto e bom som, sem dúvida de errar, que esse "cara não é ele". Lamentável essa censura ridícula.

 

Kaled Baruche kbaruche@bol.com.br

São Paulo

 

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MAIS MÉDICOS

O fétido Senado brasileiro aprovou, em votação simbólica, o Mais Médicos, programa eleitoreiro, ideológico e desmoralizante, elaborado por esse governo corrupto ao qual o Congresso é subserviente. O projeto transfere para o Ministério da Saúde, outro antro de corrupção, a atribuição de conceder registro provisório para "médicos" formados no exterior e que estão sendo contratados na qualidade de escravos, cujos salários são pagos a Fidel Castro pela quadrilha que resolveu, após 125 anos, revogar a Lei Áurea (Lei Imperial n.º 3.353) sancionada em 13 de maio de 1888, repaginando assim o trabalho forçado no Brasil sob "as barbas" da dona Maria do Rosário, que responde pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e desde então continua muda diante dessa podridão que envergonha o País, além de desrespeitar várias tratados internacionais que o Brasil é signatário. Um fato interessante aconteceu no picadeiro durante a discussão da matéria - um senador apresentou a seguinte medida supressiva: "Que os conselhos regionais manteriam a competência para emitir os registros provisórios". A proposta foi derrotada por 41 a 16 números que bem demonstram a proporção dos corruptos na Casa.

Humberto de Luna Freire Filho, médico hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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SÓ FALTA A SANÇÃO PRESIDENCIAL

Enfim o governo pode respirar mais aliviado. Afinal, agora os registros dos médicos estrangeiros ficarão a cargo do Ministério da Saúde, que tem urgência para efetivamente dar início ao programa mais médicos, haja vista que mais de 190 médicos estrangeiros estão há pelo menos um mês recebendo sem atender a população carente, que mofa em filas no aguardo "pacientemente" do atendimento. O fim da queda de braço entre governo e conselhos de medicina insensíveis aos problemas enfrentado pela população para receber um atendimento digno em clínicas e hospitais públicos de todo o País. O texto aprovado transfere para o Ministério da Saúde a responsabilidade pela concessão do registro a profissionais estrangeiros integrante do programa Mais Médicos, altera o formato da residência médica e modifica internato feito pelos alunos da graduação, além de prever a criação de uma carreira para médicos do serviço público de saúde, dentro de três anos. Vale destacar que, entre as nobres causas que envolvem o Mais Médicos, está o fato de ser uma das principais bandeiras da reeleição da presidente Dilma Rousseff, motivo pelo qual alguns já chamam o programa de "galinha de ovos de ouro" e areia para os olhos dos brasileiros. Seja como for, faço votos de que o programa beneficie - além dos políticos - nossos irmãos brasileiros que realmente precisam de atendimento urgente urgentíssimo, povo esse sofrido dos rincões do País.

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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SOB OS PODERES DO MINISTÉRIO

Com o registro dos médicos pelo Ministério da Saúde, Senado humilha a classe médica do País e torna o Conselho Regional de Medicina figura de retórica.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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