Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2013 | 02h13

Irresponsabilidade fiscal

Para ajudar o prefeito (de São Paulo) indicado por Lula, a Câmara dos Deputados vem de desfazer a mais importante lei dos últimos 50 anos no Brasil, a de Responsabilidade Fiscal (LRF). A chamada "renegociação" de dívidas (de Estados e municípios com a União) vai servir para a volta da terrível situação encontrada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Sabemos das dificuldades para soluções. Tudo ia relativamente bem no setor financeiro, mas agora caminhamos para mais um desastre governamental, coisa comum nos últimos dez anos.

PLÍNIO ZABEU

pzabeu@uol.com.br

Americana

Desserviço ao Brasil

Uma insensatez a Câmara, conivente com o desserviço ao Brasil, aprovar a nefasta "contabilidade criativa" ao aceitar as reduções, com índice mais camarada, para a correção do estoque das dívidas de Estados e municípios, contrariando a LRF. São passíveis de punição prefeitos e governadores que gastarem mais do que arrecadam. Lembro que a LRF foi a única forma de atrelar os dispêndios abaixo da receita auferida. Mas nem tudo está perdido, ainda nos resta a esperança de os senadores brecarem o despautério aprovado pela Câmara. Senão a vaca vai pro brejo.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Carga crescente

Um dos princípios básicos do administrador público, de qualquer nível, é ser cioso com o dinheiro que não lhe pertence. A carga tributária, que não para de crescer, aumenta a inflação, diminui o poder de compra da população, prejudica o País. Como pouco oferece em troca, exigindo do contribuinte gastos suplementares (educação, saúde, segurança, transporte público, etc., etc.), pouco lhe sobra - se é que sobra - para uma vida digna. O Procon (ou equivalente privado) deveria ter o poder de defender o cidadão perante a administração pública, acabando com a tradicional farra com nosso dinheiro. CMN, MPs, ouvidorias deveriam patrocinar um projeto de lei no sentido de encostar na parede os legisladores pródigos.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

Avaliação do FMI

Sempre que a rede nacional de rádio e TV é ocupada pela Presidência da República temos uma visão surrealista do Brasil, em que nos apresentam um país da Alice emoldurado por uma obra de Picasso. A avaliação do Brasil feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) entre 13 e 24 de maio não foi publicada porque o governo não concordou, achando-a exagerada. Para o governo, tudo o que o FMI diz sobre a economia brasileira é, no mínimo, meia-verdade. Segundo o Fundo, a média de expansão projetada para o produto interno bruto (PIB) entre 2014 e 2018 é de 3,4%. O Brasil está perdendo credibilidade no cenário econômico mundial, mas o Ministério da Fazenda vê exagero nisso e revida com mais uma bravataria: "O País tem um dos maiores superávits primários do mundo". Uma das críticas mais severas do FMI é contra a política fiscal, viciada numa "contabilidade criativa" para um governo viciado em conseguir tudo o que deseja, bastando uma manobra contábil ou uma medida provisória, excrescência que pôs arreio no Legislativo. A meta não é o Estado nem o cidadão. Tudo é direcionado para um projeto de perpetuação no poder. Nada é para o Estado, nada é para o povo. Na questão fiscal, segundo o FMI, o País está próximo do fundo do poço. Um exemplo é a manobra contábil que faz Estados e municípios passarem a dever muito menos milhões à União.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

LEILÃO DE LIBRA

Só o começo

Para se eternizar no poder o PT vai leiloar o Brasil. E para que tanto estardalhaço, se o primeiro óleo de Libra é só para 2022? Até lá a maioria de nós já terá abotoado o paletó.

FERNANDO CASTELLARI

castellarinando@yahoo.com.br

São Paulo

Petróleo do pré-sal

Não sou matemático, mas, fazendo contas básicas e estimativas, chego a uma conclusão: se o preço do barril de petróleo vier a cair ou se mantiver estável no mercado internacional, teremos sérios problemas. E não estou levando em conta atrasos - de materiais, equipamentos, licenças, etc. Só teremos vantagem se o preço subir, pois os custos para a prospecção aumentarão em ritmo alucinante até efetivamente o petróleo começar a "jorrar". As futuras gerações (serão 30 anos para "secar" o poço) que se preparem. Torço para que tenhamos sucesso e o Brasil consiga lucrar algo em prol da população. Mas no momento estou cético, como o professor Ildo Sauer.

NELSON PIFFER JR.

pifferjr86@gmail.com

São Paulo

Futuro incerto

O que mais me preocupa, no momento, é o mercado futuro do petróleo. Sem bola de cristal, resta-me analisar apenas indícios "preocupantes", como a estabilização política dos países do Oriente Médio, consolidando definitivamente reinos e emirados; o advento de combustíveis fósseis alternativos, como os derivados do xisto; o desenvolvimento científico maximizando sofisticados acumuladores de energia, garantindo o incremento de veículos com tração elétrica; o crescimento demográfico, tornando inviável a mobilização urbana; e a excessiva poluição do ar ambiente causada por dióxido de carbono (CO2). Daqui a algum tempo, como está ocorrendo com o carvão mineral, o petróleo poderá transformar-se no maior vilão do século 21.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Não me engane que não gosto

Nossa, como foi ávida a presidente Dilma Rousseff ao interromper a novela para fazer propaganda eleitoral usando o pré-sal como subterfúgio! Deduz-se que, se o petróleo do pré-sal existir, só vamos resolver os problemas de saúde e educação quando cavarem 7 mil metros debaixo do mar. É brincadeira! Não tem mais o que fazer, dona Dilma? Retome a faxina em Brasília que sobrará dinheiro suficiente para saúde, educação, transporte, moradia e segurança pública.

MÁRCIA CALLADO

marciacallado@bol.com.br

São Paulo

ELEIÇÕES 2014

Hora de mudar

Alternância de poder evita vícios, disse o virtual candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB). E nós concordamos plenamente. É mais do que hora de mudar.

ULYSSES F. NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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CARTA ‘MAGNA’ OU ORDINÁRIA?

É risível a proposta em trâmite no Senado Federal de inserir na Constituição federal restrição à divulgação de pesquisas de intenção de voto perto de eleições. O ordenamento constitucional de um país tem a função de estabelecer a forma de Estado, de governo e as garantias e direitos fundamentais dos cidadãos. Se fizer isso a contento, já estará de bom tamanho. No Brasil, todavia – país em que há lei que "pega" e lei que "não pega" –, querem usar a Constituição como substitutiva da lei ordinária e em seu texto enxertar de tudo: se houver vacilo, até questões como briga de vizinhos ou rinha de galo. O texto de uma Constituição deve ser, por definição, conciso, sem abarcar questões menores típicas da legislação infraconstitucional, como é o caso em tela. Pretender inserir no texto da Constituição matéria típica de lei ordinária é amesquinhar o seu conteúdo e diminuir a sua grandeza, além de conferir, indevidamente, status normativo extraordinário a questões ordinárias, polêmicas e de discutível relevo.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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SÓ PARA OS PARTIDOS

Deveria ser proibida a divulgação das pesquisas de intenção de voto, elas podem não ser falsas, mas podem ser dirigidas aos currais eleitorais de determinado candidato. 80% do eleitorado brasileiro é analfabeto e vota em quem a pesquisa indica como vencedor. Votam como se estivessem apostando na loto. Votam dizendo "não vou desperdiçar o meu voto". Pesquisas sem divulgação, restritas aos candidatos ou partidos. Se a panfletagem e a boca de urna são restritas, por que não a pesquisa?

Aurélio Batista Paiva aureliobpaiva@gmail.com

Brasília

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DISPUTA ENTRE OS INSTITUTOS

Num país em que: o voto é obrigatório; 70% dos eleitores são analfabetos funcionais; e o número de eleitores indecisos às vésperas das eleições chega a 15%, conforme demonstram as pesquisas, não há dúvida de que os resultados das mesmas têm influência decisiva nos resultados das eleições, haja vista que os votos das marias-vão-com-as-outras, ou seja, daqueles que apostam em francos favoritos, são estimados entre 5% e 8% dos votos válidos, valor semelhante à somatória dos votos nulos e brancos apurados (6,7%, em 2010). A continuar a apresentação de resultados de pesquisas até a véspera dos pleitos, torna-se preferível dispensar a realização dos mesmos em favor desses resultados, com enorme economia para o País. Atualmente, a eleição presta-se apenas para avaliação comparativa da confiabilidade dos institutos de pesquisa, pois nunca nenhum candidato a presidente ou governador que liderava pesquisas perdeu eleição. A disputa é somente entre os institutos.

Flávio José Rodrigues de Aguiar rsd100936@terra.com.br

Resende (RJ)

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PELA DIVULGAÇÃO

Apesar de muitas desilusões com a classe política brasileira, o eleitorado vem se conscientizando de que a única arma para melhorar este país é o voto indevassável na urna. Já que existe o horário político obrigatório no radio e na TV, as pesquisas (duvidosas ou não) devem ser divulgadas até a proximidade da eleição. A não divulgação das pesquisas quando faltam 15 dias só beneficiaria o PT.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA

É indefensável toda e qualquer forma de impedimento e cerceamento à divulgação de informação política. Mesmo que contenha erros ou induza o eleitor. Concordo plenamente com o editorial "Querem cegar o eleitor" (24/10, A3), ainda mais que, no caso de pesquisas eleitorais, há forte controle dos institutos de pesquisa, seriedade nas metodologias e responsabilidade legal no caso de má conduta ou mesmo fraude. Interessante que o mesmo ímpeto para modificar a legislação não é visto para tornar o voto facultativo, aí, sim, um exercício pleno da democracia.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Lorena

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‘QUEREM CEGAR O ELEITOR’

Cumprimento o jornal pelo claro e didático editorial "Querem cegar o eleitor". Ele aborda, com maestria, todos os aspectos envolvidos na divulgação de pesquisa nos 15 dias que antecedem as eleições, mostrando a respeitabilidade que têm os institutos de pesquisas de natureza política.

José Tiacci Kirsten datakirsten@uol.com.br

São Paulo

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MEDO DAS PESQUISAS

Os últimos acontecimentos no País, como a proibição da divulgação das pesquisas de intenção de voto 15 dias antes do pleito, a ser votada; a exposição demasiada da presidente Dilma no leilão do pré-sal; o famigerado programa eleitoreiro Mais Médicos; pronunciamentos em horário nobre por ela, o fato de o programa "Roda Viva" ter sido boicotado em sua retransmissão pelo Brasil sinalizam o medo do PT "et caterva" dos resultados desenhados pela provável candidata Marina Silva. Daqui para a frente, vamos ver mais atos com estes, e com maior virulência. Não pode haver outra explicação, a não ser a paúra de perder o poder e serem obrigados a arranjar outra boca, não à nossa custa, esperamos.

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

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MILAGRE

Mais um milagre saindo do fundo do poço: a presidente da Petrobrás, Graça Foster, mesmo com a maioria da imprensa noticiando que a empresa está no mais vermelho dos vermelhos, disse que a estatal, além de ter os R$ 6 bilhões para pagar sua parte acordada no Campo de Libra, tem condições de oferecer um reajuste de 8,56% para os petroleiros sem precisar aumentar o valor do combustível num só centavo. O poço estava seco. Canonização à vista para a presidente.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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GUIDO MANTEGA E GRAÇA

Três horas de reunião que se resumem numa frase: "Não fale mais em aumento de combustível, caso contrário, rua". E ela respondeu: "Tranquilo, tranquilo".

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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ONDE ESTÁ O BOM NEGÓCIO?

Por favor, alguém me explique: a Petrobrás tem de pagar R$ 6 bilhões por algo que já é nosso, ao Tesouro. O ministro Guido Mantega afirmou que a Petrobrás tinha dinheiro em caixa para pagar isso. O consumidor de gasolina está ameaçado de ter de pagar essa conta, porque a Petrobrás precisa de dinheiro. O ministro mentiu? Não seria o caso de não haver leilão algum e a Petrobrás fazer os investimentos necessários sozinha, já que eles são da ordem de "apenas" milhões, a prazo, ao longo da execução das obras? Por que a necessidade de colocar parceiros internacionais, se podíamos fazer por nossa conta? Onde está o bom negócio que dona Dilma saiu cantando? Alguém sabe?

Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br

São Paulo

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PRESSÃO

Manchete do "Estadão": "Após Libra, cresce pressão por reajuste de combustíveis". Agora já ficou bem claro quem vai pagar a conta do compromisso assumido pela Petrobrás. Gostaria de saber se na Holanda (Shell) e/ou na França (Total) também vão cobrar dos consumidores.

Breno de la Rue brenodelarue@uol.com.br

São Paulo

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SEMPRE SOBRA PARA O CONTRIBUINTE

É sempre assim, a conta é debitada do contribuinte. A Petrobrás participou no leilão de Libra sem dinheiro no caixa, contando com aumento, para já, nos preços dos derivados de petróleo. Fernando Haddad congelou a tarefa de transporte, contando com aumento abusivo no IPTU, e por aí vai. E o trem-bala, vai ficar por fora?

Omar El Seoud elseoud@usp.br

São Paulo

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ACIONISTAS

Os aumentos pretendidos pela Petrobrás, reajustando os preços dos combustíveis (gasolina e diesel), dizem ser destinados para pagar os R$ 6 bilhões que lhe cabem no consórcio do pré-sal. Portanto, neste caso, ao abastecer, deveríamos receber um comprovante para que possamos trocá-lo e nos considerar acionistas da empresa, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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QUAL A SAÍDA?

Uma alta dos combustíveis pode ajudar a Petrobrás neste momento em que ela está toda endividada por ter ajudado o governo a sair de uma grande enrascada, que seria o leilão de Libra micar. O problema é que essa alta faria a inflação explodir de vez. É aquela velha história do "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Como o governo vai sair dessa?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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FALTAM EXPLICAÇÕES

Diante da euforia desenfreada que tomou conta do governo, parece que o Campo de Libra foi negociado numa farsa a que chamaram de leilão, sem concorrência e sem ágio, com o martelo batido por preço mínimo. Dá a impressão de que a natureza privilegiou o Brasil presenteando-lhe com verdadeira fortuna em petróleo por meio das camadas do pré-sal. Em tempos de campanha política, o governo cita números extravagantes e que seriam a solução dos mais cabeludos problemas nacionais. Em várias partes do planeta o pré-sal existe. Por que não é explorado sabendo-se da importância do petróleo no mundo econômico e político? Desde o governo Geisel já se sabia de sua existência no Brasil. Suas reservas foram mapeadas no governo Itamar Franco, tendo Fernando Henrique declarado que era uma exploração inviável tendo em vista que no mundo inteiro não há tecnologia para extrair petróleo de camadas tão profundas. É bastante sintomático que o leilão do Campo de Libra ocorra diante de dois fatos: a pré-falência da Petrobrás e a desesperada campanha do PT para se perpetuar no poder. Segundo a Statoil, empresa norueguesa que detém a mais sofisticada tecnologia de prospecção e extração em águas profundas, extrair petróleo do pré-sal é como extrair diamantes de Marte, pela falta de tecnologia, segurança e viabilidade econômica. Muita coisa precisa ser esclarecida neste que parece um conto do vigário com bandeira eleitoreira. Acordem, Eremildos.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MEMÓRIA BEM FRACA

A presidente Dilma deve estar mesmo com sua memória bem fraquinha. Não bastasse que, em plena campanha eleitoral de 2010, Dilma tenha afirmado que privatizar poços do pré-sal é crime, mesmo assim deve estar festejando até agora com seus camaradas do Planalto a recente privatização do Campo de Libra, que é do pré-sal. Ela se surpreendeu quando questionada pela imprensa, em evento em Belo Horizonte, sobre o andamento das obras das 8.685 mil creches, que anunciou durante seu programa "Café da Presidente" em 1.º de abril deste ano, com direito até ao prazo de entrega final de 2014. Mas, provavelmente duvidando ou desprezando a existência de arquivos muito bem organizados da nossa imprensa, onde estão regiamente guardadas principalmente as suas falas, Dilma, mal despistando sua falta de memória, disse que não sabe de onde apareceu esse número de mais de 8 mil creches. Certamente não é da espionagem de Tio Sam. Porém, o que vale mesmo é o que está gravado. Ou seja, a promessa das 8.686 creches, que até agora apenas pouco mais de mil estão concluídas e outras poucas centenas, em obras. E como desde Lula, e assim também continua com a Dilma, de tudo o que é prometido pelo petismo no máximo 50% são concluídos... O PAC é um exemplo vivo dessa ineficiência. Assim, infelizmente, milhares e milhares das nossas crianças vão continuar fora das ultranecessárias creches. Ou aguardar até 2018, quando o PT promete o início de exploração do Campo de Libra, para tentar confirmar o que a presidente de forma emocionada expressou em cadeia de rádio e TV, que o petróleo do pré-sal transformará a educação no Brasil. A boa "marca da promessa" que conheço é de uma bela música gospel. O resto é pura embromação da classe política.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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OTIMISMO

Nem a queda no PIB, a possível alta dos combustíveis e da energia elétrica fazem com que nossa mandatária Dilma Rousseff perca o entusiasmo pelo leilão do pré-sal.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ERA DE ESPERAR

O leilão de Libra, tendo sido um enorme fracasso por ter sido arrematado sem qualquer ágio, gerou mais um enorme rombo nas contas da já falida Petrobrás, e agora o "esperto" governo Dilma poderá ter de aumentar os combustíveis o mais rapidamente para tapar este rombo, e isso vai recair sobre todos os custos: de transporte, aumento nos preços de todos os produtos e alta nos índices inflacionários, e com isso tudo o Banco Central terá de aumentar os já altíssimos juros básicos, colocando o Brasil mais uma vez numa posição de destaque nada positivo no mercado financeiro mundial, com as mais altas taxas de juros praticadas no planeta.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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CONVERSA ENTRE AMIGOS

Ou muito me engano ou o tal leilão resultará no que aconteceu com o acordo com Hugo Chávez para fazer aquela refinaria no Nordeste. Ficou na conversa entre amigos e a Petrobrás que se lixou para fazer a obra do PAC. Só que agora ela está "quebrada" e nem sequer depende apenas de dinheiro, mas também de tecnologia que nem sequer existe. É claro que o mundo do petróleo está nos usando como boi de piranha. Para os petistas, isso não significa absolutamente nada, pois estão mais interessados nos mensalões que isso renderá.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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LUCRO

Sabe quem saiu ganhando os R$ 15 bilhões da privatização do Campo de Libra? O "superávit primário", que vai salvar as contas do governo federal.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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MARINA CORTADA NA TV BRASIL

Estamos assistindo esta semana a mais uma prática esperta deste governo contra aqueles que não lhe são simpáticos. Assim, o "tilt" a Marina Silva na TV Brasil durante o programa "Roda Viva" não pode ser atribuído ao erro de um novato ou à falta de sincronia. Talvez a falta de sintonia seja de outro âmbito, entre o governo e Marina. O céu que não é mais de brigadeiro obriga aos partidários deste governo a tomar atitudes de que só temos lembrança em ditaduras democráticas. Alguma similaridade com bolivarianos?

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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MARINA CENSURADA

Até onde vai a sanha ditatorial do Palácio do Planalto? A entrevista com a virtual candidata à Presidência da República Marina Silva no programa "Roda Viva", da TV Cultura, não foi retransmitida ao vivo pela TV Brasil, canal estatal, na última segunda-feira. Alegaram falha técnica. Querem enganar a quem? E viva nossa democracia!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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EU ACREDITO

Marina fora do ar e a culpa é do novato? Eu acredito, acredito em viagens para o futuro, nos sete anões, na fada Morgana, no Peter Pan, no Super Homem, no Batman, enfim, acredito até no Lula!

Modesto Laruccia modesto.laruccia@hotmail.com

São Paulo

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COISA FEIA

Mais um chapéu na Marina Silva (23/10, A8). A TV Brasil, do governo federal, não retransmitiu, como de hábito, o programa "Roda Viva", da TV Cultura. Justificou: falha humana, o culpado é um novato. Quanta insolência ainda teremos de suportar? Coisa feia!

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

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A RETRANSMISSORA ESTATAL

A TV Brasil (estatal) não transmitir o "Roda Viva" com Marina Silva é no mínimo covardia das mais baratas e típica de gente pequena não só em tamanho. Por mais que a nobre ex-senadora possa ter dito apenas asneiras e nas entrelinhas deixar bem claro que quer ser mesmo é candidata titular, e jamais vice, assim mesmo não podiam ter feito o que fizeram com a incansável lutadora Maria Osmarina.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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NENHUMA VIRTUDE

Ao ler a matéria sobre a perniciosa mentira que está destruindo o Brasil, "A virtude está à esquerda" (24/10, A2), lembrei-me de uma frase sobre o mesmo assunto lida na extensa entrevista do jornalista André Frossard com o papa João Paulo II: "Estamos entre uma esquerda sem pecado e uma direita sem perdão". A resultante no Brasil é cruel. O PT e o seu varejo indecente no poder.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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A NOVELA DO VOTO SECRETO

Nem bem a Comissão do Senado aprovou o fim do voto secreto no Legislativo, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado adiou novamente a votação de quatro emendas. Como esperado, um pedido de vista coletiva foi apresentado após o voto do relator. Essa discussão ocorre há mais de cinco anos no Congresso. Quando pensamos que agora, finalmente, a novela chegaria ao fim, que o voto deixaria de ser secreto, vem a eterna embromação dos parlamentares. Todos adoram um holofote e gostam de exibir caras e bocas fingindo apoiar a ideia. Se tivessem vergonha na cara, já teriam derrubado o voto secreto há muito tempo. Nem mesmo o grito das ruas fez com que as excelências tivessem um pouco mais de brio e dessem cabo de uma lei tão esdrúxula e sem cabimento, sob a qual muitos se escondem. Não há ainda motivos para festejar, pois não podemos nos esquecer de que se trata de uma decisão da casa mais demagógica deste país. Aguardemos, então, a boa nova. Por enquanto, é apenas barulho.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MINIRREFORMA POLÍTICA

Nesta primeira etapa de pequenas reformas políticas, levada a efeito no Congresso pelos próprios interessados, eles dão mostras de aonde chegarão em outros pleitos. Na vontade deles, querem menos fiscalização e rigor nas apurações de seus gastos, para eles decentes, e mais verbas destinadas para suas campanhas particulares. E o povo que se dane e faça crediário para comprar até alimentação. Quanta ganância e cara de pau, de que adiantam as manifestações? Precisamos, sim, da classe política, mas trabalhando em prol da coletividade.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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FINANCIAMENTO PÚBLICO DE CAMPANHA

Em sua coluna "Falso Brilhante" ("Estadão", 23/10), Dora Kramer esclarece os descaminhos dos fundos que são desviados para os financiamentos de campanhas políticas. Agora fica mais claro entender o porquê de muitos políticos, alguns com cargos públicos (deputados, senadores, ministros de ministérios sem grande relevância, diga-se verbas), abrirem mão de tudo para serem tesoureiros das campanhas majoritárias (presidente e governador). Deve ser um cargo muito bem "remunerado", sem encargos ou tributos, visto que caixa 4 (o caixa 2 do caixa 2) não tem contabilidade nem registro. Afirmar que o financiamento público das campanhas seria solução é, na verdade, tirar mais dinheiro público de áreas prioritárias para que sobre mais dinheiro de caixa 2 para os nobres par(a)lamentares.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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AS CADEIRAS NA CÂMARA

Após o Senado derrubar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de mudar a distribuição das cadeiras na Câmara dos Deputados, chega-se à conclusão de que nossos congressistas consideram a política e os eleitores como estáticos, e não dinâmicos. Além disso, escancara o fato de que qualquer alteração nas bancadas federais interfere nas bancadas estaduais por causa da vinculação constitucional e, por isso, não permitem qualquer interferência por parte do TSE. Por último, mostra a impossibilidade de discutir a adoção de qualquer proposta de voto distrital puro ou voto distrital misto no Brasil.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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BRASIL DOADOR

Desta vez são doações de três aeronaves militares para o "aliado" Moçambique, que vive momentos de guerra civil. Anteriormente, o País havia doado à Bolívia, a mesma que tomou uma refinaria da Petrobrás, quatro helicópteros e seis aviões Tucanos, idem ao Equador, com dez, e ao Paraguai, com mais dez, sendo seis Tucanos. Afora perdões de dívidas e da não cobrança ao "cumpanheiro" Maduro da parte que cabe à Venezuela pela participação na Usina Abreu e Lima, a mais custosa da história, em Pernambuco. E assim surfamos no delírio do governo petista, onde sobram Tucanos – não confundir com a ave ou o partido –, além de sermos uma país extremamente rico, superavitário, sem quaisquer problemas, incluídos os econômicos, o que justifica quaisquer doações desde que haja componentes ideológicos ao socialismo do século 21.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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CASO ALSTOM

A empresa Alstom diz que tinha "bom relacionamento" com governantes do PSDB à época de José Serra e Geraldo Alckmin. Logo, é preciso, antes que encontrem bodes expiatórios dispostos a proteger os tais governantes, ir fundo nas investigações contra estes governantes, no caso, Alckmin, Serra e Covas.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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JOSÉ SERRA

Coincidentemente, no mesmo dia em que seu artigo "Independência ou atraso" (24/10, A2) é publicado, José Serra afirma não se recordar de ter sido procurado pelo presidente da Alstom em sua gestão. Ao invés de, pretensiosamente, posar de estadista, deveria explicar, sem recorrer à repentina perda de memória, a existência de um cartel que causa enormes prejuízos em 20 anos de gestão tucana em São Paulo. Além da conveniente crise de amnésia, falta-lhe discernimento para se dar conta de que é um político desgastado, com enorme índice de rejeição, derrotado em sucessivas eleições e que, atualmente, constitui-se num estorvo para o próprio partido.

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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CONCURSO PÚBLICO

Sobre a reportagem do "Estadão" em 22/10, sobre a liminar concedida ao Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural Assistencial (Idecan) para realização do concurso para o Ministério da Agricultura, os milhares de candidatos esperam há anos pela oportunidade de fazer este concurso e o Idecan, persistindo nessa briga, só terá como resultado o adiamento do concurso. Estou manifestando meu protesto e, por sinal, de vários colegas que estudam para concurso público. Todos estamos cansados de tanta falcatrua e desvio de verba pública neste país. Este instituto não conseguirá realizar esse concurso, pois com certeza irão ocorrer inúmeras ações vindas de todos os lados para impedir o Idecan.

Rodrigo F. Curado rf.curado@uol.com.br

Goiânia

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CASO AMARILDO

A história de Amarildo está meio esquecida pelo povão. Mas em relação à Polícia Militar (PM) do Rio e à Polícia Civil, se a coisa se prolongar mais acho que toda a tropa vai ser incriminada. Se um ajudante de pedreiro sem grana lesado envolveu em sua morte mais de 25 PMs, podemos imaginar o contingente necessário para matar gente rica e famosa. Isso é uma vergonha do tamanho do Brasil e, na verdade, os responsáveis de fato ainda não foram mostrados. Essas tais Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), pelo que vemos, significam que os bandidos só trocaram de nome e de farda. É lamentável tal episódio, e imperdoável.

Kaled Baruche kbaruche@bol.com.br

São Paulo

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APROVEITANDO

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) vai investigar o acidente com o avião que caiu em Maricá (RJ) em que morreu um juiz. Espera aí. A investigação é só por causa da morte do juiz? Aproveitem e investiguem também a do Amarildo, ajudante de pedreiro.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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COPA DO BRASIL

O Corinthians "pagou o pato" no jogo contra o Grêmio. Pênalti pior que o batido pelo Pato só vi na várzea, e creio que perdeu porque no instante do chute já pensava na "frescura" dos dedos na cara.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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CORINTHIANS DESCLASSIFICADO

O Pato vinha cantando alegremente. Havia uma bola no meio do caminho.

Raul Drewnick rdrewnick@gmail.com

São Paulo

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IRONIA DO DESTINO

O Pato pagou o pato!

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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PATO

Pato é pato, pato aqui pato acolá. Fosse no sertão paulista, onde o "mais médicos" chegou há quase 50 anos, junto com posto de saúde decente, energia elétrica, água tratada, telefonia, escolas, delegacias, casa de lavoura, clube social, lazer e esporte, dentistas formados em faculdades, advogados, professores e médico com a respectiva família, formado no Rio de Janeiro (na época a melhor formação), seria chamado de pato panquinha.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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ROGÉRIO CENI

Após a crônica "Cenilica", desastrosa e precipitada, do sr. Ignácio de Loyola no "Estadão" do dia 20/10, e após a exibição de quarta-feira à noite de Rogério Ceni, fica a pergunta: Quem está na hora de se aposentar mesmo?

Antonio Helio Daiuto antoniodaiuto@hotmail.com

São Paulo

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