Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2013 | 02h06

Disparadas

A Petrobrás prevê reajuste automático de preços do diesel e da gasolina. Ações dispararam na Bovespa por causa dessa notícia. E a inflação só aguarda a confirmação para disparar também.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Gatilho da inflação

O gatilho para reajustar os preços dos combustíveis vai enterrar de vez a "herança maldita" da estabilidade econômica do governo Fernando Henrique Cardoso. Esse filme é antigo e todos sabemos como termina: os preços subindo e a inflação se autoalimentando. Assim voltaremos rapidamente à inflação de dois ou três dígitos dos tempos de José Sarney e Fernando Collor.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Equiparações

Jogada de marketing faz as ações da Petrobrás subirem 9% com a proposta de reajuste periódico de preços sugerida pelo diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, o qual adiantou que os reajustes vão alinhar os preços no Brasil aos do mercado internacional. O governo deveria também alinhar os nossos salários ao mesmo padrão, salvo se o alinhamento dos preços dos combustíveis for efetuado pelo menor vigente. Neste caso haveria equilíbrio condizente, né não?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Jogada de efeito perversa

A arte de mentir marqueteiramente está alcançando um refinamento perverso. Ao mesmo tempo que se confessa a diminuição da produção da Petrobrás, se anuncia que os preços dos combustíveis serão aumentados... mas não imediatamente. Quando? Até 2015. Isso significa depois das eleições. Mas o preço das ações sobe de imediato. Bela e perversa jogada de efeito. Enquanto o contingente mais instruído da população não se mobilizar na crítica às práticas de gastos públicos, de administração orçamentária e de jogo de cena dos governantes, não se consolidará uma democracia. O atual movimento de subversão se vale da omissão da cidadania, que é tradicional. Em outras sociedades é menor e os governos não ousam o que faz o daqui.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

De prontidão

Quando o governo começar a disparar o gatilho dos combustíveis, deverá estar preparado para o ataque dos manifestantes...

FLÁVIO CESAR PIGARI

flavio.pigari@gmail.com

Jales

PROTESTOS E VIOLÊNCIA

Milho para bode

Milhares de empresários, comerciantes, motoristas continuam a perder em minutos seus bens, que levaram anos para conseguir. Policiais, oficiais, pessoas comuns feridos por baderneiros, enquanto o governador de São Paulo se apresenta leniente, em cima do muro, preocupado com o politicamente correto imposto ideologicamente pelo PT. Se é medo de perder votos, o meu já perdeu. Como caipira que ele é, dá a impressão de que se esqueceu do ditado, pois está dando milho para bode.

FERDINANDO PERRELLA

Fperrella@hotmail.com

Sorocaba

Onde vamos parar?

Realmente impressionante - e bota impressionante nisso! - o que aconteceu na Fernão Dias e nas proximidades dessa rodovia na tarde de segunda-feira: ônibus e caminhões incendiados, comércio saqueado por uma multidão de vagabundos e marginais, alguns portando armas de fogo! Os helicópteros das TVs mostraram que faltou pouco para que um bando incendiasse um caminhão-tanque carregado de combustível, o que traria consequências imprevisíveis. Tratava-se de protesto contra a morte de um jovem? Não creio, uma vez que as providências possíveis para a apuração dos fatos já haviam sido tomadas. Mais parece gente interessada em roubar as lojas e as cargas dos caminhões, auxiliada pela eterna multidão de ignorantes e desocupados que sempre comparece a esses "eventos". Como tem acontecido ultimamente, a reação da Polícia Militar e dos bombeiros foi irritantemente lenta. O que as autoridades estaduais estão esperando? Que a população ordeira e honesta se arme? Ou que o governo federal decrete intervenção em São Paulo?

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

É preciso pensar - 2

Continuo na ingenuidade. Black blocs e suas reivindicações: "Quebra, quebra, já!" Afinal, quem são eles, o que querem e por que querem? A resposta não se concretiza. Ai de nós, pobres "velhinhas de Taubaté"...

MARIA INÊS T. DE MENDONÇA

migmendonca1@gmail.com

São Paulo

Chega!

Até quando teremos de aturar esses verdadeiros bandidos destruindo a nossa cidade? Pobres dos trabalhadores, que, além de enfrentar os dissabores do dia a dia, enfrentam essa insegurança que domina a cidade. E, no final, nós pagamos a conta. Chega!

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

Atos de vandalismo

E até quando vamos ver nos noticiários cenas quase que inacreditáveis de violência e constatar a inércia da nossa Polícia Militar? Vamos tomar atitudes compatíveis com a atual situação!

VALTER GALI

vgali@concili.com.br

São Paulo

Pulso firme

As autoridades não devem e não podem tratar com leniência vândalos de nenhuma espécie. Lembrem-se no que deu o tratamento benevolente do sr. Brizola no Rio de Janeiro e no que se transformou a criminalidade nos morros cariocas. Pulso, urgente!

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

AÇÚCAR QUEIMADO

Muito esquisito

Nunca antes ouvimos falar em incêndios de armazéns açucareiros. Agora, de uma vez, em duas cidades: Santos e Santa Adélia.

SONIA MARIA BENFATTI RESSTEL

sbresstel@gmail.com

São José do Rio Preto

Só uma pergunta

Será que tem alguém por trás desses incêndios em galpões de açúcar? Foram três neste mês. E só de açúcar. O pior, em Santos.

JOSÉ CLAUDIO CANATO

jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

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A MORTE DE DOUGLAS MARTINS

Se foi um infeliz acidente ou não, uma averiguação acurada vai trazer à tona a verdade sobre a morte do jovem Douglas Martins, de 17 anos, em São Paulo, atingido pelo disparo da arma de um policial. Se é a melhor ou a pior Polícia Militar a de São Paulo, é a que temos à nossa disposição. Com críticas ou não, no momento de emergência, o primeiro número de que nos lembramos é o 190. Favor nenhum, pois, pagamos para ter segurança, saúde e educação. Temos políticos demais, mas nos serviços públicos necessários estamos à deriva. É por essas e outras fatalidades, no entanto, que infelizmente a população da periferia humilde não tem apreço por uma corporação centenária que existe para defender a sociedade e preservar a vida. Infelizmente!

Ailton Dias Pereira

ailton7@ig.com.br

São Paulo

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POLICIAL ESPANCADO

O que vimos na sexta-feira, nas ruas de São Paulo, foi um grupo de assassinos tentando matar um policial. Os vídeos não deixam dúvida nenhuma: se pudessem levar a termo o que começaram, os membros do black blocs teriam feito seu primeiro cadáver: o coronel Reynaldo Rossi, da Polícia Militar de São Paulo. Felizmente, ele foi salvo no último momento, de uma morte violenta, terrível, selvagem. Até quando, senhores?

Maria C. Rocha Azevedo

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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VANDALISMO NA FERNÃO DIAS

A figura patética e frágil do coronel Rossi na TV explicando como apanhou e perdeu sua arma (sacrilégio!) ao tentar negociar com vândalos parecia ser o fundo do poço depois de ter visto, antes, bandidos tombarem uma viatura da polícia e hastearem a bandeira preta sobre ela. Difícil acreditar que esse coronel comandava um batalhão da PM no centro de São Paulo. Anteontem, bárbaros incendiaram caminhões e ônibus na Rodovia Fernão Dias, enquanto policiais no helicóptero apenas sobrevoavam e observavam. Governador, não gostamos nada de ter um chefe de governo bonzinho e medroso quando se trata de garantir a ordem e o cumprimento das leis. Se você tem medo de ofender entidades de direitos humanos e a Rede Globo, ou de melindrar o sr. Grella Vieira, sugiro que pegue o boné e vá embora. Ainda dá tempo de reagir, depende só de sua consciência.

Sérgio Araki Yassuda

sergio-araki@uol.com.br

São Paulo

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TERRORISTAS

Até quando a população vai ter de aguentar o terrorismo perpetrado por grupelhos, quase sempre mascarados, chamados de baderneiros ou vândalos? São, sim, arruaceiros, selvagens e vândalos, mas também bandidos que levam o terror à grande parte da população. São terroristas, assaltantes, desocupados (será?) que tumultuam sobretudo regiões de São Paulo. Qual será a verdadeira motivação? Só o confronto com os órgãos policiais, ou também ideológicos e eleitoreiros? O Estado (nós todos, como um todo) pagará as contas dos prejuízos. Ou alguém pensa que os gastos com reposição de ônibus queimados, caminhões, lojas saqueadas, bancos, prédios públicos e particulares depredados, ficará a cargo dos proprietários? Podem esperar para logo as ações de indenizações que serão propostas para sanar os prejuízos sofridos. Enquanto isso, ainda existem pessoas, inclusive alguns órgãos de imprensa, que procuram mostrar somente as "violências" cometidas por policiais. Enquanto uns terroristas atacam o patrimônio, outros enfrentam a polícia com coquetéis molotov, pedras, bombas e instrumentos de ferro, como o na agressão do coronel Rossi, da Polícia Militar de São Paulo. Vou citar uma frase publicada numa carta no "Estadão" de ontem (29/10): "Quem é que garantirá à maioria da população desta sofrida cidade a sua liberdade de ir e vir - para o trabalho, o descanso...?" Quando a polícia prende alguns desses, aparecem os eternos defensores dos direitos (?) e a polícia acaba soltando, inclusive, por "falta de prova". Quase todos são filmados na prática dos crimes. Mesmo estando mascarados, podem ser identificados pelas suas roupas, tênis, etc. Ao serem presos, basta a polícia fazer uma acareação com as fotos ou vídeos gravados, que vai ter as provas necessárias. Cômico, se não fosse sério, um caso mostrado pela TV em que três (3!) viaturas policiais davam cobertura para um grupo de quinze (15!) manifestantes "pacíficos" numa via pública de São Paulo. Que Deus nos salve! À presidente Dilma, que lamentou a morte de um rapaz vitimado pela ação policial em São Paulo, cabe também vir a público lamentar as mortes de inúmeros policiais vítimas de bandidos, no cumprimento do dever ou que, por "sorte", acabam apenas feridos nos atos desses grupelhos que estão aterrorizando diversos estados brasileiros, ocasiões em que, parece, apenas "lava as mãos".

Éllis A. Oliveira

elliscnh@hotmail.com

Cunha

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CONTRA A VIOLÊNCIA, NÃO À VIOLÊNCIA

Muito estranho que todas as opiniões do "Fórum dos Leitores" usem vândalos, selvageria, impunidade, manifestação e outras "marcas" mais com comentários contrários às manifestações. E nenhum comentário que diga algo diferente, como ignorar que os black blocs são minoria, que podem ser facilmente identificados e que essa mistura de Black Bloc com manifestação legítima parece deliberada. E que estão se utilizando praticamente dos mesmos lemas que antecederam a ditadura militar, esta que é a minha opinião. Não posso crer que eu seja o único que não brada por atacar a violência com violência.

Silvio Barbosa Lopes

sibal@terra.com.br

São Paulo

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CADA UM POR SI?

A situação caótica que vivemos na cidade de São Paulo necessita de mais do que ajuda federal, exige autoridade e coragem aos enfrentamentos. Não é possível admitir que minorias de vândalos, bandidos e assassinos imponham sua vontade por meio de ações violentas rotineiras, deixando a maioria dos cidadãos reféns da anarquia. Afinal, para que serve a PM, se não para manter a ordem. Ou nosso governador cumpre com seu dever sem temer consequências eleitoreiras ou chegaremos ao absurdo de termos de nos defender.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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CAMPO DE GUERRA

Não dá para ler diariamente nos noticiários sobre vandalismo, saques, destruição, incêndios, etc. sem se indignar. Não é justo que as iniciativas pública e privada tenham de pagar por tais atos sem que a Polícia Militar tome enérgicas atitudes contra o que estamos assistindo. Se a Polícia Militar não tem estratégia de guerra, que é o que nossas ruas estão ser tornando, então é melhor reunir-se com as Forças Armadas, esta com certeza tem planos de cerco e domínio de área para prisão dos inimigos que estão destruindo o pouco que conseguimos construir, ainda dentro de uma pseudodemocracia. Digo mais, assim que aparecer o primeiro cadáver, porque essas instituições desejam isso ardentemente, e tivermos que colocar na lista dos violentados nos seus direitos democráticos todos esses que hoje espalham terror, acontecerá o mesmo à época da ditadura militar, como com os que pegaram em armas por ideal pessoal, teremos mais anistiados, premiados, bonificados, aposentados, pensionistas esposas, filhos, etc. e todas as contas os trouxas continuam pagando.

Manoel Braga

manoelbraga@mecpar.com

Matão

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PRISÃO

Governador, nestes tempos de exceção, é preciso baixar o seguinte decreto: os que forem presos vandalizando, saqueando, danificando bens públicos ou privados deverão permanecer presos por 30 dias para averiguações.

Angelo A. Maglio

angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

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CLIMA PESADO

O clima em São Paulo e no Rio de Janeiro está pesado, assustador. Vandalismo por toda parte e todos os dias, a qualquer hora. Acredito que os governos e as polícias dessas cidades devam agir de verdade e baixar o sarrafo com força na marginalidade, para depois prender essa cambada de vagabundos que promovem a desordem plena nas duas mais importantes capitais brasileiras. Não suportamos mais ver, quase diariamente, ônibus, caminhões e automóveis serem incendiados pelos bandidos, bem como a destruição de patrimônio público ou particular, sem que haja reação à altura das polícias. Tem de haver rigor das autoridades, sem dó dessa bandidagem, comprovadamente adepta da anarquia e do pânico. O povo ordeiro, pagador de altos impostos e trabalhador, está com medo de sair de casa, principalmente para ir ao centro do Rio ou de São Paulo, onde acontecem as contínuas e inaceitáveis demonstrações de barbaridades. Chega! Porrada e prisão para os arruaceiros!

Fernando Faruk Hamza

botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

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ELEIÇÕES 2014 - OPOSIÇÃO

O sr. Sérgio Fausto, renomado intelectual, brindou-nos com o artigo "Amplia-se o campo da oposição", publicado no "Estadão" de 27/10 à página A2. Pena que o sr. Fausto despreze a multisecular sabedoria popular, contida em seus inúmeros provérbios de grandes verdades e profundo saber. Cito alguns que o sr. Fausto conhece, mas que desconsiderou ao redigir seu artigo. "Maciera não dá laranjas"; "tal pai, tal filho"; "quem sai aos seus não degenera"; "diz-me com quem andas e te direi quem és". Ora, em se tratando da nova dupla Eduardo Campos-Marina Silva, ou vice-versa, é interessante um exame genético-curricular. O sr. Campos tem por avô um coronel nordestino, demagogo, que se dizia socialista e era um verdadeiro defensor do vanguardismo do atraso. Por mãe, tem uma magistrada com escandalosos e torpes sentenças e pareceres dando suporte legal a desmandos e lambanças governamentais. Dona Marina terá genealogia menos suspeita, mas, como herdeira das "lutas ambientais", tem lá seu lado onírico (que por esnobismo ou ignorância andam a chamar de "sonhático", o que eu presumo deva ser onírico. Em homenagem a esta candidata a Madre Teresa de Calcutá II, lembro o "diz-me com quem andavas e te direi quem eras". Se mudou de companhias, não mudou muito. Pobre Brasil, com esta nova dupla, se eleita, continuaremos a caminhar para o quarto ou quinto mundo.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

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‘REPERCUSSÕES, EXPECTATIVAS E INCERTEZAS’

Seria uma frustração termos de escolher entre a "estatização" com a ausência do Estado e a privatização mal conduzida nas quais o interesse do consumidor e do contribuinte é subalterno ao dos verdadeiros beneficiários: partidos políticos, sindicatos e grupos econômicos. Trata-se, em ambas as situações, da prevalência da corrupção sobre à ideologia. Será que nossos heróis morreram de overdose como disse o Cazuza? O resultado é que temos "estatais" quebradas e os piores e mais caros serviços públicos do mundo! Não haveria uma alternativa séria, decente e honesta à estatização ou à privatização onde os desonestos ficassem fora? Que a consistência da "programática" da dupla Marina e Eduardo se mostre à altura da situação como disse brilhantemente o professor Marco Aurélio Nogueira no seu "Repercussões, expectativas e incertezas" (26/10, A2) e não se apresente como mais uma folha ao vento de nossas esperanças...

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

Valinhos

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INGENUIDADE?

Este meu comentário pode parecer ingênuo, mas acho que, se é para tirar o PT do poder, os partidos da oposição deveriam unir-se em torno de um candidato único, seja ele Aécio Neves, José Serra, Eduardo Campos ou Marina Silva, porque qualquer candidato sozinho jamais derrotará a máquina de fabricar votos do governo Dilma/Lula.

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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CARA DE PAU

A presidenta Dilma Rousseff vem sistematicamente fazendo propaganda eleitoral antecipada. E, pior, impunemente. No dia 26/10, quinta-feira, veio a São Paulo, onde se encontrou com o governador Geraldo Alckmin e foi logo oferecendo quase R$ 6 bilhões a título de investimento em mobilidade urbana. É muita cara de pau. De ambos, a propósito. Só para dizer o mínimo!

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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DILMA NO PALÁCIO DOS BANDEIRANTES

Dona Dilma foi particularmente "grossa" quando recebida pelo governador Alckmin: desatou a fazer comentários depreciativos sobre o governo de FHC (1995/2002), mas estendeu o período para anos 80 e 90. Sem citar outros nomes, possivelmente atuais aliados. "Era inadequado fazer metrô, dado o custo elevado do investimento." Essa deve ser a sua análise. A obra era, como continua sendo, de custo muito elevado. E, em São Paulo, foi iniciativa do governo do Estado, como é até hoje. Um dado que a dona Dilma talvez desconheça, vivendo num mar de carga tributária, beirando 40%, é que naqueles tempos a carga era de pouco mais de 20%. Então, recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) não era nada desabonador. Precisava ter crédito. Agora, com dinheiro "saindo pelo ladrão", dona Dilma veio anunciar liberação de R$ 5,4 bilhões do governo federal para o setor ferrometroviário de São Paulo. Conversa. R$ 4,1 bilhões são de empréstimo do BNDES, fruto de títulos da dívida pública, e que retornarão "ao governo federal". Não devemos mais para o FMI. Devemos para outros especuladores. Apenas R$ 1,3 bilhão é aplicação do governo federal. Uma mixaria!

Mario Helvio Miotto

mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

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A ECONOMIA DO BRASIL GASTADOR

Quase simultaneamente, a economia brasileira foi criticada por dois órgãos importantes no cenário mundial, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). A OCDE criticou a política fiscal brasileira, que realmente não é cuidada pela presidente Dilma, ao contrário, sugerindo o seu aprimoramento. Fez menção do artifício usado pelo Ministério da Fazenda em 2012, a chamada "contabilidade criativa", para melhorar os números artificialmente. O FMI recomenda um aperto fiscal ao Brasil, ou seja, dona Dilma gastar menos. Recomenda que o País elimine os "ajustes discricionários" que afetam resultados das contas públicas para dar a impressão de que a política monetária está correta. O governo brasileiro informa a relação dívida/PIB de 68%, enquanto o ministro da Fazenda apresenta número mais favorável, de 59%. De qualquer forma, ambas as instituições criticam nosso governo por ser gastador. Não é novidade aos brasileiros que também criticam 40 ministérios, 25 mil funcionários comissionados e outras despesas que prejudicam nossa economia.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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AS CRÍTICAS DO FMI

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, diz que não leu as críticas do FMI, mas afirma que não concorda com as afirmações do fundo. Nós, que não somos do ramo e sofremos na pele as consequências, sabemos que a piora das contas públicas são evidentes e constantemente maquiadas pelas "medidas criativas" do governo. O discurso utilizado por nossas autoridades governamentais pode enganar aos desatentos, mas ao FMI ninguém engana, pois está utilizando os mesmos métodos que sempre usou quando avalia as dívidas de outras economias.

Leila E. Leitão

São Paulo

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ESCADA ABAIXO

Ao atrasar a informação do relatório do FMI com os comentários sobre a situação econômica do País e recomendações, o governo quis tempo para pensar o que responder. Aos brasileiros. Ao que parece, o tempo não foi suficiente para que a sensatez prevalecesse na resposta. Quando os comentários não correspondem ao desejado pelos governos, o patriótico "fora FMI" prevalece, na defesa do indefensável. É sempre mais fácil culpar os outros pelos fracassos cometidos. Estamos descendo degraus econômicos duramente conquistados. Será que da mesma forma que hoje culpamos o FMI, o tomate, etc., amanhã teremos de apelar para Santo Expedito, Santa Edwiges, São Judas Tadeu e outros que atendem os aflitos?

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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NÃO PRECISA DE CONSELHOS?

Diz a presidente Dilma que não precisa de conselhos do FMI e que "vamos bem, obrigado". Vamos quem, companheira? Com a inflação crescendo e o custo de vida e impostos aumentando, quem mais vai sofrer vai ser a população trabalhadora, principalmente os que vivem com menos. Sobre isso, a presidente deveria rever a gravação dos debates nas eleições de 2001, para anotar a reação muito positiva de Lula quando uma senhora pediu a ele que, se eleito, fizesse tudo para não deixar a inflação voltar. Isso ele fez, mas a presidente não está fazendo. Tudo indica que ela não estudou bem o assunto.

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

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ÊTA PESSOAL DESASTRADO

Este pessoal é mesmo desastrado. A Europa entrou em crise e quase recessão, porque não ouviu, ou não quis seguir os conselhos da dona Dilma. Agora o FMI começa a falar bobagem, sem antes consultar o nosso Mantega.

Ulysses Fernandes Nunes Jr.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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A ‘OLA HERMANA’

A derrota de Cristina Kirchner no pleito para a renovação parcial do Legislativo argentino, colheita de tantos anos de populismo kirchnerista, irmão gêmeo do lulopetismo e primo do bolivarianismo venezuelano, sugere uma luz no fim de um túnel às escuras em que se encontram vários países da América Latina, inclusive o nosso. Que essa "ola hermana" prossiga, ganhe corpo e alcance o Brasil em 2014. É o que esperamos.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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UMA LUZ

Até que enfim os argentinos sacaram o lance. Este "feudo kichernerista" está levando a Argentina ao caos, tentando fazer ali um "bolivariamento" ao estilo Chávez (Venezuela), por isso o pleito legislativo do fim de semana já indica o fim de uma era negra na terra dos hermanos. E aqui? Continuaremos com isso que aí está?

Ademar Monteiro de Moraes

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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DESABASTECIMENTO NA VENEZUELA

O Brasil que sempre apoiou a forma de governo da Venezuela está agora em maus lençóis, pois o país vizinho não vem pagando a dívida referente às exportações brasileiras. A Venezuela já deu calote no BNDES e ultimamente não vem honrando o compromisso feito entre a Petrobrás e a PDVSA. O caso e tão grave que o ministro brasileiro Fernando Pimentel (Desenvolvimento), acompanhado do assessor especial da presidente para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, viajaram a Caracas para conversar com autoridades venezuelanas sobre os atrasos, mas o governo brasileiro, como era de esperar, nega preocupação com a dívida. Semanas atrás, o presidente Nicolás Maduro ofereceu bônus da PDVSA a países como Colômbia e Uruguai, que receberão US$ 600 milhões e US$ 400 milhões, respectivamente, em troca de alimentos. Segundo Maduro, o país tem muitos títulos, o que ajudara a contornar a falta de alimentos. O preço da ideologia está sendo cobrado, a fome e a miséria espalhadas por todos os lados não será contida com discurso barato e os títulos também acabarão. O chavismo, tão defendido pelo governo brasileiro, está entrando em coma. Quem viver verá.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O CANTO DA SEREIA

Empresários brasileiros que caíram no "canto da sereia" de Lula e Dilma e venderam para o governo venezuelano, agora esperam que o governo consiga resolver o calote que estão levando. Pelo menos o papel utilizado na assinatura de contratos poderia ser usado para suprir "certas carências do país amigo". E é questão de tempo. O "mais médicos" se mostrará também um estelionato oficial.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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NÃO É PIADA

Parece piada, mas não é. O atual presidente da Venezuela, num arroubo de demagogia populista, acabou de criar um novo órgão batizado com o pomposo nome de "Vice-Ministério para a Suprema Felicidade Social do Povo". Como seria possível um povo atingir a suprema felicidade num país onde faltam papel higiênico e alimentos, que é governado por um desqualificado e que, atualmente, depende da caridade de países vizinhos para suprir as suas mais elementares necessidades? A que ponto chegou a outrora tão rica Venezuela, grande produtora de petróleo e membro da Opep... Que isso sirva de alerta para aqueles que acham que o populismo bolivariano, tão admirado pelo governo petista, é um exemplo a ser seguido no Brasil.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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MAU CHEIRO

Compensando a falta de papel higiênico, criaram o "Ministério da Suprema Felicidade". Na Venezuela as coisas não cheiram bem...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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PAREMOS POR AQUI

E a Venezuela acaba de criar o Ministério da Suprema Felicidade. Estão é com brincadeiras. Aqui, no Brasil, o número de Ministérios já é imenso e, portanto, é de bom alvitre não copiar nem criar mais nada de quem quer que seja. Deu para entender?

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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COISA DE LOUCO

Foi criado na Venezuela o Vice-Ministério da Suprema Felicidade do Povo Venezuelano e decretado o fim da TPM e da impotência em todo o país.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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METAMORFOSE

Pergunta que não quer calar: A Venezuela demorou dois mandatos de Hugo Chávez para se tornar uma Cuba. A Argentina demorou dois mandatos dos Kirchner para se tornar uma Venezuela. Quanto tempo será que o Brasil vai levar para se tornar uma Argentina, uma Venezuela e uma Cuba? Digo-lhes: até o fim do atual mandato de Dilma poste, o Brasil será uma Argentina. Se ela for reeleita, o que será um desastre, nos primeiros dois anos do seu novo mandato o Brasil será uma Venezuela e, ao fim do mandato, será uma Cuba. É isso que o povo quer?

Carlos A. R. Soares de Queiroz

soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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ESPIONAGEM INTERNACIONAL

Sob o "furor" europeu, a Casa Branca blefa ao dar sinal de recuo, afirmando aceitar "limites" à ação da Agência Nacional de Segurança (NSA). Na minha opinião, quem está sob o "furor" do próprio governo dos EUA é a NSA, pressionada para acabar, definitivamente, com essas fontes anônimas do WikiLeaks, verdadeiros traidores da Pátria, que continuam vazando

informações confidenciais.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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VIDA QUE SEGUE

A atual batalha global sobre a espionagem eletrônica capitaneada pela Agência de Segurança Nacional (NSA) americana, a única novidade é que a opinião pública planetária sabe que ela existe e existirá sempre. Os "argumentos" dos dois lados opostos, ou seja, grampos são crimes e ditos atos salvam milhares de vidas do terrorismo, têm de ser contextualizados neste mundo de tempos que vivemos. Vida que segue.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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A ERA DA INOCÊNCIA

Se este governo fosse dado à leitura, leria na obra "A Arte da Guerra", de Sun Tzu, que "nada existe onde a espionagem não seja aplicada". Este livro foi escrito em 300 a.C., ou seja, a Terra de Santa Cruz está atrasada, apenas, 2.313 anos. Os americanos, com certeza, leram.

Flavio Marcus Juliano

opegapulhas@terra.com.br

Santos

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NA CONTRAMÃO

Acho que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, está na contramão. Agora ameaça agir contra os jornais por vazamento de espionagem. E a liberdade de imprensa? O que os jornais estão fazendo é correto. A espionagem tem limite e, ao que tudo indica, a NSA extrapolou esse limite. Lamentável a posição do ministro.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESPIÕES NA TRÍPLICE FRONTEIRA

Mais um ocorrido revelado - típico de despeito de subdesenvolvido. Ao invés de o Itamaraty se preocupar com a tríplice fronteira, que faz que não sabe que é um antro de terroristas islâmicos, financiados pelos comerciantes árabes do Sul do Brasil, por que será que não percebem o perigo dessa gente, o que será que recebem? Ou é simplesmente falsa ideologia contra os Estados Unidos?

Mika Krok

mikakrok@gmail.com

São Paulo

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SAÚDE, ATITUDE EXEMPLAR

Gostaria de cumprimentar este jornal pela bela reportagem "Quando a saúde vem de barco", páginas A36 e A37 da edição de domingo. Aproveito para lembrar que no Pará, iniciativa semelhante já realizou mais de 40 mil consultas, desde agosto. Trata-se do projeto Presença Viva, um ambulatório móvel, que reúne médicos, enfermeiros e técnicos da área de Saúde num ferry boat, percorrendo quase 30 cidades do Estado. A ideia é levar saúde à população ribeirinha, realizar consultas, exames e testes, e oferecer medicamentos gratuitamente. Os casos complexos são encaminhados ao hospital mais próximo. Tudo utilizando tecnologia de ponta.

Cláudia Vinagre

fabiola@manaideias.com.br

São Paulo

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MAIS DOUTORES DAS ÁGUAS

A presidente Dilma, que a fundo perdido joga no lixo milhões de reais que são desviados pelas mãos de verdadeiros picaretas que dirigem ONGs fantasmas, deveria se aproximar de grupos como o dos Doutores das Águas, contida na matéria do "Estadão", que desenvolvem um trabalho extraordinário e voluntário no Norte do País, regiões onde só é possível o acesso por meio de barcos. Esse grupo citado anualmente se desloca para a região com seis médicos, dois dentistas e outros atendentes, num total de 30 pessoas, e do próprio bolso despendem R$ 100 mil a cada expedição. E ainda, para atender melhor essas comunidades, estão construindo, mesmo com alguma dificuldade financeira, um barco que vai custar R$ 600 mil e funcionará como um digno posto de saúde. A presidente, assim como seu PT, que em 11 anos alojados no Planalto deram uma banana para solucionar os graves problemas do atendimento à saúde, no lugar de criar um programa demagogo como o Mais Médicos, que só saiu do papel pela angústia que tomou conta dos petistas pela má avaliação da presidente perante o eleitorado, deveria em primeiro lugar procurar urgentemente o grupo Doutores das Águas e financiar com recursos públicos esses tais R$ 600 mil que estão sendo gastos na construção do barco. E, ao mesmo tempo, estimular a formação de outros grupos médicos que certamente em suas férias fariam esse trabalho dignificante, similar ao citado acima, minorando assim essa dívida moral do Executivo federal com essa população carente praticamente de tudo.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PODER É PODER; PÚBLICO É PÚBLICO

Notícia recorrente, acaba de ser divulgado que o Hospital Universitário da UFRJ, provavelmente como a maioria dos hospitais universitários Brasil afora, não possui médicos em número suficiente, está com vários compartimentos sem condições operacionais de funcionamento e tem equipamentos sofisticados para diagnóstico, como tomógrafos e PET scan’s, encaixotados, numa clara demonstração de abandono e descaso com a saúde pública. O que se vê no noticiário atualmente, no entanto, é o alarde do governo, acompanhado de protestos dos Conselhos Regionais de Medicina, ao tentar consolidar o programa Mais Médicos e providenciar a importação de profissionais para atender áreas carentes, sem condições mínimas de saneamento básico e até de instalações físicas que comportem um posto de saúde e recursos materiais essenciais. O que leva o governo a concentrar-se com afinco em um setor isolado do problema, optando pelo sucateamento de hospitais que poderiam suprir graves carências de assistência médica e pelo pouco investimento em infraestrutura de saúde pública preventiva? A resposta é simples: com a proximidade das eleições, o poder público, quando se trata, entre outros setores, de saúde pública e assistência médica, está mais interessado em ser poder e consolidá-lo do que ser público.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.om

Rio de Janeiro

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CPI DO ERRO MÉDICO

O senador Magno Malta (PR-ES) está empenhado na instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre Violação ao Direito Humano à Saúde (CPI do Erro Médico). Malta manifestou o temor que haja necessidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer funcionar essa CPI, que é um clamor da sociedade. Para o funcionamento da comissão foram indicados 11 membros titulares e sete suplentes tendo sido indicado relator o senador Humberto Costa (PT-PE), médico. Essa CPI foi aprovada pelo presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) mas foi engavetada diante da pressão da bancada da saúde do senado há vários meses, razão pela qual o senador Malta pretende acionar o STF. O que chama a atenção é o tratamento silencioso que os meios de comunicação têm dedicado ao tema, de suma importância num crime que não raro é enterrado com a vítima. "Como o médico é feliz! Seus erros a terra cobre" (Augusta Dubsky Ponte).

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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‘MARINA CONTRA RONALDO’

Em atenção ao artigo do competente sr. Xico Graziano (29/10, A2), pondero com breves contribuições. Decerto trata-se o nosso país de uma fronteira agrícola mundial, que, para além da questão nacional, trata-se de ativo geopolítico perante o mundo, mediante desafio da conciliação do crescimento populacional e melhora no padrão de consumo da sociedade em geral. Este panorama, a nos conferir diferencial e privilégio, igualmente pressupõe cautela. Em relação ao texto, que harmoniza e normaliza a questão rural e ambiental, me permitam a sensação de que faltam temas importantes na abordagem, pois, se o rigor com a informação e elucidação for o compromisso com o leitor, importa percorrer, sim, ganhos, bem evidenciados no conteúdo, mas também questões graves a endereçar, como: a dificuldade do controle e rastreabilidade da carne bovina que impacta o desmatamento do sul da Amazônia por ocasião do uso da terra na região para fins de pecuária, o enorme consumo de águas - sobretudo subterrâneas (de difícil renovação) - na agricultura em benefício da produção de grãos que em grande medida são orientados à alimentação animal e, talvez, o mais nocivo efeito de todos, o vasto consumo de fertilizantes nitrogenados na produção agrícola, cujos efeitos da liberação de óxido nitroso na atmosfera são de enorme potência sobre o desequilíbrio do efeito estufa e mudanças climáticas. Poupo comentários na menção sobre os agrotóxicos, cujas observações preservo reticências. Ou seja, progressos são importantes e devem ser evidenciados, embora igualmente sermos transparentes perante a população quanto aos problemas e desafios que permanecem deve se constituir compromisso a pautar a agenda de evolução necessária para a real sustentabilidade do setor. No limite, trata-se de uma perspectiva ética sobre como habitar nosso território, e isso diz respeito à sociedade em geral. Ao reconhecer na representatividade do setor profissionais emblemáticos a exemplo do sr. Caiado ou da sra. Abreu, a questão ética parece assumir condição muito particular ao segmento em si, não necessariamente consoante ao interesse da sociedade de maneira mais abrangente, diferentemente da expectativa que tenho construída em relação aos conteúdos elaborados pelo sr. Graziano, por quem nutro grande respeito e atenção dedico no consumo de suas ideias.

Onofre de Araujo Neto

onofre@ecycle.com.br

São Paulo

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FAIXAS EXCLUSIVAS EM SÃO PAULO

A implantação de faixas exclusivas para coletivos deve trazer uma mobilidade um pouco maior para os coletivos, porém deve seguir alguns critérios que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não está observando. Estão acabando de implementar uma faixa exclusiva na Avenida Eng. Armando de Arruda Pereira, no trecho que compreende a estação Jabaquara até a estação Conceição do Metrô linha 1 Azul. Acontece que neste trecho a referida avenida possui apenas duas faixas de rolamento e essa implantação irá causar uma fila de automóveis cujo fim vai estar lá por Diadema, além de outra fila de ônibus, pois o gargalo não é a avenida, e, sim, o grande número de linhas de ônibus que fazem ponto na estação Conceição e causa uma enorme confusão com vários cruzamentos entre os coletivos. Além disso, a Avenida George Cobisier, paralela à Eng. Armando, também está com faixa exclusiva, o que vai causar uma enorme lentidão em todo o tráfego. Se o intuito é apenas arrecadar com multas para quem avança na faixa, a medida está correta, mas, se é para obrigar o cidadão deixar o automóvel em casa, não seria uma boa ideia, primeiro, reformular o transporte coletivo na região e aumentar a frota de coletivos para, depois, implantar as faixas? Acorda, CET! Acorda, Prefeitura! Ou quem tem de acordar é a população, muito mais cedo do que de costume?

Fabio Orbite

inforbite@yahoo.com.br

São Paulo

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O BARATO VAI SAIR CARO

Nove em cada dez paulistanos são contrários ao aumento do IPTU, e mais de seis em cada dez continuam contra, mesmo ligando esse aumento ao congelamento da tarifa de ônibus. E, povo de São Paulo, te prepara, pois virão reajustes seguidos do imposto até 2017, presentinho básico do sr. prefeito para aqueles que votaram nele ou não. Quanto aos ônibus, Fernando Haddad estuda a ideia de tarifa zero. Se já se tornarão ruins com o congelamento da tarifa, evidente que seu sucateamento virá mais rápido com a tarifa zero. A depender da Prefeitura, o transporte público irá na contramão de toda a política recente para os transportes: maior mobilidade e conforto para os usuários. É esperar para ver!

Myrian Macedo

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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