Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2013 | 02h11

O asno de Buridan

O paradoxo do asno de Buridan refere-se a uma situação hipotética em que o animal é colocado à mesma distância de um fardo de feno e de um recipiente com água. Assume-se, por hipótese, que o asno irá sempre para o que estiver mais perto. Mas acabará morrendo de sede e de fome, por ser incapaz de tomar uma decisão racional. Ironicamente, se é que se pode falar em ironia, situação semelhante vivem os responsáveis pelo destino da nossa economia. Aumentar os preços dos combustíveis contribuiria para deixar a Petrobrás respirar, no entanto, haveria o risco de a inflação fugir à meta, mesmo chamando de meta o teto da banda. Manter o congelamento possibilitaria um relativo controle da inflação, porém sacrifica-se a Petrobrás, tratada como se fora propriedade do governo federal, e não uma S.A. Desse jeito, existe o perigo de dar, com o perdão do trocadilho, com os burros (que não são de Buridan) n'água. Um aumento meia-boca, como o que vem de ser concedido, acaba não resolvendo nenhum dos dois problemas.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Malabarismo e criatividade

Pelo jeito, o governo federal acrescentou às suas habilidades o malabarismo entre subsidiar o preço da gasolina e do diesel e segurar o prejuízo da Petrobrás. Já a solução criativa de esconder os critérios de reajustes futuros não resolve nada. E ainda deixa os produtores de etanol de queixo caído, como espectadores de um circo, e sem nenhuma previsibilidade para fundamentarem investimentos.

FERNANDO CALMON

fscalmon@gmail.com

São Paulo

Truque eleitoreiro?

Antigamente, quando havia aumento dos preços dos combustíveis, os governos anunciavam o porcentual que seria cobrado diretamente dos consumidores. Hoje, com o PT no comando das regras, isso mudou e se anuncia o novo aumento para as empresa distribuidoras. Dessa forma, passa-se a impressão ao público de que quem realmente aumentou os preços foram as refinarias e distribuidoras, não o governo.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Petrobrás

Da mesma forma que a Petrobrás garantiu que houvesse comprador no leilão de Libra, a empresa garantiu o sucesso dessa 12.ª rodada de licitações da Agência Nacional de Petróleo (ANP), arrematando a maioria dos blocos. É o governo usando a empresa para evitar fiascos que escancarariam sua incompetência nesses processos de concessões, e que desestimula a participação de interessados. Resta saber de onde a Petrobrás vai tirar dinheiro para fazer face aos compromissos cada vez maiores que está assumindo, já que o governo faz uso político do controle dos preços de seus produtos.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

A tragédia na divida pública

Ainda não terminou o ano e o Brasil já atingiu R$ 2,022 trilhões de dívida pública - do governo com a iniciativa privada, com a emissão de títulos do Tesouro. Os banqueiros brasileiros e os investidores do capitalismo selvagem internacional estão vibrando, pois a dívida chegou a um patamar nunca antes visto na História deste país. O pior de tudo é que esse governo fraco e inoperante que está aí privatiza aeroportos, portos, rodovias para o capital estrangeiro em busca de superávit até o fim de dezembro para pagar o restante dos juros que estão para vencer. De janeiro a outubro foram pagos R$ 170 bilhões. Poucos sabem disto, mas o ex-presidente Fernando Henrique deixou R$ 650 bilhões de dívida, que nas mãos de Lula quase que dobrou, chegando a R$ 1,092 trilhão, e agora, nas de Dilma Rousseff, ultrapassou os R$ 2 trilhões. Esse é o retrato do Brasil hoje, trágico porque os nossos impostos, que deveriam ser para saúde, educação, segurança, vão para os agiotas, oportunistas e maus políticos. Ou seja, eles ficam com o bônus e o nosso povo, com o ônus da falta de recursos. Mais trágica que essa notícia só a do aumento do desmatamento na Amazônia, que chegou a 28% em 2013.

JOSÉ PEDRO NAISSER

jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

Avanço lento em dez anos

Dados do IBGE mostram que o Brasil avançou, mas lentamente, na última década. De 2002 a 2012 - sob o governo do PT - o País melhorou em educação, saúde e renda, mas não deu o salto esperado. O saneamento básico continua sendo um desastre nacional. Em vez de investir em áreas prioritárias para o povo, o governo petista preferiu gastar bilhões de dólares em estádios, arenas e ginásios esportivos, sempre com obras superfaturadas. Pior: torrou bilhões de dólares no pagamento de juros - os mais altos do mundo - aos banqueiros e especuladores do mercado financeiro, sangrando os cofres públicos. Os números estão aí: o Brasil melhorou na última década, o.k., mas bem abaixo do que poderia e deveria. A vergonhosa desigualdade e a péssima distribuição de renda ficaram quase intocadas com o PT no poder e ainda ostentamos o vexatório 85.º lugar no IDH mundial. Se para os petistas a garrafa está meio cheia, para aqueles que apenas querem ver o Brasil melhor, mais justo, digno, humano, desenvolvido, civilizado, ético, pacífico, saudável, educado e solidário, ela está meio vazia.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Fundamentos deteriorados

O baixo superávit primário do mês de outubro, de R$ 5,4 bilhões - o menor desde 2004 -, deixa entrever nuvens negras no horizonte fiscal brasileiro e vem somar-se a outros resultados pífios do desgoverno petista na condução da economia. Os gastos do governo federal não param de subir muito acima do crescimento da receita: de janeiro a outubro, enquanto a receita subiu 8,2%, as despesas aumentaram 14%, o que não deixa dúvida quanto ao descontrole fiscal. Não bastasse, os números ruins na conta corrente do balanço de pagamentos - aliás, tendentes a piorar - vêm também somar-se a uma série de outros dados pouco alvissareiros, como o alto índice de inflação, a tendência altista do dólar, as importações em alta e as exportações em queda. De olho nisso tudo estão os investidores internacionais, a quem devemos o relativo equilíbrio de nossas contas externas por causa dos investimentos estrangeiros diretos, que têm coberto, ainda que parcialmente, os rombos do setor. Também as agências de classificação de risco poderão, em breve, rebaixar a nota do Brasil, com consequências previsíveis. Apesar de tudo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, e outras autoridades procuram passar a impressão de que estão tranquilos e dormem o sono dos justos. A conferir.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo  

SERIA A BELÍNDIA O OBJETIVO?

Mensalão, cartel do trem, helicóptero do deputado com drogas, deputados recolhidos ao presídio, licitações fraudulentas, hospitais sucateados, médicos fraudando o ponto, chacina de juízes e policiais, zonas urbanas e rurais dominadas pelo tráfico e milicianos, black blocs, sequestros, saidinha de banco, explosão de caixas eletrônicos, assaltos e latrocínios. Apesar desse assustador cotidiano, o irresponsável discurso oficial é o de um país feliz, próspero, seguro, de grandes oportunidades e franco desenvolvimento. Por conta do sórdido clima eleitoral precoce, vemos a troca de acusações e armações entre prováveis concorrentes, chegando agora à fase fantástica em que, aproveitando-se dos holofotes, vão se processar mutuamente, com o aval da presidente da República. O cumprimento da pena pelas vedetes do mensalão é um show cinematográfico. O salário do megapresidiário José Dirceu - R$ 20 mil mensais - é de causar inveja à esmagadora maioria dos brasileiros. É inegável que o Brasil cresceu nas três ultimas décadas. A indústria, consagrada pelos esforços dos empresários, ampliou-se e chegamos à condição de país tecnológico. Mas a evolução econômica não teve a contrapartida social. A educação não qualifica o estudante para os novos desafios do mercado. A saúde é cada dia mais deficiente. A habitação é dramática. Tanto que enquanto somos a sexta economia do mundo, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) medido pela ONU nos coloca em 85.º lugar, junto das nações menos desenvolvidas do planeta. Vivemos o grande drama de ser pobres num país rico e sem segurança para a população. Onde estão aqueles artistas e intelectuais que se notabilizaram por combater a ditadura? Seria essa Belíndia (Bélgica misturada com Índia, conforme definiu Edmar Bacha) o país com que sonhavam naqueles tempos de militância?

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

MENSALEIROS

José Dirceu conseguiu emprego em hotel e Delúbio Soares, na CUT. Falta apenas José Genoino arrumar o seu, num hospital, para completar o quadro do TP, os Trabalhadores da Papuda.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

*

UM CERTO HOTEL EM BRASÍLIA

O proprietário do um certo hotel em Brasília, ao admitir um certo político de reputação ilibada como gerente, fez na verdade um investimento de alto e garantido retorno. Seu irrisório salário mensal será pago em poucos dias de trabalho. O novo gerente deverá aumentar de forma exponencial o faturamento do hotel, visto que, com sua influência, conseguirá que todos os executivos dos governos dominados por um certo partido político e parlamentares de modo geral venham a se hospedar nesse hotel, pagando diárias equivalentes aos cinco estrelas de Nova York, Londres e Paris. Deverá contratar para administrar as finanças do hotel um notório administrador financeiro, que, como tesoureiro de um certo partido político, foi um verdadeiro Rei Midas. Esse tesoureiro conta com os serviços de um certo empresário que se cercará de banqueiros, publicitários e corretores de valores e moedas que garantirão a multiplicação das finanças do hotel. Em pouco tempo, esse hotel sairá comprando os concorrentes para garantir seu projeto de hegemonia nesse segmento por muitos anos. Como em toda operação desse tipo, essa também terá um chefe, que chamarão de presidente, que muito falante viverá dizendo "nunca antes neste país houve uma administração de hotel com tanto sucesso". Num certo dia, as diárias superfaturadas serão denunciadas ao Ministério Publico, por alguém que se sentiu prejudicado na operação, e tudo ruirá. O presidente, a partir desse dia, viverá dizendo que não sabe de nada.

Jose Rosa jjrosa1945@yahoo.com.br

São Paulo

*

A ESTRELA DO ST. PETER

A nova sede do Partido dos Trabalhadores (PT) em Brasília estará instalada no Hotel St. Peter, onde o sr. Zé Dirceu será gerente administrativo. O local de trabalho de um preso não tem de ser a 100 m do local onde cumpre pena? O que devemos fazer é boicotar o hotel. Passaria este hotel a ser um centro de convivência de "cumpanheiros" do PT, os únicos a frequentarem o lugar. Com a estrela do PT, o St. Peter se sentirá como um 5 estrelas. Será?

Marcos Pougy marcoslaly@gmail.com

São Paulo

*

CONTRADITÓRIO

"José Dirceu tentou ser, ao mesmo tempo, um bandoleiro tropical e um arrebatador de corações de senhoras balzaquianas. Não deu. O que lhe restou foi um emprego de favor num hotel de segunda" (João Mellão Neto, em "Bandoleiro tropical", no "Estadão" de 30/11/2013). Ao leitor com alguma argúcia, mais que o suposto caráter de José Dirceu, estas linhas revelam a alma do escrevinhador (esta real, não suposta, pois as palavras são de sua autoria). Os sentimentos que inspiram o autor não constroem a política entendida como o espaço do contraditório, onde o interlocutor não pode ser desqualificado. Ao invés da democracia, esses sentimentos inspiraram arquitetônicas políticas de cunho autoritário muito comuns em todo o mundo na primeira metade do século passado, tendo inclusive prejudicado este jornal. Pode até divertir (alguns), mas não soma, subtrai.

Valdir Trighetas valdir.trighetas@uol.com.br

São Paulo

*

HISTÓRIAS MAL CONTADAS

Se até os dias de hoje o PT se "esquivou de esclarecer" os bombásticos assassinatos de Celso Daniel e Toninho do PT, ex-prefeitos petistas de Santo André e de Campinas, em mais dois outros fatos relevantes o Planalto está devendo convincente explicação. O primeiro é sobre as denúncias contra o governo de São Paulo, na compra de equipamentos para o metrô e para a CPTM, em que algumas figuras tucanas são citadas por suposto favorecimento ilícito, no qual e até aqui, inicialmente um diretor do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o secretário do prefeito Fernando Haddad, Simão Pedro, é que eram os responsáveis pela promoção dessas denúncias. Mas, como nas hostes petistas as traquinagens não faltam, agora, como um bombeiro deste imbróglio, que mais se está parecendo com um daqueles dossiês falsos produzidos pelo Planalto, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, diz que foi ele quem repassou tal denúncia para a Polícia Federal. Como se Cardoso, assumindo essa responsabilidade, pela sua liderança, que inexiste, o PSDB iria ficar com medo ou silenciar-se. Ledo engano! Os tucanos, agora mais do que nunca, exigem explicações do ministro trapalhão. Aliás, este mesmo ministro da Justiça, que por conveniência explícita de seu partido critica as precárias condições dos presídios brasileiros, deve e com urgência uma explicação também à sociedade brasileira do porquê o seu ministério não fiscalizou e permitiu uma verdadeira mutretagem de facilidades para que o petista de carteirinha Henrique Pizzolatto, condenado pelo STF como um dos envolvidos no mensalão, impunemente conseguiu sua fuga para a Itália. Será que José Eduardo Cardozo, também de peito aberto, assim como fez no caso contra os tucanos, vai assumir a culpa da inoperância de sua pasta, favorecendo mais um petista corrupto?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

'MENSALÃO MINEIRO'

De certa forma, é corajoso o artigo de Eugênio Bucci ("Mensalão mineiro, um teste para a imprensa", 28/11, A2) ao questionar o comportamento futuro da imprensa diante do mensalão tucano. Porém, lendo e analisando o que nos chegou até aqui, vemos que já não houve a mesma seriedade e comprometimento para analisar as denúncias pretéritas. Por exemplo, houve pouco questionamento do processo ser sido desdobrado e transitado nas instâncias inferiores. E, mesmo no julgamento da Ação Penal 470, Eugênio Bucci apresenta dois pontos dúbios: se para a Justiça vale o que está nos autos, onde está a prova da corrupção de José Dirceu e outros? Domínio do fato é tese, não prova. E, se a denúncia como um todo era robusta, por que somente 2/3 dos indiciados foram condenados? Assim, não me iludo, pois sei que a partir de agora pegarão mais leve com os bonitinhos.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Lorena

*

UMA COISA É UMA COISA...

Bem tendencioso o artigo "Mensalão mineiro, um teste para a imprensa", do sr. Eugênio Bucci, de 28/11/2013, página A2. Os comentaristas de futebol, que sabem da existência dos cartões vermelho e amarelo, já aprenderam que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. O sr. Eugênio também sabe que nem tudo é mensalão nessa vida. Mas parece que ele não aprecia "o tal Partido da Social Democracia Brasileira, com litros de brilhantina a empinar-lhe o topete reluzente".

Euclides Rossignoli euros@ig.com.br

Itatinga

*

PARTIDÁRIO

Não me conformo como o "Estadão" mantém como colunista um petista envergonhado como Eugênio Bucci. No seu artigo de quinta-feira, o professor petista considera-se com moral para dizer o que a imprensa deve fazer sobre os casos de corrupção. Tenha dó!

Moacir Salzstein moacirsalzstein@globo.com

São Paulo

*

OS PRESÍDIOS BRASILEIROS

Declaração de Rui Falcão, presidente do PT: "Nenhuma prisão garante os cuidados que Genoino precisa". Pois sim! A única coisa de que José Genoino precisa, senhor Falcão, é uma coisa chamada dignidade, mais conhecida como "vergonha na cara".

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

*

SÓ PODER

Só agora é que os governos presididos pelo PT por 12 anos se deram conta de que a situação dos presídios neste país é uma calamidade. Não existem presídios agrícolas, onde os detentos poderiam trabalhar para plantar sua própria comida e talvez ganhar algum dinheiro, não existem presídios preparados para que detentos que já alcançaram o nível de poder trabalhar durante o dia possam ficar. Não há como classificar a situação dos presídios no Brasil. Como confessou o ministro da Justiça, cuja atuação na área é zero, é melhor morrer do que ir preso. Será que agora que eles tem companheiros tão importantes dentro do partido vão começar a pensar na situação dos outros bandidos? Num país onde a criminalidade grassa, onde a violência chega a ser pior do que em países em guerra, onde o tráfico de entorpecentes chega ao nível de haver políticos conhecidos e importantes como traficantes, o descaso os governantes com a segurança pública é imenso. É revoltante e é uma confissão de que o que lhes importa mesmo é estar no poder, nada mais que isso. O povo que paga os maiores impostos do mundo que se dane, só podemos chegar à esta conclusão.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

*

AS BONDADES DA PAPUDA

Os juízes responsáveis desejam acabar com os privilégios da Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, desde que a prisão já passa a ser um verdadeiro hotel, onde os privilegiados contam com regalias que jamais seriam estendidas aos mais simples e humildes. E agora, após o advento de José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Marcos Valério, o presídio passou a ser uma verdadeira ilha de conforto, se os magistrados corregedores não impuserem metas e disciplinas rígidas, mesmo porque as personalidades do PT não se julgam delinquentes, mas cometedores de crime político, como se a apropriação de dinheiro público, para manutenção no poder, fosse crime de opinião e político, pois. Aliás, o PT gosta de impor ordem no que é dos seus não filiados. Mas quando se trata dos seus, entendem todos que podem fazer o que bem entendem. Correção e disciplina neles. É o quanto merecem.

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

ISONOMIA TAPUIA

A prisão dos petralhas bagunçou o presídio da Papuda, em Brasília. Até o ilustre senador maranhense do Amapá ignorou as normas ao visitar o presidiário José Genoino e dar um alô aos seus comparsas. "Os semelhantes se procuram", máxima do velho latim. Apenas à lembrança, nos EUA um tal de Bernard Madoff tungou em bilhões de dólares empresas e pessoas físicas, mas nada de público, e pegou 150 anos de cadeia, sem poder sair para sequer assistir ao enterro do filho Mark, que se suicidara de vergonha pelos atos praticados pelo pai, enquanto os daqui - como fez a filha de Genoino -comentam e escrevem chorosas cartas, omitindo o crime que de livre e espontânea vontade os pais praticaram e, não satisfeitos, criticam o julgamento por suposta parcialidade.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

*

TROCA-TROCA ENTRE PARTIDOS

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o mandato de parlamentares nesse troca-troca de legendas fazendo do cenário político brasileiro um deplorável circo com 190 milhões de palhaços. O Supremo Tribunal Federal (STF) já deu um parecer de inconstitucionalidade contra decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que permite a mudança de partido desde que seja na formação de nova legenda política. Imagine, o acolhimento de tamanha excrescência redundaria no aumento dos mais de 30 partidos políticos, rapidamente passando para uma centena. A fidelidade partidária deveria ser tratada pelo TSE com seriedade. Partido político não deve ser trocado como cueca, que se troca todo dia.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

BOICOTE PARAGUAIO

Um bom exemplo a ser seguido vem do Paraguai: 22 senadores se recusaram a permitir que um de seus pares perdesse sua imunidade para responder a um processo judicial onde é acusado de ter empregado por sua indicação, a babá da família, na Itaipu Binacional com salário de US$ 1.7 mil por mês. Três shoppings colocaram cartazes informando que os 23 não são bem-vindos em suas lojas. Restaurantes da rede Pizza Hut informam que não os serviriam em seus estabelecimentos. A associação dos postos de gasolina orientou seus filiados a não abastecer seus veículos. Taxistas aderiram ao boicote e, assim, mais de 150 estabelecimentos se somaram ao movimento. Brasileiras e brasileiros, esse é o caminho, vamos boicotar os desonestos e seus padrinhos também.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

*

VIVA O PARAGUAI!

Novamente o Paraguai nos dá uma lição que devemos seguir. Foi correto quando não queria a admissão da Venezuela no Mercosul, por considerar o país com práticas não democráticas, que é a exigência do bloco. Agora um senador teve 23 votos de seus colegas favoráveis em não retirar a sua imunidade, para ser julgado, por colocar a babá da sua casa como se fosse funcionária da Binacional Itaipu. Sabem o que aconteceu? Três grandes shoppings da cidade colocaram faixas dizendo que estes 23 senadores não eram bem-vindos nos seus estabelecimentos. A onda se espalhou e apareceram restaurantes, lojas e até hospitais aderindo à campanha contra eles. Conclusão: vai haver nova sessão para votarem sobre a imunidade dada ao senador. Já imaginou se nossos empresários, de todos os setores, tivessem essa consciência? Um dia chegaremos lá. Viva o voto aberto!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

'CASSAÇÕES ÀS CLARAS'

Excelente o editorial de 28/11 (página A3). Que bela demonstração de civismo e de ética popular. Que lição a nosso rebanho de carneiros insensíveis aos desvios de conduta de nossas autoridades. Nosso povo deveria ter mais consideração e respeito por um povo que nos dá lições de ética e de moral. Já nos deu no Mercosul (recusando a Venezuela) e agora nos ensinando como tratar os políticos torpes e mesquinhos que são a maioria dos que, com nossa insensatez, elegemos. Deveríamos fazer como estão a fazer no Paraguai. Negar a nossos corruptos nossos serviços e nossos préstimos, no comércio, nos restaurantes, nos hotéis onde não trabalhem presidiários, nos taxis, nos barbeiros, nos bares e em todos os lugares onde se apresentassem suas excelências da corrupção e do deboche público.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

*

EXEMPLO GENIAL

O título do assunto reflete a constatação de que tanto é genial, que o jornal "O Estado de S. Paulo" reproduziu no editorial "Cassação às claras" a informação do repórter César Felicio prestada ao "Valor" e que vale a pena registrar novamente, principalmente para quem não tenha lido, e para, quem sabe, termos exemplo brasileiro. "Na edição de ontem do 'Valor', o repórter César Felício informa que os paraguaios, incentivados pela imprensa e as redes sociais, na esteira de manifestações de protesto nas ruas de Assunção, resolveram dar o troco a Bogado e seus cúmplices. Três shopping centers tomaram a iniciativa de colocar cartazes na entrada avisando que a presença dos 23 políticos não é 'bem-vinda' em nenhuma de suas lojas. Apanhando a deixa, restaurantes da capital, 'dos mais sofisticados à rede Pizza Hut', fizeram saber que tampouco serviriam esses comensais. A associação dos proprietários de postos de gasolina orientou os filiados a não abastecer os veículos do pessoal. Taxistas aderiram ao boicote depois de cruzar os braços no último fim de semana. Mais de 150 estabelecimentos comerciais se somaram ao movimento".

Cleria Valle cfsrv@bol.com.br

São Paulo

*

ACORDO COM O IRÃ

Um acordo foi alinhavado e costurado com o Irã em relação ao seu programa nuclear. Alguns poucos países, mas que dominam o mundo, têm medo de a República Islâmica fabricar a bomba atômica. Pura retórica e demagogia, haja visto que muitas nações possuem armamento nuclear e ninguém se manifesta. Que saibamos, o Irã deseja energia atômica para fins pacíficos, principalmente na área médica, entretanto a ovelha negra do Oriente Médio, a impostura chamada Israel, sempre dá o contra quando o assunto é o Irã. Se os sionistas temem o Irã, é porque devem, pois quem não deve não teme. Sionistas fazem tudo de ruim com os palestinos e ninguém cobra absolutamente nada, desde assentamentos ilegais até sequestros e mortes, tudo passa normalmente pela comunidade internacional. O Irã está certo em manter seu programa, e os que apoiaram o acordo por seis meses verão que nada existe de perigoso. Ninguém tem culpa se a entidade sionista (Israel) vê chifre em cabeça de cavalo.

Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

*

A REAÇÃO DE ISRAEL

A divulgação do acordo entre as grandes potências mundiais e o Irã causou uma impressão de que finalmente se conseguiu um avanço numa área tão delicada. Mas causa repercussão a reação de Israel, contestando o entendimento. O que deixa esse país numa situação delicada, quase que estimulando a beligerância, pois inclusive conta com arsenal nuclear. E não pode ser esquecido que o então presidente Lula esteve reunido com a Turquia e o Irã, mas o acordo que fizeram não foi aprovado pelos mesmos países que agora se vangloriam de ter conseguido obter uma solução para esse sério problema que é a utilização da energia nuclear para outros objetivos. Coisas da política internacional.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

PERIGO NUCLEAR

Por que Israel pode ter seu arsenal nuclear extraordinário e o Irã não pode tentar dar os seus primeiros passos no setor? O mesmo perigo alegado de que o Irã não é confiável para lidar com a bomba nuclear pode-se aplicar a Israel. Com seu instinto agressivo e egoísta, Israel já deveria ter deixado de ser o xerife do Oriente Médio, cargo que vem ocupando há décadas, com invasões, assentamento de colonos em território palestino e assassinatos de adversários, como Arafat.

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

*

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO!

Por trás do recente acordo das grandes potências com o Irã, está na verdade o grande jogo macroeconômico global. Sendo a terra dos aiatolás um dos maiores produtores de petróleo e gás, o mundo não pode ter essa pendência continuada, pois, como falou em assessor presidencial dos EUA, "é a economia, seu estúpido!".

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

*

AS FARMÁCIAS E O 'MAIS MÉDICOS'

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) vem a público manifestar o seu mais veemente repúdio às notícias veiculadas por órgãos de imprensa, de que "farmacêuticos estão boicotando o Programa Mais Médicos, do governo federal". O fato é que os farmacêuticos estão apenas cumprindo a legislação em vigor, que inclui, para certos medicamentos, como antimicrobianos, psicotrópicos, entorpecentes, a obrigatoriedade do lançamento de dados no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), criado pelo governo, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Sistema foi concebido para reconhecer apenas os números de registro dos prescritores junto aos seus respectivos conselhos profissionais. Conforme amplamente divulgado, existe um impasse ainda não totalmente sanado. Os números de registro concedidos pelo Ministério da Saúde (MS) aos médicos vinculados ao Programa não foram, ainda, incluídos no SNGPC, o que impede os farmacêuticos de cumprirem a norma legal. Com base nesses fatos, o CFF recomenda que os farmacêuticos aguardem manifestação formal da Anvisa e/ou do próprio Ministério da Saúde que respalde a dispensação desses medicamentos, sem que haja qualquer risco de infringência às normas legais estabelecidas.

Walter Jorge João, presidente do CFF isabel@cff.org.br

São Paulo

*

O PIB DE 2012 - TOQUE DE MÁGICA

Se existissem ainda dúvidas da manipulação de índices e em manobras contábeis, por parte do governo federal brasileiro, há poucos dias, na Espanha, para aparecer bem na foto, a presidente Dilma Rousseff chutou o balde e dirimiu todas. Usando a bola de cristal do ministro Guido Mantega, da Fazenda, e, em mais um passe de mágica, anunciou a revisão do pífio PIB de 2012: de 0,9% para 1,5%, uma semana antes de ser anunciada pelo IBGE. Portanto, está esclarecido por que o índice inflacionário não passa de 6%! Diz um ditado popular: "O diabo ensina a fazer a panela, mas não ensina a fazer a tampa".

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

*

REVISÃO DO PIB

Dona Dilma, a exemplo de dona Cristina Kirchner, finalmente se sente "madura" para fazer estimativas, antecipando números do IBGE e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que andam sofrendo mudanças metodológicas, convenientes ao ministro da Fazenda, senhor Guido Mantega.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

ASPONES

O poder de gerentona da dona Dilma é insuperável. Demonstra naturalmente costumeiras declarações que não condizem com a verdade. Acabou de prejudicar a Petrobrás continuando na mesma administração inconsequente do governo anterior, que já havia desmoralizado os Correios, agora ela vem com a "revisão do PIB", alterando o índice do IBGE de 0,9% para 1,5%. Se tudo o que é índice, propostas ou previsões ela altera, para que este verdadeiro exército de "aspones" que não servem para nada, a não ser gastos desnecessários, porque são desmoralizados por ela frequentemente? O maior exemplo é Guido Mantega.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

*

SISTEMA PRÉ-ELEITORAL

Mitomania ou pseudolalia? Como classificar as afirmações do governo? Nosso país está chafurdado num crescimento pífio, nossa "presidenta" aumenta o PIB de 0,9% para 1,5% (sistema de cálculo pré-eleitoral), nossas despesas são maiores que a receita, o governo não consegue conter seus gastos (incluindo a roubalheira), a tributação só aumenta. Onde está a solidez propalada?

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com

São Paulo

*

'MANTEGA E A SOLIDEZ IMAGINÁRIA'

Os comunistas soviéticos ainda batiam o sapato na mesa, como aquele energúmeno russo, com a URSS praticamente falida. Mantega é apenas um comunista meia-tigela, está maritacando o que sabe fazer.

Ariovaldo Batista arioba06@hjotmail.com

São Bernardo do Campo

*

BRASIL EXPORTADOR

A balança comercial exterior continua a ser negativa. Exportações caindo e importações crescendo. Considerando as reservas de divisas do Banco Central e o pouco endividamento externo pareceria ser que o Brasil esta muito bem, visto desde fora. Agora bem, aqui dentro, qual é a realidade: falta de custos para competir no exterior com produto brasileiro, substituição de produção nacional por itens importados, perda de fontes de trabalho, incentivo ao consumo com juros extorsivos, incremento da dívida interna, empresas fechando e assim por diante. A única forma de poder recuperar os mercados externos perdidos na última década será mediante um ajuste significativo do tipo de câmbio, promoção creditícia para financiar as vendas externas, redução da burocracia (bancária, alfandegária, portuária, ministerial, estadual e municipal), estabelecendo incentivos diretos e subsídios a exportação de produtos elaborados. Por oportuno, tudo isso é praticado de forma aberta por quase todos os países emergentes que estão tomando o mercado internacional de produtos elaborados. Um país se faz trabalhando, sem assistencialismo eleitoreiro. Acorda, Brasil, para não ficar de fora da participação crescente no mercado internacional.

Osvaldo Sicardi osvaldo.sicardi@imexbra.com.br

Rio de Janeiro

*

EXPO 2020

São Paulo perdeu a disputa pela Expo 2020. Uma cidade onde o metrô não chega ao aeroporto e onde as paradas de ônibus não sinalizam os números e destinos dos mesmos, apesar de reformadas a cada três anos... Perdemos nós, paulistanos, todos os dias, há muito tempo. Ah, mas o IPTU subiu!

Marcio Veneroso rmarcio72@yahoo.com.br

São Paulo

*

ACIDENTE NO ITAQUERÃO

O acidente que aconteceu no estádio de abertura da Copa do Mundo de 2014, o Itaquerão, infelizmente vitimou trabalhadores, uma perda incalculável do ponto de vista humano. Percebe-se que naquela obra não falta segurança ocupacional, no entanto, faltou o gerenciamento de risco a que os trabalhadores ali estão expostos. Se essa obra não fosse uma obra com a magnitude política como é e, se o Ministério do Trabalho e Emprego fizesse uma verdadeira varredura com concepção preventiva, como deveria ser com esta obra, ela poderia ficar embargada por um bom tempo. Se isso vier a acontecer, pode ter certeza de que até o ministro do Trabalho cai - aliás, Brizola Neto caiu porque não aceitou a pressão de um empresário dono de uma construtora que tem varias obras do PAC a que o Ministério do Trabalho havia aplicado muita de quase R$ 7 milhões, então o dono da empresa foi até Brasília e consegui derrubar o ministro do Trabalho. A possível causa do acidente é que o guindaste não era apropriado para tal serviço, mas a chuva pode ter afetado o solo, e neste caso num trabalho que envolve muito peso ou escavação o potencial de acidente era real. Conclusão: faltou essa percepção dos envolvidos no que diz respeito ao risco.

Paulo R. de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

*

TARDE DEMAIS

É o Brasil de sempre. Antes, ninguém fiscaliza nada de fato. Após o acidente, aparecem urubus e oportunistas por todo lado, os profetas do "quanto pior, melhor", os palpiteiros cheios de achismo, falando pelos cotovelos um monte de bobagens, confundindo mais que esclarecendo.

Geraldo Alaécio Galo ggalo10@terra.com.br

Guarulhos

*

CONSELHO DE ENGENHEIROS

Quando será que os governos federal, estaduais e municipais vão tomar vergonha na cara e criar um conselho fiscal composto por engenheiros qualificados e de caráter ilibado para fiscalizar a qualidade do material utilizado em obras públicas? Até quando vão nos enganar? Estamos de saco cheio de saber que o material apresentado pelos empreiteiros quando da licitação é de primeira linha, mas o utilizado mesmo é de terceira ou quinta, e a diferença de preço entre um e outro vai para o bolso da cambada de ladrões existentes tanto na esfera federal quanto nas estaduais e municipais? Será que não lhes basta tirar-nos a educação, a saúde e a segurança , querem também tirar-nos a vida?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.