Fórum dos Leitores

NELSON MANDELA

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2013 | 02h05

Paladino da igualdade

Morreu um dos grandes homens que fazem parte da História contemporânea. Nelson Mandela foi um herói. Que sua luta seja inspiração eterna por igualdade para todos os povos. O mundo todo se curva e lamenta.

LÚCIA HELENA FLAQUER

lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

Conduta inabalável

Perde o mundo um dos maiores expoentes na obstinada e elogiável luta contra a ignominiosa discriminação racial que vigorou por séculos em seu país, a África do Sul. Sacrificado por 27 anos de cárcere, Nelson Mandela não esmoreceu em seus nobres propósitos de luta contra o que incorria de injusto na relação entre humanos de sua pátria. Deixa um legado de homem honrado, digno de admirável e prestigiosa conduta como ser humano.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

'O cara'

Há gente que nasce para brilhar. E Nelson Mandela é uma dessas pessoas, com seu destemor, sua audácia humilde, seu sofrimento em prol de uma grande causa: a igualdade entre os homens. Esse é, porque nunca deixará de ser, verdadeiramente "o cara"!

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

Aquarela

Mito? Mártir? Prefiro dizer que Mandela foi a aquarela de Deus provando que a humanidade é o mosaico da vida, composta pela união de todas as cores.

DANIEL POLCARO PEREIRA

danielpolcaro@me.com

Belo Horizonte

Legado

Enfim, estou feliz com a partida do imortal líder mundial que doou a sua vida lutando contra o ódio, em busca da concórdia e da paz. Nelson Mandela foi sempre um espírito livre e esse é o maior legado que ele deixa para a humanidade.

LEON DINIZ

leondinizdiniz@gmail.com

São Paulo

Reverência e gratidão

Admirável estadista e humanista, pelo exercício obstinado da paz e da tolerância sepultou o odioso ódio entre os de diferentes cores de pele e também entre os da mesma cor. Todos os povos lhe devem reverência e gratidão. E deveriam mirar-se não no seu exemplo, mas na sua atitude. É lamentável que no nosso país, tão decantado por sua pluralidade racial e de credos, se tenha estabelecido, por insuflação dos que atualmente detêm o controle do governo, que ter a pele clara seja condição para ser alvo de ódio e de discriminação.

RICARDO HANNA

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

Exemplo para a humanidade

Ícone da luta pela igualdade racial no seu país, Nelson Mandela passou 27 anos preso, sem direito a prisão domiciliar. Saiu e, sem necessidade de "cotas raciais" e "bolsa família", foi eleito presidente da África do Sul. No cargo e fora dele, nunca precisou desqualificar o governo do seu antecessor como "herança maldita". No poder, jamais precisou comprar políticos e honrarias. Ganhou o Prêmio Nobel da Paz. E entra para a História como um exemplo para a humanidade.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

O conciliador

Nelson Mandela partiu deixando um legado de união e paz ao povo da África do Sul. Preso por 27 longos anos, pôde refletir na prisão que a violência e o racismo estavam exterminando o seu povo e o país, sofrendo as gravíssimas consequências. Livre, com a ajuda do então presidente "branco" Frederik Willem de Klerk, e já com 71 anos de idade, pôs o seu projeto em ação. Foi eleito presidente da República e se empenhou pela paz e pela união, acabando com o odioso apartheid, mostrando que todos, independentemente da cor de sua pele, são pessoas que merecem respeito e oportunidades. Fez um governo sem ódios ou vinganças contra seus inimigos do passado, não perseguindo nem punindo ninguém. Foi, acima de tudo, um conciliador. Sua visão era a de deixar um futuro digno para as próximas gerações. Inevitável comparar Lulla com a grandeza de Mandela. Na sua pequenez, Lulla, ao contrário, é um desagregador e o que mais fez quando no cargo de presidente, e continua a fazer, é pregar o ódio entre os brasileiros, atiçando negros contra brancos, pobres contra ricos, nordestinos contra sulistas... E no campo da política trata os adversários como inimigos de guerra. Lulla nunca pensou em nosso país ou no nosso povo, e sim os usou para atingir o seu objetivo: o poder pelo poder.

AGNES ECKERMANN

agneseck@gmail.com

Porto Feliz

Comparações

Infelizmente, a humanidade é conduzida por muitos Lulas e poucos Mandelas.

GERALDO DE PAULA E SILVA

geraldodepaula@ibest.com.br

Teresópolis (RJ)

Mensaleiros

Cerrar os punhos e levantar o braço significa luta e força, como fez Nelson Mandela por uma vida inteira. Alguns mensaleiros, em vez de imitar Mandela, deveriam abrir as mãos e colocá-las na cara, pois, se não sentem vergonha, com certeza nós sentimos vergonha deles.

EDELCIO TADEU DE O. SILVESTRE

alvomax@alvomax.com.br

São Paulo

De heroísmo

Herói sul-africano, Mandela combateu a opressão (apartheid) e lutou pela democracia. Bem diferente dos autoproclamados "presos políticos" brasileiros, que se julgam heróis, porém lutaram contra a democracia e a favor da opressão (o comunismo, regime totalitário).

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Inspiração

Oh, Deus, Como seria bom se os governantes e os políticos se inspirassem em pelo menos 50% do exemplo admirável do grande Nelson Mandela!

JOSÉ LUIZ MARTIN

jluizmartin@yahoo.com.br

São Paulo

FAUZI ARAP

Teatro de luto

São Paulo e o Brasil perderam um grande diretor, ator, homem de teatro. Esse mesmo teatro que vem sendo dilapidado a cada ano, com menos lugares, salas e apoio.

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

NELSON MANDELA

A humanidade fica menor com a morte de Nelson Mandela. Um mensageiro da paz, da luta contra o racismo pustulento, que abandonou uma vida de regalias por sua origem da nobreza tribal, para lutar por suas ideias e seus semelhantes. Ficou 27 anos preso, quase em regime de solitária, e, resignado, sem revanchismo, aguardou sua vez de fazer história. Descanse em paz.

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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MOMENTO DE REFLEXÃO

A morte de Mandela serve para que a humanidade faça uma reflexão sobre a importância da conciliação entre os homens. Nós, por aqui, que temos um estreito vínculo com o continente africano do estadista agora falecido – por causa da vergonhosa escravidão –, devemos mais do que nunca usar o seu exemplo de vida e aplicar entre nós os seus ensinamentos, para que possamos trilhar o processo civilizatório de que tanto necessitamos.

 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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NÃO NO BRASIL

Do apartheid, a política segregacionista na África do Sul, que durou de 1948 a 1994, até a inclusão da África do Sul no grupo econômico do Brics, constituído de Brasil, Rússia, Índia, China, a grande nação africana viveu, principalmente, sob a presidência de De Klerk, uma das mais violentas formas de racismo existentes no planeta. Tendo como aliado o Congresso Nacional Africano (CNA), que foi declarado ilegal, Mandela foi para a clandestinidade. Mas o repúdio da população negra ao apartheid atingiu níveis até então inatingíveis após o massacre de Sharpeville, em que 69 negros foram mortos pela polícia. Mandela lançou a campanha de sabotagem econômica. Em 1964 foi condenado à prisão perpétua, sendo solto em 1990, depois de quase 30 anos de prisão. Patrocinou a reconciliação de seu país. Em 1993, juntamente com De Klerk, ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Quantos homens podem se espelhar nos exemplos de Mandela, de liderança, coragem e patriotismo? Como Diógenes, saia com uma lanterna e tente encontrá-lo. Não aqui, no Brasil.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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PERDA

Perdemos a essência dos direitos humanos e a independência de valores.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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O MUNDO DE LUTO

O mundo perdeu um dos seus mais ilustres habitantes. Estive na África do Sul fazendo um "safari fotográfico" em janeiro de 1975, dois anos depois da prisão de Mandela. Eu era muito jovem, ali sozinho em um país então pouco conhecido turisticamente, mas aprendi muito sobre humanidade, vi uma fauna incrível. Vi leões matadores de homens sendo caçados por rangers, peguei uma violentíssima hepatite, que me custou 92 dias de cama, mas valeu muito a experiência, inclusive por ver estupefato de perto a segregação racial, cenas inacreditáveis eu vi deste horrendo regime. Infelizmente só pude ficar 8 dias, pois tive que voltar porque a revolução estava iniciando-se violentamente e ficou perigoso. Com o fim do apartheid surgiu uma espetacular África do Sul, uma das principais mecas do turismo de natureza do mundo. E tudo que a África do Sul é hoje em dia deve-se a este homem. O mundo está de luto. "Gaan in vrede" Mandela.

 

Antonio Silveira as@aultimaarcadenoe.com.br

São Paulo

 

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HOMENAGEM

A Federação Israelita do Estado de São Paulo, em nome da comunidade judaica paulista, presta seu tributo e manifesta seu pesar pelo falecimento de Nelson Mandela, um grande líder mundial e símbolo da luta contra o preconceito e pela paz. Todos sentiremos a perda desta personalidade inspiradora que mudou a história de seu povo e conseguiu por fim ao apartheid na África do Sul. Que sua história sirva de inspiração para nossos líderes.

 

Mario Fleck, presidente fisesp@fisesp.org.br

São Paulo

 

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DILMA HOMENAGEIA ‘MADIBA’

Dilma não conheceu Nelson Mandela – nem sua família –, mas vai ao funeral prestar homenagem ao falecido. Há tantos brasileiros sendo mortos nos péssimos hospitais públicos federais, mas ela não toma providências nem vai homenageá-los, porque não dão notícia nas TVs e rádios. Quem vai pagar as despesas dessa viagem? Ela não tem nada mais importante a fazer aqui? Não, só tem a eleição, que é a única coisa que lhe interessa, e toda notícia na mídia pode ser benéfica. Eu sou grande admirador de Mandela ("Madiba"), mas não vou à África do Sul. Se fosse candidato a algum cargo, talvez fosse, mas pagando do meu bolso.

 

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

 

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MANDELA, EXEMPLO PARA O MUNDO

"Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração" (Nelson Mandela). Faleceu o ex-presidente da África do Sul e exemplo de liderança para as futuras gerações Nelson Mandela, ou simplesmente Madiba como gostava de ser chamado. Um homem que, mesmo ficando preso por 27 anos, ao ser libertado conseguiu governar a África do Sul, livrando-a do ódio, do racismo, eliminando o regime apartheid sem praticamente derramar uma gota de sangue nem perseguir os brancos que lá viviam. "Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta. Nos perguntamos: Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível? Na verdade, quem é você para não ser tudo isso? Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo" (discurso de posse, em 1994). Em seu discurso de posse, Mandela deixava claras suas convicções e como iria tratar a África do Sul e seu povo, independentemente de credo, cor ou classe social. Assim o fez durante os anos em que esteve à frente dos desígnios sul-africanos. Mesmo de origem muito pobre, estudou Direito e se formou bacharel. Nesta época se envolveu como movimento estudantil e fez amizade com Oliver Tambo, com quem manteve longa convivência. Sua graduação em Direito foi na Universidade da África do Sul (Unisa). Começava ali seu envolvimento contra o regime do apartheid, que negava aos negros que eram maioria absoluta da população, aos mestiços e indianos direitos políticos, sociais, civis e econômicos. Foi preso em 1962, sendo condenado em 1964 à prisão perpétua por conspirar contra o regime. Após 27 anos de prisão em regime fechado, tornou-se um símbolo da luta pelo fim do apartheid dentro e fora da África. Foi libertado em 11 de fevereiro, aos 72 anos de idade. Em 1993 recebeu, junto com Frederic de Klerc, o Prêmio Nobel da Paz. Em maio do ano seguinte foi eleito presidente da África do Sul como o primeiro negro a vencer tal cargo. Comandou o regime de transição impondo a reconciliação interna e externa sem violência. Ficou na presidência até o fim do mandato, em junho de 1999. Neste período de governo voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direito humanos. Retirou-se da vida pública aos 85 anos, em junho de 2004. Faleceu aos 94 anos de idade após longo período em que mais ficou nos hospitais do que fora deles. Um mundo perde um grande homem, um líder nato e a África do Sul fica órfã de seu filho ilustre.

 

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

 

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GRANDE HOMEM

 

Quero prestar homenagem àquele que foi um dos meus grandes ídolos, pela cor de sua pele, tão bela quanto negra e macia, igual à de todos os seus ascendentes e descendentes africanos, que tanto enriqueceram e enriquecem os quatro cantos do mundo: Mandela! Pudesse eu ter outro filho, seu nome seria Mandela. Aguarde-me na paz do Senhor.

Carlos Leonel Imenes climenes@ig.com.br

São Paulo

 

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‘MADIBA’

Na esteira de grandes vultos do passado, tais como Gandhi e Martin Luther King, parte Nelson Mandela e seu eterno sorriso simpático e acolhedor. O "Madiba" dos sul-africanos deixará na mente e no coração daqueles que tiveram oportunidade de conhecê-lo uma semente de humildade que só os grandes vultos da história são capazes de deixar. Nelson Mandela foi um exemplo para o mundo. Ao ensejo pergunto: Por que até hoje o Brasil não teve um presidente da República negro, tal qual foi a trajetória de Mandela? Não está na hora?

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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LUZ

 

Mandela, a chama que se apaga justamente quando o Brasil do atraso está sendo iluminado por postes que não sabem para onde ir.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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A COPA NA ÁFRICA

É preciso salientar, frisar e recordar, agora que o mundo todo se comove e lamenta a morte de Nelson Mandela e também porque o Brasil sedia em 2014 a Copa do Mundo, que foi com o desprendimento, a visão e a grandeza de atitudes do então presidente da Fifa, João Havelange, a iniciativa pela realização da Copa de 2010, pela primeira vez, num país africano. Havelange, hoje insultado por asnos e paladinos de araque, teve a sensibilidade, no comando da Fifa durante 26 anos, de perceber que o futebol une povos e nações. Durante anos, Havelange, hoje com 97 anos de idade, tratou do assunto com sensibilidade e sucesso. Quando Havelange deixou o cargo, a Fifa tinha mais países filiados do que a ONU.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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PRESO POLÍTICO

Sabendo da morte de Nelson Mandela, lembrei-me do "preso político" José Dirceu. Nelson Mandela ficou aproximadamente 28 anos preso. Este, sim, um preso político. O nosso amável José Dirceu está preso há 15 dias e esperneia dizendo que é preso político e que não tem direitos.

Ricardo Cury Junqueira

 

ricardocuryjunqueira@hotmail.com

Itupeva

 

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HOMBRIDADE

No mínimo pitoresca a primeira página do "Estado" de ontem (6/12). No alto, a foto de um estadista reconhecido mundialmente, que, apesar do sofrimento na cadeia, nunca buscou vingança, agindo com dignidade. Logo abaixo, a manchete do deputado que, na possibilidade de cassação, preferiu a renúncia. Realmente, há homens e...

 

José Francisco D’Annibale dannibale@uol.com.br

São Paulo

 

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O LEGADO DE MANDELA

Depois de dedicar toda a sua vida à causa e passar quase três décadas na prisão, Nelson Mandela saiu e, em vez de buscar revanchismos ou requerer pensões milionárias, como fizeram os insurgentes brasileiros, foi pilotar uma transição em que priorizou perdão, anistia, esquecimento e reconciliação, para oferecer a igualdade ao povo sul-africano. Foi levado ao poder nos braços deste mesmo povo e reinseriu seu país à comunidade internacional. Concluído o seu mandato, não quis continuar. Saiu do poder, mas o povo o reconheceu como "pai". Serviu de alavanca para os movimentos político e negro brasileiros. Ideal seria que os admiradores locais seguissem seus exemplos. Os políticos deveriam de imediato acabar com a reeleição para cargos executivos, que hoje mantém os governantes em campanha permanente durante o primeiro e leva o marasmo ao segundo mandato. Aos negros seria conveniente mirar-se nos exemplos de igualdade e jamais lutar por cotas ou aceitá-las como esmola dos sagazes políticos e politiqueiros que só querem arrebatar seus votos. Lembrar que, no concorrido mercado de trabalho e na sociedade, alguém beneficiado por cotas jamais será igual aos não cotistas e, portanto, viverá em "apartheid" definitivo. Mandela não quis reeleger-se e lutou para que negros e brancos tenham os mesmos direitos. No seu ideário não existem favorecimentos e nem benesses. Apenas liberdade e igualdade de condições para os cidadãos, independente da cor da pele ou etnia. Deu (não "vendeu") a sua vida à causa. A melhor reverência que o Brasil pode fazer à sua memória, se quiser, é seguir seus exemplos...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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COOPERATIVA SONHO DE LIBERDADE

Muito boa essa tirada da Cooperativa Sonho de Liberdade formada por presidiários do Distrito Federal (inclusive o nome é ótimo e nos remete ao grande filme homônimo e merecedor de ter ganhado o Oscar), que disse ter como oferecer emprego a José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Empregos compatíveis com a realidade dos presidiários, com salários beirando os 75% do salário mínimo. Só que, no caso de Delúbio, haveria maior dificuldade de achar um cargo adequado para ele, já que, para a cooperativa, o ex-tesoureiro não demonstrou nenhuma habilidade em outras funções, se não a de tesoureiro de partido político, no que se constatou não ser de confiança e que não teria como alocá-lo num cargo com acesso às finanças da Sonho de Liberdade.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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OFERTA DE EMPREGO

Se efetivamente José Dirceu quer trabalhar chegou a oferta de emprego através da Cooperativa Sonho de Liberdade, entidade que se dedica a ressocializar detentos. O salário está de acordo com a competência dos réus, R$ 508,50. As vagas foram oferecidas também a Genoíno e Delúbio. Convém o "JN" investigar se tais cargos não poderão levar os funcionários ao desvio de função. Imagine Dirceu administrando artefatos de concreto, se errar a matéria prima, já era. Delúbio como assistente na marcenaria ficará especializado em "óleo de peroba" quanto a Genoino, tudo que ele quer é descansar no seu domicílio, afinal a doença dele afeta milhares de brasileiros que continuam trabalhando se quiserem viver.

 

Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas

 

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OS ATRASOS NAS OBRAS DA COPA

Ridícula e inadequada a comparação que o ministro do Esporte, sr. Aldo Rebelo, fez na quarta-feira para justificar o atraso das obras dos estádios para a Copa do Mundo de 2014. O ministro disse que, em todos os casamentos em que a noiva atrasou, nunca o casamento deixou de ser realizado. Só que o ministro Aldo Rebelo se esqueceu de que, quando uma noiva chega atrasada a um casamento, normalmente a igreja já está construída há décadas e devidamente ornamentada para a cerimônia, e não em construção, como estão os estádios para a Copa. Que o ministro arrume outra desculpa, pois a noiva chegar atrasada é praxe e muitos acham até elegante.

 

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

 

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A CONTA

No Brasil, as obras, sendo para a Copa ou não, sempre atrasam. E quem paga a conta somos nós, os otários pagadores de impostos. Ou seja, o dinheiro público é tratado como lixo com que ninguém se preocupa. E o povo fica só assistindo e pagando, inclusive IPTU sem nenhuma justificativa.

 

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

 

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MAIS UMA DO PT

Economistas afirmam que governo superestimou benefícios da Copa. Precisa falar mais alguma coisa? Mais uma lorota do PT e dos fazedores de mentiras que querem que virem verdades. Claro, sem mencionar que esse ético governo financiou mais de R$ 25 bilhões para construir estádios que nunca mais serão usados, como o de Manaus. E ainda têm a cara de pau de falar da ridícula e fraca oposição?

 

Kaled Baruche kbaruche@bol.com.br

São Paulo

 

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BRASIL, EXEMPLO DE GESTÃO

Difícil, como brasileiro, ter de ouvir do sr. Joseph Blatter, da Fifa, que "é uma questão de confiança. Não há um plano B. O que podemos fazer, agora, é pedir a Deus e a Alá que não haja mais nenhum acidente". Esqueceu o sr. Blatter de incluir na lista das "divindades" a quem apelar o sr. Luiz Inácio Lula da Silva, que foi o responsável por essa irresponsabilidade de trazer para o Brasil uma Copa do Mundo, num país que carece de tudo (menos de políticos oportunistas e gananciosos), quer seja de seriedade, transportes, infraestrutura e segurança. Não nos devemos surpreender com as afirmações do sr. Blatter após ele ter de ouvir a infeliz comparação entre a Copa do Mundo, um evento de repercussão mundial, com um atraso corriqueiro num casamento. Pergunto ao sr. Aldo Rabelo, ministro do Esporte, se a noiva atrasar, a Copa do Mundo começará no dia 13 ou 14 de junho, em vez do dia 12? Depois querem que haja investimento estrangeiro num país que não consegue nem organizar um campeonato de futebol.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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ATRASO DOS ESTÁDIOS

Sr. ministro Aldo Rebelo, o problema não é o atraso na hora do casamento, e, sim, o prejuízo na hora do divórcio.

 

Igor Noronha Cavalcanti cavalcanti.i@ig.com.br

Ribeirão Preto

 

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FRACASSO

Pelo andar da carruagem, já dá para prever, apesar dos "custos", o que nos reserva a Copa do Mundo: um verdadeiro fracasso.

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

 

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REAJUSTE

Mais um pequeno reajuste que será agregado ao custo faraônico e absurdo das arenas da Copa 2014: agora, custarão somente mais R$ 900 milhões. Devem ser os políticos envolvidos recalculando seus porcentuais e comissões.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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FINANCIAMENTO DO ITAQUERÃO

É um verdadeiro roubo que o BNDES vá financiar a construção do estádio "Itaquerão", do Corinthians. O governo federal, através de um banco público, o BNDES, irá usar o dinheiro do povo (nosso dinheiro) para financiar a construção do estádio de futebol de um clube privado, o Corinthians. O ex-presidente Lula (PT) afirmou que não entraria dinheiro público na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, e que os recursos viriam da iniciativa privada. Foi mais uma mentira deslavada contra o povo brasileiro, que, como sempre, é feito de bobo pelos governantes. Iremos pagar a bilionária conta do "Itaquerão", um estádio que já nasce manchado pelo desperdício de dinheiro público, em mais uma obra superfaturada, de mais de R$ 1 bilhão, que deveria ter sido usado para construir creches, escolas, hospitais, etc.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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CORINTHIANS E BNDES

De acordo com economistas, entre as várias exigências para o empresariado conseguir empréstimo do BNDES ou dos bancos estatais há uma série de requisitos mínimos exigidos, e entre eles está a obrigatoriedade de estar em dia com as obrigações fiscais, tributárias e sociais. Segundo dados da BDO Consultoria, o endividamento do Corinthians em 2012, de Imposto de Renda, INSS, bancos e outras fontes, estava entre R$ 177,1 milhões e R$ 178 milhões. Diante dessa enorme dívida, como foi possível ao Corinthians assinar contrato de financiamento de R$ 400 milhões com o BNDES e a Caixa Econômica Federal, para a construção do Itaquerão?

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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O ACIDENTE NA ARENA DO CORINTHIANS

Pela forma como a máquina arriou, o problema não foi do peso içado, mas do contrapeso utilizado. A máquina não "caiu para a frente", que seria o caso do peso, mas caiu para trás, arriando o contrapeso e desmontando toda a estrutura. A máquina é móvel, portanto, o contrapeso não deveria arriar mesmo com movimentação irregular da máquina ou alguma movimentação no solo.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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EMPURRANDO COM A BARRIGA

Estamos chegando ao fim do ano e é inevitável a questão sobre em que ponto o País retornará ao trabalho em 2014, um ano que será marcado, entre outros tremores, pela continuação de infinitas disputas sobre quem é dono da endêmica corrupção que atormenta a sociedade, pela corrida presidencial associada a uma campanha eleitoral que promete ser uma das mais histéricas a que a República já assistiu e pela expectativa de uma decisão sobre ressarcimento de perdas de planos econômicos do passado, que, segundo as fontes do governo, pode ser o réquiem da economia. Além disso, o País será palco de uma Copa do Mundo, mais um negócio do que uma exibição de bom futebol, e que está deixando a Fifa em sobressalto pela ameaça de metas não cumpridas e pelo fantasma de manifestações, provavelmente mais difíceis de serem mantidas a uma distância segura das portas dos estádios. Acrescidos às tradicionais postergações, como o carnaval, a Semana Santa e a enorme quantidade de feriados, seremos, portanto, brindados por outros marcos que tornarão pouco prováveis as decisões fundamentais para o desenvolvimento do País. Em que ponto do próximo ano serão concluídos, por exemplo, os processos de impacto ambiental que travam investimentos de importância? Quando aparecerão regras para as privatizações necessárias, mais ágeis e menos estatizantes? Quando a infraestrutura aliviará o gargalo? Para o bem do Brasil, urge que a sociedade cobre das autoridades uma tentativa de separação entre o que constitui sobrevivência como país e mera dissipação visando a um diversionismo de problemas graves, mas que, por serem politicamente sensíveis, devem ser, mais uma vez, empurrados com a barriga.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmil.com

Rio de Janeiro

 

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ELEIÇÕES 2014

No mesmo mês em que se registrarão os cem anos do início da Primeira Guerra Mundial (julho/1914), uma guerra local brasileira, pela cabeça do eleitor, estará se iniciando. Com a final da Copa em 13/7, o povo se defrontará com o retorno à corrida eleitoral que poderá perpetuar o PT no poder, apesar dos retrocessos de médio e de longo prazos, cada vez mais perceptíveis pelos eleitores esclarecidos que se fizeram ouvir nos protestos de junho. O risco institucional para o País existe e é grande. Nunca o destino da Nação verde-amarela dependeu tanto do desfecho de seu mais popular evento, pois a tão desejada vitória será decantada pelo PT desviando-se das críticas pelos bilhões enterrados nas arenas da Fifa e nos bolsos dos corruptos. Mas uma eventual, mas possível derrota, poderá ser habilidosamente tratada pela oposição para conscientizar o povo de que os avanços de curto prazo conseguidos podem se desvanecer em sonhos, quando confrontados com a dura realidade nacional. Contra essa possibilidade, o PT já prepara e testa alguns dos seus canhões com mira mais certeira.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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ORÁCULO

Esbanjando prepotência e arrogância, atributos que moldam sua personalidade, o ex-presidente Lula, ao receber o seu 26.º título de "doutor honoris causa", afirmou em São Bernardo do Campo que o seu partido, o PT, ficará no poder até 2022. Além de todas essas honrarias que lhe são conferidas, Lula também deveria receber mais uma: o "oráculo-mor do Brasil", uma vez que prevê o futuro com absoluta certeza e convicção. Nunca antes na história deste país um título honorífico, antes conferido apenas a estudiosos de conhecimento reconhecido e personalidades de notável saber, foi tão desmoralizado quando estranhamente é conferido agora a uma personalidade política, no caso o ex-presidente, que por vezes já afirmou enfaticamente e com convicção ser avesso à leitura. Aliena-se dessa forma aos estudos e ao universo do saber. Infelizmente, nos dias atuais percebemos que uma inversão de valores se incrusta na sociedade de nosso país.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

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SOBREVIVEREMOS?

Lula, ao receber seu 26.º título de doutor honoris causa, declarou na quarta-feira que o PT ficará no poder até 2022. O que não se sabe é se com esse partido no poder ainda haverá Brasil em 2022.

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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ATÉ 2022

É muita prepotência para um doutor honoris causa sabe lá de quê. Meus pêsames à Universidade Federal do ABC.

 

Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

 

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DEPOIS DO MENSALÃO

Até 2022?! Perigo à vista. A primeira tentativa foi a resistência armada conta o regime militar, a segunda foi o mensalão. Tenho muito receio do que vai ser a terceira.

 

Edgard Mourão Filho edgardmourao@hotmail.com

Santos

 

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FAZENDO AS CONTAS

Lula profetizou que o PT-lulismo ficará no "pudê" até 2022. Até sabemos qual é a conta que ele fez para chegar a tal maledicência para o Brasil: em princípio, está já considerando Dilma reeleita em 2014 e ela exercendo seu mandato até 2018. Isso feito, ele está contando que sairá como candidato em 2018 e, consequentemente, já está se considerando vencedor, exercendo seu mandato até 2022.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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GULA PELO PODER

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o PT vai ficar no poder até 2022. Como perguntar não é ofensa: isso ocorrendo, será que o País aquenta?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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QUE MAL FIZEMOS?

Em discurso em São Paulo, o ex-presidente Lula disse que apostava que o PT ficará na Presidência até 2022. Meu Deus. É para acabar de acabar com o País. Que mal fizemos? Votar mal.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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FELIZ ANO-NOVO

A turbulência econômica continua chacoalhando o voo de galinha da economia mundial. Aos solavancos, 2013 termina com a Europa em recessão, os EUA em estagnação, a China em desaceleração e o Brasil em contração. Que o mundo tenha um feliz e próspero ano novo. Amém!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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DECISÕES ADIADAS

 

Julguei que não me causassem mais estranheza nem perplexidade o fato de no Brasil as principais decisões serem sempre postergadas: no entanto, os recentes adiamentos para 2014 deixaram-me indignado. Será que os brasileiros perceberam a excelsa "jogada de marketing" da transferência dos julgamentos das perdas dos planos econômicos das cadernetas de poupança e do cartel das licitações de trens em São Paulo justamente para o ano em que o País estará em "festa" e "eufórico" com a Copa e as eleições? Qual seria a real razão para que esses "insignificantes fatos" em que bilhões de reais foram subtraídos fossem julgados num ano tão singular? Não seria, talvez, para que passassem despercebidos no afã das comemorações e, que quando a "ficha caísse", o povo já se encontrasse irremediavelmente vilipendiado? Cada um que pense e julgue conforme sua consciência, mas até quando esse povo permanecerá manipulado e adormecido em berço esplêndido?

 

José Luiz Lopes dos Santos jllraposo@hotmail.com

Águas de Lindoia

 

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O JULGAMENTO DOS PLANOS ECONÔMICOS

Não interessa saber quem vai ganhar com isso, muito menos quem vai pagar a conta. Os aplicadores na poupança apenas querem o que lhes foi surrupiado. Se houve perda e esta ocorrera, não há o que discutir. É lamentável que queiram desvirtuar a causa de pedir decorrente de perda fruto de mudanças unilaterais. O direito adquirido é cláusula pétrea e não pode ficar ao sabor de interesses politiqueiros. Confundi-lo ou denegri-lo, como fez José Serra no artigo "Há direito adquirido de quebrar o País?" (28/11, A2), é mais um absurdo jurídico que será refutado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Corte que pugna pela aplicação e defesa de nossa Carta Magna.

 

José Alfredo F. de Andrade

alfredo@andradegomesadv.com.br

São Paulo

 

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TERRORISMO ECONÔMICO

José Serra, o mais novo sócio do Clube do Terrorismo Econômico. Ele acredita que são R$ 150 bilhões que impactam em R$ 1 trilhão a economia. Jesus!

 

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

 

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A FRANQUEZA DE JOSÉ SERRA

Não duvido da capacidade de José Serra como administrador, e votaria nele sempre que se candidatar a algum cargo, até porque também creio ser ele ainda um dos raríssimos políticos honestos existentes no País, salvo prova em contrário. Mas, se ele tem tais qualidades, por outro lado, quando precisa discursar como um demagogo sobre algum tema de interesse popular, ele é um desastre, prova disso foi seu texto de 28/11 sobre a questão do dinheiro tomado de poupadores pelos Planos Sarney e Collor e que entrou em julgamento pelo STF. Ele, como outros, parece acreditar na possibilidade de uma quebradeira financeira do País se nosso maior órgão de Justiça votar favoravelmente à devolução da grana tomada daqueles que entraram com processos e que, segundo alguns técnicos no assunto, passaria de R$ 200 bilhões e, para outros, em menos de R$ 10 bilhões. Não tenho conhecimento suficiente para avaliar a questão e calcular os valores, então fico na minha, mas não posso deixar de ver como o PSDB está com afiliados como Serra, que deveria mais é calar a boca em vez de falar com a franqueza que só o prejudica. Também tem Aécio e Cássio Cunha Lima para ajudar a afundar o barco tucano, pois que essa dupla parece ter feito sugestão no projeto de uma possível reforma política propondo punições com multas pesadas àqueles que criticarem políticos na internet, quando julgarem que tenha afetado a "honra" destes, o que simplesmente significa censurar nosso direito de expressão.

 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

 

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CORAGEM DE ESTADISTA

São pelas posições públicas e atos concretos e corajosos que se identificam os verdadeiros estadistas. Sem se preocupar em ser politicamente correto, sem se acovardar, José Serra expõe ideias claras e incisivas, como tem feito em seus artigos, especialmente no seu artigo de 28/11. Apresenta um futuro para o Brasil e continua demonstrando cada vez mais por que é muito melhor que Lula e Dilma juntos e muitos candidatos por aí.

 

José Epiphanio epiphanio2@yahoo.com

São José dos Campos

 

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PRÓXIMA ESTAÇÃO: O ENCILHAMENTO

O debate acerca dos planos econômicos e suas consequências sobre poupadores (e por que só sobre os poupadores?) merece um tratamento lógico, sem o foguetório improdutivo da discurseira destinada a granjear popularidade. Um esquema do tipo "árvore de decisão" seria um providencial fio de Ariadne em busca da saída desse labirinto. Primeira pergunta: Os planos econômicos – deixando de lado o fato de terem sido gestados em situações de desespero – feriram a Constituição? Vamos deixar de lado também o fato que o Plano Bresser foi emitido antes de a Constituição de 1988 ter sido promulgada. Não feriram. Então não há mais o que discutir. Próximo assunto, pois há centenas de processos a serem julgados. Feriram, sim. Então, vamos determinar quem foi prejudicado e quem se beneficiou. Houve prejudicados e beneficiados, sim ou não? Não houve. Caso encerrado. Houve, sim. Caberá recomposição dos valores? Sim ou não. Não. Vamos ao cinema. Sim, é preciso retroceder. Finalmente se houve prejuízos e lucros a quem caberá pagar a conta? Mal nenhum faria, caso a discussão siga esse caminho, começar a falar em números. Como no quadro cômico do Jô Soares – nos tempos em que ele era mais engraçado do que hoje – imitando o então ministro Delfim: "Meu negócio são números". Parece simplória a decisão de pendurar a conta no pescoço dos bancos que nada mais fizeram a não ser respeitar decisões vindas "de cima". Seria apenas um subproduto da cultura que demoniza as instituições financeiras. Continuemos. De quanto estamos falando, afinal? É preciso definir, ou basta bater o martelo e contar mais tarde mortos e feridos? Iniciar-se-ia uma discussão, para a qual, com todo o respeito, os magistrados da mais alta Corte não têm competência técnica. Podem decidir se os planos feriram ou não a Constituição, mas determinar valores é outro departamento. No entanto terão de fixar com precisão, para operacionalizar essa eventual sentença, porque lavar as mãos não parece muito sério. Ficarão se debatendo entre pareceres que afirmam que os bancos ganharam em valores de hoje estratosféricos R$ 230 bilhões e outros que afirmam que não houve ganho algum. E esses pareceres não são fruto de pura "achologia", embora as diferenças sejam escandalosamente grandes e não estejam desprovidos de viés ideológico e/ou erros mais ou menos involuntários. Frases como a do eminente ministro Lewandowski, que aparentemente está dotado da resposta às perguntas anteriores, "caberá aos bancos, que já ganharam muito dinheiro", tipificam prejulgamento e desmoralizam o processo. Ser dono de tal convicção antes de uma profunda análise, no mínimo o tornaria impedido.

 

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

 

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QUAL É A VERDADE

Neste embate entre aplicadores da poupança, de um lado, e governo e banqueiros, de outro, às portas da decisão do STF sobre a correção dos planos econômicos da década de 1980 e 1990 do século passado, certo mesmo seria o ministro Joaquim Barbosa exigir dos bancos uma relação bem detalhada de cada poupador, com os valores a que teriam direito se ganhassem esta ação. E com a tecnologia de informação sofisticada que têm estas entidades do setor financeiro, rapidamente poderiam provar aos ministros do STF o volume real a ser pago aos correntistas. E de uma vez por todas se colocaria um fim nesta falação de que, se o Supremo der ganho de causa os milhares aplicadores, os supostos devedores que são os bancos poderiam até quebrar porque o rombo no sistema financeiro seria da ordem de R$ 150 bilhões. Então que provem antes! Apesar também de haver estudo do Instituto Brasileiro do Consumidor, de que esse propalado rombo não seria maior do que R$ 8,4 bilhões. Lobbies a parte, uma coisa é certa: se até o FGTS já foi corrigido, por reconhecimento da gestão FHC, porque também as contas dos trabalhadores foram prejudicadas pela manipulação dos índices inflacionários, por obra e graça destes planos econômicos, por que então não fazer justiça também para com os milhares de aplicadores que perderam significados ganhos, entre a década de 1980 e 1990? Traquinagem é coisa dos alojados no Palácio do Planalto! Com o Supremo não! E muito menos com o direito dos poupadores.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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TROCA DE BENEFÍCIO

Na forma da lei, o aposentado que continuou a trabalhar com a contribuição ao INSS, obrigatoriamente, deverá optar pela troca de benefício mais vantajoso, na concessão de uma nova aposentadoria, sem reduzir carência, ou limites para entrar com uma ação. Poupança é direito dos poupadores lesados, e a obrigação do governo federal em pagar a devolução da correção da poupança, sem impedir nada, na forma da lei, aos Planos Econômicos Bresser, Verão I/II, principalmente aos Planos Collor I/II. Não existe risco de rombo na economia, como dizem os bancos, e os pequenos poupadores exigem essa devolução do dinheiro roubado. Esperamos que o STF, na força da lei, faça justiça na sua totalidade, ou farão não acreditar mais nas instituições financeiras e ou na Justiça.

 

Antônio de Souza D’Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ARRASTÃO

Autoridades dos Estados Unidos alertam sobre o arrastão que podem sofrer seus filhos no Brasil neste final de ano e durante a Copa de 2014. Nenhuma surpresa! O povo brasileiro vem sofrendo contínuos arrastões, sobretudo sob o comando do PT, não só através dos criativos mensalões, como também pela elevada carga de tributos que paga, sem o devido retorno. E agora vem mais outra inventada pela insaciável ganância de prefeitos do PT: aumento do IPTU via aumento do valor dos imóveis. Até quando?

 

Italo Poli Junior polijau@terra.com.br

Jaú

 

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