Fórum dos Leitores

JUSTIÇA DESPORTIVA

O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2013 | 02h08

Gol de placa

Em 2013, tanto o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) como o Supremo Tribunal Federal tiveram julgamentos históricos que resgataram, ao menos em parte, a confiança dos brasileiros na Justiça. Ao condenar os mensaleiros, o STF deu um importante passo na luta contra a corrupção e a impunidade na política brasileira. E ao condenar a Portuguesa de Desportos por ter violado a legislação esportiva com a perda de pontos por ter escalado um jogador que estava suspenso, o STJD marcou um gol de placa, mostrando que a lei vale para todos e deve ser cumprida, sejam eles grandes ou pequenos. Justiça foi feita. São dois julgamentos emblemáticos que nos trazem um alento e a esperança de que a lei e a justiça valem mais do que o crime e a impunidade no País.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Desproporção

A Portuguesa colocou um jogador irregular numa partida, uma infração. E o desfecho foi o rebaixamento em favor do Fluminense, time grande carioca. Não haveria desproporção entre a pena aplicada e a infração cometida?

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Brasileirão 2013

Dormientius non sucurrit jus (o direito não socorre os que dormem). No caso, tanto a Portuguesa como o meu Vasco dormiram. Daí que o resultado não poderia ser diferente: disputar a Série B em 2014. A Lusa não deveria ter escalado jogador punido pelo STJD e o Vasco não deveria ter voltado para reiniciar a partida depois de decorridos mais de 60 minutos de paralisação. Agora, Inês é morta...

SEBASTIÃO PASCHOAL

s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

Tapetão

Não sou torcedor da Portuguesa de Desportos, mas, como amante do futebol, sinto-me aviltado e traído diante do julgamento que a rebaixou. A sensação é de ter bancado o idiota durante todo o ano, acompanhando o campeonato nos estádios e pela TV para vê-lo, ao final, ser decidido numa sala não por jogadores, mas por engravatados. Já fiquei mais de dez anos sem ir a estádios por não concordar com o tapetão que impediu o primeiro rebaixamento do Fluminense. Já naquela ocasião tudo cheirou a farsa. E agora a legalidade vence, mas mais uma vez a força de um poderoso se sobrepõe à moral. Caso esse absurdo prevaleça, deixarei de ser sócio torcedor do meu time (que nada tem que ver com esse imbróglio, ressalte-se) e extinguirei definitivamente minha ida aos estádios. Mesmo assistir ao futebol pela TV deixará de ser prioridade. Já basta os políticos me fazerem de palhaço.

DOMINGOS CESAR TUCCI

d.ctucci@globo.com

São Paulo

Portuguesa

Clubes paulistas, salvem a Portuguesa das maracutaias dos cartolas cariocas! Sou corintiano.

MARTIM AFONSO DE SOUZA

mas_1942@hotmail.com

Indaiatuba

Virada de mesa

Os times que quiserem garantir presença na Série A do Campeonato Brasileiro no ano que vem vão ter de acumular, além dos pontos mínimos necessários, mais uma gordurinha de uns quatro pontos. Vai que algum time carioca recorra ao STJD, né?

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

Fim do futebol brasileiro

Desde bebê, nestes meus pouco mais de 43 anos, aprendi a amar a Associação Portuguesa de Desportos. Amar é na saúde e na doença, por todos os dias da vida. A Lusa fez e faz parte da minha vida, companhia de quase todos os dias. Muitos momentos felizes nas alamedas do Canindé, que não são mais como eram há alguns anos. Tive muitas alegrias com a minha Lusa, mas também muitos reveses. E, como sempre na vida, aprendemos mais com os reveses e nos fortalecemos para seguir em frente. Muitos craques revelados para o mundo, uma história linda construída desde 14 de agosto de 1920. Canindé cheio ou normalmente vazio, com sol ou chuva, frio ou calor, jogos fora de casa, gols tomados no final, arbitragens polêmicas... E eu estava lá a acompanhar a Lusa, quase sempre em minoria. Nem consigo mais lembrar a quantidade de reveses que tivemos. Alguns, obviamente, ficaram marcados. De qualquer maneira, para os "poucos e bons", como dizia meu avô, a Lusa nos uniu, nada vai nos separar. Porém este rebaixamento na 39.ª rodada, nos tribunais, fora das quatro linhas, é o maior de todos os golpes que levamos e que pude acompanhar ao longo do tempo. Futebol acabou para mim. Fica minha indignação silenciosa e um choro contido, sem lágrimas, pela incompetência da nossa diretoria, em primeiro lugar, e pela manipulação de um regulamento injusto. O maior golpe que a Lusa já sofreu. Um corte no coração, dor irreparável. Ficarão a lembrança e a saudade da Lusa que aprendemos a amar. Mas chegou a hora da separação e do afastamento, não dá mais! Só lamento por meus filhos, pois se afastarão do que vivi na minha infância e juventude. Ponto final.

DAVID DE PINHO FILHO

david_de_pinho_filho@hotmail.com

São Paulo

Rebaixamento

Quem deveria ser rebaixado é a diretoria e o técnico da Portuguesa, que fizeram a burrada de colocar um jogador suspenso para jogar dez minutos no último jogo do campeonato.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Agência Vero Comunicação Corporativa, Antonio Hercules Junior - PerSe, Aprosoja Mato Grosso, Associação Comercial e Industrial de Mogi-Guaçu, Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner), Associação Paulista Viva, Brickmann&Associados Comunicação, Carlos Battesti - Convergência Comunicação Estratégica, Carlos Benedito Pereira da Silva, Chip Telecom, Gloria de Moraes Fernandes, Granadeiro Guimarães Advogados, Fernando Faruk Hamza e família, Gaudêncio Torquato - GT Marketing e Comunicação e equipe, Gladys e Cristovam Buarque, Juan Carlos Marroquin - Nestlé Brasil Ltda., Laert Pinto Barbosa e família, Lody Brais - Associação Cultural Brasil-Líbano, Luiz Felipe Dias Farah, Marcelo Szpilman - Instituto Ecológico Aqualung, Marli Gonçalves, Marina Atlântica, Mônica S. Sousa - Maurício de Sousa Produções, Mozarteum Brasileiro, Oia Brasil, Pluricom, Robert Haller, Rubens Teixeira da Silva - diretor Financeiro e Administrativo da Petrobrás Transporte S.A. (Transpetro) e Xico Gaziano.

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BAGUNÇA

Sou carioca, torcedor do Botafogo no Rio e do Corinthians em São Paulo, e digo que, infelizmente, o futebol brasileiro está uma bagunça. Lembro que tanto o Botafogo quanto o Corinthians já caíram para a série B do Campeonato Brasileiro e voltaram ao grupo de elite jogando bola, sem tapetão. Mas existe um clube que cai, mas não aceita a queda e parte para meios escusos a fim de permanecer na série A. Trata-se do Fluminense. Esse time caiu para a série C, não aceitou, não foi, e retornou à série A graças ao sr. Havelange, que "convidou" o tricolor a reingressar na elite. Aquilo foi um absurdo e uma afronta sem precedentes na história do futebol nacional. Agora esse mesmo clube, que novamente não conseguiu em campo manter-se na primeira divisão, prejudica a Portuguesa para poder ficar na série A. Esperamos que a justiça seja feita e a Lusa recorra e acabe ganhando essa partida. E que o Fluminense esteja na "segundona" em 2014, a fim de que o futebol brasileiro possa ter alguma credibilidade.

Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br

Petrópolis (RJ)

 

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O FUTEBOL NO TRIBUNAL

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decretou luto nacional ao rebaixar a Portuguesa à segunda divisão do Campeonato Brasileiro. O tribunal é um escritório a serviço dos times cariocas – com o rebaixamento da Portuguesa, o Fluminense, antes rebaixado, fica na primeira divisão. Sugestão ao Bom Senso: deve haver rodízio entre os Estados que têm times na série A no comando do STJD. Flávio Sveiter? É de pai para filho? São Paulo não pode aceitar essa vergonha.

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

 

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TAPETÃO?

Precisou acontecer este problema da perda de pontos da Portuguesa para eu descobrir como o Fluminense estava incomodando os demais clubes de futebol. Também, pudera, foram dois títulos de campeão brasileiro e um terceiro lugar nos últimos três anos. Isso para um time que passou anos sendo mero coadjuvante, sem incomodar os adversários, sem feder nem cheirar, é difícil de ser aceito. Eu, que sou tricolor de coração, já estava conformado com a queda para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, pois o time realmente não jogou bem e perder, ou ganhar, faz parte de qualquer disputa. Não passava pela minha cabeça, nem pela de ninguém, que a Portuguesa tinha cometido o desatino de escalar um jogado suspenso na última rodada e, com isso, merecer perder os quatro pontos que perdeu. Essa conversa de tapetão é fruto dessa inveja do sucesso recente do Fluminense. Eu pergunto: se não tivesse acontecido aquele gol do Criciúma contra o São Paulo na penúltima rodada, totalmente irregular, pois foi originado de um gritante impedimento não marcado, quem estaria sendo beneficiado para ficar na primeira divisão com a punição da Portuguesa era o pequeno Criciúma, e será que jornais e torcedores adversários fariam tanto barulho e falariam em tapetão?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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MAU PRECEDENTE

Brava Lusa, estava mal no campeonato, reagiu e ficou ali pelo meio. Brilhou no campo, mas caiu na armadilha no STJD. Fiou-se em advogado indicado e pago pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e vê seus honestos esforços indo para o brejo. O que faz Marin e del Nero lá, no Rio, que não alteram a mui-pró-carioca estrutura do STJD, que historicamente SEMPRE beneficia equipes do Rio? A Federação Paulista de Futebol e os times do Estado têm de reagir, no mínimo em autodefesa, porque amanhã isso ocorre com eles também.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

 

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TRIBUNAL BAIRRISTA

Não restam dúvidas de que o STJD age como um protetorado dos clubes cariocas. Tem sede no Rio e três de suas cinco comissões disciplinares são presididas por representantes desse estado. Há dez anos suspendeu por 120 dias o então assessor-jurídico da CBF, Valed Perry, por emitir parecer favorável ao CSA, de Alagoas, que pleiteava os pontos de uma partida contra o Vasco, pela Copa do Brasil de 2002, sob alegação de que o Vasco atuara com um jogador em condição irregular. Dez anos mais tarde, seu filho preside a funesta sessão que puniu, pelo mesmo motivo que o Vasco foi absolvido, a Lusa à perda de 4 pontos e ao rebaixamento. Essa vergonhosa e enviesada decisão favorecendo o Fluminense com o tri-tapetão não escapará incólume da sabedoria e imparcialidade do pleno desse tribunal.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

 

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LUSA REBAIXADA

Pelo histórico do Fluminense, estamos na hora exata para as pessoas de bem do futebol brasileiro exigirem mudanças radicais na direção do principal esporte do nosso país. Às vésperas de um campeonato mundial a ser realizado aqui, não podemos continuar com essa cartolagem corrupta nem com dirigentes amadores.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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BLOG

Sugestão para o futebol brasileiro: criar o Blog Tapetão. Este seria especializado em divulgar ao vivo aos times, à imprensa esportiva e aos torcedores qual jogador suspenso está sendo escalado a cada rodada e fazendo o time perder três pontos mais os pontos conquistados em campo. Quando o fato ocorresse, a punição seria suspender a transmissão ao vivo assim que o jogador entrasse em campo e os torcedores abandonariam o estádio e receberiam de volta o dinheiro do ingresso.

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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PUXARAM O TAPETE

A cada dia que passa lamentavelmente nos conscientizamos de que vivemos num país de 5.º mundo totalmente contaminado, infectado e submerso num mar de corrupções, ilegalidades, influências políticas generalizadas para levarem vantagens a qualquer custo, independentemente de quem possam atingir ou prejudicar, desde que seus interesses, objetivos e pretensões sejam plenamente atendidos. Tal dedução deve-se ao fato de existirem outras penalidades a serem aplicadas pela falha da Associação Portuguesa de Desportos em ter escalado erroneamente um jogador que deveria ficar por dois jogos suspenso, especialmente se considerarmos que o mesmo não interferiu no resultado final, pois ficou em campo apenas 13 minutos. Ou seja, tal penalização, além de derrubá-la para a segunda divisão injustamente, pois seus pontos foram conseguidos atuando, beneficiou o Fluminense Football Club que fez os seus puxando o tapete.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ASCENSÃO E QUEDA

Mais uma vez, como acontece frequentemente em todas as instâncias, o que se entende por legalidade sobrepõe-se ao que se sente como justiça. A Classe A brasileira está repleta de "fluminenses".

Leonardo Giannini leogann930@terra.com.br

São Paulo

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AFRONTA AOS TORCEDORES DE BEM

A CBF não é e nunca foi uma entidade séria. Fizeram uma maracutaia contra a Portuguesa para mais uma vez beneficiar o Fluminense. Já passou da hora de os times e torcedores sérios boicotarem os campeonatos organizados por essa entidade abjeta que é a CBF, organização dominada por dirigentes corruptos e que tudo fazem para beneficiar os grandes clubes cariocas. Nós, de Minas Gerais, por exemplo, já estamos cansados de perdermos campeonatos por arbitragens arranjadas e decisões de tapetões.

Aloisio Prince aloisioprince46@gmail.com

São Paulo

 

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FLU E LUSA

Eu acho que, se o Fluminense tivesse caído para a segunda divisão e a Ponte ou o Náutico tivessem se salvado, ninguém estaria ligando para a Portuguesa ou fazendo tanto barulho.

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com

São Paulo

 

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BOICOTE

Até os quero-queros dos gramados sabiam que a Portuguesa não teria perdão, assim como os cariocas jamais aceitariam que dois de seus "grandes" caíssem para a segundona, mesmo que Vasco e Fluminense já estão acostumados com essa sina. Mas, que foi estranha essa fórmula para manter o "fluzinho" na primeira, chega a parecer a chamada mão molhada. Caso o Flu permaneça mesmo na primeira, se o patrocinador dele for algum fabricante de produto de meu consumo, farei boicote dele, e a torcida lusa deve fazer o mesmo. Quanto aos torcedores do Flu, àqueles que tiverem vergonha na cara, que façam o mesmo.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

 

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PRIVILÉGIO FLUMINENSE

Fluminense, medíocre em 2013, vai jogar a Série A ano que vem, somente com a burrada da Portuguesa e a complacência do STJD, cuja sede é no Rio de Janeiro. Quem me garante que esse Paulo Schimit não é torcedor do Flu? Pois em 2010 ele teve uma opinião diferente dessa e o Flu foi beneficiado. Isso sem contar aquela vez em que ele saiu direto da terceira divisão para a séria A.

Paulo César Azevedo Meyer meyertour@hotmail.com

Belo Horizonte

 

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SABEDORIA

Enquanto a lusinha é assaltada, o Bom Senso F. C. nada ouve, nada vê, nada diz. Apareçam, paladinos da bola!

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

 

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DENTRO DE CAMPO

Corintianos e palmeirenses podem detestar uns ao outros, mas uma coisa que jamais pode ser negada é que, nos últimos anos, ambos os clubes foram rebaixados em campo para a segunda divisão e voltaram à elite do futebol igualmente dentro de campo – têm, portanto, tanta legitimidade a estarem na primeira divisão quanto se nunca houvessem caído antes. Isso não aconteceu só com Corinthians e Palmeiras, mas também com o Atlético Mineiro e o Paranaense, o Coritiba, o Grêmio, o Botafogo, o Vasco... O único clube que precisou de favor para estar na elite do futebol brasileiro foi o Fluminense que, campeão da terceira divisão em 1999, deveria estar na segundona no ano seguinte e só disputou a primeira divisão a partir daí porque foi convidado pelos cartolas do futebol. Agora, após mais de uma década e dois títulos que, em virtude disso, nem legitimidade têm, parece que a história se repete e o Fluminense vai novamente disputar a primeira divisão devido à caridade e pena dos cartolas. É fácil lembrar que, enquanto todos os grandes times que disputaram a segunda divisão subiram em campo e, geralmente, com o primeiro lugar, a única vez que o Fluminense disputou a segunda divisão – em 1998 – ele acabou sendo rebaixado para a terceirona.

Carlos da Silva carlos_dunham@yahoo.com.br

São Paulo

 

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VIOLÊNCIA NAS TORCIDAS

Por causa da violência das torcidas em jogos fora do Estado do Rio de Janeiro, os nobres do tapetão puniram o Vasco seguidamente. Puniram até o seu histórico Estádio de São Januário – que permaneceu todo o tempo a centenas de quilômetros de onde ocorreram as brigas. A culpa pela violência das torcidas é do papel que lhes é atribuído, de único poder moderador da autoridade dos juízes, supostos infalíveis em campo. Brasileiros, solidários ao Vasco, exijamos da Fifa a única medida que pode cortar a violência na sua raiz: a revisão durante o jogo das decisões críticas dos juízes. Se houver Copa do Mundo no Brasil sob o atual sistema de poder, o Brasil corre o risco de ser culpado, como hoje culpam o Vasco. Queremos isso?

Annibal Parracho Sant’Anna annibal.parracho@gmail.com

São Paulo

 

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BOM EXEMPLO

Cumprimento a Nissan, que, por causa da violência e selvageria dos torcedores vascaínos nos estádios, desistiu de patrocinar o Vasco da Gama em 2014. Se todas as empresas agissem da mesma forma ética, responsável e consciente como fez a Nissan, certamente o nosso futebol estaria em situação bem melhor. Nenhuma empresa deveria associar a sua marca e a sua imagem a clubes que incentivam a violência e a barbárie, como fez o Vasco, que até deu apoio jurídico aos vândalos que fizeram uma batalha campal em Joinville (SC), no jogo contra o Atlético-PR, quando foi goleado por 5x1 e rebaixado para a Série B do Brasileirão. Que o bom exemplo da Nissan seja seguido por todos, pois só assim os clubes sentirão no bolso as consequências da violência dos marginais que infestam as torcidas uniformizadas no nosso futebol.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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EM TEMPO DE MUNDIAL

Acabo de ler nos jornais que a Bahia vai proibir as festas juninas em 2014 por causa da Copa do Mundo. Parece que já existe uma mobilização popular contra tal medida, por certa estapafúrdia. Imagina se o Brasil inteiro, em especial as cidades do interior, irá deixar de realizar seus folguedos mais característicos e de longa tradição dos nossos antepassados portugueses. Seriam os nossos santos uma ameaça ao sr. Blatter e toda a sua entourage? Acho até que poderíamos aproveitar a oportunidade para difundirmos a festa para os estrangeiros que assistiriam a algo além do tradicional carnaval. Só não tenho certeza se todos terão condições de dançar a quadrilha. Sem duplo sentido, por favor.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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SEDIANDO A COPA DO MUNDO

Se, em vez de gastar essa grana preta para construir estádios padrão Fifa, o governo destinasse verbas para construir presídios com padrão aprovado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com certeza zeraria o déficit caótico de vagas no sistema penitenciário brasileiro, que, conforme dados inéditos de recente relatório, existem, em todo o País, 420 mil homens presos, "abrigados" em apenas 280 mil vagas disponíveis.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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SNOWDEN PEDE ASILO AO BRASIL

Edward Snowden quer vir morar no Brasil. Já foi informado por amigos (o jornalista americano Glenn Greenwald, que mora com seu namorado brasileiro no Rio) de que aqui ele iria ter vida boa, status de celebridade (vide Cesare Battisti). Claro que ficar na Rússia não é nada agradável, especialmente no inverno. Já aqui o clima é sempre agradável e ele sabe que alojamos até terroristas, por que não ele, delator da espionagem norte-americana? Abertamente já disse que continuará a fazer proselitismo contra os EUA. Para os esquerdistas que dominam nosso governo e a política exterior brasileira, isso pode soar como música, afinal eles ainda abraçam ideias antiamericanas ultrapassadas. Mas em primeiro lugar é preciso avisar ao sr. Snowden de que aqui temos leis que proíbem os asilados e os refugiados de fazerem manifestações políticas. Espero que o governo Dilma não dê guarida ao traidor de um país amigo com o qual temos relações comerciais importantíssimas. Não teremos vantagem nenhuma em mostrar antagonismo com os EUA, provocá-los não nos trará nada de bom, a não ser que estejam querendo mesmo que nos tornemos uma democracia bolivariana, a exemplo da Venezuela. Afinal ele sempre pode ir para o Equador ou mesmo a Venezuela, mas com certeza não terá lá vida tão boa como aqui.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

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SEGREDOS REVELADOS

Sou a favor de conceder asilo a Snowden no Brasil. Traidor como é, em pouco tempo ele divulgará, para o bem do povo, os segredos do PT que Lula tanto escondeu dizendo que não sabia...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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AQUI NÃO

Snowden se julga paladino da justiça. Quer democracia, igualdade e liberdade para todos, certo? Então por que fugiu para dois países – símbolos máximos da opressão, oriunda do totalitarismo comunista – onde os direitos humanos nunca existiram? Dar corda para China e Rússia é jogar contra o Ocidente e tudo pelo que lutamos nestes anos todos. Um traidor destes jamais deveria pisar em solo brasileiro. Se a coisa é ruim com os EUA, ficará ainda pior sob a influência da máfia russa e a hostilidade sino-comunista. Asilo aqui, não!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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AS CABEÇAS NO GOVERNO

Estamos nos especializando em molecagens: antes, recebemos de braços abertos um assassino de inocentes, condenado por tribunais de um país reconhecidamente democrático, mas o exibicionismo de nossos governantes mostrou que "ninguém manda em mim". Agora, um espião exibicionista pede asilo ao Brasil. Qualquer pessoa informada pode imaginar as cabeças que desejam essa lição "aos imperialistas do norte", que estão perseguindo o amigo da Venezuela que, mesmo falando com passarinhos, não encontra seu rumo. E estamos nos preparando para reelegê-las seguindo com firmeza nosso caminho para a decadência.

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

 

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MENSALÃO DO DEM – PENA BRANDA

A justiça do Distrito Federal (DF) condenou por improbidade administrativa o ex-governador do DF José Roberto Arruda e sua corja, pelo chamado mensalão do DEM. Eles terão de devolver aos cofres públicos R$ 300 mil, além de pagamento por danos morais no valor de R$ 600 mil. Comparada com o montante de dinheiro que as câmeras os flagraram colocando em suas sacolas, essa multa é uma verdadeira merreca.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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DO MENSALÃO AO METRÔ

O que distingue um político corrupto que levou propina no mensalão ou no caso "Siemens", do metrô paulista? Nada! Ambos devem ser punidos com rigor, independentemente da bandeira partidária que defendam. No entanto, aqueles que bateram (e ainda estão espezinhando) sem dó e piedade nos mensaleiros agora estão amenizando no caso do Metrô de São Paulo. Talvez essa seja a grande virtude da democracia, ou seja, permitir que todos demonstrem (nem que levemente) suas preferências, mesmo que isso, infelizmente, interfira no desempenho das atividades profissionais.

Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br

Recife

 

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DELATORES ÚTEIS

Com suporte na recente lei federal aprovada (12.850, de setembro de 2013), não importa que sejam chamados de delatores ou de colaboradores todos aqueles que prestarem suas informações para denunciar casos de corrupção, porque o fundamental é que ocorra transparência de casos em que políticos e administradores públicos cometeram atos de corrupção. Com base na lei mencionada, Everton Rheiheimer realizará seu trabalho de colaboração premiada, delatando atos de corrupção nos governos de São Paulo e Rio, no caso dos trens (Siemens), o que, na verdade, coloca em saia-justa os governos do PSDB. Certamente o material virá a público e os envolvidos deverão elucidar a população sobre as acusações realizadas pelo representante da Siemens, no caso dos trens. Seja vingança ou não, o que importa é que ocorram os respectivos esclarecimentos, mesmo porque todos quantos lidem com dinheiros públicos devem se submeter a tais procedimentos esclarecedores.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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SURPRESAS

Você talvez já soubesse, mas o "ignorantão" aqui nem fazia ideia. Buscando informações sobre as muitas ações da empresa Alstom por aqui, eu acabei me deparando com novidades incríveis. Descobri, por exemplo, que ela tem 39 subsidiárias no Brasil, atuando nas mais diversas áreas. Não, uma delas não consta da relação das 39. As investigações sobre corrupção começaram muitos anos antes do "acordo de delação premiada" e talvez se estendam até os dias atuais. A coisa vai longe! Descobri também – e não me havia sido dito nada – que o BNDES financiou 75% do custo da construção de uma hidrelétrica, no Equador. Sim, isso mesmo; saíram do nosso bolso US$ 291 milhões para "bancar", no estrangeiro, o trabalho de uma empreiteira que financia campanhas políticas. Afinal, o tal de BNDES fará algum dia jus ao nome (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ou vai continuar sendo um banco para custear benemerência lá fora e bancar projetos megalomaníacos de pseudoempresários brasileiros com complexo de grandeza universal?

Carlos D. N. da Gama Neto carlosgama@conjeituras.com.br

Santos

 

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A MÁFIA DO ISS

O ex-homem forte do prefeito "Malddade", Antonio Donato, diz que nunca recebeu e nunca foi procurado pelos corruptos. Mas por que saiu do governo? Por que saiu da mídia? Ninguém diz que recebeu algo ilegal. Isso os procuradores têm de provar, mas um dos mafiosos já abriu seu sigilo telefônico para provar o envolvimento do tal Donato e de Helio Miguel, outro "malaca", que adquiriu 17 imóveis depois de vereador, então e questão de tempo. Dinheiro na mão de mafioso é vendaval, distribui e compra tudo e todos, até o PT, no passado tão bonzinho, tão ético. Depois Donato vai dizer que é perseguição política, claro.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

 

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JOÃO PAULO CUNHA

Noticiou o "Estadão" de 14/12 que o deputado condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) João Paulo Cunha afirma ter sido injusta a sua condenação e, pior ainda, compara sua punição – que, diga-se, deu-se com base no mais amplo ambiente democrático e legal, pelo STF, além de ter tido à sua disposição os melhores advogados, coisa difícil para qualquer brasileiro – à de Nelson Mandela. E, como bom petista, atira farpas contra a mídia. O camarada João Paulo, em absurda afirmativa, quer comparar os períodos históricos passados pelo Brasil ao seu procedimento desonesto, vergonhoso e desmoralizador para um deputado, ainda mais em se tratando de um presidente de uma das Casas do Congresso, desqualificando, de roldão, toda a instituição.

Ubiratan de Oliveira Uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

 

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COMPARAÇÃO

Interessante o discurso de João Paulo cunha, condenado no caso do mensalão do PT. Disse que o roubo deles foi menor que o de outros. O que isso diminui o roubo deles? Só mostra que até nisso eles são incompetentes. Todos que roubaram devem ir para a cadeia. O fato de outros terem roubado, e isso ainda será julgado, não diminui o fato de que montaram uma quadrilha no centro do poder, e digo mais. O Supremo Tribunal Federal (STF) realmente errou, pois não condenou o chefe da quadrilha, aquele que foi o real beneficiário de todo o esquema:

Lula.

Daniel Leal Bayerlein danielbayerlein@uol.com

Jandira

 

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QUEM PENSA QUE É?

Que despropósito o sr. João Paulo Cunha se dá o desprazer de tomar atitudes insanas, no seu pronunciamento na palestra do PT no último dia 13, reunião dos petralhas, afirmando que o sr. Joaquim Barbosa não é um homem digno. Este senhor está mais sujo do que pau de galinheiro, está próximo de ir para a cadeia, e não vai renunciar ao seu mandato. Quem pensa que é?

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

 

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QUE DÓ

 

O deputado João Paulo Cunha se superou ao comparar o mensalão à escravidão. A falta de argumentação é tão evidente que chega a dar dó. É melhor seguir o exemplo de Lula e não se pronunciar do que abrir a boca e falar asneira.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com

São Paulo

 

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A BANCADA DA PAPUDA

A bancada da Papuda está crescendo e esperamos que chegue a 513 deputados e 81 senadores. Ouvi o deputado João Paulo Cunha falar que não tem problema ficar preso, pois Mandela ficou 27 anos (então por que ele não pode?). Informo ao nobre deputado e a todos os políticos brasileiros que os senhores não servem e não serviam nem para ser tapete onde esse nobre cidadão do mundo pisou. Esse deputado afirmou também que não quer ficar sozinho no presídio. Lembro que tem muitos políticos para acompanhá-lo, inclusive ex- presidentes (Lula e outros).

João Mendes mendesjoao@ig.com.br

São Paulo

 

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AMPLA DEFESA

Os petistas condenados na Ação Penal 470, vulgo mensalão, contrataram os advogados mais caros e mais renomados no País e, ainda assim, segundo alegam, foram condenados "sem provas e contraprovas". Um bando de advogados incompetentes e relapsos, pois nem estagiário de Direito teria clientes condenados sem provas. Eles o são? Ou os condenados são de fato culpados?

Cláudio Eustáquio Duarte claudio_duarte@hotmail.com

Belo Horizonte

 

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A CARTILHA DE CUNHA

A cartilha divulgada por João Paulo Cunha acusando o presidente do STF, Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470 (antigo processo mensalão), condenando-o a 9 anos e 4 meses de prisão, por decisão da maioria dos ministros do STF, que acompanhou seu voto, dado apenas para praticar a justiça condenatória a quem transgrediu o direito e a honra de um poder da República (Legislativo), e que tinha e tem a obrigação de defender, repito, de acusar o mencionado ministro de praticar a justiça só quando ela lhe interessa, não passa dita cartilha de uma "cunha" de uma peça que tenta rachar a cultura jurídica, a dignidade, o prestígio, a transparência e, principalmente, a independência jurisdicional de dizer e aplicar o Direito na sua mais legítima expressão legal, de um ministro que tem como lema a integridade moral. Senhor ministro Barbosa, a Justiça brasileira e todos que militam na sua órbita se honram de tê-lo como magistrado!

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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CORAGEM

Referindo-se ao fato de Mandela ter ficado preso por 27 anos, diz João Paulo Cunha que suportará ficar preso apenas alguns. E diz ainda: "Eu não quero é ficar sozinho lá", na Papuda é claro. Coragem, deputado: não seja parcimonioso em suas declarações. Diga logo quais são seus preferidos e que deseja ter por companhia. Tenha coragem para isso. Com mais coragem, poderá até dizer por quê.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

 

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VERBA PARA IMPRESSÃO

Será que a cartilha de defesa que João Paulo Cunha distribuiu foi impressa na gráfica da Câmara, com o nosso dinheiro (verba de representação)? Cabe bem uma verificação!

Regina Célia Andrade e Silva de Souza rcelia00@hotmail.com

Indaiatuba

 

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ESCLARECIMENTO

Muitos lulopetistas ficaram decepcionados. A cartilha do deputado não diz como transportar dólares na cueca...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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AS VIATURAS PARAM, OS LADRÕES AGEM

As viaturas policiais do Paraíso, Ibirapuera e Vila Mariana só podem rodar 40 quilômetros em cada turno de trabalho e, ao mesmo tempo, aumentam consideravelmente os roubos e furtos na área. A medida restritiva seria decorrência da elevada quebra dos veículos. A restrição é uma típica medida de burocratas, que nada têm de intimidade e nem responsabilidade com a segurança pública, mas acabam tendo ingerência nesse importante setor. Jamais seria gerada dentro da corporação, onde todos conhecem a importância da presença do policial nas ruas e da sua locomoção. As polícias têm funções específicas, previstas em lei. Veículos, uniformes, armamento, equipamentos de segurança, comunicação e outros recursos fazem parte do conjunto. De nada adiantará ter o policial trabalhando numa área sem poder utilizar sua arma, rodar com sua viatura ou desenvolver qualquer atividade que o momento e as circunstâncias exijam. Ao governo é bom entender que polícia não é uma linha de produção, onde se pode cortar, diminuir ou aumentar a atividade. A ação do policial, quando preventiva, é ocupar uma área e demonstrar ao criminoso que ali está guardado e, quando em repressão, é perseguir os que já cometeram o crime até prendê-los e entregá-los à Justiça. Como fazer tudo isso se as viaturas têm de ficar paradas? O aumento dos roubos e furtos é o indicativo de que a viatura parada não deu certo. Por conta dessa indevida economia, a população fica à mercê dos bandidos. Nos quartéis aprendemos que ordem absurda não deve ser cumprida. Essa, de parar as viaturas, é uma delas. Revogue-se já!

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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