Fórum dos Leitores

IPTU EM SÃO PAULO

O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2013 | 02h06

STJ mantém suspensão

Não passa de demagogia política espúria o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, culpar os outros por não cumprir aquilo com que se comprometeu. Barrado o voraz aumento do IPTU pelo Tribunal de Justiça de São Paulo - decisão repetida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) ontem -, o sr. Haddad diz que isso frustrou a construção de creches na cidade. Ora, se essa era uma promessa de campanha, deveria ter equacionado o dinheiro da arrecadação para esse fim desde o início do governo, fazendo os acertos necessários no orçamento. Porém nada fez nesse sentido ao longo de 2013. Agora deve, sim, cumprir o que prometeu. Que "equacione" o orçamento do Município, elaborado por sua própria equipe.

PEDRO L. DE CAMPOS VERGUEIRO

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

GESTÃO HADDAD

Invasão de faixas

Está na hora de o brasileiro aprender que atrás da boa intenção sempre existirá a real intenção. Vale para tudo na vida que envolva seres humanos, mas principalmente na política e mais ainda na nossa, em que só aparece raposa para tomar conta de galinheiro. Neste caso, a boa intenção: aumentar a velocidade dos ônibus. A real intenção: 1) Multar e arrecadar mais dinheiro, aproveitando-se do caos no trânsito que ocorre após a implantação das faixas; 2) destruir o sistema de produção e diminuir a atividade econômica como objetivo comuno-socialista do Foro de São Paulo, enfiando goela abaixo de 80% dos brasileiros que são contra essa ideologia. Fosse boa a intenção, colocariam mais transporte público e mais próximo da residência das pessoas para, de fato, diminuir o tempo de deslocamento e aumentar a atividade econômica (hoje se demora de 10 a 15 minutos andando a pé até uma parada de ônibus e se espera por 30 a 40 minutos para conseguir entrar nele). Mais, só desenhando.

NELSON PEREIRA BIZERRA

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

Pararam a Heitor Penteado

Manifesto minha indignação com o estabelecimento de faixas de ônibus sem estudos de viabilidade. Na sexta-feira a Rua Heitor Penteado estava sendo observada para iniciarem as faixas na segunda-feira. O resultado é que uma via que tinha um pouco de trânsito só na altura do Metrô Vila Madalena agora está totalmente parada desde a Dr. Arnaldo até a Cerro Corá, ou seja, em toda a sua extensão. Li no jornal que adiaram a implantação da faixa para janeiro. Agora me pergunto: se antes das faixas já está inviável trafegar na região, como ficará depois? Os carros ficarão com apenas uma faixa para rodar. Ando de ônibus todos os dias e nesse trecho é claro que não há vantagens em ter o corredor, uma vez que há muitas conversões à esquerda e muitas vias importantes à direita (por exemplo, a Avenida Pompeia), não tem como restringir a passagem somente aos ônibus. Agora há trânsito onde antes não existia.

ADRIANA MARCHIORI SILVA

marchiori.silva@gmail.com

São Paulo

Multas

Uma média de 41 multas por hora representa uma excelente renda para a CET proveniente das infrações de quem usa as faixas para ônibus. Talvez eu venha a ser um contribuinte. Gostaria de convidar um fiscal da CET para me ensinar como evitar essas faixas. Moro de um lado da Avenida Sumaré e meu escritório é do outro, portanto, tenho de atravessar essa via várias vezes. Quando o sinal fecha na Sumaré, as pistas para automóveis ficam congestionadas. Quando abre para mim, só me resta a faixa exclusiva e para sair da avenida o percurso é de apenas cem metros. Tenho muitos companheiros infratores.

GREGÓRIO ZOLKO

gzolko@terra.com.br

São Paulo

A indústria que não para

Uma (a única?) indústria que cresce cada vez mais no Brasil é a de multas. Fui autuado por dirigir sem cinto de segurança numa rua onde nunca estive e quando estava no exterior. Meu carro estava na garagem e a única pessoa que mora comigo, minha mulher, em minha companhia. Apelei e enviei três provas de minha ausência do País, incluindo cópia do passaporte. O resultado chegou terça-feira: autuação mantida. Que malddad!

MARIO SILVIO NUSBAUM

mario_silvio@hotmail.com

São Paulo

Show diário no Anhangabaú

Precisamos divulgar para tentar acabar com essa bagunça promovida pela Prefeitura no Vale do Anhangabaú. Desde a semana passada foi montado um palco no calçadão da Avenida São João, em frente ao prédio dos Correios, onde são promovidos shows ao longo do dia. É impossível trabalhar na região em decorrência do altíssimo volume da música. Nosso edifício tem ar-condicionado central e sempre trabalhamos com as janelas fechadas, mas isso não resolve o problema. Nunca vi um prefeito tão demagogo como este, que prefere desrespeitar milhares de pessoas, seus vizinhos, prejudicando a atividade das empresas, para fazer média com um pequeno grupo de desocupados. O show de segunda-feira à tarde não deveria ter mais de 150 pessoas na "plateia", enquanto milhares, que produzem e pagam impostos, são submetidos a esse barulho infernal. Já disse e repito: coloque na Prefeitura um ditador, demagogo e incompetente e assista à destruição de uma cidade.

LUIZ SERGIO DOS SANTOS VALLE

luizsergiovalle@gmail.com

São Paulo

GOVERNO ALCKMIN

Radares ocultos

Parabéns ao nosso governador. Embora seja clara a legislação que proíbe a instalação de radares móveis onde eles fiquem escondidos - em pontes, viadutos e atrás de barreiras -, ele autoriza novamente a utilização desses aparelhos (17/12, A16). Que belo presente de Natal!

LUIS C. MINARELLI

lcmina@uol.com.br

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de André Gutierrez, Andrea Matarazzo (vereador), Antonio Brandileone, Antonio Carlos Gomes da Silva, Antonio Kandir, Bete Tonobohn Siraque (vereadora), Boeing Brasil Serviços Técnicos Aeronáuticos, BV Financeira, Cláudio Moschella, Del Grande Advogados Associados, Eduardo Gusso - EG:2, Embraer, Engegrav, Fernando A. Romão, Inaed, Instituto de Estudos Brasileiros, João Crestana - Torrear Incorporações, Jorge Chediek, Jornal d'aqui, Luiz Carlos de Oliveira, Martins Fontes - selo Martins, Murilo Luciano Filho, Myrian Macedo, Narciso Machado, NB Press Comunicação, Ruy Martins Altenfelder Silva - CIEE, SAE Brasil, Sandro Rego - Grupo Boticário, Singular Arquitetura de Mídia, SCCBESME Humanidade, TradiPet e Virgílio Melhado Passoni.

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IPTU EM SÃO PAULO

Superior Tribunal de Justiça (STJ) nega recurso e mantém aumento do IPTU suspenso em São Paulo. Gorou o roubo que Haddad planejou.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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QUEM VENCERÁ?

Mesmo derrotado pela Justiça, pela opinião pública, pela população, pela imprensa em geral, etc., o reluzente prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP), diz que não deixará de apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que sua proeza e maldição do aumento vergonhoso e escorchante do IPTU entre 20% e 35% contra os paulistanos seja executado. Quem vence a causa, a Justiça ou ele?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CIDADE DESVALORIZADA

Infelizmente, temos um prefeito em São Paulo, Malddad, que não consegue resolver os problemas da cidade e, levado por deputados, secretários, vereadores, diretores corruptos e ineficientes, resolveram determinar uma valorizacao absurda para as moradias dos bairros mais bonitos da cidade. Bairros que têm casas e mansões construídas há mais de 50 anos por paulistas que, com sacríficio, desejaram dar à cidade um apecto turístico e sofisticado. Acontece que, no decorrer dos anos, essas casas ficaram com encanamentos entupidos, telhados quebrados, etc., o que obriga uma conservação dispendiosa aos atuais moradores, sendo que a maioria desses moradores não é mais de trabalhadores ativos. Envelhecidos, aposentados, vivendo de uma miserável aposentadoria, que há dez anos não recebe aumento e cuja quantia está atingindo um salário minimo. Deveríamos, no mínimo, ter uma redução e/ou isenção para quem tiver acima de 80 anos. Não temos mais condições de trabalho para ganhos mensais. No período da prefeita Martaxa, houve um grande aumento do IPTU, o que causou muitas dificuldades aos moradores. Agora, com essa medida do Malddad, as casas e palacetes desses bairros já estão invendáveis. Acorda Brasil!

Martha Cardoso Aranha soniabuenopsicanalista@gmail.com

São Paulo

 

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REURBANIZAÇÃO

A Prefeitura do Município de São Paulo, dia após dia, inventa projetos mirabolantes com o único objetivo de mascarar algumas situações. Agora, contratou um escritório estrangeiro para reurbanizar o centro da cidade. Entre essa utopia estão o Vale do Anhangabaú, a Rua 25 de Março, o Patio do Colégio e por aí vai. Vai mais dinheiro do contribuinte e, resultado: piada. Como reurbanizar algo que nem limpo é? A Praça da Sé, no centro de São Paulo, que já foi açougue com venda de carne de suínos, vejam atualmente como está. Só faltam os suínos!

Jose Roberto Marforio bobmarforio@gmail.com

São Paulo

 

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A COBRANÇA DO MP

Devemos cumprimentar o Ministério Público (MP) pelas cobranças de promessas feitas pelos candidatos quando em campanha, mas que, quando assumem o cargo, têm uma amnésia proposital e não lembram o que prometeram. Dilma prometeu um cem números de aeroportos e não cumpriu, prometeu muitas creches e esqueceu-se delas, entre outras promessas nunca executadas; agora, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, reclama por ter prometido 150 mil vagas nas creches e não ter como cumprir a promessa sem o aumento extravagante do IPTU. Essa irresponsabilidade constante de políticos nos palanques deverá ser cobrada constantemente dos senhores eleitos, para cargos de comando, pelo MP, pois é a única forma de pôr um basta nos embusteiros da hora.

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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É PRECISO AGIR

Hoje preocupado com a circulação de táxis nos corredores de ônibus, o Ministério Público deveria intervir também na mistura de favelas do Haiti com as da Índia em que se transformou o centro da cidade de São Paulo. Na Praça Ramos de Azevedo, por exemplo, é quase impossível caminhar sem tropeçar nos "sem-teto" que permanecem deitados nas calçadas; isso sem falar do horrível mau cheiro. Essa gente não está ali simplesmente pela pobreza – grande parte deles padecem de problemas mentais, alcoolismo e dependência de drogas. O que fazer? Não sei, mas mesmo em nome dos tais "direitos humanos" que as autoridades usam para não removê-los, alguma providência tem de ser tomada, pois, a exemplo da "cracolândia", esses ajuntamentos tendem a atrair cada vez mais excluídos.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

 

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O PT NO PODER

Na realidade o prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, não sabe como sair desse enrosco criado com os quilômetros vazios dos corredores de ônibus, o conflito com os taxistas e o aumento do já caótico trânsito na cidade, sem contar em querer aumentar exageradamente o IPTU. O que acontecerá se o PT tomar o Palácio dos Bandeirantes nas próximas eleições?

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

 

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SEM AVANÇAR NO BOLSO DO PAULISTANO

O prefeito "Malddad", de São Paulo, disse que não se arrepende das medidas tomadas no início de seu governo. Verdade, somente as multas aplicadas a veículos que invadem as faixas exclusivas de ônibus na capital paulista aumentaram mais de nove vezes neste ano, dinheiro que servirá para honrar as dívidas com a prefeitura se não houver nenhuma máfia no setor. Convém lembrar ao prefeito que somente os milhões surrupiados na máfia dos fiscais deverão voltar aos cofres e também pagar dívidas do município. Portanto, senhor prefeito, continue buscando alternativas que o senhor verá que, sem necessidade de avançar no bolso do contribuinte, há outros meios para encontrar dinheiro perdido nos diversos setores do município. Dá mais trabalho do que aumentar impostos, mas a medida é bem mais simpática e moralizadora.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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SKAF E O IPTU

Acho admirável a cara de pau do sr. Paulo Skaf, se não bastasse ser candidato ao governo de São Paulo, vir a criticar o IPTU num ato eleitoreiro, induzindo a todos que o IPTU é abusivo. Talvez para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mas, para os isentos, aposentados, é justo. O que não foi justo foi a atitude de Skaf no governo Lula contra a CPMF, iludindo o povo de que, se fosse derrubada, os alimentos para o povo iria diminuir o preço, o que não aconteceu. Skaf e a Fiesp tiraram da saúde milhões de reais, sem a CPMF. Agora ele quer trazer o caos para a Prefeitura de São Paulo, impedindo a realização que o povo aprovou nas ruas, destruindo o recurso que viria do IPTU 2014. Onde estavam Skaf e a Fiesp na aprovação do IPTU de Kassab?

Vera Godoy Moreira veramgodoym@gmail.com

São Paulo

 

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INTERESSES

Em 2009, Gilberto Kassab procedeu a revisão da Planta Genérica de Valores, estabelecendo por lei que a próxima revisão seria em 2013. Em 2009 os aumentos aprovados foram de até 30% em imóveis residenciais e 45% nos imóveis comerciais, Gilberto Kassab era prefeito, PSDB fazia parte da base do governo e Paulo Skaf era presidente da Fiesp. PSDB e Fiesp não entraram com ações contra o aumento. Em 2013 o prefeito Fernando Haddad aumentou o IPTU em até 20% nos imóveis residenciais e até 35% nos imóveis comerciais. O prefeito não propôs um aumento linear, resultando em um aumento maior para os ricos e menor para os pobres. Além disso, o número de isentos cresceu e foi concedido desconto aos aposentados de baixa renda. De forma incoerente, PSDB e Fiesp entraram com ações contra o aumento, mesmo sendo substancialmente menor do que o de 2009. Confrontado, Paulo Skaf justificou-se alegando que no período de 2001 a 2009 houve uma grande valorização dos imóveis, fingindo ignorar que no período de 2009 a 2013 a valorização foi maior devido ao boom imobiliário. Em resumo, o prefeito Fernando Haddad agiu de acordo com a obrigatoriedade da lei e beneficiou as classes menos favorecidas, enquanto a Fiesp, leia-se Skaf, e o PSDB agiram de acordo com seus interesses políticos eleitoreiros.

Paulo Sergio Fidelis Gomes psf.gomes@ig.com.br

São Paulo

 

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PROPAGANDA MASSACRANTE

Há anos a Fiesp gasta verbas milionárias em anúncios publicitários em que aparece a figura do seu presidente travestido de garoto propaganda. Até quando seremos obrigados a assistir a este abusivo e sem precedente culto à personalidade, com a agravante que, nitidamente, o objetivo primordial de Paulo Skaf é sua carreira política? O inevitável acordo entre o PT e o PMDB, em caso de haver 2.º turno na próxima eleição estadual em São Paulo, faz parte do jogo político, mas não concede a Skaf o direito de, descaradamente, bajular a presidente Dilma em recorrentes e dispendiosos anúncios. Somam-se a essas intoleráveis atitudes o fato de que esta farra publicitária é paga com recursos provenientes do recolhimento compulsório do imposto sindical patronal. Sem entrar no mérito estético e considerando somente o aspecto ético da massacrante propaganda, urge que a Fiesp acabe com essa situação constrangedora, sob pena de continuar, inexplicavelmente, a mercê do voraz apetite eleitoreiro do seu presidente, que mais parece um ditador.

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

 

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AIRBAGS E FREIOS ABS

Excelente a ideia do governo de recuar e manter a obrigatoriedade de airbag e freios ABS para todos os veículos brasileiros a partir de 2014. Empregados das montadoras e a segurança daqueles que utilizam veículos agradecem.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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ACESSÓRIO

Mais que carros, quem precisa mesmo de airbags é um ministro que anda trombando com a verdade...

A.Fernandes standyball@hotmai.com

São Paulo

 

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A EXCEÇÃO PARA A KOMBI

Pessoal, a equipe econômica do ministro Guido Mantega recuou e manteve a obrigatoriedade de airbags e freios ABS nos veículos produzidos no Brasil, a partir de 2014, conforme previsto há muitos anos. Agora, em mais uma lamentável e incansável tentativa, a equipe econômica quer favorecer a Volkswagen sob a justificativa de que a Kombi é um veículo singular. E é mesmo, pois é extremamente insegura em caso de colisão frontal. Sentados na primeira fileira de bancos, motorista e dois passageiros, em pêndulo, são massacrados em choques frontais, com traumas físicos extensos e pouquíssima chance de sobrevivência. A Kombi é um veículo tão singular e inseguro que, de fato, não conta com concorrentes parecidos e a Volkswagen reinou, enquanto pôde, solitária no mercado. Ávida por lucros altíssimos, durante as muitas décadas de produção da Kombi, manter em produção no Brasil apenas a segunda geração T2 (que data de 1967 e que depois teve o teto levantado e foi chamada T2c). No resto do mundo, a terceira geração T3 surgiu em 1979 e atualmente o produto está em sua quinta geração T5, que se enquadra perfeitamente em todas as rígidas normas de segurança europeias e norte-americanas. Sou absolutamente contrário à excepcionalidade que a equipe do ministro Mantega está cogitanto criar para a Kombi brasileira. Trata-se de uma aberração oportunista que vai contra os interesses da população (refiro-me à maioria, e não a minorias choronas). É preciso entender que o argumento de que muitos trabalhadores serão demitidos não cabe aqui, pois se deve principalmente à decisão mercadológica da Volkswagen, e não à legislação que, sabiamente, tenta proporcionar mais segurança viária à população do País. O alegado temor de demissões não se deve ao fato de a Kombi não ter conseguido receber airbags e ABS, mas sim é resultado da vontade da Volkswagen, que, em situação muito confortável (e gananciosa) até agora, optou por não atualizar o modelo, pois o mercado consumidor não demandava e, assim, ela auferia maiores lucros. Preste atenção: o governo (esse mesmo que diz governar para todos) agora pretende criar uma excepcionalidade para a Kombi e afagar a Volkswagen, apesar de esta ter deliberadamente tomado, ano após ano, a decisão de manter obsoleto o produto! E aí, será que em 2014 a Volkswagen fará uma polpuda doação para a campanha do PT? E quanto valem os votos das famílias de 4 mil empregados da Volkswagen, berço do sindicalismo do Lula, nas eleições presidenciais? Contra-argumentos: 1) ministro Mantega: ao contrário do que afirmou, a Kombi é um veículo, sim, e dos mais perigosos pois expõe motorista e passageiros a consequências severas em caso de acidentes. 2) foi a VW que preferiu, ao longo dos anos, manter o produto extremamente desatualizado, pois assim lucrava mais. 3) segundo artigo 3.º do decreto lei 4.657/1942, "ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece": portanto, tanto a VW quanto o mercado consumidor estavam obrigados a saber que a Kombi deveria se enquadrar na legislação vigente. Para a VW: se não o conseguiu, houve tempo de sobra. Para os compradores: que tivessem comprado o veículo até 2013. 4) negociar esmolas agora, às vésperas da obrigatoriedade de airbags e ABS, é um verdadeiro acinte. E, ministro Mantega, conceder a excepcionalidade é definitivamente uma vergonha! Um tapa na cara da população e dos outros fabricantes e importadores que procuraram se enquadrar na legislação vigente. 5) O argumento de que muitos trabalhadores perderão empregos é uma farsa programada. Se o produto tivesse sido atualizado, eles poderiam trabalhar tranquilamente na produção de gerações mais recentes. 6) Ee por falar em emprego, o País precisa investir e produzir tecnologia para fabricar veículos que, em conformidade com normas adotadas mundialmente, possam ser exportado para outros países, consigam trazer divisas e – finalmente – sejam capazes de manter, de maneira consistente e sem artificialidades criadas por medidas provisórias, os empregos. Quero um governo que governe para todos, e não para minorias.

Fernando Fischmann ffischmann@hotmail.com

São Paulo

 

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RECUO NA SEGURANÇA

Se a Kombi fosse realmente ressuscitada, com certeza o governo criaria outras exigências para habilitar motorista que pretendesse dirigi-la: capacete feito de fibra de vidro, resina e kevlar de alta resistência, viseira de plástico rígido, macacão resistente ao fogo, protetor da coluna cervical, cotoveleiras e joelheiras ortopédicas, sapatilhas e luvas. Para os passageiros de qualquer orientação religiosa, o porte obrigatório de bíblias rodoviárias.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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ESPOLIADOS POR UM ESTADO PERDULÁRIO

Brilhante, realista e muito oportuno o artigo dos dois diplomatas professores Paulo Fernando Pinheiro Machado e Paulo Roberto de Almeida ("Por uma fronda empresarial brasileira", 18/12, A2). Que as universidades e entidades representativas do setor privado o leiam, meditem e programem suas ações.

Eduardo de Paula Ribeiro epr@vribeiro.com.br

São Paulo

 

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NA ROTA DA ARGENTINA

Concordo totalmente com os srs. Paulo Fernando Pinheiro Machado e Paulo Roberto de Almeida, mas: 1) Os custos do governo com as organizações do Estado (federais, estaduais e municipais), aparelhadas pelo loteamento político e, portanto, ineficazes, ineficientes e corruptas, serão sempre elevados. Isto é, não há controle e contam com o "apoio" da sociedade civil (sindicatos, associações de profissionais e empresariais, organizações religiosas, etc.), uma vez que não há pressão contra o loteamento político. 2) A nossa Constituição permite a indicação para cargos de confiança e em comissão nas organizações do Estado, o que estimula a criação de partidos (que mais se assemelham a quadrilhas de parasitas do Estado) e a candidatura de safados. 3) As mudanças necessárias ao saneamento dos males acima implica mudança de cultura que, se iniciada, exigirá muitas décadas para acontecer e, como o início não se apresenta no horizonte, creio que estamos em rota semelhante à da Argentina.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

 

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EMPRESÁRIOS UNIDOS

Excelente o artigo de Paulo Machado e Almeida ontem (18/12) na página A2 do "Estadão", "Por uma fronda empresarial brasileira". Acho que já passou da hora de os empresários brasileiros se unirem politicamente e promoverem uma grande melhora de verdade em nosso país.

Benedito C. Barbosa bb_r@ig.com.br

Guarujá

 

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‘FRONDA’

Apesar de ter de procurar o que seja "fronda" no dicionário, achei o texto "Por uma fronda empresarial brasileira" o melhor texto já escrito sobre o tema. Sugiro transforma-lo em abaixo assinado. Subscrevo.

Roberto Muylaert bobmuy@uol.com.br

São Paulo

 

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ELEIÇÕES 2014

Considerando os rasgos na seda realizados por Dilma Rousseff e Eduardo Campos em Pernambuco na terça-feira (18/12, A4), percebemos o que nos reserva o futuro. Campos afirma (todo sorriso) que as "pontes" com Dilma serão mantidas. Resumindo: teremos mais do mesmo, em dose dupla. Menos mal que o governador revele seu estilo em tempo de cairmos fora.

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

 

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OPOSIÇÃO

Teremos oposição ou não? Na eleição de Dilma, Serra temeu envolver Lula na discussão por causa de sua popularidade. Deu no que deu...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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JOSÉ SERRA

Mesmo à frente de Aécio Neves (14%), do PSDB, nas pesquisas de intenção de voto para presidente em 2014, José Serra (19%) tomou correta decisão de não sair novamente candidato, permitindo que o PSDB concentre energias e esforços em torno de um único nome em sua campanha. Com sua vasta experiência, acumulada ao longo de tantos anos dedicados à prática da boa política, Serra será o nome certo tanto para o Senado quanto para a Câmara de Deputados. Que o partido, unido e coeso a partir de agora no lançamento do documento "Os 12 mandamentos", consiga persuadir milhões de eleitores a aceitarem seu forte mote desafiador: "Quem muda o Brasil é você". Vamos mudá-lo para melhor!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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CHAPA PURO-SANGUE

Serra mostra grandeza ao abrir desde já o caminho para Aécio. Que tal uma chapa puro-sangue?

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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A FELICIDADE DE AÉCIO

O senador Aécio Neves (PSDB) e provável candidato à presidência em 2014, quando governador de Minas (2003 a 2010), por meio de um projeto de sua autoria, efetivou 98 mil funcionários não concursados ("Estadão", 6/11). Em abril de 2011, ele cometeu uma infração no trânsito no Rio por dirigir alcoolizado, recusou-se a fazer o teste do bafômetro, foi multado e teve a carteira CNH apreendida por estar vencida. Como um simples cidadão brasileiro e, após ler a matéria do "Estadão" "Minha felicidade incomoda alguns" (14/12, A10), eu pergunto: Será que dá para confiar no senador Aécio Neves como presidente do País com esse perfil?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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CAMPOS OU AÉCIO

Não só Roberto Freire, mas outras opiniões de políticos vivenciados acham que Eduardo Campos é mais competitivo que Aécio Neves. Na realidade, Aécio, com o PSDB, leva a disputa mais para o confronto partidário com o PT, enquanto Eduardo Campos, sem ressentimentos ou quesilhas graves, pode demonstrar seus planos de governo com mais tranquilidade e menos rancor. De outro lado, ele é de Pernambuco, Estado que pode aglutinar mais os eleitores do Norte e do Nordeste, além de estar desenvolvendo um bom trabalho junto ao empresariado brasileiro, especialmente o de São Paulo. Parece que ele é quem irá para o segundo turno com a atual presidente, com grandes chances de vencer, caso a economia continue a andar ruim das pernas, no dizer de Mantega.

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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REFORMA POLÍTICA

O Supremo Tribunal Federal (STF) precisa vetar doações por empresas em eleições. Partidos que aceitam doações de empresas e mesmo aqueles que existem em função de tais doações são e serão eternos devedores, e um dia terão de pagar. Ou será que Papai Noel existe?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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‘O GERME DE UMA REVOLUÇÃO’

Excelente o editorial publicado com o título acima no "Estadão" (15/12, A3). Realmente, é de esperar que o Supremo Tribunal Federal tenha a a sensibilidade jurídico-social em mais esta importante decisão de interesse nacional, qual seja o financiamento de campanhas eleitorais apenas por pessoas físicas. O Brasil precisa desse germe para se constituir, cada vez mais, numa pátria livre e democrática, sob a égide do império do direito e da justiça.

Ruyrillo Pedro de Magalhães ruyrillo@ig.com.br

Campinas

 

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NOSSA VOZ

O editorial do "Estado" de domingo retratou muito bem o sentimento dos cidadãos, aquele que trabalham de chuva a sol, sobre o financiamento de pessoas jurídicas em campanhas em eleitorais. A verdadeira voz do povo!

Carlos Alexandre da Silva alexandredecaruaru@icloud.com

Caruaru (PE)

 

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OS TRÊS PODERES

O Congresso Nacional, um dos Três Poderes da República, não atua como tal. Seu "poder" foi retirado pelo Executivo, que o "comprou" por cargos, recursos para suas bases eleitorais e dinheiro ao parlamentar, sob diversas formas. Sua função de legislar e fiscalizar o Executivo não existe de fato, portanto, o Brasil não tem um Congresso verdadeiramente, conforme dispõe a Constituição. O Congresso não fiscaliza o Executivo, permitindo elevado grau de corrupção, que também o invadiu. O Congresso não legisla sobre os temas básicos de que o País necessita, mas trabalha, principalmente, nas necessidades mais imediatas de seu "patrão", o Executivo. Assim, o Judiciário, poder que está se recuperando e se libertando do Executivo, toma, também, pelo STF, papel de responsabilidade do Legislativo, agora mais "destroçado" do que nunca. Segundo o "Estadão" (15/12, A4), 13 assuntos que se encontram para decisão daquela Corte tornar-se-ão leis, subtraindo obrigações do Legislativo que "não funciona". Isso incluirá ação que poderá modificar a legislação eleitoral, talvez para pior porque proibindo empresas de financiar legalmente partidos, haverá um consequente aumento de uso da caixa 2. Ao mesmo tempo que o Judiciário reduz a significância do Legislativo por legislar em seu lugar, contribui, também, e fortemente, para que o Legislativo seja um poder altamente corrupto. Existem hoje "andando lentamente ou parados" na justiça 300 ações e 534 inquéritos sobre parlamentares em exercício, 36% por desvio de recursos públicos e até por homicídio. De 82 Senadores, 28 têm contas a pagar na Justiça, e o processo mais lento, contra Jader Barbalho, já dura 29 anos. Assim, tanto ao Executivo quanto ao Judiciário cabe a culpa por "estraçalhar" o pobre Poder Legislativo, dirigido por "suspeitíssimos" elementos.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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PELA PROMISCUIDADE

Os congressistas, que todos um dia gostaríamos de respeitar, agora ameaçam retaliar o Supremo porque está prestes a por fim a uma lacuna na nossa lei eleitoral, que permite à promiscua contribuição das empresas nas campanhas políticas. Oras, como todos sabem, as empresas não votam. Apenas os eleitores. Está claro? Então por que aceitar que 95% de todas as verbas arrecadadas pelos partidos para suas milionárias campanhas políticas sejam doações vindas de empresas, que têm nos governos das três esferas seus fiéis clientes? E que fornece equipamentos, medicamentos, alimentos, outros que participam das construções das obras, etc., etc.. Colocado tudo isso no liquidificador das facilidades institucionais dá o excrescente superfaturamento e um elenco monstruoso de promiscuidades, que, como conhecemos muito bem, termina em lamacentas propinas. Mas este Congresso que há muito não tem interesse em legislar na condição de varrer esse lixo das contribuições perversas para nossa sociedade, agora quer retaliar o STF, e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), esta a autora da ação contra as doações das empresas. Ao Supremo, pretende fixar um mandato de dois anos para os ministros da Casa, e não mais até que completem seus 70 anos de idade. Ou seja, só frescura! E para a OAB, a ameaça de acabar com os exames que certificam o registro de advogados, aos estudantes de direito recém formados. Ou seja, diferentemente do nosso Parlamento, a OAB, com a exigência desses exames, valoriza o talento e a meritocracia para que esse estudante exerça com dignidade a profissão. Bem diferente do Congresso, que aceita qualquer parlamentar eleito pelo povo, mesmo que seja ele um deliquente, mafioso, etc. É bom que se diga que estes, parte com condenações judiciais nas costas, hoje são finalmente barrados graças ao mesmo Supremo Tribunal Federal, que aprovou a Lei da Ficha Limpa. E o Congresso, desmoralizado que está e infelizmente sem compromisso com a Nação, continua a favor da promiscuidade institucional.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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CAMPANHAS E INGENUIDADE

A revista "Veja" apresentou, no mesmo número de 18 de dezembro, pareceres opostos sobre o mesmo assunto, demonstrando isenção e imparcialidade. Na "Carta ao Leitor", pelo editorial "Falso problema, falsa solução", se manifesta contra a aprovação da lei que proíbe as doações legais de empresas a candidatos e partidos, entendendo que isso aumentaria a derrama de dinheiro por baixo do pano e abriria caminho para o financiamento público de campanhas, aumentando a corrupção. Contrariamente, Roberto Pompeu de Toledo, no artigo da última página "Barateamento já", coloca-se ao lado dos ministros do Supremo Tribunal Federal que julgam anticonstitucional a colaboração das empresas, pois, por não terem direito de cidadania, não podem participar do processo eleitoral. O articulista acha muito mais eficiente lutar para uma reforma do sistema político que visasse ao barateamento das campanhas eleitorais, proibindo-se marqueteiros, cabos eleitorais, shows, propagandas pagas nos meios de comunicação. A meu ver, à margem das questiúnculas de ordem jurídica, o mais importante é impedir que os dois poderes, o econômico e o político, se juntem para tomarem conta das eleições, no nível municipal, estadual e federal. É uma ingenuidade infantil pensar que pessoas ou entidades, públicas ou privadas, gastem milhões para elegerem deputados, senadores, prefeitos ou governadores sem esperar de volta, e multiplicado, o capital investido, mediante licitações manipuladas, obras superfaturadas, ocupação de cargos públicos por indicação. Como reza a máxima franciscana, é dando que se recebe! A atividade política entra em conluio com o poder econômico para que sejam eleitos sempre os mais ricos, realimentando os currais eleitorais. Para sair do impasse precisaria reduzir a campanha eleitoral ao mínimo: o candidato deveria publicar apenas seu currículo, sua proposta e a declaração do imposto de renda antes e ao fim do mandato, para verificar se houve enriquecimento ilícito. Mas tal reforma político-eleitoral passaria no nosso Congresso Nacional? Acredito que não, pois, como já foi dito e demonstrado, "a cobra nunca morde a mão que a alimenta"!

Salvatore D’ Onofrio saldo1@ig.com.br

São José do Rio Preto

 

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VOTO FACULTATIVO

O magnífico exemplo do Chile, a nação mais politizada da América Latina, ao estabelecer o voto facultativo para as atuais eleições presidenciais, em que metade dos eleitores – de novo – são capazes de permitir à outra metade que não vota ficar tranquila com a escolha daqueles que foram às urnas para eleger Michelet Bachelet a nova presidente. Onde está a coragem democrática desses nossos políticos brasileiros, que têm a audácia cínica de votar uma mini – e demagógica – "reforma" política, que, nem assim, a ditadura petista aprovou? Que vergonha, que falta de caráter e de ética a impedirem o avanço de nossa democracia! Exemplo vem de cima.

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

 

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ATALHO

O voto facultativo é o caminho mais rápido para a entrega do poder às minorias organizadas...

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

 

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NA PONTA DO LÁPIS

Feitas as contas, a "volta triunfal de Bachelet" deu-se raças a pouco mais de 26% do total do eleitorado chileno.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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VOTO ELETRÔNICO

Maior demagogia essa a de que o voto biométrico (por reconhecimento da impressão digital) vai garantir uma eleição mais segura. Nem é preciso ser um pouco mais esperto para ver que quem decide a votação será o programador, que é boi mandado do Planalto. Nem é possível mais conferir a votação pelas cédulas de votação. Não é à toa que países do Primeiro Mundo não adotam essa excrescência. Tudo carta marcada.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

 

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HOSPITAL DE QUALIDADE?

Em plena sexta-feira 13 (cruzes), a presidente Dilma inaugurou o Hospital José Alencar, localizado na cidade de São Bernardo do Campo. A interrogação acima é cabível, posto que a inauguração se deu com dois anos de atraso, mas o hospital ainda não pode ser totalmente utilizado e só poderá funcionar a plena capacidade em 2015. Na ocasião, a presidente ressaltou a qualidade da prestação do serviço com que se atenderá o usuário, afirmando que sua administração, à semelhança da anterior, não entrega "muquifo" para a população. Consolidando todas as informações acima, eu ousaria dar um conselho aos cidadãos de São Bernardo do Campo: façam como o cidadão residente mais famoso na cidade. Em caso de necessidade e urgência, corram para o Sírio-Libanês em São Paulo. Digam que foram recomendados por Lula, Dilma e Padilha. Por certo, serão prontamente atendidos.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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NÃO É BEM ASSIM

A prefeitura de São Bernardo do Campo está veiculando na televisão uma propaganda do Hospital de Clínicas daquela cidade. Ali, na televisão, tudo é lindo, funcionários sorridentes, internos com aparência saudável e o ambiente é impecável. Por favor, mandem alguem checar in loco, que a realidade não é bem assim.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

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DESESPERO

Pelo programa "Globo Repórter" de sexta-feira (13/12), conferimos o abandono dos hospitais públicos ou coisa que o valha no Nordeste e em Taguatinga, no entorno de Brasília. Um paciente que teve a barriga aberta sem necessidade se expressou: "Isso não é um hospital, é o inferno". Na mesma noite, no horário nobre, a presidente Dilma fala da reestruturação da economia e da saúde (vai reestruturar algo que eles têm nas mãos desde 2003?). Como era programa do PT, vem o senhor Lula da Silva falando do Bolsa Família, que é como bolo, quanto mais batem, blá, blá, blá. Ambos estão desconexos com a real situação e pretendem a reeleição em 2014. Mudem o marketing, troquem o Mantega, trabalhem, parem de mentir ao povo brasileiro.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

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UCRÂNIA

O caso atual da Ucrânia é exemplar: o povo, já livre do comunismo, tenta, agora, se livrar dos grilhões imperialistas da Rússia, saudosa da autocracia soviética. Enquanto isso, no Brasil, em Salvador, trocam o nome da uma escola de Presidente Médici para Carlos Marighella, numa atitude revanchista e de homenagem a quem queria implantar o sistema comunista no Brasil. Por que será que, com todos esses exemplos do mundo comunista, ainda há quem lute por essa causa? Não é preciso nem conhecer os fundamentos científicos ou acadêmicos desse perverso e fracassado sistema, só vigendo em pouquíssimos e infelizes países. Basta ver os restos do Muro de Berlim, os cubanos (balseros) enfrentando mar e tubarões para fugir de Cuba, os recentes assassinatos, sem direito de defesa, na Coreia do Norte, o medo e a melancolia geral e irrestrita do povo... E ainda há comunistas! O caso da Ucrânia é acadêmico: livre do comunismo, ainda paira sobre seu povo o autocratismo – a negação da democracia –, irmão siamês do comunismo, este, tão perverso para com o povo, que não subsiste sem o apoio daquele! E o resultado dessa maldita união é claro: pobreza e falta de liberdade. Pergunte a qualquer cubano ou coreano do Norte. Mas com cautela e discrição, pois se não, paredón!

Luiz Sérgio Silveira Costa lsergio22@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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UM DIA A CASA CAI DE NOVO

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nunca foi uma instituição confiável e, principalmente, devido aos péssimos dirigentes que sempre teve, sua fama é até pior que a do Congresso Nacional, se é que isso é possível. Pensando bem, há muito pouca diferença entre uma e outra instituição. Muitos dirigentes que cá atuam, são os políticos que lá legislam e vice versa. Toda sorte de falcatruas e safadezas foram e continuam sendo praticadas pela CBF com o futebol brasileiro que continua dependente de jogadores gênios e de muita sorte. Se o futebol do País dependesse de uma administração séria e competente, nunca teríamos sido campeões mundiais de coisa nenhuma. Este ano, mais uma vez, o Fluminense carioca, depois de praticar toda sorte de desmandos administrativos além de um futebol de quinta categoria vai se caracterizando mais uma vez como o time campeão do tapetão. E nós, torcedores, somos obrigados a participar dessa palhaçada sem poder apelar a ninguém. Cuidado cartolagem, os gênios estão cada vez mais escassos e um dia a casa cai. Estamos às vésperas de um campeonato mundial no nosso país com a torcida revoltada, os times falidos e a mesma corrupção e incompetência impregnada na direção do futebol brasileiro. Espero sinceramente que 1950 não seja reeditado em 2014...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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ESPETÁCULO EM INGLÊS

Vocês já foram ver o show das águas no Parque Ibirapuera? É lindo, realmente! Mas fiquei indignada; como uma atração show para a cidade de São Paulo, para o grande público paulistano, uma festa popular, pode tocar músicas natalinas em inglês? A Prefeitura e os patrocinadores se esqueceram de que falamos Português, e apenas uma parcela muito pequena da população fala inglês? Meia hora de show e só duas músicas em português, quando o público canta baixinho, no tom, no compasso. Lindo! Não poderiam ser todas as músicas cantadas em nosso idioma, que todos entendessem e acompanhassem?

Elizete Fantato elizefancor@gmail.com

São Paulo

 

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